Vidas Cruzadas
4 Capitulo 04
Notas iniciais
Tris
Não sei o que está acontecendo comigo, nunca fiz algo desse tipo. Pensei que ele ficaria chateado, mas não. Apesar de ele estar dirigindo, constantemente vira a cabeça para me olhar e tudo que vejo em seus olhos é carinho. Ele estende a mão e coloca sobre a minha, que está apoiada no banco, e percebe que eu estou tremendo de frio.
– Tris, você está tremendo, cadê seu casaco?
– Acabei esquecendo lá na festa. – Ele me olha preocupado.
– Vai acabar pegando um resfriado. Sua casa ainda está muito distante, você vai congelar daqui até lá.
Ele para o carro, parece que houve um acidente. Droga, realmente vou congelar e minha roupa está pinicando, isso é muito irritante. Começo a me mexer incomodada no banco.
– Parece que houve um acidente e vamos ficar aqui parados um tempo.
A sensação de mergulhar a noite é maravilhosa, mas ficar com as roupas molhadas depois é uma droga. Me reviro incomodada no banco e ele percebe.
– Tris, minha casa fica bem perto daqui, posso dar a volta, sair do congestionamento aí você pode secar as suas roupas e depois te levo pra casa, o que acha? – Olho para ele desconfiada.
– Não se preocupe, não tenho segundas intenções, prometo. – Ele sorri.
– Certo, eu aceito. Essas roupas molhadas já estão me incomodando e realmente estou morrendo de frio.
Ele faz a volta, por sorte, apesar de a nossa frente estar tudo congestionado, atrás de nós não há nenhum carro, temos o caminho livre.
Chegamos a sua casa e é uma casa linda, parece enorme pelo lado de fora. Ele para o carro, descemos e ele me guia para dentro da casa. Se por fora ela é linda, por dentro é maravilhosa paredes brancas, um sofá enorme na mesma cor com algumas almofadas vermelhas, gostei da combinação. A decoração é simples, pouca mobilha, alguns quadros pendurados, mas sem muitos objetos decorativos. Atrás do sofá tem uma enorme parede de vidro e do lado de fora tem uma piscina. É tudo muito lindo.
– Linda casa. Você tem muito bom gosto. – Olho para ele, que está sorrindo.
– Vem, vou te mostrar onde é o banheiro. – Ele me guia pelas escadas e me mostra o banheiro. – Tem tolhas limpas no armário e quando você terminar coloco seu vestido na maquina para secar. Vou pegar uma camisa minha para você usar enquanto espera. – Ele sai e fecha aporta.
Termino de tomar banho e vejo em cima da pia a camisa que ele deixou e vejo que ele já levou o vestido. A camisa fica muito grande em mim, mas é bastante confortável. Me visto, saio do banheiro, desço as escadas e o vejo em pé falando no telefone.
– Certo, despois eu resolvo isso. – Ele me vê. – Depois a gente conversa. – Ele desliga o telefone.
– A camisa ficou melhor em você do que em mim. – Ele fala me olhando de cima a baixo. – Já coloquei seu vestido na maquina, agora é só esperar. Quer comer alguma coisa? Eu estou morrendo de fome.
Eu também
– Vou na cozinha ver o que tem, agora é a sua vez de sentar e me esperar. – Ele sorri e sai pela porta.
Sento no sofá e só então percebo o quanto estava cansada, encosto a cabeça em uma das almofadas que é muito macia.
Tobias
Preparei alguns sanduiches e voltei para a sala onde deixei Tris, quando cheguei ela estava com a cabeça encostada na almofada dormindo. Assim ela até parece um anjo.
Ponho o prato com os sanduiches em cima da mesa de centro e a carrego até um dos quartos a pondo na cama. Volto para a sala e assisto a TV até que a campainha toca.
Infelizmente não me surpreendo ao ver Nita, usando um vestido vermelho extremamente justo, com um decote profundo. Como sempre vulgar.
– O que você quer Nita? — É incrível, não importa o bom humor que eu esteja, sempre fico irritado ao vê-la.
– É bom te ver também, Tobias. Bem, é sexta-feira a noite e eu pensei em te fazer uma visitinha. – Ela fala enquanto alisa o meu braço. Afasto sua mão.
– Nita, quantas vezes vou ter que te explicar que suas visitas não me agradam.
De repente tudo acontece muito rápido. Nita está com uma expressão de ira e corre para dentro da casa. Quando me viro para ver o motivo a vejo empurrando a Tris no chão, corro e tento tira-la de cima da Tris, mas ela está agarrada ao cabelos da garota. Finalmente consigo tirar Nita de cima da Tris que tenta se sentar no chão com as mãos na cabeça. Nita está gritando e xingando.
– Sua vadia, o que está fazendo usando a camisa do meu marido?
– Que inferno está acontecendo aqui? – Tris grita confusa. – Quem é essa louca?
– Essa louca é a mulher do Tobias. – Nita grita ainda se debatendo nos meus braç – Tris me olha com indignação e perco a paciência.
– Já chega Nita, você vai embora agora. – A arrasto, ainda se debatendo e coloco para fora da casa.
– Isso não vai ficar assim, você e essa puta me pagam. Se você pensa que eu vou deixar você me substituir por essa vadiazinha está muito enganado.
– Boa noite, Nita. – Fecho a porta em sua cara e volto para Tris, que está se levantando do chão estendo a mão para lhe ajudar, mas ela rejeita.
– Não acredito, você é casado e não me disse nada, você acha que eu sou idiota? – Se olhar matasse eu com certeza estaria morto agora.
– Tris, não é nada disso. Nita é minha ex mulher só ela não aceitou esse fato ainda. Acha mesmo que eu a trataria assim se ela fosse a minha mulher? – Tris avalia o que estou dizendo, com a mão na parte de trás da cabeça.
– É faz sentido. Ai!
– O que foi? – Me aproximo e dessa vez ela não recua.
– Acho que bati a minha cabeça. – Olho para o seu pescoço e vejo que tem marcas de arranhões. Coloco a mão sobre o ferimento. Nita realmente passou dos limites, ela tem quase o dobro do tamanho de Tris.
– Vou pegar o kit de primeiros socorros, senta ali no sofá.
A Nita me paga, venho a aturando desde o divórcio, mas agora vou ter que coloca-la em seu lugar. Volto para a sala e começo a cuidar da Tris.
– Me desculpe por isso, me separei da Nita já faz quase um ano, mas o divorcio só foi oficializado a dois meses e ela acha que ainda podemos voltar.
– E existe essa possibilidade? – Ela me olha com curiosidade.
– Claro que não.
– Se você está dizendo. – Ela está olhando par o chão e parece chateada.
Seguro o seu queixo levantando sua cabeça par que me olhe.
– Tris, não tem mais nada entre a Nita e eu, a pouco mais de um ano eu descobri que ela estava me traindo com... bem praticamente todo mundo. Ela é uma vadia, desculpe a palavra, mas é isso mesmo que ela é.
– Mas ela ainda parece gostar de você e ela é linda, parece uma modelo. Modelo do mal, mais ainda assim uma modelo. — Sorrio com seu comentário.
– Ela não gosta de mim, nunca gostou, só estava interessada no meu dinheiro. – Me aproximo do seu ouvido e sussurro.
– E você é muito mais linda. – Sinto seu cheiro e não resisto. Começo a beijar o seu pescoço e ela afunda suas mãos em meus cabelos puxando minha cabeça para beijar a sua boca.
Ela senta em meu colo de frente para mim com uma perna de cada lado aprofundando o beijo cada vez mais e se apertando contra mim. Levanto ainda com ela em meu colo sem parar de beijá-la e subo as escadas em direção ao meu quarto. A coloco com cuidado na cama e me afasto para poder olha-la. Ela morde o lábio inferior e me puxa pela camisa para que eu continue a beijando. Começo a beijá-la de leve primeiro no queixo e depois vou descendo passando pelo pescoço e descendo mais. Ela segura a barra da minha camisa com intenção de tirá-la e eu a ajudo com o processo.
Começo a desabotoar a camisa que ela está usando e continuo a beijando. Quando desabotoo o último botão me afasto e abro a camisa para ver o seu corpo. Apesar de pequeno é maravilhoso, ela é muito gostosa. Está usando apenas uma calcinha rendada azul claro. Seus seios não são grandes, mas tem um formato perfeito. Ela é magra, mas tem curvas, sua cintura é fina, poderia ficar aqui admirando seu corpo a noite inteira. Sua voz doce me tira dos meus devaneios.
– Gosta do que vê? – Ela pergunta com desejo olhar.
– Muito, já te disseram que você é muito gostosa para alguém tão pequena?
– Digamos que sim – Ela novamente morde o lábio. Amo quando ela faz isso é muito sensual.
Volto a beijá-la, e vou fazendo uma trilha de beijos em seu corpo. Primeiro a boca, depois o queixo, o pescoço, os seios onde demoro um pouco mais, a barriga, suas coxas. Durante todo o tempo ouço seus gemidos e ela arranha as minhas costas. Faço todo o caminho no sentido inverso até chegar novamente em sua boca. Com uma mão começo a massagear seu seio e com a outra invado sua calcinha acariciando-a e a sinto se contorcer o que me faz sentir ainda mais prazer. Ela se separa do meu beijo e sussurra.
– Isso é injusto, você está muito vestido. – Solto uma gargalhada.
– Podemos resolver isso com facilidade. – Levanto e tiro o restante da minha roupa. Deixando-a ver o quanto ela me deixou excitado. Ela me olha com prazer.
– Agora está bem melhor. – Ela fala e me aproximo ficando por cima dela.
– Agora você quem está mais vestida. – Ainda lhe resta a calcinha.
– Você pode resolver isso rapidinho. – Atendo o seu pedido deslizando sua calcinha lentamente por sua perna, enquanto beijo o caminho que ela faz.
Quando sua calcinha já está em algum canto do quarto ela abre as pernas para que eu me acomode. Começo com calma a beijando e acariciando em todas as partes do seu corpo enquanto ela faz o mesmo.
O ritmo vai aumentando enquanto a sinto gemer mais e mais de prazer, comigo acontece o mesmo. Nos encaixamos perfeitamente. Sinto que ela está quase chegando ao ápice e aumento o ritmo. Apos alguns segundos ambos gritamos e chegamos ao ápice juntos. Isso nunca aconteceu comigo, mas é uma sensação inexplicável.
Desabo ofegante sobre ela, que está da mesma forma. Fico um tempo parado apenas ouvindo as batidas aceleradas do seu coração e quando ele se acalma rolo para o lado para tirar meu peso de cima dela e deito de lado para olhá-la. Ela está com os olhos fechados e com um sorriso no rosto. Acaricio os seus cabelos e lhe dou um beijo no rosto. Ela se vira para me olhar e nos encaramos por algum tempo sem dizer nada, não precisamos de palavras. Ela se aconchega no meu peito e adormece, também adormeço admirando seu corpo pequeno enroscado no meu.
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