Vigiadores do Mundo Digital
1 Prólogo
Zene descia a rua de terra. Suas sandálias estavam sujas. Ela era um garota de dezenove anos de idade, era negra e tinha um cabelo curto. Ela usava calça jeans e uma camiseta de cores tropicais que estava larga porque tinha sido dada por sua irmã mais velha. Eram cinco horas da tarde. A rua estava vazia. De repente um cara entrou no seu caminho, saindo detrás de uma casa. Ele era muito mais alto que ela.
– Olá, tchutchuca — disse ele com um sorriso malicioso.
Zene sabia que a única coisa que ela podia fazer naquela situação era correr, então ela fez isso. Ele perseguiu-a. De repente eles ouviram um relincho. Um cavalo alado usando uma máscara vermelha com um chifre estava voando. Ele estava indo diretamente para onde o homem estava. Ele virou-se e fugiu. O cavalo aterrissou deixando o homem ir embora. Zene correu e abraçou o seu pescoço.
– Unimon, eu te amo tanto! — disse ela.
Surpreendentemente o cavalo abriu a boca e falou com uma voz humana.
– Eu te amo mais, Zene.
– Vamos embora daqui juntos!
– E para onde nós devemos ir?
– Para o Mundo Digital.
– Eu vou te seguir para onde você vai.
…
O mundo digital era um universo à parte. Era um mundo novo inteiro com florestas, montanhas, planícies, mares e digimons. Digimons eram programas de computador, mas tinham sentimento e pensamentos assim como humanos. Seu habitat inicial foi o Mundo Digital, mas assim que começaram a surgir pontes entre ele e o Mundo Real, os digimons começaram a escapar para o universo dos humanos, e humanos começaram a entrar no mundo dos digimons. Unimon era um digimon.
Zene ouviu falar sobre um portal para o Mundo Digital não muito longe de onde ela vivia. Ela viajou com Unimon dias e noites, a égua carregando ela nas costas, parando às vezes para descansar. Depois de uma longa jornada elas alcançaram a base de uma grande montanha. O portal estava na boca de um vulcão. Poderia ser muito perigoso estar lá durante uma erupção, então ela esperava que não acontecesse uma quando ela fosse cruzar o portal. Elas descansaram uma última vez antes de deixar o Mundo Real e voaram para o topo da montanha. Chegando lá elas sentiram o poderoso calor da lava. Olhando pelo buraco elas podiam vê-la, vermelha e derretida, mas não havia sinal de um portal. Na verdade Zene não estava certa de como ele devia parecer. Por um momento ela considerou a possibilidade de que não havia portal lá e aquilo era uma mentira. Mas Unimon notou algo estranho. Lá embaixo, perto da lava, havia uma luz fraca. Era uma trilha de luz formando um círculo. Deve ser isto, pensou Zene. Ela montou no lombo de Unimon e elas fizeram seu último voo antes de entrar no Mundo Digital descendo pela cratera do vulcão. O calor era quase insuportável. Quando eles estavam prestes a alcançar o círculo de luz a lava começou a se aproximar deles mais rápido. O vulcão estava entrando em erupção! Unimon bateu suas asas freneticamente tentando alcançar o portal. A lava estava quase engolindo eles e então eles cruzaram o círculo de luz. A lava desapareceu apesar de o calor ainda estar perseguindo elas. Elas estavam agora voando sobre uma ampla planície verde. Por todo lado flores rosas e amarelas apareciam. Elas viram ao longe uma fila de joaninhas do tamanho de cachorros voando. Do outro lado um girassol gigante com pernas, braços e um rosto caminhava devagar.
– Nós conseguimos! Este é o Mundo Digital! — exclamou Zene alegre.
O girassol estava caminhando na direção deles.
– Olá! — ele disse — Meu nome é Sunflowmon. Qual é o de vocês?
– Eu sou Zene! Muito prazer!
– Eu sou Unimon!
– Bem vindas ao Mundo Digital, Zene e Unimon!
– Obrigada!
– Eu estou muito feliz! Eu posso ver bondade em vocês! — de repente seu sorriso desapareceu quando ela viu algo atrás de Zene — Oh não! Picodevimon! Eles estão aqui de novo!
Zene e Unimon se viraram. Um grupo de morcegos monstruosos vinham voando. Enquanto eles voavam eles lançavam injeções nas flores e na grama e faziam elas apodrecerem instantaneamente. Zene estava chocada.
– Por que eles estão fazendo isso? — ela perguntou.
– Eles são digimons vírus. Eles matam e destroem por diversão.
Zene nunca imaginou que podia haver esse tipo de digmons cruéis.
– E ninguém faz nada? — ela perguntou.
– Eu não posso enfrentá-los. Juntos eles são mais fortes que eu. — disse Sunflowmon.
– Nós temos que fazer algo, Unimon! — disse Zene.
– Você está certa, Zene. — ela respondeu — Vamos pará-los.
A história dos digimons começa.
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