Vijukei No Monogatari
29 Capítulo 23 – As falhas inesperadas
Notas iniciais
Capitulo enorme, iria diviir em dois, mas pelo atraso achei melhor postar todo logo.
Minha anjinha ( azumi) vai passar aqui pra betar depois, mas eu revisei sim?
beijos!
Azumi-chan: Oiiiii gente,demorei mas vim,ta betadinho ^^
Capítulo 23 – As falhas inesperadas
– A resposta de Kohara chegou – os lábios fartos de Hiroto avisou ao que os dedos moveram uma peça de modo lento, aparentando fingido desinteresse — ... ele confia tanto em você que chega a dar pena...
–Não fale como se isso não lhe interessasse, Shou-san não tem motivos para duvidar de mim ... – os lábios finos e levemente puxados para os lados do Murai o interromperam em um sorriso fechado e esperto do outro lado da mesa baixa- ... eu prometi que faria dele um líder... e o farei, o único erro dele foi pensar que já poderia tomar decisões sozinho.
–Kohara não nasceu para liderar – o jovem rosto amorenado e fios loiros e cortados até a nuca voltou a retorquir – não importa o que você acha que ele possa fazer, ele simplesmente não serve para o que queremos, Kai-san por outro lado...
–Se mostrou muito adequado todos esse anos Hiroto-san — a face sorridente de cabelos castanhos e olhos fechados cortara — ... então saiba que Kai-san foi o melhor aluno que tive em todos os meus anos de vida... se entendes o sentindo de manter-se ao lado de um reino e não a frente dele, tenha certeza de que ele o entende muito mais. A utilidade de Uruha-san está se findando, ele foi o bode expiatório necessário para todos esses anos de reestruturação, forte e temido pelo inimigo, mas ainda assim nobre e com senso de justiça... para a nova Vijukei precisaremos de um líder poderoso, mas receptivo a conselhos e pedidos... coisa que Uruha-san notavelmente já não é mais... Shou-san é a pessoa mais indicada...
–Não sei onde vê o “poderoso” ali... – Hiroto bufara ao ver por encerrado o jogo de shogi* quando o Murai movera sua peça... perdera... novamente — ... Kohara simplesmente não serve para liderar e nem deseja isso também.
Nao sorriu e se acomodou confortavelmente em cima da almofada em que estava sentado, cruzando os braços de modo esperto, mirando o Ogata a sua frente com interesse.
–Você o ama... – Naoyuki afirmou, ampliando seu sorriso ao ver o olhar intrigado do Ogata para si — ... tive meus momentos de duvidas durante esses anos, mas você realmente o ama...
–Não sei do que está falando, aquele imbecil não me deu nada de significante a não ser um par de boas fodas e dias em uma prisão ridícula – o Ogata vociferou.
–Por que se preocupar com o que Shou-san deseja então?... – o outro retorquiu em esperteza.
–Quatro anos deixando-os no escuro não deve ter causado boa impressão em Kai-san... – Hiroto interrompera ao mudar de assunto — ... ele não vai achar tão fácil que depois de tanto tempo simplesmente decidimos ouvi-los.
–Hunf... e é justamente com isso que contamos, não? – O Murai deu de ombros ao se erguer – com o fato de Kai me conhecer tão bem... e com a confusão que quatro anos de silêncio podem causar nas percepções das pessoas...
–Admiro sua inteligência, Nao, mas... desde o começo disse que não respondê-los nos daria problemas... – o Ogata interrompeu ao também se colocar de pé e seguir o mais velho que já corria a porta da sala média para o lado – a fiscalização do Takashima não era invencível se quiséssemos respondê-los poderíamos tê-lo feito sem que Kouyou percebesse, se Yuuto conseguir fazê-los nos atacar, ou se Uruha decidir atacá-los ...
–Isso não irá acontecer – o conselheiro cortou – Aoi-san finge há anos tentar quebrar as barreiras, e nenhum dos habitantes do pseudo feudo “Yuuto” sequer possui alguma confiança nele... assim como todos esses anos nossos habitantes aumentaram por fugitivos de Shiroyama... se acaso as tropas chegassem aos nossos portões, o mais provável seria que eles escolhessem ficar aqui e não lutar... – Naoyuki continuou seu discurso de modo ponderado ao ganhar o corredor externo da propriedade, mirando o trânsito de “servos” ali... dentro das barreiras não havia servos, havia apenas trabalhadores... como Uruha fizera questão de deixar claro ao exterminar tal relação feudal — ... por onde quer que olhe, a vida aqui não é bem melhor do que em todos lugares que já esteve?
–Sim... Ogata e Vegas nunca estiveram tão bem e tão limpa – Hiroto sorriu de lado — ... ser um líder é estar exposto... Uruha é uma figura que conseguiu respeito dos habitantes e medo do inimigo... e ainda assim é aquele pra quem todas as atenções estão voltadas... enquanto nós agimos da forma como queremos ... mas estar sempre ao lado de um Reino e não a frente dele... não te parece frustrante às vezes? – o mais jovem retorquiu ao mirar o horizonte — ... a sede de se sentir no topo... de demarcar seu território... é natural de qualquer homem.
–E só aqueles que a domam que conseguem tomar as rédeas de sua própria vida de do mundo... – o Murai acrescentou — ... como nós...
–Por outro lado... quem se deixa dominar por ela... – Hiroto sorriu em gozação -... Byou-san... daria cem moedas de ouro para ver como ele está agora...
O Murai sorriu de lado e liberou um suspiro divertido.
–Pensei que para manter Uruha-san ocupado e distraído teria que intensificar mais as intenções daquela mulher... se eu soubesse que Byou-san iria simplesmente pirar e decidir atacá-lo eu teria trabalhado melhor nele – o mais velho assentiu em humor — ... bem, ele já não é mais de interesse de nenhum de nós... é problema do Uruha agora...
–Uruha-san... – Hiroto suspirou em ponderação — ... ele está se tornando perigoso...
–Faremos tudo antes que ele perceba, tudo dependerá da habilidade de Kai agora – Nao tranquilizou o mais jovem, cumprimentando simpaticamente alguns dos trabalhadores ali — ... vamos atacar Yuuto de dentro e de fora... ele não vai poder lidar com isso...
–Se Uruha perder a paciência e deflagrar um ataque antes da hora estaremos em desvantagem quando a armada chinesa ancorar – o menor contestou.
–Ele não vai, não agirá sem aprovação da maioria da cúpula, ele ainda é nobre demais para isso... – o mais velho argumentou — ... e se eu estiver errado... ainda podemos usar Riki para fazê-lo se acalmar...
–Acredita mesmo que esse garoto pode liberar uma arma capaz de nos dar a vitória? – o outro questionou, ambos andando a passos lentos e altivos por entre animadas ruas, recebendo algumas reverências.
–Quem sabe... mas prefiro não envolver crianças nisso – o mais velho respondeu, colocando seu falso sorriso no rosto em agradecimento às demonstrações de respeito.
–Por que votou a favor, então? – Hiroto arguiu em estranheza.
–Para pressionar Uruha a fazer algo em relação a Oboru-san... – Nao respondeu, adentrando rapidamente outro cômodo de um dos prédios da estranha e espalhada sede de governo em Vegas — ... algo naquela mulher não me agrada... não consigo entender as intenções dela exatamente, por isso seria melhor que ela saísse do caminho...
–Uruha-san não irá matá-la, se é o que quer – Hiroto interrompeu em desdém -... ele ainda é nobre demais para isso.
O conselheiro mais velho se virou para o mais jovem e lhe dedicou mais um sorriso... era por causa de suposições como aquelas que o Murai tinha certeza de que os discípulos não superam os mestres tão facilmente.
–Hiroto-san... não subestime o que um pai pode fazer por um filho...
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O homem de madeixas onduladas e carameladas se mostrava impaciente dentro do luxuoso quarto, andando de uma lado para o outro, fazendo seu traje chamativo e colorido balançar com os movimentos pesados dos pés e das mãos, que se apertavam uma na outra em frente ao peito, sinal notável de ira.
–Mestre – a voz baixa de Jin avisou antes da porta do cômodo ser aberta e por ela passar o fiel hibrido cachorro, carregando uma bandeja que parecia conter comida e bebida.
–Jin... — Byou suspirou em um alívio estranho, a boca carnuda se moldando em um sorriso. O maior não se demorou em vencer espaço entre si e seu fiel servo, enlaçando o menor em um abraço forte — … me diga que aqueles malditos vão me tirar daqui...
Jin se deixou acarinhar pelo dono quando este se afastou e passou a mão por sua franja loira presa, mas emitiu um choramingo junto a um olhar entristecido ao ouvir a pergunta.
–Oboru-san está pressionando Uruha-san, Nao-san também está apoiando-a... Uruha nem ao menos se lembra direito de que o deixou aqui – o meio youkai respondeu — … eu tentei falar com Kazuki-san, mas ele também não se importa … querendo ou não... só temos aqui para ficar, se eu ou os outros meio youkais sairmos da barreira seremos mortos... não há muita coisa que eu possa fazer para pressioná-los, também não sou páreo para Uruha-san e...
–Não precisa enfrentá-lo, pegue os filhos dele e o force a me tirar dessa prisão – o maior vociferou em estresse, pegando uma das jarras com algum líquido em cima da bandeja, levando-a aos lábios em um gole longo.
–Mas... são crianças e... — Jin murmurou. Quando o dono o encarou sem dúvida podia enxerga orelhas imaginárias em sua cabeça se abaixarem... brigaria com aquele cão se este não fosse tão malditamente adorável.
–Ahrg... — o ex-senhor de Vegas resmungou, solvendo mais um pouco do sakê em sua mão. Não aguentou a ira e acabou por partir o jarro contra a parede ao arremessá-lo.
Odiava aquela situação, já havia aturado anos demais aceitando ser rebaixado, ridicularizado a um odioso posto de “membro da cúpula” … ele deveria estar no comando... não nascera para obedecer a ninguém, não aceitaria se sujeitar a ninguém, não obedeceria ordens de ninguém... não aceitaria ser subjugado por ninguém...
–Merda! — xingou, avançando para cima do hibrido o seu lado, derrubando a bandeja na mão deste violentamente ao chão – EU NÃO VOU ACEITAR SER UM SERVO NOVAMENTE... não mesmo – gritou em descontrole.
–Não devia ter perdido a cabeça por causa de coisas sem importância, se não tivesse atacado Uruha... — Jin retorquiu, ganhando um olhar nada feliz do dono para si.
–Coisa sem importância? Aquele cara pensa que pode me dizer como lidar com os meus servos e os meus soldados e você queria que eu ficasse calmo? NINGUÉM ME DÁ ORDENS JIN, ninguém ... – o ex-senhor de Vegas gritou, fazendo o pobre cão se encolher e choramingar em estar sendo repreendido pelo dono... – merda! – Byou praguejou – ao menos conseguiu fazer com que liberassem a entrada de algum puto?
–Não... – Jin respondeu ao abaixar o olhar – desculpe, mas Kazuki-san também...
–Ahrg... – Byou vociferou, socando com ódio uma das hastes da cama chamativa no meio do quarto — ... eu realmente não aguento mais... não vou mais aceitar isso... – murmurou entre dentes, se virando para o menor atrás de si — ... tire a roupa Jin – ordenou, impassível, causando um franzir de cenho e um olhar assassino do menor.
–Você pode esperar mais alguns dias – Jin vociferou — ... não vale a pena morrer por causa de uma noite... eu não vou ter compaixão, mestre, vou arrancar a sua cabeça se fizer isso...
–Vai mesmo? – Byou sorriu em desdém – vai me dizer que não sente vontade quando me vê com as putas e putos de Gather Roses? Ou que não sente ciúmes...? Quando vai parar com essa frescura? Você deve ser três vezes mais velho que eu... passar tanto tempo sem conhecer tal prazer é um desperdício... tire a roupa Jin.. – usou de sua autoridade. Porém, o pequeno ainda poderia tentar remediar até que as palavras certas fossem proferidas, e era àquilo que Jin se agarraria.
O meio youkai franziu mais o cenho e mostrou as presas ainda curtas em ameaça, os olhos brilhando em uma mistura de verde e azul enquanto os pés davam passos para trás.
–Vai mesmo querer morrer por um capricho desses? – a voz distorcida do menor rugiu ao apoiar as costas na porta, teria apenas sair daquele cômodo e estaria protegido de seu próprio dono, entretanto, ir contra uma ordem de seu mestre teria o mesmo efeito de perder sua castidade e ainda deveria ficar atado a ele... era perder mais ainda.
–Há quatro anos que a vida não vale muito a pena mesmo... – Byou sorriu em escárnio, prensando o menor perigosamente contra a madeira — ... ao menos será um maravilhoso jeito de morrer... – sussurrou de modo sedutor contra a pele levemente bronzeada do meio youkai — ... isso se você realmente me matar.... – mordiscou o lóbulo da orelha do menor, sentindo esse se estremecer com o toque indecente de sua língua — ... tire suas roupas e me satisfaça sexualmente até que eu não seja capaz de sequer mover meus dedos, Jin... é uma ordem – as palavras certas escorreram pelos lábios carnudos do maior e Jin franziu bem o cenho, fechou as garras em punhos, liberando um vociferar raivoso ao levar as mãos até a amarra do kimono.
Byou se afastou em satisfação, se sentando no colchão da cama apenas para admirar a pele intocada e virgem do outro se revelar sob seus olhos... ser o primeiro a tocá-lo... com certeza... valeria a pena...
–Quase trezentos anos de existência e nenhum dono sequer foi tão idiota ao ponto de ordenar isso, por saber bem as consequências... – o meio youkai rosnou em desagrado, os olhos adquirindo a coloração hibrida, as garras crescendo em sinal da ira que sentia — ... quase trezentos anos para um imbecil como você arruinar tudo...
–Não fale assim do seu dono favorito – o ex-senhor de Vegas murmurou em um sorriso cínico.
–Devia saber que estava bom demais pra ser verdade... – Jin continuou a vociferar, retirando de vez as calças e se mostrando nu a contra gosto para o dono que brevemente estriparia... infelizmente não antes de ter que atender sua “ ultima ordem” ... – vou fazer questão de cortar cada um dos seus membros muito lentamente por isso... – ameaçou, não conseguindo o efeito desejado e apenas recebendo uma divertida gargalhada de seu mestre.
–Com certeza vai... e eu vou morrer em insuportável dor com um passe direto para o inferno... – Byou assentiu, se colocando de pé e começando a abrir o traje folgado e colorido — ... mas não antes de conhecer o paraíso... – os tecidos caíram ao chão, revelado o corpo másculo e alvo junto a um sorriso indecente – venha...
O meio youkai cerrou os punhos novamente, um rosnar subindo pela garganta. Deu alguns passos muito forçadamente em direção ao maior e sentiu o impulso de atacar ser impedido por si quando as mãos grandes deste lhe seguraram a cintura com força, apalpando seu corpo com desrespeito enquanto suas presas arrancavam sangue de seu lábio pela pressão desta contra a pele fina.
–Não fique tão tenso... – Byou resmungou — ... vai ser muito gostoso... – prometeu em confiança, descendo os dedos ousados pelo quadril do menor, segurando as nádegas rígidas em suas palmas e apertando-as.
Jin em um impulso levou as garras ao pescoço do mestre, um das unhas chegando a abrir uma mínima ferida na pele deste... não aceitaria aquela humilhação... mas fazer aquilo sem obedecer a ordem o mataria ali mesmo... antes perder a imortalidade do que a vida. Ah, como odiava aquilo que os humanos chamavam de sexo e luxúria.
–Não antes de obedecer minha última ordem certo? – o ex-senhor de Vegas sorriu ao ver o pequeno abaixar as garras muito forçadamente , apertando mais os músculos e pele entre seus dedos, liberando um grunhido vulgar ao colar o corpo nu e frio do meio youkai ao seu. Subiu as unhas curtas em arranhões leves pelas costas do menor, como se quisesse tocar muito lentamente aquele corpo. Parou os dedos na nuca coberta pelos fios loiros e lambeu os lábios com a expectativa de ter aquela boca intocada para si – não ouse me morder Jin... – ditou em um sussurro antes tocar os lábios virgens com os seus experientes e adentrar a boca com presas de modo cuidadoso. Provocou o músculo alheio até que este já não conseguisse mais se esconder e tivesse que aceitar se manter em contato com o seu. Misturou as salivas com habilidade e urgência, forçando uma correspondência do ósculo enquanto conduzia o corpo menor a se virar e voltava suas mãos para a lombar do híbrido.. . finalmente o teria... finalmente... se já não tinha mais nada pelo que lutou toda sua vida, ao menos não deixaria aquele mundo sem tomar mais uma última coisa pra si.
–Gostoso... delicioso Jin... – sussurrou indecentemente ao liberar a boca do pequeno, empurrando-o de modo brusco para a cama, subindo neste, ficando de pé e puxando seu adorável cãozinho pelos braços até acomodá-lo de modo forçado em cima dos travesseiros. Se abaixou e engatinhou até que estivesse entre as pernas do meio youkai e sorriu para a expressão totalmente furiosa deste que parecia se segurar muito para não lhe decepar a cabeça, mas ainda assim aparentava constrangimento com as maçãs coradas... virgens... sempre tão inocentemente violáveis... – que tal segurar suas pernas e se mostrar para mim?
–Você já deu sua última ordem, qualquer coisa depois disso não é mais minha obrigação – Jin rugiu em desprezo, causando mais um sorriso em seu dono e futuro ex-dono.
–Hum... ?- Byou resmungou infantilmente – você realmente aproveita todas as brechas do contrato ... garoto esperto... – passou a língua pelos lábios, voltando a olhar pausadamente o corpo nu diante de si, sendo ele mesmo aquele a pegar as pernas torneadas do menor e levantá-las. Escorregou as mãos pelas coxas, pausando na virilha e massageando ali, mantendo os olhos bem atentos aos orbes franzidos do menor que inevitavelmente se fecharam com a carícia, este voltando a mordiscar o lábios para conter um gemido.
–Não adianta Jin... é questão de tempo até eu descobrir todos os seus pontos e te ter completamente insano – Byou ditou de modo confiante – deveria aproveitar já que não há mais volta...
–Hun... – um gruindo escapou pelos lábios do hibrido e este levou as garras ao próprio rosto para esconder sua expressão quando as mãos lhe tocaram a intimidade semi rígida... era a primeira vez que seria aquele a sentir tal coisa, não queria, achava desprezível quando via humanos fazendo tal coisa... não queria ser aquele a cometer tal asquerosidade. Misturar fluidos, enlouquecer em luxúria e em uma sensação tão idiota e inútil quanto o orgasmo era simplesmente repulsivo...
Byou voltou a segurar as coxas grossas do servo, levando-as juntas consigo quando abaixou seu tronco, fazendo-as dobrar contra a barriga do pequeno quando mordiscou um dos mamilos escurecidos, pressionando sua ereção contra o traseiro deste, se esfregando ali sem pudor, fingindo uma penetração.
Desceu os dígitos para a entre nádegas do outro, insinuando os dedos na fenda, acariciando com total intimidade. Passou a língua por todo o peito e barriga, mordendo a pele lisa para deixar marcas, se demorando ao redor do umbigo, passeando pela glande gotejante da ereção involuntária do meio youkai, aproveitando para sugar levemente ali, sorrindo para outro gemido que escapou pela garganta alheia. Queria fazer aquele por quem mais teve sentimentos em todos os seus anos de vida sentir o prazer mais sublime e pecaminoso que já fora capaz de fazer alguém sentir.
Desceu mais, mordiscando sutilmente a virilha, o esfíncter e finalmente chegando à entrada, permitindo a sua língua umedecer o local.
Jin retirou as mãos do rosto e apertou os tecidos da cama entre as unhas afiadas, rasgando-os facilmente, projetando o corpo em arco e se movendo para longe da saliva em um ponto não usual.
Byou sorriu e deixou o músculo tentar se enfiar com cautela, movendo-o de modo lento, segurando atrás dos joelhos alheios para que as pernas deste não o atrapalhassem. Se ergueu quando achou que a lubrificação já era suficiente, metendo um dos dedos com pressa no orifício estreito, mirando com deleite os olhos estupefatos do menor ao ter um corpo estranho dentro de si de modo tão repentino. Sugou o ar com os dentes e enfiou mais um dígito.
Jin encarou o dono e lançou um olhar tristonho para este, choramingando como filhote... não queria aquilo... não queria perder sua imortalidade e... talvez não quisesse ter que matá-lo também... se ele parasse agora... talvez abdicasse de seu direito e o deixasse viver... talvez... se ele desistisse antes de concluir aquilo e lhe impregnar com o líquido impuro que quebraria seu contrato de imortalidade...
–Não olhe pra mim assim... – Byou rugiu, odiava aquela expressão do menor.. odiava que ela fosse direcionada para si... – não me olhe assim... – rugiu novamente, retirando os dedos e encaixando a cabeça do membro rígido no lugar – não vou desistir agora, não agora que já é tarde... você será meu Jin... ao menos isso ninguém poderá me tomar...
Empurrou-se com força e exatidão, penetrando com resistência a entrada virgem do meio youkai. Jin abriu a boca em um grito mudo e levou uma de suas garras ao alto em um golpe, tentando acertar aquele que se enterrava dentro se si, mas perdendo a orientação e acabando por golpear o ar. As garras voltaram aos lençóis e o hibrido cachorro se recontorceu em agonia, grunhindo fervorosamente com a invasão constante.
Byou topou fundo no menor, sorrindo deleitoso com a compressão e calor... melhor que todas que já sentira. E de fato já sentira muitas.
Empurrou mais as pernas do outro e arremeteu-se em uma estocada, fitando a expressão desesperada do meio youkai em um mix de dor, ira, agonia e constrangimento. Voltou a estocar, firme e certeiro, achando o ponto sensível rapidamente ao notar o sobressalto involuntário alheio... realmente... naquilo não havia ninguém que poderia resistir a si. Pegou a ereção do hibrido cachorro com força, apertando a ponta desta em provocação enquanto ditava um ritmo no vai e vem de seu quadril, sem jamais fechar os olhos, não queria perder nada daquela visão paradisíaca... provavelmente seria a última visão que teria.
Jin não sabia o que estava se passando em seu interior, apenas precisava a dor e raiva dar lugar àquelas sensações que tanto se privou durante todos seus quase três séculos de vida... impuro, quente, insano... não havia mais volta. A boca de presas finas se abriu em um gemido alto e as garras se ergueram dessa vez para puxar o corpo que lhe empalava para si. Byou atendeu ao pedido do outro quase que instantaneamente, se deixando machucar pelas unhas afiadas em suas costas e colando o peito no peito suado e arfante do hibrido. Mirou a íris coloridas e tomou a boca para si, se deliciando com o quanto a língua do pequeno agora se desesperava para tocar a sua de modo completamente amador e desorientado, os dentes pontiagudos o machucando um pouco, mas não fazendo o ex-senhor de Vegas sequer cogitar a ideia de se afastar do ósculo. Estocou com mais força, sentia o corpo menor tremer... gostava de senti-lo tremer... seu Jin, seu fiel e adorável cãozinho... agora era seu... e somente seu. Um corpo puro e virgem tocado apenas por si, daquele que amava... talvez fosse a maior riqueza que já se servira, o maior desejo que saciara... a mais completa ambição que satisfazia.
E como se não fosse muito o ex-senhor de Vegas não se abatera com o primeiro ápice, alcançado muito depois do segundo que proporcionara ao menor. Não. Byou simplesmente não deixaria que sua última estadia no paraíso acabasse tão rápida, não agora que pela primeira vez se sentia completamente saciado e no lugar que deveria estar. Sem mais vazios... sem mais desejos... apenas aquele ser abaixo de si, agora de quatro, gemendo e se movendo como um lindo e obediente cãozinho ao receber tão avidamente o membro de seu dono dentro de si. E quando três posições não pareciam suficiente o maior apenas puxara o corpo inerte do outro para si, colocando-o de lado, ou levando-o até a parede mais próxima e o imprensando ali enquanto o estocava.
Voltaram à cama em algum momento, Jin não sabia exatamente quando, seus olhos já estavam desfocados, sua garganta seca de tanto gemer, seu corpo completamente em chamas e esgotado... quantas vezes aquele líquido impuro já havia saído de si? Oito? Nove? Quantas vezes substância semelhante o havia invadido? Seis? Sete? Não negaria que estava gostando... mas ...
Byou girou no colchão e deixou o meio youkai acima de si, até mesmo para ele o número de ápices já havia se tornado esgotante... provavelmente nem sêmen teria mais para preencher o já preenchido corpo de seu amado... não queria parar, sabia que no momento que declarasse estar completamente incapaz de continuar aquela copulação praticamente incessante seria o momento que seu adorável Jin lhe arrancaria a cabeça... tinha medo... medo da morte... mas temia mais saber que aquele que amava, e aquele em quem mais confiou no mundo seria o seu assassino...
Deixou Jin por cima, incentivando-o a subir e descer em si. O hibrido apenas seguiu os impulsos de seu corpo e obedeceu fielmente aos mandos de seu mestre, se arremetendo para cima e para baixo de modo frenético, gemendo alto, levando as garras ao peito alvo e coberto de suor do maior, fincando-as sem notar... ferindo-o.
–Ahh... Ahh... – o pequeno não se continha, já se aproximava novamente do clímax, se fosse um humano comum provavelmente teria desmaiado muito antes... porém, sentia que realmente desmaiaria se aquilo se prolongasse por muito mais. E o ápice veio novamente para si, o líquido já escasso e incolor se derramando para fora, não demorou mais para que sentisse o membro duro em seu intimo se convulsionar em espasmos.
Byou fechou os olhos pela primeira vez desde que aquele ato de horas se iniciara, deixando as mãos caírem sobre o colchão, o peito arfando e o ser esgotado... havia chegado a hora, o fim... estranhamente não se sentia triste ou desesperado, não mais...
Pela primeira vez em toda sua podre vida... estava totalmente satisfeito e saciado... feliz...
Poucos minutos e um sorriso amplo, mas fraco, se abriu no rosto do ex-senhor de Vegas e foi ao abrir os olhos que notou o amado a encará-lo, a respiração alheia já regulada, os olhos franzidos e as garras se retirando de seu peito enquanto a boca se abria minimamente para um rugido baixo...
Jin levou as unhas afiadas para o pescoço do maior, prometera matá-lo lentamente, mas não se sentia tão forte e confiante para não desistir no caminho... deveria ser rápido... aquele maldito deveria pagar por arruinar sua imortalidade contratual... ainda que ele fosse...
–Eu amo você... – o sussurro saiu quase inaudível dos lábios de Byou e por um momento Jin parara suas garras ao redor do pescoço alheio — ... nunca pensei que fosse capaz de sentir tal coisa inútil... mas... amo você
–Se pensa que deixarei meu direito de matá-lo de lado por isso, está enganado – o meio youkai rugiu também em tom baixo — ... eu não vou...
–Não... não vai – o sorriso contente do maior era estranho quando este preferiu tais palavras, os olhos voltando a se fechar... era o fim afinal... parecia tão calmo... tão mais fácil do que tudo que já vivera em toda sua vida miserável...
Sentiu as unhas começarem a lhe cortar a pele, o sangue escorrendo... havia visto o paraíso... estava na hora de arder no inferno...
Estranhou quando precisou os cortes pararem e abriu os olhos para entender se o outro teria lhe decapitado tão rápido que nem mesmo sentira e talvez já estivesse flutuando no rio dos mortos que lhe levaria até o submundo. Porém, apenas se deparou com os olhos castanhos de seu amado cãozinho, lacrimejantes... só então notara que as garras em seu pescoço já não mais existiam, apenas dedos normais. Os lábios livres de presas tremeram e um choramingo de filhote chegou a sua audição.
–Seu maldito... – Jin rugiu manhosamente — ... porque não consigo te matar? Você arruinou minha vida...
Byou então se deu conta de que ainda estava vivo e sorriu... não seu sorriso indecente ou debochado, apenas um sorriso, talvez o mais sincero que já dera.
–Não fale assim do seu dono favorito... Jin... – sussurrou em uma voz difícil, mas doce e branda. Levantaria os braços para pedir um abraço se não estivesse completamente sem forças para tal – Jin... me abrace? – e pela primeira vez pedia algo... pela primeira vez pedia...
Jin rugiu novamente em frustração e ira consigo mesmo, deitando sobre o peito ferido e ensanguentado do dono, lambendo o sangue que escorria como um verdadeiro cachorro a cuidar dos ferimentos do mestre...
–Eu te odeio... – murmurou em revolta controlada, choramingando como um cãozinho, levando a língua até os lábios do maior e finalmente a acomodando ali dentro... um beijo calmo e singelo... parece que realmente desistiria de seu direito...
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–Você não é malvado, por que papai não gosta quando falam de você? – Riki perguntou, indagativo e pensativo enquanto se aninhava no colo do moreno deitado, bocejando em sono. Passara uma longa manhã e início de tarde brincando com sua irmã e amigas, ouvira o que Maya-chan lhe contara e fugira espertamente da mais velha ao tomar a decisão de que acertaria tudo e tanto papai quanto Maya-chan ficariam felizes. Havia agora passado horas respondendo perguntas e ouvindo histórias daquele homem que Maya-chan dissera também ser seu pai... estava cansado para um dia tão movimentado quanto aquele na vida de poucos anos que tivera até ali — ... Maya-chan sente sua falta.
–Eu também sinto falta dela... sinto muitas saudades do seu papai e até mesmo de você, apesar de não ter te visto nascer... não houve um dia sequer que não pensei em todos ...– Aoi sussurrou com doçura e saudosismo, acarinhando os fios negros e curtos de seu pequeno enquanto ainda contemplava o rostinho fofo e sonolento deitado sobre seu braço – queria estar junto de vocês...
–Por que papai Yuu não fica com a gente? Se ficássemos juntos seríamos mais fortes contra o bruxo mau... eu falo com o papai, ele é um bom papai, se Riki-kun falar papai pode aceitar que papai Yuu fique com a gente dentro da barreira – o pequeno despertou levemente em genialidade e inocência, fazendo um sorriso sonhador e ainda assim triste se desenhar no rosto do general.
–Quem sabe neh? Vou contar com meu pequeno rei para isso – o moreno animou em otimismo fraco, arrancando uma risada gostosa do pequenino quando fez cócegas na barriga deste.
–Papai ama muito o papai Yuu... – o pequeno estatuou em convicção quando parara de gargalhar – Riki-kun ouve papai chamar bem baixinho durante a noite quando dorme... ele chama “Yuu”... esse é o seu nome, então papai chama o papai Yuu quando dorme... e quando tem época de calor e a gente não pode dormir com ele , papai também chama “Yuu” e “Aoi”... eu e Maya-chan ouvimos uma vez e Maya-chan falou que papai chamava o nome do papai Aoi dela porque ele amava o papai dela que também é o meu papai, mas eu não sabia ... só soube hoje, Maya-chan falou para Riki-kun hoje e disse que o papai pediu pra ela não contar, só que ela contou e ... Riki-kun tinha que conhecer o outro papai dele, Riki-kun sentiu algo chamando ele pra cá... acho que era o Papai Yuu e... Riki-kun agora ama o papai Yuu também.
Yuu apertara o pequeno com força controlada contra o seu corpo, o coração batendo acelerado... esperançoso... feliz... como a muito tempo já não batia.
–Obrigado meu pequeno rei... – voz doce e emocionada sussurrou para fora de sua garganta – eu também amo muito Riki-kun, Maya-cha e... seu papai Uruha... eu amo muito todos vocês.
–Então Riki-kun vai ajudar ... – o pequeno sorriu espertamente – Riki-kun vai ficar aqui até o papai vir buscar, aí papai Yuu vai poder falar com o papai... e Riki-kun ajuda – sugeriu de modo arteiro e Yuu se orgulhara por ver seu pequenino tão estrategista quanto si e ainda assim tão bondoso quanto seu amado ameniano... ou ao menos como o seu amado costumava ser.
De todo modo o pequeno havia facilitado o seu lado. Estava ainda incerto de como deveria convencer o filho a ficar ali consigo, não apenas por querê-lo perto, mas também por saber que seria o único meio de ter Uruha por perto também.
–Sim... eu já mandei uma mensagem pro seu papai dizendo que você está aqui, que está bem e que ele tem que vir buscá-lo – o general assentiu.
–Hai – o pequenino sorriu em resposta, levantando o dedo mindinho para selar uma promessa, ato facilmente reconhecido pelo maior e correspondido com rapidez – papai Yuu tem que prometer que vai ficar com a gente pra sempre e Riki-kun ajuda a convencer o papai.
–Eu prometo – Aoi assentiu em seriedade ao ver o semblante altivo do filho... com certeza tinha muito de si em seu pequeno rei. Mas foi quando este abriu o sorriso amplo que sabia ter muito de seu amado nele também...
Riki voltou a deitar sobre o peito do pai, a tenda dele era bem grande e estava escuro... dava sono. Ouviu as batidas do coração deste e se sentiu mais sonolento ainda, compassadas e lentas... como quando dormia com seu papai Uruha.
–São iguais as do papai... – a vozinha baixa chegou aos ouvidos do moreno — ... as batidas... parecem chamar por algo... elas me chamam também...
O moreno depositou um beijo leve no topo da cabeça do filho quando percebeu este já adormecido, sorrindo para o quão tranquilo este parecia, decorando pela milionésima vez os traços que tanto demorara para ver... seu pequenino realmente era muito lindo... muito doce... e muito forte...
“Como ele...”
Não se repreendeu naquele pensamento, um semblante um tanto preocupado ganhando espaço na face sorridente... Não tinha certeza do que Uruha faria quando desse por falta do pequeno ou quando recebesse sua mensagem. Só esperava que ele realmente a lesse já que todas aquelas que enviara durante os mais de 3 anos de guerra simplesmente não obtiveram resposta, provavelmente nem tinha sido lidas.
–Kou...
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A pequena Maya se mostrava temerosa enquanto apertava os dedos das mãos uns nos outros.
–Se acalme, daminha – Ruki estatuou em compreensão – a culpa não foi sua.
–Papai Uru vai ficar triste quando souber – Maya replicou em nervosismo – vai ficar triste comigo.
–Riki-kun é mais rápido, Maya-chan tentou impedi-lo papai Ru-chan, mas ele passou pela barreira – Lovelie defendeu a amiga e o hibrido pegou sua pequena mais velha no colo, liberando um suspiro cansado.
–Eu sei lovu-chan – o pequeno assentira — ... e justamente na véspera do calor... logo quando eles estão com os nervos a flor da pele ... – comentou baixinho para si, não seria nada agradável a reação de Uruha quando retornasse já preocupado pela mensagem que enviara por um soldado... podia imaginar consequências desastrosas... e isso porque ainda havia mais uma mensagem – desta vez não sua – para ler....
“Riki... por que foi fazer isso juto agora?”
Como se combinasse o tempo o líder ameniano venceu a porta da propriedade ao praticamente arrancá-la em uma ventania forte. Os olhos vermelhos chorosos e franzidos, a respiração alterada ainda que não estivesse cansado, apesar da corrida sobre humana que fizera até ali.
–Maya... onde está seu irmão minha princesinha? – Kouyou se adiantou para a enteada, se ajoelhando a frente desta e segurando seus ombros numa feição de pranto — ... diga que ele está com você, daminha... diga...
–Papai Uru... – a pequena começou em um sussurro, não segurando mais as lágrimas e despencando em um choro forte – desculpe, eu contei pro Riki-kun e ele... desculpe... – pedia desesperadamente enquanto o pranto humano lhe banhava a face arredondada – Riki saiu da barreira, eu tentei ir atrás dele mas... fiquei com medo, desculpe papai, desculpe.
Uruha abraçou a pequena apertado, segurando as lágrimas rubras em seus orbes carmesins. O semblante choroso se fechou em um franzir de cenho, e então o Takashima se levantou, trazendo a pequena Maya em seu colo, mirando o meio youkai à sua frente.
–Onde está? – rugiu em direção ao Matsumoto. Ruki bufara em desagrado, mirando a figura de seu companheiro à porta quebrada do cômodo num pedido de como seria a melhor forma de agir.
Reita assentiu, ainda que seu rosto mostrasse não ter bom presságio sobre aquilo.
Ruki soltou Lovelie para que esta se afastasse um pouco ao colocá-la atrás de si, só Kami sabia o que aquele Koyou faria quando lesse a mensagem que chegara com um andarilho no início daquela noite.
O pequeno levou a mão para dentro da parte de cima de seu kimono, retirando de lá um pergaminho médio, selado com cera derretida...
O brasão Shiroyama e o papel do “feudo Yuuto”, já vira muito daqueles e simplesmente tratava de picotá-los com rajadas de ventos antes mesmo de pegá-los em suas mãos... mas não daquela vez. Kouyou colocou sua princesinha no chão, sussurrando um doce “Não chore, a culpa não foi sua” para ela e se virando para o meio youkai, pegando o pergaminho em uma de suas palmas com rapidez, se virando de costas antes das palavras escritas invadirem sua mente.
“Com certeza faz muito tempo que não temos sequer uma única forma de contato.
Eu sei que apesar dos pesares você ainda é você. Eu preciso acreditar nisso. Por isso peço para que leia tudo até o final, ao menos dessa vez. Por favor.
Seria complicado resumir minhas últimas centenas de mensagens em apenas um pergaminho, mas saiba que todas elas meu apelo fora sempre o mesmo.
Tudo que quero é poder te ver e conversar mais uma vez, para que então possamos nos entender e eu possa te explicar tudo aquilo que aconteceu. Te pedir perdão e te dizer de um modo mais aceitável aquilo que eu deveria ter te dito desde a primeira vez que você apareceu em minha frente e tumultuou todo o meu gênio impossível.
Fiz muitas coisas erradas e imperdoáveis contra você e contra aqueles que amavas, mas você também o fez...
Não quero te fazer culpado e nem tirar minha parcela de culpa em tudo que aconteceu. Quero apenas uma chance, Kou, apenas uma única chance de podermos conversar e acertar toda essa dor que eu sei que você também sente. Meu peito dói, Kouyou, sempre, a cada minuto e segundo. O seu também dói?
Estou com o nosso filho, coisa que provavelmente já deva saber. Ele é lindo e forte, assim como dissemos que ele seria, se lembra? Riki é muito esperto também. E você sabe que eu jamais faria mal a ele, o tratarei com todo amor e carinho com o qual sonhei em tratá-lo desde que soube que ele estava em seu ventre. Com o amor e carinho com o qual sonho tratar todos vocês.
Sinto falta da Maya. Não me deixe mais sozinho, Kou, eu imploro.
Riki está comigo fora de sua barreira, no território onde antigamente ficava sua vila. Eu o entregarei sem problemas contanto que você venha buscá-lo.
Não gostaria de parecer ofensivo, mas os anos sem sequer uma palavra sua me deixaram inseguro. Por isso digo para que venha sozinho.
Como já deve ter ouvido eu estou um pouco diferente, saberei se alguém mais sair desta barreira assim como saberei quando você a cruzá-la.
Não quero que pense ser uma armadilha, por isso peço para que escolha o local onde conversaremos, tratarei de seguir sua presença para onde você me levar, também sozinho. Você poderá se certificar com o seu sensor de presenças, imagino.
Quero te mostrar que desejo apenas que conversemos, sem soldados, sem feudos, sem postos. Apenas nó dois.
Apenas eu e você.
Sei que interpretará de modo errado, mas tenho que estipular um prazo de três dias para isso. Devo retornar a sede do ridículo e ilegítimo feudo Yuuto depois desse prazo, caso contrário a vida do que me resta de família correrá perigo. Mas isso explicarei com calma quando aceitar o meu contive, se puder me ouvir, é claro.
Pode parecer proposital, eu sei, não pretendo fingir que desconheço suas condições nesses próximos três dias, mas verdadeiramente é um limite de tempo que não está sob meu controle.
Não quero lhe fazer sofrer mais do que já fiz, porém, caso não aceite minha proposta levarei Riki comigo. Porque tanto eu quanto você sabemos que nosso filho é minha única chance de conseguir te fazer aceitar minha aproximação.
Não derramemos sangue, Kou. Sabe que nada de bom virá caso saía de sua proteção com um exército, então suplico para que não faça isso. Não quero lutar contra seus homens, assim como não quero que lutes contra os meus. Se continuarmos um contra o outro estaremos apenas ajudando os planos daquele maldito bruxo. Peço para que pense nisso e compreenda meu apelo para que conversemos às sós.
Gostaria que não estivéssemos em uma situação assim, Acredite quando digo que se pudesse voltar o tempo faria com que você não precisasse sofrer tudo que sofreu.
Quero te proteger, Kou, quero ficar ao seu lado, sentir sua pele e sua respiração. Acariciar seu rosto, beijar seus lábios e poder te falar todos os sentimentos que eu deveria ter dito há anos.
Me permita isso, Kou.
Nos permita a isso.
Eu imploro.
Meu ser e os seu estão unidos para todo o sempre. Você sabe disso, meu amor.
Seu Yuu”
Um momento longo demais preenchido pelo silêncio. Pares de olhos mirando somente uma unia costa coberta pelo tecido leve e negro de um kimono.
Os dedos de Kouyou apertaram o pergaminho, as extremidades de madeira se partiram ao meio e o papel tecido se amassou.
–Chame Kazuki-san — a voz rugida veio da garganta do líder em direção Reita, sobressaltando a todos.
–O que planeja? – Akira questionou, preocupado.
–Buscar meu filho e acabar de uma vez por todas com isso – Kouyou vociferou entre dentes, mirando a porta aberta por um breve instante – vá chamar Kazuki-san Reita, quero os mercenários dele reunidos no mais tardar em dois dias – ordenou ao se projetar para fora – Ruki e você cuidarão de tudo enquanto estivermos fora, assim como nenhum ameniano além de mim me acompanhará – finalizou ao mirar sua pequenina assustada – não se preocupe minha princesinha, em breve Riki-kun vai estar conosco novamente – sorriu rapidamente antes de se colocar para fora, passando pelo quintal médio de sua residência e se misturando às pessoas de Vegas que caminhavam pelas ruas naquela noite – Não ouviu o que eu disse?
–O que quer fazer? – a imagem de um Reita sério seguia o líder.
–Chame Kazuki-san e retorne para casa, é uma ordem, Suzuki-san – Kouyou ordenou ao parar momentaneamente sua corrida rápida para encarar o amigo em um olhar franzido.
–Onde está indo? – o Suzuki questionou... não gostava nada de como Kouyou estava agia.
–Libertar Byou – o maior respondeu antes de desaparecer em uma rajada de vento.
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–Amanhã é o último dia.. pensei que ele viria na mesma noite em que recebesse a mensagem – Ryou comentara em seriedade – não sei o que Uruha-san planeja, mas duvido que simplesmente tenha aberto mão do filho.
–Ele jamais faria isso... – Aoi sorriu tristemente ao mirar o horizonte alaranjado do final da tarde do segundo dia desde que enviara seu “convite” ao líder ameniano — ... ou ele está indeciso, ou não leu minha mensagem... ou não planeja vir sozinho.
–Aposto na última alternativa – Ryou comentou em ponderação.
–Sonho para que seja a primeira e ele apenas esteja receoso de me ver – o general sorriu de lado, melancólico.
–Papai Yuu? – se sobressaltou com a presença pequena do filho ao seu lado, estaria tão concentrado em vigiar qualquer movimentação no limite da barreira além das montanhas que não o havia percebido chegar?
–Sim, meu pequeno rei? Precisa de algo amor? – o maior abriu um sorriso, não resistindo a pegar o pequeno nos braços.
–Papai está demorando, será que ele ficou bravo comigo e não vem me buscar? – Riki questionou em um bico muito parecido com o de seu progenitor ameniano e Aoi gargalhou rapidamente ao reconhecer mais de seu amado ali.
–Claro que não, quem ficaria bravo com você pequeno rei? – Yuu negou – ele só deve estar receoso de vir aqui, afinal seu papai está bravo comigo há muito tempo.
–Papai Yuu não contou por que papai ficou bravo com ele – o pequenino questionara em curiosidade e o maior apertou-o contra si em um abraço temeroso, sabia das culpas que tinha, mas não queria que o seu filho chegasse a achá-lo “mau” se contasse toda a história.
–Digamos que eu fiz coisas ruins... – confessou — ... coisas das quais me arrependo imensamente, mas seu papai não aceitou meu perdão...
–Vou pedir pra ele te perdoar então – o pequeno assentiu em determinação – o perdão é um valor importante e a chave para a paz, é o que tio Rei-chan sempre fala, papai vai perdoar papai Yuu e todos nós viveremos juntos – sorriu em animação, conseguindo arrancar uma risada sonhadora do pai.
Repentinamente uma presença a muito esperado se movimentou para fora da barreira ao longe das montanhas, entrando no campo de alcance do general. Os olhos negros de Yuu se alarmaram em surpresa e emoção. Há quantos anos sonhava em sentir aquela presença? Há quanto anos sonhava em vê-lo ao menos mais uma vez?
–Papai? – Riki perguntou ao mirar o horizonte em direção a Vegas — ... ele veio me buscar – sorriu.
–Cuide dele Ryou, Uruha está sozinho – o moreno ditou em uma pressa exasperada ao entregar seu pequeno para aquele em que mais confiava entre seus homens — ... falarei com ele e quando for seguro viremos para cá.
–Eu quero ir com você – Riki bracejou em um bico mimado.
–Eu e seu papai Uruha temos que conversa primeiro sim? – Aoi tentou convencer o filho – se você for ele pode te pegar e te levar de mim sem querer me ouvir e nós não poderíamos fazer as pazes. Riki-kun pode ficar aqui com o tio Ryou e os outros soldados do papai só um pouquinho?
Riki lançou um olhar espertamente desconfiado para o pai, mas acabou por assentir.
–Não brigue com o papai – o pequeno ditou em uma altivez que o moreno sabia ser uma herança genética sua, ganhando um sorriso amplo e um assentir do general.
–Eu amo seu papai, não quero brigar com ele – Aoi rebateu em um sorriso confiante, dando um beijo no topo da cabeça do filho e girando sobre o próprio eixo para dar meia volta e caminhar acampamento adentro.
Se afastara rapidamente até um grupo de seus comandantes, se despindo de sua doçura tão costumeira para com seu pequeno e vestindo sua máscara rígida de autoridade e altivez.
–Ele está sozinho, não quero ninguém interferindo em nossa conversa, haja o que houver – ordenou aos líderes que assentiram prontamente – diga ao destacamento dragão para manter a vigilância na barreira, qualquer movimentação estranha enviem um sinal.
–Sim senhor.
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–Você foi rápido – Saga comentou baixo enquanto assistia do canto do cômodo frio o singular cientista fazer algo no olho aberto por um instrumento estranho do adormecido Kazamasa em cima de uma espécie de maca alta – o que deu a ele para que ele dormisse assim? – questionou.
–Uma mistura interessante que desenvolvi quando comecei a criar soldados como o Aoi – Kai respondeu sem muito interesse, manipulando uma diferente ferramenta de metal, parecida com uma agulha, mas ligada a um recipiente de porcelana na mesa ao lado por um cano fino e flexível de um material que Saga não conhecia, mas sabia ter vindo em uma das embarcações que chegavam das terras além mar.
–Se antes temia a magia, hoje temo essa tal ciência... – o general haniano bufou de lado em frustração, por que seu mundo tinha que ser tão cheio daquelas coisas assustadoras? Não era justo com humanos comuns e tradicionais.
–Por um longo tempo acreditei que magia era um mito e muito diferente de qualquer coisa que conheço ... – o Yutaka começara a falar, apenas por precisar suprir sua estranha necessidade de discorrer sobre seus estudos naquele momento demorado e silencioso. Já que o Sakamoto havia praticamente imposto sua presença na sala de procedimentos, seria ele a escutá-lo. No final ainda era um ridículo humano ... – hoje sei que são mais parecidas do que pensava...
–Tome cuidado! – Saga censurou quando viu o Shiroyama manipular a agulha na falsa íris símbolo do amigo.
Kai o encarou friamente por um segundo, abrindo seu sorriso de covinhas logo em seguida.
–Sei que você e Kohara estão amiguinhos novamente e que o que quer que seja esse olho, acreditam poder ajudá-los em algo... – começou — ... sou naturalmente curioso por isso aceitei fazer isso, mas se me atrapalhar novamente uso essa agulha para arrancar o globo ocular dele fora ao invés de desfazer os átomos de carbono e oxigênio condensados no selo.
Saga bufou de lado, não entendera metade das coisas que aquele cara falara, mas se manteve calado antes que acabasse por deixar seu gênio estragar tudo. Se seu amigo e ex-senhor tinha aceitado tudo aquilo deveria saber o que estava fazendo... apesar de ter suas dúvidas quanto a isso. Aquilo era uma faca de dois gumes... e com certeza os efeitos colaterais poderiam ser mais desastrosos do que os benefícios em si... por isso pensara que ficaria simplesmente eternamente selado, como o povo do santuário prometera a seus antigos senhores há muito tempo atrás. A família Kazamasa e seus segredos... só ele sabia o quanto aquilo tinha destruído aquela dinastia em pouco tempo... ainda assim... lembrar daqueles dias lhe acalmava.
“Naoyuki deve ter sido bem convincente em seu argumento para Shou-san aceitar isso”
–Assim como a velocidade ameania é devido a facilidade com que o organismo deles convertem ar em energia... – o cientista continuou ao aplicar o estranho líquido em uma das partes do selo — ... esses selos, sendo amenianos ou do santuário, utilizam uma fusão de átomos do ambiente com a composição do corpo humano para bloquear alguma função ou obrigá-lo a reagir de algum modo inusual ... é como algum tipo de parasita que controla suas funções... quando se obstrui a conexão com o hospedeiro... ele morre – Kai sorriu ao ver o pedaço do desenho se transformar em pó — ... magia pode ser completamente explicada pela ciência... mas é claro que ignorantes como você jamais compreenderão isso.
–Francamente... por que essas coisas tinham que existir nesse mundo? – Saga resmungou baixinho ao dar um passo para trás. Pelas histórias que ouvira sobre aquilo em sua infância sabia que deveria se manter longe ... tudo que sabia havia lhe dado bons pesadelos durante sua juventude e até mesmo feito-o amaldiçoar ter que ser da família aliada dos Kazamasa por anos...
“O que Nao-san te disse para que aceitasse isso Shou?”
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–Nada bom – Hiroto estatuou ao mirar a formação mercenária e hibrida ao longe da floresta do topo de um dos postos vazios de vigilância– aquele pivetinho... vai estragar tudo.
–Não deveria ter subestimado o que um filho pode fazer por um pai também... – O Murai, mais atrás, ponderou seriamente, não gostava quando algo saia errado em seus planos, adaptações nunca eram tão bem sucedidas quanto o plano original...
–Acho que já está na hora de Murai-san parar de tramar conspirações contra mim e aceitar algum tipo de aliança ... – a voz feminina fez ambos os homens se voltarem para o inicio da escada que levava até aquele posto. Oboru caminhou de modo lento até os homens. O vento do começo da noite pareceu soprar com mais força e dissipar um breve momento de tensão entre os três ali.
Naoyuki fechou os olhos rapidamente, mas sorriu fino para a “jovem” sacerdotisa, imutável apesar dos anos passados.
“Adaptações não é?...”
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O moreno corria velozmente atrás da presença que parecia se mover por entre a floresta densa rente ao litoral próximo à antiga Akai Ame. O coração acelerado e as mãos fechas em punhos ansiosos... quanto tempo esperara por aquilo?
A presença parou em um ponto e apesar de seu interior em um vendaval de emoções Yuu notara ser um local fora do alcance de qualquer um capaz de sentir algo.
Deu um último salto, pousando elegantemente no meio de uma pequena clareira rodeada de árvores grossas e altas. Ergueu o corpo e mirou desejoso o espaço onde identificara um corpo. O coração falhou uma batida antes de bater desesperadamente rápido, os olhos se impedindo de piscar e perder qualquer mínima visão, o estômago parecendo ser invadido bobamente por borboletas e os lábios fartos se abriram um sorriso involuntário de alegria. Parecia até mesmo uma criança...
Mais a frente, há poucos metros de si estava ele... seu Uruha, seu Kouyou... seu e só seu...
A pele branca continuava tão alva como sempre foi, mas os cabelos em uma mistura de negros e loiros estavam curtos, retirando singelamente a feição afeminada de antes, deixando mais visível que aquele ser esbelto e estonteantemente belo diante de si se tratava de um homem, apesar da pintura usual na face.
O traje parecia ser um kimono masculino na cor negra, mas as aberturas da vestimenta inferior iam até o final das pernas, revelando não só as coxas mas a fronte dos joelhos e tornozelos adornados por uma calçado baixo. Poderia ser confundido com um vestido... mas não era.
Seu intimo se aqueceu e Aoi quis mais do que tudo no mundo pegar o Takashima entre seus braços, beijar aquela boca delicada e se fundir a ele... entretanto, se deteve, não por auto controle, apenas porque o olhar rubro e franzido deste para si junto aos braços cruzados e o corpo apoiado ao tronco de uma das árvores deixava clara uma aura de que ousar de aproximar não era a melhor coisa a se fazer.
–Kou... – deixou o apelido sair de seus lábios de modo doce e implorativo, o que podia fazer para desmanchar todo aquele rancor e desconfiança do outro para consigo?
–Vamos acabar com isso – Uruha ditou em um tom rouco e frio, os dedos apertando os braços reflexivamente... seu shaman estava inquieto, seu intimo esta inquieto... não era uma situação nada confortável para si – quero meu filho, não quero sua ajuda. Se quer ajudar em algo, suma de Vijukei e leve seu exército consigo, não vou perseguir ninguém além dessas terras, mas se entrarem no meu caminho... morrem. Yuuto brevemente cairá... não precisamos de vocês para isso, temo recursos suficientes...
–Me escute ... – Aoi interrompeu em um pedido quase gritado, seu Kouyou não podia estar dizendo aquilo, não daquele modo... – por favor, me escute...
–Só vim aqui buscar meu filho , não quero e não preciso escutar nada – o ameniano se mostrou irredutível – não vou...
Kouyou fora interrompido quando o shiroyamiano se misturou ao vento para se materializar a sua frente. Poucos centímetros de distância entre seus corpos ... podia até mesmo sentir o calor que irradiava do outro e as batidas incertas de seu coração sem qualquer tentativa de tentar esconder isso. Fingiu que não se espantou, estava gastando concentração de mais para vigiar-se, havia se distraído de outras coisas...
“Péssima ideia Kouyou” se repreendeu mentalmente, tentando pensar em um outro ponto que não fossem aqueles olhos negros chorosos para si... não deveria e não iria ser aquele a se deixar levar.
– Kou... eu... – Yuu começara novamente, sendo interrompido mais uma pelo riso cínico e debochado do outro.
–Você chamou meu povo de demônios, aberrações, bestas no passado... em qual dessas coisas você se classificaria agora? – Uruha provocou.
Aoi sentiu seu peito se comprimir, as mãos se erguendo em revolta ao se colocaram nas laterais da árvore áspera, cercando os ombros do amado. A cabeça se abaixou e o general conteve com custo as lágrimas... tinha que convencê-lo, precisava convencê-lo...
–Eu amo você... – sussurrou firme, erguendo o rosto e mirando dentro dos orbes vermelhos – eu amo você Takashima Kouyou, acima de tudo... isso era o que mais queria te dizer,quero ficar ao seu lado, ao lado dos nossos filhos... por favor Kou... me deixe amá-lo.... – continuou em toda sinceridade e sentimento que podia, se sobressaltando minimamente pela reação do amado.
Uruha tocou seu rosto, passando os dedos por cima do metal em sua face que tampava a marca que deixara ali anos atrás. Aoi teria retirado aquilo para falar com o companheiro se não receasse que as cicatrizes crescentes em seu pescoço e nunca o assustasse. Até onde sabia cicatriz não era algo normal para nenhum ameniano, provavelmente as acharia horrendas...
Yuu fechou os olhos em reflexo, deixando o corpo agir livremente e se colar ao corpo do amado de modo lento, se encaixando ali com exatidão ao liberar um suspiro. Aquela pele coberta parecia irradiar um calor deliciosamente escaldante.
Uniu sua testa à testa do Takashima e sentiu a respiração compassada deste contra a sua boca antes de abrir os olhos e mirar as íris rubras novamente... por que estavam tão sem vida?
Aproximou os lábios para um beijo há muitos anos desejado, mas encontrou apenas a pele macia da face alva quando Kouyou virou o rosto em rejeição.
–Sabia que queria isso... – o deboche irônico saiu da garganta do líder ameniano – me obrigar a vir na época de calor... só podia ter algo assim como intento.
O Shiroyama se afastou minimamente, olhando dentro dos olhos do amado em confusão... ele pensava que teria pedido para que viesse por aquilo?
–Não vou negar, fique calmo... – as palavras ácidas invadiram a audição do moreno — ... estou na segunda noite de calor e com toda certeza meu shaman não iria desaprovar me saciar naquele que erroneamente marquei como meu companheiro...- continuou ao levar as mãos finas até a amarra de seu kimono, abrindo-o e deixando o tórax e barriga a mostra... estava na hora de colocar tudo em prática...
Yuu sentiu seu corpo queimar, mas seu peito doer... não era aquilo que queria, não daquele modo...
–Kou, não é isso... – tentou explicar, mas o ameniano não parecia querer deixá-lo falar aquela noite.
–É sim... – Uruha proferiu – me chamou na época do calor, pedindo privacidade e... com todos aqueles “..Acariciar seu rosto, beijar seus lábios”em sua mensagem... Você quer isso Shiroyama-san... é bem óbvio ... só não precisava tentar falar tanto antes de comer a sua “putinha” não acha?
–Não é... – Aoi insistiu antes de sentir as mãos urgentes do maior em sua ereção por cima do tecido de seu kimono. Mordeu o lábio para abafar um gemido e encarou o olhar debochado do companheiro para si... era impossível não estar daquele jeito quando sentia o corpo de seu amado junto ao seu.
–Difícil acreditar quando estás tão duro assim – Kouyou cuspiu em desdém – se quer foder, Aoi ,foda, já que disse que não vou me negar.
–Não assim, Kou... – o moreno pediu em um tom choroso, não conseguindo reprimir sua libido diante da caricia ousada do ameniano que subira por sua barriga até desfazer o nó da faixa de sua vestimenta, tocando sua pele nua, descendo os dígitos para a veste inferior logo em seguida e adentrando-a lentamente em ousadia e sedução.
–Não? Tem certeza? – Kouyou sorriu ao ouvir o suspiro prazeroso do outro quando abaixou-lhes as calças modestamente e voltara os dedos para a ereção, agora nua, deste. Estava difícil controlar a si mesmo ali. Se o moreno não estivesse tão absorto provavelmente teria percebido o estremecer completo do corpo ameniano contra o seu.
Aoi não aguentou mais e rugiu em frustração por se deixar dominar pelo desejo, prensou o companheiro contra o tronco de árvore em um baque descontrolado, abaixando as mãos para as calças deste e apertando as coxas nuas pelas fendas enquanto levava os lábios à boca pequena e rosa. Tendo seu beijo novamente negado por um virar de rosto.
–Não foi necessário no começo de tudo isso, não é necessário agora – Kouyou cuspiu em escárnio ao deixar sua voz falhar, oferecendo o pescoço branco em troca.
Um olhar triste se abateu na feição morena e os orbes negros encaram os rubros em indagação.
– Por que a demora? Não tem graça Aoi... – o ameniano provocou — ... durante esses anos tive homens bem mais ágeis que você... – mentiu... jamais seria possível ter outro ao seu lado que não seu companheiro... não sabia se o outro tinha conhecimento disso, mas precisava descontrolá-lo e distraí-lo por algumas horas.
Conseguiu o queria.
O Shiroyama simplesmente se deixou invadir pelo ciúme e descontrole. As íris brilharam rapidamente em vermelho, mas permaneceram negras, as unhas se tornando pontiagudas ao apertarem a vestimenta do companheiro entre elas, desnudando-o completamente ao rasgar o tecido para os lados... imaginar outros tocando aquele corpo que deveria ser somente seu era... inaceitável.
Mostraria que o Takashima lhe pertencida... era seu, seu e apenas seu.
Segurou as coxas entre as garras e as ergueu ao trazer o corpo esbelto para se prender em seu quadril. Kouyou se sobressaltou e segurou nos ombros morenos por reflexo, gruindo levemente de prazer com o aperto... não era mais capaz de fingir não estar tão ou mais excitado que o outro... Seu corpo parecia em chamas.. 4 anos sem nenhum contato do tipo e apenas auto consolações frustrantes... era impossível resistir mais.
–Você é meu Kouyou... não devia ter deixado ninguém mais te tocar ... – Yuu vociferou baixo contra o pescoço alvo, apertando-o mais contra o tronco e encaixando a entrada deste contra sua glande — ... ninguém pode tê-lo além de mim.
Uruha sorriu em deboche, mas não conseguiu reprimir seu gemido de aprovação.
–Muitos já me tiveram, Yuu... eis saber se eram melhores que você – sustentou sua mentira, sentindo o membro rígido se enterrar brusco e fundo dentro de si, ardendo, machucando e ainda assim seu grito não escondia o quanto apreciara aquela invasão... seu corpo era vergonhosamente dependente daquele homem... odioso... e mesmo assim...
–Ahh! – gemeu novamente numa segunda estocada ríspida, algum resquício de sangue escorrendo por seu íntimo... já não possuía mais sua lubrificação natural uma vez que esta existia para facilitar a concepção... Kouyou já havia dado a luz a seu herdeiro, não podia mais engravidar – Humm... – mais um gemido quando os dentes lhe abocanharam o pescoço, rompendo sua pele, ferindo. Talvez houvesse provocado demais o outro... não podia deixá-lo acabar com tudo tão rápido... precisava de mais tempo – Yuu... – gemeu, sentindo as batidas eufóricas em seu peito... lembranças... deveria afastá-las, estas só deveriam afetar o Shiroyama — ... mais... Yuu, mais... – pediu eroticamente, conseguindo o efeito desejado ao ter o moreno arremetendo-se contra si violentamente, solavancando seu corpo e raspando suas costas semi cobertas pelo kimono rasgado na árvore. Porém, Kouyou não sentia dor com aquilo, apenas a fricção ríspida e forte em seu interior, sua ereção sendo relada contra o abdômen do moreno e os dentes a lhe morder o ombro, clavícula... Kami, quanto tempo não tinha aquilo para si?
Uruha se deixou abandonar na luxúria, gemendo despudoradamente e se enganchando como podia no companheiro. E ainda assim, quando o moreno mais uma vez procurou seus lábios, voltou a virar seu rosto,impedindo que um beijo viesse a acabar com a conotação que aquilo deveria ter... desejo, necessidade e luxúria... apenas aquilo... sem sentimentos, não precisava de sentimentos... não queria sentimentos.
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Kouyou se afogou em prazer, levou as mãos para o alto e se agarrou ao tronco atrás de si, permitindo ao general se mover mais amplamente ali dentro. Fechou os olhos e ergueu o rosto, sentiria só o prazer, só aquilo... nada mais além daquilo...
–Ahh... hum... – não se reprimia em gemidos e chegava a arremeter o quadril contra o do companheiro de modo tremendamente indecente... estava tão próximo do ápice... tão rápido, mas fazia tanto tempo que... – Ahhh... – grunhiu longamente ao sentir os dedos do moreno a apertar sua ereção, não conseguindo se segurar mais e se liberando, sentindo este ainda a se mover em seu interior... queria mais... ainda não era suficiente, não era... estava em época de calor, seu corpo precisaria de muito mais que aquilo para se saciar, mais ainda após 4 anos... – Não para – ofegou ao abrir os orbes e mirar o céu escuro e estrelado... um ponto brilhante cruzou a imensidão escura como se fosse uma estrela cadente... iria começar agora...
Se sobressaltou quando a boca alheia lhe lambeu o queixo, almejando os lábios e num movimento muito rápido o empurrou para longe de si, desconectando seus corpos e se sustentando sobre os pés de modo incerto.
–Eu disse que não – vociferou em um olhar franzido, virando-se de costas e voltando a apoiar as mãos na árvore, agora à sua frente, colando o peito e cabeça também a ela, deixando os tecidos rasgados de sua roupa lhe caírem completamente pelo corpo, empinando-se de um modo que poderia ser considerado até mesmo vulgar... engraçado como antes sempre se ofendera por ter tal adjetivo direcionado a si ... – é isso, e apenas isso que terá Aoi... venha – ditou quase como uma ordem, olhando de lado, pelo canto dos olhos, o moreno atrás de si.
Os olhos negros marejaram em melancolia e ainda assim o corpo se moveu, voltando a se conectar ao maior, não conseguia resistir, não conseguia parar...
Não era aquilo que queria, não daquele jeito, mas não conseguia se negar...
–Kou...
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Os homens encapuzados transpassavam lentamente o ponto de limite da barreira, os rostos adornados por uma espécie de máscara estranha que lhes tampava o nariz e boca, olhando de um lado para o outro a verificar se não havia soldados por perto. E ao identificar um grupo mais a frente, dez deles se moveram em velocidade absurda até o destacamento, puxando suas armas e cortando o pescoço de cada soldado ali silenciosamente.
–Eles não podem nos sentir ainda... não chamem atenção – um dos mercenários de olhos prateados ditou em um voz distorcida e abafada pela a máscara – vamos destruir aquelas coisas antes de mandar o sinal para que Jin avance.
Os outros apenas assentiram, desaparecendo no segundo seguinte, em direção ao acampamento do exército do general shiroyamiano.
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–Papai Yuu está demorando... Riki-kun vai... – o pequenino impaciente se projetou para sair da tenda do pai, onde era acompanhado por Ryou. O comandante se ergueu para impedi-lo, mas o próprio pequeno parau a meio caminho da saída — ... Miku-kun? – perguntou ao mirar a entrada aberta do local e não demorou muito para que barulhos de lutas silenciosas fossem ouvidas, provavelmente os soldados de guarda sendo derrubados, antes do pequeno ameniano adentrar o local.
–Miku? – Ryou estranhou a presença do conhecido ameniano ali, fechando o olhar em seguida... como ele havia entrado sem ser percebido pelo destacamento dragão? – como você...
–Eles estão mortos, as suas coisas estão mortas – Miku se apressou – Jin chegará com o destacamento hibrido em alguns segundos, não temos tempo, se quer viver, venha comigo – o pequeno se adiantou ao pegar o pulso do agora comandante – Riki, vem comigo também, seu pai pediu para que o levasse para dentro da barreira o quanto antes – falou ao se aproximar do pequenino, porém este se esquivou de si facilmente.
–Eu só vou com o papai depois que ele tiver perdoado o papai Yuu – Riki bradara em altivez, mas o olhar triste do amigo de seu pai havia feito o menininho perceber que algo ali estava errado... – papai... não vai conversar com o papai Yuu?
–Pequenino... – Miku se adiantou novamente, porém Riki voltou a se esquivar, dessa vez saindo tenda a fora em disparada, usando sua recente habilidade com seu shaman para isso.
–Droga... – Miku praguejou ao tentar se lançar em uma corrida atrás do pequeno, porém receou ao se lembrar do pulso entre seus dedos... só daquela vez... só daquela vez iria contra as ordens de seu líder – Ryou-san, venha comigo, vou te levar até o ponto limite do ataque, se ficar aqui morrerá com todos os outros, Uruha-san deu carta branca para Byou e Kazuki-san – falou em um voz pedinte, sabia que não seria fácil convencer o outro de que queria ajudar.
–Se vamos ser atacados eu devo ficar e lutar – Ryou bradou ao puxar seu braço da mão alheia, se projetando para sair da tenda, e foi quando deu dois passos para fora do local que foi atacado por algo muito rápido vindo da direita, quase não conseguindo se esquivar ao puxar sua espada. Jogou a coisa para longe de si, mirando o estranho ser humano de garras e olhos singulares a lhe encarar em ferocidade. Olhou rapidamente em volta e como se fosse cronometrado barulhos de lutas começaram a se espalhar por todos os lados do acampamento... como haviam falhado daquele jeito?
Novamente o meio youkai veio para cima de si, mas antes que pudesse lhe tocar algo o atingiu em cheio e apenas assistira a cabeça do hibrido despencar de seu corpo enquanto o jato de sangue sujara sua cara.
–Por favor Ryou-san, me escute – Miku voltou a pedir ao guardar sua espada suja de carmesim em sua cintura — ... não há mais nada que possam fazer, estão cercados e logo ativarão a barreira, eu não quero que morra, por favor...
–Eu não vou... – o comandante voltou a se negar, porém foi interrompido por braços em seu pescoço e uma boca pequena colada na sua enquanto uma língua lhe invadia afoita e o corpo pequeno se colava ao seu.
–Por favor... venha comigo... – o ameniano pediu mais uma vez, voltando a puxar o pulso do inerte shiroyamiano, desta vez levando-o consigo.
Ryou seguiu a corrida humanamente apressada do outro por reflexo... sua cabeça ainda processando o que havia acontecido ali.
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Não sabia em qual momento haviam parado no chão, e muito menos havia contado quantas vezes se derretera em prazer... mas já devia ter sido tempo o suficiente, apesar de que seu corpo não parecia concordar consigo.
O outro havia pegado em um sono breve, a se julgar por sua respiração, há poucos minutos... e ainda assim mantinha os braços ao redor do corpo alvo deitado sobre seu peito... como se quisesse deixar claro que quando acordasse ainda o teria mais...
“Tão descuidado...”
O pensamento debochado lhe invadiu o cérebro junto a um rápido relampejar tristonho... não poderia desperdiçar aquela oportunidade... desperdiça-la seria admitir que jamais mataria aquele homem dentro de si... precisava matá-lo... precisava...
Kouyou ergueu a cabeça, se movendo com cuidado e retirando o braço do general de cima de si... era melhor que o outro ainda estivesse dormindo... lhe poupava dúvidas e luta. Sabia que ao longe os soldados shiroyamianos deveriam estar provando o inferno em terra... mas àquela distância não era capaz de sentir nenhum deles... estava tão calmo...
“Quem é o hipócrita agora, Kouyou?”
Sorriu em desdém para si mesmo... havia por certo se tornado alguém horrível...
Se levantou e pegou a parte de cima do kimono do moreno pelo o chão da mata, sua roupa estava completamente rasgada... não poderia aparecer daquele modo na frente dos homens de Byou e de Kazuki. Se vestiu apenas com aquilo, mal tampando suas intimidade direito, mas serviria. Fez o nó da cintura ao mirar o corpo nu e adormecido do companheiro no chão...
–Como pode ter facilitado tanto? – perguntou em um sussurro baixo – dormir diante de seu inimigo é...
Voltou a se aproximar do shiroyamiano, tornando a se deitar levemente sobre o peito deste, ouvindo as batidas calmas do coração alheio por um breve segundo de tempo... seria um erro guardar aquilo como uma última recordação? Levantou o rosto para mirar a face adormecida daquele homem... lembranças que não queria ter ... seu peito doeu, seu shaman se revirou e ameaçou reclamar, por isso tratara de expurgá-lo dentro de si, silenciando-o ...
O dedo indicador tocou sutilmente o lábio farto daquele que era seu companheiro... daquele que irremediavelmente amava... como seria se tudo tivesse sido diferente?
Não podia pensar naquilo, não devia... já não havia mais volta... nada poderia voltar...
Ao menos uma última lembrança...
–Yuu... – sussurrou baixinho, fechando os olhos e subindo mais a cabeça, depositando um singelo e leve beijo na boca alheia...
Segurou suas lágrimas e voltou a se erguer, se pondo de joelhos ao lado do corpo deitado. Respirou fundo e mirou o céu novamente... outro ponto luminoso... havia acabado... e agora quase tudo estaria realmente terminado...
Levantou as mãos e uma de sua espada se materializou de modo lento entre seus dedos, a ponta em uma reta certa para o coração do moreno adormecido... seria rápido... seria rápido...
Espremeu os olhos fechados e uma lágrima rubra desceu pela face ao descer os braços... já não havia mais volta.
–PAPAI – a voz fina gritou e quando o líder ameniano abrira as pálpebras sua espada havia acertado apenas o chão terroso da mata, o corpo do moreno já não estava mais ali, e seu filho se encontrava a poucos metros a sua frente... olhando-o com medo e lágrimas nos olhos. Procurou rapidamente o general, sentindo a ponta de uma lâmina em sua nuca... não devia ter se distraído tanto... quando aprenderia a lição?
–Por que isso Kou? – a voz rouca e chorosa do moreno chegou aos seus ouvidos – por que?
–Não podia desperdiçar uma chance tão propícia... – o ameniano respondera de modo atônito... aquele olhar de seu pequeno para si... não gostava nada daquilo.... seu pequenino estava... com raiva?
Yuu mirou o filho mais a frente, uma lágrima caindo pela face entristecida... Jogou sua espada para o lado, levando a mão à cabeça e dando as costas à cena... poderia ser imprudência sua, mas simplesmente estava sem saber o que fazer...
Decidiu por pegar sua calça ao chão, não poderia permanecer daquele jeito na frente de seu pequeno rei e sabia que por mais negro que o coração de seu amado houvesse se tornado, este jamais faria nada para traumatizar seu próprio filho.
–Vocês não fizeram as pazes? – o pequenino perguntou em uma face chorosa – Papai ia machucar o papai Yuu?
E ouvir seu pequenino chamar o outro de pai fez os olhos vermelhos do ameniano se alarmarem... um estranho calor ameaçou nascer em seu peito, mas a deteve antes mesmo de se iniciar... no lugar dele uma raiva tremenda se instalou em si... não bastava lhe tirar a família, o povo, a felicidade e a casa... aquele homem também queria lhe roubar o amor de seu filho?
–Não chame este homem de pai... – murmurou entre dentes para o pequenino. Riki recuou... jamais vira aquele olhar do pai... aquele não era o seu papai... ele não era alguém assustador daquele jeito.
Kouyou se pôs de pé e mirou o moreno atrás de si, lhe encarando agora de modo recomposto e até mesmo... indignado?
–Não ouse falar assim com ele – Aoi bradou em direção ao amado – está assustando-o.
–Ele é meu filho, não me diga como lidar com ele – Uruha rugiu de volta.
–Ele é meu filho também, tenho todo direito – Yuu voltou a retorquir.
Kouyou bufou em ira, dando as costas para o companheiro.
–Escapou dessa vez, é melhor não tentar outra – rugiu para o moreno, se materializando ao lado do pequeno e pegando-lhe a mão – vamos pra casa, amor...
Se sobressaltou quando a mãozinha sumiu de dentro da sua e o filho se colocara a sua frente. Os olhinhos pequenos lhe encararam franzidos e altivos... seu pequeno jamais havia agido de tal forma para cosigo, o que aquele maldito havia feito a ele?
–Eu não quero ir com você, vou ficar com o papai Yuu... – Riki bradou seriamente em sua voz melodiosa.
–Riki... o que está dizendo meu amor? – Kouyou sorriu em descrença... aquilo só podia ser brincadeira – não é hora de brincar meu pequeno...
–Papai está errado, eu não vou ficar com um papai que faz maldades – Riki interrompeu o ameniano – eu amo mais o papai Yuu que você...
Um barulho ecoou pela clareia, os olhos negros do general se estupefaram rapidamente, se franzido logo em seguida ao ver o que tinha se passado bem diante de si.
Kouyou não acreditara no que fizera, os orbes vermelhos se alarmando e se enchendo de lágrimas rubras.
Riki levou a mãozinha à bochecha avermelhada pela bofetada que recebera do pai e os olhinhos negros choraram mudamente.
Aoi se apressou em pegar o filho em seu colo, se afastando logo em seguida do ameaniano atônito diante de si.
–Quem é você? – a voz acusativa do moreno bradou em indignação – você não é o Kouyou... Kouyou jamais faria isso a ninguém, muito menos a um filho...
Uruha não soube responder, apenas permaneceu imóvel... o olhar perdido... o que tinha feito? Por que fizera aquilo?
Yuu sentira presenças conhecidas se aproximarem e esperou rapidamente por estes chegarem ao local... por que diabos estariam ali? Se fosse para avisá-lo de algo deveriam mandar um dos soldados do destacamento dragão...
Uma formação de dezenas de soldados invadiu o espaço, todos em posição de guarda ao identificarem o líder ameniano mais a frente, mas este não parecia enxergar ninguém... não parecia enxergar nada.
–Fomos atacados senhor, todos os outros estão mortos, apenas alguns fugiram para o limite de Shiroyama, híbridos e mercenários, ele não veio sozinho – um de seus comandantes lhe avisou.
Yuu rugiu em frustração e voltou a mirar o mórbido companheiro alguns metros mais adiante, um olhar ligeiramente raivoso, mas com seu toque de melancolia...
–Não devia ter feito isso, Uruha... eles não tinham culpa – o moreno gritou para o amado -... maldição Kouyou, eu só queria ficar ao seu lado, seu idiota...
–Eu não te quero ao meu lado – a resposta morta parecia quase impulsiva quando saiu dos lábios delicados do líder ameaniano e daquela vez suas palavras cravaram uma estaca imaginária no peito do moreno.
Yuu fechara seu semblante, decidido a não mais se importar.
–Prendam... – iniciou sua ordem, porém sentiu presenças desconhecidas a se aproximar... não teriam tempo – estão vindo, recuem em direção a Shiroyama — ordenou.
–Mas senhor, e ele? – um dos comandantes questionou ao mirar o Takashima.
–Não há tempo, temos que nos reagrupar – ditou por fim- vão – vociferou em autoridade, recebendo um assentir sincronizado em resposta.
Logo os soldados corriam pela mata e entre eles Yuu lançou um último olhar ao atônito amado. Apertou o filho que ainda chorava contra o seu peito e fechou os olhos.
Aoi desapareceu em um vulto e não tardou para que o silêncio fosse a única coisa a preencher aquele lugar junto ao ameniano que caia sobre os joelhos. Sua espada sumiu de sua mão e a cabeça de fios curtos se abaixou... um soluço ecoou pela mata...
–O que eu fiz?
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– Kai-sama, um mensageiro da frente de batalha está aqui – a voz veio por detrás da porta da média sala e Kai se sobressaltou levemente com o que ouvira... se Yuu enviara um comunicado oficial e não uma mensagem clandestina... boa coisa não era.
O cientista se apressou em abrir a porta, olhando rapidamente o soldado ali parado.
–Fique de guarda, não deixe ninguém entrar ou sair – ordenou.
O soldado assentira cordialmente em continência e o Yutaka não tardara em ganhar o corredor enquanto o subordinado adentrara o local, averiguando o que teria ali.
–Shou-san? – estranhou ao mirar o corpo mais a frente, deitado em uma maca alta. Se virou para fechar a porta atrás de si e não conseguiu reprimir a curiosidade, trabalhar para aquele homem causava isso em qualquer um – o que Kai-sama estaria fazendo agora? – questionou em estranheza, se aproximando do corpo adormecido do ex-senhor de Hana.
Se sobressaltou quando os olhos fechados deste se abriram e deu passos para trás em espanto.
–Shou-sama? – perguntou em exasperação.
E como se fosse estranhamente rígido o Kazamasa se sentou, voltando as pernas para fora da maca, abrindo os olhos novamente e mirando o soldado adiante.
O olho direito normalmente castanho, mas o esquerdo, que sempre era tampado por um acessório, possuía uma sinistra coloração negra em completo, e um ponto muito pequeno na coloração branca no meio provavelmente pretendia ser uma íris.
–Você... – a voz séria do ex-senhor de Hana estatuou para o jovem soldado a frente e este de um modo completamente anormal perdeu toda a vivacidade em seu rosto. Os olhos mórbidos parecendo hipnotizados e o corpo completamente rígido — ... se mate...
Como se fosse uma verdade absoluta o soldado puxou sua espada de maneira rápida, levando-a ao pescoço e decapitando a si mesmo.
O sangue sujou o solo e o cadáver despencou ao chão.
Um sorriso de lado bailou na face Kazamasa.
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– O exército de Aoi-san foi quase que completamente dizimado em uma armadilha do Uruha – Um Rui de cabelos curtos falou de modo estranhamente mórbido, como se realmente não se importasse.
–Isso mais cedo ou mais tarde aconteceria – Yuuto deu de ombros – eles não são mais necessários, melhor que matem uma ao outro... facilita mais as coisas para mim.
–Os chineses ancoraram há algumas horas no antigo porto de Ishihara... o que deu a eles? – o monge questionara de modo curioso, dando passos precisos até o amante de pé naquele altar do salão estranhamente decorado de modo morbidamente negro.
–Nada demais... algumas invenções de Kai-san... – o bruxo deu de ombros.
–Eles não são páreos para Uruha... não acho esperto dar de mão do exército Shiroyama – Rui bufou de lado, há alguns meses o feiticeiro lhe escondia planos...
–Mas não os trouxe aqui pra isso... – Yuuto sorriu de lado — ... para isso eu já tenho outra coisa... – ampliou mais ao puxar de lábios , fitando a sua usual mesa redonda no meio do altar – sabia que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde...
Um rosto pequeno e redondo de um adormecido Riki se projetava na pedra manchada de sangue.
“Venha para mim criança”
Notas finais
Falta de inspiração
Falta de tempo
Show do D em São Paulo
Provas e trabalhos da faculdade...
Mas acho que o capítulo enorme compensa não?
Com direito a 2 lemons! u.U ( nunca vou me curar dessa doença)
Mil desculpas mesmo, mas o próximo é o último Amém
kkkkkkkkkkkkkkk
obrigada a cada um que ler e minhas notas hoje estão sem graça pq hj foi o pandemônio do Kai então desculpe qualquer coisa.
A fica é da Lissa-chan e ela por sinal me deu um lemon AOiHa com pole dance divino em "You are not alone" ( desculpe ainda não ter comentando Lissa... o Kai ta com certeza espetando meu bonequinho de voodoo pq neh....)
Bem, está aí!
Mau vejo a hora de terminar isso?
Poderiam deixar review? Onegai?
Não sabe o quanto elas ajudam quando a coisa complica aqui na cabeça ....
fuiii
Azumi-chan:Cap perfô né gente?Vamos deixar reviews???O próximo acho que será o ultimo não?
Mandem recadinho pra mim também amores,logo "TTB" estará devolta!Amo vocês até o próximo cap anjinhos ♥
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