Notas iniciais
Gentee, desculpa por ter demorado tana postar um capítulo novo, mas eu tava estudando feito louca.
Bom, me pediram para fazer um capítulo HOT, que eu induzi nesse, mas só vai rolar no próximo talvez...
Espero que gostem...

Trish on

Acordei hoje sorridente, estranhei aquele ato, já que eu nunca fazia isso tão involuntariamente quanto essa vez, foi algo tão instantâneo. Levantei meu corpo, mas só o bastante para eu conseguir me sentar na cama, assim eu comecei a olhar a minha volta, como se eu estivesse esperando por algo que aparecesse, com isso, eu passei as minhas mãos pelo meu rosto, no intuito de acordar, então eu passei sem querer um dos meus dedos pela minha boca, e me lembrei, como que instantaneamente, a última coisa que ali havia tocado.

Os lábios carnudos e vermelhos cor de sangue, aquele gosto que eu não queria esquecer, aquele toque que em mim parecia a perfeição, aquela pessoa à que tudo isso pertencia, a MARAVILHOSA sensação que eu percebi que não somente eu senti. Foi ai que eu percebi, finalmente, que eu estava sonhando acordada naquele exato momento, e então eu realizei o porque, e meu Deus, eu estava assim por causa de um ruivo que aos poucos estava roubando meu coração, Dez.

Levantei da cama, e continuei sorrindo feito uma idiota, entrei no banheiro, tomei um banho frio para ver se finalmente saia daquele transe. Sai do banho e peguei qualquer roupa que achei no armário, desci as escadas e preparei meu café rapidamente, pois eu me distraí um pouco demais pensando naquele ruivo, que quando vi já estava mais do que atrasada, ainda bem que eu morava uma rua pra cima da escola.

Cheguei faltando cinco minutos para tocar o sinal, fui correndo para o meu armário, assim que cheguei nele, peguei minhas coisas necessárias para a primeira aula e fui para a sala. A sala estava vazia ainda, então eu fui para a última carteira, lá no fundo, bem isolado do mundo, e na carteira ao lado, coloquei minha mochila, coloquei meus pés em cima da mesa, e coloquei meus fones. Eu não sou do tipo de garota que fica pensando em garotos, mas o ruivo mexeu comigo, não sei o que acontece comigo, mas quando estou com ele, ou simplesmente, penso nele, não sei quem sou.

Depois de um tempo, acho que o sinal tocou, porque eu estava de fones e não ouvi nada, mas o povo começou a entrar na sala. O ruivo que me deixa mais nervosa que tudo, entrou na sala e veio na minha direção, suspirei e pensei: “Respire, respire, é só o Dez!”. Ele se aproximou até ficarmos frente a frente, ele fez sinal para que eu tirasse os meus fones, e com isso me endireitei na cadeira, sentando direito e olhando para o ruivo.

- Oi Trish! – O Dez disse com um sorriso no rosto, o que me fez sorrir involuntariamente.

- Oi Dez! – Eu disse ainda sorrindo, foi quando eu percebi o que estava fazendo e o desfiz.

- Posso sentar de dupla com você? – Ele disse e eu assenti. – Queria conversar com você, sobre ontem. – Ele disse se sentando ao meu lado, corei, eu não queria, mas foi mais forte que eu. Sobre o que será que ele queria conversar sobre ontem? Será que ele se arrependeu?

- Claro alguma coisa errada? – Foi quando Austin e Ally entraram na sala, de mãos dadas.

- Depois a gente conversa sobre isso. – O Dez sussurrou pra mim, juro que na hora me arrepiei por dentro, eu apenas assenti e sussurrei de volta:

- Olha os dois pombinhos de mãos dadas lá na frente. – O Dez finalmente percebeu que os dois estavam de mãos dadas.

- Vamos zoar eles um pouco? – Ele disse e eu assenti sorrindo.

E assim nós começamos, e ao final, o Austin enfim se declarou pra Ally do jeito que ela merecia, ou seja, na frente de todos, e pelo o que eu entendi, eles estão namorando agora, e a turma começou a pressionar os dois a se beijarem na frente de todo mundo que estava na sala, e eu percebi que a Ally já estava mais vermelha que o meu tio-avô Ozovaldo quando vai pra praia e não passa o protetor solar.

E eles se beijaram, ou melhor, o Austin beijou a Ally que na hora ficou meio em pânico, mas depois eu percebi que ela havia cedido. Mas aí, o professor entrou na sala e pegou os dois no ato, e os mandou para a diretoria, e a sala ficou, estranhamente, quieta e tensa, então depois de uns cinco minutos o professor voltou sozinho, e começou a escrever coisas na lousa. Ninguém teve coragem de dizer algo.

Austin on

A Ally saiu da sala, e o diretor voltou a se sentar em minha frente, então recomeçou:

- Sr. Austin Moon, o que faremos com você dessa vez? – Ele disse esperando por uma resposta minha, e como não a teve, apenas continuou seu discurso. – Então, acho que dessa vez você vai se safar direitinho, porque como ainda estamos no começo do ano, eu vou te dar uma punição muito menor do que o senhor merecia.

Passou-se uns dez minutos, eu assinei o papel com a minha “punição” e assim sai da sala. Encontrei a Ally enterrada no sofá da secretaria com os cotovelos no joelho e a cabeça enfiada em suas mãos, cheguei perto dela, toquei em seu ombro e disse:

- Vamos Ally? – Eu disse e ela levantou a cabeça me olhando com os olhos cheios de água e borrados em volta de preto, por causa do rímel e do lápis que ela passou hoje de manhã. Antes que ela dissesse alguma coisa, peguei em sua mão e a puxei para fora da secretaria e continuei seguindo em direção ao jardim que há aos fundos da escola.

O lugar era maravilhoso e totalmente romântico, tinha várias flores e um banco ao canto em baixo de uma árvore, desviei minha atenção do lugar, de volta para a minha pequena. Estava soluçando em meu as lágrimas, foi então que eu a puxei para o banco, e nós sentamos, passei minhas mãos em seu rosto para tentar limpar o preto que estava borrado, e Deus, eu consegui, e finalmente lá estava a minha morena linda de volta, comecei a explicar tudo o que havia acontecido na diretoria.

- Ally, você não precisa mais chorar, vai ficar tudo bem, tanto comigo, quanto com você.

- Verdade? – A Ally falou abrindo um sorriso pequeno ao canto da boca, mas mesmo assim ainda em meio de lágrimas.

- Verdade! – Eu disse sorrindo e tirando uma mecha de seu cabelo que estava cobrindo seu olho.

Ela me olhou, e seu sorriso já estava ficando maior, por mais que eu amasse tudo na Ally, o que eu mais amava era o seu sorriso sincero, algo honesto que ela transmitia. Ficamos naquele momento perfeito por um tempo, quando finalmente, a Ally me tirou do transe me falando uma coisa que eu já havia esquecido:

- Austin, a gente tem que voltar pra aula! – E desesperados, levantamos e saímos correndo que nem loucos pela escola, de mãos dadas obviamente.

Chegamos na sala, batemos na porta, pedimos licença e entramos. Tinha cadeiras na frente vazias, sentei ao lado da Ally, que embaixo da carteira, segurou minha mão.

- Pode sempre acreditar que não importa o que acontecer, eu vou ficar do seu lado! – Eu sussurrei em seu ouvido, e então me virei a ela, seus olhos brilhavam, e ela aproveitou que o professor estava escrevendo na lousa e, me deu um selinho rápido.

- Eu te amo muito, sabia? – Eu sussurrei para ela, que assentiu sorrindo.

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Na hora do almoço eu saí para o refeitório sozinho, já que eu e Ally tivemos aulas diferentes. Encontrei o Dez sentado numa mesa ao canto sozinho, me sentei com ele.

- Cara, desculpa por hoje, não queríamos por você e a Ally em problemas. – O Dez disse quando eu me sentei ao seu lado.

- Não tem problema, eu só levei um “aviso”, porque estamos no começo do ano ainda. Além do que, me ajudaram a ter coragem para pedir a Ally em namoro. – Eu disse sorrindo, enquanto o Dez comia suas batatas.

- Fico feliz, mas só quero te avisar que a Ally é a minha melhor amiga, e se você magoar ela de novo, bom, você vai se ver comigo. – Ele disse sério e se aproximando de mim, coloquei minha mão em seu ombro e lhe disse:

-Pode ficar tranquilo, Dez. Dessa vez eu faço de tudo pra nunca mais deixar a Ally ir. — Ele sorriu. — Dez, me diz aí uma coisa, o que está rolando entre você e a MINHA melhor amiga?

-Olha cara, eu não sei de nada, está tudo muito confuso. — Ele disse suspirando. — Muito complicado.

-Por quê? Alguma coisa aconteceu?

-Sim.

-O quê?

-Eu e a Trish nos beijamos, ontem à noite, no hospital.

-O quê? Você beijou a Trish?

-Aham.

-Meu Deus, como isso aconteceu?

-Foi... — O Des parou de falar quando reparamos que as meninas estavam se aproximando com suas bandejas cheias de comida, e estranhamente, mas não surpreendente, a da Ally estava mais cheia.

-Oi gente. — A Trish disse se sentando ao lado do Dez.

-Oi môzinho! — A Ally disse se sentando ao meu lado, sorriu, e depois de já ter sentado me deu um selinho demorado.

-Oi perfeição. — Eu disse olhando em seus profundos olhos castanhos.

-Gente, sem muito afeto, estamos comendo. — A Trish disse com uma cara de nojo, eu e a Ally demos de língua.

Passamos o almoço inteiro rindo e nos divertindo muito. Quando estava perto de dar o horário para voltar à aula, a Ally pegou seu celular e começou a digitar algo, tentei ver, mas não consegui, porque ela se levantou rapidamente, em seguida já falando:

-Gente preciso ir ao banheiro. — Ela falou saindo de perto da mesa e guardando o celular no bolso, e logo saiu do refeitório.

Em poucos instantes depois, meu celular apitou e continha uma mensagem da Ally:

Assim que terminei de ler, levantei, dizendo que tinha que ir atrás de uma professora para resolver um problema, então deixei a Trish e o Dez sozinhos, e pareceu que o Dez não havia ficado muito feliz com isso, pois estava mais vermelho que o tio-avô da Trish, o tal do Ozovaldo quando vai pra praia e não passa protetor solar.

Sai em direção a sala de química, e encontrei a minha Ally na porta, com uma carinha maliciosa, que mordeu o lábio inferior quando me viu.

-Muito bom que você veio depressa. – Ela disse quando eu me aproximei colocando suas mãos em meus ombros e reposei as minhas em sua cintura.

-O que houve para você querer falar comigo a sós com tanta urgência? – Eu disse agora com a Ally acariciando com sua mão a minha nuca.

-As próximas aulas já são as últimas e são de educação física, certo? – Ela disse e eu assenti. – Então, que tal a gente ao invés de termos a aula, irmos lá pra casa, já que meu pai viajou hoje de manhã e só volta semana que vem.

-Eu acho que essa foi a melhor ideia que você teve o dia inteiro. – Eu disse, e ela fez uma careta. – Vamos?

A Ally se soltou de mim e seguiu para aonde era a saída, eu fui atrás dela, quando já estávamos na porta, uma voz masculina gritou nossos nomes, pronto, ferrou tudo.

Notas finais
E aí? Gostaram?
Gente comentem sugestões por favor. Críticas são sempre bem-vindas.
Acho que se tudo der certo amanhã eu posto, mas não prometo nada...
Beijos!!