Vijukei No Monogatari
30 Capítulo 24 – Como Deveria Ser – parte 01
Notas iniciais
Sim perte 01 - pq não deu tempo de terminar de digitar todo o cap! Isso é mais ou menos a metade, o resto ainda está a mão, mas eu queria ao menos deixar isso pra vocês, apesar de ter prometido pra Becca que iria postar tudo de uma vez, imprevistos aconteceram e... bem... deixar vcs lerem.
Sem betagem ainda ,mas revisada, Azumi passa aqui mais tarde
Oieee gente então aqui é a Azumi-chan,ta betadinho,ameeei o cap,Boa leitura amores ^^
Capítulo 24 – Como Deveria Ser – parte 01
–Se mate, se mate, se mate.... todos... se matem – a voz rouca e baixa falava de modo calmo e compassado ao passar pelos corredores preenchidos por alguns soldados, estes atônitos empunhando suas espadas em seus pescoços ou estômagos, decapitando-se ou perfurando-se como lhes fora ordenado.
Shou sorriu mais amplamente, o olho negro se assemelhando ao de um animal ao ir de um lado para o outro... não era o suficiente ainda, todas aquelas paredes deveriam ser pintadas de vermelho. E o sangue de pessoas específicas seria a cor mais bela para se tingir.
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–Saga-sama... Shou-sama, ele ...– um de seus comandantes gritava enquanto corria em direção a si, e o general haniano trocara um olhar rápido com o Amano antes de ordenar algo aos seus homens. Retornou para mirar o amante quando notou este já não estar mais ali...
–Maldição Shinji... – rugiu entre dentes, aquele imbecil e sua mania de correr direto pro problema, será que o cérebro lento dele não havia processado nada do que lhe falara?
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–Yuuto-sama.... – um de seus soldados adentrou o salão de modo rápido e eufórico.
–Eu sei... – Yuuto interrompeu o homem – aquele inútil do Kazamasa enlouqueceu de vez, youkais são mais eficientes que vocês ... – o bruxo rugiu em uma feição impaciente, lançando um olhar interrogador ao amante ao seu lado – sabe algo sobre esse tal olho negro?
–Por que saberia? – Rui deu de ombros
–Então vá cuidar disso – o bruxo ordenou, o semblante altivo e fechado, ganhando um resmungo do monge.
Rui girou firme sobre seu próprio eixo e marchou porta afora, sendo acompanhado pelo soldado jovem e ganhando os corredores ao ser seguido por mais alguns homens de seu amante.
Yuuto voltou a se colocar diante de sua mesa, e esta agora parecia não só mostrar o rosto de um adormecido Riki encostado no ombro do pai, mas também a imagem de estranhos soldados caminhando por uma mata fechada.
–Mais alguns dias... só mais alguns dias... – o bruxo invocou em seriedade — ... que Uruha também seja pontual....
O feiticeiro rodou sobre seus pés, as imagens na mesa se desfazendo enquanto a manta negra e luxuosamente adornada de fios acobreados raspava no chão liso de seu salão principal.
Yuuto caminhou até uma porta majestosamente grande mais ao canto e foi ao abri-la sem nem ao menos tocá-la que um outro salão de tamanho desconhecido e extremamente escuro se revelou diante dos seus olhos. O feiticeiro flutuou pelo cômodo e uma densa cortina de poeira negra o fez levantar até uma plataforma central, muito parecida com aquela que antes habitava o salão de Miko.
–Como estamos? – sorriu desdenhoso ao mirar o aglomerado de mulheres sentadas em posição de lótus num circulo rodeado por uma barreira. As amenianas pareciam cansadas e descontentes, algumas liberandos suas lágrimas rubramente cristalinas.
–Ainda que consigamos trazê-lo aqui... não há como nenhum de nós liberar o selo – a voz masculina, rouca e cansada veio de algum ponto ao seu lado – por que nos obrigar a fazer isso?
–Vocês só precisam me trazer o pergaminho, Hitoru-san – Yuuto franziu o cenho ao mirar o cansado senhor de cabelos grisalhos, sentado afastado do grupo de sacerdotisas, também envolto por uma barreira — ... aquele que desfará o selo já está a caminho – sorriu de lado — ... ansioso para conhecer seu neto?
O velho Takashima franziu o cenho e apertou os punhos, não acreditava que aquele homem conseguiria... não podia...
–Kouyou jamais deixaria seu filho cair em suas mãos – Hitoru destilou em um cerrar de dentes.
–Não nas minhas... – Yuuto sorriu – com certeza não... mas o garoto não tem apenas um pai...
–Aoi-san também não permitiria – o ameniano retorquiu.
–Ah... ele não vai ter muita escolha – o bruxo deu de ombros — ... se bem que o amor de um filho por um pai pode não ser tão útil quanto imaginei, visto que o seu o deixou aqui esse tempo todo...
–Não tente envenenar minha mente, sei muito bem que fingiu nossa morte para que meu filho acreditasse que não havia mais como nos salvar – o velho senhor vociferou.
O bruxo desfez seu sorriso, não era possível que mesmo com aquela sala de acesso exclusivo seu as informações continuassem simplesmente vazando daquele modo.
–Kai... – vociferou baixo, com certeza aquele homem era uma ameaça e tanto. Não sabia como este continuava a driblar seus selos e planos, mas havia aprendido a temer sua tal ciência... – tenho que dar fim naquele cientista logo... – falou consigo mesmo, dando as costas para o ameniano e mirando uma última vez o centro do circulo formado pelas sacerdotisas, onde uma pequena circunferência negra pareceu crescer sutilmente... – apenas mais um pouco...
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O corpo alto e esbelto, trajado de uma manta sem enfeites, tingido de vermelho em alguns pontos, caminhava ainda sem pressa. Gritos mudos antes do som de corpos ao chão, o rumo certo para o prédio principal da propriedade imperial do bruxo.
Tora se espreitava por trás de algumas estátuas, a espada em mãos. Olhou para um pequeno grupo de soldados sob seu comando mais a frente, assentindo de modo sério e assertivo antes de correr em disparada, em direção ao Kazamasa.
A manhã estava raiando, mas o céu sempre acizentado deixava um penumbra fantasmagórica no pátio amplo em frente à propriedade principal.
Tora se aproximou rapidamente das costas alheias, se surpreendendo quando o Kazamasa desviara de seu golpe ao se abaixar. Os olhos voltaram-se para si, e o tigre se lembrara corretamente de fechar suas pálpebras antes de se projetar para trás.
Logo os outros soldados chegavam ao ex-senhor de Hana, mas Shou apenas sorriu e puxou uma espada das mãos de um deles, cortando em movimentos rápidos outros dois...
–Merda... ele não podia ser apenas um riquinho mimado? – Tora amaldiçoou, se lembrando de “seu gatinho” ter lhe alertado que o Kazamasa era habilidoso com a espada, apenas muito sem ambição e maus intentos para usá-la ... coisa que com certeza não o afetava agora.
–Se afastem e não olhem para o rosto dele – o Amano gritou para seu pequeno destacamento, este o obedecendo fielmente.
Entretanto, um dos jovens soldados não conseguiu reprimir o instinto de mirar o maior nos olhos, sendo aprisionado pela hipnose do orbe esquerdo deste. Sua alma se esvaiu e a mão do soldado se levantou para encaixar a ponta de sua lâmina abaixo de seu queixo. Em um movimento suas próprias mãos empurraram o metal contra sua mandíbula, o soldado caindo ao chão antes da espada sair no alto de sua cabeça.
–Maldição .... esses novatos – Tora amaldiçoou, de repente o recrutamento recente que haviam feito entre os habitantes de Shiroyama e refugiados de Ishihara não havia sido boa ideia.
Uma teia gosmenta branca foi disparada contra o Kazamasa e este olhou atentamente para o lado onde uma aranha demoníaca de tamanho avantajado se colocava a frente da guarda sob comando do monge Rui.
–Matem – Rui ordenou em um olhar curioso para o ex-senhor feudal metros adiante.
O youkai aranha foi o primeiro a investir contra o humano, sendo seguida pelos soldados atrás desta. Oito olhos inteiros para servirem de porta para si, Shou chegou a sorrir com a escolha do youkai.
Em um segundo a aranha parou completamente, os oito orbes opacos.
–Mate-os – Kohara sibilou com satisfação e não se fez ao menos um segundo para que o youkai se virasse contra os soldados de Rui e se pusesse a ataca-los. Rui não escondeu a surpresa, a feição se alarmando em um misto de curiosidade e talvez um ar de fascínio.
–Até youkais? – Tora perguntou a si mesmo, se mantendo distante da cena.
–Nada vai contra aquele olho... – se surpreendeu com a voz do Takashi atrás de si — ... é uma maldição muito antiga... haviam motivos muito claros para ser selado, não só se tornou uma carnificina para os Kazamasas há quase mil anos atrás, como também uma ameaça para o santuário... assim que o olho surgia em uma das gerações Kazamasa a cada trezentos anos a criança simplesmente nascia com o selo já feito, é o que as histórias contam, nunca acreditei muito nessas coisas, apenas quando tive contato com aquele livro que comecei a dar voto de confiança, mas... sempre achei melhor não mexer com aquilo, se os Kazamasas temiam tanto, não era por nada.
–Família cheia de problemas – Tora praguejou.
–Família condenada à extinção... – Saga bufou – quando Shou-san nasceu com esse olho simplesmente assumiu-se que o século da desgraça nos Kazamasa se iniciaria... bem, agora Shou-san é o único que restou, como um amaldiçoado não poderá gerar crias, então ... provavelmente esse poder desaparecerá com ele, já que não resta nenhum outro Kazamasa...
–Como paramos isso? – Tora retorquiu.
–Não se para – Saga reclamou – é isso que eu temia, se ele está fora de controle, simplesmente não há como parar.
–Legal – Tora bufou – voto para arrancar aquele olho fora, o que acha?
Saga estreitou o olhar para o amante, mas acabou por dar de ombros.
–Se conseguir.
–Se eu conseguir você me faz um oral? – o tigre propôs em provocação, ganhando uma estreitada de olhar séria do amante.
–Precisamos de um plano – Takashi cortou.
–Se eu conseguir você faz? – Tora interrompeu.
–Se conseguir, sem mata-lo – Saga estatuou por fim.
Tora sorriu vitorioso e arremeteu sua lâmina para cima.
–Quero sua boquinha linda trabalhando maravilhosamente bem hoje à noite, neko-chan – finalizou antes de se lançar novamente para uma corrida em direção ao ex-senhor de Hana.
–Argh... – Saga bufou em ultraje, mas um leve sorriso era perceptível no canto de seus lábios – só não morra idiota – praguejou ao tentar se situar e traçar alguma estratégia caso o ataque impensado do outro não funcionasse.
O tigre assentiu para aqueles sob seu comando e logo todos pareceram se lançar em um cerco em volta de Kohara, se mantendo muito distante deste e sempre de rostos abaixados.
–Lutar sem olhar vai ser irritante – Shinji praguejou – acabem com a aranha primeiro.
Num segundo, dez de seus homens foram em direção ao descontrolado youkai, três por baixo do animal enquanto cinco o cercaram e dois saltaram para cima de seu corpo, ficando suas espadas muito rapidamente, não antes de dois homens das laterais serem arremessados para longe. Entretanto, o youkai foi derrubado, causando certo alivio no pequeno exército de Rui que já recuava em direção a seu comandante.
Rui passara os olhos analíticos em volta, pousando novamente sobre o Kazamasa... aquele olho... existia mesmo?
Sorriu de lado.
–Venham — ditou ao levantar o báculo dourado em sua mão e logo mais uma dezena de youkais se materializavam ao redor deste, como se saíssem do vácuo.
–Seu imbecil, só vai dar mais brinquedos pra ele – Tora praguejou em um grito impaciente.
E como se não desse a mínima o monge ordenara às bestas para atacar.
Dito e feito, e todas as criaturas pareceram se congelar um pouco antes de atingir o ex-senhor de Hana, se voltando para os demais soldados no local.
–Maldição – Saga praguejou ao longe, mirando em um olhar franzido o monge muito distante de si... o que aquela rameira estava planejando?
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–Papai? – a pequenina perguntou em ansiedade ao ver a porta da sala ser aberta, se projetando em direção ao pai que adentrara o ambiente, trajando uma roupa muito curta e diferente daquela com a qual saiu – onde está Riki-kun? – a pequenina questionou ao não encontrar o irmão por perto, parando sua corrida até o ameniano.
–Uruha lançou um olhar tristonho para a filha e a pegou em seus braços, dando-lhe um abraço cerrado, escondendo o rosto nos cabelos da pequena.
Reita e Ruki se levantaram, o maior com um olhar indagativo para o amigo.
–Toda essa besteira e não conseguiram? – Reita rugiu, desde o começo sabia que aquilo não terminaria bem.
–Vai dormir um pouco daminha, sei que passou a noite em claro, depois te conto tudo, sim? Agora preciso falar com tio Rei-chan e com o Ruki-san – Uruha estatuou em uma feição gentil, mas ainda assim irredutível, para a filha que mesmo contragosto assentiu e rumou corredor a dentro.
–O exército dele foi quase dizimado, nós retomamos nosso território e refizemos a barreira – Uruha respondeu ao detectar a presença da pequena em uma distância ideal.
–Se venceram, por que.... – Ruki indagou.
–Riki não quis vir... – Kouyou respondeu uma voz melancólica e amarga — ... ele quis ficar com aquele homem... – continuou ao dar passos, também em direção ao corredor – comecem os preparativos, assim que essa ultima noite de calor se findar e o resto das tropas chegarem... marcharemos para Shiroyama...
–Essa roupa... esse cheiro... – Reita interrompeu o líder – se tem tempo para ficar copulando com Aoi-san por que não conversou com ele e acertou as coisas? Decidir tão rapidamente se lançar em um ataque é...
–Não há o que conversar – Uruha ditou em um quase grito ao fixar os olhos vermelhos no Suzuki — não vou deixar que a espera faça acontecer ao meu filho o mesmo que aconteceu com aqueles que foram levados por Yuuto, se tivéssemos sido mais rápidos e atacado de uma vez, provavelmente meu pai e nossas sacerdotisas estariam aqui...
–Ou talvez só tivéssemos sido aniquilados de uma vez – Reita cortou ao investir contra o amigo de infância – Aoi-san jamais faria mal ao filho, sabe disso, por que se precipitar agora? Atacá-los é justamente o que Yuuto quer que façamos...
–Pois vamos dar a ele o que ele quer – o Takashima se pronunciou em altivez – mas em doses muito maiores do que ele estava esperando... quando terminarmos... Não restará nada do feudo Yuuto...
–Você... – Reita recuou diante do olhar do maior — ... não pode ser... você está seriamente pensando em ...
–Aniquilar, matar, dizimar... – Uruha completou em uma feição fria — ... sem preocupações com habitantes, não há porque ter misericórdia... ninguém vai me tirar mais nada, antes que isso ocorra eu sim tirarei tudo deles. – estatuou por fim, voltando a dar as costas para o comandante – a cúpula já esta avisada, prepare sua divisão, partiremos em dois dias.
–Acho que imagino o porquê Riki não ter desejado voltar... – Akira cuspiu em indignação, notando o maior parar a meio caminho da entrada do corredor.
–Ficar ou não comigo... não vai mais ser escolha dele – Uruha ditou, antes de sumir por detrás da parede.
–Ele... não é o Kouyou – Reita murmurou em tristeza – não mais.
–Entendo tudo que ele passou, mas... ainda assim... – Ruki criticou ao se aproximar do companheiro — ... isso é radical demais.... se ele passou a noite com Aoi-san, por que...? Espere... ele por algum acaso quer outro herdeiro, por isso passou a noite com ele? Ele quer se desfazer de Riki-kun? – o meio youkai perguntou em assombro, jamais esperaria aquilo do líder ameniano, por mais que não conhecesse mais a índole deste.
–Não... Uruha não pode mais ter filhos, se ele passou a noite com Aoi provavelmente foi mera necessidade carnal ou... distração... – Akira respondeu em um arfar pesado — ... isso não importa agora...
–Por que não pode mais ter filhos? – o pequeno questionara — ... aquele neko teve o segundo filho outro dia...
–A família líder só pode ter um único herdeiro, então assim que o primogênito nasce o herdeiro anterior perde seu sistema interno de reprodução para evitar conflitos de sucessão – Akira explicou sem realmente preocupar em sanar as perguntas do menor, caminhando de um lado para o outro, impossível acreditar que aquele dia realmente tinha chegado.... amenianos não existiam mais... simplesmente não havia mais rastro nenhum de seu povo, tudo pelo qual sempre viveram e acreditavam... não existia mais...
–Então todo Takashima nascido é neko, caso contrário não haveria como dar a luz a outro Takashima... – Ruki ponderou em curiosidade — ... vocês amenianos são um povo bastante complexo...
–Éramos... – Reita interrompeu em melancolia — ... não podemos mais nos chamar de amenianos... – se voltou choroso para o pequeno — ... não com tudo que estamos fazendo...
Ruki sentiu seu coração apertar, era palpável a desilusão do maior com a situação. Abriu os braços e dedicou um abraço ao enfaixado, deixando-o se apertar a si.
–Você não tem culpa... – o Matstumoto sussurrou — ... ninguém tem... fazemos o que precisa ser feito.
–Ainda que signifique matar inocentes e destruir vidas? – Akira perguntou em tristeza – lembro da época em que pensar desse modo era algo que considerávamos surreal...
Ruki apenas se agarrou mais fortemente no maior.... não sabia a resposta para aquela pergunta, ele mesmo não se sentia nada contente com o que estava prestes a acontecer.
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“Eu amo mais o papai Yuu que você...”
Os olhinhos desafiadores se tornando chorosos quando sentiu sua mão descer em um tapa sobre sua face... o que tinha dado em si para fazer aquilo?
“Você não é o Kouyou...”
Os orbes negros em acusação...
O líder ameniano não suportava mais, caminhou em passadas longas para dentro de seu aposento e como se perdesse completo controle sobre si empunhou suas duas espadas médias em mãos, perfurando os travesseiros de penas em cima do futon baixo e espaçoso, retalhando os objetos enquanto as plumas pequenas esvoaçavam para os lados. E quando os acolchoados pareciam destroçados as lâminas voltaram para suas próprias pernas nuas, mal tampadas pelo traje curto que não lhe pertencia. Fincou uma delas em sua marca rubra vivaz e estrangulou um grito em sua garganta, só então despertando de seu rápido surto e arrancando a espada dali. Olhou para as pequenas katanas antes de fazê-las desaparecer, os olhos vermelhos alarmados com o próprio sangue em uma das mãos.
“Papai está errado, eu não vou ficar com um papai que faz maldades...eu amo mais o papai Yuu que você...”
Doía.
Se abraçou institivamente e o cheiro que desprendia de seu traje tinha um odor conhecido, mas que não era apenas seu.
“... maldição Kouyou, eu só queria ficar ao seu lado, seu idiota...”.
Doía.
“Eu não te quero ao meu lado”
Mentira.
–Yuu...
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–Maldição... – Tora vociferou ao ser arremessado mais uma vez para trás por um dos youkais controlados, conseguindo se manter em pé com muito esforço após seu pouso desajeitado. Mirou em volta e franziu o cenho para o caos de soldados e youkais lutando em uma violenta chacina humana, enquanto o imponente Kazamasa subia as escadas do prédio central finalmente.
Rui que antes se encontrava ali parecia muito despreocupado em se colocar para o outro lado do grande pátio enquanto ordenava a mais e mais soldados e youkais que atacassem em vão o ex-senhor de Hana.
–Que merda esse puto está tentando fazer? – o Amano rugiu, gritando para seus homens que recuassem , deixando apenas os soldados do “imperador Yuuto” se lançarem em ataques de morte garantida – queria pegar aquele olho pra você gatinho, mas se aquele monge não se importa em perder tantos soldados, acho melhor Shou-san ficar desperto mais um pouquinho... – começou a falar para a presença e cheiro conhecido atrás de si — ... ainda vou ter meu prêmio?
–Vai sonhando ...– Saga resmungou – vamos acompanhar Shou-san, mas manter distância, concordo em deixa-lo matar quantos soldados de Yuuto quiser, porém...
–Não quer arriscar que aquele bruxo tenha meios de mata-lo – Shinji completou o amante em um assentir compreensivo apesar deste não completar sua sentença, sabia que o Sakamoto não admitira sentimentalismos próprios- cerquem o prédio central, mas mantenham-se distante – ditou para seus homens, observando pelo canto do olho o Takamasa ditar ordens semelhantes aos seus – alguma suposição do por que Rui está agindo assim? Não acredito que seja burro ...
–Não sei o que se passa na cabeça dessa rameira... – Saga cortou — ... só tenho uma forte impressão de que ... ele sabe exatamente o que o olho de Shou-sama é...
–E isso é bom ou ruim? – Tora questionou ao colocar o monge em mira.
–Não confio nele – o Takamasa respondeu simplesmente – vamos – ditou ao amante enquanto iniciava uma corrida pela lateral.
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–Que merda Rui está fazendo? – Yuuto rugiu ao ouvir a mensagem que uma estranha serpente demoníaca lhe sussurrou, apertando com força as mãos nos braços de seu trono em metal negro e pedras escuras- Fukaku-san – gritou ao se levantar, tendo o ex-senhor de Shiroyama passar de maneira atônita e lenta pela porta lateral do amplo salão.
Fukaku não respondeu, apenas se manteve ali, parado, o olhar cansado perdido em algum ponto desconhecido.
Yuuto não se demorou a colocar-se ao lado do velho homem que um dia já fora a representação de imponência e autoridade ali, fazendo um corte rápido no pescoço deste, que não apresentou qualquer sintoma de dor. Materializou uma adaga em sua mão e a entregou ao velho senhor, mirando o olhar mórbido deste.
–Vá até seu amado caçula e diga-o para parar o Kazamasa, caso ele se negue... aprofunde cada vez mais o corte que acabei de lhe fazer até ele aceitar – ordenou em um tom sinistramente baixo e um lampejar vermelho trespassou o olhar do Shiroyama antes deste continuar a caminhar em passos compassados em direção a entrada pela qual veio.
O Bruxo girara sobre seus pés de modo enfezado, andando rapidamente até a mesa redonda mais ao lado da grande poltrona, mirando o tampo desta, impaciente.
–Não posso me dar ao luxo de perder apoio, vou precisar de algo para atrasar Uruha quando o ataque começar... – sussurrou para si mesmo, os olhos pintados indo de um lado para o outro enquanto a mente parecia pensar em alguma solução... um sorriso mínimo se abriu em seu rosto — ... que pena... Hitoru-san seria tão útil no mundo imortal... – sibilou ao erguer uma das mãos , abrindo-a para revelar um pequeno pedaço de madeira cravada. Arrancou um fio do camelo castanho, enrolando-o no objeto de modo lento — ... vamos deixar tudo entre família.
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–Ele já entrou... – Saga sibilou- vamos segui-lo – ditou aos seus homens, e logo um organizado destacamento subia a longa escadaria, passando as portas duplas abertas e caminhando de modo estrategicamente enfileirado em três por dentro do primeiro corredor, o cheiro incomodo dos corpos mortos ao chão fazendo muitos torcerem as faces em caretas.
Passos sincronizados em uma marcha lenta, a ate-sala também cheia de cadáveres sendo vencida aos poucos. O Sakamoto mirara o segundo andar com atenção, visualizando o amante ali em cima e mais alguns homens ao seu lado.
–Ele entrou no salão de Yuuto há alguns minutos... devemos invadir? – Tora perguntou em um ar respeitoso, havia se acostumado de certo modo a pedir “autorização” do amante quando não tinha certeza do que fazer.
Saga assentiu brevemente e levantou o braço esquerdo enquanto o direito empunhava sua espada. Logo a formação atrás de si se dissipou para os cantos rentes às paredes ao lado da entrada do salão principal, as portas duplas entreabertas. A mão adornada por algum acessório de metal dourado que fazia par com sua luxuosa armadura se abaixou e num segundo seus soldados invadiam o amplo salão.
Tora por sua vez saltou do parapeito do segundo andar, direto para o primeiro e finalmente aterrissando no térreo antes de dar passos para dentro das portas agora totalmente abertas,ordenando o mesmo a seus homens.
Os olhos do tigre se cerraram felinamente ao mirar a cena diante de si e de modo instintivo o Amano se colocara ao lado do também parado e sério Sakamoto, passando sua mão para a cintura deste de forma costumeira e totalmente despercebida.
–Fico feliz que tenham vindo tão fervorosamente para proteger seu senhor... – a voz irônica do bruxo ecoou pelo local — ... pena que se atrasaram para a festa, dois minutos atrás e teriam visto nosso esplêndido cientista demonstrar tão bem mais uma de suas bugigangas – a mão de unhas negras apontou para o Shiroyama mais novo um pouco ao lado.
Kai abriu seu sorriso amplo de covas e caminhou pausadamente até o corpo caído do Kazamasa no centro do salão, se abaixando e mirando seu singular objeto metálico em formato semelhante ao de uma aranha fixado bem no olho esquerdo do Kohara inconsciente e espetado por diversas agulhas embebidas de uma de suas substâncias.
–Agora que já livrei seu pescoço, pode, por favor, pedir para que meu pai retire a adaga do dele? – o Yotaka vociferou ainda em seu fingido sorriso, iniciando um rápido procedimento de retirar as agulhas do corpo a sua frente.
Yuuto fechou os lábios em uma careta e mirou o ex-senhor de Shiroyama no canto direito a manter a adaga lhe dera próxima ao corte que lhe fizera.
–Fukaku-san, pode abaixar isso, vá dormir – o bruxo ditara e em um segundo o velho senhor deixava o punhal cair ao chão enquanto girava sobre seu eixo e dava passos para sair do amplo lugar – mate-o – a ordem foi dirigida ao cientista e por um momento o sorriso do Shiroyama se mostrou enfurecido, tornando a se abrir quando erguera o rosto para o “senhor feudal”.
–Prefiro estudar mais um pouco esse olho, não está curioso para saber do que se trata? – o Shiroyama jogou espertamente.
Yuuto sorriu de lado.
–Vou fingir que não percebi o fato de ter tão meticulosamente meios de pará-lo se “desconhece” do que esse olho se trata – o bruxo destilou em um humor negro, caminhando altivamente até o cientista, encarando o sorriso deste se fechar de modo sério.
Um movimento e uma lâmina estranhamente negra pareceu sair de dentro do pulso do feiticeiro, em um segundo este a fincou no peito do adormecido Kazamasa.
Saga se adiantou para impedir, nem sequer um passo dera e seu amigo de anos já tinha uma espada cravada em seu coração. Sentiu os braços do amante lhe segurar mais forte a cintura, impedindo seu impulso de saltar para cima do feiticeiro.
–Não seja tolo, Saga-san – Yuuto vociferou ao perceber a intenção do general – obedeça ao seu “namoradinho” e se mantenha quieto... se me der problemas apenas vou considerá-lo desnecessário também... que nem seu amiguinho – continuou antes de se abaixar e levar os dedos finos até o artefato de metal no rosto do Kazamasa, fazendo força e arrancado fora o globo ocular preso pelo objeto, deixando o espaço oco na face alheia a derramar sangue – eu fico com isso – ditou ao se levantar – saiam, tenho assuntos a tratar com Rui – ordenou assim que se pôs de costas e mirou o monge próximo a seu trono.
Saga ameaçou avançar mais uma vez, porém o Amano tornou a prendê-lo entre seus braços.
–Não vai adiantar agora, é você o que sempre está cheio dos planos e estratégias, sabe que não é esperto fazer isso agora – Shinji sussurrou ao ouvido do amado e este parou de tentar se livrar de seu aperto, sendo carregado quase que obrigado pelo tigre enquanto ainda fuzilava o bruxo a sua frente.
Uma vez que os soldados haviam se ausentado Kai também se adiantou para sair.
–Seja um bom garoto e leve o corpo com você, pode dar pros cães se quiser – Yuuto ditou ainda de costas, visualizando seu lindo e sorridente amante se sentar desrespeitosamente em sua poltrona.
–Eu não sou seu criado – o cientista rugiu entre dentes.
–Faça, sua desobediência terá seu pai como punição – o bruxo sibilou ao franzir o cenho para o monge diante de si.
Kai bufou de lado e pegou os tornozelos do aparentemente morto Kazamasa, arrastando-o porta à fora em passos pesados.
–Um dia não terá mais ameaças... – o Shiroyama começou a vociferar – estou curioso para observar como irá agir quando isso acontecer... – finalizou antes de passar pelas portas duplas, um sorriso esperto voltando a se desenhar em seu rosto quando ouviu o som destas bater atrás de si — ... previsível...
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–Então desperdiçou quase a metade dos meus homens e quase duas dezenas de youkais? – Yuuto rugiu para o amante, avançando em um piscar de olhos para este sentado em seu trono, enlaçando o pescoço fino do monge entre seus dedos — ... acaso o que estava pensando?
–V-Você disse... que não precisava deles... – Rui respondeu com dificuldade devido ao aperto – ... estava apenas me divertindo.
–Não tente se fazer de burro Rui... – o bruxo rugiu ao cerrar mais seus dedos — ... eu devia te matar de uma vez...
–Devia? – o monge inquiriu ainda que sentisse seus braços quererem formigar pela falta de circulação.
Estranhamente o bruxo soltara o pescoço do amante e este tossira levemente antes de voltar a erguer o rosto e abrir seu sorriso charlatão para o feiticeiro. Rui passau os braços displicentemente pelos ombros do senhor feudal, pronunciando o rosto e a língua para lamber de modo vulgar o canto do lábio deste , indo até sua orelha.
–Eu amo você – sussurrou, sorrindo vitoriosamente quando sentira as mãos do outro lhe puxar os joelhos e roupa para cima, abrindo suas pernas e se encaixando ali.
“Ainda tão inocente... Yuuto...”
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O sol já raiava mais uma vez e o Shiroyama mirava o céu cada vez mais cinza diante de si... não queria estar voltando para ali, muito menos levar seu filho consigo... mas se negava a ficar longe do menino e não tinha nenhum outro lugar para deixá-lo em segurança... se Kouyou não era mais seu Kouyou... o local mais seguro para seu pequeno rei era ao seu lado, onde poderia protegê-lo de tudo e de todos... não que o pequenino precisasse de tal proteção sempre.
–Riki, eu já te vi – sorriu para as copas das árvores – é bom em esconder sua presença, mas não é tão rápido quanto meus olhos, sabia? – provocou, sentindo o pequeno saltar de algum ponto alto para cima de si, se aninhando em seus braços.
–Papai Yuu é bom nisso – Riki resmungara em um bico — ... papai sempre demorava me achar... – e o rostinho se modificara para um feição triste ao levar a mãozinha à bochecha completamente curada, o que não apagava a memória do tapa que recebera do pai dois dias antes.
–Kouyou só está confuso – Yuu sussurra ao apertar mais o filho contra si — ... ele... ele não é assim, quando tudo isso passar o papai vai voltar ao normal, sim? Agora vamos continuar, chegaremos onde te falei em um dia, sabe o que fazer certo?
–Me esconder, esconder minha presença e só me mostrar para o papai Yuu e pro Ryou-san, e se precisar de qualquer coisa mandar um passarinho – o pequenino assentira de modo sério e Aoi sorrira orgulhoso para o filho.
–Sim, exatamente – Yuu assentiu – espero que seja mais obediente que Maya – sorriu humorado, sentindo uma dor no peito ao lembrar da pequenina que não via há mais de quatro anos.
–Papai... – Riki chamou — ... Maya-chan também sente sua falta – ditou ao ter a atenção do maior, sorrindo amplamente pro Shiroyama — ... neh... Riki-kun não precisa de passarinhos, Riki-kun tem um segredo... –sussurrou baixinho.
–Segredo? – Yuu questionara.
–Sim, eu ia falar pro papai, mas ele estava muito ocupado e preocupado... – o pequenino assentiu em seriedade e esperteza — ... Riki-kun aprendeu a fazer isso... – avisou ao tocar a mão do pai, um estranho selo bem discreto se desenhou na palma deste e o pequeno se movera até seus pés tocarem o chão. Em um segundo o herdeiro Takashima sumiu da vista do maior e Aoi olhou curioso para além da floresta.
O Shiroyama sentiu uma pontada em sua mão e foi ao olhar o pequeno selo recém desenhado que notou este reluzir singelamente antes de um pedaço pequeno de pergaminho aparentar surgir do centro deste, flutuando para fora de sua pele. O maior levou os dedos ao pedaço de papel o desenrolou com velocidade.
“Riki-kun sabe usar poderes legais”
Era o que estava escrito e no segundo seguinte o pequenino pulava do alto para as costas do pai, sorridente.
–Papai estava me ensinando e me treinando, mas ele nunca me ensinava a fazer aquelas coisas que ele fazia... – o pequenino explicou em uma vozinha sapeca – então eu e Maya-chan pegamos umas coisas da biblioteca das sacerdotisas do Santuário... Maya-chan ficou com raiva porque eu aprendi a fazer as coisas primeiro, mesmo que ela lesse melhor que eu, ela brigou comigo, foi por isso que corri para longe, porque também tinha ficado triste com Maya-chan por ela ter brigado comigo, foi quando senti o papai Yuu pela primeira vez.
Yuu sorriu gentilmente e puxou o filho de suas costas para o seu colo.
–Você é um garotinho muito forte, vai ser um ótimo líder quando crescer – falou em orgulho e alívio, de certo modo não parecia total descuido seu estar levando o filho justamente para o pior lugar em toda a Vijukei nos últimos quatro anos... as terras que antes eram domínio de sua família e agora estavam sob o poder de Yuuto...
“Tudo vai ficar bem, tudo vai ficar bem... ele é um garoto tão forte e esperto...”
Um pequeno inseto negro repousava em um galho mais a direita, saltando para outro e voando lentamente entre as árvores enquanto acompanhava os dois herdeiros.
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Um sorriso satisfeito bailava nos lábios do bruxo enquanto a imagem do Shiroyama e seu filho se mostravam no plano da pedra redonda.
–Nem precisarei gastar poderes com você... uma criança tão esperta... – sussurrou baixinho para si.
–Amor... – fechou o rosto ao ouvir a voz conhecida do amante adentrar seu salão, mirando este de modo cerrado, ainda não havia descoberto os motivos para as atitudes deste no dia anterior — ...calma, vim trazer boas notícias... os chineses acabaram de cruzar os portões da cidade.
O sorriso voltou mais amplo ao semblante do bruxo.
–Ótima pontualidade.
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Era o meio da tarde, estava quente, mas o céu permanecia nublado, como se brevemente fosse chover. A formação de destacamentos distintos e heterogênios parecia organizada e preparada rente ao limite da barreira. Cavalos, guerreiros, sacerdotisas, mercenários, soldados, carruagens...
Kazuki parecia elegante em seu traje e armadura, montado em seu cavalo, sorrindo para o amante ameniano em pé ao seu lado.
–Pronto para se divertir? – perguntou ao menor, mas este apenas bufou de lado – não esqueça do que prometeu, quando vencermos, você torna permanente essa marca em minha testa.
–SE vencermos – Manabu corrigiu.
–Vamos vencer – o ex-cortesão assegurou.
Atrás de si centenas de homens semiencapuzados e munidos de máscaras se mantinha em prontidão, os olhos prateados semi cerrados pela sensibilidade à luz.
–Você tem mesmo que descer? – Byou resmungou ao embrenhar o nariz nas madeixas claras do meio youkai sentado a sua frente em seu cavalo, apertando a cintura deste com uma mão enquanto a outra apertava as rédeas do animal.
–Tenho que marchar a frente do meu destacamento – Jin respondeu em um resmungar preguiçoso pelo carinho do maior – o destacamento hibrido é importante nisso.
–Mais importante que agradar seu dono? – o ex-senhor de Vegas replicou – e se eu disser que é uma ordem?
–Não temos mais um contrato, eu posso obedecer ou desobedecer quando quiser – o meio youkai rebateu em um sorriso vitorioso, ao menos aquilo de vantagem tinha em sua estúpida decisão de abdicar de seus direitos... também não tinha mais deveres.
–Argh... então não sou mais seu dono favorito, é isso? – o maior reclamou quando o pequeno descera de seu cavalo em um movimento muito rápido.
–Dono não... favorito sim – Jin assentiu ao pousar o rosto na perna do ex-dono montado no equino, lambendo os dedos deste rapidamente de um jeito caninamente carinhoso – até mais – se despediu antes de sumir em um vulto, reaparecendo a frente de seu destacamento onde um desatento meio raposa mirava ao longe o companheiro assumir seu posto a frente do pequeno destacamento ameniano.
Sabia que o Suzuki não estava nada feliz... só queria poder aliviar um pouco da dor que sabia que aquilo iria causar.
A imponente e respeitosa figura do líder ameniano despontou na lateral direita da formação, roubando os olhares de todos os milhares de homens e mulheres ali.
Uruha matinha o rosto sério e erguido, seu singular kimono a revelar suas pernas junto a uma semi armadura de couro negro e a pintura costumeira no rosto de cabelos curtos misturados em preto e loiro, agora amarrados, se mostravam tão firmes que arrancavam obediência e admiração de muitos ali.
Mas não era exatamente isso que arrancava de três pares de olhos a mirar pela janela de uma das carruagens.
–Ele não está decidido – Oboru estatuou em um olhar analítico — ... temo que teremos que tomar as rédeas mais do que pensávamos.
–Não seja tão descrente – Naoyuki retorquiu – Escolhemos bem ao torná-lo líder de tudo isso... se Uruha-san disse que dará a vitória a esse povo... ele com certeza fará de tudo para cumprir suas palavras... até mesmo se não tiver certeza de suas ações, ao menos isso ele ainda não perdeu.
–Vocês... – a sacerdotisa franziu o cenho para a dupla sentada a sua frente — ... estão me escondendo mais do que deveriam...
–Já contamos tudo que precisava saber – Hiroto estatuou ao levantar os braços — você também está escondendo coisas de nós.
–Contanto que nosso objetivo seja o mesmo... – a “jovem” mulher deu de ombros.
O Takashima poderia parecer firme e altivo, mas seu peito se negava a se acalmar e a compreensão ali lhe requeria muita força para suportar. Não queria se lembrar dos pensamentos... das recordações... estava certo, não era para ser, estava fazendo certo... não importava aqueles seus estúpidos sonhos egoístas... aquilo havia lhe feito arruinar todo o seu povo, não iria arruinar aquelas pessoas também...
Não importava mais a si mesmo... não importava mais...
Estava tudo como deveria ser.... era Uruha, líder da resistência e suas únicas missões eram: matar Yuuto, retornar Vijukei a paz e trazer seu filho de volta ao seu lado... era apenas isso... apenas isso... deveria ser...
Kouyou tomou a frente das formações, se postando no centro de todas elas. Não faria discursos ali... apenas materializou uma espada de lâmina vermelha em sua mão direita e o estranho metal rubro desta brilhou contra a fraquíssima luz do sol quando a ergueu para o alto, vendo todos diante de si também erguerem suas armas, espadas e mãos junto a um grito de encorajamento.
Kouyou respirou fundo e deu as costas, mirando o limite de sua barreira... havia chegado o momento...
Se preparou para uma corrida e sumiu com o vento, trespassando o limite de “suas” terras , sendo seguido pelas formações mais rápidas...
“Tudo como deveria ser.... como deveria ser...”
Notas finais
1-Provas e trabalhos finais da faculdade
2 - Rio+ 20 ( sim, fui pro Rio participar, tomou muito tempo de preparação, execução, confusão...)
3- trabalho ( por causa dos dias de viagem eu to tendo que compensar horas no trabalho)
4 - falta de coragem de digitar tudo que escrevi no caderno ( sim o cap está escrito já, só não digitado, mas o final ainda esta meio que sendo modificado às vezes)
5-Imprevistos do dia a dia ( visitas, festas...)
Bem, sinto muito, não queria ter que fazê-los esperar tanto, sinto muito mesmo! Mas to tentando agilizar a parte 2 ( final)
A fic é da Lissa, que aliás finalizou a fic ( também AOiHA) "You are not alone" com o meu lemon mara do pole dance o/ ... Obrigada! ( ainda tenho que te mandar o review que está digitado em algum arquivo aqui no meu pc.... T.T)
E então, dia 07 e 08 de Julho estarei em SP pro Anime Friends e pro Show do Kaya... eu realmente não quero que a parte 2 demore até lá, pq viajar é sinônimo de tudo misturado e sem tempo, mas se Deus quiser eu consigo terminar de digitar antes ai a Azumi Beta e ponto, Adeus Vijukei. graças Senhor!
kkkkkkkkkkkk Recebi mais recomendações lindas e tratarei de agradecê-las maravilhosamente na ultima parte que vai ter notas lindas e melosas de despedidas de mais uma fic. o/
Acho melhor postar logo que estou atrasada!
gomens, Beijos!
naõ me matem e deixem review pra energizar aqui, pq ta corrido e complicado T.T
Beijooooooooooooo
Azumi-chan:Eu denovo,reviews????Estão gostando?Finalmente o último né?!E esse já virá betado!Aguardem!Até mais amores ^^
Beijinhooooooooooos
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