Vida Cruzada

12 Enfermaria


Notas iniciais
Bem, mais cedo estava dando uma olhada no que já escrevi da fic e vi que ela não será tão longa como imaginei.
Segundo como essa parte é pequena resolvi postá-la logo.
Boa leitura.

Já na enfermaria não estava lá essa zona, apesar de estar cuidando de tantos retardados que até fico zonza.

-Mais um – Uruha avisa – Kath-san.

-Um segundo – informo apertando o nó no braço de um guri – Tome cuidado.

-Obriga, Katherine-san – ele me agradece.

Assento com a cabeça antes de me aproximar de Uruha que me indica a maca onde o mais novo visitante acabando por me deixar surpresa por se tratar do garoto que possuía uma faixa ao redor do nariz.

-Você é a irmã do Allan-senpai, não? – ele indaga na sua voz sussurrada que me dá arrepios.

-Sim – pego a toalha que tinha molhado o álcool – Como conseguem fazer tanto estrago no rosto de alguém?

Ele limita-se a sorrir enquanto vou limpando seu rosto.

-Ken-san não faz o tipo que sai em defesa de desconhecidos...

-Nos conhecemos ontem – explico notando seu olhar confuso – Não preciso entrar em detalhes.

-Claro – ele faz uma careta – Isso dói.

-Então pare de entrar em brigas – recomendo erguendo seu rosto.

-É divertido – ele defende – Ai. Pode ser mais carinhosa?

Olho-o com uma sobrancelha arqueada.

-Por acaso você é uma espécie de masoquista? – indago cética – Achar divertido uma briga, é idiotice.

Ele abaixa seus olhos enquanto dou um suspiro antes de pegar os band-aids.

-Não posso deixar ser massacrado pelos outros – ele murmura – Rui e Ken também concordam com isso.

-Vocês parecem animais – digo colocando o band-aid na sua sobrancelha – Brigam dessa forma por motivos bestas.

Ele deixa um sorriso escapar de seus lábios antes de me olhar.

-Bestas? – ele sibila franzindo a testa – É a única coisa que não é.

-Mesmo? – indago sarcástica – Vou esperar pra ver se é mesmo.

Aperto a gaze na sua bochecha enquanto me olha reflexivo.

-Agora entendo porque eles saíram em sua defesa – ele comenta descende da maca – Obrigado, Kath-senpai.

Não digo nada, afinal não curto nem um pingo esses apelidos e tão mais os sufixos.

Ele para antes de sair da enfermaria.

-Desculpe – ele se pronuncia olhando-me novamente – Acho que o certo é Katherine.

Dou-lhe um sorriso cruzando os braços.

-Está melhor – concordo suave.

-Sabia que sim – ele diz saindo de vez da enfermaria.

Olho suas costas sentindo que mais um sorriso brotava de meus lábios.

-Kath-san – Uruha me chama novamente.

Volto-me para ela que cuidava de Hajime que se vira para me olhar. Faço uma careta antes de ir até ele.

-Cuido agora, Uruha – digo fazendo-a se afastar – Deveriam ter quebrado mais ossos seus.

-Eles são generosos – ele satiriza enquanto examino seu braço direito que exibia um corte meio profundo – Não sabia que conhecia Oshikoto.

-Qual o problema de conhecê-lo? – pergunto ríspida – Tire a camisa, Serizawa.

Ele me olha meio surpreso, toco suas costas no exato ponto onde havia uma mancha de sangue. O que faz com que forme uma careta antes de desabotoar a camisa enquanto cuidava de molhar uma toalha nova para desinfetar seus ferimentos.

-Pretende ficar ainda por quanto tempo sem falar comigo? – ele indaga sério.

-Enquanto permanecer em Housen – replico oca – Já avisei, Serizawa, não espere que voltemos a ser amigos depois de tudo que aconteceu.

-E o que aconteceu afinal de contas? – ele indaga estreitando suas sobrancelhas.

Pressiono a tolha no ferimento nas suas costas fazendo-o grunhir de dor.

-Sumir sem se explicar, continuar brigando como um animal e ainda está enganando sua namorada — respondo sussurrando – Quem mesmo que não fique irritada?

Ele me encara sério enquanto limito-me a cuidar do ferimento de seu braço.

-Prometi ao seu irmão que não contaria nada do que aconteceu – ele conta pausadamente.

-E quando foi que Allan ditou o que me contam? – indago ríspida – Desde quando você guarda segredos de mim?

-Katherine – ele diz com algo no olhar que parecia angústia – Fizemos o melhor para você.

-O melhor pra mim? – dou um sorriso de descrença – Não me faça rir.

-Pensei que fosse misericordiosa com quem erra.

-Não quando se trata de um estúpido – replico azeda – Naomi-senpai.

Ela vira-se para mim antes de deixar seus olhos em Serizawa.

-Cuide de seu namorado – peço deixando meus olhos caírem nele – Não insista.

Jogo a toalha ao seu lado antes de me afastar dele com Naomi vindo já na minha direção.

Notas finais
Bem hora de dar explicações, na verdade relatar algumas coisas.
Primeiro Housen é uma escola fictícia, até onde sei, que peguei emprestado de Crows Zero 2. E ela também é violenta, na verdade a segunda mais violenta, perdendo apenas para Suzuran onde no primeiro filme existia um guri simplesmente era o demônio chamado Tamao Serizawa.
Ou seja, Hajime tem não apenas o sobrenome do guri, mas como grande parte de sua personalidade e possui uma coisa em comum com o personagem principal da saga.
Só que se contar perde a graça.
Segundo Hana foi inspirada em um guri de The World God only knows. Que era praticamente igual a ela em relação a tecnologia.
Parece sem importância, mas achei viável relatar isso.
Além do que preciso informar que o tal "Ele" que Allan contou antes, aparece já no próximo cap.
Falta apenas a inserção de mais dois personagens para começar o desenvolvimento em si, onde pancadaria e surpresas vão andar bastante de mãos dadas.
Até o próximo cap.
o/