Notas iniciais
Oiii povooo Quero agradecer a Cor das Palavras por estar sempre comentando e impulsionando a fic, seu apoio me ajuda muito! Também quero agradecer a quem acompanhou a história, fiquei bem happy migos Coloquei (ou tentei colocar) no início desse cap um link que vai dar numa imagem de um menino. Daí vocês me pedem: por que diacho? Essa foto desse cara (se alguém souber quem ele é, me digam, por favor) é pra ser tipo um "dream cast" do Aaron, da fic. Acho que fica bom pra vocês imaginarem ele, e s e quiserem que eu comtinue com essas fotos de "dream cast", falem por DM ou nos comentários, por favor! Se não quiserem imaginar o Aaron assim, obviamente não faz mal, só achei esse cara legal pra ser ele. E... FELIZ NATAL PIAZADA!! Tudo de bom pra vcs (se é que ainda tem alguém aí) e vamos lembrar o verdadeiro significado do Natal! Bexooos (finalmente)

"Love, we need it now

Let's hope for some

'Cause oh, we're bleedin' out"

Maya

E assim, no marco dos meus dois meses de intercâmbio, eu saio caçando um bandido.

Tá meio frio lá fora, então, logo depois que Nico explica que Aya está no colégio, na sala dela, e viu um carro cinza, sedan, com o anel dourado, estacionando na garagem da escola, Henrique pula do banco ao meu lado, onde estava, e sai correndo para o andar de cima pegar moletons pra nós dois.

Desenvolvo suspeitas de que ele é o Flash, porque dois segundos depois ele já aparece alucinado descendo as escadas de novo. Henrique me entrega um moletom e Nico já vai abrindo a porta.

Cada um tem reações distintas ao pânico, eu percebo: enquanto Henrique e Nico ficam alertas, se apressando pra sairmos de casa e irmos atrás da Aya, eu fico meio paralisada.

Enquanto me xingo internamente, corro pra fora de casa, acompanhando os meninos.

Pulamos pra dentro do carro do Henrique e ele logo começa a dirigir, rumando para o colégio. Mando mensagem pro Aaron, só para o caso de ele já ter voltado dos cafundó de Judas onde estava e quiser nos ajudar.

Henrique dirige rápido até o colégio, não a ponto de ser perigoso, mas tenho medo que ele tome uma multa.

Só vai.

Em cerca de cinco minutos, com Henrique tomando atalhos que eu nem sabia que existiam, chegamos à escola.

Quase saio correndo pra dentro, mas Nico me segura. Me toco de que é melhor tomar cuidado, uma vez que não sabemos quem está dentro do colégio. Nossa sorte é que ninguém, exceto o diretor, eu, Nico, Henrique, Adam e Olivia e a mãe da Aya, sabe onde é a sala privada dela. Então, pela lógica, caso o pai da Aya tenha vindo aqui atrás dela, provavelmente teremos alguma vantagem sobre ele.

Vamos andando com cuidado e, ao caminhar habilmente pelos corredores até a sala particular da Aya, percebo que (até que enfim) decorei o caminho.

Antes tarde do que nunca.

Quando chegamos lá, a porta está trancada. Nico bate duas vezes na porta, então espera um pouco, e bate mais cinco. É a batida que combinamos com a Aya caso algo assim acontecesse.

Ouvimos passos meio hesitantes atrás da porta e então, depois de uns segundos, Aya abre-a e põe a cabeça pra fora. Ela brande uma caneta destampada como forma de defesa.

A gente usa o que tem.

Entramos rápido na sala dela, e Aya logo fecha a porta atrás de nós.

—Vocês ouviram alguma coisa? — pede ela, passando os dedos pelos cabelos loiros, agitada.

—Não ouvimos nada — diz Nico. Aya olha então para Henrique, buscando algo mais.

Henrique passa distraidamente a mão pela testa, olhando pra ela.

—Olha, talvez devêssemos chamar a polícia — ele fala. — Os policiais não deram bola pra o seu depoimento, mas se eles vierem aqui e virem alguma coisa, pode ser que mudem de ideia.

Sim, meu irmão é sempre sensato desse jeito.

—Boa ideia — fala Aya. Eu me apresso pra pegar meu celular e ligo pra polícia.

Bom dia, Departamento de Polícia de Londres — fala uma voz monótona do outro lado da linha quando me atendem.

—Bom dia. Estamos no Colégio Saint Philip, na rua Baist. Achamos que tem um invasor nas dependências do colégio. Vocês poderiam, por favor, enviar policiais para cá, para fazer uma busca? — pergunto.

—Você está sozinha aí dentro? Ou tem mais gente com você? — o policial do outro lado da linha pede.

Bem nessa hora, alguém entra pela janela.

Pula, melhor dizendo.

Eu, Henrique, Nico e Aya nos encostamos na parede, já preparados pra lutar.

Aaron, com o cabelo úmido da chuva (sim, tá chovendo lá fora pra completar), nos olha com uma cara de "sou só eu, donzelas", e então eu volto a falar apressadamente com o policial.

E sim, caso você não tenha entendido, Walker acabou de pular pela janela.

—Estamos em cinco.

—E em que andar do prédio estão?

—No terceiro, sala 7.

—Estamos a caminho — ele fala, por fim

Desligo.

Vamos ao que importa:

—Aaron, como você pulou a janela? — pergunto.

Ele revira os olhos e aponta para a árvore que tem perto da janela e para as escadas de emergência na parede do lado de fora da construção.

—Já fiz aulas de parkour — declara, por final.

Isso explica tudo.

Depois disso, ouvimos um barulho no andar de cima, bem acima de nossas cabeças.

Fechamos a matraca.

Aaron vem pro meu lado e liga um gravador.

Não sei muito bem o que ele pretende, mas só vai.

Após minutos de silêncio, nos quais aguardamos a polícia, um furacão, o Barney ou alguma coisa diferente acontecer, alguém fala.

Ou berra, como você preferir.

—Aya, eu sei que está aqui.

A voz que chega até nós é fraca, o que mostra que onde quer que o pai dela esteja (agora sabemos que só pode ser ele), ainda está longe. Ainda não nos encontrou.

Aya, ao meu lado, engole em seco. Aperto sua mão como conforto.

Por um segundo, ela parece perdida, os olhos desfocados. Mas então algo a trás de volta à realidade e ela parece alerta novamente.

E assim, passamos uns quinze minutos.

Em silêncio.

Começo a jogar (em silêncio) pedra, papel e tesoura com o Nico, só pra passar o tempo.

Então, ouvimos passos no corredor. Do outro lado da porta.

—Polícia de Londres. Abram a porta.

—Provem que são policiais — fala Aya, encostada na porta, pálida.

Algo é passado por baixo do vão da porta. Um distintivo policial, no qual se lê "Departamento de Polícia de Londres". Aaron o pega.

—É legítimo — ele declara, enquanto o analisa. Se ele consegue pular janelas, também deve ter aprendido a ver se um distintivo policial é verdadeiro ou não. Não duvido mais de nada. Se uma rosa aparecesse amanhã na minha frente e me falassem que a rosa era Aaron, acho que eu acreditaria.

Afasto o pensamento, porque é estranho imaginar Walker como uma flor.

Henrique espera Aya sair da frente da porta e a abre. Dez policiais entram.

—Foram vocês que ligaram? — um deles pede. Vejo que o amigo da mãe da Aya está entre eles.

—Sim, fui eu — falo. Ele assente.

—Acabamos de chegar. Jones e Cameron vão levá-los para fora do prédio. Vamos vasculhar tudo por aqui. Ouviram alguma coisa desde que se trancaram aqui? — pede outro policial.

—O... Invasor falou alguma coisa há uns minutos. Acho que estava na parte oeste do colégio, longe. Não ouvi mais nada depois — diz Aya.

—Tudo bem. Vamos começar as buscas. Jones, Cameron, levem-os pra fora. — finaliza o policial.

Saímos do colégio, finalmente.

Jones, aparentemente é o sobrenome do amigo da mãe da Aya. Ele falar conosco após sairmos.

—Aya, acho que falar ou não para os policiais que o "invasor" que está lá dentro é seu pai é sua escolha, você deve decidir. Por um lado, falar seria bom porque talvez isso ajudasse nas investigações, mas a escolha é sua — ele diz para ela, com afeto.
Ela o abraça forte, e percebo que Jones foi o mais próximo de um pai que Aya já teve ao longo da vida. Vejo que ele também a vê como uma filha.

—Acho que vou falar. Vai facilitar a vida de todo mundo — fala Aya baixinho, a voz abafada pela farda policial de Jones.

Eles se soltam e Jones assente pra ela. Ele pede se temos como ir para casa, e Henrique responde que ele tem carro e nos leva.

—Tudo bem, meu filho — Jones diz, dando tapinhas nas costas de Henrique. Há um compreendimento mútuo entre os dois e então Henrique declara, piscando debochado para nós:
—Vamos, crianças.

Ele veio com essa agora só pra nos irritar.

—O sábio e velho tio Henrique vai levá-los para casa — ele finaliza, como se fosse um ancião.

Eu mereço.

Reviramos os olhos e Jones segura a risada.

—Vou com a moto — diz Aaron, se manifestando. Sim, ele já dirige. Tecnicamente, até eu já poderia dirigir aqui na Inglaterra, porque maiores de 17 anos já podem. Mas não quero, até porque ainda não sei. Ué, lá no Brasil só pode dirigir com 18, não me julguem.

Nico e Aya vão ganhar carros no aniversário de dezoito, então todos estamos subordinados ao grande, velho e sábio Henrique.

—Ok, então — falamos. Nos despedimos e depois eu, Henrique, Nico e Aya entramos no carro.

Henrique põe um dos rock paulera dele e, no fim do percurso até em casa, nós quatro estamos roucos.

Vamos ver pelo lado bom: antes roucos do que sequestrados.

Notas finais
Oe parte 2! O que acharam do cap??? Deixem reviews povo, me deem esse presente de natal que não custa nada! (Olha o nível do apelo meus filhos) Bjssss e feliz fim de ano!