Vidas Cruzadas
42 Capítulo 42
Notas iniciais
Tobias
Estou no altar esperado pela Tris, mas ela já está demorando muito, será que ela não quer mais casar? Não é possível, nós somos tão felizes juntos e ambos esperamos muito por esse momento. Afasto os pensamentos ruins da minha cabeça e continuo parado lá com Zeck e Caleb ao meu lado, já que são meus padrinhos. Alguns minutos depois vejo o Andrew se aproximar apressadamente com o Theo nos braços e falar alguma coisa no ouvido da Natalie. Fico ainda mais nervoso quando vejo o olhar assustado da Natalie e vou até eles.
— Aconteceu alguma coisa? — Pergunto preocupado.
— Eu estava esperando a Tris do lado de fora da sacristia, ela me disse que iria retocar a maquiagem, mas como ela estava demorando muito e eu ouvi o Theo chorar, entrei e ele estava lá sozinho, chorando e nem sinal da Tris. — Andrew fala desesperado. Saio correndo em direção a sacristia e a Tris, realmente, não está lá.
— Ok, gente, se isso for uma brincadeira é de muito mal gosto, onde está a Tris? — Pergunto e vejo que todos me olham, mas ninguém fala nada. Vejo um vestido pendurado em uma das cadeiras e um papel em cima de uma mesinha ao lado da cadeira. Pego o papel e leio o seu conteúdo.
“Tobias, eu te amo, mas isso não é para mim, não posso viver essa vida, nunca planejei casar nem ter filho e de repente tudo isso aconteceu, eu achava que meu amor por você e pelo Theo seriam suficientes para encarar isso, mas percebi que não dá, preciso viver a minha vida como eu sempre sonhei e não posso fazer isso com vocês dois, sinto muito, mas preciso ir, não me procure. Torço para que um dia possa me perdoar.
Tris.”
Não acredito no que está escrito. A Tris nunca faria isso comigo, ela nunca abandonaria a mim e ao Theo, ela estava feliz, eu tenho certeza disso.
— Filho? — Por um momento esqueci que todos estavam aqui. A Natalie se aproxima de mim e pega o bilhete da minha mão já que eu não tive reação nenhuma. — Você não pode acreditar nisso, a Tris nunca faria uma coisa dessas. — Ela fala depois de ler o bilhete.
— Claro que eu não acredito, mas alguma coisa aconteceu com ela. Temos que ir a polícia. — Digo já desesperado.
— Você tem razão Tobias, vamos logo. — Ouço Andrew dizer. A Natalie volta para a igreja com a minha mãe para dispensar os convidados e o Andrew, caleb, Zeck e eu vamos para a delegacia registrar o desaparecimento da Tris. Quando chegamos a delegacia contamos para o delegado o que aconteceu, mas ele se recusa a registar o desaparecimento dela por causa do bilhete.
— Eu sei que é difícil para vocês acreditarem, mas se ela deixou esse bilhete e vocês admitem que a letra é dela não há nada que eu possa fazer. Não é a primeira vez que uma noiva foge do casamento, algumas mulheres são assim mesmo. — Não consigo segurar a minha raiva e parto para cima dele o segurando pelo colarinho.
— Não fale assim da minha mulher. — O Caleb e o Zeck me seguram pelo braço e me tiram de cima dele.
— Relaxa, Tobias, você não vai poder fazer nada pela Tris se estiver preso. — O Zeck tem razão, então tento me acalmar.
— Vocês não vão fazer nada por ela? — Andrew pergunta.
— Me desculpe senhor, mas nós não podemos desperdiçar recursos com alguém que fugiu por livre e espontânea vontade. — Tenho que me controlar para não avançar nele novamente. Saímos de lá e eu não sei o que fazer, sei que a Tris não foi embora, mas também não sei o que aconteceu com ela.
— Vamos para casa, já devem estar preocupadas conosco. — O Andrew fala indo em direção ao carro, mas eu não posso fazer isso.
— Eu não vou, tenho que procurar a Tris. — Andrew me olha e logo me compreende, ele também está tão preocupado com ela quanto eu.
— Certo, vamos procurar pela cidade, vamos ver se alguém tem alguma pista de onde ela está. — Saímos pela cidade e andamos a tarde inteira, mas ninguém tinha visto a Tris em lugar nenhum.
— Já fomos em todos os lugares e nem sinal da Tris, vamos voltar para casa e pensar no que fazer. — Ouço o Caleb dizer e não entendo como ele pode dizer isso, é da irmã dele que estamos falando, não podemos simplesmente voltar para casa, temos que continuar procurando.
— Eu não vou voltar, vou continuar procurando. — Digo e continuo andando.
— Tobias? — Zeck segura meu braço e me força a olhar para ele. — Nós não vamos encontrar a Tris desse jeito, nós já procuramos em praticamente toda a cidade, vamos para casa e lá pensamos em um plano melhor do que vagar sem saber o que fazer. Vamos lá, irmão. — Sei que ele tem razão, mas eu não posso ficar em casa de braços cruzados sem saber nada dela.
— Eu já disse que não vou voltar. — Empurro ele com força. — Vocês não entendem? Eu não posso ficar em casa sem fazer nada, ela precisa de mim, eu sei que precisa. — Grito com eles, já estou tão desesperado que não sei mais o que estou fazendo.
— Você tem que ser forte, Tobias, não pode se desesperar. — O Zeck e o Caleb me ajudam a voltar para o carro, quando percebo estamos em casa. Quando entramos todos nos olham com expectativa, a Natalie levanta do sofá com um pulo e vejo o seu olhar tão desesperado quanto o meu esperando por alguma noticia, mas a única coisa que consigo fazer é balançar a minha cabeça negativamente e no mesmo instante ela desaba no sofá chorando, não consigo ficar aqui, preciso ficar sozinho. Subo para o quarto, tiro meu terno, o jogo na cadeira e me jogo na cama. Tris, minha Tris, onde você está?
Não sei quanto tempo fico lá, deitado olhando para o teto até alguém bater na porta.
— Pode entrar. — Grito para quem quer que seja e ouço a porta se abrir, mas nem olho para ver quem é.
— Oi, filho. — Minha mãe entra carregando o Theo e se senta na cama. — Olha só quem eu trouxe. — Ela me entrega o Theo, eu o seguro e fico abraçando ele. Nesse momento ele é o mais próximo da Tris que eu posso estar, um pedacinho meu e dela. Sou tirado dos meus devaneios pela voz da minha mãe. — Você vai superar isso, Tobias. — Ela fala e eu finalmente olho para ela.
— Não tenho o que superar mãe, eu vou encontrar a Tris e nós três vamos ser muito felizes. — Me recuso a acreditar em qualquer outra realidade que não seja a Tris ao meu lado.
— E se ela não quiser ser encontrada? — Olho incrédulo para ela.
— O que você quer dizer com isso? Você não está insinuando que a Tris realmente fugiu, não é? — Ela me olha com pena.
— É uma possibilidade, filho. Ela é muito jovem e talvez tudo isso, realmente, seja muito para ela. — Ela
— Mas ela nos ama, você conviveu com a gente, você viu como nós somos felizes.
— Eu vi filho, mas talvez ela não fosse tão feliz quanto aparentava, talvez ela estivesse tentando parecer feliz, se adaptar a essa realidade, mas a verdade é que ela não planejou nada disso, uma vez ela me disse que tudo que ela queria era estudar jornalismo e ter uma carreira bem sucedida e de repente tudo mudou e ela teve que se ajustar a uma realidade que ela nunca imaginou. — Não acredito no que estou ouvindo, a Tris nunca me disse isso.
— Não é possível, nós sempre fomos verdadeiros um com o outro e ela nunca me disse isso.
— Ela nunca te disse por que te ama e sabia que dizer isso te magoaria. — Será que isso é verdade? Não pode ser.
— Não, isso não é verdade, ela nos ama. — Minha mãe se aproxima mais de mim e acaricia o meu rosto.
— Eu sei disso, meu filho, mas amor nem sempre é suficiente. Tris tinha sonhos, sonhos que ela não poderia realizar com vocês dois. Talvez tenha sido melhor assim, melhor do que vocês casarem e ela acabar te odiando. — Isso não pode ser verdade, não pode.
— Por que você está tentando me dizendo isso? — Ela solta meu rosto e respira fundo.
— Eu só quero te proteger, eu sei que você não quer acreditar nisso, mas existe a possibilidade de ela realmente ter fugido e se isso for verdade eu quero que você esteja preparado. — Me levanto da cama com o Theo e vou em direção a janela.
— Eu gostaria de ficar sozinho, por favor.
— Claro, qualquer coisa é só me chamar, eu sou sua mãe e estarei aqui para você. — Ela me dá um beijo na testa e sai do quarto. Fico lá com o Theo nos braços pensando sobre o que ela me disse, sei que faz sentido, sei que tudo indica que ela realmente fugiu, mas eu já cometi o erro de duvidar do amor da Tris antes e não o farei novamente, deve haver alguma explicação para isso e eu preciso descobrir qual.
— Sua mãe não nos abandonaria, né Theo, ela nos ama muito. — O Theo está sorrindo nos meus braços e isso é a única coisa que me conforta, saber que pelo menos o meu filho está seguro aqui comigo. Fico ninando o Theo até que novamente alguém bate a porta.
— Pode entrar.
— Oi. — A Susan entra no quarto segurando o Vestido da Tris. — Vim guardar, acabaram de entregar, tinhamos esquecido na igreja. — Ela vai em direção ao guarda roupas e pendura o vestido lá.
— Susan, você conhece ela desde criança, você acha que ela foi embora mesmo? — Pergunto a ela e não acredito que as palavras saíram da minha boca.
— Você também conhece ela e não pode acreditar nisso, ela nunca faria uma coisa dessas. — Ela se aproxima de mim na janela. — Tobias, a Tris que eu conheço, se não quisesse casar, o que não é o caso, falaria diretamente para você, a Tris nunca fugiria dessa forma. — Ela tem razão, não sei como pude cogitar essa possibilidade, mas está tudo tão confuso em minha cabeça.
— Obrigada. — Digo e ela se vai em direção ao terno que está pendurado na cadeira.
— Acho melhor guardar isso, você vai precisar para quando encontrarmos a Tris. — Quando ela está o pendurando o bilhete cai no chão. — Esse é o bilhete da Tris? — Apenas balanço a cabeça positivamente. — Posso ver? — Assinto novamente, ela pega o bilhete do chão, o lê e fica com uma expressão estranha no rosto. — Eu sabia. — Ela fala e parece animada, não entendo o motivo.
— Sabia o quê?
— Tem uma caneta aí? — Ela pergunta olhando em volta no quarto.
— Não, o que houve Susan? — Ela começa a sair do quarto, eu ponho o Theo no berço e a acompanho.
— O bilhete, você não reparou nada de diferente nele?
— Não. O que tem o bilhete? — Ela começa a descer a escadas correndo e vai para a sala, onde todos estão, ela corre para a mesa de centro onde tem uma caneta e um bloco de papel.
— Uma mensagem escondida. — Não entendo o que ela quer dizer com isso. — Quando nós éramos adolescentes nos comunicávamos com mensagens escondidas, escrevíamos um texto qualquer e colocávamos a mensagem dentro dele destacando algumas letras entre as palavras.
— Verdade, já tinha esquecido disso. — A Marlene vai para o lado dela. Olho o papel na mão da Susan e vejo que realmente algumas letras estão mais destacadas do que as outras como se ela as tivesse escrito mais de uma vez. Todos na sala olham para ela com expectativa.
— A-N-I-T-A-M-E-S-E-Q-U-E-S-T-R-O-U-T-E-A-M-O. — Ela pronuncia cada letra marcada e no inicio não entendo nada, mas quando as vejo escritas no papel logo consigo ver o sentido das palavras.
— A Nita me sequestrou, te amo. — Leio em voz alta e todos olham para mim. Eu nem lembrava mais da Nita, mas não me surpreendo ao saber que ela está por trás disso.
Tris
Finalmente acordo com uma enorme dor de cabeça, tento checar o local, mas percebo que as minhas mãos estão amarradas, assim como meus pés e ambos estão presos a uma corrente na parede, olho em volta tentando me situar, mas não consigo ver praticamente nada, está muito escuro, tento a todo custo me soltar, mas é impossível, as correntes estão muito apertadas. Ouço um barulho e de repente vejo a porta abrir e o ambiente se iluminar a Nita passa pela porta, o que não me surpreende, já que foi ela quem me trouxe aqui e logo depois dela vejo o Marcos entrando.
— Finalmente a bela adormecida acordou. — Ela fala com ironia se aproximando de mim.
— O que vocês realmente pretendem com isso?
— Não é obvio? Ter de volta o que você tirou de nós. — É o Marcos quem me responde se abaixando e ficando a centímetros do meu rosto. Viro o rosto para não ter que encara-lo, mas ele segura o meu queixo e me força a olhar para ele.
— Você destruiu as nossas vidas, depois que você apareceu na vida do Tobias tudo deu errado, mas ele é fraco, assim que se der conta de que o amor da vida dele foi embora vai ficar influenciável e nós, a família dele, estaremos lá para ajudá-lo a se recuperar e tudo voltará ao seu lugar novamente. — Não consigo me controlar e começo a rir da idiotice que ele está falando. — Está rindo de quê? — Ele pergunta apertando ainda mais o meu queixo.
— Da sua estupidez é claro, mesmo que o Tobias acredite que eu o abandonei, ele já sabe quem vocês são, ele não vai acreditar em vocês, além do mais ele tem a minha família para apoiar ele. — Dessa vez é ele quem começa a rir e em um movimento brusco ele solta meu queixo e se levanta.
— Nós pensamos nesse plano por meses, depois que tudo estiver concluído não haverá dúvidas que você fugiu, nós pegamos seus documentos e logo você estará fazendo saques e compras, tudo isso e o bilhete que você escreveu vai provar que você simplesmente o abandonou. E quanto a sua família, bem… digamos que alguém já está plantando a semente da discórdia, sabe? Em situações de tensão como essa é muito fácil as coisas serem mal interpretadas, ainda mais se tiver uma pessoa justamente com o o intuito de fazer isso. — Logo conecto os pontos, a Evelyn, esse tempo todo ela fingiu estar arrependida, mas não era verdade. A pessoa que a Nita mencionou ter ajudado ela na igreja, foi ela, a pessoa que entregou minha bolsa com os documentos também foi ela, ela está envolvida em tudo isso. — E para piorar a situação dele o filhinho de vocês vai sofrer um acidente e infelizmente não sobreviverá, o Tobias vai ficar tão arrasado e vai ser muito fácil nos fingir de arrependidos e ele nos aceitar. — Como assim o Theo não sobreviverá, eles pretendem matar o meu filho, isso eu não posso permitir. Sou tomada pela ira e tento partir para cima deles, mas sou impedida pelas correntes.
— Se vocês encostarem no Theo eu mato vocês. Estão me ouvindo? Eu mato vocês. — Grito me debatendo com as correntes.
— Eu não vejo como você vai poder nos impedir, além do mais nos não vamos encostar nele, a essa altura você já deve ter percebido que a Evelyn estava do nosso lado o tempo todo e é ela quem vai executar essa parte do plano, uma avó dedicada nunca levantaria suspeitas, não acha? — A Nita fala e cai na gargalhada, eu deveria ter imaginado, tudo isso é culpa minha, eu convenci o Tobias a dar mais uma chance para a Evelyn, fui eu quem a trouxe de volta para a nossa vida e agora eles vão sofrer por causa disso. Sinto minhas forças se esvaírem e desabo no chão chorando, a Nita tem razão, não há nada que eu possa fazer daqui. — Agora deixa eu ir fazer um saque e umas comprinhas. — Ela fala sacudindo o meu cartão de débito. — Que tal uma passagem só de ida para Paris? Você sempre quis ir para lá não é? Essa é sua oportunidade, é uma pena que você não vá de fato. — Ela sorri ironicamente e sai pela porta me deixando sozinha com Marcos.
— Você não vai conseguir cumprir esse seu plano idiota. — Minha voz soa fraca, da mesma forma como eu me sinto.
— Ah, não vou? — Ele suspira e se levanta. — Na pior das hipóteses, se o plano não der certo o Tobias vai ficar sozinho, sofrendo e isso para mim já é lucro. Eu vou te matar, mas antes eu quero me divertir um pouco com o seu sofrimento também e quem sabe, talvez, descobrir o que o meu filho viu em você, sabe de uma coisa? Você é a única mulher que o Tobias teve que eu não tive, talvez possamos resolver isso. — Ele fala enquanto desliza as mãos pelos meus cabelos até chegar a minha nuca e aproximar nossos rostos.
— Eu prefiro morrer. — Eu rosno para ele, cuspindo em seu rosto, em seguida e ele me dá um tapa tão forte que eu vou parar no chão sentindo gosto de sangue me minha boca. Ele sai da sala me deixando sozinha lá. Eu preciso achar uma forma de sair daqui ou, pelo menos, avisar ao Tobias que o Theo corre perigo, nem que isso custe a minha vida.
Passei a noite em claro pensando em como sair daqui, mas não tem como, primeiramente eu teria que me livrar dessas correntes e isso é impossível. Penso em como o Tobias deve estar nesse momento, será que descobriram meu bilhete ou será que todos pensam que eu fugi, imagino o quanto eles devem estar sofrendo. Sou tirada dos meus devaneios com a porta sendo aberta e a Nita entrando furiosamente por ela com uma arma na mão.
— Sua Vadia. — Ela já entra gritando e me segura pelos cabelos. — Você colocou uma mensagem no bilhete, agora todos sabem que eu estou com você, mas se você acha que com isso nós vamos te soltar está enganada. — Ela bate no meu rosto com a arma, mas, apesar da dor, o meu único impulso é rir, pelo menos eles sabem a verdade. — Está rindo de quê? — Ela me empurra no chão e eu caio deitada.
— De como você é patética. — Continuo rindo até que sou atingida por um chute no estômago e fico sem ar. Ela me puxa novamente pelo cabelo e aponta a arma para minha cabeça, o Marcos entrar na sala e a puxa para longe de mim.
— Você ficou louca? — Ele pergunta a sacudindo. — A culpa foi sua, como não percebeu que ela tinha deixado uma mensagem no bilhete? Isso foi incompetência sua, agora vamos ter que repensar o plano, você tem que ir para bem longe, assim, caso eles te encontrem não a encontrarão.
— Mas o plano não faz mais sentido agora, ele já sabe que eu estou com ela, nunca terei uma chance novamente com ele, então para mim nada mais importa, além do mais se me pegarem eu serei presa. Então eu vou matar essa vadia agora mesmo. — Ela vem em minha direção com a arma apontada, mas antes que ela possa disparar o Marcos atira em sua cabeça, me assusto com a cena, nunca vi ninguém ser morto antes.
— Eu bem que tentei dar uma chance para ela, mas a Nita sempre foi muito burra. — Ele fala guardando a arma dele e pegando a dela do chão. — Mas até que a burrice dela veio a calhar. Sabe, Tris? Acabei de ter um novo plano. — Ele me olha com um sorriso assustador. — Eu descobri que a Nita estava envolvida com o seu sequestro e decidi investigar por mim mesmo, pois, apesar dos meus desentendimentos com o meu filho, eu ainda o amo e quero o melhor para ele, aí eu descobri onde a Nita estava e vim atras dela, consegui encontrar você, mas infelizmente a Nita estava muito descontrolada e tive que atirar nela para salvar a nossa vida, mas ela conseguiu te atingir antes, eu tentei te levar a um hospital, mas você não sobreviveu, eu volto como um herói e o Tobias vai ficar grato por eu ter tentado salvar a sua vida. A história não fica bem melhor assim?— Ele está louco, eu preciso sair daqui.
— O Tobias nunca vai acreditar que você tentou me salvar, seu plano é inútil. Por que você não me solta, eu juro que convenço o Tobias a não te denunciar e nós te damos todo o dinheiro e a empresa. — Tento barganhar com ele, mas ele me lança um olhar que é puro ódio.
— Isso não é só pelo dinheiro, eu quero ver vocês dois sofrendo e eu vou ver. Além do mais não tem nada que me ligue a esse sequestro, eu tenho testemunhas que vão afirmar que eu estava em outro lugar até daqui a umas horas quando eu virei te salvar, ele não vai ter escolha a não ser acreditar em mim, ele já vai ter perdido você e logo depois o filho dele, ele vai estar tão arrasado e carente que eu divido que ele não perdoe o papai. — Nesse momento ele atira em mim e eu sinto uma dor insuportável que me faz apagar na hora.
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