Vidas Imperfeitas
18 Capitulo 18
Por sorte, já era tarde o suficiente para todos estarem dormindo, a casa estava completamente silenciosa. Alice abriu a porta devagar, não queria que ninguém visse o estado de Jasper, que não obedeceu a parte do silêncio, saiu correndo escada acima fazendo o maior barulho com os sapatos. Alice revirou os olhos e o seguiu após trancar a porta.
Entrou no quarto dele, que estava sentado na cama, tinha passado em seu quarto e pegado uma maleta de primeiro socorros, se aproximando dele.
— Vem, deixa eu passar um anestésico na sua sobrancelha — ela chamou e ele a olhou duvidoso, mas aceitou, se aproximando da lateral da cama e sentando na frente dela. Alice molhou uma gaze com analgésico e encostou na pele dele, que pulou.
— Aí, isso arde! — Ele acusou segurando o braço dela.
— Para com isso e não grita.
— Esta ardendo — ele reclamou novamente fazendo Alice revirar os olhos; se levantou e circulou a cintura dela a puxando para perto dele. — Tenho coisa melhor para fazer com você — Alice sentiu seu corpo se arrepiar e seu ventre se contrair quando ouviu as palavras de Jasper. Ele tinha um poder sobre o corpo dela fora do comum, foi para beijá-la, mas ela se virou, precisava se lembrar da discussão deles há dois dias atrás, das palavras dele. Viu-o suspirar e se soltou das mãos dele, se separando.
— O que foi agora? — Ele perguntou cruzando os braços, Alice o olhou incrédula, ele só podia estar de brincadeira.
— Você quer mesmo que eu diga qual o problema? — Ela perguntou com raiva, ele passou as mãos no cabelo andando de um lado a outro.
— Você não entende — começou parando olhando para ela. — Eu não quero um filho agora, eu não me sinto me preparado, Alice! — Falou e ela balançou a cabeça.
— E eu me sinto por acaso? Você acha que eu queria isso? — Ela elevou a voz apontando para a própria barriga. — Eu não queria — ela completou sussurrando, seus olhos já estavam cheios de lágrimas.
— E o que você quer que eu faça, Alice?! Porque eu não sei o que fazer.
— Eu só queria que você me ajudasse a resolver esse problema, Jasper, droga! Eu não sei o que eu faço — Alice começou a chorar. — Eu só precisava que você sentasse comigo e chegássemos a uma solução, mas não, você me humilhou, me xingou e só faltou me expulsar do quarto do motel — Alice soluçou chorando e Jasper engoliu em seco.
— Eu sei que errei com você, essa era a última coisa que eu imaginava que você iria me falar, me desculpa — disse realmente arrependido. — O que você quer fazer de VERDADE em relação a isso? — Ele perguntou frisando a palavra verdade e ela olhou para as próprias mãos.
— Eu queria fazer um aborto — ela disse baixo e ele arregalou os olhos.
— VOCÊ TÁ LOUCA?! — Ele gritou e Alice olhou para a porta.
— Fala baixo, seu idiota, você quer acordar todo mundo?
— Você só pode tá louca mesmo, você não vai fazer um aborto — ele falou firme e sério.
— Porque não? — Ela bateu o pé colocando a mão na cintura. — Não me venha dizer que é assassinato, que é matar alguém, porque nós dois sabemos que isso pra você nunca foi um problema — e realmente não era, Jasper administrava os assuntos ocultos do pai há um bom tempo e, como todo mafioso, já tinha matado, roubado e sequestrado, mas para ele aquilo era diferente, nunca tinha mandado fazer nada contra crianças, ele mexia com adultos.
— É diferente, é uma criança, sangue do nosso sangue — ele afirmou e Alice olhou para o chão.
— E o que você quer que eu faça? Eu não posso criar essa criança, eu não quero nem imaginar quando minha família e a sua descobrir tudo isso — ela falou e Jasper sentou na cama. Àquela altura, parte do efeito da bebida ja havia saído do seu sangue e ele estava completamente sóbrio.
— Nós vamos ter que arriscar, nem que a gente entregue essa criança a alguém ou para algum orfanato, mas aborto está fora de questão — Alice o olhou emburrada.
— Agora você que está louco, eu não posso seguir com essa gravidez, tudo vai mudar, minha vida, minha mente e o meu corpo, aliás, meu corpo já está diferente, Jasper, eu já estou com três meses, Bella disse que eu tinha sorte que mal tenho barriga, tenho que aproveitar enquanto a sorte está do nosso lado e acabar logo com isso — ela falou angustiada e ele se levantou, furioso, segurando o braço dela.
— Olha aqui, eu estou dizendo que você não vai fazer um aborto, não me desobedeça, se você fizer essa merda, você vai ver o eu que faço com você — ele ameaçou e Alice o olhou, agora furiosa, puxando o braço.
— O corpo é meu e eu faço com ele o que eu quiser, você não me venha agora querer dar uma de bom moço quando você fez toda aquela palhaçada no motel — ela acusou.
— O corpo é seu, mas o filho é meu, faça essa merda que eu conto a todo mundo a verdade, arrisque para você ver — Alice paralisou, sabia que Jasper não era de ameaçar sem cumprir.
— Você não pode me obrigar a ficar com essa criança — ela disse mais alto.
— Não quero que você fique com essa criança, só não quero que você a mate, você não pensa não, Alice?! — Ele falou também alto bem perto do rosto dela. — Você está de três meses, é arriscado, já pensou se você morre? Ou se você tem algum problema? Se depois disso você não puder mais ter filhos? Estúpida! — Ele falou bravo, nunca foi de medir palavras com ninguém além dos pais e não seria diferente com Alice.
— E o que você vai fazer? Criar a criança? Porque você é um irresponsável, mal cuida de si mesmo — as palavras dela atingiram Jasper em cheio, já sabia de tudo isso, porém ele não planejava ficar com a criança, sabia que não seria um bom pai, ele não fazia o tipo bonzinho, não mesmo, ele era frio e cruel.
— Não, não vou criar a criança, mas posso achar alguém que queira criá-la — ele disse e Alice riu sarcasticamente.
— Você é louco — ela se sentou na cama passando as mãos no rosto, se levantou e ia sair do quarto, não queria conversar mais com ele, porém ele a puxou pelo braço fazendo o corpo dela bater com o dele, ele a puxou para um beijo, de primeira ela não retribuiu, entretanto ele insistiu e ela acabou cedendo. Era sempre assim, ela sempre acabava cedendo a ele.
Sentiu a mão dele em sua coxa subindo seu vestido enquanto a outra segurava o cabelo dela com força, ele apertou sua coxa fazendo ela passar as pernas ao redor da cintura dele, seu vestido apertado foi parar em sua cintura, sentiu o membro dele por cima da calcinha e da calça que ele usava. Alice gemeu.
Jasper deitou-a na cama e tirou sua camisa com ajuda de Alice, estava louco para se enterrar nela, não aguentava ficar longe dela, ainda mais quando ela o ignorava e ficava se esfregando em outro homem. Pensar nisso fez ele ficar furioso e mordeu o pescoço dela, chupando em seguida, queria marcar ela como dele. Não sabia o que estava havendo com ele, mas desde quando ela lhe contou que estava grávida, algo dentro dele o tomou dizendo que ela era dele, ouviu ela gemer alto e a beijou enquanto as mãos dele subiam o vestido dela, se afastou dela para tirar o vestido e olhou aquele corpo delicioso deitado, totalmente entregue a ele.
Tirou sua calça levando junto sua cueca, liberou seu membro duro e grosso, olhou para Alice que o olhava e lambia os lábios, ela engatinhou até ele abocanhando seu membro, Jasper soltou um gemido alto.
— Porra Alice, assim você me mata, mulher — ele disse arfante, segurou nos cabelos dela quando ela engoliu todo o membro dele. — AAH! — Gemeu, Alice sentiu o membro dele inchar em sua boca, Jasper sentia que a qualquer momento iria gozar, puxou Alice para cima. — Quero gozar nessa buceta gostosa — ele disse rouco e Alice gemeu.
Jasper praticamente arrancou o sutiã de Alice, voltando a deitá-la, desceu a calcinha lentamente, fazendo Alice gemer em frustração.
— Molhadinha — ele disse passando o dedo na buceta dela, enfiou o dedo nela rápido arrancando um gemido alto e sorriu, tirou o dedo e começou a lamber. Amava fazer oral em Alice, amava o gosto que ela tinha, na verdade, ela era uma das poucos mulheres que ele já fez oral, transava com muitas, mas nunca tinha preliminares; no máximo, elas faziam um boquete e pronto, não gostava de muita melação, porém, com aquela mulher, tudo era diferente.
Sorriu ao ouvir ela gemer seu nome, passou a língua pelo clitóris dela e enfiou dois dedos dentro dela fazendo-a gritar de prazer, ficou passando a língua e os dedos até que sentiu que Alice chegaria ao ápice, acelerou ouvindo ela gritar seu nome.
— OH JASPER!! — Alice gritou gozando, Jasper se levantou e deitou por cima dela, entrando nela forte e rápido, penetrou ela com toda a vontade que prendeu esses dois dias.
Ele metia forte dentro dela, beijou a boca dela, que gemia alto, ele gemeu ao sentir o quanto apertada ela estava.
— Delicia! — Ele gemeu, aumentando as estocadas.
— Oh! — Alice gemia descontroladamente, tinha transado dois dias antes, mas parecia que não fazia isso há um mês ou mais, não se reconhecia. — Jasper!
— Isso, geme o meu nome — ele falou a ela. — Geme o nome do seu dono, cachorra.
— Oh Jasper — Alice gemeu mais alto, Jasper sentiu ela apertar seu membro, sinal de que ela estava quase gozando de novo, então saiu de dentro dela, ouvindo um resmungo.
— Quero você de quatro — ele pediu e ela obedeceu ficando de quatro para ele. — Empina essa bunda gostosa — ele mandou dando um tapa na bunda dela, que gemeu e empinou ainda mais, ele voltou a penetrá-la forte, quase bruto, o que arrancou um gritinho dela, Jasper começou lento e Alice gemeu de frustração fazendo ele sorrir.
— Tá bom assim ou você quer mais?
— Mais.
— Mais o quê?
— MAIS FORTE — ela falou irritada e ele começou a bombear rápido, várias e várias vezes até sentir que ia gozar.
— PORRA! — Ele gemeu alto elevando a cabeça e apertando a cintura dela, sentiu ela chegar no ápice em seguida, Alice caiu na cama ofegando e Jasper se jogou ao lado dela também ofegante. Alice se acalmou, sentiu Jasper puxá-la pela cintura e se encostou a ele, queria dormir, aquela noite tinha dado tudo o que tinha que dar, sentiu Jasper encostar a cabeça no cabelo dela e fechou os olhos sendo levada pelo sono.
Acordou assustada, tinha tido o mesmo sonho da garotinha correndo, passou as mãos no rosto abrindo o olho lentamente, a claridade entrava pela enorme janela. Olhou para a própria barriga vendo a mão grande de Jasper espalhada por ela, olhou no relógio que tinha na parede e ainda era muito cedo, com certeza ninguém teria acordado ainda. Novamente sentiu aquela tremidinha no ventre, voltando sua atenção para sua barriga, suspirou e tirou o braço de Jasper de cima de seu corpo, se sentou vendo ele se mexer e se virar para o outro lado ainda dormindo, se levantou e vestiu seu vestido, pegou tudo o que havia dela lá e foi para o seu quarto.
No corredor, deu de cara com Bella saindo do quarto das meninas. Respirou aliviada por ter sido ela, não saberia o que fazer se fosse um de seus irmãos ou até mesmo seu pai.
— Você estava no quarto do Jasper? — Bella perguntou rindo e ela assentiu, sorrindo sem graça. — Conversaram?
— Mais ou menos, depois eu te conto.
— Vai logo pro seu quarto, você deu sorte que não foi seu irmão, Edward passou a noite pra lá e pra cá — Bella contou.
— Por quê?
— Kaila estava com febre e ele levantava por minuto para ver como ela estava — Alice suspendeu as sobrancelhas olhando para a cunhada, que completou. — Eu precisava ter uma noite de sono que prestasse — Bella explicou.
— Tudo bem, fui — Alice disse entrando em seu quarto, pensou na possibilidade de Edward ter escutado algo na noite anterior e isso fez seu coração acelerar, deitou na cama só de calcinha e voltou a adormecer.
...
Bella abriu os olhos, olhou para o lado e o marido ainda dormia, sorriu passando as mãos nas costas dele carinhosamente, beijou seu ombro largo.
Ele tinha ajudado bastante na noite passada, Kaila teve febre e acordou várias vezes de noite chorando e, na maioria delas, Edward quem foi vê-la. Bella tinha concordado em ser ele a ir ficar com ela, admitia que, nas duas primeiras vezes que Edward voltou do quarto das meninas dizendo que Kaila queria ela, ela pensou em ir, mas desistiu, precisava achar uma forma de juntar Kaila ao pai e fazer a menina desapegar um pouco dela, afinal, quando a viagem acabasse, só ficariam juntas nos finais de semana. Pensar nisso fez seus olhos se encherem de lágrimas, a verdade é que já estava apegada demais a pequena e não seria uma noite que faria elas se desapegarem. Pensou no que Edward disse sobre pegar a guarda dela, porém conhecia o marido e não acreditava muito nisso.
Decidiu se levantar, deixaria ele dormindo mais um pouco. Fez sua higiene pessoal e se arrumou, no dia seguinte seria a festa dos sogros e já estava imaginando suportar toda aquela gente metida a besta e que se achava melhor que todo o mundo.
Decidiu ir até a cozinha, naquele horário todos já deviam ter tomado café. Pensou onde estariam seus filhos, entrou no quarto das meninas e nenhuma delas estava lá, depois foi para o quarto dos meninos e, assim como o anterior, ninguém estava lá. Viu Rosalie sair de seu quarto e aproveitou para perguntar.
— Bom dia — ela desejou chamando a atenção da amiga.
— Bom dia.
— Viu meus filhos?
— As meninas foram na cidade com a minha mãe e Jane, Pietro está no campo jogando bola.
— Vou descer, preciso comer alguma coisa, eles comeram?
— Comeram, só Kaila que comeu pouquinho, mas isso não é novidade — Bella revirou os olhos.
— Tenho que levar essa menina no médico quando a gente voltar.
— Ah e eu tenho uma coisa pra te dizer — Bella olhou desconfiada para Rosalie e riu.
— O que? — Rosalie riu antes de dizer, sabia que a amiga iria pirar.
— Aparentemente Julia amou Renee — Bella arregalou os olhos.
— É o que, Rosalie?
— Sério, desci hoje quando acordei e as duas estavam no maior papo na sala, porém Charlie não estava com cara de quem estava gostando da "amizade" das duas — Rosalie completou.
— Ai ai, preciso conversar com Julia — Bella disse emburrada.
— Você não pode impedir uma relação entre as duas, Bella, o que aconteceu entre você e ela não tem nada a ver com Julia — Rosalie disse, recebendo um olhar indignado de Bella.
— Claro que tem, não quero ela perto dos meus filhos e muito menos Charlie — Bella respondeu com raiva.
— Tudo bem, você quem sabe. Vou para a piscina, está todo mundo lá, depois você vai pra lá — Bella assentiu vendo Rosalie descer as escadas. Ela bufou, era só o que faltava mesmo Renee de amizade com os seus filhos. Seguiu para cozinha e se assustou quando deu de cara com Renee e Ryan aparentemente discutindo.
— Nós precisamos conversar, Ryan — Renee falava irritada, mas sussurrando.
— Não temos nada para conversar, eu já te disse.
— Se eu estou dizendo que temos é porque temos.
— Para com isso, me deixa em paz, eu já falei — Ryan falou ameaçadoramente. Quando Renee ia falar algo, Bella decidiu interromper e tossiu chamando a atenção dos dois, que a olharam assustados.
— Bom dia — ela falou sarcástica entrando na cozinha.
— Bom dia — eles desejaram, Ryan ainda encarava Renee furioso.
— Onde está Ester, Ryan? — Ela já sabia que a mulher tinha saído, mas espera que ele lê-se as entre linhas e ele entendeu.
— Saiu com Jane e as pequenas, bom, com licença — ele respondeu e saiu, deixando apenas as duas lá se encarando, Bella respirou fundo olhando séria para Renee.
— Ele é casado e não é bonito uma mulher e um homem casados ficarem sussurrando pelos cantos — Bella disse curta e direta.
— O que está insinuando, Bella? — Renee disse irritada, se tinha uma coisa que elas tinham em comum, era a facilidade de se irritarem.
— Eu não estou insinuando nada — Bella respondeu virando as costas e abrindo a geladeira de onde tirou uma caixa de leite. Renee não tinha saído da cozinha, ainda estava lá sentada na cadeira encostada no balcão, então Bella decidiu dar o aviso logo. — Ah, só pra mim não esquecer, fique longe dos meus filhos — ela avisou e Renee revirou os olhos.
— Você não pode me impedir de falar com eles.
— Claro que posso, eles são MEUS filhos — Bella olhava abismada para a mulher, era muita cara de pau a dela.
— São meus netos, você não pode negar isso, Bella, por mais que queira, não vai mudar o fato de que você é minha filha — Renee disse recebendo um olhar furioso de Bella.
— Você não é minha mãe, deixa de ser ridícula!
— Você que está sendo ridícula — Bella colocou as mãos na cintura olhando para Renee.
— Você é muito cínica mesmo — Bella falou. — Só pode tá maluca pra dizer que é minha mãe, mãe é quem cria, não quem faz o que você me fez — Bella começava a ficar verdadeiramente furiosa.
— Você não sabe de nada.
— Você é quem não sabe de nada, de nada mesmo, então não me venha com essa de que é a minha mãe, você não me conhece e não sabe da minha vida — Bella guardou de volta a caixa de leite e saiu da cozinha. — Perdi a fome.
Ela bufava de raiva. No meio do caminho, encontrou Ryan, que a olhava apreensivo, porém Bella apenas mandou um olhar frio para ele e seguiu para o jardim onde Rosalie estava, a amiga a olhou com o cenho franzido.
— Aconteceu alguma coisa? — Rosalie perguntou e Bella contou por cima a discussão que teve com Renee, não falou as partes que incluíam Ryan, não iria comprometer o homem.
— Agora, é muita cara de pau a dela, abrir aquela boca pra dizer que é minha mãe — Bella falou, em seguida escutou a voz das meninas gritando.
— MAMÃE! — As três meninas vinham correndo, cheias de sacolas, enquanto Jane e Ester vinham logo atrás também com sacolas. Sofia foi a primeira a chegar abraçando Rosalie, seguida por Julia, que fez o mesmo com Bella e por último Kaila, que tentava correr com as sacolas nas mãos, sendo que as sacolas eram maiores que ela, Bella e Rosalie riram da pequena.
— O que é tudo isso? — Bella perguntou as três.
— Brinquedos — Julia respondeu.
— E quem deu esses brinquedos a vocês? — Rosalie perguntou.
— A tia Jane e Tia Ester — Kaila respondeu colocando as sacolas em cima da mesa.
— E vocês agradeceram? — As três assentiram, Jane e Ester se juntaram a elas na mesa e Bella agradeceu pelos presentes das filhas. As meninas abriram as bonecas e as coisas de cozinha, Bella riu da animação de Kaila, ela estava radiante tanto quanto Sofia, Julia já estava acostumada a ter presentes e brinquedos então para ela não tinha a mesma animação das outras duas.
As mulheres se viraram para olhar para uma Alice que saia de dentro de casa ainda de baby-doll, com os olhos quase fechados e os cabelos bagunçados, Bella começou a rir quando a viu, sendo seguida pelas outras mulheres.
— Que situação é essa? — Bella perguntou vendo a cunhada se sentar na cadeira.
— Viram o Ben? — Ela perguntou e as mulheres negaram. — Onde ele se meteu?! — Ela perguntou para si mesma.
— Já tentou ligar pra ele, querida? — Ester perguntou.
— Já, mas ele não atende.
— Talvez ele está ocupado, Alice — Rosalie falou.
— É, vocês não saíram ontem à noite? Talvez ele achou uma companhia — Jane completou, Alice bufou e deu de ombros.
— É, deve ter sido isso — ela deu meia volta e entrou dentro da casa. Para sua infelicidade, bateu com Jasper, ela o olhou de cima a baixo, ele estava apenas com uma bermuda e a olhou suspendendo uma sobrancelha.
— Porque você saiu da cama? — Ele perguntou, Alice arregalou os olhos e olhou para os lados checando se ninguém estava ali e, para seu alívio, não estava.
— Porque eu tenho uma cama, não preciso dormir na sua — ela respondeu grossa, ainda estava furiosa com ele, ele gargalhou cínico e estendeu a mão para acariciar o rosto dela, que deu um passo para trás. — Não me toca, seu palhaço!
— O que você tem? Ainda tá com raiva?
— É claro que eu estou, você me ameaçou!
— Ameacei e vou cumprir, trate de se preparar, só vou esperar a festa dos seus pais amanhã, no outro dia, nós vamos contar da gravidez e da nossa decisão — ele disse firme e Alice saiu deixando ele sozinho, ela estava com raiva, na verdade furiosa, entrou em seu quarto batendo a porta com força.
— Estúpido, ridículo, grosso, otário — ela o xingava enquanto dava murros em seus travesseiros, ela se jogou na cama exausta e chorando, pegou em sua barriga apertando seu ventre com as unhas. Na cabeça dela, só pensava que a culpa era daquela criança, se ela não existisse, tudo estaria normal e ela teria curtido toda essa viagem tranquilamente, suas unhas cravaram na pele com tanta força que sangrou um pouco, o ódio de Alice pela criança só aumentava.
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