Vices

10 Esperança


Notas iniciais
Geente! Dessa vez fui mais rapidinha né? :D Graças a Kami-sama!

Mas mesmo assim querida pedir desculpas pela demora! E muito muitíssimo obrigada a quem favoritou, comentou, começou a acompanhar Vices e que esta ainda acompanhando!

Muito obrigada mesmo pelo carinho gente!

Compensei em um cap beem grande!

ps.: Se houverem palavras juntas é o meu nyah aqui. Quando passo a historia para a caixa do texto algumas palavras se emendam.

Bem, vamos lá.

Boa Leitura! :D

Musica: Don't Go Away — Oasis

E deixando o passado no passado, os receios e dores também, ele tomou aqueles lábios para si.

Aspirou fortemente o ar quando sentiu os lábios finos dele lhe tocando nos seus. Por enquanto era apenas um selinho terno e demorado, e odiava-se em admitir que queria mais. Muito mais!

Queria ser agarrada fortemente por aqueles braços, ser devorada por aqueles lábios e amada por aquele homem que seu coração tanto amou

Sentia o peito inchado dele tocando o seu devido à respiração pesada dos dois. Ele então colou seu corpo no trêmulo dela e com uma das mãos segurou firme sua cintura. Parecia que ela iria cair a qualquer momento, mas ele estava ali para segurar-lhe.

Afundou sua larga mão de homem em seus cabelos da nuca, e agarrou ali firme. Não queria que ela escapasse. Separou seus lábios dos dela e respiraram pesadamente, roçando seus narizes e lábios. Era muito boa a sensação de estar nos braços dele sentindo sua respiração mesclando-se com a dele.

Estava de sentindo segura. Como nunca antes.

Ele roçou seus lábios nos dela novamente e os tomou de vez para si. Eram apenas os lábios em movimentos ternos. Ele a puxou mais para si, e a mesma achou que fosse desmaiar ali. Sentia-se leve.

Sentiu-o pedir passagem com a língua e praguejou seu corpo por ceder tão rapidamente. Suas mãos já se encontravam no pescoço largo dele e suas mãos o puxavam mais para si com certo desespero

So don't go away / Então não vá embora.

Say what you say / Diga o que disser.

But say that you'll stay / Mas diga que ficará.

Forever and a day / Para sempre mais um dia

In the time of my life / Na minha vida.

'Cause a need more time / Por que eu preciso de mais tempo.

Yes, I need more time/ Sim, eu preciso de mais tempo

Just to make thing right / Apenas para fazer as coisas certas.

O beijo antes calmo agora se transformou algo sedento, e continha uma pitada de dor nele. Suas línguas dançavam arduamente ritmadas, explorando o gosto de cada um que sentiram tanta saudade. Era um beijo desesperado. Estavam desesperados. Queriam saciar aquilo que estava pesando em seu peito, e não sabiam como.

Era saudade.

Sentiu a mão afundada em seus cabelos fazer uma carícia desesperada, forte e lenta. O corpo rijo dele junto ao seu causava um fogo em seu interior, e lembranças prazerosas, de como aquele corpo era acolhedor, quente, e deleitoso, invadiam lhe a mente. Noites de felicidade, noites de loucuras, noites de amor.

As melhores noites de sua vida.

Arranhou delicadamente a nuca dele, e apertou os olhos em desespero. O amava. O amava muito. Mesmo depois de tudo, esse amor ainda permanecia em seu coração, mesmo relutando.

Era mais forte que ela.

Sentiu uma grossa e solitária lágrima escorrer se um de seus olhos. E logo após veio outra. E outra.

Perguntava-se no por que se separaram, por que o destino fez isso, se o amor deles era mais forte que já vira. Talvez o seu fosse maior do que o dele, ou muito mais, mas queria saber o porquê. Não aceitava ter perdido a melhor parte de sua vida sem nem ao menos saber o motivo.

Ele retirou a mão de sua nuca e a correu para sua cintura, e com as duas mãos a abraçou forte, puxando mais para si. Mostrando que ela era dele, e de ninguém mais.

E se sentiu tola. Muito tola.

Perdera ele e ele não havia lhe falado nada. Uma palavra se quer a respeito.

Ele se desfez de seus lábios e começou a traçar um rastro de beijos sedentos ate atrás de sua orelha. Gemeu baixinho. Sentiu todos os pelos de seu corpo reagirem a seus toques.

"Ele a abandonou!"

Repetia melancolicamente em sua mente, em uma tentativa de retomar o controle

Sentiu outras lágrimas caírem e tomou o restante de forças que ainda habitavam em seu corpo, mesmo que a força. Tinha que parar aquilo. Não era certo, mesmo que fosse a coisa que mais queria na vida. Que mais desejava.

Retirou suas mãos da nuca dele e as pôs em seu peito másculo, e sentiu vontade de senti-lo sem aquela droga de camisa que lhe atrapalhava.

Deus, já estava fraquejando mais uma vez. Como aquele homem conseguia fazer aquilo consigo?

Apertou os olhos o sentindo descer os beijos ate seu pescoço, em um gesto muito prazeroso na parte dela, onde gemeu baixinho mais uma vez, céus, tinha de ser forte. Respirou fundo e tomou sua consciência e o empurrou delicadamente, mas com um pouco de força no gesto, já que sabia que se não fizesse não iria conseguir tira-lo dali.

Ele foi se distanciando vagarosamente até onde as mãos delicadas da rosada em seu peito o afastava. Ele estava tão ofegante quanto ela e estavam de olhos fechados.

Sentia que seu coração sairia de seu peito pulando, pois tão fortes eram as batidas. E era o Uchiha que conseguia acelera-lo daquela forma. Baixou o rosto ainda com suas mãos no moreno, num ato medroso. Não queria que ele visse suas lágrimas. Não tinha coragem de lhe olhar no rosto mais. Mordeu o lábio inferior quando sentiu o bolo formado novamente em sua garganta, devido estar trancando o choro doloroso que queria vir à tona.

Retirou as mãos dele ainda de cabeça baixa e respirou fundo. Ele estava ofegante a sua frente e os músculos de seu pescoço se contraiam. Observava agora a cada reação da mulher a sua frente e percebeu que isso a machucara ainda mais, e sentiu raiva. Viu-a levantar lentamente o rosto e não lhe olhar nos olhos, e percebeu rastros de lágrimas em seus olhos.

Ela suspirou e se desescorou da parede, logo após girou seu corpo para sair dali o mais rápido possível, e foi o que fez. Saiu em passos largos enquanto esfregava seu nariz e dizia para si mesma ser forte.

O moreno permaneceu fitando a parede a sua frente, onde ela estava em seus braços há segundos atrás. Escorou-se nela com seus dois braços e cerrou os punhos. Travou a mandíbula e suspirou pelo nariz.

– As mulheres estão cada dia mais difícil!

Olhou para o lado friamente e viu um bêbado que mal se aguentava em pé com um copo em sua mão. Estava rindo.

– Por isso que eu bebo! — riu após levar o copo à boca e se babar todo.

Desescorou-se da parede e saiu a passos irritados dali.

– Vá pro inferno!

...

Andava ao meio das pessoas atônita. Empurrava algumas que não saiam de sua frente e suspirou aliviada quando viu um bar móvel que vendia bebidas em cima do capo de um carro antigo.

– Um copo do uísque mais forte que você tem! – disse ao chegar.

O "atendente" lhe olhou sorrindo sacana.

– Tudo bem gatinha. — pegou uma garrafa e um copo. — A gatinha ta com problemas? — lhe olhou malicioso.

Ela olhava para o nada, e voltou o olhar para ele.

– Só enche o copo. — disse entre dentes.

Ele riu se divertindo e lhe entregou o copo com uma dose do líquido.

– Eu disse pra encher! – o olhou seria.

O homem curvou os lábios impressionado e se pôs a encher o copo ate a boca. Quando terminou a rosada o pegou e jogou algumas notas encima do capo.

– Qualquer coisa eu estou aqui! – gritou ele se divertindo.

Revirou os olhos.

– Sakura? – ouviu a voz da loira.

Virou o copo de uma vez só, não levando dez segundos.

– Que isso?! – se aproximou tocando seu ombro. – Ta doida menina?!

A rosada apenas contorceu o rosto devido à bebida e se agachou apoiando suas mãos em seus ombros. O líquido desceu rasgando pela sua garganta, e soltou o ar em um urro.

– Oh! Sakura! — chamava sua atenção. — Você esta bem? — se abaixou um pouco para fitar seu rosto, ainda com a mão em seu ombro. Estava preocupada. — Sakura! Quer ficar bêbada rápido, que isso?!

– Ele me beijou. — disse baixo de uma vez só, ainda na mesma posição, olhando atônita o chão.

A loira ficou sem reação.

– O-o Sasuke? — olhava para a amiga. A resposta era obvia, mas estava sem reação.

A rosada em resposta suspirou.

– Vem. — puxou a amiga. — E larga esse copo! — tirou da mão dela e tocou no chão mesmo, quebrando-o.

A puxou dentre o meio das pessoas ate o carro da mesma, onde antes estavam todos.

– Cadê o Naruto? — o procurou com os olhos quando chegou ao local, se escorando em seu carro.

– Foi procurar Gaara. — a imitou. — E tinha certeza que ele iria atras de você quando saiu daqui — mudou o assunto. — O que aconteceu? — a olhou preocupada, cruzando os braços.

A rosada suspirou e esfregou o rosto com as mãos.

– Acho que ele estava irado por eu ter vindo e preocupado com Yuri. — escorou a cabeça no carro atrás de si. Fechou os olhos.

E sem querer, lembrou-se de minutos atrás, e parecia sentir como era estar nos braços dele, sentir os lábios dele..

Bateu com a cabeça levemente no carro atras de si irritada.

– Já entendi o resto. — disse a loira divertida. — Mas você não ficou nada bem com isso, não é? — entortou os lábios.

– Nem um pouco. — respirou fundo ainda com os olhos fechados.

A loira suspirou olhando para a amiga. Não tinha palavras para lhe dizer naquele momento. A única coisa era que sabia que ela ficara mais confusa ainda.

Sorriu.

Mas que também era a coisa que mais queria em seis anos.

– Olá docinhos.

Abriu os olhos entediadamente e direcionou-os para o homem repugnante que provavelmente queria começar a aporrinhar ela e a loira.

– Estão sozinhas? — sorriu malicioso. Estava acompanhado de mais três caras.

– Vai se ferrar. — disse a loira irritada.

– Olha só a loirinha aqui. — sorriu a fitando. — Nervosinha ela.

"Ótimo."

A rosada bufou.

– Por que não pega seu rumo e vai pro inferno. — sorriu debochada. — Não deveria ter saído de lá

– Calminha aí doçura. — espalmou as mãos a frente do peito sorrindo. — Queria só te conhecer. — se aproximou mais da loira.

– Não quero. Muito obrigada! — disse entre dentes se afastando um pouco. Sentiu um pouco de medo.

– Ah qual é — pegou em seu braço. — Juro que não vou faze nada de que não queria. — sorriu.

– Me solta! — tentou tirar a mão dele de si.

– Ela disse que não quer, seu otário! — disse a rosada furiosa se desescorando do carro e pondo-se um passo a frente.

– A conversa não é com você rosadinha. — sorriu debochado.

– Solta ela agora. — deu mais um.

– Ou o que? — perguntou debochado.

– Ou eu te mato. — alguém se pronunciou.

O homem virou para trás e deu-se de cara com um ruivo com cara de poucos amigos. A loira levou um susto ao ver que era Gaara.

– Vai se ferrar, filho da puta. — disse sorrindo.

Sem nem pensar duas vezes, o murro forte do ruivo acertou em cheio o rosto do homem moreno. Sua boca sangrou. Ele soltou a loira e foi para cima do ruivo a fim de revidar.

Ela por sua vez se assustou e começou a gritar para que parassem. E a luta era parelha. O ruivo levou dois socos do rosto e revidou com dois no estômago e uma rasteira, que largou o homem estaqueado ao chão.

– Sakura me ajuda!! — a olhava desesperada, a ponto de se meter e separar.

– Não se meta! — a segurou. — Vai se machucar!

– Parem! — gritou olhando agora o ruivo cair.- Alguém ajude! — olhava para as pessoas, especialmente os homens, que passavam e os mesmos apenas riam e e faziam suas apostas.

Ino estava desesperada vendo o ruivo apanhar feio agora. Sorriu internamente. Ela gostava dele, e ele também dela. Mas nem Sasuke nem Naruto estavam ali, e a loira não sabia nem brigar com uma mulher, que dirá apartar dois homens ensandecidos rolando ao chão.

O ruivo agora estava por cima. E com muita raiva.

Os amigos do moreno vendo a situação do mesmo se posicionaram para ajuda-lo.

"Droga."

Os recém-entrados agora tentavam ajudar seu amigo que já perdia feio, e espancar ainda mais o ruivo que se via em desvantagem. Não tinha escolha, teria que se meter e ajudar o ruivo. Temia o pior.

– Fique aqui. — disse à loira, e deus alguns passos à frente.

Mas antes de tomar essa atitude ela percebeu que Naruto e Sasuke vinham correndo em meio à multidão na direção deles, e sentiu-se mais aliviada. Provavelmente eles ouviram os gritos da torcida anunciando o show.

– Parem! — ouviu a voz do loiro e logo após um soco da parte dele em um dos caras que estava encima do ruivo.

E o moreno veio com atitude e habilidade, jogando dois dos caras para longe do ruivo, que estava ao chão com vários cortes no rosto e hematomas, e se pôs a frente da rosada que estava perto da confusão.

Sentiu um frio na barriga. Fitava as costas largas dele subindo e descendo ofegante a sua frente, e instantaneamente lembrou-se do beijo.Fechou os olhos e respirou fundo.

"Não se deixe levar."

Naruto expulsou o restante dos homens e agora segurava o ruivo que teimava ir para cima dos caras novamente.

– Ei cara para! Se acalma! — o loiro dizia pra ele enquanto o segurava.

Estavam ofegantes.

– Caem fora daqui. — o moreno disse aos outros, frio e autoritário.

O homem moreno que provocara a loira levantou-se um pouco tonto e cheio de roxos no rosto, e com várias partes, do mesmo, inchadas. Recebeu ajuda dos amigos também machucados e saíram silenciosos, e apenas lançaram olhares mortais para os rapazes que lhe afrontavam.

– Seu merda! — o ruivo tentava se desvencilhar do loiro.

– Para Gaara! — o loiro o advertia.

Ate achou engraçado o estado de raiva que o ruivo ficou. Devia gostar mesmo da loira que estava atrás de si apavorada e preocupada com ele.

– Vocês estão bem?

Ouviu a voz grave dele a sua frente, e viu que ele as fitava sobre o ombro.

– Sim. — olhou vacilante para seu rosto e olhou para o lado.

Ele apenas acenou minimamente a cabeça em sim, e respirou fundo indo calmamente na direção do ruivo.

Depois que a confusão acabou, Ino xingou Gaara enquanto cuidava de seus ferimentos por ter sido tão ogro assim, no que resultou em vários cortes e hematomas pelo corpo e rosto. Ele apenas mandou ela se ferrar e não se vestir mais como prostituta, e quase tiveram que apartar outra briga.

– Quando sairmos daqui, eu vou te ensinar a se defender, porquinha. — a rosada sorriu vendo ela fazer curativos no ruivo. Estava escorada em seu carro com os braços cruzados, ao lado de Naruto.

E o moreno estava escorado em sua moto, a frente deles.

– Queria ver se fosse com você. — disse brava.

A rosada riu.

– Se fosse comigo, o nariz dele já havia parado no outro lado da cabeça. — disse normalmente, causando risos no loiro ao seu lado. E mínimos sorrisos no ruivo e no moreno.

– Desculpa se não sou a princesa Xena como você. — emburrou limpando o ferimento do ruivo que reclamou. — Fica quieto!

A rosada apenas balançou a cabeça rindo olhando para o chão.

– Já escolheram os carros? — perguntou o ruivo com cara de dor. — As corridas vão começar. Argh!

– Eu vi um Veilside Mazda RX7 cinza. — se pronunciou o moreno. — Não parecia ter sido muito modificado.

Mesmo não querendo, estremecia ao ouvir sua voz. Ainda mais agora depois do breve momento de carícias deles.

– Ano 95? — perguntou receosa.

Viu os ônix direcionarem para si. Calmos e misteriosos.

– Sim. — colocou as mãos nos bolsos ainda a fitando.- com o kit Fortune de 300 cavalos. Diretamente do Japão.

– Bom. – concluiu desviando o olhar.

– E você não viu nenhum Sakura-chan? — olhou para o loiro.

– Sim. – suspirou. – Nissan Silvia S15 laranja. A sua cara. — sorriu minimamente.

– Então o que estamos esperando?! — explodiu sorridente, desescorando-se do carro.

– O ruivo. — disse a rosada obvia. Ainda tinha os braços cruzados.

– E por que? — Arqueou a sobrancelha.

– Por que são dois carros pra pegar, e os únicos que vão correr serão eu e ele.- olhou mais obvia ainda para o loiro.

– E por que a diversão fica só pra vocês? — emburrou.

– Você tem algum carro pra competir com o Nissan ou quem sabe o Mazda? — perguntou debochada.

– Você me empresta o seu, Sakura-chan! — sorriu esperançoso.

– Sonha. — desviou o olhar fechando a cara.

– Por que, 'ttebayo? — murchou o rosto.

Ela suspirou cansada.

– Você ainda pergunta. — tinha os olhos fechados.

– Se ainda ficou com trauma por eu ter batido aquele seu carro em Osaka, serio, não vai acontecer mais. Juro! O teme ainda tava me ensinando naquela época. — coçou a nuca sorrindo amarelo.

– Eu levei 7 meses montando ele. — disse entre dentes. — E levei quase um ano pra concertar. — o olhou mortalmente.

–T-ta bem, Sakura-chan! — aumentou o sorriso amarelo, pondo as mãos a frente do corpo em defesa. — hehe!

Tinha medo daquele olhar da rosada. Ela sempre batia nele quando lhe lançava o mesmo, e era melhor não duvidar ou irrita-la mais ainda.

– Naruto tem razão. — o ruivo levantou cortando a loira. — Temos que ir logo.

– Ei! Eu não terminei! — cruzou os braços.

– Eu já estou bem. — lhe olhou ameno. — Obrigada.

E bastou para a loira perder o rumo.

A rosada riu ao ver a cena.

– Como vai ser? — perguntou desescorando-se do carro.

– Uma corrida de dois oponentes. — ele a fitou. — Eu e você, contra os dois. — conferiu um curativo no rosto com a mão. — Só fico em dúvida contra o Mazda. Aqueles turbos.

– Relaxa. – a rosada brincava coma chave do carro.

– Tudo bem. — o ruivo suspirou. — Ele é todo seu! — disse escorando-se em seu carro, que estava logo atrás de si.

Ela parou de brincar com suas chaves.

– Que ótimo. — suspirou entediada. — Sempre fico com o melhor. — revirou os olhos já virando-se para seu carro o contornando para chegar a porta do motorista.

– Vai lá Sakura-chan! — deu apoio a rosada que entrava no carro.

– Eu vou coloca-la no pega. — o ruivo desescorou-se de seu carro e rumou ao meio da multidão.

Depois de alguns minutos, já estava posicionada na linha de chegada, ao lado do majestoso Mazda cinza. Era lindo. A cara do moreno mesmo, concluiu consigo.

Muitas pessoas estavam aglomeradas ao redor dos carros,e apenas a frente deles era livre, a espera da largada. O seu oponente beliscava o acelerador, mostrando o rouco delicioso de seu carro, mostrando que seu motor não era de brincadeiras. Mas o seu também não era.

Sorriu.

Apertava levemente a direção, sentindo-a, assim como a marcha ao seu lado, querendo fazer dela e seu carro em um só.

– Sakura.

Levou um leve susto e arrepio ao mesmo tempo. Já que era a voz dele. Olhou para a janela ao seu lado que tinha o vidro abaixado, e logo sentiu o perfume másculo daquele homem que a enlouquecia. Ele escorou seus braços musculosos acima da janela ao seu lado, e a fitava.

Seu coração falhou uma batida.

E ainda tinha uma bela visão do torço definido dele que estava exposto pela fina camisa branca, já sem a jaqueta de antes.

– Não precisa fazer isso. — sua voz era séria.

Engoliu seco e olhou para frente.

– Eu quero. — tentou soar sua voz normalmente.

Seu peito subia e descia mais forte agora.

Ouviu ele suspirar fracamente. Sabia que ela não iria desistir.

– Fique com isto.

Olhou na sua direção novamente e viu ele retirar algo de dentro da camisa, que estava preso ao seu pescoço.

E sentiu o ar lhe faltar ao perceber o que era.

– Lembra?

Fitava-o atônita enquanto ele retirava o colar de cordão antigo que lhe dera há dez anos. Seu pingente era de madeira, não muito grande, no formato do amuleto chamado de Olho de Hórus.

"Ele guardou."

Sentiu uma pontada de felicidade adornar-lhe o peito.

"E usa até hoje."

Seus olhos não acreditavam no que viam. Aquele colar havia ganhado de seu pai quando fizera 6 anos. Ele lhe disse que era um símbolo egípcio, que trazia força, vigor e proteção, e nunca o tirou. Só o fez quando tinha treze anos, quando o moreno ao seu lado com quatorze anos começou a passar por uma faze conturbada em sua vida;brigava muito em casa, se afastou dos amigos e começou a entrar nas drogas. Estava quase entrando em um caminho sem volta.

Lembrara como se fosse ontem.

– Sasuke-kun, quero te dar algo. — sentou-se ao lado do menino dos cabelos negros,a beira da calçada.

– O que foi Sakura? — suspirou cansado. Mesmo querendo, não conseguia afasta-la com sua ignorância como fazia com os outros. Não conseguia.

– Vai lhe ajudar. — observou a menina dos cabelos róseos retirar algo do fino pescoço e logo após colocar ao seu. Era um colar, e muito bonito. — Espero que te ajude. E Cuide bem dele! Se não eu te mato!

Sorriu melancolicamente com a nítida lembrança que invadira sua mente. Fitava o colar nas mãos daquele homem que teimava em mexer com seu coração, esperando uma confirmação de sua parte.

Sentiu vontade de chorar. Mas era de felicidade.

E sentiu esperança ao ver aquele colar novamente.

Mordeu o lábio inferior sorrindo, tentando mantê-lo minimo.

– Você cuidou dele. — curvou minimamente os lábios, ainda em um sorriso.

O moreno sorriu de canto, lhe causando arrepios.

– Claro que sim. — disse lhe olhando intensamente.

Ele abriu o colar de cordão e o direcionava ao pescoço da rosada, passando-o delicadamente ao redor de sua cabeça. E a mesma sentiu o perfume inebriante dele no cordão. Respirou fundo sentindo seu coração acelerar.

– Ele é seu. — escorou as mãos levemente no teto do carro. — Espero que ainda funcione.

Não tinha como decifrar e nem descrever aquele olhar intenso dos ônix sobre si.

– Ele sempre funciona. — sorriu minimamente sem jeito, desviando o olhar.Estava se sentindo uma boba apaixonada. Retomou a postura e fitou com certo afeto aqueles olhos que se perdia facilmente- Obrigada. — disse sincera.

Ele balançou minimamente a cabeça em concordância, ainda mantendo o contato visual.

– Boa sorte. — sorriu minimamente e saiu, escapando algumas olhadas ainda sobre ela enquanto voltava ao lado dos demais que estavam ao lado da pista, torcendo pela rosada.

Sorriu consigo mesma e deixou-se escapar uma solitária lágrima.

Apertou o pingente em seu peito e sentia a presença dos dois homens que mais amou na vida.

E claro,agora eram três.

Haruno Hideko, Uchiha Sasuke e Uchiha Haruno Yuri.

Respirou fundo vendo a mulher seminua a sua frente e seu olhar se transformou confiante. Largou o pingente e apertou agora o volante. Olhou rapidamente para o acostamento da pista e viu dois loiros eufóricos, um ruivo sorridente e um moreno lhe sorrindo de um jeito mínimo, mas que somente ele sabia fazer.

Soltou o ar de uma vez.

Ouviu o seu oponente beliscar ainda mais no acelerador, e fez o mesmo mostrando o ruído poderoso do seu motor quando viu a mulher de cabelos loiros a sua frente levantar os braços para cima.

Sentiu um frio no estômago, e logo uma carga prazerosa de adrenalina tomar conta de suas veias. Sorriu.

E logo os braços finos da loira abaixaram-se, dando a largada.

Musica:Lay Down — Priestess

Pisou fundo no seu Dodge, ouvindo seu motor em alta rodagem em conjunto de seus pneus em contato com o asfalto responderem a todo volume. E sorriu satisfeita.

Com o Mazda ao seu lado, já começava a tomar velocidade e fazer as marchas habilidosamente, enquanto as pessoas atrás festejavam.

– Vai lá testuda!!

– Arrebenta Sakura-chan!!

Ouvia experientemente o barulho do motor até o tempo exato da troca de marcha. E seu Dodge era melhor em aceleração, no que deu a ela a vantagem da largada. E já estava a frente do Mazda.

– Vamos lá. — trocou a marcha habilidosamente.

Os dois carros cortavam a rua.

Viu uma curva a frente e reduziu a marcha, procurando não abrir demais, já que o Mazda estava colado a si e poderia passar. Puxou levemente o freio de mão e fez a curva em um belo drift.

Em poucos minutos já haviam feito metade do percurso, na maioria curvas, no que deu vantagem a rosada. Mas na parte que estavam, quase no final, haviam mais retas, e ela suava para não deixar o Mazda passar, que agora se via na vantagem.

Viraram uma curva, e ele consegue ficar lado a lado com a rosada, e a mesma vê um fogo artificial sair das turbinas do seu oponente.

Agora era uma linha reta.

"Droga"

Ele havia acionado o nitro e como esperado, passou a rosada.

– Seu bichinha!- baixou a marcha. — Não consegue no braço não é, seu puto! — Esbravejava.

Olhou mais a frente e viu uma curva fechada.

Baixou ainda mais a marcha, pra ter mais torque e mais aceleração, e agradecia por seu Dodjão Americano ser especialista nisso.

– Você acionou esse seu nitro muito rápido, garotão. — sorria vendo o nitro acabar. — Nunca se usa Nitro pra arrancada. É a mesma coisa que jogar fora. — viu a traseira dele já ficar a metros de si. — Principalmente se seu oponente é um v8 de 425 cavalos de pura força. –baixou a marcha e abriu, virando a direção já se pondo ao lado dele, mesmo que ainda um pouco para trás. – Então eu vou lhe mostrar como se faz aqui nos EUA, japinha. – sorriu de canto acelerando.

A curva se aproximava e a rosada se mantinha ao lado do Mazda, que agora tentava alongar as marchas para atingir sua velocidade máxima, que era sua especialidade.

– Se continuar assim.. – a rosada reduziu a marcha e tirou o pé do acelerador. – Vai fazer a curva muito aberta. – puxou o freio de mão e se pôs a fazer o drift perfeitamente na curva.

Como esperado, devido à alta velocidade, o Mazda abriu demais, e se obrigou o a frear forte encima da curva para não bater, fazendo perder a velocidade que conseguira antes e uma rosada conseguindo lhe passar facilmente, já retomando o carro da curva e retomando as marchas rapidamente.

Viu a linha de chegada, que era a mesma da largada, mais a frente na reta rua e sentiu um frio na barriga.

Olhou no retrovisor vendo o Mazda já ficar atrás de si rapidamente.

“Ele tinha outro Nitro.”

Riu não acreditando.

– Fala sério. O que seriam desses merdas sem o tal do nitro?

Ele tentava abrir e passar a rosada, que na mesma direção que ele tentava abrir para passa-la ela o imitava ficando a sua frente o impedindo de prosseguir.

E aquilo já estava cansando, então a rosada com sorte conseguiu imitar o lado que ele abriu e freou, o sentindo bater levemente, não conseguindo desviar. E com precisão, na mesma hora que o freou, já baixou a marcha e pôs a prova o seu Dodge, que gritava pelo giro alto e uma rosada pisando fundo.

E seu plano funcionou.

Em poucos segundos já estava a 100 km/h. Já o outro devido não ter um bom torque e aceleração, demorou a conseguir uma velocidade boa para alcançar a rosada, que já passava rasgando pela linha de chegada e parava em um belo e pequeno drift.

– É isso aí! – disse a si mesma enquanto ainda olhava para seu volante ofegante.

Logo o Mazda chegou sem fazer muito alarde, parando a frente do carro da rosada, e os dois carros foram rodeados pelas pessoas que parabenizavam e vaiavam ao mesmo tempo.

– É isso aí Sakura-chan!! – o loiro gritava já abrindo sua porta. – Você arrebento, ‘ttebayo!!

Ela saiu de dentro do carro sorrindo sem jeito e apertando a mão de quem a parabenizava, inclusive do loiro eufórico a sua frente.

– Ér, valeu. – sorriu amarelo, logo após sentindo o loiro lhe abraçar sufocantemente.

– Eu sempre gostei de te ver correndo! É melhor que o teme! – dizia eufórico.

– Ta bem, me solta. – emburrou sem reação alguma ao abraço escandaloso.

Ele o fez e ainda continuou rindo feito bobo. Viu Ino lhe dizer que ela não estava enferrujada e Gaara dizer que ela até que foi bem. E o moreno apenas sorria de canto escorado em um carro perto de onde estava.

– Hey, rosada. – virou-se para o motorista do Mazda, que estava ao lado do mesmo. – Trato é trato. – disse contrariado entre dentes e jogou a chave do carro na direção da rosada, que aparou no ar. – Bela corrida. – manteve a cara de poucos amigos e virou-se para sair dali.

Ela sorriu vitoriosa e virou-se a direção do moreno, jogando a chave do mesmo jeito para ele, que também aparou no ar.

– Você me deve um carro. – disse fingindo estar seria, dando um minimo sorriso, vendo ele lhe dar aquele sorriso de canto que sempre mexeu com todas as partes de seus corpo. E logo após entrando no seu carro.

Já havia feito sua parte, e não iria demorar mais ali. Iria voltar para casa, para junto de seu filho.

Notas finais
Gostram? sim, não, eu so chata? *-* hehe

Obrigada por lerem coisas mais queridas!

Até o próximo, Beijoos!

Miss Scriptor.