Virgin Suicides

8 Capítulo VIII


Notas iniciais
Hey pessoas, Sachie aqui com mais um capítulo para vocês. E antes de qualquer coisa, eu quero agradecer à SweetGirl pela maravilhosa recomendação, então dedico esse capítulo à essa diva!! Eu realmente adorei, pois agora sei que vocês estão realmente gostando da fic, obrigada mesmo!!

– Um baile de máscaras? Isso não é algo muito clichê? – Kagamine Rin indagou enquanto ajeitava o vestido negro com decote “v”.

– O que eu posso fazer? – Megurine Luka respondeu prendendo os cabelos salmões. – As pessoas têm tendências a apreciarem clichês. Principalmente criminosos.

– É mesmo? E como teremos certeza de que o nosso criminoso estará lá? – A loira perguntou enquanto cobria o rosto com a delicada máscara.

– Não teremos. Mas isso não é só pelo Serial Killer. Um leilão acontecerá essa noite.

– Leilão? O que será leiloado? – Indagou a jovem detetive com inocência.

– Pessoas, detetive. Mulheres para ser mais especifica.

– Essa gente me dá nojo. – Disse a garota com uma careta repulsiva.

– Dividimos o pessoal em duas equipes. Infiltraremos-nos no leilão e quando for o momento certo, eu darei a ordem. – Falou a comandante enquanto passava um batom avermelhado nos lábios. – Lembre-se. Por mais que o Serial Killer seja nossa prioridade, essa noite nosso alvo será outra pessoa.

– Entendido. – Rin respondeu.

– Ótimo. Usaremos identidades falsas para nos penetrarmos na festa, mas o leilão é só para convidados especiais, teremos que dar um jeito de entrar.

– E o que isso significa?

– Significa detetive Rin... – Megurine aproximou-se –Que terá de usar seu “charme” para seduzir um dos participantes do leilão.

– Uau, isso está cada vez mais divertido. – Rin comentou irônica. – Mas isso vale para você também, certo comandante?

– Felizmente eu obtive acesso a um passe livre para esse leilão após uma “seção de tortura”.

–Ugh! – Exclamou Rin kagamine com certa pena do pobre prisioneiro que havia sofrido com a tal seção.

“Tortura” era uma palavra forte comparado ao que Luka Megurine realmente fazia, mas observando de certo ângulo, essa era a palavra que mais se aplicava no contexto. A comandante era especialista em brincar com mentes, ou pelo menos se tornou ao longo dos anos, utilizando seus prisioneiros como ratinhos de laboratório até se tornar uma veterana no assunto. Ela sempre conseguia o que queria e com o tal convite não foi diferente. Luka poderia muito bem ter arranjado quantos desses quisesse, mas achou que seria mais divertido ver como sua equipe se saía quando o assunto era persuadir alguém.

– Está pronta? – Megurine indagou ajeitando sua máscara perolada.

– Sim.

[...]

– Eu já disse não. – Len Kagamine protestou irritado.

– Ah, vai Len, vai ser legal! – Kaito Shion insistia.

– Se eu rejeitei meu próprio convite, o que o faz pensar que eu poderia querer ir em seu lugar?- O loiro indagou.

– Porque é um baile de máscaras e todo mundo gosta de baile de máscaras! – O azulado explicou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

– Não me inclua nesse “todo mundo”. Eu não vou a bailes e ponto.

– Bom, Kagamine Len pode não ir, mas Kaito Shion com certeza iria! – Falou Kaito de maneira sorridente.

– Então porque você não vai?

– Bem que eu queria, mais tenho um carregamento de armas para fazer.

– Pensei que houvesse desistido da vida de crimes. – Len cruzou os braços.

– Sabe como é, nunca se larga completamente um vício. Além do mais, isso é mais um favor do que um crime. – O Shion justificou.

– Chame como quiser, se a polícia descobrir esse seu tal “favor”, você vai para a cadeia da mesma forma.

– Você às vezes é muito cruel Len. – Kaito falou de forma infantil – Mas eu também não posso faltar a esse evento, então, por favor, poderia ir em meu lugar?

Len revirou os olhos enquanto soltava um longo e frustrado suspiro e naquele momento desejou ter o mesmo poder persuasivo de Kaito.

– Tudo bem, eu vou por você. – Ele sussurrou ainda descontente.

– Obrigado, obrigado! – Kaito agradeceu sorrindo. – Ah, Miki vai gostar de te ver lá!

– Ela também vai estar lá?

– Claro, minha irmãzinha também foi convidada!

– Estou começando a achar que esse negócio de “carregamento de armas” foi um pretexto para me juntar à sua irmã.

E Kaito sorriu saindo do lugar o mais rápido possível e mesmo que se sentisse péssimo, Len estava certo, mas pelo menos agora Miki não o culparia mais por ceder ao pedido de Mayu por apenas o que Miki chamara de “Alguns poucos dólares”.

[...]

– Lembra-se de seu nome?- Megurine Luka indagou a detetive em sua frente.

– Sim, Rinma Leatherchest.

– Ótimo, sou Shifty Lukaria Santorini.- A comandante disse pousando a mão sobre a maçaneta do carro negro que as trouxera até a tal festa. – Lembre-se Rin, lá dentro não somos policiais, não conhecemos um policial e nunca tivemos contato algum com a polícia. Se comporte como se sua vida fosse assim.

– Entendido. – Rin confirmou seriamente.

– E, por favor, seja gentil. Não queremos levantar suspeitas.

A mansão aonde seria realizado o tal baile de máscaras era no mínimo colossal, com extensões e dimensões excessivamente grandes e com quartos e mais quartos que, na opinião de muitos, seriam considerados inúteis. A tal casa pertencia a Leon, criminoso de primeira classe e ocupante do quarto lugar da lista, algo que se orgulhava muito. Conhecido por sua excessiva mania de extravagância e um inacabável desejo de poder, Leon era respeitado por muitos por suas ações e crimes bem sucedidos e quem sabe, por ter ligações com a máfia. Esta noite Leon estaria fornecendo aos seus companheiros prazeres e luxo, e a melhor maneira de demonstrar isso era através do tão esperado leilão.

As duas policiais desceram do carro o mais sorrateiramente possível. Discrição era algo crucial a essa altura, mas a comandante e a detetive não conheciam muito sobre o mundo dos crimes, isso é, não desse ângulo e se conhecessem, talvez tivessem tido muito mais cuidado em se tornarem menos “atraentes”, porque mal colocaram os pés no gramado esverdeado e puderam sentir vários pares de olhos a observando-as com desejo e perversão, o que, por algum motivo, trouxe uma sensação de nostalgia para Rin e ela decidiu que nunca mais usaria vestidos.

– Coman... – Rin se interrompeu – Lukaria, estão todos olhando para nós.

– Eu sei, mas aja naturalmente. – Disse a comandante forçando um sorriso.- Ah, ali está o resto da nossa equipe!

E lá estavam eles, Utatane Piko e Kamui Gakupo. O sniper checava a hora em um relógio de bolso enquanto o capitão – como sempre – se entupia de doces.

– Já está comendo à uma hora dessas Gast? Vai perder o apetite para o jantar. – Megurine Luka avisou passando seu braço pelo de Gakupo.

“Gast?” Pensou Rin “Aonde será que Iroha inventa esses nomes? Em filmes antigos da máfia?”.

– Esse tipo de missão me deixa nervoso, preciso de glicose para me acalmar. – O capitão respondeu sorrindo.

– Você se entope de glicose em todas as ocasiões, sendo elas missões ou não. – Utatane Piko alfinetou colocando as mãos nos bolsos do paletó.

– Lukaria lhe ordenou seduzir alguém também? – Rin indagou ao platinado.

– Infelizmente. – O garoto suspirou frustrado.

– Porque essas caras desanimadas? – A comandante sorriu de forma assustadora. – Vão lá e arranjem um par. O leilão começa a meia-noite e é bom que os dois estejam presentes.

– Às vezes a comandante é assustadora. – Comentou Rin ao platinado.

– Só às vezes? Eu me surpreendo por ninguém ter morrido ainda.

Notas finais
Ja neee e obrigada mais uma vez pela recomendação (≧ω≦)