Notas iniciais
Felizmente não trabalhei hoje e consegui escrever mais um capítulo para vocês. O capítulo ficou bem grande, pois, tinha muita coisa para postar e não queria postar separado, já que vocês estão muito ansiosas pela conversa da Tris e do Tobias. espero que gostem desse capítulo. Leiam as notas finais que vai ter spoiler do próximo capítulo. Beijos e boa leitura.

Tris

Finalmente estava em casa, o taxi estava parado, mas eu não tinha coragem de descer.

– Tudo bem moça, a senhorita precisa de alguma coisa? – O taxista já estava preocupado com a minha demora para descer.

– Não, está tudo bem. – Peguei a minha mala e desci do taxi.

Caminhei até a porta, mas ainda fiquei alguns minutos parada até conseguir coragem suficiente para entrar. Estava com medo da reação deles, principalmente do meu pai, ele ficará tão desapontado, mas eu já estou aqui é melhor fazer isso logo. Respirei fundo algumas vezes e abri a porta.

– Olá, tem alguém em casa? – Chamei da sala e logo vi minha mãe saindo da cozinha enxugando as mãos no pano de prato. Quando ela me viu veio correndo ao meu encontro e me deu um abraço muito forte, um abraço do qual eu senti muita falta.

– Filha, quanta saudade, pensei que você fosse ligar quando chegasse para nós irmos te buscar no aeroporto.

– Eu quis fazer uma surpresa, onde estão os outros? – Assim que eu terminei de perguntar surgiram, meu pai e Caleb na porta, corri até meu pai e lhe dei um abraço tão forte e demorado quanto o que dei em minha mãe, logo depois abracei o meu irmão, que já sabe o motivo de eu estar aqui.

– Que bom que você já chegou, filha, eu fui no supermercado comprar sorvete para você. – Meu pai levantou a sacola que ele estava carregando para me mostrar o sorvete. Meu pai sempre me mimando como se eu ainda fosse uma criança, será que ele ainda vai continuar fazendo isso depois que eu contar pra ele?

– Pai, por que o senhor não guarda esse sorvete na geladeira e volta aqui que eu preciso contar uma coisa para vocês. – Ele e minha mãe me olham, depois se olham preocupados e ele vai para a cozinha.

– Pronto, filha, já voltei, o que você precisa nos contar? Tem a ver com o seu namorado e a visita que ele nos fez semana passada?

– Tem e não tem, na verdade tem mais a ver comigo do que com ele. – Me sento no sofá e Caleb senta ao meu lado, meus pais estão sentados no sofá que fica de frente para mim. Eles me olham de forma preocupada e resolvo falar tudo de uma vez. – Mãe, pai, eu estou gravida. – Caleb segura a minha mão enquanto olho fixamente para os meus pais esperando a reação deles, eles parecem assustados, mas de repente meu pai se levanta.

– Cadê aquele desgraçado, agora sim eu mato ele. O canalha nem teve coragem de vir pessoalmente aqui para contar, mandou você vir sozinha. Mas deixa só eu encontrar com ele, a surra que ele levou do seu irmão não vai chegar nem perto da que eu vou dar nele, onde ele está? Ele veio com você e está escondido, ou nem a coragem de vir ele teve? – A essa altura meu pai já está andando de um lado para o outro da sala gritando e xingando o Tobias. – Ainda bem que vocês estão noivos e eu acho bom esse casamento sair bem rápido, viu mocinha?

– O Tobias não veio comigo e não vai ter casamento nenhum. – Meu pai para de andar e olha para mim.

– Como assim não vai ter casamento? Não vai me dizer que o desgraçado não vai assumir a criança? Quem ele pensa que é? Eu mato ele. – Me levanto e fico próxima ao meu pai.

– Calma pai, o senhor não vai matar ninguém, porque o Tobias não sabe e nem vai ficar sabendo que eu estou gravida. – Ele me olha confuso.

– Nem pensar, se ele te engravidou agora vai ter que assumir as consequências, ele querendo ou não. – Minha mãe segura o braço dele tentando fazer com que ele se acalme.

– Não se trata de ele querer ou não, eu quem não quero ele perto do meu filho, não depois do que ele fez, e a decisão é minha, se vocês estiverem decepcionados comigo por que eu vou ser mão solteira e não quiserem mais que eu venha aqui podem dizer, mas eu já tomei a minha decisão, vou criar meu filho sozinha. – Agora eu quem estou gritando e não só gritando estou chorando também. Começo a chorar e não consigo mais parar. Caleb me abraça e logo em seguida vem a minha mãe que larga o braço do meu pai e vem me abraçar também.

– Você não vai criar filho nenhum sozinha, você pode até não querer contar para o Tobias, mas você tem família e sozinha que você não vai ficar. – Minha mãe começa a alisar o meu cabelo e eu ainda não consigo parar de chorar.

– É isso mesmo, nós vamos ficar ao seu lado Tris e pode deixar que eu vou cuidar do meu sobrinho como se fosse meu filho. – Fico feliz ao ouvir as palavras deles, mas não totalmente feliz, pois, meu pai continua parado me olhando. Após alguns segundos ele vem em minha direção e me abraça, não consigo conter a felicidade e choro de alegria.

– Não concordo com isso filha, mas vou te apoiar e meu netinho vai ser muito feliz com uma família que vai amar e mimar muito ele. – Não acredito que até meu pai aceitou a minha decisão, não poderia estar mais feliz, alias poderia, mas deixa pra lá é melhor curtir esse momento. – Não acredito que vou ter dois netos de uma vez só.

– Já vi tudo, vai ser o avô mais coruja de todos. Acho melhor tomarmos cuidado, Tris, ou esses dois vão estragar os nossos filhos.

– E vamos mesmo, obrigação de criar é dos pais, os avós servem para mimar. – Todos rimos da piada da minha mãe. – E agora vamos todos almoçar?

Almoçamos juntos e depois eu vou a casa das minhas amigas contar a novidade, tanto Susan quanto Marlene ficam muito felizes por mim. Passei um fim de semana maravilhoso com a minha família e amigos, apesar de todos tentarem me convencer a contar para o Tobias sobre a gravidez.

Voltei para Los Angeles na segunda de manhã, afinal, mesmo estando de férias da universidade, ainda tenho o estágio. Quando cheguei ao estágio fui surpreendida por Chis.

– Vamos logo, me conta tudo. – Ela sai me puxando para a sua mesa. Conto tudo que aconteceu na semana que passou para ela.

– E isso é tudo, agora posso seguir com a minha vida tranquilamente.

– Não sei não, viu amiga, o Tobias vive perguntando por você e tentando descobrir as coisas através do Zeck. – Droga, não tinha pensado no namoro do Zeck e da Shauna.

– Mas a Shau não contou nada para ele, não é? — Pergunto preocupada.

– Não, ela não contou. – Fico mais aliviada.

– Boa tarde, meninas. – A Lynn aparece de surpresa atrás da gente nos dando o maior susto.

– Quer nos matar do coração, Lynn? – Pergunto brincando e ela sorri.

– Não, ainda não. Tris, eu tenho uma noticia ótima para você. O nosso Chefinho adorou a matéria que você fez e parece também que o filho dele te elogiou muito, então ele decidiu te contratar como repórter. – Não sei o que dizer, fiquei surpresa com a noticia.

– Mas Lynn, eu ainda estou no primeiro semestre da Universidade.

– Bem, vou citar as palavras do nosso chefe. “ela é um talento e nós não podemos arriscar perde-la.” Como eu disse, palavras dele e não minhas. Antes do RH fechar, passe lá para ver a mudança do seu contrato. – Chris olha para mim espantada, depois sorri e me dá um abraço.

– Que bom, Tris, estou muito feliz por você, definitivamente você merece.

– Obrigada, amiga. – Não poderia ficar mais feliz com a noticia, já estava mesmo pensando em arrumar um emprego de verdade, afinal, agora tenho um filho para criar e o salário de estagiária não daria para cobrir os gastos. Finalmente parece que as coisas estão dando certo para mim.

1 mês depois...

O mês passou voando e tudo correu muito bem. Estava tudo ótimo no trabalho, meus pais e meus amigos estavam me dando a maior força com tudo, principalmente em manter o Tobias longe de mim, ele ainda continuava tentando falar comigo.

Nesse mês aconteceu um monte de coisas, para não me deixar sozinha, a Marlene vinha constantemente para Los Angeles e acabou se apaixonando pelo Peter, que também se apaixonou por ela, resultado, os dois estão namorando, fiquei feliz por eles o Peter é uma pessoa muito legal e a Marlene uma das minhas melhores amigas. Por alguma razão meus amigos não me deixam sozinha, sempre tem alguém comigo, a Chris, o Jace, a Mar e o Peter. Fico muito feliz quando a Mar vem passar uns dias aqui, como ela passa mais tempo no apartamento do Peter do que aqui, são esses momentos que eu tenho mais privacidade, acho que todos pensam que em algum momento eu vou desmoronar ou coisa do tipo, mas não é que eu não goste da presença deles é que as vezes eu só queria ficar sozinha.

Amanhã finalmente vai ser o dia da minha consulta para descobrir o sexo do meu baby, estou tão ansiosa que acho que nem vou conseguir dormir. Fiquei lendo para ver se me dava sono e já tinha passado das dez da noite quando recebi uma ligação do meu irmão.

– Alô, Caleb? Aconteceu alguma coisa? – Perguntei preocupada, ele nunca me liga nesses horários.

– Não exatamente. – Ele parece meio confuso no telefone.

– Caleb, o que está acontecendo? — Pergunto mais preocupada.

– É amanhã o exame para saber o sexo do bebê, não é?

– É sim, por quê? – Não estou entendendo, o Caleb já sabe disso.

– Estou te ligando para tentar, pela última vez, fazer com que você reconsidere contar para o Tobias sobre a gravidez. – Novamente o Caleb com isso, já conversamos milhares de vezes sobre esse assunto. – Tris, eu sei que já conversamos sobre isso antes, mas sempre conversei com você como seu irmão, agora vou conversar como futuro pai e como filho também. Eu sei que você está magoada pelo que o Tobias fez com você, mas você está sendo egoísta...

– Como assim eu estou sendo egoísta Caleb? – O interrompo me sentindo ofendida. – Eu não sou uma pessoa egoísta e você sabe disso.

– Eu sei sim, você realmente não é egoísta, mas está sendo agora, você só está pensando em você e na sua magoa, mas está esquecendo que por mais que você queira criar esse filho sozinha, não é direito seu decidir pelos outros, tanto o Tobias tem direito de saber que vai ser pai, quanto seu filho de saber que tem um pai. Imagina só quando ele crescer e descobrir que tinha um pai que o queria, mas não sabia da existência dele apenas por que você decidiu que ele não precisaria de um, já imaginou isso? – Realmente não tinha pensado nisso, O Tobias não merece ter um filho meu, mas será que o meu filho não merece ter um pai?

– Mas Caleb, contar para ele significa deixar ele voltar para a minha vida.

– Não estou dizendo para você voltar para ele, mas pelo menos dê a ele essa chance de ser pai. Não posso te garantir que ele vai ser merecedor dessa chance, mas eu te conheço e posso garantir que você vai se arrepender se não der essa chance para ele. – Fico muda no Telefone sem saber o que dizer. – Não precisa me responder nada maninha, mas pensa sobre o que eu disse. Beijo e boa noite.

Caleb desliga o telefone e eu fico pensando sobre o que ele disse, ele pode ter razão, meu bebê pode me odiar no futuro por ter feito isso com ele, mas e se eu contar e o Tobias me decepcionar de novo, muito pior e se ele decepcionar meu bebê? Passo bastante tempo pensando sobre o assunto e quando já está perto da meia noite eu tomo uma decisão, vou contar para o Tobias.

Visto uma roupa e chamo um taxi, em quinze minutos estou na casa do Tobias, paro na frente da porta e de repente sinto uma insegurança, penso em voltar para minha casa e esquecer tudo isso, mas sigo em frente e toco a campainha. Apos alguns segundos o Tobias atende a porta. Ele abre a porta sem camisa, apenas com a parte de baixo do seu pijama e eu perco o fôlego, já faz tanto tempo que não o vejo assim, para falar a verdade, já faz muito tempo que eu nem o vejo. Ele parece assustado quando me vê, mas logo sua expressão muda e ele parece feliz.

– Tris? – Ele continua parado na porta parecendo não acreditar que eu estou de fato aqui.

– Sou eu mesma, será que eu poderia entrar para nós conversarmos? – É estranho pedir permissão para entrar na casa que um dia eu já tive a chave, mas como não moro mais aqui é isso que eu devo fazer.

– Claro que pode entrar. — Tobias fica meio sem jeito e se afasta da porta para que eu entre. Quando entro, vejo vários livros espalhados pela mesa de centro que fica na sala.

– Estou atrapalhando, você está ocupado? – Tobias passa a mão na nuca e não parece saber muito bem o que dizer ou fazer.

– Você nunca atrapalha, estava apenas estudando.

– Ah, algum caso difícil?

– Não, eu não estou mais trabalhando como advogado, já tem quase um mês que sai da empresa, agora o Zeck quem é o presidente. – Não sabia disso, a Shauna não tinha me contado, me surpreendo com a notícia.

– Não sabia, mas se não está mais lá, o que está fazendo? – Me repreendo mentalmente, não deveria ficar me metendo nisso, não tenho nada a ver com a vida dele. – Desculpe, não deveria me meter em sua vida. – Tobias sorri meio sem graça.

– Não tem problema, vou fazer a prova para entrar na Otis College of Art and Design, vou fazer o curso de fotografia, isso é se eu passar, né? Resolvi seguir o seu exemplo e correr atrás do que eu realmente gosto. – O clima entre nós está um pouco tenso, parece que não sabemos como nos comportar na presença um do outro.

– Que bom, fico feliz por você. – Por incrível que pareça, realmente estou feliz por ele. Não sei como começar a conversa, mas preciso dizer o que vim dizer. Tobias parece perceber o meu nervosismo.

– Por mais que eu fique feliz em te ver aqui, sei que você não veio aqui a essa hora da noite, o que eu devo dizer é muito perigoso, para se atualizar sobre a minha vida, você disse que queria conversar? – Vou em direção ao sofá e me sento.

– Verdade, não vim aqui para me atualizar sobre a sua vida, pra falar a verdade, vim para te atualizar da minha, ou melhor da nossa. – Tobias me olha ainda mais confuso. Ai, meu Deus, como eu vou dizer isso?

– Se for para me atualizar que nós terminamos, eu já entendi isso das últimas mil vezes que você me disse, eu só continuava atrás de você, pois eu precisava que você soubesse que eu me arrependi de tudo o que eu te disse no mesmo dia, sei que não tem perdão para o que eu fiz, mas eu precisava que você soubesse que eu não acreditava, mesmo antes de você provar que era inocente, eu já sabia que você era, pena que ainda assim foi tarde demais. – Não vou mentir dizendo que as suas palavras não mexeram comigo, pois, mexeram, e muito. Todos viviam me dizendo isso, mas ouvir dele era completamente diferente. – Vem cá. – Ele me estende a mão e eu instintivamente a seguro. – Sei que não tenho mais nenhuma chance com você, mas queria te mostrar uma coisa, já que você está aqui e isso só aconteceu por sua causa. – Ele me guia até um dos quartos da casa e eu fico um pouco desconfiada. Ele abre a porta e vejo uma sala que parece ser daquelas salas onde se revelam filmes fotográficos, nas paredes tem várias fotos estendidas em um varal e em outra parede o que parece ser um mural com diversas fotos.

Entro no quarto e me aproximo do mural, vejo que uma das fotos é a foto que ele tirou no dia do meu aniversário, no dia em que eu dei a câmera de presente para ele, tiro a foto do mural e vejo que ali tem mais algumas fotos minhas, em umas eu estou dormindo, em outras lendo na beira da piscina, ou no gramado, mas em todas eu estou distraída e são da época em que estávamos juntos, pego algumas fotos e me viro para ele.

– Essa foto eu me lembro, mas e essas? – Ele me olha e se aproxima de mim pegando uma foto no mural.

– Desde que você me deu a câmera eu comecei a tirar fotos suas quando você estava distraída, queria fazer surpresa e te dar um álbum de presente. Essa é a minha preferida. – Ele me mostra foto e na foto eu estou sentada no gramado lendo, a foto é simples, mas está realmente bonita, nela estou usando um vestido floral que contrasta com a grama verde e meus cabelos soltos estão voando por causa do vento. – Fico emocionada, não esperava por isso, sinto lagrimas se formando nos meus olhos. Droga, malditos hormônios da gravidez, agora eu choro por tudo. – Não chora não, eu não queria te deixar triste, desculpa, eu só queria que você visse o bem que me fez, afinal, se não fosse por você, eu ainda estaria naquele escritório morrendo um pouco a cada dia. – Ele se aproxima de mim, seca uma lagrima que escorreu pelo meu rosto e dá um beijo em minha testa. Respiro fundo agora é o momento.

– Tobias, eu estou gravida. – Sinto ele congelar e depois de alguns segundos ele se afasta um pouco e me olha.

– Está gravida de mim? – Não consigo evitar e soltou um riso, ele está com uma expressão muito engraçada, parece não saber se ri ou se chora.

– Não, estou grávida do porteiro, é claro que é de você. – Nesse momento ele me pega de surpresa me abraçando e me tirando do chão nos fazendo girar.

– Isso é sério, Tris, você vai ter um filho meu? – Ele parece muito feliz, mais feliz do que eu já lembro de tê-lo visto. – É menino ou menina? – Ele me pergunta ainda me abraçando.

– Foi por isso que eu vim aqui, amanhã vou fazer o exame para saber o sexo e queria que você fosse comigo.

– Claro que eu vou, eu vou ser pai, não acredito. – Mesmo contra a minha vontade, meu peito se enche de felicidade, ver o pai do meu baby, tão feliz em saber dele é demais. Sou pega de surpresa quando Tobias me beija, no primeiro momento penso em afastá-lo, mas meu corpo se recusa a atender esse comando e instintivamente aperto mais as minhas mãos em volta de seu pescoço aprofundando mais o beijo, no momento seguinte já estou abraçada a ele com as minhas pernas em volta da sua cintura e ele está me carregando para fora do quarto, não sei para onde ele está me levando e nem me importo, tudo que eu penso é em me perder em seus beijos, beijos que eu não fazia ideia de que sentia tanta falta. Quando finalmente abro meus olhos vejo que estamos entrando no quarto dele, um quarto que um dia foi nosso. Tobias me coloca sobre a cama e começa a se despir, ele que já está sem camisa tira a calça e fica apenas de cueca. Posso ver claramente a sua excitação, o que me deixa mais excitada ainda. Sei que não deveria estar fazendo isso, mas não consigo, e nesse momento nem quero, resistir ao desejo que sinto por ele. Tobias caminha em minha direção ficando por cima de mim e me beijando, seus beijos vão descendo pelo meu pescoço e ombros onde ele abaixa a alça do meu vestido, que felizmente é muito fácil de tirar, basta desabotoar alguns botões na frente, o que Tobias faz com muita facilidade. Depois de tirar o meu vestido ele tira meu sutiã e admira meus seios.

– Eles estão maiores. – Ele diz enquanto os acaricia. Não consigo evitar e solto uma risada. Ele começa a beijar meus seios e vai descendo os beijos até chegar em minha barriga, onde fica por bastante tempo. Senti tanta falta do seu toque, dos seus beijos.

Tobias se levanta, tira a sua cueca e a minha calcinha logo em seguida. Abro minhas pernas para que ele se acomode e ele me penetra devagar. Ambos gememos e nos entregamos ao prazer de estar juntos. Tobias começa a me penetrar com mais força e mais urgência e, sentindo a mesma urgência, eu começo a arranhar suas costas e morder os seus lábios enquanto o beijo, ele geme meu nome em minha boca e eu faço o mesmo. Ele vai aumentando o ritmo dos seus movimentos.

Tudo está tão bom quanto eu me lembro, seus beijos, suas caricias. Aperto mais as minhas pernas ao redor da sua cintura quando sinto que já estou perto do meu orgasmo, alguns segundos depois eu alcanço o ápice, mas o Tobias não para, pelo contrário, ele começa a me penetrar ainda mais rápido e mais forte fazendo com que poucos minutos depois eu tenha outro orgasmo e poucos segundos depois ele também. Sinto seu corpo tremer em cima do meu e logo e desaba do meu lado, exausto.

Passo algum tempo com os olhos fechados e aquando abro, vejo o Tobias com os olhos também fechados, um sorriso no rosto e uma das mãos sobre minha barriga alisando-a, só então eu vejo o tamanho da besteira que acabei de fazer, mas já está feita, quero apenas dormir no braços do Tobias amanhã eu penso nisso. Me aconchego mais no peito do Tobias e durmo.

Tobias

Não acredito na sorte que eu tenho, já tinha perdido as esperanças de ter a Tris de volta e agora a tenho em minha cama, dormindo em meu peito e a melhor parte, esperando um filho meu, não consigo conter a alegria, fico admirando-a e olhando para a sua barriga, que ainda não é visível, mas eu sei que um pedacinho meu e dela cresce aí dentro. Passo o restante da noite acariciando a sua barriga, seu rosto, seu cabelo, passei tanto tempo sem chegar perto dela que agora literalmente não consigo tirar as minhas mãos dela. Fico a observando dormir e pensando em como vai ser a nossa vida daqui para frente.

Já são sete horas, não sei que hora a Tris marcou a consulta, então resolvo acordá-la.

– Tris, Tris meu amor. – Chamo enquanto aliso seu rosto e lhe dou beijos. Vejo ela abrindo os olhos devagar, logo ela me olha assustada se afastando de mim.

– Droga, droga, droga. – ela resmunga enquanto se senta na cama e passa as mãos no cabelo.

– O que foi, meu amor? – Vou em sua direção para beijá-la, mas ela se afasta. – Tris o que houve?

– Um erro Tobias, isso foi o que houve, nós não deveríamos ter feito isso. – Sou tomado por um sentimento de raiva, como assim ela diz que a nossa noite maravilhosa foi um erro.

– Como assim, um erro? Pensei que tivéssemos nos reconciliado. – Ela me olha e depois a baixa a cabeça parecendo estar envergonhada.

– Foi um erro sim, Tobias, nada mudou entre nós, ainda continuamos separados, me desculpe se dei a impressão errada. – Como ela pode dizer algo assim.

– Isso não é possível tris, nós vamos ser pais, não podemos fica separados, essa criança precisa de nós.

– E ela vai ter, mas cada um em seu canto, vivendo a sua vida. Droga, já são sete e meia, a consulta está marcada para oito e meia e ainda tenho que passar em casa para trocar de roupa. – Agora fiquei com muita raiva da Tris, ela não pode fazer isso, não mesmo.

– Ainda tem roupas suas aí, toma banho e veste uma dessas qualquer. – Falo me levantando e indo para o banheiro.

– Mas não são minhas roupas.

– Pelo amor de Deus, Tris, deixa de ser teimosa, veste qualquer uma e se quiser depois manda devolver. – Digo fechando a porta do banheiro de forma brusca, estou muito irritado nesse momento e se ficar aqui vou acabar discutindo com ela.

– Não precisa ser tão grosso. – Ouço ela falar e essa é a gota d’agua. Abro a porta e volto para o quarto.

– Não precisa ser grosso, como você quer que eu aja então? Você aparece aqui no meio na noite, me diz que está grávida, dorme comigo, no dia seguinte diz que foi um erro, que nada mudou entre nós e quer que eu fique feliz e sorridente? Me poupe, Tris. – Ela fica muda sem saber o que dizer e volto para o banheiro.

– Tomo um banho rápido e volto para o quarto para me vestir, ao chegar lá não vejo a Tris, provavelmente foi tomar banho em outro banheiro. Me arrumo no Closet e quando saio a vejo com os cabelos molhados e usando o mesmo vestido que estava usando ontem, mas é teimosa mesmo, o banho serviu para me acalmar, mas não o suficiente.

– Ainda pretende passar em casa para trocar de roupa? Acho que não vai dar tempo, você disse que a consulta é as oito e meia e já são oito horas.

– Vou com essa roupa mesmo. – Não estou mais a fim de discutir, então apenas balanço a minha cabeça.

– Está pronta? – Ela apenas confirma com a cabeça. – Então vamos, qual o endereço da clinica?

Tris me passa o endereço da clinica e vamos para lá, não conversamos mais durante o caminho, ela fica apenas olhando para a janela e eu para a frente.

Pegamos trânsito, por isso chegamos quase em cima da hora para a consulta.

A médica a tende a Tris e a manda trocar de roupa, fico na sala de exames esperando ela voltar. Quando ela volta a médica manda ela deitar na cadeira e passa um gel em sua barriga, logo depois liga o monitor, mas a principio não vejo nada, alguns minutos depois a médica pausa a tela.

– Tá vendo aqui, esse é o bracinho do bebê. – Diz ela apontando para uma parte da tela, no começo não vejo muita coisa, mas logo consigo identificar o braço. – E aqui a cabecinha dele. – Vejo a cabecinha do meu bebê e já tem lágrimas escorrendo pelo meu rosto, olho para a Tris, que está da mesma forma, seguro sua mão e ela não recusa, mesmo ainda chateado com ela, sinto que é isso que devo fazer, sinto sua mão apertar a minha mais forte quando a médica aumenta o volume e conseguimos ouvir o seu coraçãozinho batendo, a Tris já está quase soluçando. – Aqui, olha só, é um menino. – Um menino, vou ter um filho, não acredito, instintivamente abraço a Tris que retribui o meu abraço.

Vamos ter um filho. – Sussurro em seu ouvido.

Vamos sim. – Ela sussurra de volta. Apesar de tudo, estou muito feliz.

Notas finais
Não me matem ainda, só porque essa reconciliação não foi definitiva. No próximo capítulo tem o casamento da Susan e do Caleb. Meninas, a fic está chegado ao final, mas já estou preparando uma nova também com personagens de Divergente. Agora o Spoiler que eu prometi. "Volto para o salão e vejo o Tobias sentado na mesa junto com o meu pai, me sento com eles e não consigo evitar ficar olhando para o Tobias, ele percebe e também me olha. Sinto o bebê mexer e coloco a mão na barriga. Tobias se levanta e vem sentar ao meu lado. - O que foi, está sentindo alguma coisa? - Ele me olha preocupado. - Não, só o bebê que mexeu. - Sorrio e ele sorri também. - Posso sentir? - Ele olha para a minha barriga e depois para mim. - Pode sim. - Ele coloca a mão em minha barriga, mas do lado errado. Pego a sua mão e posiciono do lado em que o bebê está mexendo. - Aqui, ele está desse lado. - Continuo com a minha mão por cima da dele e sinto o bebe mexer novamente, Tobias abre um sorriso enorme, vejo seus olhos lacrimejarem e me sinto culpada por priva-lo desses momentos. - Ele parou. - Diz Tobias um pouco decepcionado. - É que ele já achou uma posição confortável. - ele continua com a mão em minha barriga. - Ele mexe muito? - O sorriso volta pra o seu rosto. - Bastante, não para quieto. - Nós dois sorrimos. - Então puxou a mãe."