Vida Marcada

3 O dia do tributo


Notas iniciais
Bem

eu tava lendo minha historia esses dias, e soou como romance

mas eu pessoalmente não sou muito fã de romances cliches e

tals, minha ideía é aventura e terror e drama e morte e... enfim

tenho uma tendencia a cair no romance, e ele vai ser

importantissimo, até pq os personagem principais não apareceram todos

Entao,nos vemos no final :D

Quando crianças tudo nos tem menos significado, as ações não nos parecem tão sérias e incorrigíveis como realmente são. Mas mesmo assim...

O dia da coleta. Arya sentia sempre a tensão que se formava entre seus pais nesses dias, tão grande que chegava a ser palpável.

Anualmente, parte da corte ousava sair de detrás das muralhas de ferro e pedra, do grande castelo real e se aventurar pela cidade, por assim modestamente dizer já que grande parte da guarda do rei se mostrava presente; Lanceiros e porta estandartes seguiam a frente da real guarda, nos flancos, escudeiros em suas simples roupas de couro fervido contrastavam com os senhores a quem prestavam serviço, cavaleiros em armaduras douradas montados em seus garanhões de guerra, flanqueavam a pequena corte se assim comparada com o poder da guarnição.

Arya lembrava-se bem do mestre da moeda do reino, um homem jovem com uma barba loira aparada rente ao rosto, seguia sempre com uma prancheta, e, junto de alguns guardas vinha bem a frente da comitiva, a fim de não parar o avanço da corte, visitando todas as casas e recolhendo os impostos. Um grande baú seguia numa liteira simples, e nele eram depositadas todo o grande volume de brilhantes moedas de ouro.

Era um espetáculo que a garota aguardava ansiosamente espreitando pela janela em pulinhos de histeria, enquanto esperava que o "desfile" passasse. Atrás de si, conseguia ouvir os pais contando e recontando as moedas, fazendo montinhos em cima da mesa e colocando em pequenos sacos azuis o que era destinado a cobrança.

Mas essa alegria, esse entusiasmo, foi antes, antes de tudo, antes do impostos passar de anual, para semestral, e mensal... e a corte se estinguir a alguns poucos mercenários não juramentados ao rei, portanto não-cavaleiros vestidos com a armadura dourada do guarda real, o mestre da moeda, agora mais largo, seguia a frente com sua prancheta e um... carrasco. Sor Mykiel estava agora frenquentemente presente no dia da coleta, mais cara e frequente, tornava para alguns um desafio o pagamento. Mykiel, o carrasco, era esguio e trazia as costas uma grande espada longa, a qual ele não mostrava grande preocupação em limpar.

Arya, sempre era proibida de ver a cobrança devido as sentenças, agora cada vez mais dadas pela longa espada. Porém sempre que seus pais a mandavam para o quarto até que o mestre passasse, ela acenava fracamente a cabeça e subia rapidamente as escadas. Eu poderia dizer que essa atitude derivaria da dama e filha obediente que ela seria...poderia. A bem da verdade é que, após entrar em seu pequeno quarto, a garota subia o portal da janela e se jogava em queda livre para o chão. Porém, antes de se estatelar nas pedras da rua, a espeça e macia cobertura de pano da loja de maçãs de dona Fidalguinha interceptava sua queda. Do pano, pulava para um baixo telhado de sapê de uma velha casa abandonada, e nele utilizava de degrau um barriu de rum a muito lá esquecido.

– Um dia você ainda vai cair

Ruy, de braços cruzados a observava de frente, com o quadril apoiado em uma parede lateral. Em sua face parte direita de sua boca se levantava num sincero e branco sorriso, que continha amizade e indicava uma ponta de malícia.

–E oposto que é por isso que vem sempre me esperar aqui, não é mesmo?- disse a garota já com um sorriso surgindo nos lábios.

Aproximando-se lentamente, ainda com o sorriso disse tons mais baixos

–É pra te segurar

E seguiu pela viela sem esperar resposta ou reação da garota. Algo bom, pensou Arya, pois raramente ela havia ficado sem resposta. Devido aos longos passos do garoto, correu um pouco para alcança-lo mas logo já estavam lado a lado.

– Eaí, como vai sua coleta?- disse apreensivo o menino.

– Se quer saber se minha família ainda vai ter um peso para o pescoço? ah, vai sim, hoje, não perdemos a cabeça, meu pai pode ter perdido a marcenaria, mas andou arranjando bons cascos de navios para concertar. — após um suspiro de alivio de Ruy, completou -e você? — ela não precisava perguntar, sabia que o pai de Ruy forjava as melhores espadas da região, e além disso, os dias passados haviam mostrado grande fluxo de piratas, o que fazia os moradores quererem uma proteção extra. Ela tinha observado bem o estranho movimento, a procura de um em especial, um que a intrigava, que a causava medo e fascinação, e que um dia a havia chamado,... Jack, mas ele não estava mais lá. Com certeza havia partido a muito, soube disso quando prostitutas acordaram com a cama e o bolso vazio, saindo e gritando pelo pirata. Ruy havia até comentado '' Oh foram roubadas por um pirata, mas que original, achava que fossem mais espertas...", mas já não estava mais lá, isso, é o que importava.

–Hey, cuidado, quase que cai neste buraco. A julgar pela sua cara, estava prestando muita atenção no que eu dizia. Obrigada srta. delicadeza pela preocupação.

–Você é que fala demais sr. sou rico por que meu pai faz esp... ei agora é você que poderia prestar atenção aqui em mim!

Desistindo seguiu o olhar do garoto para onde estava fixo e.. claro, Annie. A alta garota loira, usava um vestido azul claro que combinava perfeitamente com os olhos, da mesma cor. Tinha flores na mão, com certeza algum idiota apaixonadinho deu a ela, pensou, mas não podia negar, ela era realmente bonita, principalmente para os padrões do porto. Ve-lo olhando-a deixou Arya irritada, e mais ainda quando a garota retribuiu o olhar.

"aah ela não vai vir, não é muito descaramento, ela só deve estar atravessando, não, não, não, est... droga.

–Oi Ruy, e Arya- disse sorrindo

–Oi

–O-oo-i- desengasgou o menino –Está muito bo-bonita, Lady Annie

A por favor ela não é lady nenhuma, é só mais uma portoáriazinha, com essa cor de cabelo com certeza é bastardinh..

– ...Está um belo dia hoje, não acham, infelizmente bom demais para ser estragado com a coleta- resmungou elegantemente- Faz com que eu tenha de me dirigir pra casa rapidamente, pode ser perigoso.

–É com certeza, inclusive eu ficaria honrado em acompanha-la.. AI!- a pisada de pé de Arya, fez o garoto lembrar-se subitamente de que havia prometido levar amiga para ver a execução. Não para a execução propriamente, não era correto uma mulher presenciar o punimento. Mas para os arredores, e a levaria embora antes mesmo de sor mikyel desembainhar Sentenciadora, a longa e afiada espada do carrasco.

–A Arya, você quer mesmo ver quem vai ser punido, deixe isso e volte, amanha haverá uma lista.- Declarou Ruy sem tirar o olhos azuis de Annie.

mi mi mi, fracote, como ele pode gostar de alguém assim. pelo menos ele me beij..

–...Oh mas que horror, ver execuções, damas não podem estar presentes em tal brutalidade.- Annie disse espantada.

– Vá Ruy, leve-a eu vou sozinha, no meio da multidão, e não vou embora antes das cabeças rolarem, vou ficar e ver.

– Aaah! tudo bem! tudo bem, vou com você Arya- virou-se para Annie e adoçou a voz- Me desculpe My lady, até mais ver.

– Até.- se despediu triste a jovem.

Após a loira ter se afastado o suficiente Arya disse em tom zombeteiro:

–E ai, chega de babar, ou posso chamar um cão pra competirem, para babarem damos a ele um osso e a você essa azinha.. Ah!- Ruy a puxou e juntos seguiram em disparada na direção da praça.

Notas finais
Hey, olha eu aqui de novo :)

sou chata eu sei,

vou confessar que esse capitulo ta ruim, mas acho que eu ter escrito ele rapido, só piorou, enfim vou ser franca, escrevi ele pq apareceu um trequinho de abandonado...ee ai eu escrevi isso rapidão.

Proximo vou caprichar :)) mas acha que nao ajuda pra melhora :S

Sorry, mas tamos ae

Beijos