Vida Roubada

31 Capítulo 28


Como uma excelente enfermeira, Karen sabia e entendia perfeitamente que seu paciente necessitava de um tempo, passaram toda a manhã e metade da tarde conversando, de certa isso fora baste desgastante para ele, talvez reviver seu passado de forma tão intensa fosse o grande problema que fez com que uma tremenda falta de ar lhe atingisse, ao menos seu quarto tinha oxigênio a disposição o que acabou sendo benéfico.

Seu chefe pediu que ela se retirasse, entretanto seu amigo segurou firme sua mão e pediu com os olhos para que não fosse abandonado, por Deus ela podia até mesmo escutar ele dizendo “Não vá, ainda não terminei”. Tudo bem, ela poderia estar imaginando coisas, mas pelo incerto acabou ficando, vendo-o dormir por conta do remédio, sentando-se na cadeira e olhando para o nada.

Tudo o que havia escutado parecia surreal, era tudo tão parecido com ela... Podia entender o marido traído com tamanha certeza que parecia um pedaço dela mesma.

Desejando afastar tais pensamentos de sua mente acabou por ligar a televisão, surpreendeu-se como que viu, um filme antigo A Star Is Born... A atriz não lhe parecia estranha, talvez por isso tenha deixado no canal se fixado na cena que transcorria... Um homem adentrando um bar, parecia que o local estava fechado, mas, havia músicos e uma cantadora. Enquanto o homem entrou e se acomodou, Karen sentiu-se como se fosse ele, como se estivesse prestes a assistir ao ligado a ela...

http://www.youtube.com/watch?v=UzyPMRo8ZUQ

Somente quando a atriz começou a cantar foi que percebeu a ironia...

A noite é amarga

As estrelas perderam seu brilho

Os ventos ficam mais frios

De repente você está mais velho

E tudo por causa do homem que escapou

Ah o seu homem, o seu amor, Seth... Também lhe escapou...


Chega de sua ligação ansiosa

Os escritos na parede

Os sonhos que você sonhou, foram todos

Perdidos

Completamente perdidos... Mas porque diabos ficam martelando em sua mente?


O homem que te conquistou

Fugiu e te desfez

Aquele grande começo

Viu seu final

Não sei o que aconteceu

É tudo um jogo louco

Bem, de certa forma ela sabia bem como aconteceu... Ele dormiu com outra...


Chega daquela emoção continua

Pois você passou pelo moinho

E nunca mais um novo amor será

O mesmo

Sinceramente, nem mais será a mesma...


Boa sorte, adeus!

Você conhece cada truque dele

Mas tolos serão tolos

E para onde ele foi?

Talvez para cama de outra mulher? Enganá-la como fez com ela?


A estrada fica mais dura

Mais solitária e difícil

Com a esperança você se acabará

Amanhã talvez ele apareça

Não há o que fazer, o tempo passa devagar na noite e no dia

Sim ele apareceu... E tornou tudo mais difícil...


Desde que o mundo começou

Nada é mais triste que

Uma mulher de um único homem, procurando pelo

O homem que escapou

O homem que escapou

Será que sempre seria assim? Por Deus, que Ele a ajudasse, porque não conseguira lidar com isso por muito mais tempo...

- Definitivamente Judy Garland consegue emocionar! – seu paciente havia acordado e ela nem ao menos percebeu, assim como não percebeu que estava chorando, completamente envolvida.

Tentando esconder seu sofrimento, levantou-se e desligou a televisão, percebendo seu desconforto, seu paciente continuou a falar. – É a segunda versão de A Star Is Born, um belo musical... Sabe que ainda fizeram uma terceira versão? Mas definitivamente Judy é a melhor... Sou simplesmente apaixonado por sua voz e atuação desde O mágico de Oz...

- O que aconteceu? – ela perguntou cortando-o. Virou-se e o encarou – Eles se encontraram no casamento e...?

- E... Certas coisas precisam acontecer para que sigamos em frente... Ou ao menos é isso que pensamos... Ao menos até as piores coisas podem trazer lindos presentes... Mesmo que não se compreenda isso instantaneamente...

---

Todos estavam de olhos voltados para ele, simplesmente podia sentir. Os noivos já haviam ido embora, entretanto somente um olhar cravado em suas costas parecia fazer efeito, talvez por isso tenha sido de certa forma fácil para ele afastar-se de seu irmão, fingindo de um modo surpreendente que Jasper não significava nada. Abraçou sua filha fortemente e sorriu verdadeiramente quando viu o lindo sorriso inocente nos lábios de sua pequena. Pelo canto dos olhos observou Isabella, ela parecia estar no mesmo lugar de quando chegou, engoliu em seco, tentando imaginar o que se passava em sua cabeça.

Respirou fundo e com sua filha nos braços aproximou-se de seus pais, sendo recebido com um abraço caloroso de sua mãe que com seus olhos lacrimosos parecia não acreditar que ele estava ali, ao alcance deles.

- Senti sua falta! – sussurrou sua mãe em seu ouvido quando o abraçou apertado, parecendo não se importar que Rebecca estava em seu colo. Emoldurou sua face e sorriu amável. – É bom ter você por perto, me diz, você voltou para ficar, não é mesmo?

- Esme... Querida, deixe o Edward ao mesmo respirar, sim? – Carlisle olhou para o seu filho e segurou em seu ombro — Curta sua filha, ela esta com saudade de você!

Edward sorriu para o seu pai, era bom ouvir que ele ainda o considerava como pai de Rebecca.

- Tudo bem papai, não vamos deixar a mamãe na ansiedade, esta noite dormirei em casa. – fora uma pequena afirmação que trouxe um imenso sorriso a sua mãe. – Estou louco para tomar o seu café.

Um pequeno comentário para os outros, entretanto quando se tratava dos Cullens tomar um café era o mesmo que conversar, desabafar...

- Será um prazer preparar um café para nos. – disse Esme, finalmente pondo fim aos seus tormentos.

O casamento de Rose logo chegou ao fim, fora relativamente fácil fingir que Isabella e Jasper não estavam presentes, sua filha tinha tamanho poder sobre ele que com uma tremenda rapidez conseguia se tornar o centro de seu mundo, ao menos o principal, porque mesmo tendo-a como foco, não deixou de perceber Isabella. Entretanto logo chegou o momento de ir embora, isso queria dizer, o momento de ficar cara a cara ou com Isabella ou com Jasper, ao menos teria a vantagem de ser somente um dos dois, uma vez que, durante toda a reunião de comemoração Isabella e Jasper ficaram separados, o que ele não sabia era se era de propósito ou se realmente eles não se falavam...

Acabou se decidindo pelo obvio, com Rebecca dormindo em seus braços seguiu em direção a Isabella e disse de forma mecânica, como se estivesse falando com um desconhecido, ao menos foi isso que buscou acreditar.

- Onde coloco Rebecca? – perguntou sem olhá-la nos olhos.

Isabella mordeu os lábios, respirou fundo e tentou mostrar calma.

- Vem comigo, eu te levo até a cama dela... – disse com a voz quase falhando.

Sem olhar em volta Edward a seguiu.

A casa era pequena, não demorou muito para que chegassem ao pequeno quarto. Nem Sarah em sua casa dormia em um quarto tão pequeno como aquele, imagine três pessoas dividindo uma cama de solteiro... Talvez somente Rebecca dormisse na cama, talvez Isabella e Jasper dormiam no colchão que se encontrava enrolado atrás da porta.

Ah infernos... O que diabos estava ele pensando?

Não tinha nada haver com a vida de Isabella... Somente com a da sua filha. Inspirou o cheiro da cabecinha dela, beijou demoradamente sua testa e a acomodou na cama, na minúscula cama.

- Porque a tirou de casa? – não queria que a pergunta soasse como acusação, entretanto fora impossível se controlar estando no minúsculo e desconfortável ambiente em que sua filha estava vivendo, sendo que ele poderia estar dando algo melhor para ela.

- Não poderia morar lá depois de tudo... Eu... – ele nem ao menos deixou que ela terminasse.

- Entendo que você queira matar as saudades com seu grande amor, mas...

- Edward, não é nada disso... – disse ela dessa vez o cortando-o. – Eu e Jasper...

Ele balançou a cabeça, escutá-la falando deles doeria mais. – Não continue, não tenha mais nada haver com essa história, meu papel já foi desempenhado, foi seu marido substituiu até quando o verdadeiro voltou... É uma pena que infelizmente não possa sumir de sua vida de vez, não estava nos planos de nenhum de nos que Rebecca pudesse ser tão especial... Não posso fazer com o que sinto por ela desapareça.

- Não quero isso... Vocês se amam... Você será um pai para ela... – disse com a voz embargada.

Eles se olharam em silencio por alguns minutos, lembranças voltaram a dominá-los, assim como a saudade.

- Porque não aceitou o dinheiro que Rose ofereceu? – perguntou ainda olhando-a fixamente nos olhos.

- Não me sentir digna de recebê-lo!

Ele sorriu cinicamente – Você ainda não percebeu? Voltamos ao começo, a única coisa que nos liga é Rebecca... O dinheiro, a casa, o conforto... Nunca foram para você, tudo sempre foi em nome de minha filha, acho que esta na hora de você começar a entender isso, e aceitar!

Lágrimas caíram pela face de Isabella, ele ficou tentado a ir de encontro a ela, mas continuou onde estava.

- Creio que nosso assunto por hoje chegou ao fim, a não ser que queira dizer mais alguma coisa, Rose comentou que gostaria de falar comigo, bem, essa é a oportunidade.

Chorando ela mordeu os lábios e balançou a cabeça negativamente. Em resposta ele lhe deu as costas e saiu com uma dor lhe cortando por dentro. Pensando que poderia respirar e sofrer sozinho, surpreendeu-se quando se deparou com seu irmão na porta de saída da casa, com os braços cruzados e olhando-o fixamente.

Os minutos passaram, nenhum dos dois disse uma só palavra, somente se encararam, até o momento em que Edward decidiu quebrar o silencio.

- Fale de uma vez Jasper, fale logo de uma vez à merda que quer dizer... Mas não demore, pois minha paciência não esta das melhores hoje.

- Obrigado!

De tudo o que ele esperava ouvir, a palavra que escutou fora a ultima que esperou que seu irmão lhe dissesse.

- O que?

- Obrigado por cuidar dos nossos pais, e principalmente obrigado por dar a Rebecca todo o carinho e amor que ela recebeu de você desde o sempre.

Edward ficou tocado, mas nada ao ponto de fazer com que sua magoa fosse aplacada.

- Esqueceu de agradecer por ter amparando sua noiva, ou melhor, usando palavras típicas suas, por ter esquentado a cama para você...

Jasper sorriu – Ok. Eu merecia essa...

Edward arqueou as sobrancelhas e balançou a cabeça negativamente, era demais.

- Não Jasper, você merecia coisa pior... A sua sorte é que eu sou completamente diferente de você! – disse com a voz carregada de magoa, deixando o irmão sem palavras e dando-lhe as costas rumo ao seu carro.

Quando estava acomodado no banco do motorista olhou para a casa, todos os convidados pareciam ter ido embora, sem querer seus olhos se voltaram para a janela do único quarto da casa, as cortinas estavam repuxadas, uma face bem conhecida por ele era perceptível, assim como lágrimas caindo por seus olhos...

O que será que ela estaria pensando?

- Será que o senhor se importaria de me dar uma carona?

Definitivamente nem todos tinham ido embora, Sarah a colaboradora que contratou para ajudar Isabella estava ao seu lado. Ele fechou os olhos e suspirou, encostou a cabeça na lateral do carro por alguns segundos e tentou manter a calma.

- Meus pais ainda estão na casa? – perguntou.

- Não... Ben e Ângela lhe deram uma carona.

Arqueou a sobrancelha – Carona? Então minha casa deixou de ser uma pousada? – perguntou com um pequeno sorriso. Nunca se importou em hospedar qualquer pessoa da família de Isabella, ainda mais quando se tratavam dos pais de Rose, entretanto seria melhor ter sua casa somente para si e seus pais nesse momento.

- Sim... Eles estão hospedados na nova casa de Rose e Emmett.

É claro! Até porque os noivos passaram sua noite de núpcias em um hotel... Ou melhor, no maldito hotel fazenda que teve sua primeira vez com Isabella. Adoraria ter dado esse presente, definitivamente escolheria outro lugar, mas, foi um presente de Derek e Tanya, e como eles não sabem todos os detalhes de sua vida com Isabella e conhecem o lugar por conhecerem James, acabou achando que uma semana no romântico hotel seria perfeito.

- Entre... – disse por fim, arrancando um suspiro de alivio de sua empregada.

Foi uma viagem curta e silenciosa, ao menos Sarah o conhecia o suficiente bem para saber que silencio era tudo o que necessitava nesse momento. Quando finalmente chegaram Sarah segurou em seu ombro como uma intimidade que o assustou.

- É bom tê-lo de volta ao lar! – disse com um sorriso amigo.

Ele assentiu e afastou-se, sem nem ao menos se importar com o fato de sentir que ela o observava. Ficou alguns minutos encarando a porta e quando finalmente adentrou e olhou para a sala um dor profunda rasgou seu peito.

http://www.youtube.com/watch?v=FvY_jl-gYns&NR=1&feature=endscreen

Como se fosse um robô que estivesse coordenando seus movimentos olhou para a sala e viu que tudo estava igual, seguiu até a cozinha e tentou não pensar muito, mas não teve como não se lembrar da primeira vez que estiveram ali...

Esme estava próxima ao fogão, pelo cheiro delicioso estava preparando café preto. Edward estava sentado, os pratos a sua frente estavam “limpos” com exceção do copo de suco que estava pela metade que ele segurava enquanto lia algo no jornal a sua frente.

– Bom dia! – disse timidamente.

Esme virou e sorriu – Bom dia meu anjo! – Edward abaixou um pouco da folha do jornal e a olhou, não disse nada, somente cumprimentou-a com um gesto simples de cabeça. – Sente-se meu bem, a mesa esta posta. – Disse ela colocando o café em uma caneca. – Vou levar o desejum de Carlisle, ele deve estar quase tendo um ataque, seu horário de se alimentar está em cima da hora.

– Posso ajudá-la se quiser. – disse docemente.

– Irá me ajudar se alimentar-se direito. – disse com uma enorme bandeja nas mãos, enquanto se preparava para levá-la ao quarto que dividia com o marido – E é claro fazendo companhia ao meu filho, já que estarei cuidando de Carlisle.

Ela engoliu em seco. Sentou-se e sem fazer qualquer barulho começou a se servir. – Pedi que Tanya mandasse algumas moças para você escolher. – disse jogando o jornal dobrado no canto da mesa e a olhando de forma intensa.

– E porque eu haveria de escolher uma moça?

– Ora, para que seria? Para fazer o serviço da casa. – disse como se fosse algo obvio que só ela não tenha enxergado.

– Não precisa, eu posso cuidar da casa, sempre ajudei meus pais e minha tia.

– Não me casei com você para que passasse a ser secretaria do lar.

– Como já disse, estou acostumada a esse tipo de trabalho. – insistiu.

Como resposta ele se levantou, fazendo-a acreditar que o assunto estava encerrado quando ele pegou seu terno e começou a se vestir. – Daqui a alguns meses, estará com uma melancia no lugar da barriga saliente que tem agora, e logo estará com um bebê nos braços que irá requer sua atenção constantemente, por isso, escolha uma moça para lhe ajudar, e descanse enquanto pode.

Foi à primeira de muitas outras vezes que se encontraram ali, e outras tantas que simplesmente chegaram juntos como um casal apaixonado a cozinha de sua casa... De seu lar... Sentiu seus olhos lagrimejando, entretanto respirou fundo e voltou para a sala, olhou para a escada e tomou coragem, subiu cada degrau com uma determinação desconhecida e olhou por todo o corredor...

Tudo parecia mais vazio do que realmente estava....

Possuía duas opções, uma era ir enfiando a faca aos poucos, poderia ir ao seu antigo quarto onde muito já fora apagado uma vez que Rose se apropriou dele e depois iria ao quarto de Rebecca, onde com toda a certeza se lembraria de tantos e tantos momentos felizes que os três viveram. Ou enterraria a faca de vez e entraria no quarto de dividiu com Isabella, onde com toda certeza ainda estariam de certa forma vivas as lembranças que os dois viveram...

Decidido não esperou por mais, seguiu até o seu quarto e conseguiu se lembrar de tudo... Do dia que ela chegou, de como ela lhe parecia agradecida, de quando a despertou de seu pesadelo, de quando a pegou lendo E o Vento Levou... Por Deus se lembrava tão bem das palavras que ela lhe disse...

– Quem acha que a verdadeiramente Scarlett amou? – perguntou Edward, tirando-a de seus devaneios.

– Ashley foi um amor de sonho, aquele de menina que acabou se tornando uma tamanha obsessão, ao ponto dela não perceber o quanto seu coração pertencia a Rhett. Foi uma pena que ela não tenha se dado conta disso há tempo, teriam sido felizes os dois. – suspirou sonhadora. – Mas eu não a culpo, às vezes é difícil descobrir o que se passa em nosso próprio coração.

Os dois se olharam penetrante – Foi assim com Jasper? – perguntou Edward um pouco desconfortável.

– Nem tanto... – disse sussurrando, como se Edward estivesse tão próximo que pudesse sentir sua respiração. – Eu não sei explicar como aconteceu, mas eu me apaixonei por Jasper, ele tomou conta de meus pensamentos em pouco tempo. Foi verdadeiro e real, mas não avassalador e envolvente como a história de Scarlett e Rhett – fechou os olhos – Não sei se ele seria capaz de lutar por mim, ou se até mesmo eu teria sido capaz de lutar por ele como Rhett fez por Scarlett até o ultimo minuto. Mas a vida é diferente, contos são somente contos e o que importa é que vivemos um amor. Levou sua mão até seu ventre e sorriu – E esse amor deixou um fruto!

Sim... Ela se apaixonou por Jasper, mas por um misero momento chegou a pensar que ele pudesse ter sido o seu Rhett, aquele amor avassalador e envolvente... Ah como adoraria acreditar que Jasper havia sido somente um sonho bobo para ela como Ashley havia sido para Scarlett... E seria tão fácil acreditar nisso... Tão bom... Ainda mais quando se lembrou do momento em que se mudou para aquele quarto, não havia mais motivos para ser diferentes depois da noite que passaram juntos no hotel fazenda. Ou quando ela lhe confessou seu medo de perdê-lo quando o drama que viveram com Rebecca os afastou...

– Por quê? Eu não consigo entender porque nos deixamos à gente chegar a esse ponto... – lágrimas começaram a escorrer por sua face – Nos costumávamos conversar... Eu costumava a confiar em você tudo o que se passava em meu coração... Oh Edward eu não quero mais, não quero mais não conseguir olhar nos seus olhos e somente conversar o necessário... Eu errei muito com nossa filha, e estou errando com você, estou errando com nos dois... E eu não quero mais isso...

Sentindo um dor em seu coração vendo sua esposa sofrendo, Edward se aproximou, sentando na cama e encarando-a firme.

– Sei que não foi fácil para você, mas tudo isso também não foi fácil para mim... – suspirou – Eu tentei ser forte por todo o tempo, só que lutar o tempo todo cansa... Entende? Foram meses vendo-a sofrer, vendo-a ignorá-la... Vendo-a ser tão diferente da mulher que me encantou... – Balançou a cabeça negativamente – E então quando tudo parecia estar voltando à normalidade... Você continuou afastada de mim, e eu deixei, porque por mais que sentisse a sua falta, a falta de ser seu amigo e amante eu estava sem forças e com medo de olhar em você a vontade de ficar longe de mim... – sorriu triste – Descobrir que não sou tão forte assim... Eu fique com medo de descobrir que não sou o que você sempre desejou ao seu lado!

– Não! – disse Isabella chorando – Você foi forte, foi incrível... E eu o amo ainda mais, meu coração bate chamando por você, e por nossa filha... Nossa Rebecca! – disse esticando uma das mãos para ele, e assim que sentiu o seu aperto sorriu – Não importa os problemas que iremos enfrentar, nunca, jamais você verá em meus olhos a vontade de ficar longe!

Por Deus... Ela lhe prometeu ficar, ela lhe prometeu tantas coisas...

Suas pernas pareciam que iriam fraquejar a qualquer momento, mas permaneceu ali em pé, olhando para o quarto que sem encontrava tão sem vida como ele mesmo, permitiu que as lágrimas banhassem sua face, porque assim quem sabe poderia suportar mais dignamente as lembranças de um sonho bom que viveu.

- Imagino o quanto deve estar sendo difícil... – uma voz lhe anunciou que não estava sozinho em sua dor. Uma companhia... Será que seria bem vinda? – Ela nunca o mereceu...

Com essa frase dita com certa acusação Edward encarou Sarah.

- Você é um homem maravilhoso Edward... – Onde se encontrava o senhor Cullen? Surpreendeu-se com a intimidade que ela insistia em deixar viva. – Lembranças podem nos levar a loucura...

Oh isso ele bem sabia!

Mas o que ela sabia?

- Sarah...

- Shiii! – de repente ela estava próxima, com uma rapidez que ele desconhecia ela se encontrava bem a sua frente, com seu minúsculo dedo indicador impedindo-o de falar. – Sabe o que pode matar lembranças ruins? – Ele continuou olhando-a surpreso – Novas lembranças...

Foi então que o inesperado aconteceu e pouco a pouco Sarah foi desabotoando seu vestido, revelando sua pele, sua roupa intima... Bem, ele poderia tê-la impedido a qualquer momento, mas por alguma razão não o fez.

- O que esta fazendo? – perguntou.

- Estou tentando lhe ajudar a superar coisas ruins... – disse pegando uma das mãos de Edward, beijando-a e depois levando até um de seus seios – Me deixe ajudá-lo Edward, por favor! – pediu antes de se aproximar e beijá-lo lentamente, com carinhosos selinhos em seus lábios, chegando até mesmo a sugar seu lábio inferior.

Então ela se afastou e esperou uma iniciativa dele, o que de fato não demorou muito. Edward a puxou para um beijo necessitado e sem qualquer delicadeza retirou o vestido que ela usava, mas fez o inesperado, ao menos pra ela, retirando-a do quarto.

- Edward...

- Você quer me ajudar com sexo? Ok eu aceito, talvez eu precise disso... Mas não em meu quarto, naquele quarto somente com a mulher que amo, e essa não é você... – ele se afastou encostando-se na parede. – Talvez tenha sido uma péssima idéia Sarah, você não merecesse ser tratada desse modo!

Ela entendeu o que ele queria dizer, seria sem sentimento, somente sexo, mas ela o queria, o desejava há muito tempo e não desperdiçaria essa chance. Terminou de se despir fazendo com que ele olhasse para ele assustado e desejoso, afinal, ela era bonita, caminhou até o quarto que Rose habitou até a poucas horas e abriu a porta.

- Não me importa, quero ajudar você, com a mesma fome que desejo você!

Um convite irrecusável, que ele não deixou passar para trás... Definitivamente, talvez precisasse disso!

FIM DO CAPITULO

Notas finais
ok...

Não vou fazer comentarios, vou deixar perguntas...

E ai, já sabem que é o idoso que conta a hist????

E a Sarah??? alguém chegou a suspeitar dela????

ahhhhhhhh

Como estou boazinha, vou deixar um spoiler do proximo cap...

"- Eu amo você! disse arrancando dele um sorriso triste.

- Essa sua frase não respondi nada!

Ela deu um passo em direção a ele, um após outro, até estar próximo o suficiente para tocar sua face, foi receosa, viu quando ele acelerou a respiração em antecipação e então se lembrou do sonho Eu tive um sonho com você... Eu queria tanto poder tocá-lo, mas eu simplesmente não conseguia... disse o fazendo engolir em seco. Isso me desesperou... Não poder tocá-lo dói demais!"

Ahhhhh

Acho que depois dessa posso dizer que vem fortes emoções por ai...

Por isso...

comentem, comentem, comente....

bjocas....