Vivendo ao perigo

5 Confie apenas em você.


Notas iniciais
Cuidado em sua volta. Nem sempre a pessoa que te oferece a casa é cem por cento confiante.

Uma loirinha baixinha, tinha uns cinco anos de idade corria no parque com sua mãe toda feliz sorrindo, ela era carismática e queria ir em todos os brinquedos, com um vestidinho rosa e bolinhas brancas alegrava aquele local.

– Mamãe, mamãe! – Thay gritava alegre.

– Oi minha filha. – Mãe da Thay se agachava.

– Quando eu crescer eu quero achar o melhor príncipe do mundo! – Ela fechava os olhos e sorria.

– E você vai achar, porque é a melhor princesa do mundo. – Elas giravam felizes e saltitantes.

Acordei na cozinha da casa do Caique todo machucado. Olhava em volta e via alguns tentando me ajudar, outros chorando muito. Eu me sentia muito dolorido, mas não conseguia mais chorar o que eu sentia era apenas raiva,ódio. O medo não existia mais em mim, estava louco pra encontrar todos de novo e matar um por um.

– Como esta se sentindo Ro? – Fe como sempre foi lá me ajudar.

– Ro, Ro,Ro. Por favor não chore – Lorena chorando falou pra mim, sendo que eu não estava chorando.

– Estou bem, mas não consegui salvar a Thay – Olhava para o chão e me sentia culpado por tudo aquilo

– Ro, você fez o possível. Ninguém teve tanta coragem como ti. – Lua chegou me dando a mão.

– Cadê a Anna? Preciso falar uma coisa a ela. – Fiquei procurando ela pelo olhar.

– Ela está sem rumo, mas tem uma galera cuidando dela. – Lyu falou meio atordoado com a situação.

Tentei levantar mas ainda estava muito zonzo, mandaram eu ficar sentado pra acabar de por os curativos em mim. Era complicado pois parecia que estava em um jogo de dominó e eu era uma das peças, e o jogador é da pior espécie que faz de tudo para derruba-lo. Eu só esperava o próximo ataque, eu tinha certeza que não demoraria muito pra eles voltarem, alias a madrugada passava de vagar.

– Gente como o Ro está? – Caique chegou com uma bandeja cheia de pequenas dozes de bebida.

– Ele esta melhorando. – Lyu Disse – E eu não bebo.

– Isso não é bebida alcoólica. Eu sei que você não bebe loirinho da Parmalate. – Caique deu um leve sorriso. – Sua mulher bebeu, e adorou.

– Da logo isso então. – Lyu sempre com seu ar doce ( Só que não)

– Vou deixar a bandeja aqui. Ro vem comigo, tem um curativo no porão da minha casa. – Caique me puxou.

– Você tem porão? – Tava meio zonzo, mas consegui ficar em pé com o Caique me ajudando.

– Tem muitas coisas aqui em casa que vocês nem imaginam – Caique deu um leve sorriso.

Enquanto Caique me ajudava eu observava uma galera dormindo que nem pedra, e alguns meio que em modo zombie caindo mas acordado ainda. Vini e Dudu eram os únicos felizes da casa, dançando e cantando nem parecia que três amigos deles tinham morrido, e que eles podiam ser os próximos logo logo. Lembrei do John falando que tinham mais assassinos, e eles podiam estar entre nós. Claro que suspeitei do Dudu e do Vini, mas sinceramente eles não me assustavam. A casa do Caique é enorme e parecia que nunca acabava, estávamos em direção ao porão quando Erick, Yokota e Sofia carregava Anna gritando que nem uma louca, sorte que o Caique não tinha vizinhos aquele grito me lembrava os tempos de Ro no Multshow depois da meia noite.

– Por que? Por que senhor? Porque logo minha melhor amiga – Anna gritava, dava pra perceber que estava meio alcoolizada e totalmente fora de si.

– Calma amor, eu amava. Amo a Thay também, ela sempre estará em nossos corações, vamos conseguir sair daqui e chamar a policia. E encontraremos o corpo da Thay – Dava pra notar que Erick estava muito triste, mas se controlava pra ajudar sua namorada.

– Sofia – Yokota sussurrava – Se sairmos vivos daqui, quero te fala que eu... Eu.

– Eu...? Sofia encarava o Pastel de Flango.

– Gente mandem essa menina parar de gritar – Caique interrompeu o ar romântico. E parecia irritado.

– Calma Caique, ela acabou de perder sua melhor amiga. – Erick tentava acalmar Caique, ainda segurando a Anna.

– Já to de saco cheio dessa menina gritando na minha casa – Caique sussurrava com ele mesmo.

– Me solta amor. – Anna olhou pra caíque com os olhos todos vermelhos – Que é aquele rastro de sangue em direção aquela porta? – Ela foi seguindo o sangue.

– Anna fica aqui! O Caique vê isso, ele é o dono da casa. – Erick tentava puxar ela, mas Anna deu um tapa na mão dele.

– Fica quietinha ai menina, não se atreva a andar mais – Caique meio que me empurrou e eu cai no sofá, ele ia em direção a Anna.

– Talvez seja o sangue da Thay, talvez ela esteja nessa porta! – Anna cega continuou indo.

– Menina – Caique segurou ela por trás – Eu juro que queria que fosse de outro modo, mas você me irrita. – Caique Sussurrou. E virou ela ainda segurando.

– Caique? Solta ela por favor? Esta machucando. – Erick meio confuso falou.

– Vocês estão na minha casa. – Caique deu um leve sorriso – E vocês estão sendo enganados desde que o Thomas morreu. Foi tão engraçado ver ele gritando por trás daquela porta, — Erick arregalou o olho e foi em direção a Anna, mas Caique tirou uma faca do bolso. – Xii, fica bem quietinho ai amiguinho. – Erick Parou – Continuando essa história linda que estava falando, depois da cartinha que eu joguei pro Ro eu sabia que ele ia ficar desesperado e pedir ajuda, nesse modo fui um grande amigo e chamei todos para a minha humilde residência. – Eu olhava aquilo e não acreditava, me senti culpado. Yokota e Sofia se olhavam e tremiam. – Eu sinceramente amo o John, ele é lindo e charmoso. Quando Yash saiu gritando desesperado já sabia que o Petta ia morrer, já estava tudo esquematizado. – Caique olhou pra Anna e sussurrou – Ver sua amiga Thay chorando todos os dias na minha casa, foi tão incrível, a comida dela era pão com água. As vezes batia nela porque sinceramente aquilo me deixava a pessoa mais feliz do mundo. – Anna Começou a chorar e tentava se debater. – Vocês sinceramente são um bando de idiota.

– Me solta seu desgraçado, pra eu quebrar a sua cara de passiva! – Anna se debatia mais ainda, quando se calou e arregalou os olhos. Comecei a ouvir passos, mas continuava olhando pro Caique, como os outros.

–Oi John – Caique sorriu. Todos olharam pra trás assustados.

– Que cena linda em Caique, assim que gosto. – John chegou agarrando a Sofia. – Que menina linda em. Não se importa de eu abraça-la né japa?

– Só não machuque ela – Yokota tava totalmente assustado.

– Pietro já sabe. – John olhou para o Yokota.

– Sim. – Na mão de Pietro tinha uma madeira enorme. – Você curte uma madeira né? – Yokota não teve nem a chance de responder, levou uma maderda no rosto e caiu.

– Que está esperando Castellano, sobrou o Erickzinho pra ti.- John olhou furioso. – Mas não faça nada ainda, quero que ele veja uma coisa. Fique a vontade Caique.

– Anna, como você consegue ser irritante menina – Caique sussurrava, quando Anna chorava muito – Você cansa minha beleza, olhe para o seu namoradinho. Diga adeus a ele. – Anna deu uma olhada rápida para Erick, quando Caique quebrou o pescoço dela. Naquele momento Erick ficou desesperado e tentou sair das garras de Castellano, mas levou uma cotovelada nas costas desmaiando.

Eu ainda estava ali vendo aquela cena horrível, mas não conseguia mais chorar. Mas ver uma grande amiga minha que eu chamava de irmã morrendo diante dos meus olhos, fez meu coração se apertar. Parecia que ninguém tava reparando em mim. Pude ver cada corpo sendo levado para o porão, Sofia ainda estava consciente e John foi levando ela beijando sua orelha. Fiquei sozinho na sala caído, sem entender absolutamente nada. Tentei me levantar para pedir ajuda, fiquei meio que zonzo ( Parecia que tinha tomado aquelas garrafas de Cinquenta e um) Fui andando e só via pessoas caídas no chão, até o Vini e o Dudu. Mas pra cima estava o Lyu, Felipe, Lorena, Jojo que me ajudavam aquela hora também tudo inconsciente, todos com o copo na mão. Verifiquei o pulso do Fe e estava batendo normal. Na certa doparam eles, fiquei desesperado e não sabia o que fazer, era o único consciente diante daquele local.

– R.. Ro – Rezende estava caído perto de Jujubs que já estava desacordada.

– Rezende meu Deus, o que vamos fazer agora? – Estava desesperado.

– Tenta correr, eu também tomei essa bebida. Não vou poder ajudar, eu sonhei com tudo isso . Por isso te disse aquela vez no velório para me alertar se acontecesse isso de novo. – Rezende lutava para não dormir.

– Como vou sair daqui? Esta tudo trancado. – Fui sincero.

– Arromba! Rezende caiu em um sono profundo.

Sai correndo ate a cozinha, peguei duas facas e um pedaço de madeira. Eu ainda estava meio zonzo. Fui ate a porta e comecei a bater ate quebrar, chutava ao mesmo tempo. Eu sabia que a qualquer momento alguém ia chegar, mas não parava de bater e lembrava da cena que a Thay morria em meus braços e ficava revoltado.Comecei a gritar de raiva.

– isso, força! Força! – John chegou me incentivando, e atrás dele todos observando.

– Por que não me mata logo? – Parei de bater e peguei a faca do meu bolso.

– Porque você é valente, e foi o primeiro a saber de tudo – John Ria.

– Hum, interessante – Comecei a rir – Seu doente só porque nunca teve amigos esta fazendo sua vingancinha? Ah ele ta no seu joguinho – Comecei debochar dele – E vocês seus idiotas, parecem cachorrinhos dele. Eu não tenho medo de vocês, tenho pena. E se não me matarem agora, vou matar um por um. – Fui sincero, mas totalmente idiota.

– Cuidado que meus ‘’ cachorrinhos’’ não tomaram vacina em. – John olhou para Dimmy.

Eu ainda estava meio zonzo, a porta não abria de jeito nenhum não sei se estava fraco demais ou a porta era de aço. Minha visão ficou meio escura, e as cenas da casa do Caique era as cenas do meu primeiro sonho. Pude ver John e Dimmy se aproximando e rindo. E apaguei de vez.

Notas finais
Lembra quando disse que deve ser horrivel morrer em um cativeiro? Bem, talvez seja pior do que eu pensava, pois já estava em um.