Vida Roubada
7 Capítulo 7
Notas iniciais
A viagem não demorou tanto quanto ela imaginou, antes do anoitecer eles já haviam chegado. Sem palavras seus olhos se alargaram diante de tal grandiosidade, a casa era três vezes maior a que ela foi no jantar em homenagem a Edward em Washington D.C.
Após passarem pelo portão, ainda passaram por uma trilha enorme cercada por árvores para enfim chegarem à casa principal, não pode se conter e acabou arregalou os olhos surpresa. A mansão de 12 suítes, três enormes salas, uma biblioteca com mais de quinhentos exemplares, uma sala de jantar, um escritório e uma cozinha, era toda avarandada e tinha como cores o branco e azul escuro emoldurando as janelas de madeira.
- Derek Durbin é um pouco extravagante. – disse Edward enquanto estacionava o carro. – Quando o conhecemos passamos a entender um pouco melhor Jane Volturi, como filha única sempre teve o que quis aos seus pés e continuará tendo quando seu pai falecer, já que é a única herdeira.
Isabella olhou para o seu marido, era visível o seu espanto – A Sra. Volturi é mais rica que...
- Não entenda mal. – disse cortando-a – Aro também é de família provida de muitos recursos. – sorriu – Pelo que sei, a união dos dois foi considerado o casamento do ano... O filho do governador casando-se com a filha do maior produtor de cavalos do país. Acredite não teve um jornal que não tenha publicado o acontecimento em todo o país.
- Produtor de cavalos? – Isabella nunca tinha ouvido falar que cavalos davam dinheiro, por isso estranhou.
- Árabe, Puro Sangue Inglês, Lusitano, Andaluz, Percheron, Quarto de Milha e Appaloosa são consideradas as principais raças de cavalo... Valem uma verdadeira fortuna, e Durbin é tão poderoso que possui todas as raças ao seu dispor. Ele vende alguns e os mais especiais são treinados para correr... O velho triplicou sua fortuna com apostas em seus cavalos e aumentou mais ainda cruzando verdadeiros campeões e colocando os potros a venda aos apaixonados pelos animais.
- Não fazia idéia que um cavalo pudesse valer tanto... – murmurou.
- Também não fazia idéia, juro que quando conheci Durbin pensei que ele estivesse brincando comigo, mas então recebi um convite para conhecer sua fazenda e percebi que no mundo do dinheiro, existem coisas que nos deixam abobalhados.
- Como você o conheceu?
- Apesar de não ter formação e parecer ser rude, Derek foi o melhor professor que a vida me deu... – olhou para Isabella – Foi ele que me colocou na Volturi Advocacia...
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O jantar já havia sido servido, Derek mesmo com o pedido manhoso de sua filha se negou a esperar seu genro chegar, já estava em idade avançada e precisava se alimentar na hora, se antes era meticuloso, agora era rígido quando se tratava de seus horários.
- Querido, papai não estava se sentindo bem, não pudemos lhe esperar! – disse Jane se levantando da mesa e recebendo seu marido com um abraço carinhoso.
O casamento foi um arranjo dos velhos Durbin e Volturi, uma verdadeira união de nome e dinheiro. Mas nunca foram somente negócios, o amor nasceu entre seus filhos, disso ninguém jamais pode duvidar. Entretanto o que nenhum dos dois chegou a sonhar foi que seus netos seriam uma vergonha para ambas as famílias.
- Posso ser um velho, mas estou em perfeitas condições física... – olhou para sua filha duramente – Simplesmente não acho justo um homem de minha idade que possui horários para se alimentar pagar o preço pela incompetência dos netos, que ao invés de se dedicarem ao trabalho, passam o dia gastando dinheiro com carros, roupas e mulheres – Sorriu debochado e voltou a comer sua salada de frutas.
Aro contorceu a face, seu sogro estava tocando em sua ferida. Pensou em responder de forma grosseira, mas um aperto em sua mão, em um pedido mudo de sua esposa, acabou por se calar e sentou-se a mesa. Até porque brigar de nada adiantaria, Derek estava certo, chegou tarde mais uma vez em casa porque seus filhos não conseguiam resolver um só caso de peso e sobrava a ele essa função.
- Felix e Dimitri estão aprendendo papai! – disse Jane docemente. Ela poderia ser uma mulher com certa idade, mas ainda parecia uma menina tentando não contrariar seu velho pai.
- Minha filha, acredite, se você fosse apta a defender um cliente se sairia melhor que seus dois filhos juntos. Lamento informar, mas tanto você como seu marido foram péssimos pais, somente mimaram os dois, não ensinaram a eles o caminho do trabalho, do sucesso.
- Meu sogro com todo o respeito, não acha que está passando dos limites?
O velho gargalhou – Não meu genro, de forma alguma, até porque tanto eu como seu pai temos a mesma perguntar martelando em nossa cabeça. O que será dessa empresa quando você não puder mais advogar?
- Ainda posso advogar por muito tempo! – disse entredentes.
- Ok, Ok... – sorriu – Vou lhe ajudar... Essa semana um velho amigo veio me visitar, ou melhor, foi à fazenda comprar mais um de meus potros valiosos, Paul Nidel, você se lembra dele? Foi seu professor em Harvard.
- Claro que me lembro, só não consigo entender o que ele tem haver com o assunto. – disse Aro tentando se controlar.
- Seus filhos, mesmo com todo o dinheiro e o sobrenome que carregam nem sequer foram aceitos em Harvard... tsc tsc tsc... Vergonhoso! Foram para uma universidade qualquer que nem me lembro o nome e nem ao menos faço questão de ser informado novamente... Uns medíocres, mas para a sua sorte existi um rapaz que está fazendo um enorme sucesso em Harvard, segundo Paul ele é ainda mais surpreendente que você Aro... É uma verdadeira obra prima do direito e para completar, é um rapaz desprovido de recursos, vem de família humilde.
- Continuo não entendo a relação.
- Quando aceitei que se casasse com minha filha, você me parecia mais inteligente, não vai me dizer que a burrice e futilidade de seus filhos passaram para você?
Com raiva Aro apertou o garfo que estava em sua mão e imaginou ser o pescoço de seu sogro, o velho nunca foi educado, mas antes lhe tratava com algum respeito.
- Pai, por favor! – Sua vida era rodeada de homens especiais, o primeiro dele seu pai, depois o seu marido que ainda lhe deu dois filhos a quem ela daria a própria vida. E não era nada fácil escutar seu pai falando de seus meninos como vinha fazendo ultimamente.
Em resposta Derek revirou os olhos. Podia não parecer, mas gostava mais de seus netos do que eles dele, e mais ainda de sua eterna menina. – Enfim... Quero que contrate o rapaz, não vai ser muito difícil, ele deve ser do tipo que está louco por uma boa “escalada”! – disse como se fosse ele o dono da empresa.
Raivoso Aro levantou-se e bateu as mãos na mesa – Essa é demais, quer ensinar a missa ao vigário?
- Talvez o vigário tenha que voltar ao seminário – retrucou Derek.
- Pois fique sabendo que em minha igreja mando eu, não recebo ordens nem do papa!
Calmamente o velho levantou-se e ao se aproximar de seu genro parou se apoiando em sua bengala – Nesse caso vai sim, porque se tens essa maldita igreja é graças ao meu dinheiro... Eu apoiei seus sonhos Aro, porque seu pai nunca foi muito bom em lhe dizer sim... E como você e seus filhos estão acostumados com o luxo, aposto que não irão querer perder tudo o que possuem... Você entende de tribunais, eu entendo de fabricar dinheiro... Contrate o rapaz, é uma ordem que vai lhe ser bem útil e proveitosa... – voltou a caminhar, mas parou antes de se retirar da sala – Edward Cullen, esse é o nome da mina de ouro!
Aro não sabia, mas apesar de ter sido relutante no inicio a contratação do jovem rapaz, mais tarde ele passaria a ser grato ao seu sogro mais uma vez em sua vida, pois agora ele não era mais somente o homem responsável por lhe entregar a mais preciosa mulher que poderia conhecer. O velho Durbin, mesmo de um jeito torto demonstrou estar preocupado com sua família e lhe deu a única chance que poderia ter de manter sua empresa viva, ao menos, por mais alguns anos.
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- Ele estava lá, na empresa no meu primeiro dia, somente para me desejar boa sorte, lembro-me de achá-lo prepotente, mas então depois de minha primeira vitória importante, quando me chamou para conhecer sua fazenda, minha visão sobre ele mudou... Líamos os jornais e comentávamos as notícias todas as manhãs... Ele passou a me ligar toda semana, me pergunta sobre os casos e como as coisas vão indo... Ensinou-me a montar e cavalgar e passeamos juntos por horas quando venho à fazenda, durante o percurso diz tudo o que preciso saber sobre as pessoas a minha volta... Sobre esse mundo de pessoas mesquinhas e cruéis... – olhou para Isabella – Me formei como um advogado promissor, mas não seria a metade do que sou se Derek Durbin não estivesse cruzado meu caminho.
- Aposto que ele é um homem fascinante! – comentou Isabella.
- A segunda olhada sim. – disse divertido se retirando do veículo.
- Porque nunca me falou dele?
- Estou falando agora.
- Mas poderia ter falado antes, quando me falou sobre o porquê aceitou a oferta de 30% da empresa... Eu senti que você estava me escondendo algo... Não sei, mas agora sabendo da existência de Derek Durbin e da importância dele em sua vida, acho que você ter ficado na Volturi Advocacia tem alguma coisa haver com sua amizade com o sogro de Aro Volturi. – retrucou.
Ele parou e analisou-a com cuidado, era impressão sua ou ela estava sentindo-se excluída de sua vida? Tentando afastar o pensamento ele lhe sorriu – Você nunca me questionou muito sobre minha vida, como eu também não gosto de comentar muito sobre assuntos particulares... Achei que minha amizade com um velho não pudesse lhe interessar, afinal, não tem qualquer ligação com a gente.
Sem saber o que dizer, ela abaixou a cabeça sentindo-se envergonhada, por sorte, não demorou muito para que um dos empregados da fazenda viesse ao encontro dos dois, e como foi treinado a fazer pegou as bagagens e os conduziu até a entrada da casa. Sorridente, Jane e mais alguns convidados os aguardavam na sala principal.
- Sejam bem vindos!
Ela foi educada como sempre, perguntou como tinha sido a viagem e pediu para que o empregado os conduzisse até o quarto, entretanto, antes que pudessem dar um só passo o velho Durbin apareceu apoiado em sua bengala com um singelo sorriso nos lábios. Enfim, seu único convidado havia chegado.
- Não é que o grande Edward Cullen se dignou a me fazer uma visita! – disse em tom brincalhão.
Derek apesar da bengala e dos ralos fios de cabelo branco parecia ser mais jovem que sua real idade. Alto e esbelto permitia que o terno que estava usando tivesse um caimento perfeito em seu corpo. Seus olhos grandes e azuis eram perspicazes dando um contraste impar com sua pele morena, e seu sorriso com quase todos os dentes ainda firmes em sua boca demonstravam o quanto sua saúde era perfeita.
Com um enorme sorriso na face que estranhou Isabella, Edward recebeu o aperto de mão do aniversariante – Não poderia deixar de comparecer ao seu aniversario de noventa anos... – olhou para ele como se estivesse analisando-o – Pelo jeito, continua com cara de um homem com sessenta? Ou quem sabe cinqüenta?
Uma gargalhada divertida saiu pelos lábios do velho – Sinto-me como um menino de quinze anos... Pode perguntar as putas com quem estive ultimamente.
- Papai! – envergonhada Jane o repreendeu. As damas que estavam na sala ruborizaram diante de tanta indiscrição.
Como sempre Derek não seguiu as regras de etiquetas e falou o que todos sabiam e permaneciam calados. Desde menino sempre fora um freqüentador assíduo de bordeis, perdeu sua virgindade aos quinze anos com uma prostituta que possuía o dobro de sua idade escolhida por seus tios e pai. Sempre ficou gravado em sua mente o momento em que saiu do quarto se achando um homem por ter possuído uma mulher pela primeira vez, sendo recebido com aplausos e assobios de seus familiares homens. Nem mesmo quando se casou, abandonou a prática de visitar o local por pelo menos uma vez na semana, sua esposa era como a sociedade desejava, tanto na cama como fora dela, o deixando desejoso por intimidades mais quentes. Quando por fim ficou viúvo, mesmo tendo somente Jane como filha, não casar-se novamente, passou a ter paz para se dedicar mais aos seus cavalos, afinal, não possuía mais uma mulher para dividir a vida e quando desejava prazer, sabia onde encontrar. De fato, nunca se apaixonou, a única mulher que conseguiu tocar seu coração fora sua filha e por nenhum dia sentiu falta de ter alguém morando eternamente em sua alma além da adorada Jane.
- Até parece que as mulheres desta sala não têm conhecimento que seus maridos já estiveram ao menos uma única vez em um bordel! – respondeu como se estivesse falando do assado que comera mais cedo.
- Papai, por favor, se comporte como se deve!
Em resposta ele sorriu, é claro que sabia que um assunto como esse não deveria ser pronunciado na presença de damas tão distintas, mas, como foi idéia de sua filha, que mesmo sem a vontade do aniversariante organizou a comemoração e convidou pessoas que ele mal conhecia sendo todos amigos e funcionários de seu genro Aro, decidiu ser o mais inconveniente possível, sua única opção, já que não teve forças para dizer não.
Revirando os olhos ele olhou para seu único convidado de verdade – Venha Edward, vou acompanhá-lo para saber se o melhor quarto foi mesmo destinado a você e sua adorável esposa que ainda terei o prazer de conhecer.
Edward pensou em fazer as apresentações formalmente, mas um olhar de Durbin fora o suficiente para mandar a idéia para longe. Com os braços entrelaçados aos de Isabella, ele seguiu o velho silenciosamente. Assim que chegaram ao segundo maior quarto da fazenda o empregado deixou a bagagem no cômodo e se retirou fechando a porta.
- Enfim estamos longe dos urubus... Agora sim pode apresentar-me a jovem que conseguiu acorrentá-lo! – disse encarando Isabella.
Assim como Edward não falou sobre Derek para Isabella, ele não o tinha falado de sua esposa para seu eterno mestre e amigo. Durbin veio saber de seu casamento atrás de Jane, sua filha, que fora mais rápida em ligar para contar a novidade.
- Derek Durbin, está é Isabella Cullen, minha esposa!
Agindo como um cavalheiro, Derek beijou a costa da mão de Isabella – Encantado com tamanha beleza!
- É um prazer conhecê-lo, Edward falou-me muito bem do senhor!
- Aposto que sim... Afinal, quando conheci seu marido ele era um matuto que certamente seria enforcado pelos urubus que vieram ao meu aniversario com tamanha facilidade que até seria enfadonho de se assistir.
- Sinceramente, eles só me aturam porque sabem de nossa amizade! – comentou Edward brincalhão.
- Não, eles aturam você porque precisam de seu cérebro para continuar jogando dinheiro na lixeira... Até mesmo aceitaram sua exigência dos 30%... Confesso que deu um golpe de mestre, ao menos agora posso ir tranqüilo para os braços da morte, sabendo que meu dinheiro continua bem empregado por mais alguns anos... Mas vamos deixar esses assuntos chatos para quando estivermos a sós... – olhou para a barriga de Isabella – Vejo que é tão bom em assuntos pessoais como é no trabalho... Foi rápido em plantar a semente da vida em sua esposa, demorei quase um ano para conseguir tal feito em minha mulher!
- Um homem necessita de um herdeiro, alguém para carregar seu nome e perpetuá-lo! – comentou com tamanha certeza que até mesmo Isabella surpreendeu-se.
- De fato... Infelizmente não tive essa sorte! Quis o destino que meu único rebento fosse uma mulher – disse tristemente, respirou fundo e se aproximou a porta branca de madeira – Vou me retirar, mais tarde teremos o jantar e sinceramente preciso de um pouco de paz antes de voltar para o meio das cobras.
Cordialmente se despediu dos dois os deixando a sós. Naquele momento, sem a presença do intimidante Derek Durbin, Isabella observou o quarto. Era três vezes maior que o seu aposento, possuía uma enorme cama ao centro do cômodo, um sofá próximo a enorme janela que dava para o jardim principal da fazenda, uma penteadeira com um espelho emoldurado de cristais, tapetes brancos e felpudos por todo o aposento e um enorme guarda-roupa.
- Era o quarto que pertencia à mãe de Jane... Por isso, é o aposento mais bem decorado de todos, ao que parece, Derek poderia não ser fiel a sua esposa, mas lhe dava tudo o que o dinheiro poderia comprar!
- Realmente! – murmurou enquanto olhava os detalhes em dourado que se destacavam no branco do aposento.
- Acho que seria melhor você ir tomar um banho, descansar da viagem, assim estará mais disposta ao jantar! – comentou Edward analisando-a.
Foi então que ela notou algo, o aposento só tinha uma cama e eles eram dois. – Edward, só tem uma cama, o que vamos fazer?
Com um sorriso debochado nos lábios ele lhe respondeu – Isabella é claro que só tem uma cama, já imaginava isso, Derek não faz idéia de que nosso casamento é de fachada. Mas, não se preocupe, pode ficar com a cama, além de ser uma dama ainda está grávida, precisa de mais conforto que eu.
- E você? – perguntou visivelmente preocupada.
- Acredite, sei me virar muito bem!
As horas passaram rápidas, logo foram chamados para o jantar. Ao que parece Durbin estava mais sociável, não falou qualquer coisa constrangedora, mas também praticamente não falou por toda noite. Entretanto não passou despercebido para Isabella os olhares mortais de Dimitri e Felix sobre seu marido. Os filhos de Aro não aceitavam um reles empregado ter mais prestigio que eles.
Quando ao final da noite Isabella decidiu se retirar em seu aposento, Edward a acompanhou até a porta e se despediu. Iria caminhar com Derek pelos estábulos, havia novos cavalos nas estribarias que o dono gostaria de apresentar ao seu marido.
- Está é Fênix... É uma Appaloosa... Lembro-me que quase faleceu quando nasceu... O veterinário até mesmo me aconselhou a sacrificá-la, mas havia algo no olhar dela que me impediu. – Sorriu ao se lembrar do fato – Ela enganou a todos, uma danadinha, semanas depois estava forte e saudável. Com ela consegui vencer o nacional alguns anos atrás – Edward olhou para a égua branca com manchas negras pelo corpo – Está esperando um proto... Um cruzamento com um Quarto de Milha... Black lembra-se dele?
- Sim... O seu cavalo predileto!
Black participou de algumas competições, quase conseguiu a tríplice coroa, mas perdeu uma das disputas por milésimos de segundos. Como havia criado uma relação de carinho com o animal, Derek decidiu afastá-lo das arenas de disputas e passou a ser o seu cavalo pessoal, mas nunca deixou de pegar firme com ele, afinal, Black parecia gostar do trabalho pesado.
Durbin deu um suspiro – Achamos que dentro de algumas semanas Fênix dará a luz... Eu gostaria que quando seu filho nascesse ele viesse aqui para receber meu presente.
Edward arqueou as sobrancelhas – Você não está querendo dizer que dará um potro valioso ao... Ao meu filho?
- Nem pense em recusar, já dei, e você ou sua esposa devem pensar em um nome!
- Derek eu...
- Quando minha filha nasceu eu lhe dei um cavalo, quando meus netos nasceram lhes dei um cavalo... Você pode não ser meu filho Edward, mas ocupa um lugar em meu coração bem próximo disso, então não me venha com desculpas para não aceitar um presente que nem ao menos é para você!
Edward abaixou a cabeça, se ele soubesse da verdade sobre seu relacionamento com Isabella, será que iria continuar com o mesmo pensamento? Deu um suspiro... – Derek, existe algo sobre o meu casamento...
- Não continue, por favor! – pediu Derek o silenciando. Vendo o olhar de interrogação em Edward prosseguiu – O que quer que seja é algo seu e de sua jovem esposa, se fosse para eu saber, você já teria me contado... Independente do que aconteceu ou esteja acontecendo ela é a mulher que Deus colocou em seu caminho para protegê-la e agora mais ainda, aquela criança que está crescendo naquele ventre é seu filho e acredite, no momento em que olhar para ele ou ela, vai descobrir que aquele ser aparentemente insignificante será o mais grandioso e especial mestre em sua vida... Vai aprender mais com ele do que aprendeu com esse velho aqui! – disse sorrindo.
Edward contorceu sua face – Acredito que nesse caso, serei um pai que não vai ter grandes lições.
Acariciando a égua Fênix, Derek sorriu – Sabe de uma coisa? Quando a idade avança e você percebe que tem mais lembranças que desejos, você enxergar o tanto de arrependimentos que carrega em seu coração... Um abraço que deixou de dar em sua mãe porque não era o momento ou aquela conversa que sua esposa tanto pediu e você não teve tempo para escutar... Eu sou feliz com os meus cavalos, nunca escondi de ninguém o quanto esses animais são importantes para mim, mas eu tenho a minha cota de arrependimento na vida e no momento certo você também terá os seus... Mas sabe o que faz com que os meus arrependimentos se tornem pequenos? A minha filha, poder olhar para trás e conseguir enxergar todos os passos que ela deu na vida comigo ao seu lado... Sei que hoje não sou mais quem faz seus olhos brilharem, ela é uma mulher casada e tem filhos, mas não tem um dia que ela não me ligue, não tem um dia em que não me lembre dela, não tem um dia que não diga o quanto a amo – sorriu brincalhão – Por mais que agora muito da menina que conheci se fora, por mais que agora ela tende a se inclinar ao marido por amá-lo... Nunca morrerei com o arrependimento de não ter sido o melhor pai que pude.
Filho? Será que ele conseguiria enxergar seu sobrinho como dele algum dia? Derek permaneceu em silencio, deixou que suas palavras penetrassem em seu amigo que ainda tinha muitas lições a aprender.
- Está tarde, precisamos dormir amanhã o dia será longo...
Mal Derek sabia o quanto a noite também seria longa para Edward. Quando ele adentrou o quarto e viu que a luz da lua iluminava a cama onde Isabella estava dormindo, aproximou-se, olhou atentamente para a face de sua esposa e se encantou com a paz que seus traços demonstravam ter em cada respiração tranqüila. Sendo levado pelo comentário de Derek, deixou que seus olhos fossem até o ventre de sua esposa e sentiu uma súbita curiosidade, como seria sentir aquela criança e movendo?
Tentado ele aproximou sua mão lentamente, podia sentir seu coração batendo mais rápido como se estivesse fazendo algo que não deveria, e para comprovar o fato, Isabella acabou se mexendo, o assustando e mandando sua curiosidade para longe.
Sentindo-se confuso com tantos de sentimentos conflitantes acabou deitando no sofá e olhando para o céu. Era uma bela noite, as estrelas iluminavam o escuro do céu tornando tudo ainda mais encantador. Sorriu ao se lembrar do seu irmão, quando crianças ficavam perdidos no tempo localizando as constelações.
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- Esta vendo ali Edwad? — apontou para o irmão – Você sabe que constelação é aquela?
Jasper era uma linda e curiosa criança que empolgava a todos com sua animação.
Seu irmão alguns anos mais velho sorriu, apesar da diferença de idade ser um indício de brigas e inimizades, para eles eram de mais união.
- Está vendo aqueles cinco pontos mais ao norte?
- Sim. – respondeu compenetrado.
- Eu acho que formam uma enorme cabeça... – disse Edward quase sussurrando. – As outras estrelas que se encontram dentro, foram dois enormes olhos e uma boca raivosa.
- Hum.... Mas seria a cabeça de quem? – estava tão entretido que nem chegou a perceber o sorriso na face de seu irmão.
- De uma bruxa... Talvez quem sabe... Da Sra. Cold – disse fazendo os dois gargalharem. A Sra. Cold era a professora de Jasper. Ela era tão maldosa que a ultima vez que seu irmão não conseguiu acertar a tabuada saiu com as mãos inchadas pela palmatória.
Havia sido uma semana difícil, ele, sua mãe e seu pai se revezavam em ensinar a tabuada a Jasper, o menino se recusava a ir a escola se errasse ao menos uma única conta. Ao menos serviu para que fosse o campeão do campeonato de matemática.
- Acho que a Sra. Cold não merece estar no céu Edward... Talvez a mamãe... Quando imagino um anjo eu consigo ver a mamãe! – confessou.
- Sim... A mamãe e o papai, assim como você!
- E você... – os dois sorriram – Imagina, nossa família toda junta eternamente no céu? Eu adoraria poder fazer parte de uma constelação... Ser iluminado em meio a tanta escuridão.
Edward olhou para o seu irmão e seu coração se encheu de amor – Não precisa ser uma estrela para isso Jasper, você já é um iluminado meu irmão, na hora vai descobrir que falo a verdade!
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Quando deu por si, as estrelas foram desaparecendo, o escuro deu lugar à claridade que o sol emanava. Sorriu ao perceber que de certa forma tinha voltado a sua infância.
Tentando não fazer barulho algum, seguiu para o banheiro e fez sua higiene, com uma toalha enrolada na cintura e outra que estava usando par secar os cabelos saiu do banheiro em direção ao quarto, precisava escolher um terno que pudesse usar ao longo do dia, pois o aniversario de Derek que apesar de incluir uma hora de missa, mais parecia em festejo do que uma festa normal.
- Oh!
Ele nem ao menos tinha se lembrando que estava dividindo o quarto com Isabella, pelo menos não até ela verbalizar com um grito contido de susto e tentando esconder de seus olhos o corpo masculino que estava bem a sua frente.
- Me desculpe! – disse Edward um pouco constrangido, paralisado olhando-a.
Isabella com as mãos na face e de costas para o seu marido tentou minimizar o fato – Sem problemas, não vi nada, juro – Se ela estivesse que jurar pela própria vida já estaria morta, pois, até o momento em que conseguiu soltar o som de assustada, conseguiu muito bem ver a barriga com certa definição que possuía alguns cabelos que iam de seu peito até o baixo ventre. Tentando apagar a imagem de sua mente ela se recriminava por possuir uma memória excelente.
- Já peguei minha roupa, vou para o banheiro...
Ela escutou passos se afastando e a porta se fechando com um barulho proposital. Sentou-se na cama e relaxou o corpo, olhou para as suas mãos trêmulas e em uma iniciativa de tentar se acalmar começou a trabalhar sua respiração. Quando seu marido saiu totalmente vestido e a encarou o máximo que conseguiu fazer foi abaixar a cabeça, desviar o olhar, não tinha coragem de olhá-lo nos olhos. Entendendo perfeitamente o constrangimento, Edward tentou tornar o ambiente o mais natural possível, se pudesse, teria deixando-a sozinha no quarto, mas se descesse para o café sozinho, os comentários sobre sua vida pessoal transcorreriam durante todo o dia.
Prevenida, Isabella levou sua roupa para o banheiro, pois, quando saiu, estava no mínino descente. Edward olhou-a pelo canto dos olhos e gostou do que viu. Os cabelos de Isabella estavam com as ondulações aparentes partido de lado com uma presilha prendendo o lado mais volumoso, seu vestido de manga comprida de crepe branco com detalhes em azul e verde demonstravam leveza em cada passou que ela dava.
- Está bonita! – ele a elogiou.
Sentindo sua face corar ela olhou para a direção oposta da dele – Tenho que me maquiar ainda. – disse quase sem voz.
- Sem problemas. – disse naturalmente sentado no sofá. – Só espero que não demore muito, temos que tomar café e depois ir à missa, é um costume de Derek ir à missa em datas comemorativas.
- Cinco minutos, é o tempo que preciso.
E realmente era. Com uma pele de porcelana não precisava elaborar muito para esconder defeitos. Quando por fim terminou, olhou pela primeira vez para Edward e rezou para que seu constrangimento não fosse tão aparente. Ele estava com um terno cinza claro e possuía um chapéu em suas mãos. Parecia um artista de cinema, fazendo seu coração acelerar mais, afinal, suas roupas escondiam uma beleza incomum. Envergonhada por tal pensamento, baixou a cabeça.
- Podemos ir! – disse com um tom mais natural. Ele se aproximou e delicadamente entrelaçou seu braço forte ao dela.
Quando chegaram à mesa do café, todos já estavam degustando um desjejum farto e delicioso. Derek fora bastante receptivo comentou sobre as noticias do dia com Edward e procurou sempre incluir Isabella nos assuntos. Antes das nove seguiram para a capela da fazenda, tendo ao longo de uma hora um missa para comemoração das nove décadas vividas por Derek Durbin, para então começar a festividade do dia. O almoço não deixou a desejar, a enorme mesa era abastecida por frango, peru, carne e peixe, tinham iguarias para todo tipo de paladar. Entretanto, ao final do café um dos funcionários chamou pelo aniversariante discretamente, era uma visita que preferia permanecer no anonimato. Sem chamar atenção seguiu para os estábulos e lá chegando um sorriso verdadeiro brotou de seus lábios. Definitivamente, sua presença fora o melhor presente do dia.
- Pensei que tinha se esquecido desse velho amigo! – disse brincalhão.
Com um sorriso largo nos lábios, ela se virou para ele. – Infelizmente alguns problemas estavam me impedindo de vim, mas, como era o seu aniversario, não pude deixar de fazer um esforço para vim dar-lhe um abraço.
Olhando para o pacote que ela trazia ele se aproximou com as sobrancelhas brancas arqueadas – Espero que seja para mim!
Uma pequena gargalhada saiu pelos lábios da bela – É claro que é para você – esticou o presente lhe oferecendo, ele o capturou de bom grado, abrindo sem qualquer receio – Espero que goste.
Era uma blusa azul de botões – Como sempre perceptível, é do jeito que gosto!
Os dois se olharam nos olhos e sorriram cúmplices, foi então que um abraço carinhoso aconteceu. Durbin para Tanya era mais que um amigo, era o pai que o destino lhe roubou.
- Estava com saudades de você! – sussurrou segurando o choro.
- Acho que não, afinal, se realmente estivesse com saudade teria vindo passar o final de semana comigo!
Derek era o anjo que escondia o relacionamento dela com Edward, os dois amantes foram incontáveis vezes a fazenda e naquele lugar mágico viveram momentos que para sempre ficariam guardados na memória da loira sem qualquer receio ou medo.
- Nesse momento um final de semana seria muito tempo... Como disse, estou cheia de problemas... E...
- E Edward agora é um homem casado! – disse cortando-a, com ele, ela não precisava mentir, nunca precisou. Tentando esconder sua dor fechou os olhos e respirou fundo, mas no momento que encarou seu amigo, uma lágrima desceu por sua face. – Meu doce anjo, por mais que Edward seja um home maravilhoso, ele não merece, nenhum homem no mundo merece que você derrame uma única preciosa lágrima! – disse enquanto secava a face de sua amiga.
- Você a conheceu? – perguntou Tanya mesmo já sabendo a resposta.
- Sim... Um encanto de mulher... – acariciou a face de Tanya – Ele a ama, embora ainda não perceba que esse sentimento está preso nele.
- E é correspondido... – disse Tanya concordando com o que Derek lhe dizia.
- Sim! – disse abraçando-a e permitindo que a frágil Tanya chorasse em seu ombro a dor de um amor completamente perdido.
- Tanya? – Assustados, Derek e Tanya se afastaram e encararam o dono da voz.
Edward viu quando seu amigo saiu da sala, assim como viu o empregado que havia lhe dado o recado, após minutos sem a volta do aniversaria não demorou em saber onde seu amigo se encontrava e com quem.
- Acho que minha visita chegou ao fim – deu um beijo na face de Tanya — Adorei o presente, irei usá-lo com freqüência. – disse se afastando, quando passou por Edward deu um leve tapa em seu ombro e os deixaram sozinhos.
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Os dois se olharam, o tempo parecia não existir, os segundos passavam e nenhum deles saia do lugar, até que magoado Edward se aproximou. – Então, pelo que me lembro não tinha uma mínima chance de vim.
Ela fechou os olhos – Consegui um tempo de ultima hora!
Edward se aproximou mais, ficando tão próximo que ela podia sentir o calor que emanava de seu corpo. – O que está acontecendo Tanya? Não agüento mais suas mentiras, acho que está passando da hora de jogarmos limpo como sempre fizemos.
Abriu os olhos e encarou os dele. De fato, estava passando da hora. – Não, eu nunca joguei limpo você... Eu menti para você da mesma forma que menti para mim.
Piscou surpreso, não esperava escutar isso dela, não da pessoa que sempre fora sua confidente – O que?
Ela se afastou, não conseguiria ser honesta se estivesse assim, tão perto dele – Eu amo você, amo tanto você que não posso mais continuar com isso, Edward, não podemos mais nos ver!
Diante de tamanha sinceridade ele perdeu a cor. – O que quer dizer com isso?
Lágrimas começaram a brotar de seus olhos – Está casado Edward, não é justo com sua esposa.
Com um sorriso cínico nos lábios ele achou graça diante da resposta – Qualquer pessoa no mundo poderia usar de tal argumento, menos você. De todos que conheço você é a única para quem sou honesto, a única que consigo ser eu mesmo, nunca menti, sempre lhe contei tudo sobre minha família e eu. Então não me venha com essa desculpa, sabe do porque estou casado com Isabella, inclusive você me apoiou lembra, quando te liguei e contei sobre a situação de minha cunhada?
Com um sorriso doce começando a ser molhado pelas lágrimas ela tentou lhe mostrar serenidade – Sabe, quando conheci o Rick eu me apaixonei por ele, quando disse sim ao padre no altar eu fui honesta de todo o coração... A princípio, nossa vida de casados era do jeito que eu sempre sonhei, sabia que meu marido não nutria o mesmo amor que eu sentia por ele, mas estava próximo disso, ao menos eu pensava assim, afinal, ele era doce, companheiro e sempre tinha uma surpresa ao final do dia... Mas foi só a imagem da doce e submissa Tanya ir por terra que tudo mudou, e foi ai que percebi que ele nunca tinha sequer gostado de mim, ele só era encantado pela visão da Tanya que lhe agradava, nada mais que isso... Assim como você!
- Você não pode estar me comparando com ele! – disse entredentes.
- Você pode ser um cavalheiro Edward, mas acredite quando falo que você gosta da Tanya sofredora, da que mendiga por um carinho e que sonha em ser feliz... Você só é um amigo que deseja me dar um pouco de alegria em meio à dor que vivo...
- Tanya...
- Não, não me diga que isso não é verdade, no momento em que deixasse Rick para trás, no momento que a tristeza fosse embora de meu olhar, você teria o seu papel cumprido, e logo, mesmo sem querer me magoaria, porque jamais conseguiria me amar como eu te amo... Você nem sequer uma única vez me olhou com a metade do carinho com o que carrega por Isabella...
- Não tente comparar... Isabella carrega a única coisa que me liga ao meu irmão... Ao irmão que jamais poderei olhar novamente!
Tanya se aproximou sorrido e emoldurou a face de seu amante – Cuide dela, faça-a feliz, você tem esse poder nas mãos! Prometa-me?
- Tanya...
- Por favor, me promete! – ela não disse, mas sabia que seu grande amor somente seria feliz quando percebesse a dimensão do sentimento que nutria pela esposa, e Isabella por ele.
- Eu prometo!
Acariciando a face de Edward ela sorriu ao encará-lo com ternura, vendo além que feições – Você vai ser feliz, e isso bastar para mim...
- E você?
- Eu vou cuidar de mim...
- Porque não me deixa cuidar de você?
Ela não respondeu, somente o puxou para um beijo, o ultimo beijo, aquele que para sempre ficaria em sua memória. Apreciou a maciez dos lábios de seu amante e gemeu ao sentir o hálito quente dele se misturando ao seu. Quando o beijo chegou ao fim, ela encostou sua testa na dele e suspirou. – Eu nunca me esquecerei de você, sempre estará em minha memória e meu coração!
Ele olhou fundo em seus olhos e a abraçou carinhosamente, iria dizer que também não se esqueceria dela, porque de uma forma ou de outra, Tanya pegou para sempre um pedaço de seu coração, mas um barulho o impediu de ser honesto como ela merecia.
Assustada Isabella olhou para o balde que tinha derrubado, levantou o olhar e encarou seu marido e sua amante, ambos com os lábios inchados devido ao beijo de segundos antes. Quando percebeu que seu marido havia se distanciado ela o seguiu, viu o velho Durbin saindo do estábulo e ficou alguns minutos imaginando o que Edward estava fazendo lá. Perguntou-se se o que estava fazendo não seria uma invasão, chegou até mesmo a dar meia volta, mas a curiosidade acabou lhe vencendo, fazendo-a adentrar o local no exato momento que Tanya beijava o seu marido. – Desculpe-me. – disse constrangida.
Com os olhos brilhando em lágrimas sem ela ao menos entender o porquê, saiu correndo em disparada.
- Vá atrás dela Edward! – pediu Tanya trêmula, tudo o que ela não queria era que Isabella tivesse pegou a eles.
Como se tivesse recuperado o controle do seu corpo, Edward correu para alcançar sua esposa, passou pelos estábulos e conseguiu ver o exato momento que ela tropeçou nós próprios pés e caiu de lado no chão. Com um dor rasgando seu peito de uma maneira que ele não sabia ser possível, alcançou-a e abaixou-se próximo a ela.
Isabella chorava de dor, encolhida tentava diminuir as pontadas que latejavam por dentro. Carinhoso Edward retirou os fios de sua face e acariciou-a – Isabella, Isabella me diz o que está sentindo... – pediu tentando aparentar tranqüilidade. Ela tentou lhe dizer, mas tudo o que conseguiu foi gritar. Foi então que algo quente começou a sair entre suas pernas, assustada levou sua mão ao local e gritou mais ainda quando viu seus dedos vermelhos, sujos de sangue.
Olhou para seu marido com o medo atravessando em seus olhos – Por favor, por favor, Edward não deixe que meu menino se vá... Por favor! – pediu enquanto em meio aos gritos de agonia e dor.
Com seu coração saindo pela boca ele a carregou, precisava agir rápido, pois se algo de ruim acontecesse com um dos dois ele jamais se perdoaria!
FIM DO CAPITULO
Notas finais
é ai, gostaram do big capitulo????
e a Tanya, será msm q ela é tão boazinha assim??
e o bebê???.... será q vai acontecer alguma coisa...???
perguntas, perguntas e mais perguntas.....
obs: Meninas, eu vou viajar amanha, não sei se vou poder postar durante a semana, vou fazer o possivel, mas n garanto nd, mas comentem, comentem que isso me motiva a ser ter mais vontade de postar...
obs2: Capitulo dedicado a Mira, valew pela recomendação!
bjocas *-*
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