Vices

13 Operação: Pai!


Notas iniciais
Nyah! Nóis traveis aqui! :D Estou sendo rápida né?! *olhos brilham* Que a imaginação continue pairando sobre mim! Queria agradecer por todos os comentários! Serio mesmo, vocês são muito queridas! É graças a vocês que estou postando rapidinho! :D E também a todos que leem vices! *-* Bom, espero que gostem! Eu adorei ! :DD Ah, amanha é o meu aniversario! ;D (toficandovelha*^*) Enfim hehe, Boa Leitura!

O silêncio dentro do carro era torturante. Havia pego o pequeno na casa do loiro, e agradeceu muito a ele pelo favor, que disse não haver agradecimento algum, pois adorava ele e faria quando quisesse. E perguntou disfarçadamente se ela estava bem, e respondeu que a medida do possível.

Despediram-se e agora estava ali com o pequeno, no trânsito lento de Manhattan, sem saber por onde começar.

– Er.. – forçou um sorriso. Afinal, não o queria triste. – Seu pai esta louco para te conhecer! – disse lhe olhando terna, e sorrindo verdadeiramente lembrando-se do sorriso de Sasuke ao falar de Yuri.

Ele direcionou os pequenos ônix aos verdes dela, em um misto de curiosidade e espanto. Ele também queria conhecê-lo.

– Isso.. é serio mamãe? – juntou as sobrancelhas negras.

– Sim! – sorriu lhe fitando rapidamente. – Ele sorria enquanto falávamos de você. – disse terna. – E ele quer que moremos por algum tempo com ele. – disse mais tensa, mas disfarçando, enquanto olhava a estrada a sua frente.

O pequeno sorriu tímido. Seu pai queria mesmo vê-lo? Finalmente teria um pai, uma figura masculina em casa que o ajudaria a cuidar de sua mãe?

E ao pensar nisso, uma curiosidade de tomou a tona.

– Mãe.. – a chamou receoso, tendo os verdes brilhantes para si. – Você e o papai.. – vacilou os olhinhos. – Vocês estão.. er.. namorando? – lhe fitou mais uma vez receoso.

Viu sua mãe ficar desconcertada e pigarrear algumas vezes, demorando a lhe responder, catando a resposta em sua mente.

Mas afinal, o que eles teriam entre si mesmo? Não estavam juntos, de forma alguma. Mas também, não estavam mais tão separados. Sabia que o pequeno lhe faria esta questão, mas surpreendeu-se por fazê-la tão rapidamente.

– Bem filho.. – engoliu a saliva. – Como vou te explicar isso.. – riu de si mesma em escárnio. – Nós.. estamos começando a ser.. amigos de novo. – buscava as palavras certas, para não magoá-lo.

– O que ele te fez mãe? – lhe olhou carinhoso, recebendo olhos surpresos da mãe. – O que ele te fez que machucou seu coração?

Olhava para o pequeno chocada com a pergunta. Nunca havia falado que Sasuke havia a machucado emocionalmente, e muito menos que a havia abandonado. Falava apenas que ele não sabia de sua gravidez e que ela havia ido embora do Japão.

Sim, hoje era o dia de os Uchihas lhe surpreenderem!

– Ele.. não fez nada meu amor. – forçou um sorriso.

– Eu sei que fez. – olhou para o vidro cabisbaixo. – Eu já vi você chorando, dizendo que amava alguém que te deixou. – olhou para as mãozinhas em seu colo. – E aposto que foi ele.

Ficara boquiaberta, não sabendo se olhava o pequeno ou a estrada, retomou-se e decidiu que a segunda opção era mais importante no momento. Não tinha lhe respostas. Ele havia presenciado algo que ela sempre tentava esconder dele.

Seus momentos de fraqueza.

– Não precisa mentir. – continuou, voltando a lhe fitar. – Pode me falar.

Ela engoliu seco.

– Olha filho, me entenda. – o olhou rapidamente. – Não quero pensar que estou virando você contra seu pai, então.. – suspirou olhando para frente. – Isso você e ele irão conversar. Ok? – o olhou calmamente.

Ele meneou que sim com a cabeça, respeitando a decisão de sua mãe. Ela era muito boa para contar-lhe a verdade, ele sabia disso. Ela não queira lhe machucar já que ele sempre quisera conhecer o pai.

Mas pensou consigo mesmo que arrancaria esse verdade de uma certa pessoa, queira também proteger a sua mãe, como ela fazia a todo tempo com ele. E não havia pessoa mais certa do que seu próprio pai!

...

– Até que enfim. – sorriu ao sentir o cheirinho de jasmim que emanava de sua casa, devido ao seu novo lustra moveis.

Deu espaço para o pequeno passar e chaveou a porta atras de si.

– E então, — tirava o sobretudo e o largava sobre o sofá. – Como foi com o tio Naruto? – fitava o pequeno pensativo, deitado no sofá, que de repente tomou um sorriso amarelo nos lábios e ficou desconcertado.

E estranhou a reação do filho. Com certeza estava escondendo alguma coisa.

– E então? – incentivou-lhe a falar, só que dessa vez mais seria. Sabia que o pequeno não lhe escondia nada, e acabaria por falar.

– B-bem.. – tinha um sorriso medroso no rosto, e vacilava o olhar para a mãe a sua frente, com os braços cruzados notando seu comportamento.

– Yuri Haruno. – ela sorriu, e isso o assustou muito. – Eu sei que esta escondendo alguma coisa.

Droga, ele pensou. Tio Naruto o mataria depois.

Tomou coragem respirando fundo.

Mas deu os ombros.

Sua mãe o mataria primeiro mesmo.

– A gente mijou na varanda. – disse acuado, olhando a mãe juntar as sobrancelhas rosa em confusão.

– O que?

–Xixi, mamãe, na varanda. – sentiu as bochechas alvas esquentarem. – Aí a vizinha de baixo chamou o síndico e nós saímos correndo de lá.

– Eu não acredito nisso..- bateu a mão em sua testa, odiando o loiro por ensinar esse tipo de coisas ao pequeno. – E para onde foram? – colocou as mãos na cintura.

O pequeno engoliu seco outra vez.

– Para pracinha que tinha ali perto e tomamos quatro sorvetes de cascão. – a olhou com medo de sua reação.

Ela respirou fundo enquanto pensava em mil e uma formas de matar o loiro, sentindo uma vontade enorme de socar aquela cara bronzeada até sentir-se aliviada.

– E você fez tudo o que ele disse? – retomou-se, desapontada com o pequeno.

– Desculpa mãe. – abaixou os olhinhos. Não gostava de desaponta-la, nunca. – Eu não vou mais fazer, eu juro. – o olhou suplicante e fez um biquinho. Talvez ficasse mais fofinho, ela não lhe daria um sermão.

– Não me faça esse biquinho aí não! – disse um pouco irritada, mas era consigo mesma em já se amolecer ao pequeno. – Isso golpe sujo. – disse derrotada entortando a boca. – Ok, esta desculpado. – suspirou retomando-se. – Agora vá escovar os dentes e ir num risco para a cama. – beijou-lhe rapidamente a testa pondo-se a fazer as atividades domesticas da casa, de vestido mesmo.

Viu o pequeno sair correndo para o banheiro com um sorriso nos lábios, logo a porta do mesmo fechando-se.

– Ah, e esta de castigo! – gritou da lavanderia.

Ouviu a porta se abrir rapidamente.

– O que? – e sua voz sair manhosa.

...

Acordou com um bipe estridente. E quando achou que iria parar, começou novamente. Raios, porque ninguém lhe deixa dormir?

Abriu os olhos com muita dificuldade, e logo se tratou de atender rapidamente o telefone que berrava encima do criado mudo, pois não queria acordar o pequeno que dormia tranquilamente em seu lado.

– Alô? – disse sem vontade alguma, coçando os olhos.

– Testuudaaa!!! – afastou o telefone, em favor de seus tímpanos.

– Ino? – estranhou, olhando no criado mudo o relógio mancando duas horas ma manha. – O que você quer a essa hora? – disse cansadamente.

– Que você abra a porta para mim, oras! – era impressão sua, ou ela estava meio bêbada?

E por que ela disse para abrir a porta?

Correu como uma ninja para não fazer barulho até a sala, e abriu rapidamente a porta, dando-se de cara com uma loira toda descabelada, com uma cara de sem vergonha e seus cabelos denunciavam, assim como suas roupas, um suor excessivo que seu corpo expelira.

Justou as sobrancelhas em confusão, a olhando chocada por seu estado, mas logo se tratou de sorrir maliciosamente.

– Noite difícil, porca? – escorou-se no batente da porta, cruzando os braços, jurando que iria pegar no pé dela mais do que nunca.

Ela lhe olhou entediada.

– Posso entrar né. – disse já entrando, e logo sorrindo novamente.

– O que veio faze aqui, e, assim? – fechou a porta, encarando a loira logo após.

Ela jogou-se no sofá, sorrindo consigo mesma, ignorando totalmente a rosada que ainda ria. Se havia algo mais escroto do que a Ino, era ela bêbada.

– Ei! – ficou a frente dela. – To falando com você, o coisa fedorenta!

– Não sou fedorenta! – sentou-se rapidamente, vendo a rosada sentar na mesinha de centro, a sua frente.

– Esta sim. E sabe de que? – disse divertida. – A sexo! Ejaculação de Gaara e essas coisas! – riu após.

Ela ficou rubra violentamente, e depois deu os ombros.

– Você é muito espertinha, não é testuda! – riu junto com a amiga, só não sabia do que. – Ai! – suspirou. – Minha noite foi maravilhosa!

– Aposto que deu uma chave de pernas nele bem dada. – provocou sorrindo.

– E dei! – riu. – Alias muitas mais! – mordeu o lábio inferior, provavelmente lembrando-se – de braço, de perna, de buce-

– EPA! – gritou a rosada correndo, e seguindo seu olhar nela viu que ela correra e tapara os ouvidos do pequeno Yuri, que chegara ali sonolento e confuso com a gritaria.

– Mãe? – estranhou ter seus ouvidos tapados habilidosamente pela mãe, que agora olhava a loira irritadiça.

– Queira, por favor, virar essa boca suja para longe do meu filho? – disse irônica e brava.

– Mas eu nem disse nada. – se defendeu. – E nem vi ele ai. – deu os ombros, sorrindo logo após. – Oi amorzinho da tia Ino! – brilhou os olhos, lhe mandando um beijo no ar.

– Mãe.. – olhava sinistro para a loira. – Ela não ta bem, né?

– Não. – disse em um suspiro. – Volta pro quarto. – beijou-lhe e deu um sorriso.

Acabou que Ino lhe contou sobre sua noite, do seu jeito meio vadia, é claro, fazendo a rosada gargalhar. Havia se entregado aos braços de Gaara, não resistindo. Assim como ele não resistiu. E falou que rolou até um Eu te amo, da parte dos dois.

A rosada ficou surpresa, e sorria junto da amiga, ficando feliz por pelo menos ela aproveitar o seu grande amor. Que agora admitia abertamente.

Talvez por estar bêbada!

Ela pediu por um banho e roupas emprestadas, e disse que ficaria ali para dormir com ela para não ficar sozinha, por isso tinha ido ali. Mesmo tarde da madrugada. E a rosada a agradeceu pelo carinho.

Logo de manha a rosada foi acordada pelo mesmo barulho infernal de seu telefone, recebendo a noticia de que ela foi chamada para uma entrevista de emprego, em um restaurante chique da cidade em que largara currículo. No que resultou uma rosada animada, se maquiando com a ajuda da loira e vestindo roupas apresentáveis, tendo o olhar curioso do pequeno que tomava seu café da manha olhando as duas correr de um lado para outro.

Deu um beijo do filho dizendo para ele se comportar e não se atrasar para a aula, que a loira o levaria, e ele lhe desejou boa sorte seguido de um sorriso. Beijou a loira na bochecha, a agradecendo-a mais uma vez e perguntando se estava aceitável, e recebeu um olhar obvio e um Você esta impecável, vá duma vez testuda!

Viu a mãe já sair com o carro e decidiu colocar seu plano em ação, já que o mundo conspirava ao seu favor naquele dia.

– Tia Ino.. – a chamou de forma carinhosa, ela não resistiria ao charme Uchiha, que ele nem sabia que tinha nas veias.

– Sim meu amor? – sentou-se com ele na mesa, lhe sorrindo.

– Você.. poderia me fazer um favor? – mostrava estar triste.

– O que foi? – lhe olhou preocupada, acariciando seus cabelos de ébano.

– É que.. – Deu uma pausa. Viu que isso funcionava nas novelas. – É que eu queria conversar com alguém, escondido da mamãe. – lhe olhou como o gatinho de botas.

Ela justou as sobrancelhas, estranhando o pedido do pequeno, levando seu copo de suco aos lábios. Aí tinha coisa.

– Com quem? – bebeu um gole.

– Com meu pai. – disse de forma triste.

E ela quase se afogou com o suco. Tossiu freneticamente e pigarreava a garganta.

– C-como? – sorriu amarela. Lembrava-se de rosada lhe contando enquanto se maquiava da noite passada, de seu encontro com Sasuke e da revelação de Yuri, o que lhe surpreendeu! Agora Yuri também estava a surpreendendo com um pedido desses.

Aquela família queria enlouquecê-la, só podia.

– Conversar com meu pai. – repetiu olhando o copo com o suco alaranjado a sua frente. – Uma conversa de homem para homem, sabe? – a olhou firme, dando um mínimo sorriso. – Não quero que minha mãe sofra mais por mim. – disse sincero.

Ela achou um amor a atitude dele, chegou a suspirar. Definitivamente ele não era uma criança comum. Queria ajuda-lo! E muito! Mas a imagem de uma rosada furiosa, com os olhos em chamas lhe tirou a empolgação.

– Sua mãe ficara brava. – estava desesperada. Queria ajuda-lo. Ele estava tão fofo e tão determinado que estava a encantando.

E ele viu que estava quase lá.

– Ela não vai saber. – voltou seus olhos à ela . – Por favor, eu só queria conversar. – mais uma vez gatinho de botas.

Ela suspirou e disse que tudo bem, mas que sua mãe não poderia ficar sabendo.

E ele sorriu vitorioso em seus pensamentos.

Sabia que aquele filme do Shrek lhe ajudaria em alguma coisa!

...

Deus! Sakura lhe mataria! A sorte é que o dono do restaurante gostou tanto dela que ela faria um teste hoje, onde ela trabalharia ate as seis da tarde, o que daria para ajudar o pequeno e sair ilesos. Mas no fundo sabia que não sairiam tão bem assim!

Havia o levado a escola e ido para a oficina, ficando totalmente sem jeito com Gaara, que parecia também diferente. Mas não trocaram nenhum beijo e nenhum carinho, apenas risinhos desajeitados, e isso fez com que fantasmas pairassem em sua cabeça, de que ele não a amava, e sim a queria apenas para diversão.

Ignorando tais fantasmas, ela pensou no pequeno e começou a colocar o plano em ação, pedindo o numero de Sasuke ao ruivo, que estranhou infinitivamente o pedido, mas que por fim deu, sem contestação.

Como previsto, o moreno também estranhou ela querer marcar um encontro com ele em uma pracinha um pouco longe dali ás duas da tarde, dizendo querer conversar sobre a rosada, sendo tudo combinado com o pequeno, que disse para não falar que seria com ele.

Queria mostrar ao pai que ele era esperto e direto. Sem gracinhas!

Era o homem que ficou em seu lugar, cuidando de sua mãe!

– É aqui. – disse ela por final, engolindo secamente e ouvindo uma vozinha em seu interior para arrancar o carro com o pequeno dali.

– Como eu vou encontrar ele? – perguntou tímido. A confiança que tinha de manha, se esvaiu mais da metade. Estava nervoso, veria seu pai pela primeira vez e escondido de sua mãe.

Sem contar que já estava de castigo.

Também engoliu seco.

– E só você encontrar um homem alto, moreno e idêntico a você. – lhe olhou sorrindo. – Ou seja, você daqui alguns anos. – Estava admirada pela coragem do pequeno.

E pela sua também. Enfrentar a fera da rosada não era pra qualquer um.

– Ok. – ele respirou fundo olhando as crianças correrem pela pracinha, mas focava-se nas mesinhas na lateral da dela, a frente de lancherias tipicamente infantis. Era lá que ele estava.

– Boa sorte, pequeno. – a loira lhe deu um beijo na bochecha, e de tão nervoso nem se importou. – Vou estar aqui te esperando, e olhe para mim. – viu ele lhe direcionar seu rostinho alvo. – Sua mãe tem orgulho de ter um filho tão corajoso assim! – sorriu. – Nisso, você é igual a ela quando criança! – sorriu ainda mais.

Com isso, o pequeno sorriu e retomou suas coragens para ir adiante. Agradeceu à loira, dizendo não demorar, e desceu do carro, respirando fundo e começando a dar paços firmes e decisivos.

..

Estava ali fazia quase dez minutos e nada da loira. Havia pedido uma água para distrair, já que ela estava atrasada. E para sua curiosidade sobre o que ela tinha para falar também!

– Um todynho, por favor.

Musica Sooner or Later, Mat Kearney.

Ouviu aquela voz familiar e virou-se para a direção dela, logo a sua frente em uma das lancherias infantis, e sentiu um gelo tomar seu estômago ao ver um pequeno, igual a si quando também era pequeno. Sentiu ficar ansioso e o gelo em seu estômago aumentar ao certificar-se que era realmente seu filho.

– Obrigado. – recebeu o troco e guardou o mesmo no bolsinho da calça de tactel negra.

Engoliu seco.

Mas o que ele estaria fazendo ali?

Ao vê-lo retirar o canudinho e enfia-lo na caixinha, e se direcionar timidamente a mesinha onde estava não teve como segurar o largo sorriso em seus lábios.

Entendeu a jogada dele. Era ele no lugar da loira. Havia planejado tudo e escondido da rosada.

Definitivamente ele era um Uchiha!

– V-você é o cara do capacete? – o viu sentar a sua frente, largando seu todynho na mesa. Percebeu ele estar nervoso. Mas como tudo bom Uchiha, ele tentava disfarçar isso.

Pensando em sua mãe.

E estranhou a pergunta de cara. Estava tão sem reação ao ver seu filho lhe falar pela primeira vez como pai e filho, que nem tentou entendê-la.

Apenas juntou as sobrancelhas em confusão.

– Da.. – pigarreou. – Da historia em que o lobo mau come todo mundo. – tentou ser serio.

E o moreno sorriu novamente.

– Sou. – olhava intensamente para o pequeno.

Ele sorriu timidamente.

– O-oi! – desviou o olhar. – Mamãe me falou de você.

– Ela tambem me falou de você. – atreveu-se a bagunçar ainda mais os cabelos rebeldes do pequeno. – E eu estou feliz em te conhecer pessoalmente, filho. – deu um sorriso de canto terno.

O pequeno ficou sem reação, olhando para o pai surpreso, e admitindo que sentia algo bom ganhando vida dentro de si, ao vê-lo sorrir para si carinhosamente.

Do jeito dele, é claro.

Ainda permaneceu imóvel quando seu pai retirou a mão grande de seus cabelos, e ficou o fitando minuciosamente.

Realmente puxara em tudo nele.

– Como pode você ser tão igual á mim? – o pai perguntou divertido. Mal sabendo o pequeno que ele estava mais nervoso ainda, não sabendo o que falar e como. Apenas sentia um aperto no peito e a vontade enorme de abraçar a criaturinha igual a si em sua frente.

– Err. – desviou o olhar novamente. – Mamãe também se pergunta às vezes. – estava tímido, e por fim o fitou. – Ela disse que eu também sou manhoso e mandão como você. – disse serio.

E o moreno riu.

– Ela tem razão.. – o olho investigativo e divertido, arqueando a sobrancelha. – Ela não sabe que está aqui, certo. – confirmou.

Ele engoliu seco ao ser descoberto. Estava tão na cara assim?

Por final deu os ombros.

Era melhor se concentrar no que realmente fora fazer ali e pensar em sua mãe. Não podia mais vê-la ter que decidir e aceitar sempre o melhor para si.

– Quais são suas intenções com a minha mãe? – o ignorou dando um gole em seu todynho de forma seria, enquanto fitava o pai juntar as sobrancelhas em diversão, dando um mínimo sorriso. Queria intimidá-lo.

Ele veio para protegê-la.

Alargou o sorriso em seus lábios.

Esse é o meu garoto.

– Protegê-la. – tomou sua água também lhe fitando. – E a você também. – largou a água encima da mesa novamente.

O pequeno ficou maravilhado com a resposta do pai. Mas logo se tratou de retomar a pose seria. Devia pensar em sua mãe.

– Do que e por quê? – arqueou a sobrancelha, devolvendo seu todynho a mesa.

O moreno suspirou. Não sabia como lhe responder, afinal ele era uma criança, seu filho com a sua rosada. Estava nervoso, mesmo não querendo admitir.

– Eu tenho orgulho de você por ter vindo por ela. – lhe fitava intensamente, vendo o pequeno arregalar levemente os ônix em miniatura. – Sei que não quer vê-la mais sofrer.. – sentiu um aperto no peito. – Acredite, eu também não quero.

Yuri o olhava novamente maravilhado. Com seu pai era tão legal assim? E sorriu internamente com a pergunta. Era seu pai. E estava feliz em conhecê-lo e saber que ele era legal.

– Então.. – desviou o olhar timidamente. – Por que.. – aquela pergunta era delicada, e respirou fundo. – Por que você não veio atrás da mamãe? – tinha os olhinhos tristes, enquanto fitava o personagem do todynho sorrindo na caixinha a sua frente.

O moreno travou a mandíbula. Droga, por que era tão difícil? Por que sentia uma culpa de uma tonelada nos ombros sempre que via os olhos verdes dela com raiva, e agora os de seu filho tristes?

Por Deus, ele fez a coisa certa. Os protegeu, mesmo que indiretamente. Mas sabia que os fizera sofrer com isso, fazendo-o já duvidar de suas escolhas. Bufou discretamente pelo nariz.

Olhou o pequeno a sua frente olhando a caixinha, absorto em pensamentos. Ele queria cuidar da mãe, estava no lugar que antes era dele. Sorriu melancolicamente. Era um garoto forte.

– Olha só campeão.. – ganhou a atenção dos pequenos ônix. – Eu.. não posso falar. – tentou ser direto, para que entendesse. – Assim como não falei para sua mãe.. – Mas era difícil. – Te peço desculpas por tudo que fiz passarem. Mas eu juro que.. quando acabar, você e ela serão os primeiros a saber. – foi sincero, lhe olhando seriamente. – Minha intenção nunca foi abandoná-los.

Ele não ficou satisfeito com a resposta, dava para notar pelo semblante ainda triste dele.

– Você gosta dela? – perguntou receoso, mantendo os olhinhos ônix nos grandes de seu pai. Que desviou na hora, ficando um pouco desconcertado.

– Bem.. – sorriu consigo mesmo. – Eu.. ainda gosto dela sim. – fitou a replica de seus olhos lhe ouvirem atentamente.

– Muito ou pouco? – arqueou a sobrancelha, tomando mais uma vez o seu todynho.

E ele riu.

– Que fique entre nós.. – ele sorriu cúmplice. –.. Muito. – admitiu por fim.

Era engraçado estar se abrindo para seu filho que a recém conhecera.

– Tudo bem. – ele largando o todynho. – Segredo nosso. Eu nunca vim aqui e você nunca me falou isso. – sorriu vitorioso.

– Ok. – sorriu cúmplice. – Quer comer alguma coisa?

Viu o pequeno ficar tímido.

– Não, obrigado... p-pai. – tomou mais uma vez o todynho pela vergonha. Não sabia se seu pai queria que lhe chame-se assim, mas o pequeno queria muito.

Já ele por sua vez, abriu um sorriso terno. Eram mil sensações diferentes que sentia. Ver ele lhe chamando de pai era.. era..

Não sabia o que explicar. Nunca fora bom com essas coisas.

– Fiquei.. sabendo que você gosta lutar. – pegou a garrafa de água mais uma vez, aproveitando ao máximo esse sentimento que lhe adornava o peito. O pequeno largou a caixinha e lhe fitou animado.

– Mamãe sempre me ensinou a me defender. – sorriu um pouco tímido. – E entrei para as aulinhas de Karatê e já estou na faixa amarela. – Sorriu de canto. O mesmo sorriso vitorioso e exibido que ele dava.

– Parabéns! Deve ser muito bom! – sorriu após curvar os lábios impressionado.

– Queria mesmo ser igual a mamãe. – riu lembrando-se de algo. – Você tambem luta? – perguntou animado.

– Sim. – cruzou os braços sobre a mesa. – Inclusive, eu fui o primeiro a treinar sua mãe. – sorriu vendo o pequeno arregalar levemente os olhinhos.

– Sério? – lhe fitava.

– Sim. – sorriu ainda mais. – Agora eu quero treinar você.

Viu ele ficar envergonhado. Seu pai lhe treinaria? Teria coisa melhor do mundo do que isso?

Teria sim!

Seu pai e sua mãe juntos!

– Bem.. Eu adoraria. – mexeu nos dedos. – Er.. acho que eu tenho que ir. – olhou no relógio grudando na parede da lancheria. – Se ela chegar em casa mais cedo, vai aumentar o meu castigo. – disse derrotado.

– E vai me bater. – disse sorrindo.

O pequeno riu.

Mas desfez o sorriso ao perceber que todas as mulheres que brincavam com seus filhos, estavam de olho comprido para seu pai. E não gostou nadinha.

– Por que as mulheres ficam te olhando? – perguntou emburrado, cruzando os braços.

O moreno não soube responder, e riu.

– Bem.. – buscava a resposta. – Acho que elas me acham.. bonito. – chutou.

Ele olhou mortalmente para as mulheres. Não as queria secando seu pai, sendo que sua mãe é que gosta dele.

– Deixa minha mãe vir aqui. – se mantinha emburrado. – Iria arrancar a plástica de cada uma delas.

O moreno não conseguiu segurar a risada. Nesse ponto é igual a ela.

– E você também. – lhe fitou continuando. – Não fica de olho comprido, se não eu te bato.

O moreno levantou as mãos em defesa, enquanto sorria.

– Pode deixar. – abaixou as mãos. – Não há nenhuma mulher que me chame mais atenção do que sua mãe. – Explicou-se vendo a face dele suavizar e sorrir logo timidamente.

– Mamãe é linda. – concluiu. – E eu passo trabalho. – suspirou cansado.

– Ela já teve algum namorado? – tentou mostrar-se calmo, mas estava curioso quanto a isso.

– Er.. sim. – o moreno sentiu o punho cerrar abaixo da mesa. – O Jared. Dono do bar onde ela trabalhava. – percebeu o pai ficar um pouco nervoso. – Mas não durou muito tempo. Ela disse que não queria enganá-lo.

– Enganá-lo? – arqueou a sobrancelha.

– Sim. Ela disse que não amava ele e não conseguia tirar alguém do coração. Aposto que era você pois-

Travou a língua grande e olhou assustado para o pai, que lhe fitava curioso e parecia sorrir de canto. Droga! Havia revelado o sentimento de sua mãe!

Abortar operação!

– Err.. Eu vou indo. – sorriu amarelo, já se levantando.

Viu o pai fazer o mesmo e antes que saísse se agachou a sua frente, ficando em seu mesmo tamanho.

– Filho. – lhe olhava ternamente. – Eu me arrependo amargamente em não ter ficado ao seu lado, cuidando de você e de sua mãe.. – estava nervoso. – Mas eu estou disposto a corrigir esse erro. – disse firme. – Você não está mais sozinho! – sorriu minimamente, vendo seu filho absorver cada palavra.

E assustou-se ao senti-lo lhe abraçar forte. Poderia ate chutar que ele chorava um pouco, mas disfarçava, e retribuiu o abraço na mesma intensidade, levantando-o junto consigo, o deixando em seu colo.

– Eu tenho orgulho de você, pequeno! – sorriu terno, sentindo vontade de chorar pela emoção, mas segurou-se.

– O-brigado pai! – afundou-se nos cabelos negros, iguais aos seus, e sentiu a proteção que emanava de seu pai.

Ele era um protetor. Um mestre e protetor ao mesmo tempo!

Na verdade, era isso o que significava ser um pai.

O interior do medo, as colinas que temos escalado
As lágrimas deste lado do céu
todos esses sonhos dentro de mim
Eu juro que nós vamos chegar lá

Cedo ou tarde.

Sooner Or Later, Mat Kearney.

Notas finais
Gostaram? sim? não? Estão com saudades da adrenalina? haha, estão vindo.. :D Enfim, obrigada a todos todinhos todões! (?) Beijão e até o próximo!