Vidas Atadas
4 Capítulo 3
O aroma picante de tomate e Chile em pó saudou Renesmee na porta principal. Ela se perguntou se estava na casa errada, especialmente quando um homem magnífico apareceu pelo corredor com um lindo sorriso... Um sorriso dirigido a ela.
-Eu estava esperando que gritasse... "Olá querido, estou em casa".
-Lamento decepcionar. – ela sorriu.
-Talvez da próxima vez. Deixe-me pegá-la. — pegou a cadeira de bebê de seu braço como se não pesasse nada.
-Obrigada. — Nessie tirou as sandálias e percebeu que Jacob estava descalço. Também percebeu que ele mudou sua roupa de vaqueiro de costume. Em vez do jeans e uma camisa de manga comprida, usava shorts negros desbotados e uma camiseta cinza, que mostrava seus braços musculosos e o peito amplo.
-O jantar estará pronto em um momento. — se dirigiu à sala de estar.
Ela o seguiu e engoliu um gemido. A vista da parte posterior era tão boa como à vista da frente. Seus largos ombros continuavam em uma cintura estreita, terminando com um belo traseiro.
Se controle, Nessie.
Por que estava tendo esta reação física por ele outra vez? Estritamente hormonal a um nívelbiológico porque era o pai de sua filha? Não. Está reagindo desta maneira porque este homem, seunovo companheiro de quarto, está fumegando de bom.
Ele pôs a cadeirinha no chão.
-Quer mostrar como abro este artefato?
-Claro. Pressiona o botão vermelho, move a alavanca para cima até que abra. Continuando, desengancha o cinto de segurança. Justo assim. Vê? Fácil.
Os olhos de Sofia piscaram e abriram e ela olhou fixamente para Jacob quando a levantou.
-Bom, não é uma coisinha de olhos brilhantes?
Renesmee o observou, conversava com sua filha como se fosse um fato cotidiano. Suas emoções viraram de ciúmes a alívio, a diversão plena. O homem estava perdido pela senhorita Sofia. Caiu por ela mais rápido do que Nessie jamais teria imaginado.
-É sempre assim calminha?
-Não. — Nessie olhou o relógio. -Dê uma hora. Fica muito inquieta perto da hora do jantar e logo justo antes de deitar.
-A manterei entretida para você comer.
-Tem um carrinho. Não tem que carregá-la todo o tempo.
Os olhos de Jacob se encontraram com os seus.
-Quero carregá-la. Vai passar um inferno afastando-a de mim. — quando Nessie se mostrou relutante, ele se corrigiu. -Isso não saiu bem. O que quis dizer é que... Estou bastante surpreso por ela. Não só que não sabia que existia, mas também assumir que ela é realmente minha. E que sou responsável por ela pelo resto de sua vida.
-É um conceito intimidante, não?
-Sim. Na realidade não estive muito com bebês, se quer saber a verdade, assim vou necessitar sua ajuda.
Renesmee esperou rudeza, não Jacob agindo tão desconcertado e assombrado como ela esteve. Tocou o antebraço, oferecendo-o tranquilidade.
-Dê mais de um dia para processar tudo, Jake. Eu tive seis meses para me acostumar à idéia de um bebê, enquanto estava crescendo dentro de mim. Você teve seis horas. Quanto mais tempo passe com ela, mais fácil será.
-Confia em mim com ela?
-Não estaria aqui se não confiasse. Além disso, eu não sabia quase nada a respeito de bebês tampouco. Até certo ponto, é instintivo. A única maneira de aprender é fazendo.
Nessie passou a seu lado e se dirigiu à cozinha, surpreendida por como era fácil deixar Jacob com sua filha.
Ele limpou o balcão e lavou os pratos. Uma panela de chilli fervia no fogo baixo. Uma caixa redonda com um bolo de chocolate se encontrava no centro da mesa. Ela se apoiou na porta. Lembrou-se de sua sobremesa favorita.
Maldição. Seria mais fácil manter esta situação impessoal se ele fosse um completo imbecil.
Impessoal. Sim, claro. Muito tarde para isso. Eles tinham uma filha. O homem propôs casamento nem quatro horas atrás. Exalou um profundo suspiro e murmurou:
-Talvez dissesse simplesmente que sim.
-A oferta segue em pé, Renesmee.
Sua voz profunda junto a seu ouvido fez com que um calafrio passasse através dela.
-Assustou-me.
-Já sei.
Referia a que sabia que ao aproximar furtivamente a assustou? Ou estava falando de sua proposta de casamento?
Durante o jantar compartilhou a versão abreviada de sua gravidez e o nascimento de Sofia enquanto Jacob estudava minuciosamente as imagens e a informação no livro do bebê. Quando Sofia começou a ficar inquieta, Nessie mostrou como misturar a fórmula, como esquentar uma mamadeira fria e como provar a temperatura. Depois que ele terminou de alimentar Sofia, Nessie passou uma fralda e o instruiu em arrotos.
Jacob escutava com tanta atenção que Nessie meio esperou que ele tirasse um caderno e tomasse nota. Não o perturbou quando Sofia regurgitou tudo sobre ele. Mudar uma fralda não o fez ficar verde. Andou de um lado a outro até que Sofia ficou adormecida em seus braços, e ainda não deixou de carregá-la.
-Sério. Ponha ela no berço. Dormirá uma sesta de uma hora e depois quererá comer outra vez antes de dormir de noite. Ou parte dela. Ainda não dorme toda a noite.
A contra gosto, Jacob deitou Sofia de costas no berço, colocou uma manta ao redor dela e se deixou cair no extremo oposto do sofá.
Expulsou uma respiração longa e lenta.
-Temos que falar.
Ela esperou meio assustada/meio curiosa a respeito de como isto ia se desenvolver.
Passou um segundo.
-Em primeiro lugar, não teria pegado o trabalho se soubesse que estava grávida.
-O que teria feito? Eu não soube até fim de novembro. Para então tinha um pouco mais de três meses. E liguei para casa de seus pais para falar com você. Não tinha nem idéia do que devia fazer quando seu irmão me disse que estaria fora de contato até o verão seguinte.
Ele franziu o cenho.
-Falou com Embry?
-Brevemente. Não me sentia cômoda tendo que passar a mensagem a respeito de sua iminente paternidade.
-Assim manteve a informação para você mesma?
-Que outra opção eu tinha?
-Que opção tinha? Jesus, Nessie, esse é o problema. Parece pensar que tomará todas as decisões e manterá todo o controle nesta relação. Fez isso desde o primeiro dia. — Jacob passou uma mão pelo cabelo. -Admito que cometi um engano ao não dizer que não era Embry. Mas terminou comigo sem me deixar explicar meu lado das coisas.
Ela se arrepiou.
-Pretendeu ser outra pessoa. Deitei com você pensando que era Embry. Como que é minha culpa?
-Não é.
-Ao menos estamos de acordo nesse ponto.
Jacob suspirou.
-Renesmee. Não quero brigar com você.
Quando ela percebeu que ele usou a palavra relação, olhou de maneira estranha. Ele sustentou o olhar, completamente desconcertado.
-Alguém nunca a confundiu com sua irmã?
-Não. Inclusive antes que Claire se convertesse na mulher tatuada, não fomos difíceis de diferenciar. Diferente cor de olhos, estrutura facial, tipo de corpo. — Claire era magra e musculosa e, às vezes Nessie ressentia que tivesse sido amaldiçoada com um físico arredondado e feminino, mas elas eram facilmente diferentes uma da outra.
-Isto não é uma desculpa, mas não tem idéia do que se sente. Não só estou selado com um gêmeo idêntico, mas também pareço justo como nossos outros primos Black em três condados. Algumas pessoas agem como se todos fôssemos traçáveis. Assim ouvi "um dos gêmeos Black" ou "um dos meninos selvagens Black" toda minha vida. Parece que não tive uma identidade além de meu sobrenome. Pode soar estúpido, mas convenci a mim mesmo que por uma vez o nome que tinha, o nome pelo que me conheciam, não importava, porque estava interessada? No homem interior. Sim, dou conta de que foi tolo. Mas não tinha nem idéia de como concertar as coisas depois.
Ela esperou insegura de como tinha que responder.
Jacob pegou sua mão.
-Exceto que posso fazer agora mesmo. Vamos começar de novo.
-É muito tarde.
-Nunca é muito tarde. Vamos. Eu irei primeiro. — formalmente estreitou a mão. -Olá, senhorita. Sou Jacob Black.
Renesmee se pôs a rir.
-Alguém disse que tem um sorriso formoso? Como campainhas na primavera.
-Jacob.
-Você talvez queira sair comigo alguma vez? — ele sorriu e deu um exagerado meneio de sobrancelhas. -Ou simplesmente queira saltar todas essas coisas de encontro normal e ter meu bebê?
Ela riu outra vez. Passou muito tempo desde que fez esse som despreocupado. Esqueceu como Jacob tratou de mudar o ânimo durante seus encontros e teve um dia exaustivo. Não só era doce, ele era a estranha pessoa que podia fazê-la rir. Ela apertou suas mãos.
-É um bobo.
-Vêem aqui. — ele a puxou até que caiu sobre seu colo. Seus braços a rodearam, mantendo perto. -Se vê como se necessitasse um abraço.
Ela torceu seu pescoço olhando boquiaberta.
-Lembra-se disso?
-Lembro-me de tudo.
-Isto não é uma boa idéia. — a tentativa de Nessie de se afastar não foi muito convincente.
-Relaxe. Não vou atacar. Estaremos menos propensos a discutir se estivermos perto deste modo... Além disso, se eu tiver segurando sua mão, você não se verá tentada a se levantar, já que corre o rumor de que é uma lutadora.
Ela se perguntou onde ele ouviu isso. Tinha uma reputação na cidade como uma mulher de negócios pura e dura? Fria, eficiente e sem emoções? Não importava, por agora, ela deixaria que ele a relaxasse com o simples contato humano, só por um minuto ou dois.
-Leva Sofia com você ao trabalho todos os dias? – ele perguntou.
-Sim. Ela no geral fica bem comportada. Trato de nos manter as duas em um horário diário. Se tiver que estar em uma conferência telefônica, ou me reunir com vendedores e distribuidores, posso deixá-la na creche da fábrica.
-Tem creche local em Nessie Blue?
-É o único que insisti. As mulheres que trabalham para mim todas têm filhos. Dado que uma grande parte de seus cheques de pagamento iria para as creches, estabeleci uma área local e têm que cuidar de outras crianças assim podem manter até o último centavo que ganham.
-Engenhoso. Mas como funciona isso?
-Optei por ter a todos os empregados rodando todas as posições. Reduz o tempo de treinamento, já que estão capacitados em cada trabalho. Cada seis dias rodam da fábrica à creche. Assim inclusive se alguém estiver doente, não diminuímos a produção devido que outro empregado pode entrar e fazer seu trabalho. Além disso, é uma carga mental a menos se seus filhos estão perto e bem cuidados, o que em longo prazo significa produtividade constante e empregados mais felizes.
-Quantas pessoas trabalham para você?
-Tenho seis empregados a tempo integral na fábrica. Uma mulher me ajuda com o trabalho de escritório.
-Com certeza tem uma lista de espera de um quilômetro de comprimento de empregados potenciais, no caso de que alguma dessas mulheres fosse tão tola para deixar de trabalhar para você.
-Agora que sou mãe, sei que tomei a decisão correta na criação da empresa como fiz.
Jacob estava calado.
-Então quando chega o momento de sair do trabalho, conduz para casa e passa suas noites cuidando de Sofia? Depois de estar com ela o dia todo?
-Sofia não é uma carga, Jacob, ela é tudo para mim. Nunca soube que podia... Amar tanto alguém. — baixou a voz. -Às vezes estou tão aflita por ela, pelo pequeno ser perfeito que ela é e o muito que chegou a ser em minha vida...
Nessie ainda se surpreendia todos os dias do muito que o nascimento de Sofia a mudou como pessoa. Agora Jacob estava aqui, dando a oportunidade de despir todas as emoções que manteve em seu interior a respeito de como este milagre deles era o melhor que aconteceu a ela. Ele entenderia? Ou simplesmente a fazia parecer patética que não tivesse a ninguém mais com quem falar? Sobre tudo, quando ela sabia que ele tinha o apoio de sua enorme família?
Certo, Nessie poderia se abrir e contar tudo a Claire, Deus sabia que ela escutou os problemas de Claire há anos. Mas Claire já proporcionou toneladas de apoio emocional durante a gravidez de Nessie e o nascimento de Sofia. Parecia cruel desfazer em elogios a respeito das alegrias absolutas da maternidade e seu formoso bebê considerando o desengano que Claire sofreu alguns anos atrás.
Por muito que Nessie apreciava e realmente gostava de suas empregadas, havia uma linha entre o trabalhador e o chefe que não se sentia cômoda atravessando. Entre a criação de seu negócio e dar a luz a Sofia, não teve muita oportunidade de conhecer outras mulheres na comunidade ou fazer amigos.
Só queria amizade de Jacob Black?
-Nessie? O que está passando nessa bonita cabeça? — murmurou ele.
Sopa emocional. Quer provar? Às vezes está quente, às vezes está fria.
Jacob deu a volta para olhá-la.
-Ouça.
-Não é como se tivesse escolha.
-Tem agora. — ele acariciou a bochecha dela. -Vou estar aqui cada noite assim que termine no rancho. Não vou deixar que faça isto só nunca mais.
Poderia ser que fosse uma tola, mas queria acreditar. Queria se jogar em seus braços e chorar de gratidão. Mas a fé cega causou mais problemas em sua vida que a auto-suficiência, por isso manteve seu escudo de ceticismo intacto.
-Assim, nada mais? Sem discussão? Simplesmente aceita isto? Aceita-a?
-Sim. — o polegar dele riscou os círculos escuros que ela sabia que eram visíveis sob seus olhos. -Sem dúvida Sofia é minha filha. Ela é minha responsabilidade. Em minha mente, isso significa que você é também. Acredite-me, isso tampouco é uma carga.
O pensamento racional desvaneceu quando ele a tocou. Sua doçura falava sentidas palavras, sua suave carícia, o calor em seus olhos deram um golpe emocional e ela não tratou de esquivar o golpe. Então o olhar de Jacob mudou de conforto a pura potência sexual masculina. Seu polegar se moveu para baixo e percorreu o lábio inferior. Uma e outra vez. Fazendo mais suave. Mais úmido.
Ele não disse uma palavra, não tinha que fazer.
Ela sentiu a mudança nele e tratou de deter seu corpo de responder de igual maneira. O fôlego de Jacob soprou por sua bochecha em um erótico golpe de calor. Nenhum homem a cuidou da forma em que ele o fazia.
Ela tratou de afastar esses pensamentos, mas ele apertou a mão ao redor da parte superior de sua coxa.
-Me deixe falar minha parte antes de sair correndo... Não vim aqui para isso, mas houve uma faísca quente entre nós desde o dia que nos conhecemos. Que me crucifiquem se for negar que esteja ocorrendo de novo.
-A negação seria mais fácil.
-Talvez para você. Não para mim. Nunca para mim. Fingi com você uma vez. Não vou fazer de novo. Jamais. — então a soltou, e saiu da sala.
Bem feito, Black. Diz que não vai atacar e o que é o primeiro que faz? Grunhir e ir todo Lobo Grande Mau sobre ela.
Cristo. Era um idiota. Um toque, um olhar otimista de Nessie e ele se transformava em um sapo no cio. Jacob tomou várias respirações profundas e olhou pela janela sobre a pia.
Seus sentimentos por Renesmee não mudaram. As coisas se foram ao inferno entre eles o verão passado antes que ele tivesse reunido as tripas para confessar que se apaixonou por ela. E a julgar pela forma em que ela estava agindo, não daria boas-vindas a qualquer declaração de seus sentimentos. Ao menos não agora. Parecia que não tinha mais remédio que frear e deixar que esta obra fosse ao ritmo dela, não ao dele. Por sorte era um homem paciente.
Mais tranquilo Jacob pegou uma mamadeira da geladeira. Sofia despertaria logo, podia bem estar preparado para alimentá-la.
Uns passos suaves detiveram atrás dele.
Jacob deu a volta.
-Olha. Sinto muito. Te toquei como se tivesse direito a fazer. Não tenho. O último que quero é fazer se sentir incômoda em sua própria casa. – ele disse para Nessie.
-Esqueçamos, de acordo? Atribuamos a que foi um dia estressante. Vou subir para preparar seu quarto. Sofia está ainda aqui no berço. Escutará se acorda?
-Certo. Onde vou dormir?
-No quarto de hóspedes.
-Onde está acostumada a dormir Sofia?
-Em meu quarto. – ela deu de ombros.
-Isso vai ser um problema quando eu levantar com ela no meio da noite.
-Não, não será. Cuidarei da alimentação da noite e me levantarei com ela, como sempre faço.
-Ao diabo que fará. Estou aqui para cuidar de nossa filha. Isso significa dia e noite. Se ela dormir em seu quarto, eu também dormirei.
Renesmee pareceu petrificada por um momento antes de recuperar sua compostura.
-Gracioso Black. Por um segundo acreditei.
-Não estou brincando. — ele cruzou os braços sobre seu peito, sabia que parecia beligerante e não se importou. -Estarei bem se mover seu berço ao quarto de hóspedes comigo.
-Mas todas suas coisas estão em meu quarto. Não planejei decorar e pô-la em seu próprio quarto ao menos por outro mês.
-Então seria inteligente deixá-la justo onde está, não é?
Ela piscou com a mesma expressão de olhos de coruja que Sofia teve antes.
-Assim o que você está dizendo é...
-Parece que você e eu vamos ser companheiros de quarto, querida.
-Oh, não.
-Oh, sim. Você fica em seu lado da cama. Eu ficarei no meu.
-Assim estamos compartilhando uma cama estritamente como sócios paternos?
-Sim.
-Será um perfeito cavalheiro?
-Se isso for o que quer. Além disso, provavelmente estará tão feliz de conseguir dormir uma noite completa que nem sequer se dará conta de que estou ali.
-Mas…
-Mas é só por umas poucas semanas, até que a ponha em seu próprio quarto, não é?
-Ah. Correto.
-Portanto, que tão difícil pode ser?
O olhar na face de Renesmee não tinha preço. Jacob sabia que ela não estava tão segura de que seria simples partilhar a cama com ele... E isso o deixava animado e esperançoso.
Notas finais
Jake é meio (ok, muito) mandão, mas eu adoro ele assim... kkkk... e ele vai precisar ser mesmo assim se quiser ter a Nessie de volta ;)
Obrigada pelos reviews :)
Comentem e rapidinho posto mais ;)
Bjs
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