Notas iniciais
RECADO IMPORTANTE: Essa semana teremos dois capítulo, ao que tudo indica. O próximo ja está quase pronto e eu provavelmente postarei na quarta-feira, mas dependendo dos comentarios eu posto até amanha se brincar.

Levanto da cama sobressaltada enquanto respiro fundo. Olho ao redor tentando me localizar e finalmente me acalmo ao ver Daryl deitado meu lado. "O que aconteceu?". Lembro-me de estar contando sobre... o Joshua e então... E finalmente eu lembro. É como um baque. Nunca pensei que poderia contar essa história a alguém, assim como não imaginei que Daryl continuaria aqui, mesmo sabendo que eu deixei uma criança inocente mor... Balanço a cabeça fortemente afastando esse pensamentos.

— Daryl. — Sussurro chamando-o de leve. Ele apenas respira fundo, virando-se na minha direção sobre a cama. Olho-o. Levo minha mão até sua testa afastando o cabelo de seus olhos levemente. Acho melhor lembra-lo que as vezes é bom cortar o cabelo. Os fios na altura de seus olhos poderia atrapalha-lo.

Agradeço mentalmente por te-lo ali. Não sei o que faria sem Daryl, nunca contei para ele mas ja tinha perdido a vontade de viver. Aquele dia que me encontraram, se eles não estivesse lá, se ele não tivesse lá, eu não teria fugido. Aquele dia eu aceitaria a morte de bom grado. Devo a minha vida a Daryl e mesmo que ele não saiba.

Tecido tomar um ar e começo a sair da cama sem me movimentar muito. Não quero acordá-lo. Novamente calço os sapatos que a Beth conseguiu pra mim do Gleen, realmente meus pés ficaram nadando, mas me ajudou bastante. Principalmente quando os ferimentos ainda estavam inflamados. Agora graças ao Hershel e ao Daryl que me deu “caronas” em suas costas várias vezes, raramente sinto alguma dor na região. Pego minha faca que Daryl tanto abomina e coloco no cinto. Depois que acabei encontrando aquele zumbi no banheiro não descansei mais. Alguma coisa dentro de mim me faz querer lutar novamente pela vida.

Paro na porta olhando para confirmar se Daryl ainda estava dormindo e desço as escadas silenciosamente evitando acordar os outros. Quando olhei para a janela ainda estava escuro, mas não demoraria muito para o sol nascer. Decido ficar lá fora para conseguir ver o sol nascer. Faz tanto tempo desde a ultima vez em que parei para ver algo assim. Alguma coisa que seja bonito nesse mundo. Algo que nunca ira mudar, não importa quantas vezes a Terra mude.

Acho que talvez seja por isso que eu seja tão fascinada pelo céu. Sempre que eu paro para olha-lo eu me sinto leve. Diferente dos seres humanos que ficavam horas e horas e viviam a base de sempre ser cada vez mais bonitos, os astros são diferentes. Eles emanam a beleza, a pureza, não importa qual seja sua face. Vejo Carol na cela do Hershel e aceno pra ela passando silenciosamente e abrindo o portão. Resolvo sentar no pátio. O tempo está meio frio, então me encolho. O último acampamento em que eu consegui montar durou apenas dois dias e tive que sair correndo, nisso acabei deixando minhas coisas para trás. Só consegui pegar minha faca e minha mochila velha.

Olho para o céu. As estrelas brilhando a todo vigor. Começo a buscar pelas constelações, aprendi bastante sobre elas para poder explicar para o Josh qual formato formavam. A minha preferida sempre foi a constelação de Lyra. A história que levou essa constelação a ser considerada de tal forma foi a história de amor entre Orfeu e Eurídice. Sempre foi meu conto preferido.

Orfeu era filho do deus Apolo e da ninfa Calíope. Um dia ele herdou do pai uma Lira que, uma vez tocada por suas mãos, revela um canto tão primoroso que nada nem ninguém consegue se manter imune a sua magia. Até as feras mais selvagens amenizavam sua ira diante das notas extraídas deste instrumento, que praticamente as hipnotizava. Mesmo os arbustos cediam aos seus encantos.

O deus dos matrimônios, Himeneu, consagrou o amor de Orfeu e Eurídice, mas não foi capaz de trazer boa sorte ao relacionamento. Uma atmosfera de presságios inundou a união desde o início, o que se concretizou quando a jovem, pouco depois, foi assediada por Aristeu, por sua intensa beleza. Ao escapar de sua perseguição, ela esbarrou em uma serpente e foi picada pelo réptil, o que provocou sua morte.

Incapaz de aceitar este fato, Orfeu declara sua tristeza a mortais e imortais, mas, nada obtendo, vai atrás de sua amada no Inferno. Aí o amante, tocando sua lira, leva Caronte a guiá-lo pelo mundo sombrio dos mortos, ao longo do Rio Estige; entorpece Cérbero, o guardião das portas infernais; seu doce lamento ameniza as torturas das almas aí exiladas; e, diante de Hades, arranca lágrimas do próprio soberano dos desprovidos de vida, o qual, diante dos apelos da esposa Perséfone, permite que Orfeu atravesse os umbrais desta região para buscar Eurídice, mas impõe uma cláusula ao seu contrato verbal.

A jovem retornaria com Orfeu ao universo dos vivos, desde que o amante não olhasse para sua amada até estar novamente sob o Sol. A proposta o alegrou, afinal, teria a chance de ter sua esposa de volta. Ele conseguiu resistir através de túneis sombrios e difíceis de atravessar, e já estava quase chegando à esfera iluminada quando, para ter certeza de que a esposa estava logo atrás, espia por um instante a parte final do caminho. Neste momento, Eurídice se transforma novamente em um espectro, lança um último grito e parte para a esfera dos mortos.

Orfeu é impedido de acompanhar a esposa e se desespera, permanecendo sete dias ao lado do lago, em jejum. Ele se converte em um ser devorado pela angústia e rejeita as outras jovens; tenta sem sucesso esquecer sua grande perda. Cansadas de serem menosprezadas, as Mênades, mulheres furiosas, cortam seu corpo em pedaços e lançam sua cabeça no Rio Hebrus.

As nove musas se compadecem de Orfeu e juntam seus fragmentos, sepultando-os no Monte Olimpo. Agora no reino dos mortos, o amante se reúne a Eurídice. No local em que jaz seu corpo, afirmam que os rouxinóis entoam seu canto de uma forma mais suave. As assassinas foram punidas pelos deuses, transformando-se em sólidos carvalhos.

Apesar de ser uma história trágica sempre foi uma confirmação de que existe algo como um amor tão forte que nem mesmo a morte a capaz de vencer.

O sol finalmente começa a nascer e eu fico prestando atenção nas diversar cores que tomam o céu. Sentindo meus olhos se pesarem depois de um tempo, até que finalmente não visse mais nada.


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— Vamos Anne… Acorda! — Escuto a voz de Daryl me chamando com pressa. Abro os olhos alarmada me deparando com Daryl apertando meus braços com força.

— Se prepare, temos que ir. — Ele diz me ajudando a levantar. Escuto tiros ao longe e começo a ficar preocupada.

— O que está acontecendo? -Pergunto começando a correr, tentando segui-lo.

— Os zumbis. — Daryl olha para tras lançando uma flecha e me assustando. — Eles tomaram conta de tudo, temos que sair. — Ele pega minha mão e me faz correr mais rápido. Olho para o lado e não vejo ninguém.

— Daryl! — Chamo-o começando a me preocupar. Ele olha para tras rapidamente. — Onde estão os outros? — pergunto temerosa. Ele desvia o olhar e evita me responder.

Logo alguns zumbis começam a aparecer no nosso campo de visão me fazendo tirar a faca da cintura e deixa-la preparada. Eu tinha que ajudar Daryl. Não sei por onde eles conseguiram entrar mas sei que parecia estar tudo tomado. Precisávamos fugir, não podíamos deixar que eles pegassem o Carl, muito menos o bebê, eles... Eles. Onde estão?

— Daryl! — Grito assustando-o. Ele mata mais alguns zumbis que se aproximar de nós e me puxa para me esconder perto de uma parede.

— Onde estão os outros? — Pergunto novamente ofegante enquanto abaixava o tom de voz. Não podia atrair a atenção deles para a gente. Ele olha fundo nos meus olhos e apenas balança a cabeça negativamente. Sinto meu ar faltar, isso não podia estar acontecendo. Até algumas horas atrás estava tudo normal, como isso foi acontecer? Sinto lágrimas começarem a escorrer pelo meu rosto, mas rapidamente serem limpas por Daryl que aproveita para segurar meu rosto, me forçando a olha-lo.

— Preciso que você fique firme agora tudo bem? Não pode ter uma crise agora Anne, preciso de tirar daqui. — Olho-o e vejo que seu rosto também está pesado. Eu sou mesmo egoísta, ele os conhece a muito mais tempo que eu, eu deveria estar lhe dando apoio e não ao contrário. Respiro fundo e balanço a cabeça mostrando-lhe que estou preparada.

— Isso, agora preste atenção. — Ele diz me olhando profundamente. — Está vendo a pick-up? Temos que subir nela para poder pular as grades. Não vamos conseguir sair de carro daqui, depois disso saimos direto e corremos pra floresta entendeu? — Ele pergunta me fazendo assentir. Sinto um peso no coração mas concordo. Daryl respira fundo e se aproxima de mim levemente beijando minha testa. Sei que está preocupado, também estou.

Ele não me da tempo de falar nada pois logo pega minha mão e sai correndo, me fazendo segui-lo. Dessa vez parece que mais deles entraram e finalmente nos perceberam, tanto que alguns chegam tão próximos que tenho que acerta-los. Finalmente conseguimos chegar na pick-up e matamos os mais próximos. Daryl coloca a besta no chão por alguns segundos e me ajuda a subir na mesma pelo lado. Assim que sinto meus dois pés firmes no chão me viro para ajuda-los mas sinto meu mundo cair ao escutar seu grito. Viro rapidamente me deparando com Daryl matando o zumbi que mordia seu ombro com força. Coloco minha mão na boca evitando um grito de dor. Olhos para ele enquanto sinto seus olhos queimarem sobre mim. Uma de suas mãos cobre o ombro com força enquanto seu rosto se contorce em dor.

— Daryl. — Chamo-o entre os soluços e me aproximo para ajuda-lo a subir no carro, mais zumbis se aproximam e eles os mata ignorando o ombro. Ajudo-o do carro e assim que temos uma chance eu chamo-o novamente para ajuda-lo a subir, mas para a minha surpresa ele nega e se afasta fazendo barulho para atrai-los.

— Não! — Grito ao ver o que ele pretende fazer.

— Daryl, não! — Grito com força me preparando para descer do carro.

— Vai embora Annelise, agora! — Ele grita pra mim me fazendo parar. Ele me olha e parece que ao ver que eu não o obedeceria ele simplesmente para de lutar e se deixa ser domado pelos zumbis.

Notas finais
ESTOU TRISTE COM MUITOS DE VOCÊS! Gente, eu sinceramente não consigo saber o que voces estão achando da história porque vocês não falam comigo.... Não sei como lidar. Espero que tenham gostado. Beijinhos, Gabbs Silva.