Vivendo ao perigo
6 Cativeiro
Notas iniciais
Ser refém de psicopatas é a pior coisa, a qualquer momento pode chegar um e querer simplesmente te matar da pior forma possível
Estava em um lugar parecido com uma fazenda, aliás antigos relevos onde os pássaros cantavam, as rosas lindas davam brilho aquele lugar. Tinha uma casa enorme meio velha sem pintura e parecia abandonada, ouvia gritos e comecei a andar quando de repente pude ver um corpo pendurado em uma corda, mas não conseguia ver a pessoa fui mais perto e era uma pessoa enforcada. E essa pessoa era eu.
– Hey Ro, acorda! – Vini sussurrava comigo todo machucado– Estou vivo? Ou tudo foi apenas um terrível pesadelo? – Acordei com algumas dores no lombar, estava amarrado em uma corda junto com Vini, Dudu, Lyu e Felipe.– Bem vindo a tortura novamente. – Dudu dava risadas, e eu notei que ele perdeu um dos dentes.– Dudu agora faz cosplay de Tiririca. – Vini o cortou. Confesso que dei uma leve risada.– Como conseguem fazer piadas sabendo que em breve seremos torturados e vamos morrer, sem se despedir dos amigos e familiares? – Lyu se pronunciou com uma voz cansada. – Pior não saber se a Jujubs está viva ou não. – Lyu apenas abaixou a cabeça.– Não podemos ficar conversando apenas gente. Devemos tomar uma atitude! Estamos em cinco pessoas, e que eu saiba todos são homens. – Fe olhou para o Vini.– Mas estamos presos com vários nós nas mãos e nos pés. – Eu não tinha uma ideia de sai.– Quero MIJAR – Dudu começou a se debater do nada.– Mas essa agora... – Lyu já tava de saco cheio.– Hey, amiguinhos canibais e psicopatas o Dudu quer ir no banheiro! – Vini começou a gritar.– Cala a boca Vini! Você é idiota? – Comecei a me irritar com Vini.– Verdade, alguém deixa eu ir no banheiro! To apertado! – Dudu Começou a gritar também. Ouvi pequenos passos no lado de fora, e todos ficaram em silêncio. De repente risadas surgiram em um tom assustador, mais ou menos umas três pessoas rindo. Quando a porta se abre de um jeito agressivo por Castellano, junto com ele tinha mais dois capangas que seguravam Erick todo machucado e jogaram ele no chão.– Que gritos são esses? – Castellano chegou perto da gente com uma faca.– Nada na... – Fui interrompido por Vini.– O Dudu quer mijar – Vini foi sincero mas completamente idiota.– Sim, me solte e me leve ao banheiro. Quero cagar também. – Dudu já esperava ser solto.– Você acha mesmo que vou te levar ao banheiro? – Castell começou a rir da sua forma escrota.– Por que não? Você.Num.Caga? – Dudu começo a gritar.– Cala a boca cara. – Castell começou a ficar irritado e começou a brincar com sua espada.–Então me solta eu mesmo vou lá. – Dudu continuava insistindo.– Ok. Eu te levo lá. – Castell deu uma risada. – Se alguém tentar sair eles atiram em vocês. – Castell aponto para os dois capangas que usavam uma pistola e pegou Dudu. – Vamos dar um passeio. Dudu saiu com Castell e os dois capangas, eles davam pequenas joelhadas na perna de Dudu que reclamava. Olhei para Erick e ele estava totalmente machucado, mas o rosto dele era de ódio. Ele não estava amarrado, apenas jogado no chão.– Psiu, Erick. Consegue se mexer !? – Comecei a sussurrar.– Acho que não, eles pegaram um ferro botou fogo e queimou minha perna. – Erick levantou devagar a barra de sua calça e tinha um símbolo meio estranho.– Meu Deus! Eles te torturaram! – Felipe totalmente assustado.– Vou matar o Castellano. – Erick apenas disse isso, e desmaiou.– Voltamos ao ponto zero. – Lyu sempre irritado.– Calma gente, talvez seja tudo uma brincadeira! Cara hps sempre hps. – Vini estava meio bêbado ainda, mas se ele tivesse sóbrio ia falar a mesma coisa.– Acho que você tem Down Mano. – Fui sincero. Ficamos ali jogados mais ou menos uma hora, e nada do Dudu voltar. Ou ele estava com uma puta diarreia ou... Não demorou muito e a porta se abriu, Dudu estava vivo mas sangrando que nem mulher quando não tem mods em sua menstruação. Dava pra notar que ele chorou muito, e ainda estava chorando.– Desceu Dudu – Vini como sempre começou a zoar, mas Dudu não brincava mais.– Socorro – Dudu começou a chorar que nem criança quando perde sua bala.– Que vocês fizeram com ele? – Felipe gritou.– Ele quis fazer suas necessidades. Eu deixei. – Castellano olhava para a faca cheia de sangue. E pegou um saquinho do bolso. – Estão com fome? Isso será a janta de vocês. – Castell gargalhou e jogou o saquinho que caiu no Vini.– Aee, tava morrendo de fome já. Pelo jeito é uma coisa grande gente. – Vini começou desembrulhar o saco. – Vou fechar o olho e morder porque sou vida louca.– Não! Não! Não! – Dudu Gritava desesperado e não parava de sangrar, olhei para aquela sacola e na hora caiu a ficha. Deu uma vontade de rir quando pois aquele negocio na boca, e ao mesmo tempo nojo e desespero.– Aah, credo! Que porra é essa? – Vini começou limpar sua boca na corda, tava cheio de sangue e alguns pelos nos dentes dele. Não sabia se ria ou chorava, e notei que Lyu e Felipe tavão segurando a risada.– Isso é para aprender nunca me desrespeitar, se você sobreviver a hemorragia interna nunca mais terá filhos. Nem preciso te amarrar né? – Castell jogou ele no lado de Erick e saiu rindo.
– Meu Deus. Socorro.Socorro. – Dudu estava apavorado chorando.– Meu Deus. – Vini pela primeira vez ficou serio.– Dudu como você esta? – Perguntei.–Como você acha? Eu perdi o Duduzinho mano! E estou sangrando sem para. Acabou Sexo, acabou tudo. – Dudu se remoia de dor, uma poça de sangue já aumentava cada vez mais no chão.– Dudu tente se acalmar. Quanto mais nervoso ficar mas dor você sentirá. – Lyu tentava acalma-lo, mas era meio que impossível.– Quero morrer, por que não morro logo? – Dudu descontrolado gritava.– Dudu? – Erick acordou do nada.– Erick, por favor. Me mate! Me mata agora. – Dudu começou a empurrar Erick.–Por que está... – Erick olhou para baixo e viu ele sangrando, preferiu nem continuar. – Não posso te matar Dudu, se acalme. Terá um jeito.– Estou sangrando muito; Ta doendo demais, e pra piorar não tenho mais um pinto.– Mas ainda tem seus amigos – Felipe tentou conforta-lo mas piorou.– Não estou sentindo meu corpo,socorro. Eu to morrendo. – Dudu começou a falar mais baixo.– Dudu, não veja a luz! – Vini gritou.– A dor está passando. – Dudu começou a falar mais devagar e olhou em minha direção – Sei que esta com ódio em seu coração Ro, talvez o que eu tenha pra te falar seja um jeito de se vingar. Enquanto eu era torturado pude ouvir alguém falando que todos vão ser encaminhados para um tipo de fazenda. Porque uma pessoa pode ver coisas suspeitas na casa, e a policia ia chegar hoje a noite. – Dudu deu uma gaguejada, e começou a vomitar sangue.– Dudu, calma respira! – Comecei a ficar desesperado junto com os demais.– Ro, eles tem receio de você. – A voz de Dudu começou a falhar. – Você é o único que pode salvar todos, se livra desse ódio e comece a pensar em algo. Vini diz a Jade que eu amo ela. – Dudu deu um leve sorriso, que estava cheio de sangue. – E diz a ela que você pode ter o prazer de sentir o Duduzinho.– Pode deixar mano,eu te amo. – Vini começou a chorar.– Dudu. Calma. – Erick pois a mão na cabeça dele – Vai ficar tudo bem. – Dudu começou a tossir sem parar, até que se calou de vez.
Notas finais
Talvez essa seja a hora de tentar escapar, pois depois disso complica muito mais. Estamos perto ainda de sair, agora uma fazenda. Que Deus nos ajude.
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