Vida Roubada

10 Capítulo 10


Notas iniciais
Como prometido, está ai o capitulo da semana.... e bem a tempo, na terça....

Os dias foram passando, Isabella já não passava tanto tempo em seu quarto, uma vez que, começou a voltar a cuidar das plantas e ajudar Sarah com o almoço ou jantar e assim que noite abraça a cidade e se arrumava para dormir seguia para os aposentos de Edward. Algumas vezes ele logo se deitava com ela, ficavam longos minutos conversando abraçados, relembrando acontecimentos da juventude ou simplesmente falando de algum livro que chamou atenção de ambos. Entretanto, quando o dia de Edward parecia curto para o tanto de processos e relatório que tinha que ler e elaborar, ela simplesmente se deitava calada e ficava vendo-o trabalhar, esperando ansiosa para que ele terminasse o mais rápido possível para enfim envolvê-la em seus braços.

Uma rotina que nenhum dos dois reclamava, ao contrário, contavam os minutos para que o dia passasse rapidamente e finalmente pudessem ficar sozinhos, um apreciando da companhia do outro.

- Trouxe um suco, está trabalhando muito!

Sarah era uma grande amiga, sempre preocupada com seu bem estar. – Tenho que aproveitar a primavera logo, logo, vai dá espaço para o verão, será mais difícil conseguir que as flores fiquem assim, tão belas – disse pegando o copo de suco de laranja e tomando um grande gole. – Hum... Está uma delicia! – tomou mais um pouco.

- Não sei como consegue. Sua barriga está enorme, quase chegando ao oitavo mês, às mulheres neste período tendem a ficar preguiçosas – comentou Sarah assustando-se com tamanha disposição.

- E quem disse que não estou? – sorriu – Acordo todos os dias depois das nove, nunca antes fui assim. – disse sorrindo, não comentando, mas pensando em suas ultimas manhãs, quando ao acordar se via abraçada longos minutos ao travesseiro de Edward, sentindo o cheiro que ele deixava impregnado no tecido. Ou nos maravilhosos domingos, que ele ficava deitado ao seu lado, vendo-a dormir. Não sabia explicar a alegria que invadia seu ser ao abrir seus olhos e a primeira coisa a enxergar ser seu marido e seus lindos olhos verdes.

- Talvez seja porque esteja finalmente dormindo com o seu Edward... – disse Sarah com a face rubra, nunca antes fora tão indiscreta, mas não pode se conter, afinal, ela sempre achou um pouco estranha a relação deles, apesar de nunca duvidar dos sentimentos que um nutria pelo outro.

- Talvez... – sussurrou Isabella com um sorriso nos lábios.

- Vocês dois estão assim agora... – disse com um olhar e voz divertida, despertando a curiosidade em Isabella.

- Assim como?

- Ah, antes só era o olhar, agora ficam com troca de sorrisos e carinhos explícitos, qualquer um ver o quanto estão apaixonados. – Isabella virou um pouco a face.

Apaixonados?

Será?

Suspirou e em seguida tomou todo o suco de uma só vez, não queria pensar muito a respeito, pelo menos não agora. Sarah sorriu – Tem mais, se quiser é só pedir. – ofereceu.

- Hum... É melhor deixar para o jantar, logo Edward estará chegando, ele adora suco de laranja!

- Pelo jeito minha grande amiga está cumprindo o seu papel de esposa muitíssimo bem, já até sabe as preferências do marido. – disse Emmett chamando atenção para si.

Isabella nem mesmo Sarah o viu se aproximando. – Emmett, que bom que resolveu aparecer, estava me perguntando por onde andava – disse Isabella tentando acalmar seu coração devido o pequeno susto.

- Em nenhum lugar especial. – disse com um sorriso nos lábios.

Percebendo que tinha se tornado uma intrusa Sarah pegou o copo e se retirou, deixando-os a sós. Isabella pegou a tesoura apropriada para as plantas e voltou sua atenção para suas belas rosa. – Tia Ângela ligou. – disse olhando-o pelo canto dos olhos.

Ele engoliu em seco – Como estão todos? – perguntou.

- Como acha? – suspirou e virou-se para ele – Quando iria me dizer que terminou com Rose?

Ele fechou os olhos e nada disse. Ele já tinha mandando a carta fazia algum tempo, apesar de estar sofrendo ficou feliz em saber que ela havia chegado, enfim poderia seguir em frente, sua Rose iria sofrer, ele bem sabia disso, mas logo ela iria encontrar alguém sem culpas e feridas internas e externas para atormentá-la.

- Emmett... – Isabella jogou a tesoura no chão e se aproximou de seu amigo, emoldurando sua face desconfigurada – Rose te ama, porque tomar uma atitude que só irá fazer os dois sofrer?

Ele sorriu tristemente – Eu não sou mais o mesmo, houve uma mudança grande dentro de mim, não posso forçá-la a viver com alguém que ela não conhece mais.

- E você pode forçar uma escolha que é dela? – ele olhou assombrando para Isabella, em seu olhar havia tamanha consciência do que estava falando que o deixou envergonhado – Deixe que ela escolha Emmett, viver com essa duvida em seu coração só vai deixá-lo pior.

- Não posso suportar que ela me diga não... – confessou com os olhos lagrimosos.

Isabella sorriu meiga – Ela te ama e o amor tudo suporta quando é verdadeiro e o que ela sente é real.

Angustiado ele levou as mãos até seu rosto – Não adiante Bella... – Afastou-se de sua amiga, não queria chorar na frente dela – Eu não posso, não posso condená-la a uma vida amargurada ao meu lado.

- Eu não posso concordar com tamanha estupidez, amo os dois, torço pela felicidade de ambos – respirou fundo – Não sei se irei ser capaz de esconder dela o seu paradeiro por mais tempo, isso é cruel demais!

Com um sorriso triste ele encarou Isabella – Se esse é o problema, não se preocupe.

- O que quer dizer com isso? – perguntou alarmada.

- Você perguntou por onde estava, pois bem, já tem alguns dias que estou procurando um lugar para ficar, não posso me afastar de você, tenho essa eterna divida com Jasper, mas também não posso viver eternamente à custa de seu marido – não passou despercebido que ele falou a palavra marido em um tom de deboche.

- Não estamos expulsando você. – com certo desesperou ela tentou se aproximar de seu amigo, que voltou a se afastar – Não vê que só quero o seu bem? Não vê que está jogando fora a oportunidade de ser feliz com a mulher que ama?

Ele a encarou de forma intensa, sendo incapaz de esconder seu sofrimento – Acredite, não existe amor no mundo capaz de suportar tanta dor. – sem dizer mais nada entrou na casa, decidido a se esconder de quem quer que fosse.

Parada, querendo entender o que estava nas entrelinhas, o ultima frase que ele falou ficou martelando em sua cabeça. “Não existe amor no mundo capaz de suportar tanta dor.” De repente todas as suas flores deixaram de ser importantes, guardou todo seu material de jardinagem e entrou.

- Está tudo bem Isabella?

Ainda atordoada virou-se devagar e encarou Esme sentada no sofá fazendo uma linda manta de crochê. – Sim, só me senti um pouco cansada.

Esme com anos de experiência soube que não tinha acontecido somente isso, tinha visto Emmett adentrando em um estado deprimente minutos antes. Suspirou – Venha aqui! – disse batendo a mão no sofá.

De forma relutante ela acabou cedendo e se sentando ao lado de sua sogra que carinhosamente agarrou suas mãos e lhe deu um singelo sorriso. – Vamos, conte-me o que aconteceu?

Isabella abaixou a cabeça e sorriu de forma incrédula – O Emmett terminou com a Rose, mesmo amando-a, mesmo sabendo o quanto ela é apaixonada por ele, isso é tão triste. – suspirou resignada – E para completar esta procurando um lugar para morar.

Esme lhe deu um tapinha carinhoso em sua mão – Emmett é um teimoso, nunca vai deixar de ser.

- Então temos que ficar aqui, vendo-o sofrer sem motivo? Porque é isso que ele esta fazendo, e eu não entendo, por mais que tenha consciência de que a vida é dele e que não devo me intrometer, não consigo fazer isso entrar em minha cabeça, não quando o vejo sofrendo.

- Amigos não precisam entender uns aos outros, amigos foram feitos somente para apoiar, mesmo as decisões mais absurdas. Até porque, por mais que gostemos de alguém, nunca seremos capazes de saber o que se passa de verdade com os outros.

Isabella permaneceu alguns segundos em silêncio e quando voltou a falar sentiu-se receosa.

- Ele me disse que não existe amor no mundo capaz de suportar tanta dor. – olhou para Esme – Você acredita nisso?

Ela lhe sorriu de uma forma que se sentiu invadida, era como se tivesse entendido o que tanto desejava saber, sem conseguir compreender do porque dessa frase tanto mexer com ela. – Isso meu bem, somente quem ama de verdade pode saber. Até porque, não existe um grande amor sem um grande sofrimento, uma grande batalha por trás. A história nos mostra isso, Romeu e Julieta seriam tão aclamados se tivessem se casado e tido filhos sem qualquer problema? – balançou a cabeça negativamente, suspirando debochada – A felicidade marca nossas lembranças, mais a dor, quando intensa e voraz marca nossa alma, e por isso somos capazes de ir onde preciso for para aplacar esse sofrimento!

Sem conseguir entender muito bem o que Esme estava tentando lhe dizer, abaixou a cabeça e respirou fundo. – Vou me deitar um pouco, estou cansada. – disse querendo se afastar de Esme.

Sua sogra ainda lhe deu um beijo antes que ela se fosse, confusa quando se viu sozinha em sua cama deixou que sua mente viajasse em meio as suas duvidas.

Nunca antes chegou a ter duvidas sobre o que sentia por Jasper, sempre lhe pareceu tão certo. Ele não era um homem perfeito, mas perfeição não existe, ela tentava por muitas vezes esconder partes dela para que ele não ficasse decepcionado, mas isso nunca foi tão ruim, ela cansou de ver as mulheres a sua volta fazerem, porque no final o que importava era fazê-lo feliz.

Suspirou.

Mas porque com Edward tudo era tão diferente?

Porque com ele conseguia ser ela mesma sem medo ou receio de decepcioná-lo?

Ela não tinha qualquer resposta, somente sabia que com um simples abraço que ele lhe dava todos os seus tormentos pareciam insignificantes, tinha total consciência que dormir com ele ao seu lado nunca lhe pareceu errado, pelo contrario. Sabia que não sofria mais a falta de Jasper, sim, ela ainda se lembrava dele, mas não sentia seu coração doer tanto ao navegar pelas lembranças... E todo aquele sentimento que carregava dentro de si lhe parecia tão distante que ela nem ao menos conseguia compreendê-lo.

Mas ao pensar em seu marido, ou se lembrar dos olhos verdes dele, do calor de seu corpo e de seus braços protetores, por mais confuso que fosse ela se sentia mergulhada em um turbilhão de emoções, que mesmo sem entender que sentimento dominante era esse, sabia nunca ter se sentindo tão bem.

“Não existe amor no mundo capaz de suportar tanta dor”

Será que tinha sido isso que lhe aconteceu?

Será que toda a dor que sentiu com a separação e a morte de Jasper seu coração se curou e seu amor por ele se rendeu?

Teria ela deixado de amar o pai de seu filho?

Mas como explicar o que estava sentindo por Edward?

- Posso saber o que tanto esta atormentando essa cabeça? – perguntou Edward lhe trazendo ao mundo real.

Ao vê-lo parado na porta sorriu, gesto que o fez se aproximar e sentar em sua cama. – Chegou cedo hoje – comentou ao olhar para o relógio, não eram nem seis da tarde.

- A audiência de hoje foi rápida, mais um caso vencido!

- Não esperava menos de você, sou casada com o melhor advogado da cidade! – falou sorrindo mais um pouco, bastava Edward se aproximar, sentia-se tão segura ao seu lado, que sua presença era capaz de mandar qualquer preocupação para longe.

Ele sorriu – Você e minha mãe depositam tanto credito em mim, assim vou acabar ficando mais convencido do que sou – disse divertido, fazendo-a gargalhar.

- Achei que esse fosse seu charme, ser irritante! – respondeu sorridente.

- Eu sabia que ainda me achava irritante, será que nunca conseguirei mudar sua opinião? – disse ainda sendo levando pela brincadeira.

O sorriso murchou em sua face, mais em seus olhos castanho havia um brilho diferente que o deixou encantado – Já não o acho irritante faz algum tempo.

- E qual o adjetivo que usa para me definir agora? – perguntou curioso.

- Ainda estou em fase de avaliação, mas posso garantir que somente um adjetivo é pouco para definir alguém como você.

O silencio dominou o local por mais alguns segundos, sendo quebrado quando o bebê se sentindo enciumado, querendo participar da conversa resolveu mexer, chamando a atenção de sua mãe para si. – Tem alguém que se animou com a sua presença. – disse acariciando sua barriga – Parece que ele sabe quando está longe e quando esta perto... – Sorriu de forma abobalhada – Quando você não está por perto ele se mexe com tamanha inquietação que chega a incomodar... Mas quando está ao meu lado é diferente, parece que só quer informar que sabe que esta aqui e que sentiu sua falta.

Tocado pelo que Isabella lhe falou, ele levou sua mão em direção a barriga de sua esposa e acariciou – Fico imaginando como ela será ao nascer...

- Ela? – questionou Isabella.

Ele suspirou resignado – Sei que pode parecer estranho, mais eu consigo imaginá-la... Com os seus olhos, lindos, puros e castanhos, com sua pele de porcelana e esse sorriso que faz qualquer coração por mais duro que seja desmanchar.

Ela mordeu seu lábio inferior – Eu consigo visualizar um menino.

- É uma menina, eu sinto isso! – afirmou, deixando-a curiosa diante de tamanha certeza.

- Eu sinto que existi uma ligação entre vocês, se você estiver certo, essa ligação será bem maior do que posso imaginar. – disse brincalhona.

Ele sorriu, abaixou-se e beijou a ventre de Isabella – É bom estar perto de você novamente! – sussurrou para o bebê que se mexeu docemente, como se pudesse dizer que também sentia o mesmo. Uma lágrima desceu pela face de Isabella, ao notar o que estava acontecendo, Edward secou com um dedo, carinhoso e delicado – Não chore! – pediu.

- Mas é de felicidade, não pude me conter! – confessou com a face rubra – Não sei como ou porque, mas você me faz feliz.

- Você também me faz feliz, o que é estranho porque eu também não sei explicar nada sobre isso, logo eu que sempre estou buscando e encontrando respostas não sei explicar o que se passa com a gente, mas eu sei que gosto de sentir cada pedaço disso tudo e por isso trouxe algo para você partilhar comigo, porque tudo com você se torna mais encantador e intenso – falou colocando sua mão dentro do palitó retirando dois pedaços de papel retangular. – Aceita ir ao cinema comigo?

- São ingressos? – perguntou perplexa.

- Sim, fiquei sabendo que no centro da cidade passa uma vez por semana E o Vento Levou, não pude resistir, tinha que vê-lo novamente, porém dessa vez acompanhado.

- Me diz que esta brincando comigo? – perguntou sem querer acreditar.

- Porque, não quer ir? – ela notou certo receio na face de Edward.

- Não! Quero muito ir, é só que nunca imaginei que poderia ver o filme algum dia – confessou.

- Bem, a vida sempre esta nos surpreendendo! – levantou-se – Agora se levante, tome um banho e se arrume, não podemos perder tempo, a sessão começa às dezenove horas.

Animada ela atendeu ao pedido de seu marido. Ambos tiveram somente pouco mais de trinta minutos para estarem prontos. Isabella optou por uma blusa rosa com detalhes em renda e uma saia bege que batia em seu joelho, estava linda, sua barriga bem destacada tornava-a ainda mais encantadora aos olhos de Edward que vestia um terno cinza.

Quando chegou ao cinema assustou-se com a quantidade de pessoas e o tamanho da tela onde passava o filme. Durante as quase quatro horas de filme não piscou, comentou uma cena ou outra com seu marido e chorou na morte triste de Bonnie ao cair de um pônei. Edward por sua vez tentava se forçar a assistir ao filme, era um tormento ter Isabella tão próxima a ele e simplesmente não poder ficar olhando tamanha beleza. Quando o filme acabou, Edward com os braços entrelaçados aos dela levou-a para jantar.

Quase não falaram nada, Isabella estava tão faminta que manteve sua boca ocupada com a deliciosa carne assada que seu marido havia pedido. Ao final, acabou se rendendo ao convite de Edward e juntos foram passear no parque da cidade.

- Está tarde, tenho medo do que pode nos acontecer! – comentou Isabella.

Sorriu divertido com a preocupação de sua doce esposa – Não se preocupe, hoje é sexta-feira, o parque costuma ficar movimentado – garantiu e de fato ele estava falando a verdade, assim que chegaram ela ficou surpresa com a quantidade de casais passeando entre as arvores, enquanto carrinhos de pipoca e algodão doce encontravam-se espalhados em pontos estratégicos.

Afirmando mais uma vez a ambos, que todo o programa da noite era típicos passeios de casais apaixonados.

- Deseja alguma coisa? – perguntou Edward ao notar os olhos de sua esposa devorando o carrinho de algodão doce.

- Eu comi tudo o que queria no restaurante, juro que comi, mas esse algodão doce está me deixando com água na boca – confessou envergonhada.

- Compreensível! – falou divertido.

Como um cavalheiro, caminhou com ela até onde se encontrava o carrinho e comprou um palito com uma enorme quantidade de algodão doce cor de rosa.

- Hum... Está uma delicia! – disse apreciando a textura açucarada em sua boca.

- Imagino, a sua feição está demonstrando puro prazer! – comentou Edward.

Sorrindo ela pegou uma quantidade do doce e levou em direção ao seu marido – Prove! – disse colocando em sua boca.

Mesmo se ele não gostasse, seria impossível negar o pedido, abriu a boca e comeu com vontade – Hum... Muito bom!

Em poucos minutos, restou somente o palito como prova de que realmente tinha se fartado. Ele ainda se prontificou a comprar mais uma para ela, mas Isabella garantiu que já estava satisfeita. Começaram a caminhar em envolta do parque, não era muito grande, mas seria uma longa e prazerosa caminhada.

- Então... Gostou do filme como apreciou ler o livro? – perguntou Edward curioso, ainda não tinham tido a oportunidade de conversarem desde que saíram do cinema.

Ela suspirou – Muitíssimo, todos os atores ficaram perfeitos!

- Clark Gable tem mais uma em sua imensa fila de fãs? – perguntou Edward.

Isabella sorriu diante da pergunta – Se ele fosse Rhett poderia lhe dizer que sim, mas ele não é. Então não, sou mais dividir o posto de fã com Esme de certo advogado famoso que temos na cidade, afinal, ele é tão obstinado com Rhett, e isso por si só basta para encantar qualquer mulher.

Ele parou a caminhada e olhou para ela intensamente – Essa é uma de minhas qualidades que descobriu?

- Sim!

- Posso saber mais alguma ao meu respeito?

Suspirou envergonhada – É honesto, dono de um coração imenso, mas que ao mesmo tempo tem uma determinação que nos deixa confusa sobre quem realmente é. Posso me surpreender como vem acontecendo a cada dia que passo ao seu lado, mais de uma coisa eu tenho certeza, você é e sempre será inesquecível na vida de quem passar.

- Fala por você ou por sua analise sobre mim?

- Nos dois sentidos... Mas principalmente por mim!

Ele se aproximou, deixou seus corpos colocados, encostou sua testa na dela e com um enorme sorriso nos lábios acariciou o contorno suave da mandíbula de sua doce esposa, olhando em seus olhos declamou um lindo verso de uma música que dizia exatamente o que ele desejava.

http://www.youtube.com/watch?v=S1UEzL9poPM

Unforgettable, that's what you are (Inesquecível, é o que você é) – sua voz era um delicado sussurro.

Unforgettable, though near or far (Inesquecível, mesmo próximo ou longe) – o coração de Isabella acelerou de forma doce.

Like a song of love that clings to me (Como uma canção de amor que se prende a mim) – carinhoso passou a ponta de seu nariz pela bochecha rosada de sua doce esposa.

How the thought of you does things to me (Como pensar em você, me faz sentir coisas) – Ela se arrepiou com o carinho, sentiu como se nunca antes tivesse sido acariciada dessa forma, o que não deixava de ser verdade, nem mesmo Jasper fora capaz de envolvê-la com Edward estava fazendo com um carinho tão singelo.

Never before has someone been more (Nunca antes, alguém foi mais) – ele encostou seu nariz ao dela, e esfregou delicadamente.

Unforgettable in every way (Inesquecível em todos os sentidos) – Em resposta, ela fechou os olhos e gemeu baixo.

And forevermore and forevermore (E sempre e sempre) – Com sua outra mão livre, Edward acariciou a nuca de Isabella. Fazendo-a encará-lo novamente.

That's how you'll stay that's how you'll stay (É como ficará é como ficará) – Delicadamente, enquanto sussurrava a letra, começou a distribuir beijos curtos e delicados pela face de Isabella.

That's why darling, it's incredible (É por isso querida, é incrível) – Ela não sabia como agir, somente sabia que não queria que esse momento terminasse. Completamente envolvida, levou uma de suas mãos até a face de Edward e o acariciou.

That someone so unforgettable (Que alguém tão inesquecível) – Nunca, nunca antes em sua vida uma caricia lhe tocou tão fundo como essa, não sabia se era porque a dona de tal ato possuía as mãos mais delicadas do mundo ou porque era simplesmente Isabella.

Thinks that I am unforgettable tôo (Pense que eu sou inesquecível também) – Não tinha mais nada o que dizer, simplesmente tinha que se deixar levar. Sem pedir permissão encostou seus lábios aos dela.

Em resposta, Isabella fechou os olhos e o abraçou, juntando-o mais a ela. Demorou alguns segundos, para Edward se separar e então unir-se novamente aos lábios mais macios que já havia provado. Continuou com a brincadeira inebriante por algum tempo, até que finalmente encontrou a boca de cereja de Isabella entreaberta, tornando o ato mais intenso, deixando o beijo mais molhado e intimo. Era um carinho envolvente, lábios com lábios demonstrando o quanto estavam desejosos pelo contato. Entregues, Edward levou sua língua de encontro à de Isabella, e nesse momento o sentimento que ambos sentiam explodiu. O beijo deixou a calmaria de lado, e se tornou deliciosamente urgente, como se nunca mais pudessem repetir o ato.

Quando o ar faltou a ambos, suas bocas se separaram, voltaram a encostar a testa e um sorriso bobo surgiu nos lábios um do outro. Louco pelo sabor de sua esposa, Edward ainda lhe deu alguns selinhos demorados, para finalmente abraçá-la carinhosamente, sem nem ao menos se importar com a enorme barriga que ela possuía que evitava que ambos pudessem ficar colados. Sem dizer mais nada, assobiou o restante da canção ao pé do ouvido de Isabella e lentamente fez com que ela o acompanhasse em cada passo que dava.

Estavam apaixonados, agora tinham a certeza disso, não tinham mais duvidas da mesma forma que eram cientes de que por mais que algumas pessoas pudessem julgá-los, nada poderiam fazer para mudar.

Os minutos deixaram de existir e a lua brilhante no céu junto de estrelas tão iluminadas eram os holofotes que tornou o momento ainda mais belo. Tudo era tão mágico e encantador que os casais que passavam por eles sorriam diante da cena e alguns mais comovidos chegaram até mesmo a imitá-los.

Definitivamente, o amor quando verdadeiro é contagiante.

Assim como a tristeza e a dor, e por isso, longe da magia de onde Isabella e Edward se encontravam, mais precisamente em Forks, uma Rosálie atormentada pela dor olhava para casa de seus pais uma ultima vez, estava indo embora, não poderia ficar ali esperando que a dor passasse, o que sentia por Emmett era forte demais para ser esquecido.

Ela iria encontrá-lo, rodaria o mundo se fosse preciso, mas necessitava escutá-lo afirmar olhando em seus olhos que não a amava mais, somente assim, poderia se entregar a dor de ter sido abandonada.

Mais jamais alguém poderia culpá-la por não ter tido a coragem de lutar, pela chance e privilegio de viver seu grande amor.

Obs: Unforgettable foi lançada em 1950, mas como estamos vivendo uma história totalmente fictícia, não vejo porque não tê-la colocado no capitulo tendo o Edward cantando-a, até porque a letra e a melodia ajudaram a tornar o momento mais especial.

FIM DO CAPITULO

Notas finais
Então meninas.... gostaram do primeiro beijo????
sera que teremos consequenciais????
e a Rose???? para onde a loira esta indo????
hum.... fortes emoções nos aguardam....
Continuem comentando....me convençam a postar logo logo mais um cap.... e recomendando....
valew msm pelo carinho
bjocas