Villain

4 Capitulo 03 – Dá-lhe Sonserina!


Notas iniciais
Eu sei, podem me matar. Eu realmente demorei a postar esse. A escola voltou e eu fiquei perdidinha, mas não vou mais demorar ok?

Palavras são, na minha nada humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia. Capazes de formar grandes sofrimentos e também de remedia-los.

Alvo Dumbledore


Os rumores que corriam a escola estavam cada vez mais próximos da verdade e isso aterrorizava Hermione. Precisava, de alguma forma, distrair a atenção deles, para que não a notassem mais. Toda aquela atenção com ela a deixava confusa, distraída e irritada. Ela simplesmente não aguentaria se Calidora Black lhe desse outra alfinetada na mesa do café. Ah! Mas não aguentaria mesmo!

E isto estava marcado para acontecer em cerca de dez minutos.

Suspirou negando; passou a mão pelo cabelo – que estava incomodamente parecido com os pelos de gato que adquirira no primeiro ano – e voltou e se encarar no longo espelho de parede. Nunca parara para apreciar o Salão Comunal da Sonserina, mas agora tinha uma chance, já que não havia ninguém ali para perguntar como era Beauxbatons. Sentou-se em uma das poltronas e observou a lareira acesa. Com toda certeza, o salão da Sonserina era muito diferente do salão da Grifinória. O salão de sua antiga casa era simples, até um pouco rústico, mas o salão da Sonserina... Era puro luxo.

Retirou um livro do colar-bolsa e observou-o atentamente. Os contos de Beedle, o Bardo. O exemplar que Dumbledore lhe deixara. O mesmo exemplar que tinha o desenho das Relíquias da Morte. Era como se não houvesse mais nada além daquele livro. Ele a levava de volta para o seu passado, o futuro.

Um pigarro a trouxe de volta ao salão comunal e ele observou o rapaz que descia as escadas calmamente. Ele sorriu minimamente e passou a mão pelos cabelos negros.

– Vai se atrasar para o café. – Disse simplesmente. Hermione voltou a olhar o próprio livro, esquecendo-se da presença dele ali. – Nós já nos conhecemos? – Perguntou sentando-se numa poltrona distante da dela.

– Você atrapalhou minha leitura no meu primeiro dia. – Disse simplesmente.

– Ah! Sim... Você é a trouxa transferida de Beauxbatons. – Disse estalando os dedos. – Sou Tom Riddle Jr. Monitor-chefe da Sonserina.

– Pensei que os monitores-chefes tinham quartos separados.

– Vim visitar uma amiga. – Disse simplesmente.

– Poderia ter me avisado que Calidora Black não me irritaria durante o café hoje. Eu teria ido comer. – Disse simplesmente. Tom riu.

– É por isso que está aqui? Calidora a está deixando constrangida. Não me surpreende que ela o faça. Ela é realmente uma grande intimidadora. É claro que para uma trouxa não é preciso tanto... Nunca a vi se manifestar nas aulas nem...

– Sr. Riddle, preste bem atenção no que vou lhe dizer agora. Eu sei com quem estou lidando, sei quem é Calidora Black, sei quem é Abraxas Malfoy e conheço Tom Riddle muito bem! – Disse enfiando o livro no colar. – Não. Calidora Black não está me deixando constrangida e se ela o quer fazer, terá de se esforçar bem mais. Estou uma pilha de nervos, Sr. Riddle e por isso não estou no café. Não vejo razão para encarar cobras peçonhentas quando posso ficar aqui lendo! Não me interessa se é o monitor-chefe da Sonserina ou se gosta ou repudia os trouxas, não volte a falar comigo e não me incomode novamente, Sr. Riddle. Eu não gosto de você e você, com toda certeza, não gosta de mim. Mantenhamos distância um do outro e com certeza estaremos bem melhor. – Hermione levantou-se alisando a saia. Tom continuava em silêncio sorrindo minimamente enquanto a encarava. Voltou os olhos para o fogo queimando lentamente na lareira soltando uma risada baixa. – E, Sr. Riddle, – Ele a encarou ainda rindo. – Eu costumava ser a melhor aluna de minha antiga escola. – Ele riu novamente e assentiu erguendo os braços como quem se rende. Hermione caminhou lentamente em direção a saída ouvindo os passos de Calidora Black descendo as escadas. Não ficou para ouvir o que ela diria a Hermione; apenas queria ir para biblioteca e mais tarde, ir às aulas. As últimas semanas estudando a haviam feito muito bem. Ela voltara a se sentir incrivelmente bem consigo mesma; voltara a ver os jogos de quadribol entre a Sonserina e a Grifinória – e mesmo trajando vestes em verde e prata, torcia avidamente para que a Grifinória vencesse e ganhasse a taça das casas.

Longos minutos na biblioteca. Fora tudo o que tivera. É claro, que alguns minutos sempre a faziam um bem incrível, mas quando deu por si, já estava atrasada para a aula conjunta com a Grifinória.

– Está faltando alguém. – Afirmou o professor sorrindo. – Quem? Mais alunos da Sonserina matando as aulas conjuntas? – Hermione entrou ofegante. Riddle bufou em sua cadeira; parecia ligeiramente surpreso, mas sua atitude mostrava que ele não esperava ninguém mais além dela. – Hm, a nova aluna. Acho que ainda não ouvi sua voz, Srta. Granger.

– Eu lamento o atraso, professor. Eu perdi a hora. – Ele sorriu.

– Onde estava, Srta. Granger? – Perguntou simplesmente enquanto apontava a ultima mesa da sala.

– Na biblioteca, professor. – Disse retirando a varinha do colar-bolsa.

– Leu algum livro interessante? – Disse sentando-se em sua mesa.

– Eu sempre leio. – Disse simplesmente. Ele riu.

– Tudo bem, Srta. Granger. Não vou tirar pontos da Sonserina por que é seu primeiro atraso em minha aula, mas que não se repita, tudo bem? – Ela assentiu. Um professor de DCAT legal e compreensivo. Qual era o sentido daquilo?! – Como demorou a chegar, lamento dizer que não poderá escolher um parceiro da Grifinória. Você vai fazer dupla com Rúbeo Hagrid. – Hermione não conteve o sorriso maior que o próprio rosto enquanto os alunos da Sonserina riam juntamente com os da Grifinória. – Essas duplas atuais, serão as duplas para os NOMs. Não tentem me enganar por que já sabemos onde isso irá terminar. – Ele sorriu.

Hermione caminhou lentamente até a ultima cadeira e encarou o garoto encolhido. O que um garoto do segundo ano fazia ali? Era esse o ano dele, não é?! Hagrid nem sequer a encarara.

– Não me azare, por favor. – Disse baixinho. Hermione riu.

– Hagrid, eu não vou azará-lo. – Disse sorrindo. – Por que eu o faria? – Hagrid a encarou minimamente.

– Os alunos da Sonserina fazem isso comigo sempre que me encontram. Calidora Black começou. Já contei ao diretor Dippet, mas ele disse que já conversou com Calidora e ela afirmou que nem sequer fala comigo. Apenas Dumbledore acredita em mim.

– Bom homem. O Dumbledore. – Disse Hermione sorrindo. – Não vou azará-lo, Hagrid. Não sou como os outros alunos da Sonserina. – Ele pareceu sorrir por detrás da barba – agora maior do que antes. – Hagrid, de que ano você é?

– Segundo.

– E o que faz nas aulas conjuntas do sétimo ano?

– Faço algumas aulas junto com o sétimo ano. – Hermione ergueu uma sobrancelha. – Faço Herbologia, trato de criaturas mágicas e defesa contra as artes das trevas junto com o sétimo ano. – Hermione continuou com a sobrancelha erguida, mas sua expressão se amenizou.

– Hagrid, preciso falar com você mais tarde. – Disse lembrando-se de Aragogue. – Depois da aula, tudo bem? – Hagrid parecia confuso, mas assentiu.

Silêncio. – Exigiu. – Srta. Granger, não me faça tirar pontos da Sonserina.

– Sinto muito, professor. – Disse abrindo um sorriso amigável. Ele sorriu em retorno.

– Mas como eu ia dizendo, hoje falaremos sobre um dos piores assuntos das aulas de defesa contras as artes das trevas. Alguém tem algum palpite sobre qual é o tema de hoje? – Riddle ergueu a mão em silêncio. – Riddle.

– As maldições proibidas. – Disse simplesmente.

– Exato. Vinte pontos para a Sonserina. Srta. Granger, você que parece tão disposta a conversar com Rúbeo pode me responder quais são elas? Se errar tirarei pontos da Sonserina. – Os alunos lamentaram como se tivesse certeza que ela erraria.

– As maldições proibidas são três: A maldição Império, que controla a vítima, isto é, a deixa sob o comando de quem a conjurou; a maldição Cruciatus, que tortura a vítima de modo não letal, porém muito doloroso e a Maldição da Morte que, obviamente... – Ele respirou profundamente. – Mata a vítima. – Ele sorriu.

– Acho que não poderia ser melhor explicado! – Comemorou rindo em seguida. – Cem pontos para a Sonserina pela resposta perfeitamente explicada pela Srta. Granger. – E então ele pegou uma pequena caixa. – A aula de hoje, pode ser um pouco incomoda e vou pedi-los avidamente para não me delatarem ao diretor Dippet! – Os alunos riram baixinho. Pareciam extremamente acostumados com o professor burlando regras. – Hoje, vou mostrá-los, as únicas magias que o ministério os proíbe de fazer. – E então encarou Hermione. – Srta. Granger, gostaria de mostrar aos seus colegas? Parece realmente apta a tal. – Hermione suspirou minimamente. – Srta. Granger, jamais faça isso fora das minhas aulas e muito menos com uma pessoa! – Alertou. Hermione assentiu e ele colocou a caixa sobre a mesa de Hermione e Hagrid. A abriu pacientemente exibindo o pequeno rato branco ando de um lado para o outro desesperadamente. – Pode começar, Srta. Granger. – Hermione olhou ao redor rapidamente antes de fazê-lo. Sabia que toda a classe a estaria encarando. Ergueu a varinha delicadamente.

Imperio. – Disse baixinho. O animal contorceu-se lentamente na pequena caixa e parou sem soltar nem um som. Hermione moveu a varinha vendo-o flutuar até a frente de Tom Riddle. Ele parecia ter um leve sorriso no rosto.

– Excelente, Hermione. Continue! – Pediu.

Crucio. – Sussurrou. O rato contorceu-se de dor sobre a mesa de Tom Riddle e Septimus Weasley – que parecia aterrorizado com a aula. Alguém com traços semelhantes aos de Neville Longbottom, parecia prestes a desmaiar em uma das mesas a frente. Calidora Black sorria abertamente para Hermione, como se estivesse feliz de ter aprendido àquelas maldições.

– Termine logo com isso! – Pediu Septimus com uma voz muito semelhante a voz de Ronald aterrorizado. – Por favor, Granger. Termine com isso! – Implorou. Tom riu abertamente juntamente com Calidora e Abraxas.

Avada Kedavra. – Disse mais alto e claramente vendo o raio verde partir da ponta de sua varinha e cair sobre a pequena bola de pelos branca; em segundos o rato caiu morto sobre a mesa de Tom Riddle.

Hermione ficou em silêncio ainda encarando o animal morto sobre a mesa do futuro Lord das Trevas. Milhares de memórias vieram a sua mente naquele momento. Perdeu-se em sua própria mente. Não estava mais em sala, estava na guerra e aquilo a aterrorizava.

– Srta. Granger. – Ela ergueu os olhos encarando-o atentamente. – Está se sentindo bem ou deseja ir a enfermaria?

– Estou bem, professor. – Ele assentiu.

– Você foi ótima, Srta. Granger. Realmente ótima! Nenhum outro aluno do sétimo ano conseguiria conjurá-las tão facilmente. Ótima! – Ela sorriu. – Cem pontos para a Sonserina pela incrível exibição da Srta. Granger. – Os alunos de verde saltaram, entre eles estavam Calidora Black, os Gêmeos Lestrange – Ou Malfoy, como preferirem. Sim, os loiros eram uma combinação assustadora e estranha da família Lestrange e Malfoy –, Abraxas Malfoy e Theodore Nott. – Sim, sim, meus alunos. Agora temos quase a certeza que a Taça das Casas é da Sonserina! – Riu o professor. – Tom Riddle e Hermione Granger não deixaram duvidas sobre isso.

– Sem contar que somos melhor no Quadribol. – Disse Abraxas sorrindo orgulhoso.

– E nos duelos. – Completou Theodore.

– Não se gabem demais, sonserinos, ainda temos uma aula. – Alertou rindo. Abraxas entreolhou-se com Nott e em seguida com os Lestrange e sorriu animado.

Hermione voltou a encarar a própria mesa sem nenhum desejo de ver àquela aula. Sentiu os dedos gordos de Hagrid a cutucarem e o encarou.

– Você foi muito bem, Hermione! – Disse animado. Realmente, Hagrid não ligava muito para as casas. – Tom Riddle e Hermione Granger na mesma casa... Dá-lhe, Sonserina! – E riu animadamente. Hermione riu também e encarou o par de orbes negros a encarando atentamente. Tom Riddle parecia incrivelmente centrado em algum ponto de seu rosto que deixá-la levemente assustada tê-lo encarando-a.

Notas finais
Reviews?