Villain

8 Capitulo 07 - Lesmas outra vez


Notas iniciais
Gente, ADOREI o fato de vocês comentarem, tipo, SUPER ULTRA BLASTER rápido no ultimo capitulo. Sexta à noite TODAS as leitoras já tinham comentado. Que lindo. Será que até o capitulo dez a gente chega a 100? Ia ser lindo não é?! Prometo que se conseguirem essa proeza (ou pelo menos chegar pertinho) faço um especial pra vocês, que tal?!
Gente, tenho uma leitora de Portugal. Isso mesmo PORTUGAL! Que linda, gente! To super animada com vocês!
Obrigado por serem tão lindas e pelos comentários maravilhosos. Esse capitulo e próximo eu prometo que paro com a Deprê. Se comentarem tão rápido quanto o anterior acho que posto o próximo hoje mesmo por que ele tá PRONTO!
E se vocês estão se perguntando o porquê dos capítulos ficarem prontos tão rápidos, é por que uma amiga está lendo e me obrigando a avançar. KKKKKK

“Quem é você e o que fez com Hermione Granger?”

Harry Potter

Hermione mantinha o mapa comprimido contra o peito; as lágrimas molhando o rosto vermelho. A chama ainda queimava lenta enquanto ela chorava. Precisava se conter. Logo todos desceriam e a veriam naquele estado deplorável.

– Com licença? – Hermione virou o rosto secando-o rapidamente. – Tudo bem? – Hermione assentiu, por que sabia que se falasse, sua voz a trairia. –Sério mesmo? – Ela assentiu novamente. A garota assentiu e sentou-se numa poltrona ao lado dela e em seguida suspirou pesadamente. Tinha olheiras escuras no rosto moreno e tinha um cigarro entre os lábios grossos; ela tirou um isqueiro prateado de algum dos bolsos e o acendeu. – Sabe, não sei por que estava chorando, mas é bem sonserino da sua parte não compartilhar. – Jogou de forma embolada sem tirar o cigarro dos lábios. – E então, por que estava chorando? Granger, não é?

– Eu não estava chorando! – Cuspiu irritada. Ela riu e tragou a fumaça do tabaco.

– Não me tome por tola, Srta. Granger. – Disse tranquila. – Sou uma sonserina. – Disse simplesmente. Hermione fez um biquinho de reprovação. – Tudo bem. – ela ergueu as mãos como se estivesse se rendendo. – Não me diz interesse, entendo. – Ela soltou uma nuvem de fumaça e suspirou. – Aliás, sou Mary. Mary Jolene. – Disse tranquila.

– Hermione Granger. – Mary assentiu e murmurou algo parecido com um “bem vinda a Sonserina”. – Acho que já ouvi falar de você. – Claro que tinha ouvido. Nunca contara a Harry sobre isso, mas Mary Jolene morrera em Godric Hollows tentando evitar que Voldemort alcançasse a casa dos Potter. Ninguém nunca falara dela por que não tinha família nem amigos. Não havia quem se lembrasse dela. O marido e os filhos haviam sido mortos pelos Comensais da morte e depois disso, nunca mais se ouvira nada dela. Nem ao menos a citavam quando falavam da trágica morte dos Potter. E a trágica morte de Jolene?!

– Claro que sim. Venci o Torneio Tribruxo ano passado e fiz a Sonserina ganhar a taça de quadribol nos outros anos. – Hermione sorriu. Lera sobre isso também. Mary Jolene havia sido uma das poucas a ganhar o Torneio Tribruxo. Hermione encarou a cicatriz em seu pescoço. Mary sorriu. – Sereianos no lago negro. – Disse simplesmente. Hermione sorriu.

– Meus parabéns. Nós da Beauxbatons não venceríamos de maneira alguma! – Disse sorrindo. – Veelas são criaturas incrivelmente afrescalhadas. – Disse dando de ombros.

– Não parece uma veela, Srta. Granger. – Disse jogando o resto do cigarro na chaminé.

– E não sou. A diretora da academia me encontrou quando era criança e viu que manifestava magia. – Disse simplesmente. – Ela me acolheu e me permitiu estudar com as veelas. – Mary assentiu e fungou irritada.

– Aí, Granger. Notei que gosta de andar com os griffos. – Griffos? Então era assim que os sonserinos os chamavam quando não estavam ouvindo? Hermione assentiu para Mary. – O gigante é realmente uma figura, não? Não entendo essa ideia idiota de azará-lo. Tinha que vir da imbecil da Black. Ainda vou transformá-la numa ratazana. – Cuspiu irritada. – Devia conhecer outros griffos. – Sugeriu. – Conheço alguns bem legais.

– Anda com os grifinórios? – Mary assentiu.

– Claro que sim. Por que não o faria?! Essa rixa entre Grifinória e Sonserina é tão sem sentido e desnecessário quanto a guerra que Grindewald está armando. – Disse simplesmente. – Conhece Valerie? – Hermione negou. – Valerie Potter, irmã gêmea de Charlus Potter, o goleiro e capitão do time de quadribol da Grifinória. Valerie é monitora-chefe. Ela e o irmão são realmente legais. E tem a McGonnagal. Nós a chamamos de Minnie. – Disse tranquila. – E o Weasley. Septimus é realmente cômico! – Sugeriu. Hermione sorriu. – Dumbledore realmente tem uma afeição por eles. Ele adora os Potter. Principalmente Valerie. Diz que ela poderia ser ministra da magia, mas ela disse que gosta mais de trato das criaturas mágicas e que o ministério não é com ela. – Hermione assentiu. Valerie era, então, a tia-avó de Harry. Septimus avô de Ronald e Minerva... Bem, Minerva era a Minerva. Suspirou. – Sabe, a gente vai fazer uma reuniãozinha entre as casas pra marcar o inicio da temporada de quadribol em Hogwarts. Você poderia ir. – Sugeriu. Hermione a encarou. – Vai ser no salão dos monitores no terceiro andar. – Hermione se lembrava daquele salão. Era realmente esplendoroso. – E então?

– Tudo bem. – Concordou. Mary se limitou a assentir e ficar observando a chama queimando na lareira.

Hermione observou; todos estavam sem uniforme e era possível ouvir uma música animada que ela não conhecia. Estavam todos sem uniforme – deu graças, pensou que talvez, fosse a única a ir com roupas trouxas. Seria, com toda certeza, embaraçoso, no mínimo. – e pôde ver Mary Jolene sentada em um canto rodeado de alunos. Estava enfiada num vestido preto, mas ao contrário de saltos ou sapatilhas – como meninas comuns faziam – ela estava enfiada num coturno; ao seu lado um garoto magrela e incrivelmente loiro estava falando com um óculo colorido na cara – não um óculo qualquer! Um óculo para ver zonzóbulos como o que Luna Lovegood usava. Mary acenou para Hermione e a chamou num grito ainda baixo se comparado a música.

– E aí, Hermione?! – Cumprimentou aos gritos. Hermione assentiu e sentou-se do outro lado de Mary Jolene. – Lembra de quem lhe falei hoje de manhã? Este é Charlus Potter. – Disse apontando para o rapaz de olhos castanhos e óculos bebendo cerveja amanteigada ao lado de uma garota ruiva. – E esta é Minerva. – Apontou para ruiva. – Valerie está ajudando Alice nas lições, nem sei se vem. – E deu de ombros. – Se vir um ruivo magrelo de sardas e dentes tortos, é o Septimus. Ele sempre fica perdido nessas festas. Nem sei como volta para o dormitório! – Deu de ombros outra vez.

– São os zonzóbulos! – Disse o loiro. – Aqui está cheio deles! – Completou em seguida. – A bebida tem muito! Principalmente uísque de fogo. – Disse explicativo.

– Por isso ficamos confusos? – Jogou Mary Jolene rindo. Ele assentiu.

– Essa figura aqui é o Lovegood. – Apresentou.

– Augustus Lovegood. – Ele estendeu a mão.

– Não tem zonzóbulos aí, tem? – Perguntou olhando pra mão dele rindo em seguida. Lovegood sorriu. Mary Jolene riu alto e em seguida pegou um copo de cerveja amanteigada.

– Aí, Mary. Você disse que não chamaria muitos sonserinos. – Cuspiu Charlus irritado.

– Do que está falando, quatro-olhos?! – Jogou. – Não chamei quase ninguém da Sonserina. Só o time de quadribol, Naomi e Hermione.

– O que eles fazem aqui, então?! – Jogou. Mary Jolene encarou a entrada do salão vendo o grupo entrar. Estavam pela primeira vez de roupas trouxas.

Abraxas conversava tranquilamente com Riddle que parecia mais interessado na fala do amigo, do que em Calidora Black agarrada a seus quadris. Logo atrás, Theodore Nott falava algo animadamente para uma garota baixinha de cabelos curtos, muito parecida com Calidora. Aquela devia ser Naomi Black. Logo atrás Gus e Gail conversavam baixinho junto com Avery.

– Eu sei lá! – Jogou. – São amigos do Malfoy. Não posso impedi-lo de chamar os amigos. Eu chamei os meus. Ele é o goleiro! Ainda faz parte do time!

– Mas seus amigos não são... – Potter se conteve. – Você sabe! – Jogou irritado.

– Sinto muito, quatro-olhos. Não posso fazer nada em relação a isso. – Ela ergueu os braços em sinal de rendição.

– Eles vão estragar toda a festa, Mary! – Disse irritado. – Olha lá! Calidora está azarando Septimus! – Disse apontando irritado o garoto ruivo cambaleando de um lado para o outro.

– Faça-a cuspir lesmas. – Disse Hermione tranquila. Charlus e Mary a encararam. – É o meu sinal para pararem. Já disse a Calidora para parar de azarar os grifinórios. – Hermione apontou a varinha e sussurrou o feitiço feito há pouco tempo. Calidora se afastou de Tom de forma doentia e se curvou com a mão na boca. Por um instante, Riddle ficou pálido. Mary Jolene foi a primeira a rir.

– Olha a cara dele! – Jogou rindo alto. – Deve estar achando que a Back está grávida! – Hermione riu em seguida junto com Potter e pôde ver Minerva rindo baixo também. Mas em seguida seu rosto ficou vermelho de raiva observando a grande lesma cuspida por Calidora. Ele apontou a varinha para ela sussurrando algo.

Calidora se sentou como se estivesse fraca e escondeu o rosto entre as mãos. Hermione virou-se para Mary Jolene sorrindo. Abaixou-se com se agradecesse as palmas da garota. Mary Jolene simplesmente adorava o fato de Hermione não ter medo de provocá-los. Encarou o grupo tranquilamente. Abraxas já havia parado de falar com Tom e se contorcia de tanto rir; é claro que ele também não o temia. Afinal, eram como irmãos. Ele parou de rir encarando o grupo dando de cara com Mary Jolene o encarando com um sorriso no rosto. Ele acenou ainda sorrindo e voltou a prestar atenção no próprio grupo.

Notas finais
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