Vidas Atadas

16 Capítulo 15


Notas iniciais
Oiii, como eu disse antes, ando passando por uns probleminhas que tem me mantido afastada daqui, mas felizmente tudo está se resolvendo e estou de volta... De agora em diante voltarei a postar com mais frequência novamente :)

Choveu todo o dia e ir trabalhar numa terça-feira chuvosa deprimia todo mundo... Mas era impossível estar deprimida quando Renesmee relembrou a gloriosa manhã chuvosa com Jacob... Beijos prolongados e minuciosos... As mãos acariciando sua pele nua... Seus corpos nus rodando e retorcendo em uma dança de amor sem pressa. Jacob rendeu culto a seus seios com os dedos, dentes e lábios... Apertando, amamentando, mordendo, arrastando sua barba matutina através das endurecidas pontas de seus mamilos, fazendo círculos de beijos úmidos sobre cada inchaço e curva até que ela esteve malditamente perto de gozar só pelo erótico calor de sua boca... Nada era tão adorável como a maravilhosa sensação de sua língua penetrando preguiçosamente em sua vagina no pré-amanhecer cinza nublado... Seu sedoso cabelo provocando na parte interior de suas coxas, como ele lambia e chupava a espessa nata que derramava de seu sexo... Os dedos cravando em suas nádegas enquanto a conduziu a um ofegante orgasmo duas vezes, antes de brandamente fazê-la girar sobre os lençóis de algodão.

Uma brisa fresca flutuou pela janela, pesada com o escuro perfume do chão empapado pela chuva. O ar úmido boiou sobre a pele quente de Renesmee, tão suave e bem-vindo como os beijos de Jacob.

Jacob estirou os braços por cima de sua cabeça e subiu os quadris, rastreando sua língua molhada para baixo de sua coluna vertebral, uma vértebra de uma vez. Essa travessa e malvada língua seguiu seu caminho, entre suas bochechas, através de sua coxa... Ele riu por seu gemido de aprovação.

Logo Jacob estendeu sua posição e elevou sobre seus joelhos atrás dela, ajustando a pélvis mais acima, a sua altura e a seu gosto. Nenhum impulso duro e rápido. Sua entrada foi lenta e doce. Uma vez que seu pênis esteve completamente assentado, ele começou a empurrar, uma lenta retirada, um rápido movimento de seus quadris e empurrou essa grosso pênis duro para dentro profundamente outra vez.

Ela estava apoiada sobre seu lado esquerdo olhando para a janela. Uma suave corrente de ar arrastou os perfumes da chuva, os lençóis úmidos e o forte suor masculino que empapava Jacob em um aroma intoxicante que a deixou ofegante.

-Bom dia, querida...Renesmee... Me ouviu?

Ela se assustou saindo de suas lembranças e viu sua secretária olhando da porta. Merda.

-Não. Estava pensando em outra coisa. Sinto muito. O que acontece?

-Telefone. Linha dois.

-Obrigada. — ela pegou o telefone e pressionou o botão. –Renesmee Cullen.

-Onde diabos está minha mulher?

-Perdão?

-Não me tome por estúpido. Onde está minha mulher? E meu filho?

-Quem fala?

-Sabe malditamente bem quem sou. Agora me deixe falar com essa cadela da Nadia agora mesmo.

-Sinto muito, senhor, mas Nadia não está aqui.

-Uma merda que não está. Ela não esteve em casa durante três malditos dias. Os únicos lugares que alguma vez vai são ao trabalho e para casa, e seguro como a merda que não está aqui.

Renesmee se obrigou a permanecer tranquila.

-Sugiro que se você pensa que sua mulher está perdida, se comunique com o departamento do xerife. — Renesmee desligou o telefone.

Jesus. Esse homem era desagradável. As palavras de Nadia, de que são todos iguais a ele, reproduziram em sua cabeça... Mas estava errada, Jacob não era assim. Absolutamente. Ele nunca demonstrou qualquer sinal de comportamento violento.

Olhou ao redor de sua sala e grunhiu com a bagunça que estava aquilo ali. Não era ela a chefa? Não poderia encarregar alguém mais que pudesse limpar e organizar toda aquela papelada e documentos? Nessie discou a extensão de Annie e disse docemente:

-Poderia vir por um minuto?

Annie abriu a porta instantes depois.

-Conheço esse olhar, chefa. De maneira nenhuma. Esteve adiando a “limpeza” deste escritório durante dois meses. Não vou fazer isto por você.

-Maldição. Como soube? Por favor? Pagarei horas extras.

-Droga, não vale à pena... Além disso, já passei por todo este lixo uma vez e voltei a passar a você porque não sabia que diabos fazer com ele.

-Isso é uma merda.

-Se anime pequena campista. Não se esqueça, amanhã é o seu dia na sala das crianças e não vai dar-me esse trabalho, tampouco.

-Por que a contratei mesmo?

-Porque me visto com elegância e posso cheirar merda a um quilômetro de distância.

-Falando de merda... A última chamada telefônica... Sabia que era o marido de Nadia?

-Sim. Identificador de chamadas. É a terceira vez que ligou hoje, mas finalmente perguntou por você. — seus olhos brilhavam. -Esse filho da puta tem que morrer.

Renesmee sorriu concordando e com um suspiro de resignação se deixou cair no chão diante da primeira caixa. Uma hora mais tarde noventa e nove por cento daquela bagunça estava no lixo. Espionou as outras onze caixas.

Talvez devesse salvar a si mesma de perder um montão de tempo e simplesmente jogar tudo fora. Não. Se ela se ocupasse de uma caixa ao dia, teria terminado em duas semanas. Simples.

Fez uma visita para comprovar Sofia na creche e retornou ao trabalho, evitando qualquer outra distração de sonhos úmidos com seu nu vaqueiro favorito.

***************

Jacob retornou para casa mais tarde que o habitual. Mais silencioso que o habitual, também. Parecendo exausto outra vez. Colocou roupas similares às dela, puídos shorts e uma camiseta já que ambos ficaram sem roupa limpa. Dedicou sua atenção a Sofia enquanto Renesmee ficava em dia com as montanhas de roupas para lavar. Ficaram sem mantimentos e sem os artigos necessários para a bebê também.

Ela franziu o cenho... Quando foi a última vez que foi ao mercado? Ao menos um mês atrás. Antes que Jacob se mudasse.

Jacob alguma vez comprou fraldas e leite materno? Perambulou para a sala de estar e viu Sofia sobre uma manta no piso e Jacob descansando ao lado dela.

Ele disse:

-Acredito que ela vai começar a engatinhar logo.

-É muito pequena.

-Mas olha com que rapidez esperneia... Em qualquer momento vai estar balançando e rodando, não é assim, menina?

Sofia sorriu e fez um ruído de gorgojeio.

Esta garota era uma mestra no que se referia a enfeitiçar seu papai.

-Sabe? Penso que está nascendo os dentes, por isso esteve tão irritada. – ele disse.

-Poderia ser.

-Não se supõe que deva receber sua outra dose de vacinas aos quatro meses?

-Sim. Não fui à consulta ainda.

-Ah. Bom, não queremos que se atrasem. Vai ser melhor que marque a consulta imediatamente.

Renesmee cruzou os braços sobre seu peito.

-Por que não se encarrega disso? Sofia vai a Dra. Monroe... Tira um momento conveniente dentro de seu horário, segunda-feira à sexta-feira, de nove a cinco, espera com as outras crianças doentes durante duas horas para uma consulta que dura dez minutos. Esta vez você pode segurá-la quando gritar quando cravarem as agulhas em suas pernas, dado que sei quanto você gosta das agulhas. E você pode caminhar de um lado a outro com ela durante dois dias depois porque as vacinas sempre a põem doente e brava.

-Ei. Não se ponha à defensiva. Só estava dizendo…

-Sei exatamente o que estava dizendo, Jacob. Quer estar envolvido em cada pequena coisa? Aqui tem sua oportunidade. E enquanto está nisso, por que não compra fraldas e leite materno porque estamos quase sem nada... E estamos escassos de comida e de sabão para a roupa e de artigos de limpeza e de todo o resto que se requer para levar adiante esta família. – girou sobre seus calcanhares e saiu rapidamente.

Puxou as roupas empapadas na secadora... A estúpida máquina não estava funcionando direito. Bem, poderia escorrer as malditas roupas as retorcendo a mão ou estaria uma eternidade para que a carga secasse. Não podia pendurar fora porque ainda estava chovendo.

Quando estava terminando todo o trabalho manual, Renesmee se acalmou bastante e percebeu que foi uma total idiota com Jacob. O homem sempre fazia tudo o que pedia, muitas vezes se ocupou de coisas antes que ela inclusive pensasse nelas. Ele não era nada mais que doce e alegre serviçal e afetuoso com ela e Sofia, e ela descontou nele como uma esposa descontrolada.

Esposa.

Maldição, essa não era uma palavra que ela usaria para se autodenominar ou para descrever sua relação com Jacob. Ela não era a esposa de Jacob Black.

E não incomoda nem um pouquinho? Não te pediu que se casasse com ele depois de fazer amor? Não desde a noite em que a amarrou.

Não. Isso não era assim. Se chateava se ele pedia; se chateava se não pedia. Ela não era essapsicopata controladora.

Era?

Sim, parecia que sim.

Argh.

Renesmee reconheceu seu erro e foi desculpar-se com ele... Mas encontrou a sala de estar vazia. Saiu correndo ao andar de cima. Nem Jacob. Nem Sofia.

Oh, inferno, não. Ele não se zangou e fugiu com seu bebê, não é?

Poderia culpá-lo se o fez?

Abriu com fúria a porta principal. Não ficavam dúvidas, sua caminhonete não estava. Renesmee tirou o telefone e discou seu número de celular, um número que ela programou, mas ao que nunca ligou.

-Alô?

-Jacob? Onde está?

-Em minha caminhonete.

-Sofia está com você?

-Sim, está comigo. Por quê?

-O que está fazendo?

-Indo à loja... — fez uma pausa. -Não é isso o que queria quando teve esse ataque de histeria, não faz mais de meia hora?

Merda. A vergonha esquentou suas bochechas.

-Não foi um ataque de histeria.

Ele riu brandamente.

-Sim, querida, foi.

Ela sorriu.

-Bem, foi. Mas não esperava que abandonasse tudo e fosse agora mesmo.

-Bom, não estava fazendo nada mais e precisava fazer isso, ou se não você não teria feito uma coisa tão grande disso, correto?

O homem era tão malditamente equilibrado. Por que não estava ladrando por ter sido tão bruxa com ele? Exigindo uma desculpa?

-Renesmee?

-Sim, precisava fazer. Lamento ter falado daquele jeito... E obrigada por se encarregar disso.

-Vê? Isso não foi tão difícil. E não há de que.

-Simplesmente não estou acostumada a nenhum tipo de ajuda, especialmente ajuda imediata.

-Essa é outra coisa que vai mudar. Olha, quero ajudar, mas necessito orientação... Estive solteiro durante muito tempo, querida. Viveria de Chili e sopa e lavar minha roupa só quando não ficasse nada que pôr.

-Boa coisa que me tem, né?

-Muito boa coisa, mas está enganando se pensa que as únicas razões pelas que estou com você é porque sabe cozinhar e lavar roupa... Além disso, a coisinha doce me disse que tinha vontade de passear no caminhão.

Ela riu.

-Fez?

-É claro que sim. – ele riu.

Nessie pressionou a testa no pilar de madeira molhado pela chuva do alpendre. Resistiu a perguntar se pegou a bolsa de fraldas. Ou se agasalhou Sofia já que o ar da noite estava úmido. Ou se sabia que tipo de leite materno e fraldas comprar. Na realidade resistiu a perguntar por que não pediu a ela que fosse também. Porque a soberba verdade era que Jacob não necessitava que ela fosse também. Por que esse pensamento não a fazia feliz? Porque ela queria que ele a necessitasse, da maneira em que ela estava começando a necessitá-lo.

-Nessie, estamos na loja. Nos veremos em um instante.

Ela desligou o telefone e ficou no alpendre, absorvendo o calor da chuva, se sentindo desconcertada e um pouco desolada.

Notas finais
Obrigada a todos pela paciência e apoio, talvez ainda esse fim de semana eu poste mais um capítulo :)
beijos