Vidas Atadas
17 Capítulo 16
Notas iniciais
E muito obrigada a Cathy Gomez pela recomendação :)
As luzes iluminaram o caminho de acesso. A caminhonete de Jacob rodou até parar. A porta abriu e uma bebê gemeu. Renesmee desceu com pressa os degraus do alpendre antes que Jacob tirasse Sofia do assento.
-O que acontece?
-Está chateada comigo por alguma razão. Gritou todo o caminho para casa.
-Estou certa de que não é algo pessoal com você, Jake. — Nessie pegou Sofia que imediatamente se aconchegou contra ela e parou de chorar.
Jacob congelou.
-O que você fez?
-Nada mágico. Deve ser sorte. — ela envolveu a manta sobre Sofia para protegê-la da chuva.
Dentro, enquanto esperava que a mamadeira esquentasse, mudou a fralda de Sofia e pôs seu pijama de algodão.
Depois de tomar a mamadeira, Sofia adormeceu. Nessie a colocou em seu berço e retornou à cozinha.
Jacob estava bebendo uma cerveja, contemplando para fora da porta traseira. Ela viu seis latas de leite materno, três pacotes de fraldas, quatro litros de leite, um pacote de maçãs, um pacote de seis cervejas e um bolo de chocolate.
Hmm. Não lhe deu uma lista, e ainda assim, era impressionante.
-Jake? Está bem?
-Não. Nunca imaginei o malditamente duro que é ir às compras com um bebê. Como um imbecil a tirei de seu assento do carro, pensando que o assento ocuparia muito lugar no carrinho... Assim que a estive levando nos braços, tentando manobrar o carrinho com uma só mão... Consegui chegar ao setor de bebês e peguei suas coisas, mas quando cheguei à padaria, ela estava gritando... Seguiu gritando... Todos ficavam me olhando como se fosse o pior pai do mundo… Ou olhando-a como se fosse uma dessas crianças malcriadas que se escutam por todo o supermercado. Peguei as cervejas e me dirigi ao caixa.
Ele esvaziou a garrafa e a colocou sobre o balcão.
-E Sofia simplesmente seguiu gritando... A caixa não via o momento de se livrar de nós. Carreguei a quantidade lastimosa de verduras no carrinho e me dei conta de que não poderia empurrar tendo ela nos braços, e destravar a porta do carro, inclusive se não tivesse estado chovendo. Tive que pedir ao menino das entregas a domicílio que me ajudasse com apenas cinco sacolas.
Renesmee envolveu os braços ao redor de sua cintura, pressionando o rosto em suas costas, esperando estar lhe dando algum consolo.
-Ir às compras é duro, sempre deixo Sofia com Claire quando vou.
-Teria gostado de saber isso. Não, me alegro de ter aprendido de primeira mão como é duro fazer as coisas mais simples quando está com um bebê. — Jacob girou e inclinou a boca para perto da dela. -Lamento muito não ter estado aqui, Nessie. Para tudo. Durante sua gravidez e seu nascimento, mas principalmente porque teve que fazer tudo isto sozinha e isso não é justo.
-Deixe de se castigar. Olhemos para frente, não para trás.
-Muito bem. Isso significa…
Um reflexo cegador de luz brilhou na janela atrás de Jacob. Renesmee olhou por cima de seu ombro. Um carro parou na cerca exterior e apagou as luzes.
-Que diabos?
-O que?
-Quem veio visitar as dez da noite? Estava esperando alguém?
-Não.
-Eu não gosto disto. — ela se apressou a sair da casa e chegou até a metade do caminho de acesso, quando a porta traseira do carro abriu e jogaram lixo no chão.
-Ei! O que está fazendo? — começou a correr. -Esta é uma propriedade privada!
O carro deu marcha, passando muito perto da cerca. O motor acelerou, água enlameada e cascalho a salpicaram da cabeça até os pés nus quando o veículo voltou descendo pelo caminho e perdendo de vista.
-Maldição!
Uma mão grande apoiou em seu ombro e a fez girar ao redor.
-Que diabos pensa que está fazendo?
-Não viu esse carro?
-E você correu até aqui para enfrentá-los?
-Estavam entrando a força.
-Jesus Cristo, Renesmee, e se tivessem tirado uma arma de fogo e tivessem disparado?
Ela ficou completamente imóvel.
-Deviam ser alguns garotos bêbados, não valia a pena o risco, eles podiam ter te atropelado ou algo pior.
-Eu…
-Jamais volte a fazer algo assim outra vez.
Se sentindo como uma idiota, Renesmee se retorceu para se liberar de seu agarre e correu para casa. Mal chegou à varanda, quando outra vez, foi segurada.
-Me solte.
-Não até que me responda. Nunca mais vai correr riscos como esse, entende? – ele a sacudiu um pouco. -Tem alguma ideia de como fico com o pensamento de que possa te acontecer algo?
Ela sussurrou:
-Não.
-Me quebra por completo.
-Jake...
-Não faça. Simplesmente não faça. — a puxou para seus braços e a sustentou tão apertadamente que ela não podia respirar. Beijou a parte superior de sua cabeça enquanto murmurava em seu cabelo molhado. Sua boca roçou a testa. A têmpora. A bochecha. Mas quando chegou aos lábios, sua boca não roçou, devorou.
Nessie devolveu o beijo ferozmente. Com necessidade. Frustração. Cada emoção negativa alimentando sua paixão.
Jacob a soltou. Tirou bruscamente a camiseta dela sobre sua cabeça. Arrastou os shorts para baixo de suas pernas. Arrancou suas próprias roupas.
-Assim mesmo... Suja, zangada e molhada... — ele não esperou sua resposta. Meio que caíram ao chão empapado. Sob o aguaceiro da chuva fria, Nessie jurou que ela podia ver vapor desprendendo de seus corpos quentes. Jacob segurou suas mãos por cima de sua cabeça. Ela estava perdida para qualquer tipo de realidade além de seu sólido peso pressionando sobre ela. Gritou quando a boca dele se conectou a um mamilo e o chupou com força.
-Por favor, por favor, por favor. – ela gemeu e enganchou os tornozelos na parte baixa de suas costas, bombeando os quadris juntos.
A cabeça escorregadia de seu pênis deslizou sobre seu clitóris e então toda essa rígida grossa masculinidade surgiu dentro dela.
Um ofegante soluço explodiu dos pulmões dela.
Jacob pôs a boca em seu ouvido.
-Quero te ouvir.
Renesmee sabia que nenhum dos dois duraria muito tempo, era muito intenso. A necessidade muito urgente. Ela desejava essa corrente orgástica, ardia por isso. Arqueou e sacudiu contra ele.
-Mais... Jake, por favor.
Seu pênis brocou dentro dela. Duro. Rápido. Profundo. A água chapinhava ao redor deles.
Ele grunhiu:
-Me deixe ouvir... Grita para mim.
E ela fez... Gritou até que cada pulsação palpitante se atenuou para ser nada mais que um batimento do coração monótono. Pestanejou para afastar a água da chuva e abriu os olhos, para ver Jacob olhando-a.
-Deus. Nessie. Eu… — seu corpo inteiro convulsionou enquanto gozava com um rugido. Depois, ele enterrou o rosto em seu pescoço enquanto ainda tremia.
A chuva caía incessantemente. Era assombrosamente tranqüilizador tudo aquilo... Cheirar a terra árida debaixo deles absorvendo cada gota de umidade. Sentir os ásperos dedos de Jacob rodeando seus pulsos. Senti-lo quente e duro dentro dela. Escutar a dificultosa respiração retornar a seu ritmo normal.
Sim, havia certa satisfação em aceitar que não só deu a este homem o controle de seu corpo, ele assumiu o controle de seu coração.
*****************
Jacob havia fodido Renesmee como um absoluto animal, ali ao ar livre... E a ela não pareceu se importar.
Um sentido primitivo de satisfação o afligiu e ele não podia esperar para tomá-la outra vez. Marcá-la como dele.
Soltou os pulsos dela e levantou a parte superior de seu corpo para olhá-la.
Ela escovou para trás o cabelo molhado grudado em sua testa e acariciou a bochecha, deixando que a ponta de seu polegar rastreasse seus lábios. Não disse uma só palavra. Não fez nenhum movimento para… Bom, se mover.
Jacob abriu a boca para falar e ela negou com a cabeça. Então Nessie o beijou com doçura e paixão, deixando-o necessitado outra vez.
Ela preferia que este fosse um encontro mudo? Estupendo. O que ele pensava fazer provavelmente a deixaria malditamente muda de qualquer maneira.
Tirou o pênis para fora do corpo dela e ficou em pé... Jacob a ajudou a levantar, depois tomou suas descartadas roupas empapadas, as deixando no alpendre. A guiou subindo as escadas, passando por seu quarto e indo diretamente ao banheiro.
Ela deu um passo dentro da ducha e a ligou, dando tempo a ele para agarrar apressadamente o que necessitava para se barbear.
Jacob correu para trás da cortina da ducha e se uniu a ela sob a água quente. Enquanto ela enxaguava seu cabelo, ele fez espuma em uma esponja com sabão aromatizado com essências de salvia e limão, e começou a lavá-la. A graciosa linha de seu pescoço... Depois seus seios cheios... Sua barriga... A curva de seus quadris... Descendo em cada perna.
Sem palavras, se virou e passou a esponja através de seus ombros... Sobre suas costas... Quando chegou a seu traseiro em forma de pêra que o deixava louco de luxúria, se apertou contra ela. A água caía em cascata sobre eles.
Ele empurrou seu cabelo a um lado e falou contra sua pele molhada:
-Você me deixa louco Nessie... Te quero de novo e de novo...
-Você já me tem Jake. – ela disse sem pensar, apenas entregue a ele.
Jacob sorriu e eles se amaram de novo e de novo sem se importarem com nada mais!
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Outra boa coisa a respeito de ter uma criança é: não precisa ter um relógio despertador. Renesmee bocejou, colocou os pés no chão e olhou por cima de seu ombro a Jacob… Que estava olhando-a, um sorriso adormecido e tolo em seu rosto duro.
-Bom dia, linda.
Ela se sentiu derreter. Senhor. Deveria ser ilegal estar tão bem e lindo logo de manhã.
-Bom dia, bonito.
Seu sorriso se ampliou.
-Bonito? Nossa, Srta. Cullen acredito que é a primeira vez que me diz isso.
-Sim? Bom, é bonito, Black, mas que não suba à cabeça.
-Muito tarde, isso depende de que cabeça está falando.
-Tá... – ela riu, levantou e tirou Sofia de seu berço. Beijou a parte superior da cabeça de Sofia e a abraçou mais perto.
-Traz ela aqui. – Jacob disse.
-Provavelmente tenha fome.
-Ambos sabemos que estaria gritando se tivesse fome. — Jacob rodou para seu lado e deu uma palmadinha no colchão. -Ei, bebezinha... Vem ver o papai.
Sofia o olhou e sorriu para ele.
-É um descarado... — Nessie avançou lentamente para a cama e colocou Sofia entre eles.
-O que posso dizer? Ama-me.
Igual a mim.
Seu corpo, sua mente, inclusive seu sangue ficaram absolutamente congelados. Jacob nãonotou. Ele estava beijocando as bochechas de Sofia, soprando bolhas em seu pescoço, e deixando-a que o agarrasse pelos cabelos.
Oh Deus. Era certo. Amava Jacob Black.
Seu lado cético perguntou, desde quando?
Talvez desde o começo quando ele desmaiou ao ver Sofia. Ou quando insistiu em mudar para lá. Ou quando demonstrou que seu amor por sua filha não tinha limites. Ou quando exigiu a completa rendição sexual de Nessie e nunca abusou de sua confiança. Ou quando demonstrou com ações, não só com palavras que a compreendia, aceitava, e ainda assim gostava. Ou porque ele era um eterno otimista, seguia pedindo que se casasse com ele, ainda quando ela continuava dizendo que não.
Maldição. Mas Jacob não perguntou outra vez ontem à noite... Depois de fazer amor com ela.
-Nessie? Ah. Um pouco de ajuda aqui?
Sofia tinha dois punhados do cabelo de Jacob, seus braços se agitavam violentamente, seus pés chutando no queixo e no pescoço. Nessie abriu os dedos de Sofia e a bebê fez um grito de protesto.
-Sei que você gosta de puxar o cabelo do papai, mas ele não deveria permitir isso porque não queremos que tenha má reputação na creche, não é? – deu a Jacob um olhar travesso.
Quando ele sorriu com ar satisfeito, ela se focou em Sofia.
-Vamos começar nosso dia? Tenho que estar no trabalho mais cedo.
-E eu aqui esperando que pudesse arrastá-la outra vez à cama por um tempinho.
Ela levantou os olhos para os dele.
-Fala sério?
-Sempre sou sério no que se refere a te ter nua entre os lençóis.
-De maneira nenhuma. — quando ele abriu sua boca para instituir a regra do nudismo, Nessie levantou a mão. -Eu deixarei para outro dia.
-Já fizemos sob a chuva uma vez, mas estou preparado para outra rodada.
Esse satisfeito sorriso masculino... Ela devolveu sorrindo zombeteiramente.
-Sabe o que quis dizer.
-Está dolorida esta manhã, querida?
-Um pouquinho. Mas valeu a pena. Homem, isso realmente valeu a pena.
-Foi uma das noites mais quentes de minha vida. – ele sorriu com malícia e ela corou.
-Não vai ao rancho?
Jacob olhou de esguelha à chuva golpeando a janela.
-Eu disse a papai e Embry que não iria se continuasse chovendo. Não é que esteja me queixando porque necessitamos da umidade desesperadamente... Mas não há nenhum motivo em ir ali para fazer nada quando posso estar aqui. Não quer ficar em casa também?
-Não. Na realidade, hoje é meu turno no serviço de creche. Inclusive apesar de que estou realmente atrasada com o trabalho do escritório, não seria justo se não fizesse minha parte.
-Quantos pequeninos?
-Oito incluindo Sofia.
-Inferno, não vou ficar sem fazer nada. Que tal se tomo seu turno na creche assim você pode adiantar o trabalho?
-Está brincando.
-Não, de verdade. — seu olhar estreitou para ela. -Por quê? Acha que não o posso fazer?
Merda.
-Vai ficar louco.
-Mais louco que me encarregar de algumas dúzias de bezerros recém-nascidos na neve e ter a eles e a suas mamães todos gritando ao mesmo tempo?
-Não. Diferente.
-Não acha que possa fazer, não é?
Minta, minta, minta.
-Foi muito doce de sua parte oferecer, Jake…
-Doce, uma ova. — ele ricocheteou da cama. -Eu farei. Serei o melhor trabalhador de serviço de creche que alguma vez tenha visto. E vou fazer comer suas palavras na hora de saída, chefa.
-Bem...
-Quer apostar?
Ela bufou.
-Essa é uma aposta idiota.
-Então por que não respalda o que diz? — Jacob se inclinou para frente. -Se ganhar, você faz algo para mim. Se você ganhar, eu faço algo para você.
-Bem. O que quer?
Seu sorriso de lobo apareceu.
-Quero que me dê uma mamada em meu caminhão enquanto estamos conduzindo pela estrada.
Renesmee o olhou de esguelha.
-Oh. Meu. Deus. Você não acaba de tirar isso da manga, não é? Quanto tempo esteve planejando algo tão retorcido como isso, Jacob Black?
-Com você? Desde o dia em que nos encontramos. A fantasia só se tornou mais específica desde que sei malditamente boa que é com essa sexy boca. — Jacob envolveu uma mecha do cabelo de Nessie ao redor de seu dedo. -O que você quer? O que tem vontade?
Que me peça que me case com você outra vez.
Maldição. Ela não podia, não devia soar tão malditamente necessitada. Nessie considerou por um segundo antes de sorrir.
-Quero te amarrar na cama.
-E?
-E... Que não fica claro sobre isso?
-Seja específica, porque se é atar-me e deixar ali sem jogar nenhum retorcido jogo sexual, bom, querida, isso não vai ocorrer.
-Haverá jogos sexuais, vaqueiro, não se preocupe por isso.
Jacob a beijou na boca.
-É um trato. Agora desculpe, tenho que estar preparado para meu trabalho. Escutei que minha chefa é realmente durona.
Nessie olhou para Sofia e disse:
-Bebê, acho que criei um monstro.
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