Vida Roubada
30 Capítulo 27
Notas iniciais
Valew pela linda recomendação *-*
Nunca foi de se sentir mal, mas agora que estava próximo ao sexto mês, as coisas estavam começando a se desenhar. Além da barriga que estava aparente, os desejos começaram a aparecer. Sorriu ao acariciar sua barriga enquanto se servia de um grande pedaço de spotted dick, um delicioso pudim com uvas passas e groselha.
Tommy sorriu ao vê-la experimentando a sobremesa, com os olhos fechados e murmurando prazerosa. – Fico feliz por ter lhe ajudado mais uma vez, não tem nada mais bonito que atender um desejo de uma mulher grávida.
Não era a primeira vez que ele abandonava suas horas preciosas de sono nos últimos dias, Alice vinha tendo desejos quase que diários, e atender a eles era o mesmo que reviver uma de suas mais belas lembranças, ao ponto de fazê-lo abandonar as bebidas.
- Você tem mãos excelentes para culinária... Hum... Já pensou em trabalhar em um restaurante? – perguntou com a boca cheia.
Tommy sorriu abertamente – Gosto de cozinhar, mas não me vejo trabalhando com isso, até porque, não consigo imaginar ninguém comprando minha comida.
Ela o olhou atentamente, e sorriu. – Não seja modesto, você cozinha tão bem como canta!
- Você é minha amiga, não conta muito sua opinião. – retrucou.
- Sou sua amiga, e por isso posso afirmar e conhecer seus talentos... Hum... Se eu tivesse algum dinheiro eu lhe convidaria para ser meu sócio, abriríamos um restaurante... Você poderia cozinhar de vez em quando... E... Nos dois poderíamos cantar e tocar belíssimas músicas...
- Um local familiar, suponho... – comentou Tommy.
- Sim, sim... Também um local de encontro de namorados, pedidos de casamentos, datas comemorativas... Ah... Poderíamos organizar varias atuações com os garçons e nos os cantores...
- Ok... Entendi um belo sonho, se também tivesse dinheiro investiria nesse restaurante! Depois da guerra as coisas estão começando a se encaminhar como antes... Em marcha lenta é verdade, mas com tantos lugares e famílias destruídas, acredito que até estamos bem... Um local agradável e familiar é tudo o que todos precisamos... – desistindo, Tommy serviu-a de mais um pedaço.
Alice sorriu animada e continuou sonhando, o fato era que ambos se entendiam muito bem, e com isso a amizade se tornava cada vez mais firme, mais solida, não havia nada que um não pudesse dizer, contar ou perguntar para o outro. Quando por fim Alice terminou de alimentar-se e o assunto chegou ao fim, olhou para o pires sujo e suspirou entristecida.
- Hei... O que foi? – perguntou Tommy.
Alice olhou para o seu amigo com os olhos lagrimejados e sorriu – Nada demais, só um pensamento bobo.
- Bobo? Hum... Creio que não, afinal, se realmente fosse bobo você não estaria sentindo-se assim...
Alice respirou fundo, tentando evitar que lágrimas caíssem por seus olhos – Eu só estou tentando imaginar como Jonnathas estaria reagindo... Será que ele estaria gostando de preparar comidas para mim? Será que ele teria este instinto que você tem para ser pai? Estarei ouvido e apreciando meus sonhos?
Tommy aproximou-se e segurou as mãos de sua amiga – Não posso afirmar nada, mesmo se eu o tivesse conhecido, não poderia. Mas sabe? Tem uma coisa que aprendi o “se” nunca vai nos dar as respostas certas. Mas pelo que tive o prazer de lhe conhecer e de conviver com você, posso dizer com toda a certeza, sem duvidas, sem precisar usar o “se”, ele seria burro se não estivesse animado com esse presente que você carrega. Ser pai é o maior e mais gratificante presente que uma mulher pode dar a um homem!
- Como você se sentiu? – perguntou Alice, com lágrimas caindo de sua face.
- Me sentir como um senhor do mundo, mas ao mesmo tempo como se fosse um pequeno grão de areia... Um gigante e um anão ao mesmo tempo... Um sentimento de poder e fraqueza... Ah foram meses maravilhosos, ver aquele pequeno fruto crescendo, crescendo dentro do ventre de meu amor... – Tommy fechou os olhos ao perder a fala.
- Me desculpe, eu não deveria ter perguntado nada... – disse Alice ao perceber o que tinha feito ao se deixar levar por suas emoções.
- Não... Falar deles é bom... Torna as lembranças mais reais, e eu não consigo me imaginar falando de minha mulher e de meu filho com outra pessoa, a não ser você!
Ela sorriu docemente em resposta – Obrigada Tommy, obrigada por confiar em mim, por ser meu amigo... Eu entendo você, até porque não saberia o que seria de mim sem sua amizade!
- Sabe de uma coisa? Eu sempre quis ter irmãos, mas nunca aconteceu, até agora, porque o que sinto por você é especial, é único, é um carinho tão grande que eu só seria capaz de sentir por uma irmã.
- Eu já tive irmãos, mas quando abandonei tudo eu os deixei no passado, jamais imaginei que pudesse ganhar um irmão em meu futuro!
Tommy se aproximou e segurando firmes nas mãos de Alice, olhando fixamente em seus olhos prometeu – Eu prometo, nunca irei abandonar você e nem essa criança, serei o que vocês precisarem de mim, porque vocês se tornaram a força que preciso para viver cada dia longe dos amores de minha vida.
- Também nunca te abandonarei Tommy, sempre estarei aqui por você, meu amigo!
Sem que pudessem sequer imaginar, naquele momento o amor fraterno que nasceu as poucos os unia para todo o sempre.
----
Já havia se passado alguns dias desde que Isabella perdeu o seu bebê. Foram dias difíceis, ficou algum tempo de cama, Jasper se sobrecarregou com Rebecca mais que o normal para que ela não tivesse que fazer movimentos considerados perigosos. O que de certa forma era controverso, uma vez que, três dias depois voltou ao trabalho na loja.
Entretanto as coisas com seu ex-noivo não sofreram grandes mudanças, ambos sabiam que o momento de conversarem estava chegando, mas sabiam que ainda não era a hora. Mas, ao menos já se olhavam e sorriam um para o outro, já conseguiam viver no mesmo espaço sem grande incomodo. O que de certa forma era ótimo, ao menos para Emmett que finalmente poderia se focar mais em seu casamento e em sua vida futura com Rose, ao invés de se preocupar demasiadamente com seus dois amigos. Tanto ela, quanto Jasper já haviam dado muitíssimo trabalho a ele.
Talvez por isso nessa noite em especial, tanto ela quanto Jasper estavam ouvindo atentamente as novidades que Emmett comunicava, sobre a festa e a sua nova moradia enquanto Rebecca sem encontrava dormindo no quarto.
- Não, Emmett não, essa casa é sua, não é justo que você saia! – Disse Isabella ao ouvi-lo dizer que encontrou uma casa próxima para morar com Rose.
- Eu concordo com Isabella, não acho justo!
Emmett sorriu. – Esse não é o ponto... – suspirou – Essa casa nunca foi um lar para mim... E Rose esta empolgada com a idéia de organizar a nossa casinha do jeito dela... Os moveis já estão bem encaminhados, em duas semanas termino... Então posso me dedicar à pintura e aos reparos, acho até que vou precisar de sua ajuda Jasper... – comentou mais não deixou que nenhum dos dois o interrompesse – A carpintaria vai continuar sendo aqui, então se vocês quiserem a casa é de vocês, o que acho ótimo.
Isabella e Jasper se olharam em silencio, então Isabella olhou para o seu amigo – Emmett... Eu não posso aceitar, entenda você já fez demais por mim e Rebecca... E eu já vinha me preparando para esse momento, por isso, já meio que aluguei um quarto próximo do meu trabalho... Da para viver com filha com certo conforto.
- Com certo conforto? – exclamou Jasper tentando manter a calma – Não, se for o caso eu saio e você fica, além do mais Rebecca também é minha filha, no quero que ela viva com certo conforto, quero o melhor para ela. Além do mais, ela meio que já se acostumou com a casa, uma mudança novamente em tão pouco tempo poderia ser ruim para ela.
- Jasper... Não posso tirar você daqui, se Emmett esta indo embora nada mais justo que você ficar, você chegou primeiro. Além do mais, a carpintaria vai continuar sendo aqui, não faz sentido eu ficar, você é quem trabalha com Emmett.
- Concordo em parte com você... – disse Emmett se levantando da mesa da cozinha, cortando o que quer que Jasper pudesse dizer para rebater. – Por isso sugiro que os dois continuem morando aqui, até porque, assim como Jasper não quero ver nem você nem minha pequena sobrinha morando e vivendo com dificuldade.
Isabella suspirou – Não vamos passar fome, estou trabalhando... E de qualquer forma será melhor, é perto do meu trabalho...
- E Rebecca? – perguntou Jasper cortando-a.
- O que tem ela? Ah Jasper ela vai acabar se acostumando e...
- Você vai trabalhar quem vai ficar com ela?
Isabella mordeu seu lábio inferior e fechou os olhos. – Estava pensando em você, vocês tem se dado tão bem... Mas se não der eu posso ver...
- Não seja tola! Amo minha filha, sempre poderei ficar com ela.
Os dois se olharam e sorriram cúmplices. Jasper estendeu sua mão e sem demora recebeu a mão macia e pequena de Isabella. – Eu sei que a ama, eu vejo, eu sinto, e ela também!
- Nunca poderei ser grato o suficiente pelo lindo presente que me deu!
- Digo o mesmo a você, afinal, eu nunca poderia tê-la sozinha!
Ambos se olharam, enxergaram um no outro verdade, alma, amor... Não se esconderam, não havia necessidade de mascaras e meias verdades. Depois de muito tempo, estavam ali, Isabella e Jasper.
- Eu sinto muitíssimo, por tudo! – disse Jasper por fim.
Isabella fechou os olhos e permitiu que aquelas palavras adentrassem dentro dela. – Eu sei... Já percebi que esta sofrendo por tudo.
- Eu queria tanto poder fazer alguma coisa por você...
- Você já fez Jasper... Você esteve comigo em um dos momentos que mais precisei... – disse Isabella cortando-o. Abriu os olhos e o encarou – Sem você, não sei como reagiria com a perda de meu filho.
- Não fiz muita coisa, até porque nem ao menos conseguir convencê-la a ir ao medico.
Isabella sorriu – Eu estou bem, falei com uma enfermeira e esta tudo bem... Não há com que se preocupar.
Jasper suspirou – O Edward, ele sabe? – perguntou com certa relutância.
Isabella fechou os olhos – Não deu tempo de dizer nada, quando descobrir já estávamos separados... Ainda tentei entrar em contado com ele através da Rose, mas não tive qualquer resposta.
- Você pretende contar para ele? – perguntou com certo desconforto.
- Eu não sei... Acho que a ultima coisa que o Edward gostaria era de uma conversa comigo, imagina uma conversa tão delicada como esta?
Jasper estendeu a mão e acariciou a face de Isabella com delicadeza e carinho. – Não diria isso, conheço o meu irmão o suficiente para saber que ele iria gostar de saber sobre o filho.
- Um filho que não existi?
- Um filho que existiu... Ah Isabella ele esteve ai dentro de você. Não estou dizendo para você sair contando para o meu irmão no primeiro momento em que você olhar para ele, estou dizendo que em algum momento, quando vocês voltarem a se falar, seja bom que você fale sobre essa ligação que existiu...
Isabella mordeu os lábios. – Eu não sei... Eu....
http://www.youtube.com/watch?v=Jl0SYAOs-rY
- Ao menos pense no assunto... Não vai causar mal algum... Hum? – ele parou de falar e encarou Isabella intensamente – Eu amo você, por isso me preocupo com você!
- Eu também te amor Jasper, muito!
Pela primeira vez desde que Jasper havia voltado, eles estavam sendo honestos um com o outro.
- Mas não sou o homem de sua vida! – afirmou Jasper sorrindo.
- Não! Da mesma forma que sinto que não sou a mulher de sua vida.
Jasper soltou a mão de Isabella e encostou-se na cadeira. Olhou em volta para então perceber que Emmett já havia saído, deixando-os sozinhos.
- Eu conheci alguém, me apaixonei, mas a deixei por achar que seria o mais correto a se fazer. – Não precisou de muito para Isabella entender o que seria esse correto. Por isso não o questionou, porque de certa forma o entendia, e ele percebeu isso pelo olhar de sua ex-noiva – Não vou dizer a você que destruir seu casamento com meu irmão porque era o correto, não foi só isso... Mesmo amando outra, me senti confuso, olhar você depois de tanto tempo trouxe sensações, sentimentos, lembranças...
- Eu te entendo... – sorriu tristemente – Depois de todo esse tempo cheguei à conclusão de que talvez eu sempre soubesse da resposta, talvez se eu tivesse escutado meu coração desde o inicio não teria causado tamanha confusão, ao menos não dentro de mim. A verdade é que você despertou em mim uma desordem misturada com amor turbulento e uma tremenda culpa que acabei confundindo com desejo. Já Edward, me fazia flutuar, suspirar, me deixava livre para sonhar com a realidade, com o futuro, pois ele simplesmente me fazia feliz, sem culpa, sem dor. Eu o amo Jasper, sempre amarei e você para todo o sempre ficará cravado em minha mente, em minhas lembranças. Por Deus, temos um passado, uma linda história juntos, uma filha linda... Entretanto, além de amar, eu sou completamente apaixonada por Edward, quando ou como isso aconteceu realmente não importa, pois o que é realmente relevante é o fato de que Edward definitivamente fora o homem feito para me completar. E na tentativa de não aceitar o meu amor por você, eu deixei que essa certeza fosse deixada de canto, e me deixei tomar caminhos errados... Eu o mandei para longe... Mandei minha felicidade para longe de mim...
- Você não fez nada sozinha, eu...
- Por favor, Jasper, não faça isso... Você pode assumir a culpa de ter afastado seu irmão de você, mas não de tê-lo afastado de mim... Isso só dependia de minhas atitudes, de minhas decisões...
Ele assentiu. – Do mesmo modo que deixei minha Alice ir de minha vida.
Isabella sorriu – Não diria isso... Talvez ainda você tenha chances. – Jasper sorriu abertamente fazendo Isabella arquear as sobrancelhas – O que foi?
- Nada, eu jamais pensei que pudéssemos falar sobre Alice e Edward assim... Fácil... Sem estresse ou sofrimento.
Isabella sorriu – Acho que finalmente conseguiremos olhar para o passado, viver o presente e enxergar o futuro com amor e amizade... Isso é bom.
- Não, isso é ótimo... Eu acho que cheguei a confundir tudo por medo de não tê-la em minha vida...
- Tive o mesmo medo!
Jasper estendeu a mão – Amigos?
Isabella apertou a mão de Jasper – Amigos!
- Então agora podemos voltar ao assunto inicial... Aquele de que talvez possamos morar aqui, juntos?
Isabella gargalhou como há muito tempo não fazia. – Acho que podemos conversar...
---
SEMANAS DEPOIS...
Rose estava nervosa, estava no quarto que era de Isabella na agora antiga casa de Emmett. Olhou-se no espelho e sorriu. Seus cabelos estavam presos em um coque simples com algumas mexas caindo nas laterais de sua cabeça, emoldurando sua face que estava com pouca maquiagem, a não ser pelo lindo batom vermelho sangue que destacava sua boca carnuda. Sua roupa era simples, um vestido branco de tecido liso, com mangas curtas e o comprimento longo chegando até seus pés.
Olhou para o buque e sorriu. Flores do campo.
Olhou pela janela do quarto, o quintal estava enfeitado e todos os seus convidados estavam presentes, todos, com exceção de seu melhor amigo, Edward. Viu Emmett conversando com o padre e com Jasper que segurava a pequena Rebecca nos braços. Seu noivo estava lindo, usava um terno simples marrom, um terno que ele já tinha há algum tempo. Olhou para Carlisle e Esme, ambos estavam de mãos dadas ao lado de seus pais, conversando com o juiz. Viu Sarah próxima de Isabella, as duas estavam conversando...
Sua irmã!
Sempre sentiu uma proximidade inexplicável com Isabella, mas jamais imaginou que pudesse ser algo tão forte como um laço de irmã. Viu sua mãe e percebeu que ela estava com o olhar focado em Isabella, sentiu uma pontada em seu coração, as coisas com seu pai continuavam na mesma, mas sabia que sua mãe jamais se perdoaria se Isabella não a perdoasse.
Afastou-se da janela e encostou-se na parede, não era dia de pensar nós outros, era dia de pensar nela mesma, era o seu dia, o dia que sempre sonhou desde que conheceu Emmett, desde que ele lhe abraçou, lhe beijou, lhe sussurrou eu te amo pela primeira vez. Depois de um longo caminho estavam dando o passo que os unia para todo o sempre.
Não soube ao certo por quanto tempo ficou ali, só quando a porta de seu quarto se abriu e olhou seu pai foi que percebeu que à hora havia chegado.
- Pai... Não sabe o quanto me deixa feliz por estar aqui! – disse carinhosa enquanto recebia um aconchegante abraço.
Ele acariciou a face de sua filha – Você tem certeza? Se não tiver tudo bem... Saímos daqui sem culpa! Não deixarei que ninguém fale nada!
Rose sorriu – Não precisamos fazer isso pai, eu o amo, é com ele que está minha felicidade...
Ben assentiu. – Entendo... Quando amamos é difícil arrancar esse sentimento de nosso coração.
Rose emoldurou a face de seu pai – Eu te amo pai, e tenho certeza de que a mamãe também te ama... Pode ser que ela não te ame como você a ama, pode ser que ela não te ame como você sempre desejou, mas ela te ama... Vocês têm uma história, uma vida juntos com alegrias e lembranças belas, isso não se apaga assim...
Ele balançou a cabeça negativamente – Não, hoje não é dia de falarmos sobre meus problemas com sua mãe... Hoje é dia de celebrar sua vida, deixemos isso para depois, sim? Quero levar minha filha até o altar e olhar de forma ameaçadora para o infeliz do Emmett, deixando bem claro que estou entregando a ele meu maior tesouro, e que eu o mato se te fizer infeliz!
- Pai!
- Nem ouse me repreender, é isso que os pais fazem! – disse estufando o peito.
Rose com lagrimas nos olhos abraçou seu pai e juntos seguiram para o pequeno altar montado no quintal. Com um sorriso bobo nos lábios Emmett a recebeu, e com os poucos e queridos convidados da casa, o padre começou a dar sua benção aos noivos que não viam à hora de estarem juntos.
Quando por fim o padre disse a tão famosa frase “Vos declaro marido e mulher” Rose e Emmett sentiram que finalmente a escolha que fizeram, foi à escolha certa. Com delicadeza, o noivo lhe deu um beijo nos lábios ao som de palmas e gritos de felicidades.
Enfim, estavam casados!
Os abraços dos convidados envolveram-nos com alegria, não havia uma só pessoa que estava presente que não se sentisse feliz por eles. Até mesmo o convidado que ninguém esperava que aparecesse, chegou com um sorriso nos lábios.
Foi como um filme, Isabella simplesmente não esperava que ele aparecesse, mas lá estava ele, parado, sorrindo para sua irmã, recebendo dela um abraço, enquanto sussurrava felicitações. Foi então, que ao final daquele abraço ele a olhou.
http://www.youtube.com/watch?v=002lRgZzYXQ
O tempo em que estavam separados estava naquele tempo, mas ao mesmo tempo não estava. Parecia um sonho e um pesadelo. Naquele olhar, naqueles olhos verdes que a prenderam desde a primeira vez quando ele fora lhe fazer a proposta que mudou sua vida, ela conseguia ver tudo, desde os momentos mais felizes de sua vida, como o mais doloroso.
“Vim buscar você, para morar comigo, para se tornar minha mulher!” Foi o que ele lhe disse, com aquele jeito prepotente que a fez ficar irritada, que a fez começar a amá-lo sem que ela sequer percebesse.
Tentou desviar o olhar, mas não conseguiu, continuou encarou-o e se deixou navegar, entre o sonho estranho que teve com ele momentos antes de perder seu bebê, até a primeira vez que o beijou. Era como se ela não estivesse ali no casamento de Rosálie, era como se estivesse naquela praça, por Deus, ela podia ouvir a voz sussurrante dele em seu ouvido, cantando para ela unforgettable, deixando-a inebriada de desejo, de amor, de vontade de descobrir a mágica que era estar ao lado dele... A lembrança lhe atingiu de uma forma tão viva, tão real que até mesmo o calor da respiração dele em sua face ela podia sentir.
Seus olhos encheram de lágrimas. Mas com uma força desconhecida conseguiu evitar que descessem por sua face. Ao mesmo tempo em que podia lembrar com clareza o momento em que os lábios de seu Edward tocaram o seu...
Ah... Era tão fácil se lembrar que ela desejou com todas suas forças que esse momento não tivesse fim, porque simplesmente foi o que sempre desejou, em todos os momentos em que esteve com ele, sempre quis que o tempo passasse mais devagar, sempre quis aproveitar tudo o que ele lhe dava, cada suspirar, cada toque, cada caricia, cada palavra de conforto ou de amor...
Como foi capaz de perder tudo isso?
Ele estava tão perto, mas ao mesmo tempo estava tão longe, tudo o que tinha eram lembranças, e ali estava ele, tão próximo ao ponto de fazê-la notar o quanto era doloroso não estar com ele.
Entretanto, se deixando levar por sua dor e saudade Isabella não percebeu que ele estava viajando nas lembranças como ela, lembrando-se do toque delicado que somente ela possuía, lembrando-se da noite que ela bateu na porta de seu quarto, ela estava desejosa pelo seu calor para enfim poder dormir.
“Não estou conseguindo dormir, o bebê não para de mexer... Acho que ele esta com saudade de você”
Sua menina e sua mulher estavam requerendo-o. Sem qualquer dificuldade conseguia se lembrar de como ela estava nervosa, de como se sentiu apavorado imaginando que algo pudesse ter acontecido. Apertou suas mãos e conseguiu sentir o corpo de sua mulher sendo envolvido por seus braços, acalentando-a por toda noite. Por Deus, trabalhar naquela manhã foi um agradável tormento, afinal, despertar com ela em sua cama pela primeira vez fez com que seu dia se tornasse mais belo e se viu ansioso para viver essa experiência novamente.
Ele não pode se enganar, não assim. Ela de fato o amou, o amava... Não?
Quis desviar seu olhar, mas tudo o que conseguiu fazer foi lembrar-se do sonho, da forma desesperada como ela lhe dizia que ele sempre fora o único, queria tanto que isso fosse verdade, queria tanto que ela continuasse olhando-o como agora e lhe dissesse tais palavras, queria tanto poder abraçá-la, beijar cada pedaço de seu corpo, da pele de sua mulher, estava desejoso por sentir seu cheiro doce misturado com o cheiro de prazer que ele a fazia liberar com seus avanços... Queria tanto poder tê-la em seus braços como da primeira vez no hotel fazenda, queria poder sentir sua entrega como ela havia feito antes, queria tanto poder se entregar a ela...
Mas como?
Nada era mais como antes...
Rebecca percebendo a presença do pai gritou por ele, fazendo que tanto ele quanto Isabella desviassem o olhar. Por mais que tivesse parecido um século, aquele momento saudoso não passou de alguns segundos.
Edward nem sequer olhou para o irmão, simplesmente estendeu o braço e aconchegou sua filha, que foi para ele sem qualquer empecilho, uma vez que Jasper não fez qualquer ato que pudesse afastá-los.
- Olá bonequinha, estava com saudade? – perguntou carinhoso, recebendo uma deliciosa gargalhada.
Esme e Carlisle olharam para o filho e se seguraram para não atrapalhar o momento de pai e filha, felizes por finalmente tê-lo de volta. E viram com dor no coração Isabella virando-se para limpar as lágrimas que caiam de seus olhos, ao menos tempo que viram Jasper olhando para o irmão com dor. Os dois sabiam que ali existia amor, mas que por mais que o amor fosse grande, as coisas não iriam se resolver tão rápido como desejavam, afinal, a estrada ainda tinha um bom pedaço a ser percorrido. Agora tudo o que restava era a doce esperança de que ainda não haviam dito adeus, que de alguma forma a história deles não havia acabado.
FIM DO CAPITULO
Notas finais
Infelizmente não rolou postagem na semana passada, mas fiz um esforço enorme e consegui postar hj... Duas semanas é demais, ainda mais com todos os lindos comentários que recebi... Li a tds e antes da próxima postagem irei respondê-los, juro *-*
Vamos ao cap.
Ahhhh
Alice e Tommy... o que acharam???? será que é só amizade msm??? será que o Jasper merecia viver isso uma segunda vez... fala serio...
Linda a conversa da Bella e do Jasper, eles meio que estavam precisando disso, serem honestos um com o outro...
E finalmente o Edward voltou... E agora?? Será que a Bella vai ter oportunidade de falar sobre a gravidez e tal...
Ahhh esse assunto ainda vai da pano pra manga... La La La ....
Prometo surpresas por ai...
Comentem, comentem, comentem...
bjocas
Fale com o autor