Notas iniciais
Ooooiii Voltei rápido, né? Fala sério, eu mereço um comentariozinho. Esse cap é bacana e tal, mas, mais importante de tudo, É ESSENCIAL PRA HISTORIA. Migos, estamos quase na metade da fic, pelos meus cálculos. Ela deve ter uns trinta e poucos caos, acho. E quero levantar uma ideia: vocês gostariam de uma "2ª temporada"? Eu sei que nos últimos caps ninguém comentou (tô bem triste inclusive), mas eu escrevo porque gosto, não por causa dos outros. O retorno de vocês me deixa MUITO (muuuuuito mesmo) feliz, então ficaria bem agradecida se mais pessoas dissessem o que estão achando da fanfic, porque pelo número de views não é só uma pessoa que a lê. Mas, voltando. Desde que comecei essa fanfic, tenho planos de escrever algo que pode parecer um "spin-off" sobre outros personagens da fic (não vou falar aqui quais são. Talvez se vocês preocurarem, achem), mas que para lê-lo não vai ser necessariamente preciso ler essa fanfic primeiro. A música desse capítulo talvez não faça sentido agora, mas espero que vocês entendam o porquê dela depois (fica a dica). Por favor, falem o que acharam nos comentários e deixem reviews!! Fantasmas, eu não mordo. Bjsss, até depoisss

"Are you pulling her from a burning building

Or throwing her to the sharks?

Can only hope that the ending is

As pleasurable as the start

The confidence in the balaclava

I'm sure you baffle 'em straight

It's wrong, wrong, wrong

But we'll do it anyway cause we love a bit of trouble!"

Maya

As duas semanas de Aaron passam rápido.

Tudo corre relativamente bem na escola, menos a aula de química. Sem Aaron pra me ajudar, tenho que dividir minha atenção entre o que o professor Louis fala com aquele sotaque desgraçado (não me leve a mal, eu amo o sotaque britânico, mas o jeito que o Louis fala parece uma mistura de russo com mandarim) e as experiências e anotações que tenho de fazer.

Pelo menos umas dez vezes por aula, em média, tenho vontade de fazer uma chamada de vídeo com Aaron pra que ele me ajude, mas eu me seguro.

Vontade é o que não me falta.

Fora esse detalhe, as duas semanas na escola passam normalmente.

Já faz mais de um mês e meio que cheguei e, em meio às aulas e dias que passo com Aya e Nico tentando descobrir pistas sobre o pai da Aya, tenho que começar a me organizar para as provas.

Ah, as provas que desgraçam a vida dos estudantes.

Lá pela segunda semana sem Aaron, depois de eu ter passado a tarde com Aya e Nico na sala da casa dos Long, jogando videogame, vendo séries e também tentando achar algo interessante em relação ao pai psicótico da Aya, subo para meu quarto.

Henrique foi levar a Aya pra casa (já é meio de tarde e nós não íamos, em hipótese alguma, deixar ela ir sozinha de metrô), então o andar de cima está silencioso.

Tento começar a estudar, mas tá tudo tão quieto, tão frio, e tem essas cobertas embaixo de mim e...

Acordo uns segundos depois meio sobressaltada.

Tem algo tocando.

Meu celular vibra ao lado da minha cara na cama.

O lado bom de eu ter acordado é que, se eu realmente tivesse pegado no sono com o celular do lado da minha cara, certeza que quando eu acordasse ele ia estar babado.

É nojento mas é verdade.

Levem isso pra vida, crianças.

Me sacudindo para afastar o sono, sento na cama e atendo, vendo que é chamada de vídeo de Aaron.

—Oi — cumprimento, o sono bloqueando a minha mente.

—Nossa, que ânimo avassalador — Aaron fala enquanto ri da minha cara do outro lado da tela.

Reviro os olhos, pedindo o porquê de ele ter me ligado.

—Acharam mais alguma coisa? — ele pede.

A real é que aquelas semanas estavam sendo meio paradas. Uns assaltos nuns cantos da cidade que nós não sabemos se estão ligados ao pai da Aya, mas fora isso, parecia que ele tinha sumido.

—Não muita coisa — falo, bocejando. Aaron ri de novo e me seguro para não fazer um gesto bem delicado pra ele.

Ironia, só pra constar.

Aaron parece um pouco desanimado, então falo um pouco pra ver se ele se anima um pouco.

Quem diria, eu tentando animar o Walker. A vida dá voltas.

Mas enquanto falamos sobre coisas aleatórias, percebo algo pela minha janela.

Um carro preto, SUV, passa lá embaixo. E muito, muito pequeno, na traseira, ele carrega um adesivo.

Um anel dourado.

Minha mente, ao vê-lo, resgata uma memória, mas demoro alguns segundos para lembrar da onde aquele anel é familiar.

Quase cuspo o chocolate quente que eu to bebendo quando percebo.

Aya, nos últimos tempos, nos contou os detalhes sobre a vida que ela se lembrava do pai.

Ela falou que há uns meses, estava no colégio, na sala dela, quando viu na garagem um carro com o mesmo anel dourado. E então ela lembrou que seu pai, antes de ir embora, usava aquele mesmo adesivo no carro. Foi naquele dia que ela começou a suspeitar de que seu pai tinha voltado.

Aaron muito delicadamente pergunta porque eu quase cuspi o que estava bebendo. Explico que um carro, com o mesmo anel dourado do qual Aya havia nos falado anteriormente, acabou de passar na frente de casa.

Ele para por um segundo e pede se eu vi a placa do carro.

Como demorei uns segundos pra processar que aquele adesivo no carro tinha algum significado importante, quando olhei pra ver se conseguia pegar a ação, só consegui a parte das letras iniciais. O modelo das placas inglesas é esse: ABC 123D.

—Só consegui a parte das letras: KID — falo.

Resisto a tentação de fazer uma piadinha com a placa do carro. É um momento sério.

Aaron, que percebo estar usando um notebook pra falar comigo, abre uma nova aba e pesquisa alguma coisa, provavelmente algo a ver com a placa do carro.

—Ok. Vou avisar a Aya. Só um minuto.

Ele digita algo e a resposta é rápida.

—Ela disse que vai falar com aquele amigo da mãe dela, o policial. Mandou agradecer a informação — ele diz, dando uma risadinha. Quando olha para mim de novo, não consigo interpretar seu olhar, mas algo nele me intriga. Por fim, falo:

—Desculpe, eu demorei pra processar e não deu tempo de ver a parte numérica da placa, mas...

Sou interrompida:

—Maya, não se desculpe por ter ajudado. Essa é a primeira pista realmente relevante que temos até agora.

Ele diz isso de modo definitivo, e decido deixar quieto.

Ele começa a falar algo para mim, os olhos verdes brilhando em algo que parece (pasmem) animação, mas então ele para abruptamente, alguém chamando ele onde quer que ele esteja.

Sua expressão muda de alegre para fechada, Aaron se transformando naquele garoto fechado em segundos.

—Maya, preciso ir. Tem gente me chamando — ele fala. Antes de encerrar a ligação, ouço de novo uma voz chamando ele, e a porta do quarto onde Aaron é aberta. O último vislumbre que tenho é de um homem entrando no quarto, mas não consigo captar sua fisionomia.

Dou de ombros, pensando comigo mesma que Aaron sabe se virar.

Decido descer para o andar de baixo, para ver se Henrique já voltou. Ele dorme deitado no sofá, com o controle do videogame pendendo da mão. No outro sofá, Nico, com o controle no colo, dorme sentado.

O videogame ainda continua na televisão.

Que fase, meus amigos.

Ando até a TV, desligando o videogame, e, depois de dar uma última olhada nos corpos estirados nos sofás, vou para o andar de cima e me jogo na cama também.

Durmo em poucos segundos.

•••

Na quinta-feira, quando Aaron volta, estou praticamente dormindo em pé.

São sete da noite, estudei pelas últimas três horas seguidas, e minha mente aparentemente declarou ferias.

Enquanto me seguro nas cobertas pra não cair da cama em meio ao sono, a única coisa que pipoca na minha cabeça é que já estou aqui há dois meses. O modo como isso me vem a mente não é muito agradável e tá me dando dor de cabeça, porque é como se tivesse um letreiro em neon rosa escrito "2 meses" piscando na minha cabeça.

Gemendo, sabendo que preciso me levantar, me ponho de pé meio cambaleante e desço para o andar de baixo.

Aya está com a mãe dela hoje, e não veio para cá. Falo com Aaron no intervalo do almoço na escola, ele aparentemente estava num avião voltando pra cá.

Pra onde que ele foi que teve que voltar de avião, não sei.

Já em casa depois da escola, vejo Henrique sentado na bancada da cozinha, comendo um cereal e com uma cara de bunda, porém arrumado, e me dou conta de dois fatos:

Número 1: Daqui a um mês, Henrique vai estar no apartamento novo, não vai mais morar comigo aqui na casa dos Long.

Número 2: Hoje começa o estágio dele. É estranho falar estágio, já que ele vai logo se formar como médico, mas só vai.

Ele usa um terno bonito e está com os cabelos arrumados, como sempre. Hoje só vai fazer a parte burocrática no hospital, por isso não está com aquelas roupas brancas que me dão medo.

Sento ao seu lado, colocando minha cabeça no ombro dele.

Bocejo.

—Comendo cereal essas horas a tarde? — pergunto, zoando com ele.

—Cuidado pra não engolir minha tigela — o Henrique retruca. Não é minha culpa, bocejos são naturais dos humanos.

Ele passa os braços pelas minhas costas.

Ihhh, aí vem a crise de irmão mais velho.

—Já estudou? — pede ele. Não falei?

—Jáááá — grunho, e ele ri.

Pego a colher que ele estava usando no cereal, capturo um pouco e enfio na boca. Quase me engasgo, mas sobrevivo.

Enquanto roubo o cereal do Henrique e este fica zoando minha cara "de mosca morta", dizendo que é "muito tarde pra comer cereal", Nico desce as escadas alucinado.

De repente desperta, me viro no banco, olhando Nico. Vejo que Henrique faz o mesmo.

Abrindo um parênteses: parece que Nico lutou com um furacão, porque os cabelos dele estão mais bagunçados que o normal (e eles normalmente já estão super bagunçados), e a blusa gótica dele tá amassada. Aposto cem pila que ele tava dormindo. Mas então, ele fala:

—O pai da Aya voltou.

Notas finais
IAE RAPAZIADA? SUAVE? Vou parar com os jargão estranho. O que acharam? Ficou meio longo, mas o outro cap tinha sido mais curto, e acho que não ficou maçante de ler. Mas, se acharam, me falem. E DEIXEM REVIEWS POR FAVOR beixus