Notas iniciais
HELLOU AQUI ESTAMOS NOIS PARA A ESTREIA DE VINGADOR EM 2019 (PUTA QUE PARIU? E daí se é em abril? Podia ser abril do ano q vem kkkkkkkkkkkkkkl

Macau, China, meses depois.

Macau era a Las Vegas asiática, onde você poderia encontrar de tudo, e com os contatos certos, esconder-se de todos.

Sasuke não tinha exatamente permissão de demonstrar que estava tão bem amparado, então permaneceu sentado observando, com um binóculos, a numerosa e furtiva equipe que se esgueirava pelos becos sujos até a entrada do prédio em frente o dele.

A equipe subiu dezenas de andares até arrombar a porta do apartamento em frente o dele, chutaram e reviraram móveis, bateram todos os cômodos. Sasuke riu, olhando para o lado e pegando o controle ao lado, foi quando viu um laser apontado para si, olhou para frente, e um deles passou a acenar para os outros, freneticamente.

— É ele! É ele!

Todos correram para a sacada, Sasuke acenou com o controle, e apertou o único botão nele.
Bum, o apartamento em que achavam que ele estava, foi pelos ares. Sasuke se levantou, pegando a mochila e o cartão magnético do quarto, seguiu para saída, assoviando.

A sirenes dos bombeiros e o caos tomavam mais ainda as ruas apertadas, ele caminhou em sentido contrário, desviando das pessoas, teve o vislumbre de um chapéu fedora preto na calçada.

E não era a primeira vez. Tinha alguém o seguindo desde que saíra do Caribe, passara por Montevidéu e Havana, no entanto, não parecia estar fazendo mais que seguir seus passos.

E se ele pensava que Sasuke não estava deixando ele fazer isso, estava enganado.

¤

Montanhas Tatra, Eslováquia.

O quarto tinha vista panorâmica das montanhas, um friozinho tão agradável vinha através das janelas, que Sakura nem precisou manter o ar condicionado ligado. Indra dormia pacificamente no bercinho colado na cama.
Por isso, quando ela sentiu a cama afundar de cada lado de seus quadris, a primeira coisa que fez foi levantar a cabeça e olhar para o berço, para ter certeza que ele estava lá e bem.

A pessoa em cima dela, agarrou seus cabelos ao pé da nuca e puxou tão forte que ela quase sentiu a própria coluna trincar, viu o brilho da faca vir em direção a seu pescoço mas, se agarrou ao braço dele com toda força e debateu as pernas tentando desloca-las de debaixo dele.

Ele atingiu sua costela direita com um soco, empurrou seu rosto contra o travesseiro. O ar estava indo embora, suas duas mãos enormes estavam concentradas em sufocá-la ali mesmo. Sakura arranhou os pulsos e braços, tateou a cama até sentir o metal gelado entre os dedos, segurou a lâmina com toda força e afundou-a na lateral da coxa dele, ele urrou o mais contidamente possível, um rosnado entredentes e um xingamento.

Puxou seu rosto novamente, socando-a em cima da maçã do rosto.

Rosnou outra vez, pareceu russo para ela, Sakura tateou sua perna encontrando a lâmina ainda lá e bateu no cabo com toda força, o urro dele dessa vez foi muito mais alto, ele caiu para o lado e chutou-a de perto de si.

A dor foi lancinante mas ela estava livre e engatinhou na imensa cama até Indra, alcançou o berço, o bebê estava acordado e olhou-a muito curioso por ela estar remexendo sua caminha sem contudo, pegá-lo no colo.

Sakura sentiu a mão enorme puxar seu tornozelo, foi parar debaixo dele novamente, a mão em sua garganta, ele puxou a faca suja de sangue e enfiou-a na cama, quando ela desviou a face.

Ela fitou bem os seus olhos, apenas o que poderia ver graças ao gorro ou meia escura no rosto. Levantou a arma que havia trago consigo de entre as cobertas quentes de Indra e empurrou o cano bem na costela dele.

Puxou o gatilho duas vezes, a arma tinha alto calibre e foi um golpe em ambos, ela não soltou a arma e ele caiu para o lado, o som estrondoso fez todas as luzes dos corredores se ascenderem e Indra chorar.

O homem cambaleou segurando o ferimento exatamente sob a axila onde o colete não pode proteger, desviou da porta e correu para a sacada.

Nesse momento 87 invadiu o quarto, mas os outros três tiros na cabeça do assassino, quem desferiu foi Sakura.

87 ascendeu as luzes e entrou mais, seguindo até o corpo, Sakura soltou a arma e arquejou sentindo que correra uma maratona.

— Meu deus, você está bem?! – Ino indagou, entrando, se sentando na cama, segurou seu rosto, olhando as contusões, Sakura ofegava mais pelo golpe nas costelas.

— E-estou...

— E o bebê?! – 87 já o estava verificando, pondo a mão ao alcance do bebê na tentativa de acalmá-lo.

— Está bem... Você... Deixou a arma junto com o menino?

Sakura encolheu os ombros.

— Não pareceu uma ideia ruim...

— Bem, teria sido mais rápido se estivesse embaixo do seu travesseiro... Mas ele poderia ter verificado então...

— Metade preparo, metade sorte, no fim é assim que é. – 32 declarou, bastante humorada até. — Ao menos para pessoas no nível dela.

— Quem é ele? – Sakura perguntou, engatinhando para pegar o bebê, balançou-o no colo.

— Casa Czarina... Interessante. – 87 comentou.

— Porquê?

— Isso o pai do seu bebê deve saber responder.

Sakura fez careta, enquanto Ino limpava o sangue que escorria de seu lábio.

— Vou querer atirar nele, não vou?

— Isso ele que vai dizer...

— Ugh.

¤

— Casa Czarina? Ela vai querer me fuzilar...- Sasuke resmungou se encostando no velho orelhão. — Vai removê-la para onde?

Iremos sair das montanhas, acha que pode nos encontrar até o Natal? Seria melhor pra você.

— Tch, que seja. – Sasuke desligou e saiu dali.

Ótimo, Sakura estava furiosa, ele estava sem muita grana e ainda não havia se livrado do cara do chapéu fedora. Era o que mais o incomodava.

Seja quem fosse, era bom em seguir, mesmo que Sasuke ainda pudesse notá-lo, não conseguia capturá-lo.

Era um jogo de gato e rato que ele não estava afim de jogar.

Preferia perseguir hamsters gostosos e temperamentais, ratazanas do esgoto da Folha ele só usava para treinar a mira.

Bem, ainda tinha alguns dias até o Natal, antes de voltar para o ninho, talvez fosse melhor brincar com o camarada camundongo primeiro.

¤

Semanas depois.

Sakura saiu do veículo com pressa, apertando o laço do sobretudo, contornou e 87 abriu a porta para que ela pudesse pegar Indra da cadeirinha.

O assassino sem nome segurou um guarda-chuva acima deles, evitando a neve que caía cada vez mais. O desejo de Sakura por um Natal com neve, se realizou até demais.

Ela apertou Indra forte nos braços, ainda intimidada com a antiga fortaleza que estavam adentrando. Bjonice, uma construção eslovaca que desafiava o tempo.

Lá dentro estava mais quentinho, e mais receptivo. Era um monumento e museu turístico, mas o sr. Savió tinha bons contatos.

Indra balbuciou algo, olhando em volta interessado, ela o balançou, sorrindo.

— Você gosta daqui? Gosta?

Sakura se sentou numa poltrona, embalando-o enquanto suas coisas eram tragas para dentro.
Indra era muito agitado, portanto, estava tão ágil e forte que ela tinha dificuldades de mantê-lo no colo. Ele engatinhava e já tentava ficar de pé, era impossível deixá-lo sozinho por muito tempo pois suas mãozinhas pareciam ter imãs, era deixá-lo só por um instante para o pegar com alguma tralha na boca.

— Tudo bem, tudo bem. – Deixou-o sentar no tapete, ele ficava irritado quando tentava conte-lo num lugar. Só podia ter puxado ao pai.

Sakura se levantou, observando-o e se aproximou de 87.

— Alguma notícia?

87 olhou por sobre o ombro dela e indicou com o queixo.

Sakura se virou, espantada, só então percebendo a fortuita presença de Sasuke na sala. Estava fumando no canto escuro ao lado da lareira, ela mal via sua silhueta, mas a luz vermelha do cigarro o entregava.

— Céus, por que você tem que ser tão sorrateiro?

Sasuke puxou o cigarro da boca, vindo até a luz, seu cabelo estava muito curto fazendo-a sentir falta da barba, da sensação de seu rosto com ela.
Ele vestia calça social escura, uma camisa branca de botões e um sobretudo preto e curto.

— Ossos do ofício. – Ele respondeu, um tanto displicente e ao mesmo tempo soturno. Era como se estivesse desconfiado ou esperando algo.

Ou talvez ela só esperasse uma recepção mais calorosa, afinal era o primeiro Natal do filho deles e ele mal o deu atenção.

Sakura o fitou com suspeita.

— Você disse que Savió garantiu a segurança? – Sasuke perguntou para 87, que não deixara de notar o clima de estranheza entre ambos.

— Sim...

Sakura bufou baixinho e se afastou deles, voltando até seu bebê que já engatinhava na direção da lareira.

— Onde você quer ir, seu danadinho?

Sasuke fitou-a ligeiramente por sobre o ombro, ajoelhada e com as mãos plantadas no chão, se fosse outra mulher, ele chamaria de exímia jogadora. Mas era Sakura, a ratinha tonta que corria em círculos em torno da serpente.
Era só abocanhar.

— Ele nos forneceu tudo, plantas, câmeras, algum problema? – 87 prosseguiu. Sasuke soprou outra baforada, e mexeu nos bolsos, tirou um smartphone e deu a ele.

— Troque todos os códigos de segurança por esses.

— Certeza? Do que está desconfiando afinal? – Sasuke deu de ombros, se virando e caminhando até Sakura e o menino.

— Apenas preciso testar algo.

87 saiu levando o aparelho, sem interesse em ficar pescando na fala do Uchiha.

Sasuke se abaixou fitando o garoto, Indra o olhou de volta, olhos verdes bastante atentos, focados. Levou o chocalho de borracha para a boca enquanto Sakura mantinha uma mão em suas costas, cuidando para que ele não tombasse para trás.

— Parece que alguém já está ciscando por aí, hm?

— Ele é muito enérgico...

— Também, já estava na hora de começar a gastar toda a gordura que você pôs nele...

— Ugh.

Sasuke atirou o cigarro na lareira, Indra seguiu com o olhar, rapidamente se jogando para frente para começar a engatinhar.

— Oh, oh, nem pensar. – Sakura agarrou-o recebendo, definitivamente, um resmungozinho em resposta.

— Não jogue qualquer coisa por aí, ele vai tentar pegar e por na boca. – Ela censurou.

— Hm? – Sasuke riu, então o pegando o no colo. — Então já está andando?

— Não, ele engatinha.

— Ora, então é uma boa hora pra começar, venha aqui, seu projetinho de degenerado...

— Eh? Não o chame assim!

Sasuke se mandou, levando o menino. Conversando com ele como se trocassem informações, uma conversa só deles.

Ela ficou com ciúmes.

Mesmo na hora do jantar estavam lá grudados, Indra já comia uma boa variedade de comidas, e com a mesma voracidade que mamava.

— Devia fazer ele engatinhar numa esteira. – Sasuke avisou, rindo, ela fez careta, mau humorada, deu outra colherada de comida ao bebê.

— Como se não tivesse sido um bebezão roliço também... – Ciciou.

— Hm?

— Nada.

— Sei.

— Awn, que linda a família Adams. – Ino disse, entrando na sala de jantar.

— Quer ser aquela mão de estimação? – Sasuke indagou. — Basta cortar e descartar o resto...

— Seu senso de humor é um saco!

— Por que mandou trocarem os códigos? – Sakura perguntou, enquanto limpava a boca do bebê. Sasuke enfiou o indicador naquela papa estranha e olhou para o dedo, analisando. — Não confia no sr. Savió? Algo que fundamente isso ou só implicância?

Sasuke provou o dedo, e fez uma careta para o menino.

— Você puxou o paladar do seu avô?

— Pare de implicar com ele. Ele vai perceber que o está criticando.

Sasuke deu de ombros.

— Apenas preciso tirar prova de uma coisa. Se o Savió estiver implicado, azar o dele.

— Você não pode ser claro uma vez só, não é? – Ela concluiu, chateada, tirou Indra da cadeirinha e se levantou partindo com ele.

— Qual foi?

— Ela está irritada desde o ataque. – Ino disse. — Acho que é a tensão, com o filho ainda por cima...

— Não conseguiram mais nada com ele?

— Não sobrou muito para interrogar desde que ela atirou na cabeça dele.

Sasuke estreitou os olhos.

Ela o matou? – Ino piscou, espantada.

— Não passaram os detalhes? Entendo...

Sasuke revirou os olhos, irritado. Mexeu nos bolsos, pegando outro cigarro.

— Vocês dois estão estressados. – Ino concluiu, suspirando.

O calcanhar de Aquiles se ampliou para Sasuke, ele estava ciente disso, e Sakura era uma mãe esforçada e amorosa, mas com cicatrizes emocionais e no meio de uma selva, o que não poderia deixar de atacar seus nervos.

Talvez fosse melhor se pudessem ficar apenas juntos, mas tirando os passaportes falsos, armas, conspirações e mortes, eles eram como qualquer casal moderno podia ser.

Um marido preso no trabalho, uma mãe sobrecarregada com a maternidade e também, ás vezes, uma carreira.

Era quase como ver os próprios pais de Ino, talvez por isso ela preferiu ser jornalista freelancer, correr atrás de boas fotos e furos e não ficar atrás de um marido rico e uma bancada de cozinha chique.

— A casa Czarina. – Sasuke iniciou com uma baforada. — Não é uma casa pra qualquer um se meter. Eu não pretendia mexer com eles diretamente se não fosse estritamente necessário.
Ela arqueou o cenho, surpresa.

Ele estava admitindo temor a algo ou alguém? Ino riria, se isso não significasse que meros mortais como ela deveriam ter mais medo ainda.

— Eles são muito... Numerosos?

— A representante deles faz parte da mesa, tem alta influência, é uma das mais velhas lá.

— Uau... Conhece-a bem?

Sasuke assentiu, com um olhar receoso e ao mesmo tempo cínico.

— Conheço... Se conheço. É a minha avó, afinal.

¤

Antanasia Boyer vem de uma longa linhagem de czares negros, que eram nada mais nada menos que aqueles que por intervenção política de determinadas épocas, não assumiram os postos dignos de suas posições.

Entre outras palavras, bastardos, ou membros menos prestigiados, sendo o último deles conhecido pela história, Anastásia Nikolaevna Romanov, que se achava ter sido morta aos 17 anos, pelos soldados bolcheviques.

Esta no entanto, sobreviveu e mascarou sua morte fazendo uso dos serviços da Folha, e viveu sossegadamente até o fim da vida deixando apenas uma herdeira para os Romanov, que acabou tendo que casar com um membro da Folha para que não perdesse seus privilégios e proteção.

Esta herdeira era Antanasia, que teve que entregar seus quatro filhos para o pai tão logo resolveu que ser uma Uchiha não estava acima de levar o nome Romanov.

Foi doloroso ver Fugaku, Madara, Obito e Azuma, serem criados para levar um nome que não era de fato, o de um nobre, e sim, estava mais para de uma quadrilha de assassinos, e mais doloroso ainda ver eles reservarem os filhos para seguir o mesmo caminho.

Agora, ela teve que assistir seus filhos e sua descendência queimarem no fogo aceso pela arrogância do próprio nome Uchiha, e não permitiria mais que nenhum Romanov mesmo o que portasse uma ínfima gota desse sangue, fosse levado pelo mesmo caminho.

Ciente dos mecanismos obscuros que vinham se desenrolando sob as sombras da Folha, Antanasia não deixaria de se aproveitar de uma boa oportunidade de tirar vantagem, proteger a legitimidade de sua Casa e sua cadeira no conselho dos doze.

¤

Sakura apertou uma graúda esponja sobre a cabeça de Indra, deixando a água escorrer sobre ela, o que espantou a criança, fazendo-a exclamar e se debater na banheirinha.

Ela riu um pouco, afagando sua cabeça, esfregou a esponja em seu corpinho rechonchudo e o enxaguou, enrolando-o na toalha, levou-o até a cama e o sentou lá, dando as costas e indo procurar as fraldas e roupas.

Indra engatinhou pelo colchão, chegando até a beirada, girou o corpinho tentando descer com os pés.

Sasuke entrou no quarto, e assim que viu a cena, catou a primeira almofada que viu, atirou-a ao chão e ela amorteceu até demais a queda do...

Meliante. – Acusou.

Indra se debateu, risonho, como uma tartaruga com o casco virado.

— Hahaha, já vou. – Sakura riu, ouvindo sua voz enquanto selecionava uma roupinha.

Sasuke fez careta, revirando os olhos. E viu o anticristo passar por si, engatinhando em direção á porta.

Pegou o peladão antes que ele ferrasse os dois, se aproximou do colchão e o deixou cair lá, para a alegria dele, que gargalhou com a boca banguela arreganhada.

Sasuke meneou a cabeça, impossibilitado de negar que Sakura vinha tendo tanto trabalho quanto ele ao lidar com projetinho de degenerado que ambos puseram no mundo.

Segurou o pezinho dele, o arrastando pelo colchão e arrancando mais gargalhadas. Riu um pouco e beliscou sua pança macia de leve.

Algo no sorriso humor sádico dele o recordava da mãe, o que não era exatamente uma coisa boa.

— Seu mini Bishamon do caralho, aonde pensava ir? Ao menos já parece ter aptidões de um especialista em fuga e evasão.

— É um só um bebê. – Sakura repreendeu, retornando com as tralhas, o cenho franzido. Sasuke olhou bem para ela, apontou o menino e disse:

— Um bebê não, um demônio.

Como que para confirmar sua declaração, Indra gargalhou outra vez, chacoalhando as perninhas. Sakura resolveu ignorar sua péssima escolha de reprodutor e se sentou na beirada, começando a por a fralda do menino.

— Oh, fique quietinho, meu bem.

Sasuke revirou os olhos, seguiu até a mesa aparador em busca de bebidas e sentiu que aquele ratinho o estava seguindo com os olhos, estreitou a vista de volta.

— Também estou de olho em você, ratinho.

— Hum? – Sakura indagou, ocupada.

— Nada.

— Então, não tem nada melhor para fazer? – Ela disse, enfiando o bebê num par de calças, vestiu-o numa camisetinha regata e então Sasuke tomou um gole da bebida, deixou o copo na mesa e foi até a cama, abanando a mão.

— Dá aqui.

— Huh? – Sakura o fitou, sem entender por que ele queria Indra agora. Sasuke o ajeitou no colo e os dois se encararam numa estranha conversação telepática.

— Eu me viro com o resto.

— Resto?

— Sim, então vá tricotar ou assistir shoujo, eu e o ilustríssimo aqui vamos dar um passeio.

Sakura se levantou, espantada. Ele de as costas e se mandou com seu bebê.

— A-Aonde vai com ele?!

— Ensinar umas coisinhas.

— Coisinhas?!

Sasuke bateu a porta atrás de si, ainda ouvindo ela cacarejando. Indra grunhiu não gostando muito de se afastar das penas da mamãe.

— Vamos lá, pedaço de mal caminho.

¤

— Que porra ele está fazendo? – Ino sussurrou, olhando através da janela como se visse uma dupla de aliens.
Sasuke estava sentado numa mesa á sombra de um coreto antigo, com Indra entre as pernas, ambos embolados numa grossa manta, afinal estava bem frio.

Ele parecia jogar paciência com o menino.

Ou quem sabe fosse pôquer mesmo. Vindo desse cara, não duvidava que ele teria ego o suficiente para achar que sua cria de menos de um ano já seria um prodígio.

Olhando por esse lado, dava pra ver apenas um pai babando seu garotinho.

Ela olhou por cima do ombro, vendo Sakura roncar baixinho espalhada numa poltrona perto da lareira, e sorriu.

— Ele só está ganhando tempo...

¤

Sasuke entrou no quarto se arrastando, Indra já chorava a altos decibéis naquele meio tempo e ele estava cansado.

Crianças deviam vir com uma caixa para você guardá-las quando enjoava delas. Sentia vontade de atirar esse filho da mãe num cofre.

Sentou na cama, vendo Sakura ainda dormindo, soltou Indra e ainda chorando e soluçando, ele engatinhou até a mãe e se sentou perto do rosto dela. Encarando-a parecendo indignado dela não ter despertado ainda, fitou Sasuke como quem dizia: “Qual o problema dela?!”

Você é o problema. – Suspirou ele, retirou o casaco e engatinhou até ao lado de Sakura, Indra até deu uns tapinhas na cabeça dela, irritado pra caramba.

Sasuke estava mais impressionado com o sono dela, lutou para aquieta-lo entre os dois, no fim Indra cansou de reclamar e começou a dormir. Ele provavelmente só queria mamar para monopolizar a mãe, afinal Sasuke já tinha o alimentado até demais.

Dormiu também exausto, e foi só uma tarde. Quando acordasse, teria de dar uns agradinhos á Koyosegi.

¤

Sakura despertou desnorteada de tão pesado que havia dormido, tateou a cama e se sentou, vasculhando o redor.

Ouviu a risadinha de Indra e o localizou no berço, atracado com a pelúcia que Sasuke segurava e ficava erguendo para testar sua força.

— O quanto você aguenta, hein? Rato...

Ela estreitou os olhos, tanto cansada quanto aborrecida.

— Tanta coisa para você o ensinar...

Sasuke fez careta, afim de enfiar o urso na bundinha dela. O que ela achava que ele havia feito o dia inteiro?

Cuidando da coisinha, é claro, enquanto ela dormia e roncava como uma porquinha.

— Ingrata.

— Hum? Ah, ele não está com fome?

— Se estiver, vamos ter que criá-lo dentro de uma academia.

Indra rapidamente se desinteressou pelo brinquedo quando notou a mãe. Foi logo tentando se sentar, mas não conseguia, o que foi engraçado de ver, mas ele se irritou e apelou pra choradeira.

Sasuke revirou os olhos e com a palma em suas costas, o ajudou a se sentar. O pentelho praticamente correu sobre quatro patas até as barras do berço, ficou de pé segurando nelas e ergueu as mãos para Sakura, os olhos enormes brilhando de lágrimas e um bico enorme e bochechas rosadas.

Não havia como Sakura resistir, ela saltou da cama e o pegou.

— Oooh, me desculpe, mamãe esqueceu de você? Desculpe a mamãe. – Ela se virou levando-o, o menino encarou Sasuke já de olhos secos, brincando com o cabelo sedoso da mãe.

Sasuke ofereceu o dedo do meio ao próprio filho, e não se importava com isso.

— Projetinho de degenerado! – Cuspiu, num sussurro, antes de Sakura sair do quarto.

Anos depois ele até sentiria orgulho das bolas por isso, mas agora, preferia a época em que só ficava cansado de fazer bebês, não de ter bebês.

E vejam só, a mercenária da mãe do seu filho cagando pra existência dele.

Sasuke se sentia desvalorizado.

Logo ele.

Sakura ainda bocejava durante o jantar, mas se sentia bem mais disposta. Pegou Indra após o amamentar e o pôs para dormir, o menino teimou um pouco, parecendo não querer largá-la tão cedo, mas perdeu para o cansaço.

Sakura o deixou e passeou pela fortaleza que à noite, tinha ares bem mais sinistros.

Chegando a uma sala, encontrou Sasuke bebendo, e pressionando algumas teclas do piano.

Ela se aproximou por trás, abraçando seu pescoço e apoiando o queixo no topo de sua cabeça.

— O mensageiro do Apocalipse já dormiu? – Ele indagou, Sakura riu, sentindo o cansaço em sua voz.

Ele a tinha ajudado a descansar, e até dormido um pouco, mas ainda parecia exausto. Ele provavelmente acharia besteira ela agradecer, Sakura ainda era grata mesmo assim.

Nunca imaginou ver Sasuke como pai, e cada pequena faceta dele assim a fazia amá-lo mais e também se sentir um pouco mais segura no caminho que seguiam.

— Já está com saudades dele? – Sasuke bufou, pousando o copo no piano.

— Tanto que pretendo por rivotril na mamadeira dele, na próxima vez.

Sakura gargalhou, beijando seu cabelo.

— Eu espero que ele só acorde amanhã ou serei eu a precisar de remédios.

— Hm... – Sasuke pegou uma caixa que estava a seu lado no banco e virou na direção dela. — Talvez isso sirva de incentivo.

Sakura pegou-a, e se sentou no colo dele, abriu-a, curiosa e deparou-se com uma gargantilha tão luxuosa que chegava a ser obscena.

— Céus, onde usarei algo assim?

Sasuke deu de ombros, rindo.

— Sei lá, não pensei nisso quando roubei.

— Claro...

— Use onde quiser, no café da manhã, com galochas, uma fantasia de rato ou... – Sasuke jogou os olhos para o decote dela, e mordeu o lábio, suspirando alto. — Com nada, também é uma opção.

Sakura o encarou, largou a caixa sobre o piano e se atracou aos cabelos dele e sua boca.

Sasuke puxou suas pernas sentou-a no teclado, notas desconexas ecoaram enquanto suas bocas se conectavam até tudo ser interrompido pelo som abrupto de uma explosão que pareceu fazer toda fortaleza estremecer.

Sasuke puxou a boca da dela, Sakura soltou o ar bruscamente assustada, imediatamente ele a colocou no chão e correram para a para a porta.

— O que diabos foi isso? – Gritou quando 89 surgiu, apreensivo, este jogou uma arma para Sasuke e entregou outra á Sakura.

— Estão atirando á distância, perdi contato com 32 pelo rádio.

— Indra! – Sakura correu, Sasuke quase a seguiu mas sabia que aquele lado da construção era seguro, por enquanto.

Destravou a arma e seguiu 89 que lhe ofereceu uma máscara, irritado por voltar a se esconder ele a pôs e ambos alcançaram o andar debaixo, a sala estava praticamente destruída, o ar gelado da noite invadia o cômodo por meio de um grande buraco na parede de pedras.

Ao longe, viram veículos se afastando cada vez mais da propriedade e drones desaparecendo na noite.

— Que diabos...?

— Estão todos bem?! – Karin exclamou, descendo as escadas, Sakura surgiu como um banshee pela noite, berrando mau agouro, segurava a arma e uma manta.

Sasuke segurou-a quando ela tentou correr para a saída recém criada pois o resto da parede de blocos seculares ameaçava terminar de ruir a qualquer momento.

— Não! Não! Não deixe eles irem! Não pode deixar eles irem!

Ele segurou-a pelos braços, encarando-a apreensivo, ela estava tão histérica como ele nunca viu, puxou-o pela camisa, desesperada e mal se aguentando nas pernas.

— Não deixe eles irem! Sasuke! Sasuke!

Onde está o menino? – 89 rugiu fazendo o resto deles disparar para todos os lados, vasculhando inclusive as pedras.

Sakura se pôs a chorar agarrada a manta, Sasuke carregou-a á força de volta ao andar de cima.

O berço de Indra ainda estava quente de seu corpinho gordo, as pesadas janelas estavam fechadas, mas a lareira estava apagada.

Sasuke se aproximou vendo pegadas nas cinzas ainda aquecidas, entrando e saindo da toca, se abaixou pegando um chapéu fedora quase queimado lá dentro. Virou-o e havia uma marca discreta na aba.

A dupla águia do brasão dos Romanov era perfeitamente distinguível apesar das avarias do fogo.

Sasuke atirou o chapéu no chão, apertando os punhos com apenas pura animosidade pulsando nas veias.

— Antanasia...- Rosnou entredentes cerrados.

A maldita estava tentando entrar em atrito com Sakura com ele?

De qualquer forma ela conseguiu, e iria ver a casa czarina ser consumida em fogo como resultado dessa fricção.

Notas finais
BUUUURN THE VOVÓ Paizão ta full pistola hein? Dlç Amo meu baby anticristo Indra NÃO RALEM NO CRISTAL DA RECONSTRUÇÃO DO CLÃ ATÉ A PROXIMA Q NAO SEI QUANDO VAI SER