Notas iniciais
Bom dia, meninas, mais um capítulo para vocês, espero que gostem, não vou me alongar muito, pois, estou morrendo de sono. Boa leitura.

Tris

Acordei no meio da noite e percebi que dormi entre meu pai e minha mãe, olho para o relógio no criado mudo e vejo que já são três e vinte e dois, me levanto tentando não fazer barulho e passo na cozinha, para beber água, antes de voltar para o meu quarto. Quando estou descendo as escadas percebo que tem alguém na cozinha, vou até lá e vejo Evelyn no telefone, mas que coisa estranha, ligação a essa hora. Ela me vê e se assusta um pouco.

— Tris? Desculpa, tenho que desligar agora, depois nos falamos. — Ela desliga o telefone rapidamente. — O que faz acordada a essa hora? — Ela pergunta um pouco nervosa, o que é estranho.

— Posso te fazer a mesma pergunta, o que faz aqui em baixo? — Pergunto um pouco desconfiada, por mais que eu tenha decidido dar uma chance para ela, sempre terei um pé atras.

— Recebi uma ligação da família que eu conheci na Itália e vim atender aqui em baixo para não acordar ninguém.

— Ligação a essa hora? — Vou até a geladeira e pego uma garrafa de água.

— Por causa do fuso-horário. — Faz sentido, são nove horas de diferença, lá já é dia.

— Eu acordei agora, mas já estava voltando para a cama, só vim beber um pouco de água. — Tomo um pouco da minha água.

— Eu já vou subindo, tentar voltar a dormir. — Ela sorri um pouco sem graça e se vira para ir embora.

— Ah, Evelyn. — A chamo e ela se vira de volta para mim. — Quero te pedir desculpas pela atitude da minha família mais cedo, sei que te convidei para vir e você não esperava ser tratada dessa forma. — Ela solta um riso amargo.

— Você está enganada, eu já esperava ser tratada dessa forma. __ Estranho, se ela já esperava ser tratada assim, então por que vei?.

— Então por que aceitou vir? — Perguntou tomando um pouco mais da minha água.

— Não é óbvio? Pelo Tobias, tudo que eu faço agora é por ele. — As palavras dela, não sei por que, me causam um arrepio. — Ela se vira novamente e segue em direção a escada. Termino de tomar a minha água e volto para o quarto, checo o Theo no berço e ele está dormindo, Tobias faz o mesmo na nossa cama, entre debaixo dos lençóis com cuidado para não acordá-lo, mas não consigo e ele acorda na hora, depois do nascimento do Theo o sono do Tobias ficou bastante leve, ele acorda com tudo.

— Tudo bem? — Ele fala com a voz arrastada, e ainda bastante sonolento.

— Tudo, pode voltar a dormir. — Ele se ajeita, me abraça e volta a dormir. Ainda levo um tempo para dormir, fico pensando na reação da Evelyn quando lhe perguntei por que ela estava acordada, se fosse apenas a ligação da Itália ela não deveria ter ficado nervosa, certo? E suas palavras finais, eu não entendi muito bem o que significavam, ela parecia diferente, não sei como explicar. Isso deve ser coisa da minha cabeça, eu sempre ficarei com um pé atras como ela, mas não tenho motivos agora, ela está se comportando muito bem e merece a minha confiança. Após algum tempo, pensando sobre isso, volto a dormir.

Acordei com o Theo chorando e vi que o Tobias não estava mais na cama. Levantei e peguei o Theo para o amamentar, pouco tempo depois o Tobias entrou no quarto com os cabelos molhados, provavelmente acabou de tomar banho.

— Bom dia, amor. — Ele vem em minha direção e me dá um beijo. — Dormiu bem?

— Dormi sim e você? — Ele se senta ao meu lado na cama e alisa a cabeça do Theo.

—Dormi, sim. — Ele ficou ali apenas assistindo a cena. Terminei de amamentar o Theo e o entreguei para ele para que eu pudesse tomar banho.

Sai do banho e todos já estavam sentados a mesa, que fica no quintal, para tomar café, meu pai segurava o Theo enquanto o Tobias comia.

— Bom dia. — Disse ao abrir a porta.

— Bom dia. — Todos responderam e eu me sentei ao lado do Tobias.

— Não aguentou e já entregou seu filho para o o avô? — Falei brincando com o Tobias enquanto ele servia um prato com algumas coisas para eu comer.

— Eu não, o avô quem praticamente sequestrou ele do pai. — Ele fala sorrindo.

— Eu não tenho culpa se o meu neto é a coisa mais linda do mundo. — Meu pai levanta o Theo e o sacode um pouco, o que faz o Theo sorrir.

— Ainda bem que a Shai vai chegar logo assim vocês deixam o meu filho em paz um pouquinho. — Me inclino um pouco para poder dar um beijo na cabeça do Theo. — Quando elas vão ter alta?

— Amanhã e vão ficar aqui em casa um tempo, para ajudarmos a Susan nesse começo. — Se minha mãe pudesse teria todos nós morando na mesma casa. — Ah, filha, já que você decidiu que o casamento vai ser aqui, o que acha de começarmos os preparativos? — Já pensei em tudo, vai ser um casamento bem simples, assim como eu e o Tobias.

— Tudo bem mãe. — Respondo e volto a comer.

— Podemos ir depois do café. Quer ir com a gente, Evelyn? — Olhei para a minha mãe surpresa, mas feliz com a sua atitude.

— Quero sim, obrigada. — Evelyn pareceu animada com o convite.

Tomamos café e saímos, para a minha surpresa minha mãe e Evelyn se deram bem, o ruim disso é que elas se uniram para fazer uma festa do jeito que elas querem e esqueceram completamente do que eu tinha dito para elas que queria fazer. Elas querem uma festa grande e eu algo simples, mas nem adiantou todos os meus protestos, no fim da tarde já tinha salão, decoração e várias outras coisas decididas e o pior, nada do meu gosto. Voltamos para casa perto da hora do jantar e quando chegamos encontramos os garotos na sala assistindo TV, estou cansada e chateada, então apenas murmuro um “boa noite” e subo para o quarto sem esperar uma resposta. Pego a banheira do Theo e vou dar um banho nele, quando entro no quarto novamente vejo o Tobias sentado na cama.

— Algum problema? Todos repararam que você não está de bom humor. Elas brigaram muito?— Respiro fundo e me sento ao lado dele com o Theo nos braços.

— Não, felizmente não, mas se uniram para fazer a cerimônia do jeito que elas querem, não levaram em consideração a minha opinião. — Inclinei a minha cabeça e a encostei em seu ombro, instantaneamente ele me abraçou.

— Eu vou conversar com a elas, o casamento é nosso e a sua opinião é a mais importante de todas.

— Não, não precisa. Elas finalmente estão se dando bem, não quero estragar tudo, pelo menos elas estão unidas nisso. Eu acho que se elas continuarem juntas na preparação do casamento vão acabar se dando bem de verdade, sabe? — Ele apoia a cabeça dele na minha.

— Você está mesmo considerando abrir mão de ter a cerimônia que você queria só para que nossas mães se dêem bem? — Sua voz soa incrédula.

— Estou sim… quer dizer, o casamento é só um dia, né? A forma como a relação delas vai ser é pra vida toda e vai afetar mais as nossas vidas do que eu ter que aguentar uma cerimônia que eu não quero.

— Eu não canso de perceber o quanto você é incrível. Mas você realmente deveria pensar mais sobre isso, é o nosso casamento eu não quero que você fique infeliz nesse dia. — Me afasto um pouco dele e o olho nos olhos.

— Você vai estar lá, não é? — Ele me olha um pouco confuso.

— Claro que eu vou.

— Então, eu vou ficar feliz, não importa a cerimônia, contanto que você esteja lá será um dia feliz. — Ele me beija e ouvimos batidas na porta.

— Hora do jantar. — É a voz do meu pai.

— Já estamos descendo. — Nos levantamos e descemos para o jantar.

***

As semanas seguintes foram mais tranquilas, depois que eu aceitei que não faz diferença o tipo de cerimônia parei de me irritar com as decisões delas, até porque isso realmente as aproximou, as duas parecem velhas amigas.

As deixei escolher a decoração, o bolo, o bufê e tudo mais foi escolha delas, mas tem uma coisa que eu não abro mão de escolher, o vestido, mas toda vez que saio com as duas elas ficam dando opinião sobre o vestido e não me deixam escolher o que eu quero, então faltando apenas uma semana par ao casamento e eu ainda não tenho um vestido.

Decidi sair apenas com a Marlene, que agora já está noiva do Peter e a Susan e deixamos minha mãe e Evelyn em casa tomando conta dos bebês.

Depois de passar por várias lojas, finalmente encontrei o vestido perfeito. Fui experimentar e quando sai do provador as garotas me aplaudiram.

— Esse é o vestido perfeito. — Susan diz e se levanta para olhar mais de perto. — Olha só esses detalhes aqui que lindo. Você está linda, Tris. — Ela faz uma cara um pouco triste.

— O que foi, Susan?

— Eu deveria ter feito o mesmo que você, ter esperado a Shai nascer para casar, eu estava toda inchada e com aquela barriga enorme, agora todas as fotos do meu casamento eu vou aparecer daquele jeito. — Marlene e eu sorrimos com o seu comentário.

— Você estava linda, Susan, para com isso. — Marlene fala abraçando a irmã.

— Tá bem, mas me conta, Tris, como você conseguiu ficar com esse corpo só três meses depois de dar a luz, por que eu não consegui perder quase nada ainda. — Susan me pergunta enquanto observa os detalhes do vestido.

— Bem, eu não engordei muito durante a gravidez, isso já ajudou muito, também tiveram as duas semanas no hospital depois de o Theo nascer, e não tem como não emagrecer comendo aquela comida horrível. — Elas riem do meu comentário.

— Como você conseguiu? Eu engordei quase trinta quilos durante a gravidez. — Volto para o provador para tirar o vestido.

— Você sabe que a minha gravidez não foi das mais tranquilas e eu não tinha um noivo que fazia todas as minhas vontades. — Falo mais lato de dentro do provador enquanto troco de roupa para que elas me escutem.

— Sorte sua, agora você não está gorda. Pra falar a verdade você está até mais magra do que antes de o Theo nascer.

— É que cuidar do Theo, amamentar, isso ajuda. — Saio do provador com o vestido na mão.

— E você não está fazendo nenhum exercício? — Ela pergunta e quanto nos encaminhamos para o caixa.

— Bem… o Tobias é um bom exercício. — Nós todas rimos e eu pago o vestido.

Voltamos para casa e encontramos todos na sala brincando com os bebês, eles parecem aquelas famílias de comercial. Deixo as sacolas na porta e vou correndo abraçar o Theo, que está no colo da minha mãe.

— Vem cá, a mamãe estava morrendo de saudades. — Digo enchendo ele de beijos e a Susan faz a mesma coisa coma Shai.

— Nós também estávamos morrendo de saudades das mamães e da titia é claro. Conseguiu encontrar o vestido? — Minha mãe pergunta enquanto se levanta do chão onde estava brincando com o Theo.

— Consegui sim.

— Vai ser tão bom quando vocês vierem morar aqui. — Ela fala enquanto faz carinho no Theo.

— Como?— Não entendi de onde ela tirou isso. Olho para ela confusa.

— Eu estava falando com o Tobias sobre vocês morarem aqui em Seattle e ele achou uma ótima ideia, não é fantástico? — Ela sai em direção a cozinha. Eu volto para a porta, pego a sacola com o vestido e vou em direção a escada olhando para o Tobias como quem diz: Sobe agora! E ele entende, pois, levanta apressado do sofá e me acompanha. Quando entramos no quarto eu ponho o Theo no berço e me viro para o Tobias.

— Ok, quer me explicar o que aconteceu? — Falo com uma voz calma.

— Eu só estava conversando com a sua mãe sobre como seria bom morarmos aqui perto de todos. Olha só para o Theo, ele está tão feliz aqui. — Ele fala um pouco inseguro, provavelmente já esperando que eu tenha uma reação ruim.

— Tobias, não tente usar seu filho para justificar as coisas que você quer. O Theo vai ser feliz onde nós estivermos. — Falo bem séria olhando para ele que abaixa a cabeça e depois volta a me encarar.

— Você não pode me culpar por querer que nossa família more em um lugar tranquilo, você sabe que eu adoro ficar aqui. — Respiro fundo, me aproximo dele e seguro as suas mãos.

— Eu não estou te culpando, só quero que você converse essas coisas comigo antes, afinal é a nossa vida que você está decidindo e nós dois precisamos decidir juntos o que é melhor para nós e agora vai ser impossível tirar essa ideia da cabeça da minha mãe. — Ele me olha arrependido.

— Me desculpe, nós estávamos conversando e o assunto surgiu. Mas você não acha uma boa ideia, nós comprarmos uma casa aqui e morarmos os três, o Theo vai poder ter uma infância igual a sua. — Ele me abraça e eu sinto o quanto ele quer isso, mas eu não tenho certeza se é isso que eu quero.

— E nós vamos abandonar tudo? E nossos estudos, o meu emprego, como ficam? — Ele me solta e vai em direção ao berço do Theo.

— Tudo bem nós não vamos nos mudar. — Ele fala de cara fechada.

— Eu não disse isso, só disse que nós temos que pensar bem antes de tomar essa decisão, ok? — Ele apenas balançou a cabeça e nem olhou para mim. — Ei. — Eu o chamei e ele finalmente olhou para mim. — Vem cá. — Ele veio, eu segurei a sua mão e olhei nos seus olhos. — Nós vamos conversar sobre isso e vamos decidir como uma família, só não vamos fazer isso agora, com toda essa pressão, depois que passar o casamento nós vamos sentar, ver os prós e contras e decidir o que é melhor para a gente, mas vamos decidir isso sozinhos, ok? — Olho bem para os olhos dele.

— Certo, me desculpe você tem razão, isso nós temos que decidir juntos. — Ele diz e me dá um beijo apaixonado. Quando nos falta o ar nós paramos os beijo.

— Não se desculpe, você vai falar com a Dona Natalie e convencê-la de que isso é uma decisão nossa. Porque eu não vou entrar nessa briga com ela. — Ele apenas sorri.

— Ok, eu fiz a besteira, agora eu arrumo. Mudando de assunto, posso ver o vestido?

— Claro que não! Você só vai vê-lo no casamento. — Ele me olha decepcionado.

— Isso não é justo, eu sei que você não é supersticiosa. — Ele tem razão, eu não sou, o fato de não querer que ele veja o vestido não tem nada a ver com azar ou esse tipo de coisa.

— Não sou, mas eu não abro mão de ver a sua cara de surpresa quando eu entrar na igreja com meu vestido lindo. — Digo isso enquanto me afasto dele e giro no meu próprio eixo segurando a barra do vestido que estou usando, então o Tobias me puxa para ele e me beija novamente.

— Não vai mesmo me mostrar? — Ele diz enquanto começa a beijar o meu pescoço.

— Não! — Digo com a voz firme.

— Tem certeza? — Ele coloca a mão por baixo do meu vestido e vai subindo pela parte interna da minha coxa até chegar a borda da calcinha que ele afasta com os dedos e começa a me massagear, o que me faz perder a linha de raciocínio, mas ainda sou capaz de dizer um sim bem fraco. Com a mão livre ele abaixa a alça do meu vestido e do sutiã e começa a beijar os meus seios. — Ainda tem certeza? — Ele fala entre os beijos e quando vou responder ouço batidas na porta.

— O jantar já está servido. — É minha mãe gritando atrás da porta, ainda bem que ele apenas bateu e não entrou de uma vez, como ela costumava fazer, imagina se ela vê essa cena? Tobias tira a mão de dentro da minha calcinha e afunda a cabeça no meu pescoço.

— Continuamos depois? — Ele fala no meu ouvido.

— Com certeza! — Ele ajeita a alça do meu vestido. — Tem certeza que ainda quer vir morar aqui? — Pergunto com um pouco de ironia.

— Mas nós estaremos na nossa casa. — Até parece que ele não conhece a própria sogra.

— Você fala como se isso fizesse alguma diferença, até parece que isso vai impedir a dona Natalie de viver na nossa casa, o Caleb me disse que ela vivia na dele antes de virmos para cá.

— Acho que estou começando a reconsiderar. — Sorrio do seu comentário, ele pega o Theo no berço e nós descemos para o jantar.

Notas finais
Espero que tenham gostado e no próximo capítulo já tem casamento.