Vitta
9 Sozinha
— Finalmente – murmurou Thaís quando saímos juntas da casa de Juliana – Detesto filmes de terror.
— E mesmo assim, persegue a Morte – falei num tom sarcástico.
— Falando nisso, o que vamos fazer agora?
— Não sei. Hoje, eu estava na praça, e ele veio me procurar – eu contei sabendo que não havia motivos para esconder.
— Como é? Ele... te procurou? Por que?
— Ele disse para mim não procurá-lo mais. Eu disse que não podia evitar e quis saber mais sobre ele. Ele disse que eu era estranha e desapareceu.
— Estranho.
— O que?
— Primeiro, eu não o vi no hospital, não antes de... Segundo, ele recuou diante de você, e agora, ele procura por você, e não por nós, quando óbviamente estamos juntas nisso.
— Hum... não tinha pensado por esse lado. Mas ele falou alguma coisa sobre as pessoas não poderem vê-lo que que eu era a única exceção.
Ela soltou um suspiro pesado.
— Eu desisto. Não vou mais fazer isso, não vale a pena.
— Aaah, finalmente. Eu achei que você nunca veria isso.
— Não foi isso que eu quis dizer – ela revirou os olhos. – Minha vida está um caos. Estou cansada disso.
— Como assim um caos?
— Você não percebeu?! Fazem quantos meses que não somos convidadas ás festas? Não temos mais todos os amigos de antes, eles devem pensar que somos loucas! Aliás, faz quanto tempo que você não se diverte?
— Hum... não sei – mas pouco me importava. – Não se preocupe comigo, não me importo de fazer isso sozinha.
— O que?!... Não... você não... isso é.... muito perigoso!... Não tem medo do que pode acontecer a você?
Dei de ombros.
— Claro que eu tenho medo. Quem não teria? Mas eu não consigo deixar isso de lado. Eu simplesmente preciso descobrir mais. E eu realmente não me importo de fazer isso sozinha.
— Você pirou! Está completamente maluca! Adeus! – ela disse isso e saiu apressada do meu lado.
Ótimo! Havia perdido minha amiga. Minha melhor amiga. A única queme entendia. Ou assim eu pensava.
Voltei para casa e tomei um banho quente, tentando pensar com clareza. Sem obter sucesso evidente. Tudo girava na minha cabeça.
Onde eu o encontraria agora? E o que faria se encontrasse?
Não haviam respostas para essas perguntas. Ainda. Mas de euma coisa eu tinha certeza. Não desistiria tão facilmente.
Fale com o autor