A Planície da Carga estava silenciosa no momento em que Ray e Kentarumon a atravessavam. Kentarumon era um digimon com forma humana acima da cintura e de cavalo abaixo. Ele também tinha um canhão ao invés de sua mão direita. Ray estava sobre seu lombo de cavalo. Ele era um homem jovem com um cabelo longo e marrom e usava roupas velhas. Kentarumon estava galopando rápido. Eles se aproximaram de uma pequena vila de casinhas feitas de barro.

– Você está vendo alguém? — perguntou Kentarumon.

– Não, disse Ray — Nem mesmo os moradores...

O digimon parou na primeira fila de casas. Ray desmontou e começou a andar por ali.

– Olá! Somos nós, Ray e Kentarumon!

Algumas portas se abriram. Pequenos digimons saíram e se aproximaram. Yuki Agumon, um digimon lagarto pequeno falou:

– Bem vindos, vigiadores. Nós estávamos esperando por vocês. Obrigado por ajudar.

– De nada, Yuki. Você sabe que pode contar comigo e Kentarumon. — disse Ray — O que está acontecendo? Tendo problemas com os Goblimons ladrões?

– Ah, nós podemos lidar com os goblimns. É algo maior que está nos assustando.

– Um cara mau realmente grande. — disse Pumpkinmon.

– Ele pegou os menores e nos disse para dar toda a provisão que nós temos ou nós não íamos vê-los de novo!

– Ok, qual é o nome dele? — perguntou Kentarumon.

– Nós... Nós não sabemos o nome dele. — disse Yuki Agumon — Mas ele parece perverso e tem uma arma estranha. E ele vive subindo a montanha.

– Então vamos lá, Ray.

– Tenham cuidado. — dise Yuki Agumon.

Quando eles estavam sozinhos escalando o morro ao lado da vila, Ray disse:

– Eu estou um pouco apreensivo. Eles não nos disseram muito sobr o poder do inimigo.

– Se houvesse alguém mais forte que eu por esses lados nós já teríamos ouvido falar dele. — respondeu Kentarumon.

– Esse cara parece alguém novo nesses lados.

– Não importa muito quanto poder ele tem. Eu não vou deixar ele fazer nenhum mal aos bebês.

– Xi, eu estou ouvindo alguma coisa.

Eles pararam e escutaram. Havia dois caras conversando.

– Você tem certeza que eles eram cinco?

– É claro que sim, eu peguei eles!

– Você tem certeza que sabe contar?

– O que? Você está sugerinco que eu não sei?

– Bem, você nunca realmente tentou aprender direito.

– Você é um bastardo! Mas... não importa. Nós vamos devolver só esses quatro.

– Olá! Aqui! — disse uma voz baixa perto de Ray e Centarumon. Eles olharam para cima. Sobre uma rocha havia um pequeno inseto verde com uma concha espinhosa cobrindo a parte de baixo do corpo.

– Eu consegui escapar deles! — disse o inseto.

– Ok, você fica comigo. — disse Ray, pegando-o.

Caminhando silenciosamente eles seguiram o rastro das vozes até uma caverna, e escondidos por um pedregulho assistiram à cena. Um digimon vermelho e adulto com forma de demônio estava sentado fora da caverna. Dentro dela havia um adolescente humano e quatro digimons em-treinamento agrupados em um canto.

– Vamos lá. Eu pego dois e você pega dois. — disse o demônio.

– Ray... — sussurrou Kentarumon.

– Ok. — disse Ray.

Kentarumon pulo de trás do pedregulho e apontou seu canhão na direção do demônio.

– Devolva as crianças! — disse ele.

O demônio riu.

– Por que eu devia obedecer você?

– Porque senão eu vou pulverizar você.

– Hahaha! Você está brincando!

– Não, ele não está. — disse Ray, entrando no campo de visão deles.

– Ah, então aí está o que você perdeu! — disse o adolescente quando viu o digimon na mão de Ray.

– O que eu perdi? O que você devia estar fazendo, você não deveria vigiar eles também? — disse o demônio.

– Vamos parar com essa conversa fiada e entregar as crianças logo ou vocês vão estar com grandes problemas. — disse Kentarumon.

O digimon demônio pegou um tridente no chão.

– Agora — ele disse — vamos ver quem é que vai ter problemas. Mark! — ele se virou para o adolescente.

– Ok, Boogeymon, vamos começar! Aponte diretamente para o peito dele!

Boogeymon correu na direção de Kentarumon e tentou acertá-lo com os espinhos do tridente. Com um movimento rápido Kentarumon segurou o cabo da arma. Ele ergueu-a com Boogeymon agarrado à ela e jogou-os para um lado. Então ele apontou o seu canhão na direção dele.

– Canhão Pergseguidor!– disse Kentarumon.

Uma grande bola de luz saiu do seu canhão e passou por cima de Boogeymon, acertando uma rocha atrás dele que explodiu. Uma nuvem de poeira foi deixada no seu lugar. Caído no chão Boogeymon viu tudo. Ele levantou-se e seus olhos estavam arregalados.

– De... Desculpe! Você pode levar as crianças de volta para a vila — disse ele.

– Você percebeu uma mudança, Kentarumon? — disse Ray — Agora vá e junte-se ao seu amigo sob a vigilância de Kentarumon.

– Sim, senhor — disse Mark sarcasticamente enquanto ele saía do caminho.

– Como eles trataram vocês? — perguntou Ray aos quatro digimons em-treinamento e bebê na caverna.

– Eles parecem assustadores mas não mordem — disse um Koromon.

– Mas a comida deles é terrível — disse um Nyaromon.

– Kentarumon vai carregar vocês de volta para a vila. Mas antes que a gente vá, eu preciso falar com aqueles caras.

Ele se virou para encarar Mark e Boogeymon.

– Nunca mais façam algo como isto de novo, vocês entenderam?

– Sim — disse Mark.

– Prometam.

– Nós prometemos não fazer isso de novo.

– Se eu e Kentarumon soubermos que vocês estão fazendo algo de errado de novo vocês vão descobrir que os vigiadores não são sempre tão piedosos.

Mark e Boogeymon arregalaram os olhos.

– Vocês são vigiadores? — perguntou Boogeymon.

– Sim. E esse é nosso território protegido. — disse Centarumon — Não façam confusão por aqui de novo.

– Nós estamos indo embora agora. Não se preocupe — disse Mark.

– Vocês podem ir agora — disse Ray.

Mark e Boogeymon se viraram e foram embora.

Ray e Kentarumon voltaram para a vila com os digimons bebês. Eles foram recebidos com felicidade. As crianças logo foram levadas para receber cuidados, mesmo não estando machucadas. Ray e Kentarumon foram aplaudidos. Yuki Agumon disse:

– Graças aos céus que nós temos vocês watchers para nos proteger.

– É recompensador ajudar. — disse Ray sorrindo — Se vocês precisarem de nós de novo não hesitem em nos chamar.

– Tchau! — disse Kentarumon.

– Tchau! — responderam os digimons da vila.

– Até mais! -disse Ray.

Kentarumon foi embora galopando para a Planície da Carga.