Vida Roubada
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Valew pelas recomendações *-*
Já haviam passado algumas semanas desde o incidente na fazenda, finalmente depois de um tempo em repouso Isabella fora liberada para voltar para casa.
Não que estar na fazenda tenha sido de todo o mal, ao longo desse tempo pode conhecer um Edward mais familiar, sempre preocupado com ela e seu bem estar, passavam horas conversando ou simplesmente lendo juntos, o que a surpreendeu, não imaginava que seu marido era um amante da literatura, aos poucos ele se tornou um amigo como nenhuma outra pessoa havia sido capaz de ser em sua vida.
Derek Durbin também se mostrou um grande homem, finalmente pode entender o que Edward lhe falou sobre seu amigo ser encantador a segunda vista, porque, por detrás de toda a casca de antipático que ele vestia, existia uma alma justa e amiga.
- Espero sinceramente que venha me visitar assim que possível! – disse Derek na varanda enquanto olhava para o seu amigo.
- De imediato será complicado, fiquei afastado da empresa por muito tempo e Isabella está chegando ao fim da gravidez.
- Eu sei... Você deve ficar com sua esposa nesse momento, é um período delicado para qualquer mulher.
Edward sorriu. – Vou cuidar dela! – garantiu. Definitivamente sua promessa estava sendo reafirmada com muita freqüência. Deu um suspiro e passou a língua entre seus lábios. Iria tocar em um assunto no mínimo delicado – A Tanya entrou em contado com você?
Derek arqueou as sobrancelhas – Porque a curiosidade?
- Estou preocupado Derek, Aro me disse que ela pediu demissão e depois do que aconteceu com Isabella... – suspirou – Bem, minha cabeça ficou direcionada a recuperação de minha esposa, mas ainda tenho um carinho por Tanya, esse tipo de sentimento não se vai assim. Ela é uma mulher muitíssimo especial.
- Esqueça Tanya, pelo menos por hora. Você agora é um homem casado e logo será pai, uma amante só iria complicar as coisas para você.
- Eu só...
- Só tem que cuidar de sua família. – disse Derek o cortando – Tanto eu como você conhecemos a Tanya o suficiente para sabermos a mulher maravilhosa que ela é. Não tenho duvidas que tenha tomado a melhor decisão que podia diante das circunstâncias. Ela sabe do carinho que nos dois temos por ela, se precisar, irá nos procurar.
Acenou positivamente – Você está certo! – concordou – Mas se souber de algo me avise?
- Se ela precisar de você pode ter certeza que não titubearei em lhe procurar! – garantiu Derek.
- Isabella já está me esperando muito tempo. – disse com um pequeno sorriso brotando de seus lábios.
- Que feio, deixar sua esposa esperando por conta de um velho. – disse brincalhão, fazendo Edward sorrir mias abertamente. Com carinho os dois se abraçaram. – Não se esqueça de me ligar avisando que chegaram bem!
- Pode deixar, fique bem!
Sem olhar para trás Edward foi para o carro, todas as suas bagagens já estavam guardadas e quando adentrou o veiculo e olhou para o lado viu Isabella lhe encarando com um sorriso na face.
- Vamos para casa? – perguntou animada.
- Sim, vamos para casa!
A viagem fora tranqüila, na maior parte do tempo apesar do desconforto Isabella permaneceu dormindo, o que deixou muito tempo para que Edward ficasse livre com seus pensamentos. Quando enfim chegaram, sua meiga e doce esposa lhe deu um sorriso onde ele pode ver mais que todos os dentes brancos e perfeitos que ela possuía, ele conseguiu ver felicidade e isso o deixou verdadeiramente animado.
- É bom está de volta! – murmurou ela.
- Pensei que morar aqui não fosse algo que lhe agradava. – retrucou, fazendo-a suspirar.
- E não era, sinto falta de minha tia e de Rose, do contorno familiar de minha cama ou do mar de Forks com aquela brisa salgada batendo em meu rosto, dos meus alunos e até mesmo do jeito rabugento do tio Ben... Mas eu aprendi a gostar daqui, gosto de cuidar das plantas e preparar a comida enquanto converso com Sarah, gosto de tricotar coisas para o bebê com Esme e gosto mais ainda de estar perto de você... – sua voz quase falhou ao declarar o quanto apreciava a presença de seu marido, um leve rubor deixou sua face ainda mais encantadora – Você me ajuda a tornar as coisas mais fáceis, mesmo com a Emmett circulando pela casa com a cicatriz aterrorizante que ele carregará para sempre no rosto – fechou os olhos por alguns segundos – Hoje eu consigo pensar em Jasper com mais facilidade e leveza, eu costumo sorrir às vezes e passei a ter esperança de que talvez ainda não tenha vivido tudo o que a felicidade reservou para mim, e isso é bom, e devo isso a você. Então sim, eu sinto como se estivesse em casa quando estou aqui e me sinto em família quando estou com vocês!
Diante de tamanha sinceridade, a simplória Isabella deixou o renomado advogado sem palavras. O fato era que ela também mudara e muito sua vida em tão pouco tempo, e isso o deixava bastante confuso.
- Acho melhor entrarmos – disse após alguns segundos, tentando não transparecer os sentimentos conflitantes que se chocavam dentro dele – Você precisa repousar!
Suspirou irritada – Estou cansada de ficar deitada!
- Mas é necessário, o Dr. Black nem queria nos deixar viajar, mas como a senhora insistiu acabei realizando seu desejo, por isso, comporte-se como uma mãe dedicada que sei que já é. – falou com certo divertimento.
- Ok, não tem outro jeito mesmo!
Com sorrisos estampados na face dos dois adentraram a casa arrancando gritos histéricos em Sarah e Esme, fora um tormento para elas ficarem longe enquanto o tão aguardado bebê corria risco de vida.
- Sarah, ajude Isabella no banho e se certifique que ela repousará logo em seguida! – pediu Edward com autoridade na voz.
Quando estavam na fazenda, uma das empregadas ajudava Isabella, o que a deixava irritada por longas horas, sentia-se bem e não gostava de ter outra pessoa conferindo se estava limpando-se como devia. Mas como estava feliz de ter voltado, e o fato de Sarah lhe ajudar, sua habitual irritação permaneceu adormecida.
- Peço que antes os dois me acompanhem! – disse Emmett no topo da escada.
- Emmett, nem ao menos veio me dar um abraço! – disse Isabella fingindo estar magoada, deixando Edward um pouco incomodado com tal comportamento.
- Isabella passou por momentos de tensão nas ultimas semanas e mesmo estando aparentemente bem o médico pediu que ela não ultrapassasse os limites, deixemos o que quer que seja para depois Emmett! – a voz de Edward de repente ficou ríspida.
- Eu insisto! – disse com um olhar desafiador em direção a Edward.
- Edward – Isabella lhe tocou o braço delicadamente, arrancando olhares curiosos de Esme e Emmett – Não deve ser nada demorado!
- Você já passou horas viajando em uma estrada complicada Isabella, não sei se é uma boa idéia...
Os dois pareciam um verdadeiro casal, o marido preocupado com a saúde da esposa e filho e a doce mulher tentando conseguir o que deseja sendo um tanto coquete.
- Não vai demorar, garanto, eu mesmo irei acompanhá-los, tenho certeza que irão ficar impressionados! – disse Esme, jogando o impasse no lixo.
Mesmo a contragosto, Edward acompanhou Isabella e Esme até o segundo andar da casa, um Emmett com dificuldade de ficar em pé recebeu Isabella com um abraço caloroso, mas que ao menos não demorou muito, sem dizer muita coisa ele parou entre o quarto de Isabella e o destinado ao bebê.
- Emmett, sua perna me parece um pouco pior. – comentou Isabella preocupada.
- Eu sei... – sorriu divertido, visivelmente minimizando o fato – Estive muito ativo esses dias, mas nada que um repouso não resolva! – comentou.
- Você não deveria, o que andou fazendo? – perguntou Isabella pronta para repreendê-lo, entretanto o que ele andou fazendo, deixou-a sem palavras.
Com um sorriso na face, ele abriu a porta do quarto que antes estava completamente vazio e deixou a todos de queixo caído.
O cômodo que antes era branco, agora estava listrado com as cores branco e verde claro, a cor preferida de Jasper, no canto na região mais arejada do quarto se encontrava em lindo berço, feito de madeira com detalhes em ondulações dando um efeito elegante, acima um delicado móbile de bichos feitos em tecido e algodão, próximo ao berço, uma linda cadeira de balanço, a outra extremidade do aposento era ocupada por uma enorme cômoda, com seis gavetas, tendo em cima um lindo abajur, a janela agora estava protegida por uma cortina branca simples e na parede entre as duas extremidades um trocador e um tripé onde estava a banheira.
- Quando me disse que não sabia como arrumar tudo antes de viajar eu não consegui tirar isso da minha cabeça, então a noticia de que quase perdeu o bebê me ajudou a tomar uma atitude, com ajuda de Esme foi fácil imaginar como Jasper gostaria que o quarto de seu filho fosse! – por mais que ele tivesse falando a verdade, Edward sentiu uma pontada em seu peito quando Emmett falou de seu filho como se fosse de seu irmão. Sabia que não deveria pensar assim, mas ao sentir aquela criança se mexendo, foi difícil mudar de idéia.
Aquele era seu filho!
- Emmett ficou com o trabalho pesado, montou todos os moveis, enquanto eu fiquei com a costura! – disse Esme, esquecendo propositalmente de dizer que tanto ela quanto Emmett além de terem passado noites em claro, gastaram todas as economias que possuíam.
- Sei que fomos intrometidos, não tenho relação familiar com vocês como é o caso de Esme, mas, só tivemos a intenção de ajudar! – garantiu Emmett – Retribuir a hospitalidade. – acrescentou olhando para Edward.
- Ainda bem que é consciente! – disse Edward deixando por um instante a raiva gritar dentro dele, mas acabou tomando uma postura sensata antes que sua mãe e Isabella o repreendesse – Mas está bonito, dá para notar uma semelhança com o gosto de Jasper. – admitiu a contragosto.
- Sim, realmente está muito parecido com ele! – Isabella sorriu e encarou seu amigo – Obrigada! – olhou para Esme e devolveu seu olhar para Emmett – Muito obrigada, aos dois, eu jamais conseguira deixar tudo tão perfeito!
Por ela, teria ficado no mais novo cômodo eternamente, mas seu marido e mais novo amigo tanto insistiu que acabou fazendo-a ir para o seu quarto. Depois de um banho relaxante, e de vestir uma camisola de algodão que estava muitíssimo macia, deitou-se em sua cama e esperou até que Sarah fosse levar o seu jantar como havia prometido há alguns minutos, elas pouco conversaram, mas de qualquer modo, Isabella não tinha muito a dizer, até porque sua amiga não sabia de grande parte de seus segredos.
- Será que aceita companhia para o jantar?
Ela nem ao menos estava esperando que alguém fosse lhe fazer companhia, muito menos que esse alguém fosse seu amigo Emmett. Ele estava carregando uma enorme bandeja surtida.
- Mais o que é isso? – perguntou.
Ele lhe lançou um sorriso tímido enquanto colocava a bandeja na cama em uma posição confortável para ela. – Hum... Sarah preparou uma deliciosa carne, está macia e o molho... Bem, dispensa comentários, porque foi Esme que fez.
- Você sabe que não é isso que estou perguntando! – disse sorrindo.
Ele se sentou na cama e encarou-a serio – Pensei que seria mais animador para você se alimentar se tivesse companhia, e, não sei, acho uma boa idéia fugir de Edward por hoje.
Ela revirou os olhos – Edward é um bom homem Emmett, ele tem esse jeito duro a primeira vista, mas...
- Mas é a pessoa mais prestativa que conheceu? – disse Emmett cortando-a.
Ela o analisou por alguns instantes.
- Você o conhecia? – perguntou Isabella. Emmett fez uma careta, não gostaria de falar sobre algo que não lhe dizia respeito.
- Não vamos falar de coisas desagradáveis sim? Aceita minha companhia para o jantar?
Ela pensou em questioná-lo mais uma vez, sabia que tinha grande chance de conseguir suas respostas com Emmett, mas estava cansada demais para entrar em um assunto que pelo jeito iria lhe consumir muito tempo. Deixou sua curiosidade de lado por enquanto e abriu um singelo sorriso ao seu amigo
- Claro que sim!
Jantaram na maior parte em silencio, o pouco que foi dito saiu dos lábios de Isabella descrevendo a fazenda Durbin não se esquecendo de falar sobre a beleza do aposento que dividiu com Edward, apesar de Emmett nada dizer, achou no mínimo delicada a relação que os dois viam mantendo, algo não estava indo como deveria.
- Atrapalho? – perguntou Edward parado na entrada do aposento.
Isabella o olhou e lhe sorriu abertamente, Emmett, entretanto mostrou certo desconforto, levantou-se da cama e olhou para Edward um pouco desafiante.
- Só estávamos jantando – disse Isabella – Emmett assim como você tende a se preocupar com minha alimentação.
Edward arqueou as sobrancelhas.
- Talvez seja porque todos estejam empenhados em cuidar de sua saúde. – comentou Emmett com um tom de deboche – Meu amigo Jasper deve está gostando de lhe ver sendo amparada como está. Edward apertou os lábios com força, entretanto se conteve ao ver o amigo de seu irmão pegando a bandeja e lançando um sorriso para sua esposa – Vou descer, está tarde e vou dormir.
- Não será complicado descer com a bandeja? Sua perna não esta nada bem Emmett! – Isabella o questionou.
- Oh, não se preocupe, subi sem problema algum! – fez pouco caso da dor que estava latejando, não demonstrando qualquer rastro de desconforto em sua face.
- Tenha uma boa noite Emmett! – respondeu Isabella.
- Vai ficar Edward? Está tarde e como você mesmo disse mais cedo, Isabella precisa descansar. – disse Emmett parando ao lado do dono da casa.
- Sei cuidar muito bem de minha esposa, não preciso que me digam o que fazer.
- Esposa? Pensei que fosse somente cunhada.
O silencio dominou o ambiente, os dois se olharam desafiantes, enquanto Isabella pela primeira tinha a confirmação que havia algo de muito errado com eles. – Emmett, deixe que eu fale com Edward, estou muito bem e apesar das circunstancias, ele é meu marido, não meu cunhado!
Emmett olhou para sua amiga e sorriu sem mostrar um só dente, sem dizer mais nada se retirou deixando os dois sozinhos.
- Perdoe Emmett! – disse simplesmente, temendo uma reação negativa de Edward.
Ele nada disse, caminhou próximo a cama dela e olhou para sua cabeceira, um grosso livro estava descansando, parecia estar bastante gasto. Era o famoso livro E o Vento Levou de Margaret Mitchell que em 1939 com ajuda de Vivien Leigh vivendo a egoísta Scarlett O'Hara e de Clarrk Gable vivendo o galante Rhett Buttler tornou a historia ainda mais popular.
- "Acho difícil ganhar uma guerra com palavras. Os ianques estão mais bem equipados que nós. O que temos é algodão, escravos e arrogância" – disse Edward repetindo uma das frases mais marcantes de Rhett Buttler, enquanto pegava o livro e sorria.
- Oh Deus, não acredito! – sussurrou animada – Você leu? – perguntou.
- Sim, estava na faculdade, em meu ultimo ano quando Mitchell lançou a livro, aos poucos a historia se tornou bastante popular.
- Eu adoro essa história, ganhei o livro de minha tia Ângela no meu aniversario há quase dois anos. Quando lançou o filme eu fiz de tudo para Jasper me levar, mas ele não quis, não aprovava muito as atitudes de Scarlett, apesar de não me proibir de ler a história, não fez qualquer esforço de me levar a Port Angeles para que pudesse ir ao cinema. – disse triste.
Edward sorriu – Bem típico de Jasper, apesar de toda sensibilidade presente nele, era um machista camuflado – lançou um olhar curioso para sua esposa – Mas pelo que me lembre meu adorado irmão não era muito fã de leitura e a obra em questão não é conhecida por ser curta, como soube sobre da conduta, digamos duvidosa de Scarlett?
Suspirou frustrada – Meu tio Ben me escutou falando para Rose a história, ele não gostou nada e acabou contando a Jasper de uma forma que me deixou em eterna desvantagem!
- Tolos, se toda mulher fosse como Scarlett a sociedade seria bem mais justa! – comentou Edward sentando-se em uma cadeira no canto de quarto.
- Você se apaixonaria por uma Scarlett? – Isabella não soube ao certo do porque essa pergunta ter passado por sua cabeça, quanto mais pronunciar, mas a curiosidade foi tamanha que não pode se conter.
Edward inclinou sua cabeça para trás e suspirou – Todos a julgam por ter se casado com Charles Hamilton para desafiar Ashley o que ela acreditava amar e que preferiu unir-se a sua prima, ou pelo fato de mais tarde, quando viúva ter se casado com o noivo de sua irmã Frank Kennedy para salvar os problemas financeiros de sua família – lançou seu olhar para Isabella – Scarlett é uma idealista, uma apaixonada pelo que acreditava mostrando isso a cada nova reviravolta que tomava conta de sua vida, sendo forte e determinada. Sim, acho que seria capaz de amar uma mulher que não teria medo de enfrentar o mundo em busca de sua felicidade.
Ela ficou completamente fascinada pelas palavras de Edward, pela primeira vez encontrou alguém que pensava como ela. E isso fez seu coração acelerar. Gostou dessa sensação, de poder falar o que se passava em sua mente e coração, algo que nem mesmo com Jasper sentiu.
- Quem acha que a verdadeiramente Scarlett amou? – perguntou Edward, tirando-a de seus devaneios.
- Ashley foi um amor de sonho, aquele de menina que acabou se tornando uma tamanha obsessão, ao ponto dela não perceber o quanto seu coração pertencia a Rhett. Foi uma pena que ela não tenha se dado conta disso há tempo, teriam sido felizes os dois. – suspirou sonhadora. – Mas eu não a culpo, às vezes é difícil descobrir o que se passa em nosso próprio coração.
Os dois se olharam penetrante – Foi assim com Jasper? – perguntou Edward um pouco desconfortável.
- Nem tanto... – disse sussurrando, como se Edward estivesse tão próximo que pudesse sentir sua respiração. – Eu não sei explicar como aconteceu, mas eu me apaixonei por Jasper, ele tomou conta de meus pensamentos em pouco tempo. Foi verdadeiro e real, mas não avassalador e envolvente como a história de Scarlett e Rhett – fechou os olhos – Não sei se ele seria capaz de lutar por mim, ou se até mesmo eu teria sido capaz de lutar por ele como Rhett fez por Scarlett até o ultimo minuto. Mas a vida é diferente, contos são somente contos e o que importa é que vivemos um amor. Levou sua mão até seu ventre e sorriu – E esse amor deixou um fruto!
Edward sentiu-se incomodado, uma raiva queria explodir dentro dele, estava ardendo de inveja, queria ele estar no lugar de seu irmão. Percebendo o que estava acontecendo levantou-se da poltrona e colocou o livro no lugar de antes.
- Já vai? – perguntou Isabella desejando que ele ficasse ao menos mais alguns minutos.
- Estou cansado, e você precisa repousar. – disse sucinto sem olhá-la nos olhos.
Ela abaixou a cabeça um pouco decepcionada, ele ficou tentado a lhe dar um beijo de boa noite no topo de sua cabeça, mas acabou virando-lhe as costas e se foi, deixando-a sozinha na escuridão da noite, com o coração atormentado e o corpo frio, sentindo a falta do abraço reconfortante das ultimas noites.
O que estava acontecendo?
Porque inferno seu corpo não se rendia ao cansaço?
Porque sua mente não a deixava descansar?
Os segundos foram passando, tornando-se minutos, quando ela se deu conta a madrugada já estava bem avançada, e por mais que tenha rolado nos lençóis macios por diversas vezes tentando achar uma posição que lhe agradasse nada lhe era suficiente. Foi então que seu filho começou a remexer dentro dela, parecia tão incomodado com a solidão como ela estava.
Cansada de tentar acalmar a si mesma e ao seu filho, levantou-se, dirigiu-se até a janela e a abriu deixando que o vento gelado golpeasse sua face, fazendo-a abraçar seu próprio corpo carente dos braços de seu marido.
Fechou os olhos ao notar o que sua consciência acabava de lhe gritar, como se fosse uma segunda voz, o seu filho se mexeu novamente.
Edward!
Era ele que estava faltando para mandar para a longe sua terrível insônia.
Mas o que isso queria dizer afinal?
Abriu os olhos e viu a rua completamente deserta, na completa escuridão, como se fosse um espelho de si mesma. Sorriu amarga ao perceber que estava errada, ela não conseguia se vê assim mais, não depois da aproximação de seu marido, não depois dele compartilhar momentos singelos com ela, não depois de compartilharem mais do que uma cama, depois de terem compartilhado sentimentos.
Assustou-se. Que tipo de sentimento estava crescendo dentro dela? Era tudo tão diferente do que já sentiu, era doce e dominante, atraente e voraz de tal modo que a deixava incapaz de lutar contra, era como se toda a força existente dentro de si estivesse somente de um lado da balança, o lado que dizia para se deixar levar, não tentar resistir, porque era inútil.
Seu filho se mexeu novamente, dessa vez era como se estivesse dando cambalhotas em sua barriga, fez uma careta devido ao leve incomodo que estava sentindo. Foi tudo o que precisou para se deixar levar, para não tentar resistir.
Sem olhar para trás saiu de seu aposento e com passos lentos, sem fazer qualquer barulho atravessou todo o corredor até chegar ao seu destino, respirou fundo ao encontrar a porta fechada, chegou até mesmo a virar o corpo para voltar ao seu aposento e passar a noite rolando em sua cama, mas seu filho estava empenhando em fazê-la se render, pois se mexeu novamente. “Tudo bem, já entendi” sussurrou acariciando seu ventre.
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Com as mãos tremulas pegou a maçaneta da porta e lentamente puxou-a para baixo, a porta estava destrancada, deu um suspiro de alivio por não precisar fazer qualquer barulho para acordá-lo enquanto a abria.
Assim que conseguiu deixar uma abertura considerável para que pudesse passar adentrou o aposento de Edward pela primeira vez, não pode olhar tudo, estava escuro, mas percebeu que não era tão diferente do seu. A única coisa que diferenciava era que ao invés de uma penteadeira, no quarto de Edward tinha uma mesa com livros e documentos, provavelmente um mini escritório onde ele deveria trabalhar quando estava em casa. Virou-se delicadamente e fechou a porta.
- Isabella?
Tomada pelo susto, seu corpo tremeu um pouco e seu coração acelerou ainda mais. Respirou fundo e virou-se para ele. Pouco conseguiu ver, mas devido à luz da lua percebeu que ele estava sentado na cama com a cabeça levemente inclinada, provavelmente se perguntado se ela era real ou se estava sonhado com a invasão em seu aposento.
- Sinto muito, não queria acordá-lo. – disse com a voz tremula.
Demorou alguns segundos para que ele entendesse que de fato ela estava ali, que não estava delirando, esticou o braço até o abajur e iluminou o aposento. Conseguiu ver que Isabella estava mais pálida e apertava suas mãos com força. Com receio levantou-se apressado e nem ao menos se importou com o fato de estar somente com uma calça de chambri, com seu tronco totalmente amostra.
Por mais que ela quisesse seus olhos ficaram presos diante da parte revelada de seu marido, uma vontade incontrolável de tocá-lo começou a gritar dentro dela. Deixando tudo ainda mais arrebatador, ele se aproximou e com a feição preocupada levou uma de suas mãos ao encontro da face de Isabella.
- Esta sentindo alguma coisa?
“Sua falta” gritou uma voz dentro de si – Não estou conseguindo dormir, o bebê não para de mexer. – disse tentando ser o mais verdadeira possível.
Ele arqueou as sobrancelhas – É só isso?
“Não” quis dizer, mas acabou travando – Sim... Acho que ele esta com saudade de você – disse com a voz falhando.
Ele olhou a face rubra de vergonha de sua esposa e sorriu diante do que ela disse, inesperadamente seu coração acelerou diante do comentário. Seria somente o bebê? Perguntou-se. – Eu também estou sentindo a falta dele... – disse levando sua mão até o ventre avantajado de Isabella. Com sua outra mão ergueu a cabeça de sua esposa pelo queixo, fazendo-a encará-lo. – Também estava sentindo sua falta, estava tentando pegar no sono, mas a cama estava me parecendo fria demais. Seria errado convidá-la para passar mais essa noite comigo?
Um sorriu meigo nasceu nos lábios de Isabella – Somos casados, não há nada de errado em dividimos uma cama. – disse sussurrante.
Calmamente ele retirou sua mão da face de Isabella e segurou a delicada mão da jovem conduzindo-a até seu leito. Puxou a coberta e ajudou-a a se deitar cobrindo-a, deu a volta na cama, apagou o abajur e deitou-se ao lado da jovem. Com carinho abraçou-a de conchinha, fazendo-a sorrir com tamanho conforto e acolhimento.
- Será que alguém finalmente irá deixá-la dormir? – perguntou Edward sussurrante ao pé de seu ouvido enquanto acariciava seu ventre.
Ela arrepiou-se. Era tudo tão bom e agradável, o hálito quente dele batendo em sua pele enquanto falava calmamente com a voz rouca, ao mesmo tempo em que estava embriagada pelo cheiro dele que circulava junto com o ar.
- Sinta, ele nem ao menos se mexeu, de certo modo sabe que você está aqui, e isso basta para acalmá-lo! – disse levando sua mão até a de Edward, entrelaçando seus dedos com os dele.
- Somente ele? – ele não pode evitar, adoraria saber se Isabella também sentiu sua falta.
Ela engoliu em seco, fechou os olhos, e tendo a escuridão como aliada decidiu por ser sincera – Não, eu também senti a falta de estar assim com você, nunca antes me senti tão segura e acolhida. – confessou mais do que desejava, mas não fora capaz de esconder, já não possuía esse controle.
Com um sorriso nos lábios ele aconchegou-se mais a Isabella. Não precisaram dizer nada, simplesmente a presença um do outro bastava. Não demorou muito para que ambos caíssem no mar dos sonhos, sem qualquer tempestade. Quando o sol raiou e a luminosidade tomou conta do local, Edward se levantou e cobriu a claridade com a cortina, não queria que Isabella acordasse tão cedo, quando foram dormir já havia passado das duas da madrugada.
Sem fazer qualquer barulho, fez sua higiene e se arrumou, assim que atravessou seu aposentou e olhou para sua cama sorriu ao vê-la deitada completamente apegada aos sonhos. Tentou imaginar com o que ou quem estava sonhando. Com passos lentos aproximou-se dela, abaixou-se e olhou para a face serena de sua esposa, com a costa de suas mãos acariciou-a no rosto.
Suspirou ao sentir a pele macia que ela possuía, com o polegar acariciou levemente os lábios de cereja que se abriram diante do carinho. Um sorriso abobalhado saiu de seus lábios, nunca antes dar um carinho a alguém o fez se sentir tão em êxtase como estava agora. Seus olhos navegaram pelo corpo de Isabella e pararam no lindo ventre avantajado de sua esposa.
Deixando a face dela, levou sua mão até a barriga que abrigava seu filho, acariciou com cuidado para não despertá-la e beijou demoradamente o local avantajado. “Deixe sua mãe dormir, seja uma boa menina” sussurrou carinhoso e então se levantou.
Antes de sair de seu quarto olhou mais uma vez para a cama que abrigava as duas pessoas que sem que ele pudesse entender passaram a comandar o bater de seu coração. Suspirou, o que isso significava ele ainda não sabia ao certo, mas seria louco se não descobrisse.
FIM DO CAPITULO
Notas finais
Estou em divida com vcs.... Sei disso, adorei os comentarios e vcs até que mereciam um cap no final de semana, mas gente n rolou, a internet deu pau esse final de semana e fiquei sem pc... aff
Espero que entendam...
Outra noticia que tenho é que voltei ao trabalho, estava de férias e meus 30 dias chegaram ao fim....
Faz parte...
O que significa que será mais difícil ter uma data definida para as postagens.... Mas eu me comprometo a esta postando td semana pelo menos 1 cap.... Se tivermos comentários que me animem, prometo me esforçar ainda mais para postar duas vezes por semana.... Bem isso depende de vcs....
Agora, vamos ao cap...
Ahhhhhh
Gente muito fofo.... como já disse para algumas meninas, agora vamos viver entre momentos de romance e algumas turbulências... uma pitadinha de drama é algo que sempre me atrai... adorooooooo
E Edward e Emmett?????
O que tanto o soldado tem contra o advogado???
Posso dizer que não vai demorar muito para Emmett explodir.... La La La....
Bom, quero agradecer mais uma vez os comentários e pedi que continuem comentando.... Isso é fundamental para me deixar animada, e com isso sair mais capítulos...
Bjocas
Fui.......
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