Notas iniciais
Devido à quantidade de ameaças que eu sofri pelo último capítulo, resolvi postar esse mais cedo, como sei que tem muita gente querendo ver o casamento, vou escrever um epílogo com a casamento e como ficou a vida deles. Quero agradecer decoração a todas que me acompanham desde o começo e aquelas que me acompanharam ao longo do caminho, muito obrigada mesmo, serei eternamente grata a vocês, pois, seus comentários com incentivos e algumas vezes ameaças me fizeram querer escrever mais e melhor a cada dia, essa foi a minha primeira fic e logo após o epílogo vou postar o primeiro capítulo da minha próxima fic e espero que a acompanhem e gostem tanto quanto essa, muito obrigada. Agora fiquem com o capítulo. Beijos!


Tris

Não sei por quanto tempo fiquei desacordada, só sei que acordei com uma forte dor no meu abdome, acho que a bala não acertou nenhum órgão, caso contrário já estaria morta, mas com certeza deve ter causado um estrago enorme, pois a dor é insuportável. Olho para o lado e vejo que o corpo da Nita ainda está no mesmo lugar, ainda não acredito que o Marcos teve coragem de matar ela, sei que ele nunca foi uma boa pessoa, mas não imaginava que fosse a esse ponto. Meu, Deus, como o Tobias pode ter saído de pessoas tão ruins? Sou tirada dos meus pensamentos pelo barulho da porta se abrindo. Fecho meus olhos e finjo ainda estar desmaiada, ainda não sei o que fazer, mas tenho que fazer alguma coisa, caso contrário não só eu irei morrer, como o Theo também e isso eu não posso permitir. Ele levanta meu rosto e faço o impossível para não dar sinais de que estou acordada.

— A essa altura você já deve ter perdido sangue suficiente, acho que já está na hora de te levar para o hospital e bancar o grande herói, que infelizmente chegou tarde demais. — Ele se abaixa e retira as correntes do meu pulso, vejo nisso uma oportunidade, quando ele vai tirar as correntes dos meus pés eu pego a corrente livre do meu pulso, com cuidado para ele não perceber e em um movimento rápido enrolo acorrente em seu pescoço, ele se debate, cai por cima de mim, joga as mãos para trás e puxa meu cabelo, tentando fazer com que eu solte a corrente, não sei de onde tirei forças, mas consigui segurar a corrente tempo suficiente para que ele ficasse desacordado. Não sei por quanto tempo ele vai ficar assim, então é melhor eu agir rápido, pego a chave que acabou caindo no chão e solto as correntes dos meus pés, tento me levantar, mas não consigo ficar muito tempo de pé, acho que o esforço que acabei de fazer me fez perder mais sangue. Tento chegar até a porta, mas ela está trancada, volto para onde o Marcos está caído e vasculho seus bolsos em busca da chave, mas encontro seu celular antes. Graças a Deus. Começo a discar o número do Tobias, o telefone chama uma vez, duas vezes, três vezes. — Anda logo, Tobias, atende a porcaria desse telefone. — No quinto toque ele atende. — Tobias?

— Tris? — Sua voz soa incrédula. — Meu amor, onde você está? Você está bem? Eu estava tão preocupado com você. — Fico aliviada em ouvir a sua voz, mas não posso perder tempo.

— Eu estou bem. Você está com o Theo? — Pergunto apressadamente.

— Não, ele está na casa dos seus pais, depois que descobrir a sua mensagem no bilhete eu vim atras de pistas da Nita. — Droga, meu Deus, a essa hora meu filho pode estar correndo perigo com a Evelyn.

— Tobias, me escute bem, ok? O Theo corre perigo, a Evelyn está envolvida em tudo isso, ela o Marcos e a Nita estavam juntos e eles pretendiam matar a mim e ao Theo, amor você tem que voltar pra casa e proteger o nosso menino. — Atropelo as palavras, mas espero que ele tenha entendido.

— Tris, não estou entendendo, onde você está? Me fala que eu vou te buscar. — Ele fala já desesperado.

— Não sei onde eu estou e isso não importa agora, o que importa é você salvar o Theo, me promete que não vai deixar nada acontecer com ele?

— Tris. — Ele começa a falar, mas eu o interrompo.

— ME PROMETE, TOBIAS? — Grito já desesperada, nós não temos tempo, cada segundo que passa as chances da Evelyn matar o Theo aumentam.

— Ta bem, eu prometo, já estou voltando para casa, mas me diz onde você está. — Ele também está bastante desesperado.

— Eu não… — De repente o telefone é arrancado bruscamente da minha mão e sou atingida por uma pancada muito forte no rosto.

— Eu deveria te matar agora, sua vadia. — Ele me dá mais um tapa forte no rosto. — Olá filho… Você vai fazer exatamente o que eu mandar ou a sua noivinha morre, está me ouvindo?… quem faz as ameaças aqui sou eu, você tem meia hora para chegar até a antiga fabrica de tecidos, você virá sozinho, se eu vir a policia ou quem quer que seja com você ela morre, entendeu?

— TOBIAS, PEGUE O THEO E FUJA. — Grito e sou novamente atingida pelo Marcos.

— Então sugiro que se apresse se quiser encontra-la viva. — Ele encerra a ligação e digita outros números no telefone. — Mudança de planos, trás o pirralho pra cá agora… Não me faça perguntas só trás ele. — Ele desliga o telefone e me suspende pelos cabelos. — Eu vou fazer você assistir a morte do seu filho e do idiota do Tobias e então te matar, assim vocês poderão ser uma linda família no inferno. — Ele me solta bruscamente, me dá um chute bem no lugar do tiro e sai da sala novamente. — Eu já não me importo com o que vai acontecer comigo, só espero que o Tobias tenha me escutado e consiga salvar o Theo.

Tobias

Sai com o Zeck, o Andrew e o Caleb em busca de alguma pista sobre a Nita quando recebi a ligação da Tris, não acreditei quando ouvi a sua voz, não me sentia tão aliviado assim desde o dia em que a Mia me disse que ela e o Theo estavam vivos.

— Tris? Meu amor, onde você está? Você está bem? Eu estava tão preocupado com você. — Digo apressadamente sem realmente acreditar que estou falando com ela.

— Eu estou bem. Você está com o Theo? — Ela pergunta apressadamente, mas sua voz parece fraca.

— Não, ele está na casa dos seus pais, depois que descobrir a sua mensagem no bilhete eu vim atras de pistas da Nita.

— Tobias, me escute bem, ok? O Theo corre perigo, a Evelyn está envolvida em tudo isso, ela o Marcos e a Nita estavam juntos e eles pretendiam matar a mim e ao Theo, amor você tem que voltar pra casa e proteger o nosso menino. — Suas palavras saem atropeladas, mal consigo entender o que ela está falando e o que eu entendo não faz sentido.

— Tris, não estou entendendo, onde você está me fala que eu vou te buscar. — Já estou desesperado, ela não me diz onde está.

— Não sei onde eu estou e isso não importa agora, o que importa é você salvar o Theo, me promete que não vai deixar nada acontecer com ele? — Ela realmente está desesperada, o que eu não daria para poder conforta-la agora.

— Tris. — Tento perguntar mais uma vez onde ela está, mas ela me interrompe.

— ME PROMETE, TOBIAS? — Ela grita no telefone.

— Ta bem, eu prometo, já estou voltando para casa, mas me diz onde você está. — Tento mais uma vez descobrir onde ela está. Preciso saber onde ela está e traze-la para mim com segurança.

— Eu não… — De repente sua voz some.

— Eu deveria te matar agora, sua vadia. — Ouço a voz do Marcos e sinto meu coração gelar, o que ele fez com a Tris?

— Olá filho, você vai fazer exatamente o que eu mandar ou a sua noivinha morre, está me ouvindo? — Sinto nojo ao ouvir sua voz, pensei que nunca mais o veria novamente.

— Se você fizer algum mal a Tris eu te mato está me ouvindo? — Falo com a raiva transbordando em mim.

— Quem faz as ameaças aqui sou eu, você tem meia hora para chegar até a antiga fabrica de tecidos, você virá sozinho, se eu vir a policia ou quem quer que seja com você ela morre, entendeu? — Então é lá que ele a está mantendo, só de imaginar esse monstro com a a Tris fico apavorado.

— TOBIAS, PEGUE O THEO E FUJA. — Ouço o grito da Tris e depois um barulho, cerro meu punho já imaginando que ele está a machucando.

— Se alguma coisa acontecer com ela você vai se arrepender.

— Então sugiro que se apresse se quiser encontra-la viva. — Ele encerra a ligação e eu quase quebro o telefone de tanta raiva e frustração.

— Tobias? O que foi? Você está pálido. — Zeck fala se aproximando de mim.

— Mas uma pista da Nita. — Tento despistá-lo.

— Que bom, vamos atrás dela. — Eu não posso leva-lo comigo.

— Não, acho melhor eu ir sozinho, essa pista pode não dar em nada e não temos tempo a perder, é melhor você ficar aqui com os outros e tentar descobrir se mais alguém viu a Nita. — Ele parece não ter gostado da ideia.

— O Andrew e o Caleb podem ficar aqui, eu vou com você. — Ele não vai desistir assim tão facilmente.

— Não eu vou sozinho. — Digo de forma seca e já vou andando até o carro, não posso perder tempo aqui, a Tris precisa de mim.

— Nem pensar, eu vou com você? — Ele fala de forma firme e continua me seguindo.

— Não vai não. — entro no carro, bato a porta e já dou partida o deixando lá, foi uma ótima ideia termos vindo em dois carros ao invés de um, assim posso ir embora sem problemas. Entro no carro ligo para a Natalie, ela está em casa com a minha mãe e o Theo.

— Oi, Tobias. Alguma novidade? — Ela pergunta apreensiva.

— Não, o Theo está com você? Minha mãe está aí? — Ainda não consigo acreditar que a minha mãe está envolvida nisso.

— Não, ela acabou de sair, foi levar o Theo na casa da Susan para ele mamar e eu fiquei aqui para o caso de vocês ligarem. — Droga, tarde demais.

— Tudo bem, qualquer coisa eu te ligo, tchau. — Me apresso em encerrar a ligação, ela não pode desconfiar de nada. Volto a me concentrar na estrada, a antiga fabrica fica longe, espero que consiga chegar a tempo.

Faltando apenas três minutos para o prazo que o Marcos me deu eu paro o carro em frente a fábrica e vejo o Marcos parado em frente a ela com um a arma na mão, mas nem sinal da Tris, saio do carro e vou em direção a ele.

— Pensei que não conseguiria chegar a tempo. — Ele fala com um sorriso.

— Pois, eu estou aqui, onde está a Tris? — Pergunto me aproximando dele.

— Ela está lá em baixo te esperando. — Fico de frente para ele e ele aponta a arma para mim. — Pode ir andado e sem gracinhas ou eu atiro em você. — Eu continuo andando e ele vem logo atras de mim com a arma apontada para a minha cabeça. Ele me diz a direção por onde devo ir e chegamos até uma porta, quando ele abre a porta vejo a Tris deitada no chão e muito sangue em volta dela, tento correr em sua direção, mas sou impedido pelo Marcos quem segura meu braço, ainda com a arma apontada para mim.

— Não tão rápido. — Ele fala e vejo a Tris levantar o rosto devagar e olhar assustada para mim.

— O que você está fazendo aqui? Eu te disse para pegar o Theo e fugir. — Vejo lágrimas se formando em seus olhos e desejo matar o Marcos por estar fazendo isso com ela.

— Eu vim te buscar. — Falo carinhosamente, tentado conforta-la um pouco. Vejo que ela está muito pálida e há hematomas em seu rosto. — O que você fez com ela, seu desgraçado? — Pergunto a ele sem tirar os olhos da Tris.

— Nada comparado com o que eu ainda vou fazer. — Sinto novamente a raiva borbulhar dentro de mim e a única coisa que eu quero fazer é pular em cima dele e bater até que ele esteja morto, mas infelizmente não posso fazer nada. De repente ouço a porta se abrir e vejo a Evelyn passando por ela com o Theo nos braços, olho para a Tris e vejo o desespero em seu rosto. Ela tenta se levantar com dificuldade. — Ei? O que pensa que está fazendo, volte para o chão. — O marcos ordena caminhando até onde a Evelyn está. Conforme ele se aproxima do Theo a Tris se abaixa novamente voltando para o chão. O marcos pega o Theo no colo e aponta a arma para ele. — Então esse é o meu neto. O famoso Theo. — Tento andar até ele. — Eu não mandei ninguém sair do lugar. — Ele anda com o Theo ficando próximo a mim novamente. — Então, quem eu devo matar primeiro. O pai ou o filho? — Ele fala olhando para a Tris e ela começa a chorar.

— Por favor, pode me matar, mas deixe os dois irem, eu te imploro. — Ela fala chorando, mas o Marcos sorri.

— Acho que primeiro o filho, não é? Assim eu posso ver os pais sofrendo. — Ele não teria coragem de matar o Theo, não acredito que alguém possa matar uma criança, ainda mais o próprio neto, isso deve ser uma jogada para conseguir tirar dinheiro de mim, mas o dinheiro não me importa, nem todo dinheiro do mundo vale a vida do meu filho.

— O que você quer, Marcos? Pode dizer, eu te dou qualquer coisa, apenas nos deixe ir. — Tento barganhar com ele, não aguento vê-lo ameaçando a minha família.

— Não se preocupe, Tobias, eu vou ter tudo que eu quero, inclusive a satisfação de vê-los sofrendo antes de morrer.

— Você não precisa mata-lo, o plano era só matar ela e a criança. — Vejo Evelyn falar pela primeira vez desde que entrou na sala.

— O que foi? O instinto maternal lhe atingiu agora, Evelyn? Um pouco tarde não acha? — Ele fala com ironia.

— Só acho desnecessário matá-lo. Ele é nosso filho no fim das contas. — Olho para ela e não consigo sentir nada além de nojo. Não acredito que fui burro a ponto de achar que ela havia mudado.

— Então esse foi o seu plano desde o começo? — Não consigo esconder o nojo na minha voz.

— Sim. — Ela responde sem um pingo de remorso. — Nunca aceitei você ter escolhido essa aí ao invés de nós sua família e não reconheço essa criança como meu neto. — Como ela pôde

— Bela família eu tenho, uma mãe que é capaz de matar o próprio neto e um pai completamente sem escrúpulos. Sempre estive melhor sem vocês.

— Ok, apesar de achar lindo esse momento em família, se não quiser ver seu filho morrer pode sair. — Ele fala e ela se retira da sala, ainda sem mostrar remorso.

— Onde estávamos? Ah! Digam adeus ao Theo. — Ele aponta a arma novamente para o Theo e eu olho para a Tris e vejo o que ela pretende fazer. Ela se levanta.

— Por que não me mata primeiro, Marcos? — Ela fala andando com dificuldade na direção dele.

— Eu já disse que você vai ser a última — Ele desvia o olhar para a Tris e aponta a arma para ela. — Mas nada impede que eu atire em você novamente. — Eu aproveito sua distração e e me jogo sobre ele tomando cuidado para não machucar o Theo. O Marcos é pego de surpresa e eu consigo tirar o Theo dele, com a queda a arma caiu de sua mão.

— Fuja, Tobias. — Ouço a Tris falar, mas ao invés de sair pela porta eu vou na direção dela e a abraço ainda segurando o Theo. O Marcos alcança novamente a arma e aponta para a gente, abraço a Tris e o Theo para tentar protege-los e ouço o barulho de um tiro sendo disparado, mas não sinto nada, então a bala não me atingiu, olho para a Tris e o Theo e vejo que eles também não foram atingidos, finalmente olho para o Marcos e o vejo caído no chão. Olho para a porta e vejo o Andrew parado com uma arma na mão, ainda apontada na direção do Marcos.

— Andrew, o que está fazendo aqui? — Ele desvia o olhar de onde o Marcos está e nos olha.

— Eu vi você saindo sozinho e o Zeck me disse que você parecia estranho, logo percebi que tinha alguma coisa errada, todos falam do sexto sentidos das mães, mas nós pais também temos, sabia? — Ele vem em nossa direção e abraça a Tris, que mal consegue ficar em pé.

— O que houve com ela. — Ele pergunta preocupado.

— O Marcos atirou nela. — Respondo entregando o Theo para ele e a pegando no colo.

— Então vamos sair logo daqui, ela precisa de um médico. — Ele fala e começamos a andar para a saída, do lado de fora vejo o Zeck segurando a Evelyn, ele deve tê-la detido antes que ela conseguisse fugir. Não perco meu tempo com ela, vou direto para o carro e coloco a Tris no banco de trás. Ela está muito pálida, já está quase desmaiando.

— Aguenta firme, meu amor. — Lhe dou um beijo e sigo para o banco do motorista. Andrew entra no carro com o Theo e põe a cabeça da Tris no colo, sigo apressadamente para o hospital mais próximo, chegamos ao hospital e logo a Tris é levada para a sala de cirurgia.

— Pronto, já avisei a todos, eles estão vindo para cá. — Andrew me diz e se senta ao meu lado.

— Onde conseguiu a arma? — Pergunto tentando me distrair.

— Sempre tive, mas mantinha no carro, a Natalie nunca quis ter armas em casa, mas ainda bem que eu discordo dela. — Nós dois sorrimos e eu pego o Theo do seu colo.

— Ainda bem mesmo, muito obrigada, Andrew. — Eu serei eternamente grato a ele por isso.

— Não tem o que agradecer, ela é minha filha. Você achou mesmo que eu ficaria parado vendo ela correr perigo? — Isso sim é um pai de verdade. Ficamos lá conversando até o restante da família e os amigos aparecerem. — A Natalie vem correndo em nossa direção e pega o Theo do meu colo.

— Graças a Deus vocês estão bem. — Ela fala abraçando o Andrew e depois me abraçando. — E a minha filha, como ela está?

— Na sala de cirurgia, ainda não tivemos noticia. — Respondo e ela se senta ao nosso lado.

— Não acredito que a Evelyn teve coragem de fazer uma coisa dessas, tentar matar o próprio filho e neto? Que tipo de monstro faz isso. — Ela pergunta incrédula. Não respondo nada por vergonha. — Onde ela está agora?

— O Zeck a levou para a delegacia, parece que ela está confessando tudo. — O Andrew responde por mim.

Após uma eternidade um médico vem em nossa direção.

— Beatrice prior? — Ele pergunta olhando em volta e todos nos levantamos.

— É a minha esposa, doutor, como ela está? — Não consigo conter a minha ansiedade.

— Ela já está fora de perigo, nós conseguimos retirar a bala e por sorte não atingiu nenhum órgão, ela perdeu muito sangue, mas vai ficar bem. Logo ela estará em um quarto e vocês poderão vê-la. — Novamente sinto um alivio ao saber que realmente ela vai ficar bem.

— Obrigada doutor. — Ele apenas assente e sai. Pouco tempo depois vamos para o quarto onde a Tris está, no começo há uma pequena confusão, pois a enfermeira não permite que todos nós fiquemos no quarto, mas todos protestam e no final ela acaba permitindo.

Ficamos lá até a Tris acordar, o que leva bastante tempo, quando ela abre os olhos encontra todos no quarto e sorri, sento com o Theo ao lado dela na cama e lhe dou um beijo.

— Oi. — Digo e ela sorri parecendo cansada e abraça o Theo.

— Você tem que parar de fazer isso com a gente, já está ficando chato te visitar no hospital. — O Zeck brinca e todos sorriem.

— Concordo plenamente. — A Tris responde com a sua voz fraca. E nós continuamos sorrindo e brincando.

Por um instante olho a minha volta e vejo todas aquelas pessoas, sorrindo e fazendo piadas uns sobre os outros e percebo que apesar de ter perdido, definitivamente, a minha mãe e meu pai hoje, a minha família está completa, são todas essas pessoas a minha volta, pessoas que não hesitam um segundo quando se trata de proteger a quem amam, pessoas que veem o amor como a coisa mais importante do mundo, essa é realmente a minha família, pessoas que eu aprendi a amar e que me amam apesar de todos os meus defeitos.

Amor palavra que, a pouco mais de um ano atrás, eu não conhecia o real significado, até uma criatura baixinha esbarrar comigo na rua e cometer o ato mais improvável que foi levar um estranho para casa. Consigo me lembrar o exato momento em que eu me apaixonei por ela, foi quando a vi sentada na mesa para tomar café sem se importar que havia um completo estranho em sua casa, olho para ela e vejo a mesma pessoa aqui na minha frente e sei que não posso fazer nada além de amá-la mais a cada dia.

Passei muito tempo dormindo e a Tris me acordou, me acordou para viver de verdade, para amar, com sua força, lealdade e coragem ela me fez enfrentar tudo o que me mantinha preso e descobrir a liberdade do amor, descobrir que realmente existe amor incondicional, que eu não precisava me enquadrar em um padrão para que as pessoas gostassem de mim. Finalmente posso ser eu e saber que mesmo com tudo que me torna imperfeito serei amado.

Nosso amor é como uma chama, sempre acesa e que queima com muita intensidade, mas ao contrário do que dizem, uma chama que queime com tanta intensidade foi sim feita para durar.

Notas finais
bem, espero que tenham gostado. Beijos e até o epílogo que eu pretendo postar até o fim de semana.