Vitta

6 Decisão


Capítulo 5. Decisão

— Não encontrei absolutamente nada! – exclamou Thaís frustrada, depois de uma semana pesquisando. – Não há nada sobre ele, nem na internet, arquivos, jornais, nada.

— Eu disse que não haveria nada. Temos que procurá-lo – concluí. É claro que ele não deixaria passar nada.

— O-o-o-o q-que? Vo-vo-você q-q-quer p-procurá-lo? Como? Onde? Quando?

— Calma, você não precisa fazer isso. E eu sei exatamente onde encontrá-lo.

— Há-ha! Eu não vou pro cemitério, não antes de morrer! E pelas minhas contas isso vai domorar muito pra contecer.

Eu suspirei. Ás vezes Thaís não raciocinava, apesar de ser tão inteligente.

— Dãa! Não no cemitério! Eu estava pensando no hospital. É inevitável lá, ele deve ir lá. Nós só precisamos de sorte, ou azar para encontrá-lo.

Ela respirou fundo, relativamente mais calma.

— Tudo bem! Isso é aceitável. Mas ainda dá medo.

— Eu já disse que não precisa ir.

— Mas eu quero.

— Ok. Então vamos pra casa, o ônibus já deve estar chegando.

— Espera! Quando? – ela perguntou assustada.

— Calma, ainda temos que conversar sobre isso. Só vamos quando estivermos prontas.

— Então amanhã á tarde eu vou na sua casa, e a gente conversa sobre isso com mais calma.

— Tudo bem. Até amanhã!

— Até amanhã.

Cheguei em casa sem a menor vontade de almoçar. Empurrei a comida goela abaixo e me tranquei em meu quarto.

Precisava pensar.

Qual era extamente meu objetivo? Por que eu estava fazendo isso? Eu era tão obcecada por um mistério?

Eu não tinha resposta para nenhuma dessas perguntas.

Uma batida na porta me arrancou de meus pensamentos. Eu já conhecia a batida, era minha mãe. O que ela queria? Olhei o relógio na cabeceira da minha cama. Eram 16:37, como o tempo passou tão rápido?

— O café está na mesa! Não demore!

— Certo. Já estou indo.

Desci as escadas correndo. Era divertido. Corri até a cozinha e me sentei á mesa com minha mãe, meu pai ainda estava trabalhando. Só tinha tempo para isso.

— Você sabe que dia é amanhã? – ela perguntou.

— Humm... dia 13 de maio. Por que? – eu sabia. Era meu aniversário.

— E...

— É sábado.

— Sim, e... – ela levantou uma sombrancelha... eu já conhecia aquela expressão.

— Não, mãe. Não quero comemorar. São só meus 14 anos.

— Por favor!

— Não e ponto. Se você fizer eu não vou.

— Tudo bem, você venceu – ela suspirou.

— Ah, e nada de festinhas surpresa. Não quero meu colégio inteiro aqui.

— Ei, já fazem dois meses, você é tão jovem, já deveria ter esqueciso isso.

— Não é só por causa do Dan. Aconteceram umas coisas... estranhas comigo, mas está tudo bem.

Eu estava decidida a procurá-lo. Não, eu iria encontrá-lo, eu iria encontrar a Morte, não importava se eu retornaria, nem o que eu viveria dali pra frente.

Eu tomei minha decisão.