Violência Nem Sempre É A Solução
14 Capítulo 14 - A namorada do meu primo
Notas iniciais
Eu estava conversando com Alice, Camila e Oliver, quando Samantha entrou desesperada no meu quarto.
— Vocês precisam me ajudar! – ela ofegou
— O que aconteceu? – Oliver perguntou
— F-foi a... – ela gaguejou nervosa – Foi a Cléo! E-ela foi sequestrada!
Camila lançou um olhar piedoso para a Sam e Oliver se levantou da minha cama com um pulo, enquanto eu e Alice trocávamos olhares que diziam: “Ahn? O que?”.
— Quem é Cléo? – Alice perguntou
— É-é a minha irmã! Ela desapareceu ontem a noite e hoje de manhã recebemos uma mensagem de Íris dela, dizendo que tinha sido sequestrada e que precisava de ajuda. – Sam explicou
— Mas... Você tem ideia de quem a sequestrou? – eu perguntei
— Ela estava em uma caverna. Eu pude ver pela mensagem de Íris. Eu acho que foi um ciclope que a levou e pelo que entendi, ele quer fazer dela sua noiva.
— Isso nunca! Eu vou salvá-la! – Oliver gritou brandindo sua espada
— Não sozinho! – Alice disse – Eu vou com você.
— NÓS vamos com você. – eu corrigi – Eu também vou.
— Eu também vou. – Camila decidiu – Cléo também é minha amiga e eu não vou deixá-la nas mãos de um ciclope imundo.
— Espera! Seis pessoas para resgatar uma só? Vocês não acham muito não? – Sam perguntou
— Seis? Eu, você, Camila, Oliver, Alice e mais quem? – perguntei
— O William também vai. Aquele idiota sem noção. – Sam comentou
Tentei parecer indiferente com a notícia. William ia para uma missão com a gente! Ok Lana, respira! Ele é só um garoto, um garoto gato e corajoso, mas só um garoto.
— Você tem certeza de que vai para essa missão, Lana? – Oliver perguntou – Você não parece nada bem.
Eu realmente não estava muito legal. Aquele mal estar da maldição havia me pegado de novo e eu me sentia fraca e indisposta, mas isso não me impediria de ir até uma missão com os meus amigos.
— Eu estou bem. – menti – E mesmo que eu não estivesse eu iria com vocês do mesmo jeito. Eu nunca deixo meus amigos na mão. Nunca!
Arrumamos as nossas coisas, avisamos para o meu tio para onde íamos e fomos com a Sam até a casa dela. A mãe dela e William nos esperavam na porta.
— Não sou a Rose. – eu disse ao perceber o olhar surpreso da mãe da Sam
— Eu sei! – ela afirmou – Mas é impressionante a semelhança entre vocês duas. Se eu não conhecesse tão bem a sua mãe, eu diria que vocês eram a mesma pessoa!
— A senhora conheceu a minha mãe? – perguntei curiosa
— Éramos amigas. – ela respondeu — Meu nome é Carol Nichols.
— Desculpa atrapalhar a conversa de vocês, mas nós precisamos ir mãe! – Sam disse nos chamando a atenção – A Cléo não vai viver para sempre!
William apareceu ao meu lado.
— O-oi William! – eu gaguejei
— Oi Lana! – ele disse animado – Você não parece muito bem. Tem certeza de que vai com a gente?
— Absoluta!
— Então vamos logo! – Oliver gritou – A Cléo está correndo perigo, esqueceram?
Ninguém quis discutir com ele, afinal, ele estava certo. Nós estávamos enrolando. E a Cléo estava correndo perigo.
...
A única caverna que havia em Hélade ficava em... Adivinha! Isso aí! Lá no meio da Floresta Proibida. Ou seja, mais basiliscos, mais dracaenaes, e mais dezenas de monstros e animais para nos assustar.
— Por que os ciclopes não podem morar em um lugar bonitinho, com flores e coelhinhos? – Alice reclamou
— Porque ciclopes não são bichinhas! – Oliver resmungou – Agora dá para você parar de reclamar e andar?
— Ah qual é Oliver! – Camila repreendeu – A Alice só tentou ser engraçada!
— DÁ PARA VOCÊS CALAREM A BOCA E ANDAREM? – Oliver gritou perdendo a paciência
Camila, Alice e eu nos encolhemos assustadas e William e Sam reviraram os olhos.
— Ah meu Apolo! O que deu nele? – eu murmurei
— É a Cléo. – William disse – Quando ele fica preocupado esse tipo de coisa acontece.
— Como assim? O que tem a Cléo? – perguntei confusa
— O Oliver gosta dela. Eles são tipo... Namorados.
Eu olhei para ele com uma cara que dizia: “Sério? Não! Você só pode estar brincando!”, e ele riu. Eu corei e parei de prestar a atenção no chão, o que me fez tropeçar em uma raiz e quase achatar a cara no chão, mas William me segurou.
— Cuidado! – ele avisou
— Obrigada! Esse teria sido um tombo lindo! – eu brinquei
Pelo resto do caminho, ficamos calados, até chegarmos a uma clareira, onde ao final, podia-se ver uma enorme caverna. Uma risada sinistra ecoou lá dentro.
— Cléo! Cléo! – Oliver chamou
Algo brilhou em dourado lá dentro e de repente um papel saiu voando lá de dentro e foi parar nas mãos do Oliver.
— Ela está lá dentro! – Oliver disse depois de ler e saiu entrando na caverna
— O que... – Alice começou
— Cléo é serva de Hécate. – Camila explicou
— Espera! Para tudo! – eu exclamei – Se ela é serva da deusa da magia, por que ela não usou os poderes dela para fugir do ciclope?
— Dã! Ciclopes são imunes à magia! – Sam disse como se fosse óbvio
— Não são não! Pelo menos não na Terra!
E foi aí que nós nos tocamos que o Oliver já havia entrado na caverna fazia tempo. Corremos desesperados lá para dentro com as armas em punho para tentar ajudá-lo.
— Oliver! – Alice chamou – Cléo!
Um estrondo enorme de algo caindo nos assustou e fez com que o chão tremesse.
— Isso por acaso foi o ciclope caindo no chão? – Camila disse assustada
— Acho que foi! – Sam respondeu abismada
Alice e Sam dispararam na nossa frente para ver os irmãos. Minutos depois, Oliver apareceu com uma garota morena, de cabelos castanho-avermelhados e olhos castanhos no colo. Ela usava um vestido branco e uma coroa de flores na cabeça. Os pés estavam descalços e ela estava agarrada ao pescoço de Oliver, como se ele pudesse protegê-la de tudo e de todos.
— Oi Cléo! – William disse
Ela olhou para ele e disse:
— Oi vulcão humano!
— Vulcão humano? – perguntei abismada
— É o apelido carinhoso que ela criou para mim. – William resmungou
Então eu o abracei sem motivo algum. Ele tomou um susto com a atitude e as garotas ficaram me olhando de um jeito estranho. Aí eu o soltei depressa e tentei dar um passo a frente para cumprimentar a Cléo, mas as minhas pernas fraquejaram e eu senti que ia cair no chão. Inconscientemente, eu agarrei o braço de William e comecei a ver tudo girando. Eu sabia que uma hora ou outra isso ia acontecer, na verdade, estava até demorando. A última coisa de que me lembro antes de ter apagado, foi de William me segurando com suas mãos fortes e quentes.
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