Notas iniciais
Sam está em um hospital psiquiátrico.



"E aí, tudo bem? Como vão indo as coisas?"


"Indo como sempre foram na minha vida inteira. 25 anos e contando. Minha infância foi boa. É claro, tirando o fato de que minha mãe foi assassinada com requintes de crueldade em um ritual demoníaco. E é claro também, que isso afetou as vidas de meu pai e de meu irmão. Eles literalmente se transformaram em paramilitares. E eu também tive treinamento para me transformar nisso também.


Tirando isso, eu fui pra escola, me instruí. Nunca tive doenças sérias e minha trajetória foi quase que normal, no meio acadêmico. Não vou mencionar o fato de que eu praticamente estudava em uma escola diferente a cada dois meses... besteira. Isso tudo é besteira, quando sua vida é marcada por tragédias. Jéssica minha namorada teve a mesma sorte de minha mãe. Eu preciso dizer que ambas morreram por minha culpa?


Não se preocupe, já andei por essa trilha antes, e não, eu não tenho complexo de culpa, nem carrego o fardo de ter indiretamente causado a morte delas. O culpado por isso já foi devidamente eliminado. O demônio do olho amarelo, também chamado de Azazel. Ele foi o culpado e já pagou por isso. Esqueça! Tudo isso já passou. Não tem mais importância."


Sam voltou para seu quarto. Deitou-se e tentou dormir. Imagens da sua infância e de Jessica lhe invadiram a mente. Ele se permitiu chorar. Não tinha vergonha disso. Ele merecera o direito de derramar lágrimas, e de mostrar fraqueza, vulnerabilidade. Afinal, ali ninguém dava importância a isso. O truque com as lágrimas, é que quando você não as reprime mais, e deixa correrem livres pela primeira vez, elas secam naturalmente. Então você chora até ficar exausto e com os olhos secos. E isso ajuda a dormir um sono sem sonhos.


Sam caminhava pela manhã no exíguo espaço ao redor do prédio. Não era muito bonito, mas ao menos era ar livre. Por vezes gostaria de dar vazão a sua frustração e raiva interior. Gostaria de gritar a plenos pulmões, bater e chutar até sangrar as mãos, até ficar exausto com o esforço físico, mas ele sabia que não deveria dar vazão a reações extremadas, ao menos não em público. As pessoas poderiam ficar com medo e ele seria posto em camisa de força. E esse era um preço muito alto a ser pago pelo direito de extravasar energia.


"Eu me pergunto o que Deus quer de mim, quero dizer, ser o receptáculo de Lúcifer? Realmente? Quem em sã consciência iria querer passar por isso? Será que eu nasci e sobrevivi até aqui só para servir ao mal? Como Deus pode permitir isso? Como ele pode permitir que tanta coisa ruim ocorra? Sabe, eu não sou religioso, quero dizer, eu realmente não sou muito ligado nestas coisas de igreja e pecado, mas eu sei que isso é importante e que isso influi em nossas vidas, só não sabia o quanto. Mas eu, eu realmente não culpava Deus por tudo de ruim que acontecia em minha vida. Culpava apenas aos caras maus. Eu queria apenas que Deus me desse uma chance, uma ajudinha, sei lá, um olhar amistoso aqui pra Terra e pra minha família. Só pra gente não sofrer tanto quanto a gente sofre. Isso é ser fraco?


Eu fui ao inferno e voltei. Parece piada, eu sei. Eu voltei, mas é como se eu ainda estivesse lá. Se pensar muito no assunto, vou chegar a conclusão de que ainda estou lá e que isso aqui, isso tudo aqui, inclusive o senhor, doutor, são alucinações. Faz sentido, ao menos pra mim. Sabe... às vezes... eu olho pra trás e ... ele está lá. Lúcifer. Ele me acompanha e fala comigo. Eu sei que parece loucura... mas é a verdade. Acredite, doutor, isso já foi pior. Antigamente ele não me deixava dormir, me torturando. Principalmente me queimando vivo. O mesmo fogo que matou minha mãe e minha namorada, mas... eu sei que tudo isso está só na minha mente, que tudo isso é ilusão... não é?"


Dean e Castiel foram visitá-lo. Sam parecia alheio à presença deles, devido os fortes remédios que o médico lhe passara, depois da última entrevista. Dean ficou muito preocupado e quis levar Sam consigo de qualquer jeito, mas Castiel o convenceu de que Sam precisava de tempo para sarar, e era melhor ele permanecer em ambiente controlado. Dean enfim aceitou o conselho de Castiel e se despediu do irmão com um beijo na testa, que o mesmo nem notou, perdido em seus pensamentos.

What's up? (4 non blondes)

25 years and my life is still
Trying to get up that great big hill of hope
For a destination
I realized quickly when I knew I should
That the whole world's made up of this brotherhood of man
for whatever that means

And so I cry sometimes when I'm lying in bed
Just to get it all out, what's in my head
And I, I am feeling a little peculiar
And so I wake in the morning and I step outside
And I take A deep breath and I get real high
And I scream from the top of my lungs,
What's goin' on?

And I say hey.... hey....
I said hey, what's goin' on
And I say hey.... hey....
I said hey, what's goin' on?

Ooh, Ooh, Oooohh, Oooohh, what's up...
Ooh, Ooh, Oooohh, Oooohh, what's up...

And I try, oh my God, do I try
I try all the time in this institution
And I pray, oh my God, do I pray
I pray every single day for a revolution!

And so I cry sometimes when I'm lying in bed
Just to get it all out, what's in my head
And I, I am feeling a little peculiar
And so I wake in the morning and I step outside
And I take deep breath and I get real high
And I scream from the top of my lungs,
What's going on?

And I say hey.... hey....
I said hey, what's goin' on
And I say hey.... hey....
I said hey, what's goin' on
And I say hey.... hey....
I said hey, what's goin' on
And I say hey.... hey....
I said hey, what's goin' on

Ooh, Ooh, Oooohh, Oooohh, what's up...

25 years and my life is still
Trying to get up that great big hill of hope
For a destination

Notas finais
Primeiro de tudo, essa música tem uma história, que não combinava com a série abordada aqui. Lamento não poder escrevê-la.