Vices
21 Uma Batalha não é a Guerra
Notas iniciais
– É aqui.
Disse a loira ao seu lado, após ouvir o ruivo confirmar através do rádio.
Ouviu ela suspirar bem fundo.
O sol que antes estava agradável quando acordaram pela manhã, agora estava começando a mostrar como era o clima praiano em Miami à tarde. Acordaram, almoçaram, e prepararam suas armas e seus e espíritos para estarem a frente daquela mansão enorme, de portões colossais, dignos de filmes sobre milionários de Hollywood.
– Fica calma. – a olhou rapidamente. Foram em dois carros, em duplas. Seria mais seguro assim, lembrava ela das palavras do moreno enquanto apertava a direção em suas mãos.
– Se eu não tivesse ciência de que isso é apenas uma armadilha para nós, da qual o chefão conta com a nossa morte.. – ela riu nervosamente. – Com certeza eu estaria mais tranquila. – engoliu a saliva.
O carro negro onde o moreno governava estava à frente delas, enquanto adentravam os portões, mostrando-lhes um caminho de pedras impecável, rodeado de arbustos perfeitamente podados. Flores harmônicas pelo jardim coloriam a paisagem, parecendo-se com jardins da era de reis e princesas.
A loira estava encantada com a beleza do lugar, apesar de tudo.
Enquanto isso, a rosada ao seu lado apenas contava mentalmente quantos seguranças e mercenários estavam posicionados no local. O terreno todo era rodeado por uma muralha alta, onde na mesma havia vários homens preparados para atirar em qualquer cabeleira rosada, morena, ruiva e loira que tentasse fugir. Rangeu os dentes, vendo vários homens com armas a mostra durante o caminho até a casa central.
Aquilo era uma fortaleza.
Entrar seria fácil, com certeza.
Mas, e sair?
– Só iremos sair daqui dentro de um carro do necrotério. – a loira se ajeitou nervosamente no banco ao seu lado, pela quinquagésima vez. Será que ela estava ouvindo seus pensamentos?
– Vamos sair sim. – sorriu de lado. – Pela porta da frente ainda!
A loira a olhou cansada.
– Olha, não querendo levar à mal, mas seu senso de otimismo não está muito elevado não? – ironizou. – Já viu quantos mamutes tem aqui? E ainda armados até na bunda, se duvidar?
– Eu vi. – riu da loira pelo nariz. – A polícia está aqui, se esqueceu? — Viu o carro a sua frente ir parando, logo revelando-se a casa principal. Se é assim que pudesse chamar aquilo. Casa? Definitivamente não.
A casa era todo no estilo grego, de cor coral e de formato enquadrado, com áreas com enormes pilares de sustentação, um ao lado do outro, e os circulando, flores trepadeiras que encantavam ainda mais o lugar. A cada porta e janela havia lindos detalhes de gesso, talhados em branco, dando ainda mais a sensação grega na casa.
Sem contar na grande entrada, onde haviam vários homens lhes esperando, que era um grande arco com dois pilares maiores, todos talhados em formas medievais, tendo ajuda das trepadeiras para ficar ainda mais magnífico.
– Aham.. – a loira respondeu sua pergunta atrasada, ainda olhando a casa boquiaberta.
Parecia que a qualquer momento sairia um rei acompanhado de sua rainha.
Mas o que saiu mesmo, foi um japonês de cabelos negros, acompanhado de mais quatro homens, com um sorrisinho prepotente no rosto.
Apertou a direção.
Então esse é o desgraçado?
– Vamos meus queridos, saiam dos carros. – acendeu um charuto. – Não temos o dia todos, vamos lá!
Logo viu um de seus homens na porta de seu carro, dando um sinal para sair. Olhou para a loira e confirmou com o rosto.
Abriu a porta e saiu encarando o homem com cara de poucos amigos. Este achou engraçado aquela mulherzinha lhe enfrentar, e apenas deu um sorrisinho e foi para trás lhe dando passagem. A loira deu a volta no carro, e praticamente correu até o lado da rosada.
– Aí estão os meus vencedores! – dizia sorrindo com o charuto na boca. O ruivo Sasori estava ao seu lado. – Olha.. – olhou em seu relógio. – e pontuais. – ele sorriu parando no meio das escadas. – Gosto muito disso.
– Eu os avisei para não se atrasarem, senhor. – o ruivo ao seu lado se pronunciou.
O moreno e o ruivo também haviam saído do carro, e encaravam o japonês.
– Vocês são mudos? – ironizou.
A rosada sentiu um empurrão em suas costas, em direção ao moreno e ao ruivo a sua frente. Viu que a loira também foi. Se irritou com aquilo tirando as mãos do homem de suas costas, mostrando que iria sozinha até lá, assim como a loira.
Parou ao lado do moreno, que lhe olhou de esguelha.
Sentiu o homem lhe empurrar novamente, só que mais fraco, apenas para lhe irritar. Mordeu o lábio inferior e virou rapidamente lhe empurrando e lhe encarando desafiadora a poucos centímetros do rosto dele.
– Calminha ai senhorita rosa. – retirou o charuto da boca enquanto sorria.
– Mande os seus cachorros se afastarem primeiro.- disse entre dentes ainda encarando o homem.
Sasuke olhava sobre o ombro a rosada enfrentar o marmanjo, preparado para tudo que viesse. Ela sempre era imprevisível.
O japonês sorriu pelo nariz, recolocando o charuto em sua boca, fazendo um sinal com a mão para o marmanjo se afastar, assim como os outros.
– Minha mãe sempre me disse para não brincar com uma mulher brava. – comentou enquanto se aproximava dos quatro. Sorriu mais uma vez. – Enfim.. Vocês são meus vencedores, e foram pontuais. Tragam as malas. – ordenou.
Logo puderam ver as quatro malas sendo jogas a frente deles.
– Bem, tem quatro milhões ao todo. – colocou o charuto entre os dedos, vendo o ruivo mostrar que iria se abaixar e pegar. – Ainda não, bonitão. – sorriu, vendo ele lhe olhar sem paciência alguma. – Eu ainda tenho assuntos com vocês. Depois disso, eu vejo se vocês realmente merecessem sair com o dinheiro e com vida daqui. – sorriu recolocando o charuto em seus lábios.
A loira engoliu a saliva mais uma vez.
– O que seria? – o moreno se pronunciou. Sua voz era segura, fria e intimidadora.
A loira não sabia mais de quem se sentia mais intimidada, já que o moreno ao lado de sua amiga, parecia inda mais frio e impenetrável do que o homenzinho prepotente de charuto na mão.
– Isso. Pergunta certa. – se aproximou um pouco mais, ficando a poucos metros da equipe. – Quero que trabalhem para mim. – soltou a fumaça de seus pulmões. – Se conseguiram atravessar quase que Miami inteira e saírem ilesos, podem fazer qualquer coisa. – deu outra tragada.
– Só queremos o dinheiro... – o ruivo se pronunciou.
Ele suspirou.
– Não... Resposta errada. – sorriu irônico, fitando o ruivo.
– Gaara! – o moreno gritou empurrando a rosada para atrás do carro, logo ouvindo vários disparos. Sacou sua Glock .40 rapidamente, dando baixa em alguns homens que estavam perto.
Droga! Ela pensou ainda no chão, quando viu um dos homens aparecer, e não hesitou a lhe mandar um pelo tiro no peito. Virou-se rapidamente e levantou-se, cobrindo a reta guarda do moreno ao seu lado.
Onde estaria a loira?
Meteu a cabeça para fora de sua cobertura, que era a lateral traseira do carro, queria ver onde a loira estava no meio daquele tiroteio, mas se abaixou rapidamente, ouvindo vários tiros atingirem o carro.
– Essa sua amiga é boa mesmo?! – ouviu o moreno ao seu lado gritar, devido o barulho alto dos tiros, enquanto retirava habilidosamente o pente gasto de sua arma por um novo.
Deu dois tiros, e um acertou um homem que tentava trocar de cobertura.
– Sim! – gritou de volta, pegando o pequeno comunicador fixado abaixo de sua jaqueta em seu peito. – E aí, Tenten! Pronta para a festa? – deu mais dois tiros.
– Eu sempre estou Sakura!
Um tiro alto rasgou o céu, acertando a cabeça de um dos homens que estava posicionado a cima do muro que rodeava a casa. Seu corpo caiu como um saco de batatas no chão.
– Headshot! – Gritou ela animada logo recarregando seu fuzil de precisão R700 e acertando mais um.
Como no plano, Tenten seria a franco atiradora que lhes daria ainda mais suporte.
O cabeludo ao seu lado engoliu seco.
– Não acredito que encara isso como um jogo de tiro em primeira pessoa. – ele olhava incrédulo para a morena. Estava nervoso, e nem sabia direito se conseguiria acertar alguém com aquela pistola que a de coques lhe deu. – É divertido assim para você, estraçalhar um crânio?
– Você não sabe o quanto. – acertou mais um, e recarregou rapidamente. – Ainda mais quando faço combos! – Recarregou novamente. Ele achava incrível como ela atirava e recarregava. Era ritmado e rápido. – Meu maior combo foi treze!
– No jogo, ou na vida real? – perguntou curioso.
Outro estouro foi ouvido, e a viu virar o fuzil alguns ângulos para direita.
– Na vida real né! – Recarregou. – Nos jogos são cinquenta para cima! – outro tiro. – E você, segura essa arma direitinho como te ensinei e cobre aí minha retaguarda, não deixa ninguém chegar aqui, okay? – outro disparo. – Hoje eu quero bater meu recorde! – sorriu recarregando mais uma vez.
**
– A polícia também está aqui senhor.
Ele revirou os olhos.
– Matem todos. Mande todos os homens que puder.
– Sim, senhor.
– Vamos dar o fora daqui.
**
– Onde esta Ino e Gaara?! – Ela gritou ao moreno ao seu lado, logo levantando a arma e acertando três disparos.
– Estão bem. – disparou outra vez. – Temos que nos focar no japonês.
Fitou o moreno recarregar rapidamente e logo pôs-se a atirar novamente algumas vezes, e depois voltar a se proteger.
Ele com essa cara de rambo, suado e com uma arma na mão, com certeza também era sexy. Assim como dirigia e...
Droga, para de pensar besteiras!
Ela suspirou enquanto se encostava na lataria do carro.
– Tenten! – chamou no rádio. – Tem visão do alvo?
– Ainda não! Provavelmente está dentro da casa.
– Ok. Procure-o. Fez um belo trabalho para nós aqui, pode deixar o resto com a gente.
– Entendido.
Sasuke ouviu o diálogo e se aproximou da rosada.
– Mande ela ajudar você, Gaara e Ino aqui! – disse lhe dando alguns pentes de munição cheios. – Eu vou entrar lá e achar esse desgraçado. – recarregou sua arma.
– De jeito nenhum! – disse segurando o punho dele. – Não vai entrar naquela casa sozinho, nem a pau! – estava nervosa.
– Ele não pode fugir Sakura, porra! – estava apressado.
– Desculpa interromper o casal, mas ele já está fugindo! Chrysler 300S negro, saindo no portão leste!
– Merda! – o moreno se levantou rapidamente. – Gaara! – Moveu-se rapidamente para onde o ruivo estava, atrás do outro carro – Fique aqui você e a Ino, ajudem a polícia no restante. Tenten vai cobrir vocês.
– Onde você vai? E a Sakura? – a loira estava atônita. Com certeza não estava acostumada com aquele tipo de situação.
– Ele está fugindo. Vamos pegá-lo.
Gaara confirmou com o rosto.
– Cuide dela. – disse mais baixo, direcionando o rosto a loira, lhe olhando significativo.
Se ele seria pai, entendia o lado dele. Só esperava que ele se desse conta antes de perder tudo o que ele já havia perdido com a rosada e seu pequeno Yuri.
Yuri...
Lembrou que falou com ele pela manhã, quando a rosada ligou para a loira peituda. Era incrível mas, só de ouvir a voz dele, preocupada e com saudades, sentiu seu peito se apertar. Estava morrendo de saudades de seu filho, mesmo o conhecendo a pouco tempo.
Imaginava a rosada.
Correu para o carro em que estavam e entrou no motorista, logo vendo pela visão periférica a rosada entrar e já colocar o cinto, assim como ele.
Ligou-o e saiu acelerando tudo o que podia.
– A sorte é que reforçamos s carros. – a rosada disse, olhando as marcas de tiro no para-brisa. À prova de balas.
O caminho de pedras no jardim ao leste da casa era quase um labirinto. Cheios de curvas, onde o moreno deslizava o carro em belos drifts, enquanto vez ou outra atropelava algum mercenário que aparecia em sua frente.
– O sinal dos comunicadores não vão funcionar mais quando cruzarmos o portão. – puxou o freio de mão fazendo outro drift. – Mande eles mandarem um helicóptero e colar nele. – virou a direção em outra curva.
Ela meneou que sim com a cabeça e pediu a Tenten o suporte aéreo.
Ela pegou um pequeno laptop que continha numa bolsa de equipamento no banco de trás do carro, e logo já recebia os dados do helicóptero.
– Aqui. Pega a próxima esquerda!
O carro rosnou pelo baixo giro, junto de seus pneus gritando em contato com o asfalto enquanto fazia a curva.
Ela se segurou um pouco.
Sasuke era bom mesmo. Observava as trocas de marchas incríveis dele.
Ela sempre se sentiria uma novata dirigindo ao seu lado, apesar de saber a grande motorista que é.
– Na bolsa tem uma 22 de cano serrado. – dizia enquanto olhava para a pista. – Sabe atirar com ela? – a olhou arqueando levemente a sobrancelha. E a rosada a olhou entediada. – É sério, o coice é maior. O braço tem que ser firme ou vai se machucar. – explicou.
– Sei né Uchiha. – disse virando para pegar. Voltou-se para frente, admirando aquela arma. – Direita de novo. – recarregou a arma.
– Lá está ele. – o Uchiha apontou.
Música: Take a Look Around — Limp Bizkit
– Algum plano ou o plano é improvisar? – apoiou a arma em seu ombro, olhando para o Uchiha.
Ele sorriu de canto.
– Nó nunca seguimos nenhum plano, não é rosada. – a olhou ainda sorrindo.
Ele sorriu também.
– Vamos acabar com eles, Sasuke-kun. – amarrou os cabelos em rabo de cavalo.
Ele manteve o sorriso, e acelerou ainda mais fundo.
– Com certeza, amor.
**
– Alguma situação sobre minha casa?
– Bem, a policia local e federal está lá senhor. – o ruivo suspirou. – Creio que nossos homens não terão chances.
– Sim, são uns inúteis. – suspirou cansado. – Temos que arranjar outros. – se acomodou no banco confortável de seu carro. – Torture mais algumas famílias, faça chantagens, o de sempre.
– Claro senhor.
– Mas dessa vez quero homens qualificados, ouviu? – o olhou severamente.
– Com toda certeza senhor! – ele concordou. – Mas e quanto a equipe de vencedores, senhor.
– Se eles fossem espertos teriam aceitado minha proposta. – suspirou entediado. – Uma pena, serviriam.
– O senhor quer dar a ordem de assassinato para todos? Assim como fez com a rosada?
Ele sorriu lembrando-se da mulher.
– Ela é uma doçura não? – sorriu de canto. – Mas é peituda como o pai dela era, e bem... – sorriu assombrosamente. – Isso pode acabar a matando também, não é? – olhou para o ruivo enquanto sorria.
– Tem um helicóptero da polícia sobrevoando a região senhor. – o copiloto advertiu.
Ele revirou os olhos.
– Vê algum carro da polícia? – perguntou a ele sínico.
– Não senhor.
– Então cale a boca, e dirija.
– Senhor...
– Porra, o que é agora?
– Tem um carro nos seguindo.
Ele virou-se para trás e viu o Dodge americano ultrapassando todos os carros a sua frente.
– Acelere. Prove que é um bom motorista, senão eu mesmo te mato.
**
– Eles nos viram. – viu o carro acelerar.
– Não queria ser furtivo mesmo. – o moreno sorriu de canto, desviando para o acostamento, para passar os carros mais rapidamente.
– Nossa missão seria mais fácil furtivamente, senhor. – ironizou ela, o olhando sensualmente.
Ele alargou o sorriso.
– E você gostaria do mais fácil, senhora? – arqueou a sobrancelha.
– Nem um pouco. – ela sorriu, já empunhando a arma. – Difícil é mais excitante.
O moreno colou seu carro no do japonês, e a rosada abriu o vidro, empunhando a 22, e logo quando viu a cara do japonês a olhando um tanto surpreso ela sorriu e atirou.
E realmente, o coice era maior. Sentiria o ombro por alguns dias.
O tiro era forte mas o carro do chefão também era. Mas ninguém disse que seria fácil.
Os outros homens que estavam armados no carro, se posicionaram para atacar o Dodge, e defender o seu chefe.
Logo a rosada já punheteava* a arma, e atirava contra os outros dois homens.
– Você fica sexy com essa arma, amor! – gritou ele irônico, enquanto desviava de alguns carros e tentava manter o carro firma para a rosada atirar.
– Ah, não brinca! – Punheteou mais uma vez e acertou a mão e um deles. Fez um belo estrago.
Retornou para dentro do carro, já que a munição acabou.
Optou por sua Glock, igual à do moreno. Teria um alcance melhor.
– Espere. Vou tentar tirá-lo da estrada. – desviou de alguns carros. – Não adianta atirar, a não ser que seja na cabeça do motorista.
Ela suspirou.
– Merda. Chamaram reforços. – disse ele olhando no retrovisor.
– Ah, ótimo! – disse recarregando a arma. Logo sentindo o outro carro bater na traseira de seu carro. – Filho da puta. – se pôs a janela para atirar, mas viu que tinha um homem no teto do Dodge, e obrigou-se a voltar quando o mesmo lhe mirou a arma que empunhava. – Olha amor, tem um homem no nosso teto! – disse irônica.
– Pegue o volante! – disse colocando no piloto automático, trocando de lugar com a rosada.
–Ai, Sasuke! Tá empurrando! – reclamou tentando passar.
– Ninguém mandou ter essa comissão traseira aí. – sorriu malicioso, vendo a rosada se ajeitar no banco do motorista. – Ou melhor, que sorte a minha. – alargou o sorriso, sentindo o soco amoroso dela lhe acertar o abdômen.
– O homem no nosso teto, amor. – ela reforçou sínica.
– Ah, sim. – sorriu apertando o botãozinho que abria o teto solar, e esperou pacientemente o mesmo abrir, e quando o fez viu o rosto do homem que tentava se manter firme no carro.
O moreno o pegou pelo cangote e a rosada perdeu a conta de quantas vezes ele fez o homem bater com o rosto na beirada que o teto solar deixou. Logo depois deu um gancho que fez com que o homem já desnorteado se soltar do carro e cair na estrada.
Viu pelo retrovisor que o outro carro acabou atropelando o homem, o fazendo perder o controle do carro, e bater em outros até parar incapacitado na rodovia.
Nossa, pensou.
–Cola nele. – ele disse verificando o pente de sua arma. – Vamos acabar com isso.
Ela apenas meneou que sim.
Ele virou uma rua, e se direcionou a uma ponte, que não era muito extensa.
– O carro dele é blindado, mas podemos causar alguns danos internos para pará-lo.
– Ou podemos fazê-lo capotar. – sorriu obvia com os lábios juntos. – Sabe você quer sempre fazer as-
–Shhh!
Ele a calou. E ela o olhou interrogativo. E quando foi falar novamente, ouviu alguns pequenos bips.
Engoliu seco.
– Sakura... Vem pro meu colo, agora. – disse calmo e autoritário.
Era uma bomba. Aquele cara não subiria atoa no teto, Droga!
Sem pensar muito, fez o que o moreno pediu. Ele sempre sabia o que fazia, confiaria nele.
E só deu tempo de sentar em seu colo, ele lhe abraçar de forma protetora, e se atirar do carro em movimento com ela eu seus braços. Viu que ele articulou para que ficasse abaixo no primeiro impacto com o chão, que foi no concreto da ponte, onde rolaram alguns centímetros e logo já se sentia cair.
E enquanto caiam rumo ao rio abaixo deles, ouviu o carro explodir.
Agora eu sei por que você quer me odiar
Pois ódio é tudo o que o mundo tem visto ultimamente.
Take a Look Around — Limp Bizkit
Fale com o autor