Villain

7 Capitulo 06 – O mapa do maroto


Notas iniciais
Desculpem a demora, lindas. Realmente tive um pouco de deificuldade pra escrever esse, mas aí está.
Ele volta a ser chorante, mas o próximo capitulo compensa.
Lembrando que ele já está PRONTO. Então, comentem bastante pra que eu o poste rápido (quem sabe sábado de tarde?!).

“Aqueles que nos amam nunca nos deixam de verdade”

Sirius Black

Hermione ignorou Gus Lestrange, assim como ele também a ignorou. Fazer isso já se tornara um hábito, já que não eram nada além de companheiros de casa. Ele estava surpreso, mas ao parecia se importar com a garota sentada pela primeira vez no salão comunal. Hermione escrevia algo apressadamente com uma caneta trouxa num caderno comum aos trouxas. Parecia realmente concentrada no que fazia.

– Hermione! – Ele virou o rosto impacientemente encarando o loiro na entrada do salão. –Você enlouqueceu de vez? – Ela bufou. Ele estava falando sobre Riddle, seu amigo – melhor amigo, na verdade. – Pensei que não cairia mais nas provocações de Calidora e muito menos atacaria o Tom! – Gus percebeu que não era saudável continuar ali, então levantou-se licenciosamente saindo do salão em direção aos dormitórios. – Hermione, você não quer entrar na lista negra de dele! – Alertou.

– Eu sei o que ele é, Abbie! – Gritou jogando o pequeno diário trouxa sobre a mesa de centro. – Eu sei o perigo que ele representa! Sei o que ele fez! – Abraxas a encarou incrédulo. Diabos! Se ela sabia com quem estava se metendo, por que continuava a provocá-lo? Ele suspirou pesadamente.

– Herms, você o deixou irritado. Ele vai vir se resolver com você assim que sair da ala hospitalar. – Hermione negou irritada. Estava feliz, pois tinha ficado longe dele por u bom tempo. Tom Riddle passara os últimos três dias cuspindo lesmas cada vez maiores na ala hospitalar, de cama com um balde ao lado. – Fique um pouco na sua por um tempo. Até ele se acalmar, tudo bem? Não quero que se machuque. Agora você está começando a ficar bem, Mione. Não faça com que Tom acabe com isso. – Ele já acabou, pensou sem dizer. Gostava de ouvir aquilo de Abraxas, ele parecia realmente preocupado e há muito tempo, ninguém se preocupava com ela.

– Tudo bem, Abbie. – Disse sentando-se e pegando o diário e caminhando em direção ao quarto – ainda separado – que tinha. Não deixara ninguém ver, mas o enfeitou de dourado e vermelho, mas aquelas cores, subitamente a deixavam tonta. Não se sentia mais a mesma. Talvez, afinal, tivesse mudado realmente e não fosse mais uma grifinória. Todas aquelas cores a estavam deixando tonta. Moveu a varinha em silêncio num feitiço não verbal vendo as cortinas em dourado e vermelho mudarem de cor lentamente; a pequena estatueta do leão da Grifinória desapareceu dando origem a uma cobra incomodamente parecida ao basilisco da câmara secreta; a roupa de cama também mudou de cor. De repente tudo era verde e prata. E Hermione se sentia confortável com aquelas cores. Se sentia em casa. Observou as prateleiras presas a parede repleta dos mais variados livros daquele tempo e de outros; o espelho de corpo a refletia com o uniforme verde e prata e aquele parecia incomodamente ter sido realmente feito pra ela. O diário em suas mãos parecia não bater com a realidade. Encarou outra vez a foto de Harry e Cedrico. Os dois pareciam tão claramente vivos. Sentou-se na cama macia e o abriu sem nem mesmo ver.

Na página seguinte a foto de Harry e Cedrico, havia outra foto. Montes e montes de alunos amontoados e sorrindo. Lembrava-se de quando escreveu aquilo. Tinham esperança.

E mesmo quando tudo estiver desabando, ainda haverá esperança.

A armada de Dumbledore, 1995.

Na página seguinte havia um texto; o escrevera durante aquele mesmo ano em que Dolores Umbridge fora diretora. Durante a madrugada do dia que tiraram aquela foto.

Dumbledore desapareceu e a sapa velha esposa do ministro, Dolores, assumiu a diretoria e o cargo de professora de defesa contra as artes das trevas. É assustador. Nunca pensei que um dia chegaríamos a este ponto. Lord Voldemort retornou e Dumbledore é procurado pelo ministério; é como se ele nunca tivesse retornado.

Estou com medo por todos que ele já feriu.Como Harry. Harry não é mais o mesmo desde a morte de Cedrico Diggory e temo que talvez ele nunca mais volte a ser aquele Harry. Ele se perdeu. Todos nós nos perdemos.

E Ronald está com Brown. Eles se agarram por todos os cantos e não há mais paz. Me sinto mal, por que eu sempre esperei que ficássemos juntos. Mas parece que não.

Estou com medo. Medo que Voldemort me mate, medo que ele os mate. Medo que ele mate meus pais, meus amigos, que destrua Hogwarts. Eu apenas não suportaria; este lugar é tudo o que tenho.

Estou com medo dele. Todos nós estamos, mas ninguém vai dizer, por que não é disso que o Harry precisa.

Hermione, sua burra! Ele também estava apavorado. Você deveria ter visto. Mas só se preocupava com Ronald e Lilá Brown.

Deitou-se fechando os olhos e como há muito tempo não fazia, deitou e dormiu um sono sem sonhos. Era tudo o que ela precisava.

─ ∞ ─

Abriu os olhos observando o vento gelado mover as páginas do diário trouxa de forma violenta. Levantou-se lentamente observando o sol nascer. Ainda era muito cedo pra qualquer coisa, mas ela sabia que não conseguiria voltar a dormir. Caminhou até a janela que dava uma vista esplendorosa da floresta negra. Se lembrou de todos que estavam ali. A floresta negra era um lugar incrivelmente maravilhoso – assustador, mas ainda sim, maravilhoso.

Caminhou até o próprio banheiro enfiando-se em baixo da água gelada. Aquilo era tudo o que precisava para acordar, um banho frio às cinco da manhã. Vestiu o uniforme verde e prata. Se acostumara com ele e, depois de um tempo, passou a nem ao menos sentir falta do dourado e vermelho.

Sentou-se no salão comunal e apontou a varinha para a lareira apagada. Estava escuro e ela gostava do calor que aquele salão luxuoso tinha.

Inscendio. – Murmurou. A chama saiu da ponta da varinha e queimou os montes de lenha na chaminé. Abriu o pequeno diário. Precisava desabafar, mas agora não tinha Harry, nem Ron, nem Gina, nem ninguém que pudesse ouvi-la. Dumbledore não poderia entendê-la – e preferia não ouvir demais sobre o próprio futuro – e Hagrid, quem dirá. Só tinha aquele pedaço de papel que já estava quase no fim.

Mas quando tirou a caneta do bolso, mudou de ideia observando as fotos. Depois do manuscrito sobre Dolores Umbridge e a Armada de Dumbledore, havia um foto de Ronald ao lado de Harry, e ambos comiam sapos de chocolate rindo. Era uma daquelas fotos animadas do mundo bruxo. Hermione gostava delas por que parecia que estavam vivos e ainda eram amigos. Aquilo a fazia sentir-se melhor consigo mesma, como se nunca o tivesse abandonado.

Harry Tiago Potter e Ronald Billius Weasley no Expresso Hogwarts, 1991.

O primeiro ano. Quando se conheceram. Na página seguinte havia uma foto que ela havia recortado do Profeta Diário, primeiro, as inscrições em sangue sobre a Câmara secreta. “O esqueleto dela jazerá na câmara para sempre” e em seguida, a imagem de Gilderoy Lockhart sem sua memória e uma Gina Weasley pálida ao lado de Harry. “Ginevra Weasley é salva por Harry Potter do monstro na Câmara Secreta de Hogwarts”. E em seguida o cartaz de procurado com a imagem de Sirius Black e logo em seguida, Harry ao lado de Sirius; parecia realmente feliz. Delicadamente dobrado entre as páginas havia um pergaminho e Hermione não conseguia se lembrar de tê-lo colocado ali. O que havia nele. Em branco. O mapa do maroto. Hermione tirou a varinha e tocou-a no mapa.

Eu juro solenemente não fazer nada de bom.

Os senhores Srs. Aluado, Rabicho, Almofadinhas e Pontas

Fornecedores de recursos para bruxos malfeitores

Têm a honra de apresentar

O MAPA DO MAROTO

Hermione sorriu ainda mais, mas seu sorriso murchou e desapareceu quando novamente inscrições surgiram no mapa.

Querida Hermione,

Se você está lendo isto, é por que as coisas deram errado no final. É claro que este mapa, não lhe será muito útil fora de Hogwarts, mas gostaria que ficasse com ele. Agora, Voldemort deve ter vencido e eu estou morto, mas isso não significa que você deve morrer também.

Esta carta, com toda certeza, não vai amenizar sua dor, por que, se fosse ao contrário e eu perdesse a você e o Ron, não saberia o que fazer. Mas eu não sou você, Mione, você é mais forte que eu. Se você sobreviveu a toda essa guerra, pode sobreviver sem mim.

Ronald se aliou aos comensais. Eu sei. Ele o fez há algum tempo, desde o quinto ano após a morte de Sirius. Não o culpe, Mione. Ele está desesperado, quer evitar de toda forma que Voldemort mate os Weasley. Ele está assustado e cabe a você ficar ao lado dele, por que você o entende melhor que eu. Se as coisas ficarem ruins, Ronald a levará daqui, por que mesmo que eu morra, você tem que viver. Por que você sempre vai saber o que fazer.

E se eu morrer, mas ainda sim vencermos e você está em Hogwarts, eu quero que supere, por que Hogwarts é seu lar, meu lar e lar de todos que a ela recorrem. Hogwarts é nosso lar e mesmo que eu não voe mais em minha Firebolt, não mande feitiços com minha varinha, não seja mais o mais jovem apanhador do mundo bruxo e nem mesmo ocupe mais um quarto na Grifinória, você deve seguir, por que é a bruxa mais brilhante e jovem do mundo e tem todas as possibilidades e por que Hogwarts a está acolhendo de volta e o Mapa do Maroto ainda lhe é útil. Não quero que desista de tudo o que construiu, por que mesmo que Dumbledore esteja eternizado em nossas memórias (e eu na sua), posso afirmar com toda a certeza: Você é a maior bruxa de todos os mundos, a aluna mais brilhante de todas as escolas e a irmã confidente que nunca tive. Obrigado, Hermione.

Com amor, Harry Tiago Potter.

Hermione conteve as lágrimas e fungou secando o rosto, tocou o nome em tinta que desaparecia levemente.

Harry Potter, George, Ron e Gina Weasley, Luna Lovegood e Neville Longbottom apresentam:

O MAPA DO MAROTO

Em memória de James e Lilian Potter, Sirius Black, Nimphadora Tonks, Remo Lupin, Fred Weasley, Severo Snape, Dobby – O elfo livre – e Alvo Percival Wulfrico Dumbledore – O maior bruxo de todos os tempos.

Dedicado e doado com carinho a Hermione Jane Granger: Coragem, inteligência, carinho e confidência.

E Hermione chorou, e agradeceu silenciosamente pelo presente. Não poderia ser melhor e ela não poderia estar mais feliz e triste ao mesmo tempo.

Notas finais
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