Vices

17 Como Adolescentes


Notas iniciais
Gente! :D Desculpem pela demorinha! Minhas lindas e lindos como estão? Eu estou ótima! :D Queria me desculpar aos comentários que não respondi, é que estou sem tempo e o que tenho utilizo pra o capítulo! Quando der eu respondo sim ta bem amores? Acho que ainda hoje se conseguir! E muitíssimo obrigada à querida Lau chaan pela lindíssima recomendação , adorei mesmo, mesmo! *-* Muito obrigada! Esta cap é dedicado a você, e também a todas aquelas queridonas que mandam comentários e força a história! PRESENTE NO FINAL PARA VOCÊS kkk Espero que gostem! Ah, e a musica final não tem nada a ver com a cena, escolhi devido ao ritmo e estilo, que achei que combinaria melhor! Enfim, Boa Leitura!

– Escutem bem. Não dará tempo de repetir. – o ruivo dizia olhando as figuras a sua frente, com toda a atenção em si. – Recebi informações de que ele sabe quem somos. – revelou, olhando mais precisamente para a rosada. – E com isso, temos que nos armar mais!

Estavam todos reunidos na oficina. Via Neji ali e também Tenten, o que lhe causou um enorme sorriso e um enorme abraço por parte das duas. Ela era sua parceira nas patrulhas nos tempos de policia.

– Se ele sabe quem somos não ira acabar com a gente de cara? – a loira semicerrou os olhos.

– Não. – a fitou. – Ele não pode fazer isso e chamar a atenção toda para si. – deu uma pausa, voltando a olhar para o resto das figuras. – Somente nós sabemos quem é ele, o restante dos corredores não. E isso é um problema para ele! Logo, a única escolha é acabar com a gente na pista.

– Entendi. – a rosada tinha os braços cruzados. – Nosso grau de dificuldade será aumentado, certo? – perguntou irônica.

– Exato. – concordou lhe fitando. – Chumbo grosso pra cima de nós.

Ela suspirou. Só para melhoras as coisas.

– Continuando. – pigarreou. – Nosso grupo será este: Neji – apontou-lhe. – Ele irá cuidar da comunicação e também vai invadir o sistema da corrida e nos avisar sobre o que esta acontecendo.

Ele deu um mínimo aceno com a cabeça a todos, recebendo um sorriso amigável da rosada, retribuindo com um mínimo.

– Tenten, que dará cobertura e é especialista em armas. – deu um mínimo aceno com a mão. – E o restante somos nós, os pilotos.

– E Naruto? – a rosada perguntou, dando a falta dele.

O ruivo suspirou, e o moreno disfarçou apertando o nariz.

– Ele não virá. — ela contorceu totalmente o cenho em confusão. – Disse que teve alguns imprevistos e que não poderia vir.

Mas ele que queria isso, pensava ela, ele que a convenceu! Por que não estava ali?! Mas seus pensamentos foram cortados.

– Não se esquece de mim! – gritou o moreno baixo se aproximando. A rosada revirou os olhos, soltando um bufo.

– Sim, e Michael. – disse a contra gosto.

– Fiz o que me pediu com o restante, Uchiha! – disse sorridente ao mesmo, que permaneceu escorado no seu carro com as mãos no bolso da calça tactel azul marinha, apenas acenando minimamente com o rosto.

– E o que seria? – a rosada perguntou arqueando a sobrancelha. De uma vez por todas ela descobriria o que era.

– GPS nos carros do Japa! – disse normalmente do seu jeito largado. – Acho que era pra ver se eles estavam se aproximando de você, gata. – disse provocativo.

A rosada sentiu um frio na barriga ao ouvir a revelação. Olhou para o mesmo, que estava um pouco atras de si, e este olhava para o baixinho com o pior olhar que tinha.

Então por isso ele apareceu em sua casa naquele dia? Por isso ele sabia que aqueles caras iriam tentar lhe matar naquele dia?

Engoliu seco voltando a olhar para frente. Sentiu algo bom no peito. Sentia seu peito gritar que de alguma forma ainda importante para o Uchiha, para ele fazer tudo aquilo. E sorriu minimamente consigo mesma.

– Certo, agora me escutem! – queria ser rápido. – Nós não usaremos os carros que modificamos! – viu todos contorcer o cenho em confusão. – Eles ficaram como reserva, caso algo aconteça. – disse pondo-se a andar para perto de quatro carros que estavam tapados com um protetor cinza.

Musica There It Go, Juelz Santana.

– Estes serão nossos novos carros! – disse e puxou um protetor, revelando o carro.

A rosada deu um assovio impressionado.

Era um Dodge Charger SRT8 2014 negro.

A rosada tinha os olhos brilhando e a boca agora em um perfeito “o”. Como era lindo!

– Eu disse que ele era rico. – ouviu a loira lhe cochichar ao lado, também olhando abismada para os carros.

– Todos são iguais. – começou a revelar os outros. – Apenas o meu e o da Sakura tem os protetores frontais. – terminou revelando os outros dois.

– Por quê? – a loira perguntou.

– Você e Sasuke estão mais acostumados com carros leves, mais rápidos. Sakura é com carros de torque, pesados. E eu um pouco também.

– Mas por que disso? – a de coques perguntou.

– Eles viram com tudo para cima de nós, então, eu e Sakura cuidaremos do grupo. Nossos carros têm barras de ferros de ponta a ponta. Qualquer um que tentar nos abater, nós os intervimos! – explicou com um mínimo sorriso.

– Eu realmente adorei! – disse ela com um sorriso de criança no rosto.

– Legal! – a de coques completou.

– Já o de vocês... – olhou para o moreno. – Tem aceleração e velocidade em alta, podem atravessar a linha de chegada em segundos apenas baixando a marcha. – Voltou aos demais. – E lá as regras são claras: Sem regras! – cruzou os braços – E se apenas um carro do grupo passar na linha de chegada, o grupo todo e vencedor!

– Por isso os dois carros leves. – o moreno concluiu, recebendo um olhar concordante do ruivo.

– Sakura e eu os cobrimos, e vocês cruzam a linha de chegada! – completou.

– Meio injusto isso. – a rosada reclamou baixinho. – Mas e nossos carros? – perguntou elevando a voz.

– Michael os levara de carreta, com todo o equipamento do grupo.

Ela curvou os lábios impressionada. Aquilo tudo estava muito chique.

– E o prêmio? – o cabeludo perguntou. – Não será tão fácil assim, correto?

– Não. – o fitou. – Ele entregara as escondidas, pessoalmente. – olhou para o moreno escorado ao carro. – Só que vem a questão: Se você o conhece; ou você trabalha para ele... – lançava um olhar objetivo a Sasuke. – Ou você morre!

E o moreno entendeu.

Ele já sabia de tudo.

– Então vamos ter que tomar o dinheiro. – concluiu a loira.

– E com ajuda da policia! – uma voz se manifestou.

A rosada virou o rosto na direção da entrada da oficina, e viu uma loira peituda acompanhada de sua fiel companheira Shizune.

– Tsunade-sama? – ela surpreendeu-se por vê-la ali. – Shizune-san?

Shizune veio lhe dar um rápido abraço, cochichando um quanto tempo!

– Nós combinamos, e as chamei aqui. – o ruivo explicou.

– Olá querida. – a loira a cumprimentou parando ao seu lado, logo voltando o olhar para os demais. – A polícia civil e federal está apoiando este caso. – revelou um papel que parecia ser oficial. – Este cara é procurado em todo Japão, mas ninguém sabe sua real identidade. Como esta em solo americano e nós sabemos de um possível paradeiro, a federal de lá esta nos apoiando com está missão. – disse olhando rapidamente para o moreno. — E dois dos meus melhores agentes estão aqui. – por fim, guardou o papel cumprimentando de longe a de coques e o cabeludo.

– Então temos faixa branca? Estamos em uma missão federal? – a loira estava eufórica.

– Exato! – a fitou. – Claro que às escondidas, para o êxito da operação. Então, não deem bandeira.

– Pode deixar! – tinha os punhos cerrados animada.

– Bem, tudo está claro! – o ruivo se pronunciou. – Vamos nos apressar e ir em dez minutos!

Enquanto ajudava o ruivo a colocar os carros na carreta à frente da oficina, viu a rosada abraçar a loira peituda, e logo a morena dos cabelos curtos. Ouviu ela lhe dizer para cuidar do pequeno, que logo estava de volta, e ela lhe respondeu com um fique tranquila.

Quando a rosada se despediu, ele já ia se dirigindo ao seu novo carro, mas foi barrado por uma figura feminista e intimidadora.

– Olá Uchiha. – ela tinha os braços cruzados à frente do peito, os aumentando ainda mais. Suspirou, respondendo com um fraco aceno com o rosto. – Eu já sei de tudo. – revelou o que ele já desconfiava. – E admito que admiro a sua coragem... – falava mais baixo. – Então só um conselho: Diga a verdade a ela. – já se preparava para sair. – Ela mais do que ninguém merece saber que não foi abandonada em vão. – disse passando por si.

Engoliu seco, parado no mesmo lugar.

Seu tempo estava acabando.

...

– Então esse é o famoso Uchiha? – ela perguntou lhe olhando provocativa.

– É. – disse num suspiro à de coques, enquanto dirigia.

Ela curvou os lábios impressionada.

– Agora eu entendo o porque do “cretino gostosão”. – fez aspas, logo pondo-se a rir.

– Há, há, gracinha. – disse revirando os olhos, com um mínimo sorriso.

Estavam em fila indiana na estrada: Gaara ia à frente com Neji, que os guiava pelo GPS em seu super computador; Ino atrás dele; Michael com a carreta atrás dela; Sasuke atrás da carreta e a rosada por último, atrás dele.

– Ele já sabe de Yuri? – ela perguntou calma.

– Sim. – disse em um mínimo sorriso, lembrando-se que a de coques ao seu lado sabia de tudo de sua vida. Era como a Ino.

Decidiu por fim contar os ocorridos nos últimos dias por cima, vendo ela estar interessada no que falava, prestando atenção e comentando. E nem percebendo, já estavam na metade do caminho.

Era quase meio dia.

Vamos parar e almoçar. É aqui perto! – ouviu a voz de Neji ao rádio.

– E você? – perguntou a de coques, enquanto seguia a tripa de carros a sua frente. – Como esta amorosamente falando?

Ela riu.

– Na mesma. – escorou o braço no vidro do carro.

– Beijos sem compromisso e sexos casuais? – perguntou divertida.

– Exatamente. – mordeu o lábio inferior enquanto sorria.

E a rosada riu soltando o ar.

– Você não muda mesmo!

Pararam e fizeram um almoço rápido, para não atrasar. Não deu tempo de falar com ninguém, nem até mesmo com Ino, para falar sobre algo banal ou conselhos. Voltaram aos carros e retomaram o rumo. A rosada ligou para o pequeno, sentindo-se aliviada pela loira peituda já estar com ele em sua casa e estar bem. Não que desconfiasse da palavra dela, de que cuidaria de seu filho, mas ela era mãe e sempre teria de ouvir sua voz dizendo que estava bem.

– Ele esta bem, Sasuke. Tsunade já o pegou. – respondeu ao rádio, logo após o moreno lhe perguntar sobre o filho com aquela voz rouca.

– Ok. – disse parecendo estar aliviado.

E a de coques curvou os lábios impressionada.

– Que papai coruja, não? – riu provando a amiga, que apenas revirou os olhos novamente.

...

– Nós ficaremos aqui. – meneou a cabeça ao prédio a frente.

– E os outros? – a loira perguntou.

– Neji, Tenten e Michael ficaram em uma casa, alugada aqui perto, onde tem um galpão para esconder a carreta. – respondeu, ainda olhando a paisagem a sua frente.

Era nítido que estavam em um bairro de Miami Beach! Os grandes coqueiros enfeitavam as calçadas, os carros de luxo, mulheres e homens famosos de biquíni e sunga, o céu azul e o sol quente, que incentivam a colocar uma roupas mais curta e aproveitar daquelas águas cristalinas que beiravam a cidade. Tudo era estranhamente cativante.

Respirou fundo, sentindo aquele calorzinho gostoso.

– Bem, vamos entrando. – disse o ruivo, entrando no carro.

Depositaram os carros no estacionamento do prédio e se dirigiram ao apartamento.

– Estou louca para ir a praia, para ir às baladas, nas lojas, argh! – a loira batia os pés no elevador, ganhando um olhar entediado do ruivo e do moreno. E um esquisito da rosada.

– Não se esqueça que não esta de férias, Yamanaka. – o ruivo disse apertando mais uma vez o botão do andar cinco impaciente.

– Ah, fala sério que a gente veio até aqui e não vai aproveitar! – ela colocou uma das mãos na cintura, já que a outra estava em sua bolsa salmão. – E ainda patrocinados pelo governo! Fala sério gente! — dava para ver a empolgação.

– Estão tão animadinha assim para trabalhar para o governo? – a rosada tinha os braços cruzados, e arqueava uma sobrancelha.

Sentiam o elevador começar a subir.

– Mas é claro! Seremos importantes! – a olhou empolgada. – Eu sempre quis dar uma de agente especial.

O moreno riu em escárnio, juntamente do ruivo.

– O máximo que você vai receber é um cara batendo na sua porta para pagar o imposto. – disse achando graça da infantilidade dela.

– Como vocês são uns caretas! – cruzou os braços, fazendo um pequeno bico.

A porta do elevador se abriu, revelando um corredor não muito extenso, de paredes na cor amarelo queimado e no chão um carpete vermelho.

Seguiram o ruivo, que parou a frente da porta 155, logo abrindo com a chave que pegara na recepção.

Adentraram e virão o quão bonito era. Não era chique e muito elegante, mas era lindo e aconchegante. A rosada sorriu. Do jeitinho que ela gostava!

– Só há um problema. – o ruivo pronunciou, fechando a porta e recebendo a atenção de todos. – Tem apenas dois quartos de casal.

As meninas congelaram, e pensaram juntas: Droga!

– Eu e a Saky dormimos juntas! – a loira tomou a frente, sorrindo normalmente.

O que gerou uma cara de desgosto no ruivo, logo quando fitou Sasuke que também lhe fitava com certo desgosto.

– Qual o problema, rapazes? – a rosada perguntou se divertindo.

– É mais fácil eu dormir.. com a loirinha e o Sasuke com você.

– Não. – a Yamanaka negou.

– Por quê? – o ruivo olhou sínico para a loira. – Vamos atrapalhar a colação de velcro de vocês duas?

A rosada revirou os olhos e o moreno achou graça.

– Hei! Eu gosto de piroca, ta bom?!

Ino sempre sutil pensou a rosada a olhando apavorada.

O ruivo deu um sorrisinho.

– Eu sei. – disse mantendo o sorrisinho sínico. E a loira ficou completamente vermelha, se dando conta do que havia falado.

A rosada pigarreou e desviou o olhar, e o moreno ao seu lado coçou a nuca olhando para baixo. Aquilo estava ficando pessoal demais!

– E outra, eu e Sakura sempre dormimos juntas, e isso não nos torna lésbicas! – tentou desviar o assunto. – Não tem desculpa! – disse virando-se com o nariz empinado. – Não é testuda? – ainda era notável o seu vermelhão.

– É sim. – tinha vontade de rir.

– Foi mal, mas eu não vou dormir com homem nenhum! – o moreno se manifestou, sendo apoiado pelo ruivo.

– E qual o problema? – a rosada lhe fitou. – Não são amigos?

– Porra, homem nenhum dorme com outro homem! – lhe olhou irritadiço.

– Tem dois sofás aqui, queridos! – disse a loira já puxando a rosada. – Vem Sakura, vamos escolher o nosso quarto! – e já estava empolgada mais uma vez.

Deixando dois grandalhões bufando na sala.

...

– Acho que esse fica melhor em você! – era o décimo biquíni que ela tirava da mala.

– Vem cá, você compro todos eles só pra vim aqui? – ela lhe olhava incrédula.

– Não! – colocava a frente do corpo da rosada, vendo se ficaria bom. – Tenho mais em casa!

Ta bem, aquele lado de compulsivo por biquínis ela não conhecia da loira.

– Sim, este é perfeito! – disse olhando para o biquíni de cor salmão fraco. No quadril amarrava dos lados e no busto era cortininha, com alguns babadinhos. – Vai destacar esses seus pernões e esse popo durinho. – disse dando um tapa. – E dará um up em seus seios medianos!

Ela teve como escolha rir da loira, enquanto segurava o biquíni nas mãos jogado por ela, vendo a mesma brilhar os olhos enquanto segurava um biquíni azul escuro, que cairia como uma luva para a loirinha.

E depois de muito implorar para ir a praia, vendo dois homens se darem por vencidos retirando suas camisas, ficando apenas de calção, revelando seus peitos másculos e inchados de músculos que as fizeram suspirar, estavam ali, caminhando nas belas calçadas de Miami rodeada de coqueiros.

– Nem parece que vamos quase nos matar amanha. – disse a loira olhando encantada para a cidade, junto da rosada. Eles tinham chapéus da loira na cabeça, tipicamente praianos, usando apenas uma saia de renda curta por cima do biquíni debaixo. Juntamente das bolsas praianas.

– Verdade. – ela suspirou.

– Temos que nos preparar para amanha. – disse o ruivo mais atrás, ao lado do moreno. – Por isso vamos moderar hoje...

A loira fez bico, logo após suspirando.

– Mas vamos aproveitar um pouco! – ela sorriu.

– Onde estão os outros? – a rosada virou-se minimamente para o ruivo, enquanto caminhava.

– Estão na casa alugada. Neji não gosta de praia, Tenten está dormindo e trancaram Michael no banheiro. – disse em um tom brincalhão.

A rosada riu, logo o sorriso morrendo ao perceber o olhar provocante de Sasuke cravado em seu bumbum. Irritou-se, virando-se para frente um pouco rubra. Ainda sentia o olhar e aquilo estava lhe causando uma sensação estranha, de que a qualquer hora fosse cair de tanto o Uchiha secar.

– Eu preciso entrar aqui! – a loira disse ao ver uma vitrine, olhando um vestido de verão branco com flores azuis. E bem bonito por sinal, concluiu a rosada.

– Vem Sakura?! – ela lhe olhou esperançosa.

– Não. – virou-se para o Uchiha atrás de si, que levantou o olhar de seu bumbum rapidamente para ela, disfarçando. – Vou ter uma palavrinha com o Uchiha enquanto isso. – tinha os braços cruzados, o fuzilando com o olhar.

Viu a loira suspirar e puxar o ruivo para dentro da loja, alegando precisar de uma opinião. Mas a rosada sabia que havia feito este sacrifício para ela ficar a sós com a tentação em pessoa.

– O que foi? – disse rouco, arqueando a sobrancelha direita. Podia ver a diversão em seus olhos.

– Você quer fazer o favor de parar de olhar para minha bunda como se ela fosse um pote de Nutella? – irritou-se ainda mais com o sorrisinho de canto.

– Ué, você esta mostrando. Então é para olhar mesmo. – Cretino!

– Não, não é para olhar! – contava até dez mentalmente. – E você nem isso esta fazendo! Ta secando na cara dura, seu tarado duma figa!

Ele soltou um riso abafado.

– Seu bumbum me fascina querida. – provocou ainda com aquele sorrisinho.

– Você é maníaco! Odeio maníacos!

– Você não dizia isso alguns anos atrás... – aproximou-se um passo. –... Quando eu apertava e batia nele... Quando você gemia meu nome, lembra Sakura? – lhe olhava provocante.

Ela apertou os lábios. Lembro sim querido! Não há como esquecer!

Por Deus, se ele estivesse de camisa, o pegaria pelo colarinho e o jogaria na frente de um coletivo! Sentia-se mais irritada ainda quando sentia suas bochechas esquentarem.

– Escute aqui Sasuke! – se aproximou também, com um dedo apontando no rostinho alvo dele. – Me respeite, ok! Sou mãe de um garoto de 6 anos e não somos mais adolescentes!

– Ah não? – ele se fez de desentendido. – Quem é que estava peladinha na minha frente dias atras?

Filho da puta!

Droga! Infernos! Por que teve aquela ideia estúpida de tirar a toalha na frente dele mesmo?!

Ah claro! Sua vingança pessoal!

– Não fiz nada demais naquele dia.– Respondeu cínica. – Fiz? – fingiu inocência, vendo ele suspirar. Ela por fim deus os ombros. – Quer olhar? Olhe. Pelo menos faça o favor de disfarçar. – virou-se para frente. – Não quero você se babando no meio da rua. – provocou sorrindo.

Ouviu ele bufar pelo nariz. Havia ferido seu orgulho Uchiha, e sorriu vitoriosa, concluindo um a zero para ela.

Foram para praia, após a loira voltar com duas sacolas, alegando que outro vestido a seduziu também. A loira estendeu duas esteiras que trouxera na bolsa praiana, uma para ela e outra para a rosada deitar-se ao sol. Os meninos jogaram vôlei em uma quadra na areia mesmo, ao lado das meninas, e tomavam cerveja. Depois de quase duas horas eles decidiram parar.

– Vocês duas vão torrar ai! – eles voltavam, e quem se pronunciou foi o ruivo.

Elas deram os ombros, percebendo eles sentarem ao lado delas.

– Tenho nojo de homens tarados. – disse a rosada fuzilando pela centésima vez um homem que passava encarando descaradamente ela e a loira que estavam sob o sol e a areia da praia. Ela estava sentada, com a mãos a escorando atrás das costas, a deixando um pouco inclinada.

– Eu também amiga. – estava igualmente a rosada.

– Vieram seminuas, então não reclamem. – o moreno bebericava a lata de cerveja. Ele estava sentado ao lado do ruivo.

– O machista, isto é uma praia! – a loira o olhou revoltada. – Não estamos seminuas, estamos de biquíni! Como todas as outras!

– Vocês homens é que são uns manés. – fechou os olhos aproveitando o calor que batia em seu rosto.

– É! – concordou a loira. – Olham para a gente como se fossemos o peru da santa ceia!

Juntou as sobrancelhas ao ouvir a comparação ainda com os olhos fechados, mas apenas soltou uma risada pelo nariz.

– Mas vocês são exatamente isso. – o ruivo se pronunciou, com uma lata de cerveja na mão. – O prato principal. – provocou achando graça, vendo o moreno rir um pouco.

E estranhou ao ver a loira se calar e olhar para frente, para o nada. Notou que ela parecia um pouco magoada quando parou de rir drasticamente.

A rosada percebeu a mudança de humor, e a fitou de esguelha. Sentiu uma dor no peito por ela, já que a mesma sabia o que ela estava sentido. Estava se sentindo usada. Usada por alguém que amava.

Sentiu raiva.

– Não liga pra esses merdas não, porca. – disse em alto e bom som, com a voz dura. – São uns grandes duns bostas que não dão valor ao que tem. – foi curta, grossa e direta, fazendo os dois se calarem e o ruivo sentir um pouco de vergonha depois que se deu conta do que disse.

– Está levando para o lado pessoal, Sakura. – coçou a nuca olhando para baixo, ainda um pouco envergonhado, na tentativa de concertar um pouco da merda que havia falado. Não era por mal, mas viu que magoou a loira.

Bakas! Pensou ela bufando, já vendo um homem passar e gritar um Que coisinha mais linda! para ela logo em seguida. Não aguentou.

Apertou os pulsos em raiva.

– LEVA A TUA MÃE LÁ EM CASA, QUE MEU PAI FAZ UMA IGUAL, ALMOFADINHA DO CARALHO! – esbravejou furiosamente.

Infernos! Se pudesse mandaria toda a raça de homens para o espaço. Viu o homem, aparentemente rico e musculoso, parar e virar, para ver se a rosada falava consigo mesmo.

– É CONTIGO MESMO O CARALHO! –Levantou-se, já querendo partir para a briga de biquíni mesmo.

A loira deu-se para rir, ouvindo o ruivo rir também e vendo o moreno se divertir com a cena, vendo o homem resmungar e sair pisando duro, já que provavelmente nunca havia levado um fora. E também para evitar a gafe diante as pessoas que observam, que receberia mais de um milhão de acessos no Youtube.

Mulher de biquíni espanca empresário bem sucedido na praia de Miami”.

Riu novamente.

– Frouxo de merda! – disse ela voltando a sentar. Tinha até as bochechas vermelhas de raiva.

Só a rosada mesmo para lhe fazer rir em um momento daqueles.

– Calminha aí, rosada. – o Uchiha a provocou em um sorriso, bebendo sua cerveja.

– Você, cale sua boca Uchiha! – o olhou furiosa. – Antes que te faço croquete nessa areia!

Ele riu de canto, fitando-a provocativo. Não tinha medo das ameaças dela, na verdade queria mesmo ver ela lhe fazer de croquete.

– Não faz não. – a olhava cinicamente, e o ruivo ao seu lado ria abafado.

A rosada apertou a mandíbula, já se levantando em direção ao Uchiha. Mas foi barrada pela loira.

– Vem Sakura! – Ela ainda ria vendo o olhar mortal direcionado ao moreno. – Vamos esfriar essa sua cabeça com um belo banho de mar. – disse já a puxando, após ela murmurar um raivoso.

O Uchiha bebeu mais um gole enquanto sorria.

– Por que me barrou? – pisava duro em direção ao mar. – Ia socar aquele rostinho cretinamente perfeito.

– Tava na cara que você de biquíni, encima dele e o socando, estava nas fantasias sexuais dele. – ria.

Não aguentou e riu por final.

– Ele é um maníaco mesmo. – disse em concordância.

Quando a água tocou em seus pés, recuaram na mesma hora. Ficaram muito tempo no sol, e seus corpos estavam quentes, entrando em choque térmico em contato com a água fria. Sem contar que já eram quase seis horas da tarde e o sol não estava mais com força total, tornando o vendo mais gélido ainda. Respiraram fundo e começaram a adentrar vagarosamente, com a água já batendo ao meio de suas coxas.

– Porra! – disse a loira batendo queixo e se abraçando, com medo da água gelada. – Largaram um Iceberg aqui!

A rosada segurou a respiração quando veio uma ondinha mais alta, tocando até metade acima de seu bumbum.

– Caralho, ta frio essa porra! – disse entre dentes, logo respirando fundo. – É só até nos acostumarmos com a temperatura! – ela tinha os punhos cerrados, enquanto fazia uma ioga mentalmente.

– E o que a gente faz até lá? – ainda batia queixo.

Ela pensou.

– Vamos nos molhar devagar. Assim nos acostumaremos mais rápido. – Disse abaixando-se para aparar um pouco de água nas mãos, e largar sobre o corpo devagar, fazendo uma careta de frio.

– M-mas tem vento! – a loira começou a imita-la.

– Ignora, é só um ventinho! – disse mais para si mesma do que para a loira. – Isso devagar. – disse vendo a loira lhe imitar. – Devag-

Foi cortada por um jato térmico de água gelada em suas costas. Endureceu-se todinha, abrindo a boca em um grito mudo, sentindo a água ser ainda mais jogada em si, molhando seu cabelo, sua nuca que ainda estava quentinha, a barriga. Tudo.

Os jatos pararam, e ela não sentia mais os dedos. Será que ficou hipotérmica?

Olhou para seu lado e a loira estava na mesma situação de ela. Ouviu risadas de homens atrás de si.

Apertou os lábios furiosamente.

– Eu vou te matar UCHIHA DO CARALHO! – virou-se para ele, tremendo de frio, vendo ele e o ruivo gargalharem. O mataria depois que sentisse seus membros do corpo, é claro!

– Não parece! – ele provocou ainda sorrindo.

A loira passou como um furacão pelos dois atrás do ruivo com certa dificuldade devido à água, em direção a praia. Percebeu de longe ela agarrar o seu tamanco que estava na areia, e voltar a correr atrás dele.

Não aguentava mais aqueles homens dos infernos! Chega!

– Corre. – ela disse mortalmente, antes de sair em disparada atrás do mesmo, que se divertia vendo a rosada em total estado de explosão.

Que porra! Já tinham 25 anos na cara e agiam como moleques de 17!

Ele correu para a praia, começando a correr para o lado contrário de que estavam, tendo em seu encalço uma rosada ensandecida por seu sangue. Em alguns momentos parava de correr com todo fôlego, apenas para ela achar que o pegaria, mas quando ela iria conseguir ele acelerava o passo novamente. Ficaram quase uma hora nesse clima, nem percebendo que a praia já estava vazia e estava anoitecendo.

– PUTO DA PORRA! – ela gritava já ofegante. – VEM AQUI SEU VIADO MALDITO!

Ele ria.

Como sentira falta das explosões de fúria dela.

Parou quando subiu em uma duna de areia, virando-se para ela que continuava vindo.

E claro que agora ela estava mais perigosa!

– Viado não amor. – desviou de um soco. – Você sabe bem disso querida! – desviou de outro e defendeu-se de um chute com os braços.

Ela grunhia em raiva enquanto mandava cada golpe ao moreno.

– Já não lhe disse para não lutar com raiva? – ele se divertida a vendo mandar-lhe uma sequencia de chutes, que de biquíni ficava ainda mais interessante, defendendo-se logo após.

– DESGRAÇADO!

Ela o derrubou e ficou sobre ele, o que lhe impressionou. Desviou de punhos femininos furiosos, que queria descontar toda a raiva que sentia, delongando a hora em que sairia daquela posição, já que estava gostando de tê-la encima de si como uma leoa.

– Isso só está me excitando, rosada. – capturou os punhos dela os puxando, fazendo-a ficar há centímetros de seu rosto. E sorriu a vendo ficar rubra.

E ela engoliu seco.

Podia sentir que de fato ele falava serio sobre estar ficando excitado, já que começava a sentir algo crescendo e duro em meio as suas pernas. Ficou sem reação. Seu interior se aqueceu instantaneamente com aquele toque por cima das roupas de seus sexos.

E ele percebeu isso, já que possivelmente seus olhos denunciavam o desejo que a aquecia agora, e rapidamente puxou ainda mais seus pulsos, fazendo-a cair totalmente sobre si, e colando seus lábios em um beijo desesperado e luxurioso.

Entregar-se a tentação seria pecado? Ela se perguntava, enquanto sentia a língua quente dele tomar-lhe sua boca. A mão máscula dele agora se encontrava em sua nuca, a prensando ainda mais contra sua boca, e a outra, puxou uma das coxas dela, onde apertava possessivamente.

Sentia-se leve! Desejada! Extasiada! Completa! Excitada!

Ele largou sua nuca e puxou suas duas coxas ao mesmo tempo, sentando logo após, a fazendo entrelaçar seu torso com aqueles pernões que o deixava louco, ficando de frente para ele. A pele quente e suada dele em contato com a sua era enlouquecedoramente estimulante.

Quanta saudade sentira de o sentir assim tão perto!

Agarrou os cabelos ébanos enquanto arranhava seu abdômen, como fazia anos atrás, e como esperado, ele ronronou baixo, a deixando mais incendiada ainda. Ele por resposta enlaçou sua cintura possessivamente, enquanto afundou violentamente sua outra mão nos cabelos róseos.

O beijo era desesperado. Pareciam dois animais prestes a se devorarem. Na verdade, era sempre assim. Nos carros, na garagem, na rua, em qualquer lugar eles se amavam daquele jeito. Não que não houvesse amor, claro que havia.

Mas era o amor do jeito deles.

Ele mudou a posição ficando sobre ela, a imobilizando em seus braços largos de homem, matando a saudade de tê-la ali; a fera em seu domínio. Esfregou seu membro rígido sobre a intimidade dela, arrancando um gemido rouco de seus lábios e mordeu o lábio inferior dela ao ouvi-la gemer, se excitando ainda mais. Queria possuí-la ali mesmo, como nos velhos tempos. Mas seu consciente, que não tinha a atenção dele no momento, dizia que não poderia ser assim.

Era tão viciado naquela mulher que nada mais importava!

Ela virou-se para inverter a posição, mas não viu que já estava ao final da área plana da duna, e acabaram rolando até o final dela, ficando brancos de areia.

– Bléh! – ela cuspia areia e tentava tirar o excesso de seu rosto. – A culpa é sua, s-seu tarado! – Estava corada, ofegante e dava alguns socos no peitoral largo sobre si.

Ele retirou o excesso do seu rosto, logo segurando os punhos dela com uma mão só.

– Minha? – perguntou sínico. – Você estava até gemendo. – provocou com um sorrisinho de canto.

– Argh! Cretino! – tentava se soltar. – Me solta agora! – estava ofegante.

– Não antes de admitir que eu te deixo com muito mais desejo do que qualquer outro homem. – Olhava provocante para ela, mas por dentro, imaginar outro lhe tocando lhe deixava com uma pontada de raiva.

– Quer parar com esse seu orgulhosinho besta e me soltar PORRA! – estava furiosa. Furiosa ainda mais consigo por admitir consigo mesma que o que ele falava era a mais pura verdade.

O Uchiha a deixava de um jeito que nenhum outro homem jamais deixou!

Ele suspirou entediado.

– Admita Sakura... – foi em seu ouvido. – Admita que se eu colocar a mão por dentro dessa calcinha estará toda molhada!

Argh! Corou violentamente. Como o odiava!

E aquilo a excitou mais ainda!... Imaginado aquela mão grande e hábil a estimulando e a penetrando tortuosa, prazerosa e lentamente... Fechou os olhos e respirou fundo.

Infernos! Choramingou consigo mesmo.

Abrira a boca para dizer umas poucas e boas a ele, mas foi interrompida ao meio do processo, quando ele soltou seus pulsos e começou a acariciar seu rosto. O olhou atônita.

– Você continua a mesma, Sakura... – ele tinha um sorriso maroto e lhe olhava com carinho, afeição, coisa que fez com que seu interior explodisse ainda mais. – Sempre será a minha rosada.

Intercalava seus olhos nos dois olhos deles, o olhando sem reação. Sabia do que ele falava! Falava da rosada temperamental, feminista que mesmo com todo escudo ficava rubra e sem reação diante daqueles olhos negros.

Que ainda era a menina mulher dele.

Sentia seu coração acelerar ainda mais.

– ... S-sempre fui.. – disse quase inaudível, engolindo a saliva e respirando mais forte. Desviou daquele olhar. Estava quase que tonta com aquilo tudo.

Percebeu ele sorrir de canto, satisfeito com a resposta, logo se aproximando novamente e roçando seus lábios nos dela. Fechou os olhos, apreciando a respiração dele mesclando-se com a sua e os lábios dele fazendo-lhe carinhos nos seus.

– Você.. – relutou um pouco, se afastando e olhando no fundo dos olhos verdes novamente. – Você ainda me ama.. Sakura? – engoliu a saliva. Estava temeroso quanto à resposta, e olhava no fundo daqueles olhos que lhe acalmavam procurando alguma abertura em sua barreira.

Ela engoliu seco.

Desviou o olhar uma ou duas vezes, e apertou os lábios. Fechou os olhos e respirou fundo.

Claro que o amava, com toda a certeza! Só não sabia que ele merecia ouvir isso de sua boca mais uma vez. Engoliu a saliva mais uma vez, sentindo um bolo se formar na garganta.

Não fraquejaria. Seria forte e mostraria a ele o quanto cresceu.

– Eu diria que não... – abriu os olhos, o fitando firme novamente. – Se eu fosse orgulhosa. – Ele via as esmeraldas ainda mais brilhantes, estavam quase chorando. – Mas você sabe que não sou... – olhava ele lhe ouvir atentamente e respirou fundo mais uma vez. Aquilo era mais difícil do que pensava.

– Então quer dizer...-

– Sim... Eu ainda o amo. – tentou o olhar firme, segurando as lágrimas. – E te odeio também... não sei. – olhou para o lado sentindo uma grossa lágrima cair. – Acho que odeio por... Por mesmo depois de tudo, ainda te amar! – mordeu o lábio inferior, sentindo outras lágrimas escorrerem e brilharem na luz da lua tímida que começava a tomar o céu.

Sentiu-o começar a limpar suas lágrimas com os polegares. Odiava vê-la chorar.

– E esse amor... – fungou, voltando a lhe fitar. – Amadureceu junto comigo, durante todos esses anos. – via o olhar intenso dele. – Por isso eu não entendo por que continuo a mesma de anos atras com você! – fungou outra vez. – E-eu queria te odiar, te praguejar, te mandar a puta que te pariu – ele sorriu minimamente. – Mas não consigo... – admitiu por fim, aprofundando-se no negror a sua frente.

Ele continuava a limpar as teimosas lágrimas que caiam.

– Deve ser por que no fundo, nós dois sabemos... – acariciou seu rosto agora – Que nós sempre vamos amar um ao outro. – sorriu maroto.

Ela o olhou atônita, certificando-se de que ouviu as palavras certas. Ele também admitira que a amava? Havia ouvido bem?

– Eu te amo, Sakura. – ele confirmou com aquela voz rouca, parecia que lia seus pensamentos. – Sempre te amei. – beijou a bochecha dela, fazendo uma trilha até seu ouvido. – E eu quero te ter nos meus braços, ao menos mais uma única noite... – ronronou.

Música Barton Hollow, The Civil Wars.

Arrepiou-se por inteira ao ouvir o pedido suplicante em seu ouvido, fechando os olhos e ofegando. Ele queria ama-la. Queria possuí-la mais uma vez a beira daquele mar esplendido, o palco perfeito para o amor deles se saciarem daquela saudade torturante de anos.

Apertou o lábio inferior, sentindo-o roçar o nariz em sua orelha e a respiração quente lhe tocar na nuca. Queria, queria muito. Não se tem certeza do amanha, mas ela tinha certeza de que queria o sentir mais uma vez ele lhe possuindo, lhe amando, como antigamente.

Queria sentir-se dele.

Afundou sua mão na cabeleira negra e macia dele, o puxando para seus lábios, aceitando silenciosamente seu pedido. O beijo agora era calmo, mas não deixava de ser um pouco desesperado. Também queria tirar aquela angustia do peito, tirar aquela dor, e sabia que somente ele conseguiria fazer isso.

Somente ele a faria se sentir viva outra vez, e admita isso sentindo seus beijos acenderem seu coração.

Somente o amor dele a curaria.

Ele puxou levemente a cordinha da parte de cima do seu biquíni, ainda lhe beijando de um jeito carinhoso, gostoso, que só ele conseguia, e sentiu a peça escorrer lentamente para o chão, fazendo o mesmo com a outra peça, e sentiu um arrepio junto de um prazer enorme em ficar nua a frente dele outra vez.

Ele mordia e beijava seu pescoço, enquanto ela arqueava o corpo para ele, mostrando-se entregue aquele homem que estava disposto a arrancar um pouco da dor de seu coração. E sabia que ele também queria arrancar do dele.

Arranhou o abdômen másculo e perfeito dele, apertando e sentindo-o junto a si, atrevendo-se a passar as unhas bem perto de seu membro, ouvindo extasiada suspiros escaparem dos lábios finos.

Ele lhe puxou forte no cabelo.

Sentia ele lhe apertar a cintura e correr suas mãos grandes pelo seu delicado corpo, sentindo correntes elétricas lhe adornarem e gemidos escaparem de seus lábios, logo após beijando seu busto de forma sedutora, roçando os dentes, a delirando ainda mais, obrigando-a a se agarrar nos cabelos de ébanos. Sentiu-o correr a mão a sua intimidade, onde começou a estimula-la e penetra-la enquanto ainda beijava-a nos seios.

Gemeu o nome dele, várias vezes até sentir seu interior se contrair e sentir aquele prazer imenso tomar conta de seu corpo, arqueando-se e agarrando forte a areia abaixo de si.

Como era bom, como ele era bom. O queria a possuindo o mais rápido possível, a amando, se perdendo naqueles braços fortes e quentes, soltando gemidos roucos ao vento... Queria ele e ela se tornando um só! Arfava e concluía consigo mesmo, apertando ainda mais a areia embaixo de si. Ele voltou os lábios para os dela, lhe beijando de forma mais desesperada agora. A saudade era tanta, que percebera que nem ele aguentava mais.

Não queria fazer sexo, queria faze amor com ela. Mataria aquela saudade de sua rosada com aquele amor que ambos tinham no peito.

Ele por fim se despiu sem tirar os olhos de si, e ela percebeu que ele ficara mais bonito ainda com o tempo, mais perfeito, mais viril, e sentiu o rosto esquentar ao vê-lo, o fazendo sorrir. Ela era mesmo a sua rosada.

Sentiu ele deitar novamente sobre ela agora nu, com os olhos brilhando em luxuria, num pedido silencioso se poderia mesmo ama-la como um louco. Ele pincelou seu membro na entrada já molhada dela, arrancando-lhe um gemido rouco enquanto fechava os olhos.

– Me faça sua, Sasuke-kun... – disse arfante, pegando seu rosto carinhosamente e olhando no fundo dos olhos negros que tanto amava. – Mais uma vez...

Ele sorriu e logo a penetrou, a amando desesperadamente, querendo que o tempo parasse naquele momento, que os gemidos amorosos dela ficassem gravados para sempre, e que aquela sensação viva continuasse em seu peito.

Ela era sua. Apenas sua.

E dali em diante, não a perderia tão facilmente.

Notas finais
Dês de já agradeço a todos vocês! Beijoos da Miss!