Vingador Vol. II

23 22. Descodificado


Notas iniciais
Mil descurpas pela demora, eu tava maratonando anime rs. Mas é DR que ces querem? Vão ter! Cap em homenagem ao niver da Caçad- digo, Fran, nem sei se ela ainda ta lendo mas fica o presente rs

Ilha de Koh Phangan, Tailândia, semanas depois.

Sakura só ficara finalmente um pouco empolgada depois de saber que a ilha tinha belos pontos para praticar snorkeling, ela sempre quis visitar os bancos de corais.

Tinha feitos até planos de pedir uma viajem que possibilitasse isso, quando se formasse na universidade, tanto Robin quanto Louise queriam o mesmo.

Agora sozinha, ela esperava realizar esse pequeno desejo antigo.

Talvez mergulhar mais profundamente na água, e ver o mundo abaixo dela, também a ajudasse lidar melhor com a ansiedade que estava sempre fazendo sombra em seu interior quando tinha que estar fora de um lugar seguro.

Além que, mergulhar certamente era muito melhor do que o objetivo primário dessa viajem – encontrar Sasuke.

Ela definitivamente não queria encontrá-lo ainda. Viajar quase nove mil quilômetros para olhar na cara daquele bundão certamente não era seu plano perfeito de férias.

A Tailândia era agradabilíssima, e então ela decidiu que faria disso exatamente o que pretendiam fingir que parecesse: Uma viajem turística, apenas diversão.

Ficaram hospedados num dos bangalôs particulares de um grande resort, havia areia, mar azul a sua frente, muito sol, redes e coqueiros, podia ver pequenos barquinhos cruzando as aguas e também muitos mochileiros cruzando a ilha, era uma época do ano agitada na ilha e haviam muitos turistas de modo que, ela sabia que se tentasse um esforço, poderia conseguir se enturmar com alguns estrangeiros e aproveitar a experiência.

92 e 40 eram de idades próximas a dela, a fazendo também lembrar com tristeza, que o pobre 67 não poderia estar ali com eles.

Assim, 87 os escalou para estarem com ela aonde fossem sem chamar a atenção, apenas como companheiros de viajem, eles eram bonitos, ainda um pouco sisudos, mas Sakura sabia que poderiam ter uma legião de garotas em seu encalço facilmente e se enturmariam melhor ela própria.

— Ah, a temperatura está uma porcaria. – 87 reclamou, saindo para a pequena varanda, Sakura ajeitou os óculos escuros e segurando um coco, o fitou.

— O senhor não é uma pessoa de verão, não é? Fica mais confortável no frio.

— Talvez? Estou mais para entediado, esse sossego todo chega a ser enervante...- Ele observou, passeando com seus olhos cinzentos e calculistas pela vista, sempre a espera de antecipar algo.

Sakura havia notado que algo acontecera em Santorini que o irritou e deixou em alerta, por isso voltaram para a Escócia bem mais rápido que o previsto, mas não sabia o quê.

Porém, entendia um pouco o que ele queria dizer, esta pessoa e as outras, foram criadas num persistente estado de alerta, sempre para esperar algum ataque e se defender.

Provavelmente ficar apenas quieto num canto ou viajando a passeio devia fazê-los sentirem-se constantemente frustrados com a falta de ação e receosos de não previrem o perigo na hora certa.

Lamentava dar lhe esse trabalho, lamentava não ser o tipo de pessoa de ação que eles eram, que Sasuke era...

— Bem, 29 ligou, disse que ele já está chegando. – 87 avisou, ela então deixou o coco de lado, se levantou e pegou uma bolsa de náilon ao lado, onde estavam seus novíssimos snorkel, nadadeiras e óculos de mergulho.

— Então eu já vou!

— Se você diz...

Sakura seguiu em frente, acenou para ele e então chegou até o par de quadriciclos alugados onde 40 e 92 conversavam, estudando um mapa.

— Já podemos ir? – Indagou, empolgada.

— Claro, só estávamos vendo qual ponto teria menos gente...- 92 disse, ele pareceria um típico garotão surfista com seu cabelo loiro e olhos verde mar, ainda mais agora usando calção e camiseta. Já 40 era um pouco mais franzino, cabelo castanho cortado bem curto, olhos escuros e pele bem alva, parecia mais como se tivesse dezessete anos, era dois anos mais velho que ela.

Sakura gostava de vê-los tão casuais, por que a fazia sentir que essas pessoas poderiam ter outra vida se quisessem, uma escolha.

40 dobrou o mapa e subiu no veículo pintado de vermelho, e 92 no outro, um azul, Sakura subiu atrás dele, e pôs o capacete.

— Pronta?

— Uhum!

Ambos aceleram, e aquela coisa se movia rápido nas areia, ela gritou com aquele misto de medo e empolgação, bem agarrada no loiro e 87 ficou observando eles partirem com uma boa risada.

***

Sasuke já tinha mais de trinta, embora estivesse longe de ser velho, já tinha muito menos da paciência de antes para aguentar ou mesmo apreciar aglomerados de jovens e hormônios em fúria, drogas ilícitas e bebida.

Ele teve boas férias em Ibiza, lá era perfeito, o clima não era tão calorento, a música era boa.

Mas a Tailândia estava longe de o agradar seja com seus amontoados de pirralhos aventureiros bancados pelos pais, a comida, o clima, ou as praias.

Logo que chegou em Thong Sala, deu com o centro comercial lotado de turistas, garotas magrelas atacando qualquer nativo por selfies ou produtos, ou dando em cima de moleques vitaminados com suplementos de academia, com rastafáris oxigenados e olhos já ressacados falando lento e sorrindo como retardados.

O sol estava quente para um caralho e ele deu um olhar ainda mais fulminante para um batedor de carteiras de meia tigela que pensara em vir esbarrar nele.

Sasuke conhecia um batedor de longe. Era melhor que eles.

Olhou em volta mais uma vez, ajustando o boné na cabeça, a peruca loira que usava estava coçando, encontrou uma das gêmeas recostada numa caminhonete vermelha, usando um reles vestido floral, e com os braços cruzados.

Seguiu até lá e ela entrou no carro, ele subiu atrás, na carroceria e ela arrancou, seguiram rapidamente até o resort, pegando uma estradinha mais estreita até um dos bangalôs.

Uma casa de madeira, térrea e voltada para o mar.

— Vieram em quantos? – Perguntou, assim que ela estacionou ao lado da casa.

— Cinco aqui, mais dois monitorando a ilha e outros em Bangkok.

— Sei...

Sasuke e ela seguiram para dentro, ele esperava ao menos que houvesse uma boa proteção contra insetos e mosquitos.

A sala era ampla e arejada, e o famigerado ranço se acentuou quando ouviu aquele rangidozinho irritante de uma roda para hamster.

Bastou olhar para uma mesinha ao lado da TV para encarar aquele focinho fodido o encarando de volta enquanto continuava a correr.

— Puta merda, essa coisa tem que vir sempre?

Se continuasse assim, o rato terminaria sua curta (já longa demais) vida tendo mais carimbos no passaporte do que ele.

A gêmea deu de ombros, seguindo para o corredor, Sasuke foi logo atrás, olhando as portas dos quartos abertas e a cozinha.

Ela parou diante uma porta e foi logo entrando, ele entrou atrás mas percebeu a cama nada vazia e recuou rosnando.

— Visão do inferno, visão do inferno.

Deu as costas e voltou pra sala, puto, enquanto a gêmea vestida, reclamava com a pelada sobre na terem esperado, 87 logo veio, segurando um copo de vodca e vestindo apenas calça. Sentou-se numa poltrona de vime.

— Perdão, estávamos aproveitando que as crianças estavam fora.

— Eu vi seu rabo, desculpa nenhuma compensa o trauma.

E ele reclamando de encarar a fuça do hamster da hamster.

— Onde está a hamster? E a loira?

— Preferiu ficar no spa do hotel, e a hamster saiu para o snorkel.

Sasuke riu, finalmente uma piada.

— Espere, é sério? – 87 deu de ombros.

— Ela nem queria vir, ao menos está se divertindo agora...

Sasuke estreitou os olhos, prevendo que se não estivera realmente tão puto antes, agora era que ficaria.

— Com quem ela foi?

— 92 e 40, eles combinam....

***

Já acontecia um deslumbrante por do sol quando Sakura e os rapazes retornaram do mergulho, eles haviam ido até Salad Beach, um dos melhores pontos para snorkeling na ilha, seguiram num barco com alguns outros estrangeiros.

Ah, foi a coisa mais bonita e empolgante que ela fizera, flutuar e até mergulhar um pouco para seguir os pequenos peixes e explorar a magnificente variedade de corais.

Sakura nunca nadara tanto, e certamente melhorou nisso consideravelmente agora. Seus braços e pernas estavam meio doloridos e cansados e sua pele meio tostada do sol. O cabelo parecia um ninho de pomba, fios finos e ainda mais encaracolados entrando em sua vista facilmente por conta do corte.

Desceu da garupa de 92, não conseguindo deixar de sorrir de orelha a orelha, iria fazer tudo de novo amanhã, e também visitar os pequenos restaurantes e feirinhas.

Mesmo agora a noite, ela queria sair, afinal fizera uma pequena amizade com garotas da Nova Zelândia e elas a chamaram para ir ao Full Moon Party, uma festa jovem já tradicional na ilha e motivo maior da vinda de tantos turistas.

Dizer que amaria se enfiar numa enorme massa de gente, ela não poderia, mas segurança não lhe faltaria, e mesmo sem estar com um grupo de amigos mais íntimos (algo como Robin e Louise) ela queria conhecer mais coisas que só conhecia e imaginara através de sua pequena TV no apartamento de Tokyo.

Ainda morria de medo do mundo e sabia que não estava na posição mais segura dentro dele, mas Sakura estava descobrindo aos poucos, que viver ainda era bom demais para ter tanto medo.

Algo que sua terapeuta em Londres dissera muitas vezes, Sakura estava feliz consigo mesma por achar força dentro de si para verdadeiramente tentar.

Além que não teria que pensar no idiota, o que era a melhor coisa no momento.

— Eu vou tomar banho e me arrumar, mas será que não seria muito cedo...?

— Deixe para mais tarde, não é como se a festa fosse terminar cedo. – 40 disse.

— Ah, sim... Então podemos ir comer no hotel! – Ambos deram com os ombros, Sakura seguiu para a casa e parou, notando ninguém mais que Sasuke parado na entrada da varanda, usava uma bermuda caqui e camisa branca, fumava e a observava com aquele olhar estreito típico de quando ia espezinhar sobre algo.

Ele também estava loiro? Isso não mudava sua beleza, e tampouco o mau humor que a acometeu.

Seguiu para dentro, de cara fechada.

— Ora, parece que não tive que sair a procura do Nemo...

Sakura revirou os olhos, entrando na casa.

— Oi pra você também.

— Que mau humor, uma água viva te queimou? Está bem tostadinha mesmo...- Ele não poderia não notar o shorts jeans que ela usava sobre o biquíni e a blusa de barra recortada em franja deixando seu umbigo exposto.

Seguiu-a sem pressa e Sakura o fitou por cima do ombro, irritada.

— O que é?

— Não sei, se é o jeans ou a blusa, qual me deixa mais puto?

Sakura entrou no quarto, e se olhou no espelho, estudando-se, lhe interessou muito mais observar o tom de bronzeado que pegou.

— O que tem de mais? Todo mundo está usando algo do tipo...

— Você é todo mundo?

— Que conversa é essa?

Sasuke bufou, e fechou a porta atrás de si, sem muita cerimônia.

— Me diga você, qual foi a dessa cara de quem comeu e não gostou?

— Talvez eu tenha mesmo tido que mastigar algumas coisas desagradáveis por sua causa. – Ela deliberou, seguindo até a porta e a abrindo.

— O quê?

— Pode sair do meu quarto? – Sasuke riu. Uma veia começando a pulsar na têmpora. Inspirou outro trago de fumaça e liberou entre os dentes, sorrindo cinicamente.

— Eu vou dormir aqui, amor. Com você.

Sakura bufou, olhou em volta, vendo uma mochila preta sobre a cama, foi até lá, pegou e retornou.

— É sua?

— É.

Ela jogou-a para o meio do corredor e o encarou.

— Pronto, agora não vai mais.

Sasuke concluiu que paciência estava ficando mais necessária do que um bom número de balas.

Esfregou o rosto, e apagou o cigarro, jogando-o na lixeira ao lado de um criado.

— Certo, vem pro papai, vamos conversar...- Ela revirou os olhos. — Antes que eu arranque esse caralho de jeans e deixe seu traseiro vermelho de verdade.

Sakura ficou vermelha e bufou como uma locomotiva vindo pronta para atropela-lo.

— Você não vai tocar no meu bumbum, não vai tocar em mim, e não vamos ter e nem tentar ter um bebê! – Esbravejou, empurrando-o até o corredor, Sasuke recuou, encarando-a, achando-a a coisa mais irritante e engraçadinha do mundo assim, puta com ele. Mas não entendia que infernos houve pra ficar assim, e muito menos por que seria o culpado.

Então embora quisesse rir, estava puto também.

— Posso saber o por quê? – Indagou, depois que ela parou de arquejar mais, tão irritadinha como um filhote de gato.

Aí os olhos dela inflamaram mais ainda, até ameaçou chorar, mas engoliu tudo se endireitando com uma pompa absurda e rugiu pra ele.

— Pergunte á sua informante favorita, ela deve saber! – E então entrou no quarto e bateu a porta.

Sasuke coçou o queixo, pensando longamente.

— Qual delas...?

A porta abriu de uma vez e ele só desviou para o lado, o estrondo agudo preencheu a casa e os outros apareceram nas duas pontas do corredor.

Sasuke olhou pro chão, vendo um vaso ao pedaços e logo a porta bateu de novo.

— Isso, isso sim foi passar dos limites! – Chutou a porta de leve. — Sua louca! Tire o rabo fora e venha falar as coisas direito, porra!

Sem resposta, se voltou para os outros idiotas.

— Será que alguém pode me dizer o que caralho houve aqui, ou posso considerar que alguém andou tomando ácidos em vez de balinhas?!

Todo mundo se evadiu e Ino, ainda um pouco lenta, só então percebeu que foi a última a ficar, deu a volta o mais rápido possível.

— Você, anda logo! – Ele rosnou, indo para a varanda. Ela suspirou, aborrecida.

— A mais bonita sempre se ferra. – Resmungou, passando a segui-lo.

***

— Angeline? Angeline! Aquela vadia psicótica do caralho!

— Aham, essa mesmo!

— Aquela vadia porra louca! Eu não disse para deixar a rata longe dela?! Angeline ladra e morde! Faz ideia do perigo que ela correu?! – Sasuke latiu para 87, que continuava ainda mais tranquilo até, seja pelo sexo ou o clima tailandês.

— Ela veio apenas ladrar, e ladrou até demais. Agora a casa cigana está bem interessada em ter conosco...

— Dane-se a casa cigana! São tão relevantes quanto merda! Angeline é perigosa, ela é instável, mas tem lambedores de sapato influentes. Sabe usar aquela boceta.

— Você certamente sabe. – Ino alfinetou, Sasuke riu mais de raiva do que cinismo, andando de um lado para outro soprando fumaça.

— Eu a faço usar aquela boceta pra mim ás vezes sim, e daí? Ela é um vetor de informação, dou algo para ela espalhar, e pego algo de volta.

— Então realmente a encontrou em Madri menos de um ano atrás?

Sasuke bufou.

— Passei menos de quinze minutos naquele hotel... E a vadia me passou carta falsa, por isso nunca mais a procurei, e por isso que ela deve estar louca, e por isso que queria ela longe da madame Uchiha ali!

— Aham...

— O que ela disse? Que eu pretendia casar com ela e ter sete ciganinhos? Mas é de esfolar o cu do palhaço mesmo. – Bradou, indo até o corredor perto da porta do quarto de Sakura. — Você caiu nessa? Caiu nessa?! Não é atoa que ainda chora com morte de personagem de anime!

Sem resposta, ele voltou para a sala, o cigarro já era apenas uma bituca.

— Tirando a mijada que ela tentou dar em torno de você, ao menos foi útil ela gritar em plena festa que te ajudaria. Fez a casa cigana ficar temendo ser mal interpretada propositalmente pelas outras casas, certo? – Ino disse, 87 confirmou.

— Vão comer na nossa mão.

— Grande merda. Casa pequena, não é como se eles tivessem um pau grande pra por na mesa.

— A casa nórdica também não deveria ter, mas... Veja o que aprontaram.

Sasuke tinha que concordar, apesar que duvidava que os ciganos se meteriam em algo deste naipe. Todos viam ciganos como grandes trapaceiros, mas quando seguiam um código próprio, eles eram extremamente leais. Seguir as tradições da Folha era parte do código moral da família cigana Kalitch, então talvez eles pudessem mesmo extrair algo disso.

Até mesmo poderia voltar a usar a louca Angeline, embora Sasuke soubesse que não havia ganho em revelar algo dos seus reais movimentos a ela em troca de ajuda.

Mesmo que ela ajudasse de boa vontade, iria querer algo em troca que ia totalmente de encontro ao que Sakura aceitaria e não aceitaria nessa parceria. Um empasse desses, ele não queria e nem teria paciência para lidar.

— Não vai mais sair da toca, amor? Eu tenho um chute eficiente e não tenho medo de usar.

— Está falando com quem? – 32 que havia ido dar uma volta, indagou.

— Vossa alteza rainha da Ratolândia. – ele desdenhou. Ela os fitou com estranheza.

— Mas Koyosegi-sama não acabou de sair para a festa junto com os garotos? – Disse, fitando 87, que piscou, surpreso.

— Os viu saindo?

— Óbvio, tem mais de vinte minutos, achei que já sabiam.

Sasuke girou sobre os calcanhares e usou o pé para destroçar a porta do quarto, encontrou apenas a mala dela com roupas e sapatos espalhados pela cama e a janela escancarada com vista para a praia.

— Nossa, essa menina está criando peito mesmo, hein?

— Qual festa? – Ele rosnou.

— Provavelmente a Full Moon Party...

Sasuke deu a volta ascendendo outro cigarro. Mais do que disposto a eclipsar a lua cheia de Sakura.

***

A praia de Haad Rin, onde ao menos 12 arenas onde tocavam música para agradar a todos os ouvidos, do eletrônico ao reggae, essa era a casa de uma das maiores confraternizações de mochileiros do mundo.

Sakura andava praticamente grudada em 92, temia se perder, não só pela quantidade assombrosa de pessoas, mas por conta de seu próprio deslumbramento.

O céu estava limpo e a lua realmente cheia, como se fosse tudo combinado mesmo, mas eram as luzes, tinta e roupas que brilhavam no escuro que a encantavam mais.

Energia humana, era apenas como podia definir, tanta agitação que sacudia seu interior tão forte quanto as vibrações das potentes caixas de som.

Barraquinhas e ambulantes vendiam tinta fluorescente e buckets, populares baldinhos com vodka, whisky, refrigerante ou energético, era só misturar.

Sakura só tinha que evitar câmeras, não aceitar bebida de estranhos e nem sair de perto deles sozinha. Além do terreno além da praia ser relativamente perigoso á noite, nunca dava para adivinhar as intenções das pessoas ao redor.

A estava bem com seguir essas regras, mesmo que soassem um pouco exageradas para as outras pessoas. Aquele era um lugar onde as pessoas se libertavam da maioria das regras, ela vir com duas “babás” era no mínimo contraditório.

Seu baldinho estava ficando sem gelo, ela só havia tomado uma latinha de energético para que o cansaço do dia inteiro de natação não a derrubasse tão rápido.

Os três estavam mesmo era com fome, culpa dela que estava irritada demais para ficar mais de uma hora sob o mesmo teto que Sasuke Uchiha.

40 saiu para comprar mais gelo, e ela ficou perto de 92, observando as meninas neozelandesas pulando ao som de música do Steve Aoki, em um ponto mais distante, as pessoas faziam rosa em torno de um cara que fazia malabarismos com fogo, e o ponto em frente o palco era o mais tumultuado.

Rapazes sem camisa passeavam com seus números de telefone escritos com tinta fluorescente nas costas ou nicks de instagram. Garotas dançavam até encostar os traseiros na areia, não se importando se combinava com o tom da música. Tudo para ser notado e ficar na memória coletiva.

Sakura sempre viveu fugindo de atenção, então para ela essa vontade de ser notado era e talvez sempre fosse ser estranha demais para imitar. Era inibida demais para se unir á dança com elas, mas gostava de observar.

— 40 está demorando, será que se perdeu?

— Capaz.

92 era ligeiramente rabugento e implicante com o outro, mas Sakura achava isso até normal, rapazes não eram normalmente os mais competitivos? Em geral eles se davam bem entre si, sem muito conflito, apenas ás vezes ela tinha que dizer quem tinha que ir, e quem tinha que ficar, ou eles debateriam para sempre.

40 finalmente retornou, trazendo outro bucket cheio de gelo, uma sacola com marmitas e, infelizmente, Sasuke.

O rapaz até a fitou, um pouco culpado, só que ela sabia que ele não poderia ter se livrado do cara tão facilmente.

Com sua grande careta, fumando em ritmo quase automático, Sasuke silenciosamente apenas se recostou ao lado do barco estacionado na areia, onde ela estava.

Sakura pegou o prato com uma generosa porção de Pad Thai, constituído de noddles salteados com soja, carne, e vegetais. Parecia bem mais atraente até, que a versão mais sofisticada servida no hotel.

Sakura pegou o copo gelado de energético misturado com vodca, para acompanhar a comida enquanto sorrateiramente observava Sasuke de esguelha.

Ele sequer escondia a cara feia observando as pessoas dançando, pulando e gritando.

— Achei que gostasse desse tipo de festa. – Comentou.

— Isso é pra pirralhos.

Oh, ele estava assumindo que já estava velho para a coisa...? Sakura nunca havia percebido tão claramente a diferença de idade entre eles, como agora.

E ela nem era o tipo louca para dançar como as garotas... Mas era difícil não se sentir nova, ao lado do sr. Rabugento.

Porém, até onde sabia ele adorava se divertir muitas outras formas, com outras pessoas.

Então ele não era nenhum velhinho incompreendido assim.

— Você é só um babaca. – Concluiu, mastigando uma porção.

Sasuke a encarou, e pegou o copo dela, cheirando, fez outra careta ainda com o cigarro entre os dentes.

— E você, resolveu virar porra louca a essa altura do campeonato? Eu não vou te carregar bêbada.

— E sequer te convidei pra vir...

— Ah, sim, isso me lembra que fiquei discutindo com a porta.

Isso teria sido engraçado de ver.

— Para com essa porra, Sakura. Sabe que seu lugar não é aqui.

— Hm, você certamente sabe onde é.

Ele esfregou o rosto, puxando a mão até o cabelo e o jogando para trás. Encarou-a com uma cara bonita e frustrada.

Ele era tão bonito. Era tão injusto. Por que ele podia andar por aí, por que todo mundo podia o ver, desejar, e por que ele podia estar em todos os lugares tão facilmente, enquanto ela tinha que continuar presa em algum lugar, esperando.

Presa pelas próprias paranoias, pelos demônios, enquanto Sasuke domava tudo e todos.

Sakura achou que eles finalmente estavam andando lado a lado.

Mas então, parecia que ela continuava presa no pequeno e aconchegante mundinho de seu apartamento em Birdcage, enquanto ele ia e vinha, enquanto ele conseguia ser quem quisesse, para o que precisasse.

Sasuke ficava até mesmo mais velho, mas Sakura continuava sentindo que não cresceria nunca mais.

Ele ergueu a mão, puxando suavemente sua franja para atrás da orelha.

— Só quero evitar que se machuque.

Sakura ergueu os olhos para ele, estreitando-os ligeiramente.

— Isso vale ter estar que estar com outras pessoas?

Sasuke inspirou, sabendo que nem ela nem ele gostariam da resposta. Mas se ela queria, ela teria.

— Vale qualquer coisa.

Sakura inclinou o face para o lado, o analisando profundamente. E acreditava nele, o que não significava que apreciava isso tanto assim.

Sasuke ia ter que começar a encontrar outros modos de fazer tudo por ela, por que não importava se era por ela. Se ele gostava ou não de Angeline ou qualquer outra, se elas eram apenas joguetes.

Sakura não concordava com a quebra desse limite. Então, ou ele dava o braço a torcer, ou eles voltariam á estaca zero.

Ou pior, onde um usaria o outro como bem quisesse. E sendo ela a dona das cartas na mesa...

Ela suspirou, por fim, olhando a comida já sem tanto apetite.

Porém a festa continuava a encantá-la, e Sakura decidiu que não abriria mão de mais nada, se Sasuke tampouco queria limitar seu leque de opções.

— Você pode voltar, eu ficarei.

Ele estreitou o olhar, irritado, mas controlou o gênio e lambeu os lábios.

— Angeline mentiu. Não a encontrei por mais de quinze minutos, além que ela ainda me deu uma informação falsa.

— Azar de ambos então...

— Então é assim?

— Sei que não está acostumado a trabalhar em equipe. – Sakura deixou o prato de lado e desceu do barco, calçando as sandálias novamente.

— Que porra isso tem haver?

— Eu não aceito isto sobre Angeline, nem qualquer outra garota. – Ela declarou, balançando indicador professoralmente.

Sasuke quis morder aquele dedinho até ela choramingar.

— E você acha que eu me divertir como uma menina normal é perigoso.

— Não disse isso.

— Então eu posso ficar na festa?

— Claro, pode ficar! Pode beber mais que um viking obeso, por que não tomar uma dessas “balas” que estão vendendo por aí também? Quer um trago do meu cigarro? Vai deixar os garotões passarem a tinta neon em você?

Sakura o encarou com tédio.

— Você parece um pai falando...

— Quer apanhar de cinto?

— Bem, eu vou ficar. Se eu ficar, se eu for aonde eu quiser enquanto estiver aqui.

— Fora de questão. E me refiro a estar pra cima e pra baixo com os dois garotões ali também.

— O que são dois rapazes me protegendo perto de você fazendo sexo em troca de “informação”? – Ela até fez as aspas com os dedos. Sasuke repetiu o gesto.

— É “informação” que nos mantém vivos.

— Se vire de outra forma!

— Vá pra casa!

Sakura pegou o bucket novamente, o copo e engoliu toda a bebida que ainda havia de uma vez.

— Va pra casa você, seu velho! Se não for, eu não vou te perdoar dessa vez! – E mostrou o dedo do meio pra ele, assim como a língua, mas estava tão zangada, provavelmente bêbada e com vergonha da cena, que nem abriu os olhos quando fez isso.

E então deu as costas e escapuliu e enfiando na multidão ao encontro das novas colegas.

Sasuke atirou o cigarro no chão, levantando-se.

— Se voltar pra casa, com tinta onde as roupas cobrem, vai saber o que velho aqui vai fazer! E ao menos olhe nos meus olhos quando for mostrar o dedo, sua delinquente!

92 e 40 seguiram o rastro dela, olhando para ele como se ele fosse um velho senil.

Sasuke decidiu que odiava a Tailândia mais ainda.

***

Sakura acordou com o sol no rosto, o barulho da água do mar, e com areia pelo corpo. Desorientada, se sentou, e olhou em volta, as garotas dormiam na areia úmida ao lado dela, garrafas e baldinhos jaziam espalhados ao redor.

Sakura se sentou, e procurou uma das sandálias, mas não achou, só então 40 apareceu, e ajudou-a levantar.

— Bom dia...?

— Dia.

— Onde o 92 está?

— Tentando rastejar de debaixo de sete garotas.

Sakura olhou em volta com olhos apertados, e o que ele descreveu era verdade. Recordava fracamente que eles haviam feito mais amigas, meninas canadenses e americanas, e elas eram ainda mais loucas.

O resto ainda era um pouco apagado. Depois que parou de tomar energético e provou de uma gota de uma coisa estranha em baixo da língua, ficou tudo ainda mais colorido, até mesmo os cheiros tinham cores, o sons, e ela se sentiu completamente cheia de uma vibração excitante e empolgante.

Mas agora, sua cabeça doía, e estava tudo meio borrado ainda, muito sono e preguiça a tomaram e Sakura cambaleou ao lado de 92 (um pouco afetado também) e 40 que parecia o único pleno naquela manhã.

— Ainda vai querer vir?

— Não sei...? Foi assustador mas foi.... Whoah... – Ela confessou, realmente impressionada.

— Hum, parece que foi uma baita Good trip...

92 se afastou deles e depois de alguns passos, despejando o que tinha no estomago.

Sakura fez uma careta e fitou 40, que deu de ombros, zombando.

— Nem todo mundo pega uma onda boa de primeira...

Ela acabou rindo, o outro os acompanhou pedindo folga pelo resto do dia. Sakura resolveu que qualquer plano pro dia seria abortado ao menos até que tomasse um banho, comesse e dormisse uma boa soneca.

— Você. Está. Doidona. – Ino declarou, encarando-a da porta.

Sakura tinha um ninho de pássaro na cabeça, havia até mesmo miúdas conchas e galhos entre os fios emaranhados, areia soltava-se de sua roupa, e ela segurava apenas uma camisa verde neon que havia comprado na festa e um único lado das sandálias.

— Não estou não! – Garantiu, o mais claramente possível.

— Ao menos não mais...- 92 disse, ainda ameaçando vomitar, Sakura instintivamente acertou sua costela com o cotovelo e ele não pode mais lutar.

Afastou-se para a beirada da varanda e voltou a regurgitar.

Ela se encolheu, culpada, e Ino somente a fitou ainda mais duvidosa e então sorriu animadamente e bateu em seu ombro, efusiva.

— A festa foi boa hein? Estive aqui na época da faculdade! Mas então? Continua bombando mesmo? Até tive vontade de ir, mas sabe como é. Não é para adultos...

— Er... Foi-foi divertido sim. E tinha muitos adult-...

Sakura viu o demônio por cima do ombro da loira e fez menção de contornar a varanda pra se esconder no quarto através da janela.

— Nem mais um passo. – Sasuke ordenou, Ino saiu logo do caminho e fingiu que não tinha acabado de incentivar algo.

Ele saiu na varanda, olhou para o jovem 92 que parecia trocar de tom de verde a cada minuto e para 40, que somente parecia ressacado.

Então olhou pra ela bem afiado, dissecador.

— LSD ou Ecstasy?

— Huh?

— Nem comece a enrolar, que porra você tomou?

— E-eu não estou... Não sei o nome...

Sasuke cocou o queixo, indignação nem sequer nomeava o que sentiu.

— Você tomou merda sem nem saber o que era?! E vocês dois? Estavam com ela de férias também?

— Foi LSD...- 40 bocejou, mesmo sem querer.

— Não foi culpa deles, as garotas que ofereceram, foi só uma gotinha, não achei que seria tão forte...?

Sasuke agarrou uma das bochechas dela e depois a outra, esticando-as furiosamente.

— Sua burra. Uma gotinha é o bastante até pra te deixar doida o resto da vida. Foi ruim ou foi bom?

— Foi... Whoah... – Ela afirmou, olhões arregalados.

— Nem pra ter pego uma bad fodida... Sua maldita sortudinha do caralho. Escute aqui, quer viver a vida adoidada enquanto estiver aqui? De acordo. Mas. Sem. Drogas. Entendeu?

— Nem uma...?

Não, sem comprimidos, “gotinhas”, sem fumar maconha, ou cheirar qualquer tipo de pó “mágico”. Quer uma onda? Vá pro quarto e te dou um orgasmo. Mas nada de enfiar porcarias no seu organismo, porra.

— Okay...

— Você passou anos tomando remédios, nem ansiolíticos tem precisado agora. Então não estrague sua saúde por tão pouco.

— Ele tem razão. Orgasmos são bem mais saudáveis... – Ino disse, seguindo de volta para dentro. — Inclusive estou precisando...- Resmungou.

— Mas você fuma maconha. – Sakura acusou.

— Quando estou puto. Eu sei como usar e quando. Acha que posso me dar ao luxo de sair doidão por aí com vinte e cinco milhões sendo oferecidos por minha cabeça?

— Eu sei lá. Você é doido.

Sasuke inspirou profundamente e soltou aquelas bochechas ou as arrancaria de vez.

— Vou por na conta da “gotinha”. Você loucona fica corajosa demais. Agora dê o fora da minha frente antes eu que te amarre no teto. – Empurrou a testa dela com o indicador. Sakura caiu para trás como se tivesse sido golpeada por um porrete e ele a fitou, estarrecido.

Ela piscou, ainda sentada, mas percebeu que nem chegou a doer, e tudo em sua visão vibrou em cores vivas por um instante. Quando voltou ao normal ou achou que sim, ergueu os olhos e encarou Sasuke.

Ele parecia até como um deus ou coisa do tipo, vibrante.

Whoah.

— Sua rata...

Sakura virou de quatro e engatinhou pra dentro o mais rápido que pode.

— Desculpe...- Choramingou, agora realmente assustada. Achara que o efeito já tivesse passado de vez, e se as “ondas”continuassem mesmo? E se ela ficasse presa em uma dimensão psicodélica ou coisa assim?

Por que duvidara que não seria tão azarada?!

— Desculpe. Desculpe...- Lamuriou passando por 87, definitivamente, como um cachorrinho. Ele apenas observou, surpreso. Ela entrou no quarto e ele se voltou para Sasuke, observando aquilo com desgosto.

— LSD? – 87 indagou, achando engraçado.

Sasuke bufou e seguiu logo atrás dela, temendo que tivesse algum surto de novo.

Encontrou-a dormindo no tapete. Revirou os olhos e levou-a para um banho. Vestida numa camisola confortável, ela caiu no sono durante o resto do dia.

Acordou a tarde, se fazendo de regenerada, até mesmo orou para que não tivesse mais nenhuma “viajem” temendo ficar na vibe pro resto da vida (claro que ele fez um terrorzinho leve para deixá-la mais atemorizada).

Ela estava esgotada. Sasuke já sabia que mesmo que ela quisesse ir pra outra noite de festa, não daria conta e chutaria o balde logo.

Então a recém começada vida de balada de Sakura se encerrou já na primeira noite e depois da primeira onda.

Talvez tivesse sido bom ela ter experimentado, ao menos aprendeu de primeira que era melhor se divertir em coisas como o snorkeling do que estragando a mente e o corpo com drogas.

Sasuke retornou para seu atual esconderijo em Helsinque depois de uma semana divertindo-se ás custas da sua pequena rata delinquente de uma noite.

Ele havia se instalado num pequeno bunker, e foi lá que montou o trabalho de descodificar os malditos arquivos que Itachi deixara.

Computadores de alta performance, programas clandestinos dos mais avançandos, trabalhavam dia e noite descriptografando as pastas, milhares de combinações numéricas eram aplicadas na tentativa de abrir as senhas.

Ele sentou em frente a mesa com quatro monitores, ascendeu outro cigarro e pôs um dedo de whisky num copo. Olhou para o cigarro e acabou rindo com vontaden da carinha de Sakura totalmente baqueada pela ressaca e mais ainda, toda preocupada que os efeitos se tornassem permanentes.

Foi maldade enfiar firulas na cabeça dela para fazê-la temer até um copo de vinho dali em diante, mas ele nunca disse que prestava.

Agora ela estava um anjo de obediência em seu castelo na Escócia, e ainda pediu para ele não demorar muito para ir vê-la de novo.

Sasuke amava virar o jogo, obter a vantagem e usá-la. Por isso que ele sempre trabalhava árdua e minuciosamente para consegui-la, pois assim, o sabor se tornava ainda melhor.

Por isso, por mais que a intenção de Itachi o irritasse, ele não desistia de tentar desvendar esses arquivos, pois se o que havia ali era útil, ah, seria definitivamente e epítome do prazer usar contra a Alta Cúpula, e por toda a Folha em sua palma.

Sasuke pegou o copo e já ia tomar um gole quando o programa parou de rodar com um alarme sonoro curto.

Os números que rodavam initerruptamente nas caixas de senha até então, travaram numa série de combinações de sessenta e dois dígitos agora na cor verde.

Dezenas de arquivos e pastas saltaram nas telas, se abrindo, informação sendo atirada em sua fuça.

Sasuke se levantou, a cadeira virou atrás dele, o cigarro caiu de sua boca enquanto ele corria os olhos por partes dos textos, fotos e caixas de vídeos. Pôs as mãos atrás da cabeça, completamente tomado por choque e triunfo.

Se tentasse falar, talvez gaguejaria.

Mas aí estava, o trunfo que Itachi deixou para ele, enfeitando o cabelo sedoso de Sakura.

Era a própria carta na manga que não só Itachi tinha, mas algo que a família Uchiha guardara sabe-se lá desde quantas gerações atrás.

Sasuke decidiu que veria Sakura mais cedo do que qualquer um planejasse.

Primeiro por que já sabia que a encontraria ansiosa para agradecer pelo presente de aniversário que deixou com ela antes de partir.

Segundo, por quê definitivamente iria comemorar esse trunfo no melhor estilo, que incluía ela nua e molhada na cama por um longo período de tempo.

Parecia que as horas extras finalmente renderam ótimos frutos.

Notas finais
Primeiramente, o cap NÃO é um incentivo ás drogas, hein? NÃO USEM DORGAS AQ É PROERD PORRAAAAAAA Sakurinha aprendeu á duras penas. Querem uma onda, vao comer brigadeiro ou dar uma gozadaaaaa! Segundamente, Sasuke quase perdeu as bolas, foi chamado de velho, e ainda teve q ver sua mina ir curtir no baile com dois novinhos. BEM FEITO PRA DEIXAR DE SER GAIATO! E ces viram ne? Ela perdoou mas ele ja quis garantir q nao teria segunda vez e deixou um presentinho pra agradar a patroa, ohohoho Sakura governa nessa rola sim senhoras! Enfim, acho q daq em diante o jogo vai virar pro nosso time, hein? Ou será q ainda podem acontencer reviravoltas inesperadas? * esfrega as mãozinhas igual um vilão de desenho antigo * Até mais bbs! Perdão pelo atraso jueheueueu SENPAAAAAI, ME NOTA Q EU TEM NOTO