Vidas Atadas

2 Capítulo 1


Notas iniciais
Oiii
Muito obrigada a quem leu e deixou seus reviews, aí está o 1º capítulo e estou torcendo para que gostem ;)

Nove Meses depois


A porta fechou de repente, forte o suficiente para sacudir toda a casa.

-Jacob Black. Quero falar com você agora mesmo.

Jacob suspirou. Perguntou o que fez para provocar a ira de sua mãe nesta ocasião. Esqueceu o assento do vaso para cima? Estacionou em seu lugar? Esqueceu-se de limpar os pés? Ela sabia como mortificante era ser tratado como um menino travesso de onze anos de idade, em vez de um homem de trinta e dois anos de idade, responsável pelo funcionamento de um rancho enorme.

Um homem de trinta e dois anos de idade que vivia na casa de seus pais.

Temporariamente, corrigiu em silêncio. Havia voltado de um experimento de pastoreio de um ano de duração há somente dois dias, e se sentia como se tivesse retrocedido no tempo vinte anos.

O um metro e cinquenta e três centímetros de Sarah Black entrou na sala de estar. Cada vez que ela se zangava, ele e seu irmão Embry rindo baixo a chamavam de o tornado, a suas costas, é óbvio.

Não entendia o que significava o brilho em seus olhos invocando hoje seu sorriso secreto. Algo tinha acontecido. Por reflexo ele se sentou mais erguido. Em vez de arriscar a dizer um algo errado, Jacob não disse nada.

Ela agachou junto a ele, seu rosto uma máscara de fúria.

-Não sei que diabos acontece com você. Achei que era melhor que isso.

-Melhor que o que?

-Não minta pra mim.

Contou até dez.

-Não estou.

-Não minta pra mim. – Sarah repetiu seriamente.

-Mamãe. Se acalme. Mentir a respeito do que? O que acontece?

-O que acontece? Seu comportamento é o que acontece.

-Do que está falando?

-Estou falando de você sendo tão... — estendeu seus braços. -Sendo tão um Black!

-Em que?

-Nunca o cataloguei como do tipo “deixe de lado”, Jacob. Tinha esperado que fosse diferente.

-Mamãe…

-Por que é tão condenadamente difícil que mantenha o maldito zíper de suas calças fechado, e não se lembra de usar uma maldita camisinha?

Desconcertado, ele ficou olhando enquanto ela destrambelhava e xingava pelos cotovelos.

-Assim que se viram pegados no momento da paixão, entendo. Mas esperava que fizesse o correto, Jacob, não partir... Ou fugir como parece que seja o caso.

-Perdeu sua cabeça? A respeito de que demônios está balbuciando?

-Você… — pressionou o peito forte com seu dedo indicador.

-Faltou a seu dever de me dizer que deixou grávida uma mulher e logo foi para o norte do rancho Black, deixando-a para tratar com a gravidez e o bebê completamente sozinha.

-Que mulher? Que bebê?

Sarah Black se levantou... Uma mistura de surpresa e resignação substituiu à ira em seu rosto.

-Oh, meu Deus. Realmente não sabe a verdade, filho?

-Saber o que?

-Saber que é pai.

-O que? Diga isso outra vez.

-Já me ouviu corretamente. É pai.

Jacob se manteve calmo à luz dos delírios de sua mãe.

-Lembra onde estive os últimos doze meses? Não vi uma mulher nesse tempo, estive sozinho.

-Que seja, porque esse bebê tem mais de três meses de idade.

O maldito coração de Jacob parou. Sua boca secou quando fez os cálculos em sua cabeça. A última vez que teve relações sexuais foi o ano passado com Nessie. Em seu único, espontâneo, apaixonado encontro de amor, esqueceram-se de usar uma camisinha.

Não é que falassem sobre o "ops" incidente depois. Ela esteve furiosa quando se inteirou de sua duplicidade; ele se resignou a perdê-la para sempre depois de que não devolvia suas chamadas de telefone. Abandonou a cidade em duas semanas. Jacob percebeu, pela primeira vez, que era muito possível que ele pudesse tê-la deixado grávida.

Ah, sim? Se isso for certo, então por que não entrou em contato comigo depois de que enviei uma carta?

-Jacob.

-Viu Renesmee?

-Droga! — ela negou com o dedo na cara dele. -Não o vai negar?

-Não, mas é melhor começar pelo princípio e me diga exatamente como tropeçou com esta informação.

-Muito bem. Entrei na loja dela em Sundance por um pote de creme de mãos. Claire sempre me ajuda. Assim imagina minha surpresa quando vejo a proprietária trabalhando na caixa registradora... Imagine uma surpresa ainda maior quando vejo um doce bebê situado em seus braços... E que o bebê tem um arbusto de cabelo negro e me olha com esses seus olhos... Vi muitos bebês Black nos últimos trinta e seis anos e não havia nenhuma dúvida de que estava olhando a um. Quando Renesmee viu o nome no cheque, gaguejou e não pôde desfazer de mim o suficientemente rápido. Eu sabia que o bebê tinha que ser seu. Ou de Embry... Mas Renesmee é muito elegante e ambiciosa para ser do tipo de Embry... Então algo desencadeou minha memória. Embry mencionou que depois da morte de seu primo, você terminou mal com uma mulher, é a razão pela que estava tão ansioso por desaparecer o ano passado e pegar um trabalho no monte que ninguém mais queria?

-Parcialmente, mas estou seguro que não sabia que estava grávida porque nunca a deixaria. Nunca. Sabe isso. — isto era tão incrível que estava tendo um endiabrado problema de concentração.

-Perguntou se...?

-É obvio que não perguntei. — ela se inclinou. -Sabe como era difícil? Ver essa bebê, toda cheia de fitas e laços cor de rosa, sorrindo, sabendo que era minha neta?

-Nessie teve uma menina?

-Sim. É a segunda menina Black nascida em cento e vinte e três anos. E ela é sua.

Dele. Tinha uma filha. Merda. Se Jacob não sentasse, estaria caindo. Repetiu estupidamente...

-Um bebê? Nessie tem um bebê? Sou o pai?

-Parece que sim.

-Como chama?

-Sofia.

Sofia. Bonito. Sua cabeça dava voltas.

-Por que não me disse isso?

-Não sei filho, mas suspeito que seja melhor que descubra.

-Maldição. – ele desenganchou seu chapéu do gancho e saiu para sua caminhonete.

No caminho até a cidade, Jacob recordou seu primeiro encontro com Nessie. Pensou nela e em seu estúpido engano, nos intermináveis dias que viveu sozinho na parte mais remota do rancho Black. Ficou obcecado com ela, relembrou de cada maldita palavra de cada um de seus encontros. Cada beijo, cada contato.

Essa tarde do último verão flutuava em sua mente com perfeito detalhe.

Jacob estava parado na calçada pensando aonde ir comer antes de voltar para casa, quando ouviu um repico e voltou à cabeça para ver uma mulher com saltos caminhando rapidamente rua abaixo.

Deus bendito. Era toda curvas: quadris, traseiro, coxas e seios. Adorava as mulheres que pareciam mulheres e não esqueletos com pele. Seu cabelo liso tinha um toque de vermelho que brilhava a luz do sol. Jacob tocou a ponta de seu chapéu em saudação e deu um passo atrás afastando de seu caminho, assumindo que não passaria de um cumprimento.

Mas a Miss Curva Sexy encostou seus sapatos bicudos contra suas botas cobertas de merda e o repreendeu.

-Foi um completo imbecil a outra noite, Embry Black. Eu não gostei que me deixasse plantada no restaurante. Pedaço de imbecil…

-Droga! Espera um minuto. Não sou…

-Ao menos podia se desculpar, se posso dizer. Por que está aqui? Pescando uma nova mulher que dê uma parte de traseiro em seu primeiro encontro, afinal eu não faria?

O idiota de Embry era como um grão no traseiro. Em ocasiões como esta era totalmente evidente que eram gêmeos idênticos e que poucas pessoas podiam distingui-los. Esta mulher devia ser o encontro de Embry da outra noite.

Seu irmão era um completo idiota.

-Não tem nada que dizer Black?

Ocorreu uma estupenda ideia sobre como fazer isto correto.

Não. Era uma má ideia. Uma ideia terrível, avisou sua consciência.

O diabo sobre suas costas gritou: Faz. Embry e você costumam trocar de papel todo o tempo.

Não a está enganando; está protegendo o nome Black de outra desagradável fofoca.

Surpresa, surpresa, seu lado canalha ganhou a batalha.

-Sim, tenho algo que dizer. — como diabos se chamava? Algo estranho. Droga. -Renesmee.

-Estou escutando.

-Sinto muito. Perdi seu número e não pude ligar para me desculpar por agir como um imbecil de primeira classe. Mas, isto… Tomei… Isto… Um remédio para alergia e fiquei mal.

Normalmente não sou assim. Não lembro grande coisa além de ir para casa e ficar adormecido.

Renesmee o olhou com ceticismo.

Merda. Não ia engolir isso.

-Posso compensar? Convidar para jantar? Juro que não vou sair outra vez.

-Quando?

-Que tal agora?

-Certo. Gosta de comida vegetariana?

Merda. Jacob compôs um sorriso falso.

-Totalmente.

Ela riu, e soou como campainhas.

-É um mentiroso. Sua família cria cabeças de gado. Provavelmente dispara nos vegetarianos.

-Só se formarem parte de uma manifestação da Sociedade Protetora dos Animais protestando por nosso desumano trato às cabeças de gado. Isso enche o saco.

-Posso imaginar.

-Além disso, como salada. Não estou louco pelo tofu, ou pelos feijões amassados e servidos como hambúrgueres... Um hambúrguer tem que ser de carne... Os feijões só estão bons nos tacos e no chili. – Jacob revirou os olhos. Diabos. Esteve balbuciando.

Seus lábios curvaram em um sorriso felino.

-Uma lástima que não fosse tão honesto na outra noite. Conheço o lugar apropriado. Vamos.

Dez minutos mais tarde, Jacob estudava o menu.

-Odeio quebrar seus esquemas, Renesmee, mas isto não é um restaurante vegetariano.

-Sei. É o restaurante mais caro da cidade. E afinal disse qualquer lugar, considerei que me devia o melhor.

-É um pouco dura de dobrar, não?

Ela encolheu os ombros.

-O que vai comer?

-Berinjelas à parmegiana.

-De verdade?

-Sim. Por quê?

-Supus que iria pedir carne.

-Não como carne todos os dias do ano. Como muitas outras coisas. – e o que queria era comer a ela... Arranhar sua garganta com seus dentes descendendo até a base do pescoço, na zona que se curvava para seus ombros. Mover a língua sobre o palpitante pulso sob sua mandíbula. Ansiava para comprovar se tinha um toque de perfume atrás de suas pequenas e doces orelhas ou se era a essência natural de sua pele que cheirava tão maravilhosamente bem.

-Está olhando embevecido, Black.

Jacob a olhou nos olhos.

-Perdão.

Nessie pegou o menu.

-Não vamos fazer isto outra vez, não é? Insinuações sexuais e você comendo com os olhos meus seios.

-Não estava comendo com os olhos seus seios. Estava observando seu pescoço.

Ela pestanejou.

-O que posso fazer se tem um pescoço muito sexy… Quero dizer… Bonito. Não era minha intenção te fazer sentir incômoda.

Depois que a garçonete pegou seus pedidos, Jacob brincou nervosamente com seus talheres.

-Então, te liberaram do rancho hoje?

Ele franziu o cenho.

-Que quer dizer?

-Na outra noite, soava como se nunca viesse à cidade, como se sempre estivesse preso em meio de nenhuma parte.

Embry com certeza jogou “sou um vaqueiro solitário sobre o horizonte” assumindo que ela estaria mais inclinada a ter uma transa com ele se pensava que não era um idiota brincalhão disposto a gabar-se todo momento, que é exatamente o que Embry era.

-Há suficientes rapazes trabalhando, posso tirar o dia livre de vez em quando.

-É um negócio familiar, não?

-Algo assim. Há quatro extensões separadas. A nossa e a de meus tios. Meus primos ajudam meus tios, todos eles têm terras de sua propriedade, mas levamos os ranchos juntos. A fazenda é vinte e cinco vezes maior que quando meu tataravô estabeleceu no território de Wyoming e estendeu por três condados.

-Assim, sempre quis ser fazendeiro? Ou é outra dessas heranças familiares sobre a que não teve escolha?

-É algo que sempre quis fazer. O único, realmente.

-Quantos acres têm?

Jacob ficou inquieto e tomou seu copo de água.

-Disse algo errado?

Como ele não dava explicações, ela atalhou...

-Sou nova aqui, lembra? Me interrompa sem problemas se tiver quebrado algum código do oeste ou algo assim.

-A verdade é que não pergunta a um fazendeiro sobre o tamanho de sua propriedade. Nem sobre o número de cabeças de gado que tem. É como perguntar a alguém quanto dinheiro ganha.

-Em outras palavras, é uma grosseria.

-Sim.

-Sinto muito. Conte-me mais sobre sua família.

Será que ela suspeitava que ele não fosse Embry?

-Por quê?

-As famílias grandes me fascinam, a minha é muito pequena.

-Minha família é muito grande, muitos primos... Mas em minha família mais próxima só somos meu irmão e eu.

Renesmee colocou sacarina em seu chá gelado.

-Irmão mais velho ou mais novo?

-Mais novo. — por quatro minutos. -E você?

Depois de perguntar, teria chutado a si mesmo se pudesse, provavelmente ela contou a Embry. E diabos! Não esteve tagarelando como um enganador?

Realmente importava cada maldito membro de sua família e suas sórdidas histórias? Suas bochechas avermelharam.

-Eu tenho uma irmã mais nova. Claire. Define a si mesma como rebelde desde que trabalha em um salão de tatuagens. — Nessie sorriu zombeteiramente. -Agora que me estabeleci e estou fora de Los Angeles ela vai e se muda de Denver.

-Não há muitos tatuadores por esta zona.

-Espero que isso signifique que seu negócio prosperará. Minha mãe cresceu aqui e mudou para costa. Minha avó morreu faz dois anos e deixou a minha irmã e a mim uma pequena extensão de terreno.

-Não deixou o lar de sua mãe?

Nessie sacudiu a cabeça.

-Minha mãe morreu faz sete anos. Meu pai quatro anos antes.

-Sinto muito.

-Obrigada. Quando vovó morreu eu necessitava uma mudança, sair dessa corrida de ratos. O estado do Wyoming me ofereceu apoio financeiro para converter meu hobby em um negócio, assim que fiz. Levou um ano montá-lo e pô-lo em marcha.

Jacob picou em sua salada.

-Acreditará que sou um completo imbecil se disser que não lembro qual é seu negócio?

-Isso é porque não me perguntou.

Sua cabeça elevou.

-Isso me converte em mais imbecil ainda.

Sua doce e sonora risada soou outra vez.

-Vou deixar sem trabalho toda a empresa farmacêutica em um futuro próximo.

-Estupendo. O que é que faz?

-Crio uma linha de beleza de produtos naturais, fabrico-os justo aqui na propriedade de minha avó.

A refeição chegou. Em vez de dizer tolices, Jacob deixou que o silêncio persistisse até que acabaram de comer. Então a garçonete balançou com uma bandeja cheia de decadentes sobremesas.

-O bolo de chocolate parece bom. – apontou. -Renesmee?

-Nada para mim, obrigada.

Jacob franziu o cenho.

-Você não gosta dos doces?

-Adoro os doces. Estou tentando cuidar do que como, não quero ter mais problemas de peso.

As boas maneiras saíram pela janela.

-Que problema de peso? É perfeita, cheia de curvas e sexy e feminina como uma mulher deve ser. É esplendida e se não fosse porque estou tentando ser um condenado de um cavalheiro eu… — estupendo, agora pensará que está se comportando como Embry.

Jacob suspirou.

-Não importa.

Nessie se inclinou para ele, seus olhos ardendo com interesse.

-Não. Diga-me, cavalheiro Black. O que faria?

-Te alimentaria com o bolo só para ver seus lábios envolvendo o garfo. Então, observaria os belos músculos de sua garganta trabalhar engolindo o pegajoso doce, fantasiando sobre a possibilidade de que o chocolate manchasse deslizando por seu pescoço e eu pudesse tirar isso lambendo. Lentamente. E quando acabasse de alimentar, pressionaria minha boca contra a sua para saborear minuciosamente você e o bolo.

Ela não recuou.

-Surpreendida, querida?

-Estou mais que surpreendida, se quer saber a verdade.

-Por sorte para você, estou disposto a compartilhar. — desfrutou de uns poucos bocados e então pôs o prato no meio da mesa.

-Quero vê-la comer.

-É uma ordem? — Nessie cravou os dentes do garfo no bolo. –Se não como um pouco me obrigará a me alimentar?

-Quer que obrigue?

-E se dissesse que sim?

-Estaria em seu lado da mesa tão rápido que não poderia nem pestanejar.

Nessie disse:

-Sim.

Jacob voou a seu lado e estirou seu braço esquerdo pelo respaldo do assento, pressionando sua coxa contra ela.

-Não estava brincando.

-Não. Nunca perco a oportunidade de compartilhar o sabor de uma coisa doce na vida. – ele girou o garfo sobre a espessa cobertura de chocolate e o manteve frente a sua boca. -Abre para mim.

Seus lábios separaram ligeiramente.

Deslizou o garfo dentro.

-Chupe a doçura na ponta. Justo assim. Agora quero ver essa preciosa garganta se movendo quando engole cada parte.

Jacob quebrou o contato visual só para observar como engolia. Gemeu.

-Outra vez. Não sei por que me torturo mesmo, mas não posso evitar. Deus! Tem o pescoço mais sexy que vi.

-É a primeira vez que um homem se tornou poético sobre uma zona por cima de meus mamilos. — disse roucamente.

-Esteve saindo com o homem errado, coração. — nem imaginava como era certo isso.

-Sei agora.

Jacob encheu de novo o garfo e o passou provocativamente pela abertura de sua boca.

-Lambe um pouco.

Sua língua saiu como uma flecha.

-Quer tudo, não só uma delicada lambida.

-É muito grande.

-Pode tomá-lo. Abre mais. Sabe que quer tomar tudo.

Aqueles deliciosos lábios abriram e seu úmido fôlego de chocolate vagou à deriva.

Colocou o garfo sobre sua língua.

-Chupa. Sim, justo assim. — seu olhar deslizou por sua garganta. -Quero colocar meus dentes nesse ponto quente onde vejo seu pulso pulsar. Quero lamber de cima para baixo.

-Para.

-O que? — ele arrastou seus olhos de volta aos dela.

-Acredito que o meio de minhas meias vai fundir se continuar esquentando. E de repente não poderia me importar menos o bolo.

Jacob deslizou seu polegar pela parte inchada de seu lábio inferior. Mostrou a gota de chocolate que recolheu antes de introduzir na boca e aspirá-la com fricção.

-Mmm.

-É um demônio.

-Comida do diabo, neném, o melhor. — Jacob esboçou um sorriso. -Quer dizer que me redimi?

-Uh. — ela esclareceu a garganta. -Sim.

-Sairá comigo outra vez? Para tomar um café. Ver um filme. — sorriu astutamente. -Ou comer uma sobremesa? Tudo que queira.

Ela pareceu considerá-lo cuidadosamente.

-Que tal se nos encontrarmos depois de amanhã em frente do supermercado, às sete da noite?

-Posso te buscar em sua casa, se for um encontro.

-Não é uma boa ideia.

Maldição. Jacob pensava que esteve fazendo progressos com ela.

-Não confia em mim?

Renesmee deu uma ligeira cotovelada para que se levantasse.

-Não confio em mim mesma. — deslizou seus dedos pela borda de seu chapéu. -Me espere fora da loja, e não chegue tarde.

Um sussurro de seus lábios e se foi.

****************

Jacob sacudiu a cabeça afastando as lembranças. Estacionou e estudou o reanimado Edifício Sandstone. Em um extremo estava Dewey Delish Dish, um restaurante familiar que dirigia Emily, a mulher de seu primo Sam. No outro extremo, estava Healing Touch Massagem, propriedade de Kim, a esposa de seu primo Jared.

Justo no meio estavam às lojas Nessie Blue e Claire Ink. E dentro estava sua filha.

Deus! Nunca esteve tão malditamente nervoso em sua vida. Saltou de sua caminhonete e subiu devagar pelas escadas de tábuas de madeira. Frente à porta metálica tomou um segundo para respirar, compreendendo que a sensação de enjôo era devida à falta de oxigênio de seu confundido cérebro.

Um toque de campainhas tilintou quando entrou no grande armazém.

O aroma bombardeou. Não era pesado e enjoativo como um caro perfume, e sim singelo e doce. Natural. Recordava o aroma das flores selvagens nas amplas e abertas pradarias de Wyoming. Lembrava Nessie.

Falando do diabo… Justo então Nessie girou de lado e ficou congelada.

Olharam fixamente um ao outro em completo e estupefato silêncio.

Ela estava preciosa. Uma deusa terrestre em um vaporoso vestido turquesa que exibia seu pescoço de cisne à perfeição. Uma faixa vermelho escarlate presa ao redor de sua cintura atraía sua atenção à sexy curva de seus quadris. Seu cabelo estava mais longo, frisando perto do final de seus cheios seios.

Jacob limpou sua garganta e encontrou seu cauteloso e fixo olhar.

-É verdade Nessie? Temos uma filha?

Sua resposta demorou em chegar. Finalmente, assentiu.

-Por que não me disse isso?

-Tentei fazer, Jacob. Liguei para a casa de seus pais. Não estava ali. Disseram que se mudou. Não sabia onde. Não sabia se importava.

Em vez de ladrar uma babaquice, expeliu um suspiro frustrado.

-Isso significa que não recebeu minha carta?

Seus olhos estreitaram.

-Que carta?

Merda.

-Enviei uma carta faz mais ou menos um mês. Dizendo que voltava. Perguntando se podíamos deixar o passado no passado e começar de novo.

-Começar de novo como… Começar a sair?

-Uh. Sim.

-Não recebi essa carta. — apertou seus olhos fechados durante um momento. -Que mais dizia?

Sua expressão indicava claramente que pensava que estava mentindo. Enviou a maldita carta. Necessitou quase uma semana para escrever uns poucos e péssimos parágrafos.

-Podemos falar sobre isso mais tarde. Agora quero ver minha filha.

-Está dormindo.

-Não me importa. Desperte-a.

Renesmee abriu a boca. Depois a fechou.

-Voltarei em seguida.

Esse foi o minuto mais longo e espantoso na vida de Jacob. Todo seu corpo se sacudia. Inclusive teve que apertar seus malditos joelhos para que deixassem de tremer as pernas como a um potro recém-nascido. Gotas de suor caíam por suas costas, empapando o cinto de seu jeans. Apertou os dentes e fechou os punhos. Justo quando pensava que não podia esperar um segundo mais, Nessie apareceu.

Aproximou dele cautelosamente, sustentando um vulto envolto em uma amaciada manta amarela, aconchegada contra seus exuberantes seios.

Jacob não podia respirar. Não podia pensar. Não podia afastar seus olhos desse pequeno vulto. Deus. Era tão malditamente pequeno. Como podia viver ou respirar aí dentro um bebê?!

Quando Nessie se aproximou sigilosamente dele e jogou atrás a manta revelando uma doce, perfeita, bela e rosada carinha, Jacob teve um momento de completo orgulho e alegria antes que sua visão se fizesse imprecisa.

Balançou e tudo se voltou negro.

Notas finais
A fic está começando a esquentar em todos os sentidos neh? rsrs
Comentem e prometo que logo logo posto mais um cap.
Bjs