Notas iniciais
Hey ^^

mas algumas palavras, espero que gostem *------*

O abafado bater de metal em madeira, juntou-se ao borbulhante gritar da multidão. O ensurdecedor barulho penetrou em sua cabeça a deixando rapidamente desorientada. Sentiu seus joelhos se esfolando contra a ásperas pedras da praça, e conscientizou das mão frias e duras dos guardas apertando-se contra a pele de seus braços.

Após se despedir de Annie, Ruy e Arya haviam descido a ladeira Rowmuay em tal velocidade que só pararam diante da densa multidão. Após se desvencilhar das pernas, pés e olhares bravos dos portoensses que havia atropelado, avistou Ruy a sua procura. Eles empurraram e chutarão tentando abrir caminho por entre as insistentes pernas a suas frentes mas tudo oque conseguiram foram resmungos irritados e golpes que chegaram muito perto da cabeça de ambos. Perto da desistência, a garota pôs se a olhar ao redor e lembrou-se subitamente de que por ali com sua mãe havia passado e que havia uma maneira muito melhor de saber o que estava acontecendo.

tum tum tum tum tum o som dos escudos sobrepunha a fala de Ruy, portanto a garota limitou-se a puxa-lo por uma manga e arrasta-lo por uma estreita ruela lateral. O garoto exitou por alguns momentos mas logo deixou-se levar. Passaram por uma movimentada rua e desviaram habilmente das pequenas barracas onde comerciantes gritavam seus preços e a qualidades de suas frutas, legumes e verduras. Arya sentiu-se tentada e agarrou rapidamente uma maçã, enquanto saltava por entre os pequenos bancos de madeira perto da barraca. Ao virar-se para trás deparou-se com o barrigudo mercador xingando-a avidamente. Ruy limitou-se a olha-lá de soslaio e rir. Prudentemente aumentaram a velocidade.

Rapidamente a garota virou entre uma desbotada loja de velharias e a alta quina de uma casa outrora imponente. Diminuindo o correr a um cauteloso andar, lembrou-se do amigo, que, certamente não vira a estreita e encolhida passagem. Forçou-se a dar meia volta e começou a vasculhar a rua, a procura do amigo.

Quão difícil pode ser achar uma tocha ambulante no meio dessas pessoas? Garoto estupido

Segundos mais tarde avistou uma densa cabeleira avermelhada e sorriu, não disse . Pondo dois dedos a boca deu um alto assovio, um orgulho por ela considerado e fruto de anos de pratica e guspe assoprado. O garoto com o rubro rosto a alcançou e juntos entraram sorrateiramente pelo portal.

O estreito corredor entre as casas mostrava claramente que estava inutilizado a anos, possivelmente porque apenas crianças teriam possibilidade para tal. Mesmo assim a garota tinha certeza de que nem essas tinham conhecimento da passagem, dando que que teve de ir reabrindo com as mãos as espessas teias, e fios que se emaranhavam a sua frente.

O negrume não era total, uma estreita luz vinha de cima, esgueirando-se sobre os velhos telhados. De tempos em tempos ,ouvia os resmungos do garoto, seguidos de exclamações de dor quando o mesmo tropeçava em algum dos muitos blocos de barro espalhados pelo chão. Arya seguia facilmente, usando da sua agilidade, porém para Ruy o caminho vinha apertado e doloroso. Após tropeçar em uma grande pedra o garoto parou abruptamente:

-Pelo amor dos deuses Arya, como é que você achou essa pocilga? E onde é que isso vai dar?

- Chiii, fica quieto e ande logo, se não fosse por você eu já teria chegado — e recomeçou a andar, com o garoto a seu encalço- costumava a me esconder aqui sempre que roubava alguma coisa do velho Sims lá atrás. E a pouco tempo passei por aqui com a minha mãe e lembrei de uma velha casa que fica por aqui.

- E o que uma casa tem haver com a execução.

- Você logo vai ver- disse a garota com um sorriso malicioso.

Poucos minutos depois encontraram a lateral de uma casa de madeira espremida em todas as direções por paredes de outras casas. Arya lembrou-se da curiosidade que sentiu pela primeira vez que a tinha encontrado. Sozinha no meio de outras construções, esquecida e abandonada. Ao voltar para a casa e contar a proeza para o pai, viu este zangar-se e a fazer prometer nunca mais voltar ao tal lugar.

Bem, promessas são feitas para serem quebradas pensou acelerando o passo.

Apalpou as cegas a parede até achar um pequeno degrau embutido na madeira. Pousou a mão mais em cima e começou a subir/escalar.

Ruy lançou-lhe um olhar incrédulo quando esta se virou e com um suspiro de derrota começou a subir também.

Foi encontrar a garota o esperando com ambas as mãos na cintura e antes que pudesse soltar uma só exclamação Arya cautelosamente passou para o telhado seguinte, e o seguinte, e o seguinte, chegando enfim, aos que beiravam a praça.

Quando puseram as mãos para subir para o telhado mais alto Ruy declarou animado:

- Essa com certeza deve ser a melhor vista tirando a do carrasc...

Não, não era a melhor vista, esta, pertencia a um garoto montado em um grande garanhão branco. Cercado pela guarda dourada, Sorria e acenava para a multidão, com brancos dentes que brilhavam tanto quanto a coroa pousada em sua cabeça. O flanco da comitiva, guardado com lanceiros e besteiros era visivelmente concentrados em volta do garoto, uma proteção exagerada e que deu a Arya certeza de que seria alguém muito importante.

Uma certa nostalgia encheu a garota, que só vira tamanha pompa há anos antes, antes do carrasco se fazer presente e de coleta passar de um desfile, a julgamento. Agora Sor Mykiel, seguia encolhido e afastado, esquecido pela beleza e luz emergida do pequeno... pequeno demais, isso sim! observou quando a comitiva aproximava-se bem perto do telhado. Ou é um anão ou é só um garoto, porque claro que não pode ser o rei, ele nunca vinha, nem mesmo antigamente. Mas.. se ele tem uma coroa ele só pode ser um...AHH! exclamou a garota quando sentiu a palha abaixo de si sedendo e a levando rapidamente para baixo.

Agora sua cabeça parava de girar e as duras mãos dos guardas a levantavam, permitindo que ela entendesse com espanto que havia caído em cima do garoto com a coroa, que no momento era auxiliado a levantar-se por um velho cavaleiro.

- Principe Liam, você está bem?

- Eu..eu estou, acho,-bateu a roupa com as mãos- mas, mas o que...?

- Aquela traidora- e apontou para Arya, presa por entre os guardas-tentou mata-lo, enforquem a traidora — gritou , e aproximando-se da menina anunciou com um sotaque profundo — diga quem a enviou para acabar com a vida de Sua Alteza Real, o primogênito do Rei Staffon Golderider, o herdeiro do trono, Príncipe Liam Golderive..

- Mas quantos títulos apenas para anunciar que eu cai do cavalo Sor Blount- riu o príncipe endireitando as costas.

- Não vossa realeza!não caiu!

- Ow é mesmo Sor- disse ainda sorrindo.

- Sim, ela- apontou novamente- caiu em vo-ce- e deu um passo para o lado.

Ao olhar para a direção da garota, o sorriso do principe sumiu, dando lugar a uma surpresa expressão, dizendo:

- VOCÊ???

Notas finais
Aiwwwwww :3 ta chegando a tchan da fic ^^
que ansiedade, mas enfim ;)
espero que tenham gostado *---*
Bejos