Villain
2 Capitulo 01 – Hogwarts sempre estará lá...
Notas iniciais
Obrigado às lindas que comentaram e merecem esse capitulo ;*
"As consequências de nossos atos são sempre tão complexas, tão diversas, que predizer o futuro é uma tarefa realmente difícil."
Ela o encarou; os olhos azuis cintilando, o sorriso perverso enchendo o rosto. Bellatrix Lestrange parecia mais do que animada ao seu lado. Os fios cacheados apontando para todos os lados.
– Hermione... – Ele sorriu. – Pensei que fosse mais esperta... Se esconder em Hogwarts?! – Ele riu. – Todos sabem que você não tem mais nada senão os escombros desse lugar. – E riu novamente. – Seus pais estão mortos. – Ela negou secando o rosto. – Seus amigos estão mortos. – Ele sorriu. – E onde você estava enquanto eles lutavam? – Hermione olhou os próprios pés. – Onde você estava quando Bella matou George e Gina? Onde você estava quando Rabastan deu um jeito no Longbottom metido à herói e em sua namoradinha, a Lovegood? Onde você estava quando Harry deu seu ultimo suspiro e morreu pela varinha do Lord? Você se lembra onde estava, Granger? Comigo, fugindo da guerra que você ajudou a armar! Lembra-se, Mione? Você abandonou todos eles e agora estão mortos!
Ela abriu os olhos arfando olhou tudo ao redor horrorizada. Suspirou pesadamente e deixou as lágrimas banharem o rosto; pressionou a mão contra o rosto e encarou o céu estrelado acima de sua cabeça. Sentia tanta falta de tudo o que perdera; de Harry, seu melhor amigo há tantos anos. De Fred e George e suas explosões na época de Dolores Umbridge. De Luna e o Pasquim. De Neville e seu sapo, Trevor. Sentia falta de tudo. Dos fantasmas de Hogwarts, do retrato da mulher gorda na entrada do salão comunal da Grifinória. De tudo. Se encolheu chorando baixo.
E ela gritou. Um grito rouco, fraco, agonizante. Ela gritou. E o seu grito, era a pura expressão do seu estado sentimental. Estava destruída. Não lhe restava mais nada.
– Quem está aí?! – Ela observou tristemente tudo ao seu redor. Tinha fome. E sede. E queria morrer. E estava infeliz. Infeliz, não! Destruída. Deixou o corpo ceder para trás e cair no chão gelado, e fechou os olhos turvos de lágrimas grossas e mesmo inconsciente, ela chorou. E continuou ouvindo aquela voz. Aquela alucinação. Desejou mais uma vez quando foi tomada pela inconsciência, não acordar nunca daquele sono.
─ ∞ ─
– Foi culpa sua, Granger. – Aquele sussurro lento, calmo em seus ouvidos. – Por culpa sua, todos eles estão mortos!
– Ei! Você precisa acordar!
– Você fugiu e agora eles estão mortos! – Uma risada lenta invadiu o ar.
– Acorda! Professor, não sei mais o que fazer!
– E eu, Granger, estou dançando em volta dos corpos deles!
– Ei! Acorda! – Disse mais alto. Ela abriu os olhos.
Ela levantou-se secando o rosto coberto de lágrimas. Observou tudo. Estava sonhando. Odiava os sonhos bons.
– Eu não quero voltar pra lá... Não me peça para acordar, por favor... – Implorou. A medimaga olhou para o professor ao seu lado tocando o rosto de Hermione com as costas das mãos.
– Do que está falando, querida? – Disse com a voz bem mais macia do que antes. Hermione encarou a mulher a sua frente e chorou mais.
– As lembranças machucam... – Disse baixinho. – As boas ainda mais. – Ela negou chorando alto.
– Querida, o que houve? Como entrou em Hogwarts? – Perguntou baixinho.
– Com a guerra... Hogwarts foi fechada e eu não tinha mais nada... Nem ninguém. – Murmurou. A medimaga voltou a encarar o professor ao seu lado. Ele coçou a barba. – Por culpa minha eles estão mortos... – Murmurou. – Eu os deixei morrer.
– Gostaria que me deixasse a sós com nossa visitante por gentileza. – Hermione ergueu os olhos pela primeira vez. Conhecia aquela voz. A medimaga assentiu e se afastou. – Como se chama? – Hermione o encarou e então sorriu. O maior sorriso que poderia dar naqueles tempos difíceis e então levantou-se e passou os braços ao redor dele.
– Dumbledore! – E então chorou novamente. Mas também sorriu. – Não quero acordar, Dumbledore. Não me peça para acordar! – Implorou.
– Você já está acordada, creio eu. – Ele sorriu minimamente. – Como se chama, querida? – Ela o encarou. A barba visivelmente menor que a grande barba branca que ele carregava.
– Sua barba, diretor. Por que está menor? – E voltou a abraçá-lo. – Deveríamos tê-lo escutado. Se nós o tivéssemos feito, talvez Snape estivesse vivo ainda! – Disse entre lágrimas. – Talvez todos eles estivessem vivos!
– Snape? – Ele ergueu uma sobrancelha.
– Dumbledore, como não se lembra de Snape? Ele se tornou diretor depois que... Você sabe...
– Eu sei?
– Depois que ele te matou. – Completou baixinho. – Mas ele falhou, professor! Estamos a salvo. Você poderá terminar com essa guerra!
– Querida. Sente-se. – Pediu apontando a cama. Hermione o fez observando-o. – Entendo que talvez esteja confusa. Mas, entenda, não há nenhuma guerra ocorrendo. Não entendo como pode ter entrado em Hogwarts em tempos tão difíceis, nem o porquê de a encontrarmos no salão principal. Não entendo também como pode me conhecer, mas podemos sanar todas essas dúvidas se você me responder, sim?! – Hermione assentiu, mas antes que ele pudesse falar, perguntou:
– Quem é o diretor de Hogwarts?
– Meu bom e velho amigo, Armando Dippet. – Hermione arfou. – Como se chama?
– Hermione Granger.
– Bem, Hermione, de onde você veio?
– Eu me escondi nos escombros de Hogwarts fugindo dos comensais da morte seguidores de Lord Voldermort. Meu ultimo esconderijo foi o porão da Dedos de Mel em Hogsmeade.
– Como chegou aqui?
– Não sei. Simplesmente dormi nas ruínas do salão principal e acordei aqui.
– Hermione Granger, diga-me, você é uma bruxa?
– Sim.
– E de qual escola você é?
– De Hogwarts. Grifinória. – Completou.
– Como?
– Aos onze anos, recebi uma carta em minha casa em Londres. A carta dizia: “Prezada Srta. Granger, temos o prazer de informar que V. Sa. Te uma vaga na escola de magia e bruxaria de Hogwarts. Estamos anexando uma lista dos livros e equipamentos necessários
O ano letivo começa no dia primeiro de setembro, estamos aguardando sua coruja até dia 31de julho, no mais tardar.
Atenciosamente, Minerva McGonagall. Diretora substituta”. Em primeiro de setembro de mil novecentos e noventa e um, peguei o trem na plataforma 9 ¾ e cheguei em Hogwarts onde Rúbeo Hagrid ajudou a guiar os novos alunos até o castelo. Neste mesmo trem eu conheci Ronald Weasley e Harry Potter. Ao chegar no castelo, o chapéu seletor me colocou na casa Grifinória onde me tornei o que os professores, com honra, chamavam de “a aluna mais brilhante de Hogwarts”. – Disse tranquila.
– São informações deveras interessantes...
– Duvida de mim, Dumbledore?
– Mas é claro que não. Longe de mim. – Ele suspirou. – Srta. Granger, acredito que esteja inserida no contexto errado da história. – Murmurou. – Isto pode ser um grande problema.
– Imagino que sim. – Disse tranquila. – Por favor, Dumbledore. Deixe-me aqui. Não me mande de volta. Todos eles morreram... Você morreu, professor. O homem em quem você mais confiava te matou e depois, foi morto. Deixe-me aqui, professor. Não vou alterar a história.
– Eu lamento dizer que não posso deixá-la aqui, Srta. Granger. Terei que de alguma forma, mandá-la de volta. – Ele sorriu minimamente. – Eu lamento, Srta. Granger. Coisas terríveis...
– Aconteceram a bruxos que voltaram no tempo. – Completou Hermione. Alvo sorriu. – Você me disse isso uma vez. Quando salvamos Sirius e Bicuço do ministro com o vira-tempo.
– Um vira-tempo?
– Sim. A professora McGonagall me deu para acompanhar mais de uma aula ao mesmo tempo.
– Interessante. Acredito sim, Srta. Granger, que um dia tenha sido a mais brilhante aluna de Hogwarts. – Ele sorriu. – Afinal, Minerva não é a mais sociável das alunas. – E sorriu antes de partir.
– Posso ficar, Dumbledore? Posso estudar? Ir a biblioteca? Ao salão comunal? Frequentar as aulas? – Dumbledore a encarou. – Hogwarts é tudo o que tenho... – Completou baixinho.
– Eu não vejo por que não... – E sorriu. Dumbledore seria sempre Dumbledore...
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