Villain

10 Capitulo 09 – Humilhada


Notas iniciais
Desculpem a demora, realmente não estou muito bem na escola e tive provas nessa semana e vou ter semana que vem

“Nós aceitamos o amor que achamos merecer”

As vantagens de ser invisível

Hermione moveu-se de um lado para o outro e em seguida se espreguiçou. Como aquele quarto estava claro! Não se lembrava de ter deixado as cortinas abertas. Aliás, não se lembrava de nada, exceto de... Não! Não! Não! Não poderia ser!

Saltou da cama assustada e observou o rapaz a sua frente. Tom ergueu uma sobrancelha surpreso. Acenou e passou as mãos pelos cabelos molhados. Estava apenas enrolado numa toalha e parecia ter acabado de sair do banho.

– Granger, que bom que acordou. Agora já pode ir pro seu quarto. – Cuspiu revirando os olhos. Hermione levantou-se lentamente observando o vestido verde e prata sobre uma poltrona igualmente ver. Então parou para se observar. Estava enfiada numa camisa branca e verde maior que o próprio corpo – literalmente, a camisa acabava na metade de suas coxas e com toda certeza pertencia ao rapaz nu a sua frente. Suspirou lentamente por um segundo sentindo o cheiro inebriante de menta, hortelã e canela. O cheiro dele. Mas em seguida voltou a si. Abriu a boca pra falar. – Nada aconteceu, Granger! Não se preocupe! – Jogou irritado. – Eu não me sujaria com uma sangue ruim como você! – Cuspiu pegando uma camisa verde e prata no grande guarda roupa. Hermione se encolheu imperceptivelmente. Realmente havia cogitado ser diferente?! Cogitava ter... Ido parar na cama de Tom Riddle?! Merlin! O que diabos havia de errado com ela. Primeiro, tinha vontade de beijá-lo ao em vez de azará-lo, depois, para no quarto dele e depois, ainda fica cheirando as roupas dele?! Deus! Ela parecia uma obcecada maluca! Parecia a Murta-que-geme! Sentiu-se uma tola daquele um minuto em diante. Hunf! Concluir que algo acontecera entre ela e Tom! Hermione conclui que, das poucas coisas que se lembrava, eram apenas lembranças falsas. Tom Riddle seria sempre Tom Riddle. – Você bebeu mais do que deveria na pequena reunião no salão dos monitores. – Disse tranquilo. – Quando tentei abrir a porta do seu dormitório, estava trancada e não consegui destrancá-la magicamente. – Disse simplesmente. – E você estava bêbada demais pra se lembrar do próprio nome, então a trouxe para cá.

– Onde dormiu? – Disse simplesmente.

– Com Calidora. – Tom apontou para a cama ao lado. Hermione fez uma careta. Como Calidora Black conseguira ser monitora-chefe?! O silêncio reinou por alguns segundos. – Ah! – Tom arfou estalando os dedos. – Lembrei! – E apontou para o vestido sobre a poltrona. – Mary Jolene me trouxe isso aqui para você. – Jogou. Hermione arqueou uma sobrancelha. – Você vomitou na sua roupa. – Explicou. – E não, Granger, eu não tirei sua roupa. Mary Jolene me fez esse favor! – Jogou irritado.

– Por que ela não me trouxe o uniforme? – Jogou.

– Não se lembra? – Jogou rindo vendo-a massagear as têmporas. – Hoje é o jogo da Sonserina contra a Corvinal. Mary Jolene disse que se você não aparecer, ela lhe dará uma surra! – Alertou. – E acredite em mim, Mary Jolene não é de muito papo. – Explicou. – E é um pouco difícil fugir dela. – Completou. – Ela desvia de balaços como ninguém! – E sorriu.

– Você gosta de quadribol?

– Não mesmo! – Jogou rindo. – Mas Mary Jolene é, definitivamente, uma exceção. Tem que vê-la jogar. – Disse ainda rindo. – Nenhum pomo lhe escapa! Ela nos rendeu a taça de quadribol ano passado. – Hermione ergueu uma sobrancelha. – O que está fazendo parada aí, Granger?! O jogo é em quinze minutos! – Apressou. – Entre logo naquele maldito banheiro e tome logo um banho! – Hermione se apressou pra dentro do banheiro e se enfiou em baixo d’água rapidamente. Não se sentia animada assim desde o ultimo jogo de quadribol jogado por Harry – e aquilo fora há alguns anos. Saiu enrolada numa toalha verde escura. Tom estava deitado na cama de Calidora, enfiado num suéter verde e preto e numa calça jeans. Levantou-se num salto encarando-a em silêncio.

– Riddle, pode, hm, esperar lá fora? Ou, então, se virar? – Pediu delicadamente. Ele ergueu uma sobrancelha e deitou-se de barriga pra baixo comprimindo o rosto contra o travesseiro branco com cheiro de maçã do cabelo de Calidora. Hermione esticou-se rapidamente pegando o vestido e o enfiando no corpo de uma vez antes que ele decidisse que não queria mais ficar virado de costas. Assim que terminou de se vestir, enfiou as sapatilhas verdes no pé e pigarreou dizendo que ele já poderia se virar se quisesse, mas no minuto seguinte, ouviu um ronco alto. Tom Riddle estava dormindo. Seria a chance perfeita para matá-lo, mas não poderia. Não em Hogwarts e não daquele jeito. Pegou um pente passando-o pelo cabelo cacheado. Aproximou-se da cama de Calidora sentindo cheiro de maçã e perfume de morango. Cutucou-o. Ele se moveu de um lado para o outro suspirando. Repetiu o ato. Ele abriu os olhos lentamente encarando-a atentamente. Não disse nada. Bocejou preguiçosamente e murmurou:

– Estou sonhando com você, sangue-ruim? – Hermione ergueu uma sobrancelha ofendida. Ela o estava fazendo um favor. Por que diabos ele tinha que ser tão indelicado? Pensou em se levantar, mas sentiu a mão dele em seu rosto, escorregando pela nuca até adentrar nos fios cacheados. Ele mantinha os olhos semiabertos e um sorriso estranho no rosto. Aproximou o rosto do dela e comprimiu os lábios aos de Hermione lentamente. Ela entreabriu os lábios ainda de olhos abertos e estava pasmada. O que é que estava acontecendo ali? Tom fechou os olhos de vez e aprofundou os lábios nos dela, ofegando. Hermione gemeu assustada contra a boca dele levando as mãos contra o peito dele numa tentativa falha de empurrá-lo para longe. Em seguida, quase que involuntariamente, suas mãos subiram para os ombros e para a nunca dele puxando-o para mais perto. Tom escorregou as mãos até o quadril realçado pelo vestido verde – definitivamente, verde combinava com Hermione – apertando-os; escorregou os lábios pelo pescoço dela, mordendo-o.

– Tom Marvolo Riddle, abra esta porta imediatamente! – Três batidas balançaram a porta do quarto dos monitores. – Riddle, abra-a agora! – Os dois se afastaram subitamente assustados. Conheciam aquela voz; era Calidora Black furiosa. Mas como se ela não estivesse ali, Tom fez uma careta de nojo. Estava visivelmente acordado agora.

– O que pensa que está fazendo, sua sangue-ruim imunda?! – Gritou irritado. Até mesmo Calidora se calara do outro lado. – Não pense que vai dar certo! Eu não sou idiota, sua imunda! Eu não me esqueci do que você fez! – Cuspiu. Tom ergueu a varinha irritado, mas em seguida a baixou. Respirou fundo. Apontou a varinha contra uma mesa conjurando uma tesoura. – Você me humilhou, Granger! – Cuspiu irritado. Pegou a tesoura encarando-a. – Agora vai se humilhar. – Riddle não hesitou em se aproximar conjurando cordas ao redor do corpo dela. Hermione deixou as lágrimas escaparem; estava vermelha e chorando. Isso já era uma grande humilhação! Ele a estava vendo chorar. Riddle se aproximou lentamente e sorriu sádico. – Não fique assim, Granger. Você vai ficar linda! – E aproximou a longa e afiada tesoura de um dos cachos castanhos.

Mary Jolene estava furiosa. Nem Charlus nem Valerie disseram nada. Sabiam como ela ficava em situações assim. Nunca sequer havia chegado perto de perder como chegou hoje. Além do mais, nunca a tinham ignorado. Sim, Mary Jolene era mimada. Uma grande trouxa mimada! Gostava das coisas do próprio jeito!

A Sonserina ganhou, é claro, mas nem mesmo isso amenizou os passos apressados dela. Lovegood era o único que falava enquanto acompanhava o grupo.

– Ela pode ter ficado confusa por causa dos zonzóbulos. – Alertava, mas Septimus sempre o dizia para calar a boca e segui-la. Todos pararam a entrada do salão comunal da Sonserina, pois, obviamente, não poderiam entrar por serem de outras casas.

– Alguma coisa pode ter acontecido... – Propôs Valerie pela primeira vez. Mary Jolene negou e entrou no salão comunal caminhando diretamente para a porta em madeira de lei. Bateu fortemente, irritada.

– Hermione Jean Granger, abra essa maldita porta agora ou vou colocá-la abaixo! – Ameaçou. Nada. – Hermione! – Gritou novamente. Mary tirou a varinha de núcleo de pelo de unicórnio e apontou-a para a porta. – Alohomorra! – Falou. A tranca tremeu, mas continuou inerte. – Alohmorra! – Novamente, a tranca tremeu e permaneceu inerte. Lentamente, letras rúnicas prateadas surgiram na madeira.

Se entrar é o que deseja, a senha, por favor, me forneça.

O quê? O quarto de Hermione tinha uma senha?! E inscrições em rúnico? Merlin! O que havia de tão errado com aquela garota?!

– Hermione! Qual é a maldita senha?! – Gritou irritada. No salão comunal, um grupo de alunos – composto de Abraxas Malfoy, os Gêmeos Lestrange e Naomi Black – a observava de olhos esbugalhados.

– Desista, Craster. – Disse Malfoy emburrado. Mary Jolene bufou. Odiava ser chamada pelo sobrenome por que ele lhe lembrava o pai arrogante e sua nova esposa na Londres trouxa.

– Desista mesmo... – Disse Gus. – Malfoy tentou o dia inteiro desde que soube que Calidora ouviu Tom aos gritos com ela no quarto dos monitores.

– Ela passou o dia aí. – Completou Gail. – Não quer sair de maneira alguma!

– Deixa pra lá, Mary. Tom apenas deve ter lhe dado um esporro por beber tanto. – Disse Naomi. Neste exato momento, Calidora desceu dos dormitório sorrindo.

– Oh! Eu não entraria aí se você vocês. Com certeza não vão gostar do que vão ver. – Disse sorrindo. – A senha é Sapos de chocolate. – Disse sorrindo ainda mais. – A ouvi dizer algumas vezes quando entrava. – E saiu quase saltitando.

– Saia da minha frente, Craster. – Disse Abraxas saltando da poltrona e empurrando Mary para longe. – Sapos de chocolate. – A tranca tremeu por alguns segundos e em seguida a maçaneta virou-se lentamente. A porta foi para frente exibindo o quarto escuro. – Lumus. – A ponta da varinha se iluminou; ele viu as velas presas a parede e quando pensou em acendê-las, ouviu Mary Jolene ao seu lado.

Inscendio. – As velas se acenderam iluminando o quarto verde e prata. Por um instante, Malfoy e Mary admiraram a decoração linda do quarto, mas em seguida, encararam o corpo imóvel na cama. O tórax subia e descia em respirações compassadas. Malfoy e Mary Jolene deram passos quase simultâneos e Mary foi o primeira a se manifestar. – Aquele babaca imbecil desgraçado! – Disse irritada.

– Merlin! Eu não acredito que ele fez isso! – Murmurou Malfoy incrédulo.

Notas finais
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