Villain
16 Capitulo 15 – Amantes secretos
Notas iniciais
Mas aí mais um capitulo.
Lumus
Eu juro solenemente não fazer nada de bom
“Amortecer a dor por algum tempo apenas a tornará pior quando você finalmente a sentir.”(Alvo Dumbledore)
Hermione sorriu minimamente aspirando o delicioso cheiro de livros antigos. E quando ele tinha acabado de sair do banho, seu cabelo molhado cheirava a menta e seu hálito a canela. Ela adorava a mistura de cheiros que só ele tinha e só ficava bem nele. Ele sorriu minimamente vestindo a camisa verde da Sonserina. Definitivamente, ninguém nunca seria tão orgulhoso de sua casa quanto Tom era da Sonserina. Jogou-se na cama ao lado de Hermione encarando-a. Abriu mais o sorriso. Ele, definitivamente, tinha o sorriso mais lindo do mundo, principalmente quando não sorria daquela maneira cruel ou sádica. O sorriso dele era lindo.
Hermione sorriu em retorno e espreguiçou-se encarando a luz entrando pelas cortinas em tom pastel.
– Essa janela sempre esteve aí? – Tom negou rindo.
– Não sei quando apareceu, mas não observei muito. – Passou os braços ao redor do corpo dela de forma possessiva e afundou o rosto no pescoço dela. Beijou a pele marcada e sorriu. – Bom dia.
– Que horas são?
– Eu não acho que isso importe. Não aqui... Não hoje. – Sussurrou. Hermione sorriu. – Não me importo de perder aulas se for pra passar esse tempo com você. Você se importa?
– Não. – Ele sorriu em retorno e afundou o rosto na pele dela. Ali dentro eram só os dois e mais nada. – Como vai ser lá fora? – Ele sabia que era isso o que ela queria perguntar. Como seriam as coisas de agora em diante. Mas nada mudaria. Não lá fora. Não para Tom.
– Vou ser um canalha se disse que nada vai mudar? – Hermione encarou o teto.
– Eu não esperaria resposta diferente... – Ele continuou em silêncio.
– Posso me exceder um pouco? – Ela o encarou. – Não quero que tudo termine, Hermione... – Murmurou.
– Eu também não. – O silêncio pairava no quarto. Agora era pesado. Esmagador.
– Não vamos deixar terminar... – Ele a encarou; as mãos pousadas sobre o rosto dela. – Não vamos nos olhar lá fora. Vamos nos odiar, nos azarar e dizer coisas feias um sobre o outro e aqui dentro vamos ignorar todos eles. Vamos azará-los, odiá-los e dizer coisas feias sobre eles... E depois, quando cruzarmos aquela porta, voltar a nos odiar. Vamos dizer que não para eles e sim para nós. Sermos apenas eu e você quando as pessoas perguntarem e nós, aqui dentro. Não vamos deixar terminar... – Hermione continuou em silêncio durante alguns segundos, mas em seguida sorriu cúmplice. Tom sabia que ela estava concordando. Que estava se rendendo a ideia de não perdê-lo. Aproximou o rosto ao dela e a beijou. Por que passaria horas sem poder fazê-lo lá fora.
─ ∞ ─
Calidora sorriu animadamente apertando delicadamente o laço no pescoço de Tom. Ela estava irritantemente animada com a festa proposta por Slughorn para o noivado.
– Chega, Calidora. Vai me matar sufocado assim! – Reclamou. Ela recusou-se a soltá-lo, esticando o paletó com as mãos. – Já chega, Calidora! – Pediu novamente. – Está me sufocando com toda essa agarração!
– Tom! – Ralhou. Ela passou a mão pelo cabelo dele como se quisesse deixá-lo mais arrumado. Mas o resultado foi apenas pior; os fios empapados do gel que Calidora insistira em passar no cabelo dele foram para trás deixando-o com cara de quem havia acabado de acordar. – Ops. Deixa eu...
– Não! – Tom levou a mão ao quadril tirando a varinha. Com um movimento o cabelo voltou ao estado anterior. Calidora sorriu animada voltando a esticar o paletó. – Calidora, pelo amor de Merlin, mulher! Contenha-se! – Brigou se afastando.
– Me desculpe, Tom. – Disse emburrada. – Só estou nervosa, querido. – Ele balançou a cabeça negativamente.
– Tudo bem. – Concorda. – Vou tomar um ar. – E afastou-se respirando fundo. Precisava passar os próximos minutos longe dela ou surtaria nas horas que teria de aturá-la no jantar de Slughorn.
Enfiou uma das mãos nos bolsos e semicerrou os olhos. Contava os segundos para vê-la; aquelas semanas, apesar de tudo, tinham valido a pena. É claro que depois de toda a confusão do casamento. Não tivera tempo para vê-la, assim como ela também passava grande parte do tempo saindo com Lovegood. Até mesmo Slughorn estava distribuindo elogios para ele agora. Lovegood realmente a fazia sorrir como nunca. Viera no ultimo jantar do clube e ficara a noite inteira com eles; até tirou Hermione para jantar. Na verdade, Hermione havia até mesmo cancelado alguns encontros com ele só para sair com Augustus. Aquilo o estava irritando, mas faria o mesmo se fosse o contrário – talvez até pior. Se fosse Hermione prestes a se casar com alguém que não fosse ele.
Por falar nela, pode ouvir os passos animados de um Lovegood de mãos dadas com Hermione.
– Mas você sabe, Augustus, ainda temos Abbie. – Ela disse rindo em seguida.
– Mas não Mary Jolene e Calidora é péssima apanhadora. Nós vamos vencer! – Hermione riu novamente. Estava enfiada num vestido verde e prata até a metade das coxas e os cabelos um pouco maiores que antes, trançados.
– Vençam os leões primeiro... – Augustus deu de ombros. – Ah! Boa noite, Riddle. Por que está aqui?
– Slughorn ainda está se arrumando e Calidora está animada demais pra mim. – Jogou simplesmente. – Pensei que não viriam. – Disse mais baixo.
– Abraxas disse que seria divertido. – Hermione disse simplesmente, mas revirou os olhos em seguida. Estava na cara de o Lovegood havia implorado pra ir. – Bem, com licença. Vamos, Augustus. – Ela voltou a caminhar apressadamente para a sala do professor. Tom os encarou sem se mover. Os braços do Lovegood ao redor dos quadris dela de forma possessiva.
Como se ela fosse dele.
Como se ela fosse sua. Sua consciência jogou em sua cara.
Ela é minha! Rebateu dando continuação ao monólogo.
Não esteja tão certo disso. E sua consciência se calou rindo da dúvida dele. Talvez ela não fosse mesmo dele, afinal. Ele não era totalmente dela, que direito tinha de proclamá-la somente para si?!
– Mas que merda! – Reclamou sozinho.
– Fica calmo aí, cara... – Encarou o rapaz loiro ao seu lado. Ele tinha penteado o cabelo e usava um terno caro desfilando com sua famosa bengala Malfoy. Sabe-se lá há quantas gerações aquele símbolo estava na família. Provavelmente ele a passaria para os filhos mestiços que planejava ter com Mary Jolene. Abraxas sorriu e ergueu uma sobrancelha se sentando ao lado do amigo. – Mary, querida, sente-se aqui. – Tom a encarou. Realmente, Mary Jolene não se parecia com uma bruxa, mas era inegavelmente bonita. Sabe-se lá como Malfoy a conseguiu assim tão fácil sendo irritante como era. Talvez tenha sido exatamente isso. Ela passou a mão pelo cabelo castanho curto tirando-o do rosto e sorriu educada balançando a cabeça negativamente. Mary Jolene nunca gostaria de Tom Riddle.
– Vou me encontrar com Hermione lá dentro. Não se preocupe. – Ela sorriu e voltou a caminhar. Abraxas costumava dizer no segundo ano que Mary Jolene andava de um jeito estranho, mas poderia apostar que agora, amava o modo como ela andava. Como uma felina prestes a dar o bote. Principalmente o modo como ela o olhava. Aqueles olhos verdes praticamente o devoravam. Tom poderia se sentir até ofendido em estar entre os dois. Não suportava em ver o quanto Abraxas parara de se importar com os comentários de Calidora. Na verdade, chegara até a azará-la depois que “acidentalmente” ela quebrara a vassoura de Mary Jolene. E é claro que ele lhe comprara outra.
– E então?! – Tom deu de ombros como uma criança birrenta. Abraxas sabia o que aquilo queria dizer. – Pare com isso, Tom. Não está vendo o que está fazendo?
– Eu quero parar, Abraxas! Eu quero mandá-la sumir da minha vida e voltar a dançar com Lovegood! Talvez eles se casem e tenham filhos estupidamente loiros que falem sobre zonzóbulos e tenham excelentes notas, mas que inferno, Abbie! Eu não posso! Não entende o que isso me exige? Me deixe ser egoísta pelo menos uma vez. Não quero ter que compartilhá-la com aquela fuinha loira!
– Não estou falando disso, Tom... – Abraxas ergueu as mãos em rendição. – Diga isso a ela! – Tom afundou o rosto na palma das mãos. – Estou falando do casamento. Cancele-o, Tom. Está te deixando louco com toda essa história da Hermione.
– Não vou cancelá-lo! Não mesmo! Não tão perto. Agora existem apenas alguns empecilhos pra mim, Abbie. O velho, o diretor... As relíquias.
– Droga, Tom. Esqueça essa porcaria! Você está ficando maluco!
– Não posso... É tudo o que eu esperei durante toda a minha vida.
– Vai matá-la pra fazer um dos seus brinquedos? Quem é o próximo, Tom? Eu? Mary? Calidora? – Tom calou-se. – Ou Hermione?
– Cale a boca, Abraxas! – Gritou.
– Não! Você precisa ouvir umas verdades seu mestiço imundo e... – E os dois rolaram pelo chão misturando sangue e punhos. Tom posicionou o braço contra a garganta do loiro comprimindo todo o peso contra a ele. Abraxas tentou inutilmente buscar ar. Puxou a bengala Malfoy jogando-a contra o rosto do moreno. Tom tombou para o lado tocando a testa molhada pelo líquido espesso e vermelho sem ter tempo para pensar sobre isso observou o loiro jogara bengala novamente contra ele. Podia ouvir Mary Jolene gritando com Abraxas assim como Hermione. Ela estava ali.
– Expelliarmus! – A bengala Malfoy voou para seis metros de distância dos dois rapazes. Abraxas encarou o rapaz loiro com a varinha erguida. Mas não teve tempo para ofendê-lo. Tom levou novamente o punho ao rosto dele. – Estupore! – Abraxas voou para próximo da bengala inconsciente. Augustus apontou a varinha para Tom.
– Não se atreva seu...
– Estupefaça!
─ ∞ ─
Tom continuou em silêncio encarando-a. Estava enfiada em um robe encarando-o incrédula. O silêncio durou apenas alguns minutos. No minuto seguinte ele deu um tapa estalado em sua nuca.
– Mas o que diabos deu na sua cabeça, Tom Riddle? – Tom se encolheu em silêncio abrindo a boca para responder, mas ela continuou, interrompendo-o. – Atacar Abraxas? ABRAXAS? – E deu outro tapa em sua nuca. – Abraxas Malfoy, seu melhor amigo há anos, Tom Riddle! Abraxas Malfoy que sempre esteve ao seu lado! Atacá-lo assim? O que deu na sua cabeça? No que estava pensando? Deveria ter visto a cara do professor Slughorn! Devia ter visto a cara do diretor Dippet quando soube! Devia ter visto a minha cara, Tom Riddle! Como você ousa me chamar aqui depois disso?! – Tom a encarou. O rosto vermelho como um pimentão. Os cabelos castanhos estavam presos num rabo de cavalo. Ela abriu e fechou a boca várias vezes antes de lhe dar outro tapa em sua nuca. – Você enlouqueceu?
– Eu sinto muito, Hermione! – Jogou.
– Não me diga isso, Tom. Diga isso a Abraxas! Não sabe de quantos curativos ele precisou. Mary Jolene ficou preocupadíssima!
– Também precisei de curativos. E você não apareceu na ala hospitalar uma vez. E além do mais...
– Eu não sou sua noiva, Tom! – Gritou interrompendo-o. A luz da Sala Precisa piscou duas vezes.
– Eu sinto muito, Hermione. Eu só... Surtei. Ele me falou um coisa e eu surtei. Sinto muito. – Jogou baixinho. – Só te chamei por que... Não nos vemos há semanas. Só achei que talvez... – Ela o calou. Os lábios urgentemente colados aos dele. Tom continuou parado por alguns minutos antes de reagir e enfiar as mãos no robe dela. Aquela era a resposta que precisava.
Naquela sala, não havia nada que não pudesse ser resolvido daquela maneira. Naquela sala, daquela maneira, não havia nada que Hermione não pudesse fazê-lo prometer.
Notas finais
KKKKKKKKK
Tentarei não sumir.
Malfeito Feito
Nox
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