Villain
19 Capitulo 18 – Dez dias ou uma vida inteira?
Notas iniciais
Tive um bloqueio dos fortes, nada saía!
Mas aí está e confesso: Esse capitulo fico muito fofinho e é um dos meus favoritos na história. O próximo sai ainda essa semana.
Lumus
Eu juro solenemente que não farei nada de bom
Capitulo Dezoito – Dez dias ou uma vida inteira?
“Como se mede a vida de um homem ou uma mulher?
Em amanheceres, em crepúsculos,
Em meia-noites e copos de café?
Que tal medir em amor?”(Seasons of Love)
O salão principal era de um silêncio cortante. Era como se todos já soubessem – e talvez soubessem mesmo. Na mesa da grifinória, um espaço entre Septimus Weasley e Minerva McGonnagal estava vazio. Como se reservado para alguém que nunca mais viria. Septimus nem sequer tocara em sua comida, apenas continuava encarando o gigantesco pedaço de frango. Tom dava garfadas fracas em sua comida, raramente levando-as a boca. Hermione nem sequer encheu o prato.
– Alunos, hoje nos despedimos de um grande estudante, amigo e jogador. – Não era Dippet, era Dumbledore, diretor da Grifinória. – O aluno Charlus Potter faleceu hoje após cair de sua vassoura durante o jogo de quadribol da Grifinória contra a Lufa-lufa. Muitos tinham grande apresso à Charlus e, com absoluta certeza, ele nos fará grande falta. – Naomi estava ao lado de Calidora a frente de Hermione encarando o próprio prato vazio. Hermione tomou coragem e esticou o braço tocando as mãos de Naomi. A Black a encarou e pôde vê-la sussurrar algo parecido com um “sinto muito” e por um segundo Naomi esboçou um sorriso antes de começar a chorar. – Charlus Potter era um grande aluno e sempre pertencerá a Hogwarts. Mas há algo a mais a ser debatido entre nós, alunos. – A voz de Dumbledore parecia menos triste e agora; estava mais sério. – Por mais que Charlus fosse adorado por vários alunos, também tinha suas desavenças. Charlus Potter não caiu de sua vassoura por mero acidente, ele foi derrubado e eu gostaria de saber quem foi o aluno a azará-lo no meio de uma partida. – Um silêncio cortante preencheu o salão. – Ninguém gostaria de se manifestar?! – Silêncio. – Talvez algum dos alunos da Sonserina?! – Sugeriu. – Ninguém? Pois bem, atitudes drásticas terão de ser tomadas. – Concluiu. – Os jogos de quadribol serão permanentemente banidos de Hogwarts e as aulas de voo dadas aos primeiros e segundos anos monitoradas. Nenhum aluno de agora em diante deverá voar no território de Hogwarts sem a devida autorização do diretor. – Pela primeira vez um burburinho invadiu o salão. – Silêncio! – Exigiu. – O diretor Dippet não está se sentindo bem e me exigiu estar aqui para lhe passar essa mensagem. Independente do aparecimento do culpado pela queda de Charlus Potter, os jogos de quadribol não retornarão. – Afirmou. – Os jogos foram aceitos em Hogwarts como uma forma de convivência entre as casas e agora, que tem se tornado uma grande ameaça à vida dos alunos, não ocorrerão mais. – Concluiu. – E que fiquem sobre aviso: Dementadores e membros do ministério da magia estão nos arredores de Hogwarts e não sairão até que o culpado seja encontrado. – Afirmou. Um arrepio percorreu a espinha de Hermione. Dementadores em Hogwarts. Outra vez.
Tom estava mais nervoso do que imaginaria um dia. Ele soube o que aquilo queria dizer. Sem mais encontros às escondidas no meio da noite com seus seguidores para decidir como livrar o mundo trouxa.
Tom encarou Hermione por longos minutos esquecendo que o restante do mundo existia. Ela estava tão triste, tão irritada com ele. E não poderia culpá-la. Estava errado, afinal. Não podia pedi-la para desistir de seus amigos só por que se negava a abrir mão dos próprios. Era muito egoísmo.
Avery parecia subitamente interessado em sua comida e fingia nem sequer ouvir o que Dumbledore dizia. Mas a cabeça de Tom estava em Dippet. Lembrou-se de como ele era apegado ao Potter. Tinham algum grau parentesco se não estava enganado. Charlus era sobrinho-neto ou qualquer coisa assim de Dippet. Ele, a esta hora, devia estar falando com os Potter. Imaginou a senhora Potter, uma mulher magra e esbelta que saía por aí exibindo os fios loiros como um modelo; sempre sorrindo para todos. Às vezes, Tom gostava de pensar que sua mãe também fora assim, apesar de saber que não. Ela não fora uma mulher incrivelmente delicada, amável e amigável. Mas era gostoso imaginar que tinha alguém de sua família que não fosse um maluco perverso. Imaginou a Sra. Potter, com seus alguns fios brancos, chorando pelo filho. Lembrou-se de como Valerie Potter ficou e pensou que Charlus realmente devia ser um ícone da família. Excelentes notas, um exímio jogador, um rapaz amigável. Todo mundo gostava de Charlus Potter. Pegou-se por alguns segundos, imaginando se Harry Potter fora assim. Um rapaz amigável, com ótimas notas, um bom jogador. Lembrou-se das fotos no diário de Hermione, do que ela falava sobre ele. Quando notou que todos se levantavam rumando aos dormitórios, saltou do banco procurando uma pessoa em especial. Continuou parado por longos minutos até por fim todo o salão estar vazio. Encarou a mesa dos professores e sentiu a cabeça latejar. Somente ele estava sentado lá. Tinha em mãos um grande quadro e o encarava carinhosamente. Olhou para Tom e sorriu minimamente.
– Queria mesmo falar com você, Tom. – Disse tranquilo. – Venha até aqui. – Chamou. Tom deu alguns passos adiante observando todo o salão. Ao chegar a mesa dos professores criou coragem para encarar o quadro. Era Charlus Potter. Um quadro sorridente de Charlus Potter. – Tom, há alguma coisa que gostaria de me dizer? – Tom o encarou. Tinha profundas olheiras e parecia extremamente cansado. Pensou em negar, como sempre fazia.
– Eu gostaria de ter alguma chance, professor. – Confessou. – Agora que sei tudo o que ele significa, eu gostaria de ter uma chance de ajudá-lo. – Tom tocou o quadro e viu Charlus Potter sorrir para ele. Era a primeira vez que ele o fazia. Dumbledore esticou a mão para Tom, como quem oferece um braço amigo. Tom o encarou por longos minutos, mas então esticou a mão e tocou a dele.
– Gostaria que soubesse de algo, Tom. – Disse antes de soltá-lo. – As coisas ocorrem em seu tempo hábil. – Sussurrou. – Existem duas partes nessa história. Entenda que, enquanto uma estiver a salvo, a outra não estará. – E soltou-o. Tom encarou a própria mão. – Duas voltas serão o bastante. – Não viu quando ele o entregou aquilo, mas o viu prender o quadro na parede e desaparecer pelo castelo. Continuou encarando a própria mão. O objeto dourado, parecia brilhar cada vez mais. Colocou a corrente no pescoço e girou o pequeno pingente. Uma, duas vezes.
Observou o salão estupidamente claro. Dez horas, mais ou menos. Tinha uma hora até o jogo. Não podia ser visto. Passou aquela uma hora encolhido naquele mesmo lugar pensando no que Dumbledore havia dito. No significado daquilo. Talvez não fosse o que ele tivesse entendido.
Logo, o pouco tempo que ele tinha se esgotara e pôde ver o time de quadribol correndo animadamente para o campo. Esquivou-se para a quadra observando as vassouras moverem-se rapidamente de um lado para o outro. Péssimo ângulo de visão, mas podia ver Charlus Potter voando em sua vassoura a procura de pomo e a si mesmo – E Hermione – sentados na arquibancada a frente de Avery Lestrange.
Soube que era a hora quando viu Hermione se colocar de pé num salto observando tudo apavorada. Olhou para a vassoura de Charlus, balançando de um lado para o outro até por fim ele escorregar.
– Aestro Momentum. – Murmurou apontando a varinha para o corpo em queda livre de Charlus Potter. Ele parou a cinco centímetros do chão, para em seguida cair com tudo. Charlus tocou o próprio nariz ensanguentado. Tinha caído de cara, mas pelo menos estava vivo. A vassoura de Charlus – que ainda estava no ar até o ultimo minuto da queda – despencou do ar caindo ao lado do dono. Quebrada. A caríssima vassoura de Potter estava quebrada, mas pelo menos ele estava vivo. Encarou a arquibancada. Avery parecia mais frustrado que tudo e Hermione mais aliviada. Tom enfiou uma mão no bolso catando uma das fotos que roubara do diário de Hermione. Harry Potter estava ali, sorrindo ao lado de Ronald Weasley. Os dois pareciam de certa forma diferentes, mais felizes do que na foto anterior, mas estavam ali, pelo menos. Voltou a encarar Hermione. Só então notou sua falta ali; tinha mudado o passado. Seu eu anterior não existia ali. O passado era agora presente. Retirou o vira tempo do pescoço enfiando-o num bolso junto a varinha e a foto de Harry Potter. Não precisaria mais dele. Deu um passo adiante ficando à luz do sol no campo de quadribol sendo o primeiro a oferecer ajuda ao Potter. Viu Hermione sorrir da arquibancada. Talvez tudo desse certo agora. – Tudo bem, Potter?! – Charlus assentiu pressionando o nariz ensanguentado. – Deixa eu ver isso aí. – Charlus retirou a mão do rosto exibindo o nariz torto e vermelho. – Episkey. – Crack! Nariz concertado, sangue estancado, tudo bonitinho. Quando por fim, Charlus limpou o rosto sujo de sangue com a camisa da Grifinória, abaixou-se em desespero tocando a própria vassoura partida ao meio.
– Não... – Murmurou. – Eu não acredito nisso! – Continuou pasmado.
– Lamento por sua vassoura, Charlus. Queria poder consertá-la, mas sabe que não tem como. Não é como um objeto qualquer, não é tão simples reparar um objeto mágico como uma vassoura ou uma varinha. – Tom disse abaixando-se ao lado de Potter tocando as farpas cortantes da extremidade quebrada da vassoura. Charlus assentiu.
– Eu não entendo! – Confessou. – Sou ótimo com a vassoura, Riddle! Não posso ter perdido o controle desse jeito! Não tem como! Sou um apanhado há anos! Voo desde meus sete anos! Como posso ter perdido o controle desse jeito?! Não entendo! – Jogou irritado. – Agora, olha só! Como vou jogar?
– Não tem outra?
– Não. Vendi minha antiga vassoura e juntei minhas economias pra comprar essa. – Disse. – Estou quebrado.
– Potter! – Um dos alunos da Grifinória desceu da vassoura rapidamente, observando tudo. – Você está bem? Achei que ia morrer! – Logo atrás desceu o restante do time e atrás de Tom, Surgiam os professores andando apressadamente.Os burburinhos começavam a s tornar um pouco mais altos e na arquibancada, todos estavam de pé, observando.
– Potter! – Minerva McGonnagal parecia a beira de um colapso nervoso. – Meu Merlin! Você está bem?
– Estou Minnie... – Começou a responder aos burburinhos. – Obrigado, Septimus, estou bem. Não precisa, Lovegood. Estou bem, professor. Não é necessário, professora, estou bem. – Tom se afastou da multidão que se formava ao redor de Charlus e caminhou para fora do campo massageando as têmporas.
– Tom! – Sentiu os braços dela passarem ao redor de seu corpo e ela afundar o rosto no peito dele. Ele riu. Estava em casa – e casa queria dizer não Hogwarts, mas sim qualquer lugar ao lado de Hermione.
─∞─
Dez dias para o fim do ano letivo. Dez dias para decidir o que faria de si própria. Uma semana e três dias. Isso era pouco tempo! Tinha mesmo passado o ano inteiro ali?! E agora, tinha uma semana. Não era a única a ficar triste por sua saída de Hogwarts. No futuro não tivera essa chance, talvez fosse um bom momento para poder se despedir de seus amigos. Talvez fosse hora de voltar.
Sorriu minimamente observando o pequeno caderno. Era realmente significativo, visto que o seu tinha acabado. Talvez quisesse mesmo mudar. Nos últimos dias parecia centrado em escolher algum curso que o mandasse para o ministério. Realmente não estava falando muito com ninguém.
– Espero que não fique magoada comigo por não estar ficando muito com você. –Disse sem tirar os olhos dela. Estavam sentados sobre a cama dela um de frente para o outro. Tom estava enfiado somente em uma calça moletom de algodão. Ela riu e balançou a cabeça de um lado para o outro abrindo o caderno com a pena dourada em mãos – também um presente de Tom, viera junto com seu novo diário – e escreveu sem pressa ou ansiosidade.
Eu te amo e sempre vou amar Tom Riddle
Tom leu em silêncio e esticou a mão acariciando o rosto dela. Sorriu minimamente encarando-a. Adorava quando ficavam presos um ao outro, apenas se encarando. Não precisavam dizer mais nada.
Mesmo quando todos os anos passarem e seus melhores amigos nascerem?
Não dava a mínima em como Tom escrevera no caderno sem tocar na pena ou no mesmo, mas sentia-se obrigada a responder àquela pergunta.
Sempre.
– Como Snape amou Lílian? – Hermione concordou e sorriu não conseguindo xingá-lo por mergulhar em suas memórias sem permissão. Ele sempre fazia quando o podia. Tom passou os braços ao redor do corpo de Hermione mergulhando o rosto em seus cabelos. – Eu te amo, Hermione. – Hermione sorriu o abraçando de volta. Era a primeira vez que ele dizia. – Eu te amo. Meu Deus! Eu te amo tanto! – Sussurrou. – Nunca mais me deixe ficar sem dizer isso... Eu te amo. – Sussurrou novamente. Beijou-a no pescoço, mordiscando em seguida. Enfiou as mãos sem cerimônia nenhuma para debaixo da gigantesca camisa – que por acaso era dele – da Sonserina que ela vestia. Sentiu os seios nus por debaixo da camisa e pôde ouvi-la suspirar contra seu pescoço. Levou as mãos às nádegas dela puxando-a para mais perto. Ela encaixou as pernas ao redor das dele friccionando o quadril contra sua ereção. Hermione ergueu os braços enquanto Tom puxava a camisa para cima; mergulhou o rosto entre os seios dela, aspirando o cheiro, para em seguida levar um à boca, chupando-o. Hermione gemeu de forma arrastada, em seguida, arranhou as costas dele.
Tom entendeu o recado. Levou uma das mãos para dentro do tecido da calcinha branca; Hermione gemeu mais alto quando sentiu um dos dedos dela a penetrarem.
Foi tudo calmo. Como deveria ser. Ainda tinham uma vida inteira juntos. Aquilo era o suficiente. Hermione amava Harry e poderia conviver com o fato de ter salvado sua vida, mas nunca mais conhecê-lo. Não era a primeira vez que o salvava. Na busca pela Pedra Filosofal, com as informações sobre o Basilisco na Câmara, no Torneio Tribruxo, como pôde, com Sirius, na guerra. Harry Potter ainda seria seu melhor amigo, mesmo sem conhecê-la.
Hermione poderia se acostumar a dormir ao lado de Tom pelo resto de sua vida, no mundo bruxo ou trouxa, ter filhos, mandá-los para Hogwarts... Por que tê-lo por apenas mais de dias e ser infeliz uma vida inteira, se podia tê-lo durante toda uma vida e aproveitar seus últimos dez dias em Hogwarts com seus novos amigos?!
Estavam deitados, um ao lado do outro, nus, encarando o sol surgir pela janela do quarto. Ninguém dizia nada, mas não era preciso. Hermione sentia o coração de Tom em seu peito, enquanto ele subia e levantava.
– Casa comigo? – Perguntou baixinho sem tirar os olhos da janela; Hermione ouviu seu coração. Mais rápido do que já esteve em qualquer outro momento.
Que dez dias o quê?! Quero passar o resto da minha vida com você, Tom Riddle.
– Casaria mil vezes se você pedisse.
Notas finais
Malfeito Feito
Nox
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