Vidas Cruzadas
3 Capitulo 03
Notas iniciais
Tobias
Cheguei bem a tempo para a audiência, tudo correu muito bem, ainda estou com dor de cabeça. Saio do tribunal e vou para meu escritório, quando chego lá encontro o Zeck me esperando em minha sala.
– Não tem trabalho não, Zeck? – Falo em tom de brincadeira.
– Não, por enquanto não, queria falar com você vim mais cedo em sua sala, mas você não estava. Tentei ligar para o seu celular e você não atendia e o mesmo aconteceu na sua casa, não vai me dizer que dormiu na casa da Meg? Esse é o meu garoto. – Ele me dá um soco no braço.
– Não seja idiota Zeck, claro que não dormi na casa da Meg, aquela mulher era tão superficial e fútil que eu jamais dormiria com ela. – Ele me olha confuso.
– Mas então, onde você dormiu?
– É uma longa história, vamos almoçar que eu te explico.
No restaurante contei toda a história para o Zeck.
– Então meu amigo, você foi salvo por uma garota? – Ele fala com deboche.
– Não é uma garota qualquer, ela tem alguma coisa especial.
– Tem algum parafuso a menos, isso sim, só assim para levar um homem bêbado que ela nem conhece para casa. Tem certeza que ela não te atacou enquanto estava bêbado? – Ele fala com um sorriso malicioso.
– Deixe de bobagem Zeck, claro que não, ela apenas é uma pessoa boa, nada mais. Fiquei impressionado ela é tão simples, nunca me senti tão confortável perto de alguém quanto me senti perto dela.
– Não vai me dizer que já está apaixonado? Bem a sua cara mesmo. – Ele fala rindo.
– Só fiquei impressionado com a atitude dela, não é qualquer pessoa que faz algo assim.
– Isso é verdade, quando vai vê-la novamente.
– Não acho que isso vá acontecer. – Sinto uma estranha tristeza ao dizer isso.
– Por que não?
– Ela não está interessada em mim, ela só me levou porque tem um bom coração e queria evitar uma tragédia.
– Mas você não me engana e sei que quer vê-la novamente. – Pior é que ele está certo quero vê-la, não sei por que, mas quero vê-la.
– Não dá Zeck, esquece. Ela não está interessada.
– Como você sabe?
– Eu vi, ou melhor, não vi interesse nenhum da parte dela.
– Vamos combinar que você não é o melhor no quesito julgar sentimentos femininos. Nita está aí para provar. – Ele tinha que falar da Nita.
– Ok, senhor conhecedor dos sentimentos femininos, o que eu faço então?
– Vai na casa dela e convida ela pra ir com você na festa do Erick. – Já tinha esquecido da festa do Erick. – Você pode usar a desculpa de que quer agradecer pela ajuda. – Não é que ele teve uma boa ideia.
– Certo, vou fazer isso.
Tris
Passei o dia todo na universidade resolvendo as últimas pendências da minha matrícula, segunda já começo a estudar. Chego em casa e vou tomar banho, no meio do banho escuto a campainha tocar.
Quem será? Deve ser engano, não conheço ninguém em Los Angeles. Continuo o meu banho e a campainha continua tocando insistentemente. Saio do banho me enrolo na toalha e vou atender.
Quando abro a porta, tenho uma surpresa. É ele novamente, Tobias está na minha porta e dessa vez não parece bêbado, mas o que será que ele veio fazer aqui?
Tobias
Já é a quarta vez que toco a campainha, ela não deve estar em casa. Quando já estou me virando para sair ouço o som da porta sendo destrancada. Quando me viro novamente a vejo, usando apenas uma toalha ainda com gotas de água escorrendo por sua clavícula, esqueço o que iria dizer, esqueço o que vim fazer aqui fico apenas parado admirando-a, até que sua voz me tira do transe.
– Olá, algum problema? – Como alguém pode ficar tão sexy de toalha?
– Problema? – Devo estar parecendo um idiota babando por ela. – Claro que não só queria lhe convidar para sair como agradecimento por tudo que você fez por mim ontem. E não aceito não como resposta. – Ela sorri.
– Entra. – Ela se afasta para que eu passe. Entro e fico em pé ao lado do sofá ainda olhando para ela.
– Por que você não senta um pouco enquanto eu visto uma roupa? – Eu sento enquanto a observo entrar no quarto e fechar a porta.
Não fico sentado por muito tempo, levanto e vou explorar seu apartamento, sei que não é legal mexer nas coisas dos outros, mas não consigo conter a vontade de saber mais sobre essa garota, quem ela é do que ela gosta. Paro em frente a sua estante, dá pra ver que ela gosta de ler e que tem muito cuidado com suas coisas, pois, os livros estão em perfeito estado. Não vejo fotos ou quadros em sua casa, provavelmente deve ser porque acabou de se mudar. Escolho um livro na estante e o pego.
– Já lhe disseram que é feio bisbilhotar a casa dos outros. – Ela fala com um sorriso e sei que ela está brincando.
– Você demorou tanto que eu tive que procurar algo para me distrair. – Mentira, nunca vi uma mulher se arrumar tão rápido e ela está definitivamente linda com um vestido azul claro de alça fina justo até a cintura e solto na parte de baixo, o vestido não é muito curto, fica um pouco acima do joelho, mas é o suficiente para me tirar o fôlego. Seus cabelos estão soltos com os cachos caídos nos ombros e dá pra perceber que ela está usando pouca maquiagem, apenas um batom rosa claro que deixa seus lábios muito convidativos, ela é naturalmente linda.
– Vamos? – Ela pega o casaco, anda até a porta e abre para que possamos sair. Entramos no elevador um homem entrar junto conosco, não gosto da forma como ele olha para ela.
– Boa noite. – Ele fala olhando apenas para ela. – São os novos moradores do prédio? – O que isso interessa para ele?
– Apenas eu, ele é uma visita. – Ela responde com um sorriso. Mas que merda é essa? Ela não deveria estar falando com ele dessa forma. Eu estou com ciúmes? É claro que estou com ciúmes ela está linda e está dando atenção para esse idiota.
– Meu nome é Peter e vai ser um prazer lhe ter como vizinha. – Ele a olha com um olhar malicioso que não me agrada nem um pouco.
– Me chamo Beatrice, mas pode me chamar de Tris. – Finalmente o elevador chega ao térreo.
– Se precisar de alguma coisa moro no 603. – Nós saímos e ele continua no elevador, provavelmente indo para a garagem.
Andamos até o meu carro e abro a porta para ela.
– Então, para onde vamos?
– Para a festa de um colega do trabalho. – Começo a dirigir e a vejo olhando para o céu pela janela. Queria saber o que ela está pensando.
– O céu aqui é lindo, acho que nunca vi tantas estrelas. — Ela acabou de ler meus pensamentos?
– Então, o que a fez sair de Seattle? — Ela me olha.
– Estou aqui para estudar jornalismo.
– Então você é uma adolescente que acabou de sair do colegial e veio cursar faculdade em outra cidade.
– Não necessariamente. — Ela para de falar.
– Como Assim? — Ela me olha e faz um biquinho antes de continuar.
– Não acabei de sair do colegial, esse já é o meu segundo curso universitário.
– Qual a sua idade? – Ela parece ser muito jovem para isso.
– Tenho 23. – Fico confuso e acho que ela percebe.
– Terminei o colegial mais cedo, com dezesseis anos e graças a pressão da minha família fiz o curso de engenharia de softwares e depois de trabalhar alguns anos com isso percebi que não era feliz e decidi fazer o que sempre quis, jornalismo. – Quanto mais tempo fico com ela, mais ela me impressiona.
Vamos conversando o restante do caminho até a festa. Ela é uma garota brilhante, quanto mais ela fala, mais interessado eu fico.
Chegamos a festa e para ser honesto preferiria mil vezes ficar aqui conversando com ela do que lá dentro com todas aquelas pessoas.
Entramos e não demora muito até sermos vistos por Zeck , que vem em nossa direção.
– Fala irmão, quem é a bela dama ao seu lado?
– Essa é a Tris. Tris, esse é o Zeck, meu melhor amigo e idiota profissional. – Ela estende a sua mão e os dois se cumprimentam.
Ficamos conversando, milagrosamente o Zeck não está acompanhado.
– Vou pegar algo para beber. — Tris fala.
– Deixa que eu pego. — Me ofereço.
– Não precisa, pode continuar aqui que eu vou. — Ela vai em direção ao bar. Zeck da um soco de leve no meu braço.
– Agora entendo no seu interesse. Ela realmente é incrível e muito gostosa. — Ele ri e dessa vez sou eu quem lhe dá um soco no braço.
– Olha o respeito cara, ela está acompanhada.
– Realmente ela está, mas nesse momento não é por você. – Ele fala apontando para o bar onde Tris foi buscar bebida e a cena que vejo me deixa fervendo de raiva. O anfitrião, Erick está segurando o braço de Tris e ela parece não estar gostando, parece que ele está tentando arrasta-la a força. Vou em direção a eles empurrando todos que estão em minha frente.
– Já disse que não estou interessada. – Escuto Tris dizer tentando soltar seu braço do aperto de Erick.
– Não ouviu o que ela disse? – Digo segurando o braço de Erick e puxando para que ele a solte.
– O que você quer Tobias, não vê que eu e a garota estamos nos entendendo? – ele solta o braço dela e a examina com um olhar que me dá nojo, estou quase perdendo a cabeça e socando a cara desse desgraçado.
– É isso que está acontecendo, Tris? – Falo o nome dela de propósito para esse idiota ver que eu a conheço.
– Claro que não, parece que esse idiota não sabe o significado da palavra não. – Ela põe a mão sobre a parte do braço onde ele a segurou, vejo que ficou uma marca. Isso só aumenta a minha raiva.
– Ela está com você Tobias?
– Sim ela está comigo. – Coloco o braço em torno dos seus ombros.
– Não me importo em dividir. – Ele fala com um sorriso cínico no rosto e é a gota que faltava para eu perder de vez a paciência com ele. Sem ele esperar lhe acerto um soco tão forte que ele cai no chão. Ele se levanta para me bater, mas algumas pessoas aparecem e o seguram.
– Isso não vai ficar assim, você me paga Tobias Eaton. – Ele grita furioso e nós saímos da festa.
– Me desculpe por isso. – Digo olhando em seus olhos.
– Por que está pedindo desculpas, o idiota foi ele. — Ela ainda segura a parte do braço onde ele a apertou.
– Está doendo? – Acaricio levemente a parte do braço dela que ele apertou.
– Nada que precise se preocupar, vamos embora? – Ela parece triste.
Entramos no carro e seguimos em uma viagem silenciosa. Estamos passando por uma praia e enquanto ela olha pela janela, vejo seu rosto se iluminar.
– Você poderia parar o carro? – Ela me olha com um sorriso enorme no rosto. Não entendo, mas procuro um lugar para estacionar e paro o carro.
Ela tira os sapatos e sai correndo do carro. Vou atrás dela correndo sem entender nada.
– Tris, onde você vai? – Grito para que ela me ouça
– Vou nadar. – Ela corre em direção a água. E logo está mergulhando no mar. Fico a observando da areia e quando ela emerge perco o fôlego. O vestido que era azul claro agora está transparente e todo grudado em seu corpo, que diga-se de passagem é perfeito. Ela caminha em minha direção e estende a mão para mim.
– Vem, a água está uma deliciosa. – Seguro sua mão e vamos em direção a água. – Sempre tive vontade de tomar banho de mar à noite. — Ela sorri olhando para o horizonte.
Sinto uma onda nos puxar e ela solta um grito de surpresa, por reflexo seguro sua cintura para que ela não seja arrastada e ela coloca as mão em volta do meu pescoço para se equilibrar. Ficamos olhando nos olhos um do outro, ela morde o lábio inferior e isso é o bastante para eu perder o pouco controle que me restava. Tomo seus lábios em um beijo ardente que ela retribui apertando mais seus braços em volta do meu pescoço. Nunca um beijo me deixou tão fora de mim quanto esse.
Aperto mais sua cintura e ela enrosca as pernas em volta da minha. Começo a sair do mar a carregando em meus braços sem parar de beija-la. Quando saímos da água a coloco deitada na areia e separo nossas bocas apenas para olhar o seu rosto, vejo que seus olhos refletem o desejo que eu sinto e volto a beija-la. Começo a acariciar o seu rosto e desço as mão para o seu ombro afastando a alça do vestido e desço meus beijos para o local, ouço o seu gemido de prazer e ela começa a acariciar as minhas costas por baixo da camisa o que me dá um prazer enorme.
Ela me empurra para o lado e de repente está por cima de mim, com uma perna de cada lado do meu corpo, com o movimento seu vestido sobe alguns centímetros e eu vejo suas pernas nuas, seguro-as com força e ela geme novamente. Volto a beija-la e ela pressiona mais o seu corpo contra o meu. Minhas mão sobem por suas pernas e encontram com o tecido de sua calcinha o que me deixa mais excitado, continuo subindo as minhas mãos por baixo do vestido, passando por sua cintura fina e chegando aos seus seios.
Tris
Não acredito que estou fazendo isso, nunca fui do tipo tímida, mas fazer sexo numa praia pública está além dos meus limites. Suas mão já estão acariciando os meus seios e não consigo descrever o prazer que isso me dá, mas não posso fazer isso, definitivamente não posso, não nesse lugar.
Separo nossas bocas e vejo puro desejo em seus olhos.
– Tobias, não podemos. – Não queria parar, mas é necessário. Ele para de acariciar meus seios e me olha se sentando e fazendo com que eu fique em seu colo.
– Tem razão. – Ele fala ainda sem fôlego tirando a mão de baixo do meu vestido.
Ele não parece estar com raiva, então me levanto e ofereço a minha mão para que ele se levante ele a pega , se levanta e de mão dadas voltamos para o carro.
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