Villain
9 Capitulo 08 – Bêbada
Notas iniciais
Só uma notinha, Maria Fernanda sou eu, sim?! Então, não reparem a falta do nome.
Agora só amanhã, viu?
“Algumas coisas acontecem por que devem, outras não acontecem por que não devem. E algumas coisas acontecem mesmo quando não devem. Como nós.”
Ela sorriu de alguma coisa dita por Mary Jolene e deu outra golada no copo de cerveja amanteigada; Tom perdera a conta de quantos ela tomara. Os intrusos do quarto ano já haviam ido embora a esse horário.
Dippet realmente não se importava com as festas dos times de quadribol, contanto que não prejudicassem a nenhum aluno nas matérias, ele até aprovava. Algumas vezes até aparecia para beber cerveja amanteigada com os capitães de quadribol. E Tom, é claro. Dippet gostava de Tom.
Mas tudo o que importava era que aquela maldita festa havia sido um desastre completo. Todo o dia havia sido um grande desastre! Calidora azarou grifinórios durante o dia inteiro e quando Gus a pediu para parar, ela disse que ele estava passando tempo demais com a novata e agora estava se voltando contra a melhor amiga e os dois brigaram e Gus disse a verdade para Calidora e, obviamente, Cali disse que tudo não passava de ciúme de amigo. No final, os dois brigaram e Calidora passou o dia inteiro chorando ao lado de Tom dizendo que todos estavam contra ela e então, na festa, Granger a enfeitiçou por azarar o Weasley, mas Tom sabia que era um aviso para ele. E Tom ficou furioso com aquela atitude. Passou a noite inteira esperando a chance para descontar sua raiva. E era a hora.
– Hermione... Você tem que ir para o seu dormitório! – Alertou Mary Jolene sem se levantar do banquinho. – Hermione! – Chamou.
– Qual é, sonserina! Você já bebeu mais do que deveria! – Gritou Potter a observando caminhar até o centro do salão se movendo de maneira estranha.
– Ela está cheia de zonzóbulos! – Disse Lovegood com seus óculos. Hermione ainda movia-se animada. Estava enfiada numa calça jeans apertada e numa blusa colorida – a este ponto já molhada de cerveja amanteigada. Os cabelos estavam soltos nas costas.
– Não deviam tê-la embebedado, grifinórios. – Disse Tom ainda sem se mover observando-a se mover.
– Vá à merda, Riddle. Ninguém lhe perguntou nada! – Jogou Septimus irritado. Ele se levantou caminhando até Hermione; passou os braços ao redor dos quadris dela tentando fazê-la parar. – Hermione, você precisa voltar pro seu dormitório. – Disse tranquilo. – É sério, não é uma boa ideia dormir aqui. Da ultima vez que o Lovegood fez isso acordou nu e magicamente amarrado no salão comunal. Foi realmente uma dificuldade tirá-lo de lá. Isso sem contar como ele ficou constrangido. – Disse erguendo a sobrancelha ruiva. – Não quer acordar nua e amarrada no salão principal, quer? – Hermione riu animadamente.
– Não quer me ver nua e amarrada? – Sugeriu, bêbada. Septimus corou violentamente.
– Hermione, você precisa voltar para o seu dormitório. – Repetiu ainda corado.
– Eu a levo. – Septimus se assustou com a súbita aparição do rapaz que há um minuto estava sentado há metros de distância deles. Respirou profundamente encarando o rapaz a sua frente. Riddle estava com o rosto impassível. Ele pigarreou e negou.
– Não acho que seja necessário, Riddle. – Respondeu rude.
– Não me importo com o que você acha, Weasley. Ela já rendeu bons pontos à Sonserina e é uma das melhores alunas de Hogwarts. Não vou deixá-la aos cuidados de alunos pouco exemplares. – Cuspiu. – Sou monitor-chefe, Weasley. Todos vocês estão me vendo sair com ela. Não vou fazer nada, seu imbecil. – Cuspiu irritado. Tom não esperou uma resposta do ruivo. Passou um braço ao redor das costas dela afastando o toque do Weasley impacientemente. Imediatamente Hermione virou-se de costas para Septimus passando os braços ao redor do pescoço de Riddle movendo-se lentamente com a música calma. – Pare com isso, Granger. Vamos logo pra porcaria do dormitório! – Xingou irritado. Ela murmurou algo ininteligível.
– Eu sei quem você é, Riddle. – Disse alto o suficiente para que ele a entendesse. – E eu deveria fazer mais do que simplesmente lhe fazer cuspir lesmas. – Disse com a voz embargada. – Mas você é tão pródigo. – Ela se enrolou nas palavras encarando-o atentamente. Riddle continuou em silêncio ainda a encarando. Ela se calou. Havia terminado, afinal?
– Obrigado, Granger. – Disse baixo. Passou as mãos levemente ao redor dos quadris dela se movendo também.
– E eu não quero que faça as coisas ruins que fez. – Disse comprimindo o rosto contra o peito dele chorando.
– Não fiz nada, Granger. – Disse baixinho. Ela continuava em silêncio chorando contra o peito dele. Ele pousou a mão sobre cabeça dela sem reação. – Granger, por que não voltamos para o dormitório, huh? Você precisa dormir. – Sugeriu. – Vamos, Granger. Vai se sentir melhor. – Disse segurando os quadris dela mais firmemente quando a viu tropeçar nos próprios pés e se desequilibrar. – Vamos, Granger. Você não está bem... – O Tom preocupado em sua voz era quase palpável.
– Preocupado com a sangue-ruim?! – Jogou bufando em seguida.
– Você não é isso, Granger! – Cuspiu irritado. Voltara a vestir a sua mascara de frieza. – Agora vamos! – Hermione apertou os ombros dele sobre o tecido grosso da camiseta preta. Se sentia deslocada e... Protegida.
– Não faça isso, Tom. – Riddle sentiu os pelos na nuca eriçarem. Era a primeira vez que ouvia seu primeiro nome sair da boca dela. – Por favor... – Implorou. Ele não sabia pra onde olhar. O grupo afastado ainda olhava a cena em silêncio.
– Hermione... – Chamou baixinho. – Por favor... Vamos. – Pediu delicado. Ela se colocou na ponta dos pés escorregando os dedos entre os fios ondulados dele. Riddle permaneceu em silêncio. Conseguia sentir o cheiro de álcool saindo dos lábios dela. Pelo visto, as bebidas trouxas também estavam ali. – Granger... – Alertou baixinho. Hermione esticou mais o corpo e pôde vê-lo se abaixar e tocar os lábios com os dela. Ela entreabriu os lábios e apertou o corpo contra o dele. Sentiu as mãos de Riddle apertar seus quadris e em seguida ele se afastou dela ofegante e incrédulo. Apontou o dedo longo para ela e bufou irritado. – Nunca mais... Nunca mais faça isso, entendeu?! – Cuspiu. Parecia assustado com os olhos esbugalhados daquela forma.
Mary Jolene tirou alguns galeões do bolso entregando-os para Abraxas no canto da sala. Tom bufou. É claro que estavam apostando! Faziam isso o tempo todo.
– Agora, vamos logo para a porcaria do dormitório, Granger! – Cuspiu irritado. Hermione ficou parada por um tempo. Estava zonza. Em seguida caiu de joelhos e sentou-se em seguida sentindo tudo girar ao seu redor. Riddle se aproximou passando os braços ao redor do corpo dela de forma protetora.
– Ela vai vomitar. – Gritou Mary Jolene do canto. Tom já sabia, mas Mary Jolene tinha certeza, afinal, ela era o que os jogadores da Sonserina chamavam de “Rainha do Álcool”.
Dito e feito, segundos após Tom catar os cachos castanhos e segurá-los sobre a cabeça dela ela apoiou-se sobre as mãos e fechou os olhos.
– Quer ir para o dormitório agora ou quer vomitar aqui mesmo? – Perguntou irritado. Por que diabos ela não o escutara quando disse a primeira vez. Ela não respondeu. No minuto seguinte estava botando tudo pra fora violentamente.
Depois de algum tempo parada, ela se encolheu. Parecia envergonhada e talvez a sobriedade estivesse voltando.
– Granger... – Recomeçou Riddle.
– Eu sei! Dormitório! – Disse irritada. Levantou-se cambaleante e tomou a frente irritada. – Posso chegar lá sozinha! – Cuspiu.
– É claro que pode... – Disse irritado logo atrás. Três passos fora do salão dos monitores, ela tropeçou cambaleante e caiu novamente de joelhos. Em seguida levou a mão ao rosto. – Droga, Granger! – Riddle apressou o passo e se colocou ao lado dela passando novamente os braços pelos quadris dela erguendo-a. Ela continuou em silêncio com o rosto escondido entre as mãos. – Pare, Granger... – Pediu baixo. – Pare de chorar. – Pediu novamente.
– Eu sou tão...
– Não! – Ele negou e a observou tirar as mãos do rosto o encarando. – Não, Hermione. Você é incrível. É uma sonserina incrível! – Disse. – Uma aluna incrível! Não fiquei assim, tudo bem? – Ela assentiu e em seguida se aproximou dele passando os braços ao redor dos quadris dele enfiando o rosto no peito dele. Riddle continuou em silêncio. Aquilo estava estranho... Muito estranho.
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