Vices
18 Liguem os Motores
Notas iniciais
Abriu mínima e lentamente os olhos, mas os fechou logo após. O barulho de aves marinhas e o cheiro de maresia eram relativamente confortantes, sorriu. Provavelmente estava sonhando que estava em sua casa de praia no Havaí. A brisa refrescante tocou-lhe a face.
Que sonho mais real, ela pensou ajeitando-se em sua cama, que estava incrivelmente macia e exalava cheiro de homem. Mais precisamente o do Uchiha.
– Mamãe olha que mar lindo! – uma criança se aproximava correndo.
Abriu os olhos abruptamente, os fechando logo após sentir o sol quase lhe cegar. Coçou eles, sentindo haver quilos de areias dentro, logo se acostumando com a claridade de onde estava.
A praia. Pensou ela atordoada, olhando a magnífica paisagem, do mar azul límpido e a praia vazia. Pela brisa refrescante e o sol ainda nascendo, chutou ser bem de manhãzinha.
E como um filme, as cenas da noite anterior lhe vieram na mente.
Olhou rapidamente para sua cama e viu um moreno totalmente nu, onde seu peitoral definido subia e descia calmamente. Estava com um dos braços atras da cabeça, e o outro a mantinha em seu peito. Sua face era serena, lindamente serena.
Ele parecia-se com aquelas esculturas de areia que se faziam nas praias.
Claro que bem mais real.
E bem mais sexy!
Mordeu o lábio inferior ao observa-lo.
Já estava excitada novamente. E quem não ficaria? Suspirou. Admitia que fora a melhor noite de sua vida dentre esses seis anos, juntamente da noite em que Yuri nasceu.
– Vem mãe! Eu quero entrar no mar!
Prendeu a respiração.
Olhou atônita para os lados e por fim o próprio corpo, e desesperadamente e viu que também estava nua. Merda!
– Vai indo querida, já vou atrás de você.
As vozes vinham de trás das dunas que os escondiam, e logo os possíveis passinhos da menina se tornavam mais próximos.
Merda, merda, merda, merda, merda! Procurava desesperadamente seu biquíni, que por sinal o Uchiha havia enfiado no ânus.
– Sasuke! – o sussurrou alto o chacoalhando de forma desesperada. – Acorda caramba! – tentou outra vez.
Infernos! Eles tinham que se meter sempre em encrencas!
Viu ele resmungar e praguejar quem tivesse perturbando seu sono, se aconchegando ainda mais a areia.
– Argh! – resmungou voltando a atenção ao seu biquíni, o achando logo ao seu lado, engatinhando ate ele.
Pegou e viu ser a parte debaixo, e mais a frente era a parte de cima. Corria contra o tempo, irritando-se com aquelas cordinhas que não cooperavam para fazer o nó. Quando conseguiu, colocou os cabelos, duros de areia, atras da orelha, e se aproximou do Uchiha.
E se ela fosse molestada durante a noite? Aquele cretino duma figa não veria nada!
– Acorda desgraçado! – cochichou irritadiça, ouvindo a menina estar mais próxima. Queria livrar a pobre menina daquela visão pecaminosa. – Anda infeliz! – começou a cutuca-lo nas costelas, vendo ele se contorcer.
Bufou o vendo resmungar.
– Porra! Eu quero dormir! – ele resmungou apertando a visão, devido à claridade. Yuri era seu filho mesmo, pensou suspirando.
– Coloca a sua roupa agora! Rápido! – disse entre dentes. E em segundos viu ele ficar quieto novamente. – Sasuke?! – o chacoalhou.
PORRA! Ele dormiu de novo?
– Argh, eu te mato desgraçado! – levantou-se e começou a chuta-lo, forte o bastante para despertá-lo.
– Que isso Sakura? – se defendia. – Porra, ta louca caralho?
– Coloca a roupa agora infeliz! – cochichava irritadamente, dando-lhe alguns tapas.
– Temos uma noite tão boa de amor e me acorda aos chutes?! – viu que ele se acostumou com a claridade, já podendo ver o negror sonolento de seus olhos.
– Você está pelado caramba! Aqui é um local público e tem uma garoti –
– Moça...?
Congelou prendendo a respiração.
Olhou para o lado lentamente e viu a menina loirinha de trancinhas, com um biquíni com desenhos infantis, olhando abarrotada para o moreno nu ao seu lado. Até a pazinha que tinha não mão caiu.
Ai caralho!
– Tem uma criança aqui, Sakura, porra! – disse irritado e constrangido, virando-se rapidamente de bunda para menina para se levantar e vestir a cueca e o calção.
– Eu falava exatamente disso! – resmungou tentando-o o cobrir com seu próprio corpo da menina que ainda estava com os olhos esbugalhados no rosto.
– MAMÃE!!! –ela esgoelou. Caralho! Era agora que seriam presos! Pensou ela.
– Puta merda! – olhou desesperada para o moreno. — Corre caralho!! – disse ela pondo-se a correr abandonando o moreno, que terminava de puxar a bermuda e tentar fecha-la estabanadamente, enquanto tentava alcança-la.
...
Ela ofegava, sentindo um alivio ao abrir a porto do apartamento e dando-se de cara com ele escuro e provavelmente vazio. Estava imunda, cheirando a sexo e peixe, e suas pernas acabaram de assar devido a areia em suas coxas na corrida de umas vinte quadras, para não serem pegos.
Que ótimo! Suspirou.
O moreno estava na mesma situação, ofegante, sujo e fedendo. Só não tinha as pernas assadas.
Preciso de um banho. Pensou como um morto vivo chamava pela carne, já se arrastando em direção ao mesmo ouvindo o Uchiha fechar a porta atrás de si.
Mas sentiu um corpo rijo lhe virar e lhe prensar contra a parede, e logo um olhar malicioso e um sorriso sacana lhe preencherem a visão.
– Onde pensa que vai? – sussurrou próximo ao seu ouvido.
As cenas das inúmeras vezes que se amaram diante a lua lhe vinham à mente. Deus... ele lhe tocando, apertando, a possuindo...
Mordeu o lábio inferior.
– P-para o meu banho. – lhe fitou.
Cretino! Como ele ainda conseguia ser lindo com aqueles cabelos sujos e totalmente bagunçados, juntamente daquele olhar brilhando luxuria junto do sorrisinho sacana?
– Você quis dizer.. o nosso banho... – estava rouco, e mordia levemente seu queixo. – Acha mesmo que matei toda a sua saudade Sakura-chan... ? – Sim, ele ainda era insaciável. – Quero te amar mais e mais... – roçava seus lábios dos dela.
Por que ele exalava aquele poder de fazer as mulheres querem arrancar a calcinha e empinar o bumbum para ele?
– Quero você toda molhadinha... – Ele sabia lhe provocar... Afundou a mão em sua nuca enquanto mordia a orelha. – Toda empinadinha pra mim... – sorria sacana, sentindo sua respiração quente entrando nos ouvidos.
Como resistir? Como?
Mordeu o lábio inferior, fechando os olhos.
Simples: Não havia como.
Ligou o botãozinho do foda-se e grudou aqueles lábios provocativos, sedentemente. Não se importava se estava dando uma de fácil ou qualquer coisa do tipo, apenas queria saciar-se dele, do seu cheiro, do seu corpo, assim como ele queria dela. Afundou as mãos macias nos cabelos ébanos violentamente, sentindo ele explorar desesperadamente o gosto doce de seus lábios.
Deus... Parecia que aquela saudade explodiria em seu peito. Não importava se o peito forte e largo dele estivesse a prensando de uma forma que a sufocasse, ou que aos mãos grande e hábeis percorressem desesperadas em seu corpo...
Quanto mais ele a tocava, mais queria senti-lo.
Enlaçou as pernas que ele tanto amava em seu torso largo, logo sentindo pousar a mão em seu bumbum, a excitando, e a outra em suas costas, já começando uma caminhada às cegas dentro do apartamento a procura do banheiro.
Vezes ou outras ela sentia as costas baterem em algum móvel ou alguns batentes de porta, mas estavam ocupados demais se deliciando com o gosto excitante de seus lábios em conjunto, devoradores, desesperados.
Percebeu logo já estarem do banheiro, e o Uchiha a desceu de seu colo, dando um chute na porta atras de si a fim de fecha-la. Ele a fitou com um sorriso safado, e ela retribuirá.
–... Rosada, rosada... – ele se aproximou já lhe tomando nos braços, apertando a carne macia dela, percebendo as mãos tímidas dela já começarem a abrir seu calção. – Por que você ainda me deixa tão louco...? – tinha o nariz afundado nos cabelos dela, onde ainda permanecia o cheiro delicioso de cerejas ali.
Depois de despidos, entraram para debaixo do chuveiro. A água morna corria sobre os corpos flamejantes, sedentos pelo desejo carnal, abafando ainda mais os gemidos carinhosos que soavam dos lábios vermelhos da rosada, enlouquecendo ainda mais o moreno que urrava enquanto apertava o bumbum que estava empinado para si, sentindo como ela era macia, deliciosa, molhada...
Como ela era sua.
...
Os dois Dodges chegaram ao ponto de encontro da corrida. Era um lugar mais afastado da população em massa da cidade; Um largo território, parecido com um local de festas rave, só que ao invés de musica e centenas de pessoas, havia alguns pequenos galpões e as equipes que correriam.
A loira e o ruivo já estavam ali, vieram bem mais cedo que a rosada e o moreno, que já estacionavam ao lado da equipe que os esperavam. Isso explicava o porquê do apartamento vazio. E depois que fizeram amor mais umas três vezes no banheiro, se apressaram ao lembrar-se da dita corrida.
– Estão atrasados. – disse o ruivo escorado à frente de seu carro, de braços cruzados.
– Tivemos alguns imprevistos. – O moreno lhe fitou rapidamente sorrindo de canto, logo fechando a porta de seu carro. E não teve como não corar.
Mesmo depois de anos, ainda ficava encabulada ao lembrar-se das cenas quentes que rolavam entre quatro paredes dos dois.
Cretino. Resmungou fechando a porta de seu carro.
Cumprimentou Neji, Tenten, o ruivo, e Jared fingiu que nem viu, logo já varrendo o olhar no local a procura de uma cabeleira loira, percebendo as várias pessoas que havia ali, junto, é claro, das famosas mulheres seminuas que sempre ficavam envolta de homens com dinheiro e carrões.
– Quando começa? – o moreno parou ao lado do ruivo. Tinha as mãos no bolso da calça tactel negra.
– Daqui a 15 minutos. – ele não lhe fitava, parecia incomodado com alguma coisa. – Somos a equipe numero 3.
– Eles parecem fortes. – escorou-se ao lado do ruivo, olhando os outros carros estacionados.
Com certeza aquilo era serio. As equipes pareciam habilidosas, com seus carros aparentemente bem modificados, e alguns integrantes até tinham uma cara intimidadora ao ver de alguma outra pessoa...
Mas ele não se intimidou nada com aquilo.
Apenas concluiu que aquilo era mais serio do que rachas clandestinos de rua.
– São sim. Não dão bobeira. – ele apertou o nariz. – Não ligam para nada, só para dinheiro.
Houve alguns segundos de silencio.
– Saquei. – continuava a fitar as equipes que estavam estacionadas separadamente, e todas tinham quatro carros.
– Por isso a gente não pode dar bobeira. – olhou para o moreno. – Principalmente você, entendeu... – percebeu ele lhe olhar serio. — ... Cana... ?!
Ele sorriu de canto, ainda fitando a sua frente.
Como suspeitava, ele já sabia de tudo.
– Onde está Ino?- a rosada perguntou alto, aproximando-se dos dois. Percebeu ela estar absorta do assunto deles.
O ruivo fechou a cara no mesmo instante, voltando a olhar para frente.
– Acho que foi no banheiro. – disse pigarreando logo após.
A rosada entranhou.
Olhou mais uma vez por cima do local, a procura do mesmo, e logo achou um pouco distante. Já se pondo a caminhar para lá.
– Ei! – o moreno a chamou, vendo ela nem virar-se para ele. – Você não vai sozinha. – Já ia segui-la, mas percebeu alguém tomar a frente.
– Eu vou com ela. – percebeu ser a tal de Tenten.
Sabia por cima que ela era amiga de policia da Haruno e que era habilidosa. Mas mesmo assim ficaria de olho.
– Ino! – chamou quando estava à frente do banheiro, logo o adentrando.
Viu que havia uns dez sanitários e uma pia grande de mármore, típico banheiro de shoppings, e logo já podia ouviu os choros abafados.
– Ei, ei... – correu na direção do choro, e viu a loira sentada no vaso que estava fechado, com as mãos entrelaçadas a frente do rosto enquanto se derramava em lágrimas. – O que foi porca? – perguntou carinhosa, retirando as mãos à frente do rosto dela. – Vai, respira fundo primeiro. – Limpava suas lágrimas, vendo ela tentar fazer aquilo que a rosada pediu.
E ela ficou alguns segundos assim.
– Sakura... – ela choramingou, parecendo tomar forçar para falar algo que estava entalado.
– O que foi?.. – lhe olhava preocupada. – O que aconteceu? Me diga!
– E-eu... – engoliu a saliva. — ... E-estou grávida...
Travou ao ouvir a revelação, olhando para os olhos azuis que se derramavam ainda mais agora com certo espanto.
Grávida?
Havia ouvido bem?
– C-como-
– Eu estou grávida... – repetiu abaixando a cabeça, apoiando ela com as mãos. Estava perdida.
– Você tem certeza disso? – colocou as mãos em seus ombros, olhando fixamente para seu rosto parcialmente escondido.
– Sim. – fungou. – M-minha menstruação atrasou, mas eu não dei muita bola. – esfregou o nariz com as costas das mãos. – Já faz duas semanas. Aí então eu comecei a me sentir estranha, cansada, tonturas e vomitando. – sua voz era embargada. – E eu tenho certeza disso. Tenho sim. – fungou outra vez.
Sentiu uma dor no peito ao ver a amiga naquele estado.
– Você sabe quem é o pai? – acariciava o ombro dela.
– Sim. – chorou soluçando. – É aquele ruivo desgraçado... – disse amargurada.
– Vocês brigaram? – de alguma forma, se via há seis anos. Na mesma posição da loira. Sentiu uma forte vontade de chorar junto a ela.
Mas se mostraria forte.
– Sim. – esfregou mais uma vez o nariz com as costas das mãos. – A gente transou mais uma vez depois da praia. Foi maravilhoso. Só que eu acordei e ele não estava mais na cama. Veio para cá, e finge que nada aconteceu. – viu o beiço dela tremer. – Cheguei aqui, perguntando se ele estava brincando comigo, mas ele só me olhou e não falou nada. – fungou. – Aí senti uma náusea e vim para cá vomitar. – percebeu ela morder o lábio inferior.
Tinha de ajuda-la, tinha de fazer o mesmo que ela fez por si no passado.
– E-eu não sei o que fazer Sakura! – por fim ela lhe fitou.
Segurou o rosto dela com as duas mãos.
– Você quer essa criança, certo? – lhe olhava firme e séria.
– Sim. – fungou. – Independente de qualquer coisa, ate mesmo de Gaara! Assim como você fez com Yuri! – olhou decidida para a rosada. – Só estou com medo... Com medo dessa corrida, com medo de prejudicar meu bebe... – instintivamente pôs a mão na barriga. – Eu sei que ele não tem culpa... E quero protegê-lo mesmo que tenho que fazer isso sozinha! – disse embargada.
Sorriu sentindo orgulho da amiga.
– Me escuta. – sua voz era calmadora, mas seu rosto era serio. – Você não está sozinha! Eu estou aqui, vou te ajudar em tudo, no que for! – via os olhos azuis lhe ouvirem atentamente. – E eu não vou deixar ninguém encostar um dedo se quer em você nessa corrida. – sorriu marota a ela. – Pode confiar em mim... – acariciou seu rosto. – Vamos cuidar juntas desse porquinho ai! – por final sorriu, vendo a feição de sua face mudar.
Ser mais esperançosa.
Ela sorri em meio às lágrimas e abraçar a rosada, de forma desesperada, certificando-se de que ela estava ali, se era real. Sabia que ela não a deixaria na mão, eram como unha e carne, como irmãs.
– Obrigada. – sussurrou, afundada nos cabelos meio ondulados e róseos.
– Eu nem acredito que vou ser titia! – a rosada sentiu uma lágrima de felicidade cair.
A loira riu abobalhada.
– Vai sim! E dinda! – disse animada, vendo a rosada festejar com alguns pulinhos.
– Yuri tem que saber disso! Ele vai ficar muito feliz. – se aproximou. – Vem! – disse carinhosa, ajudando ela a levantar.
– Vai sim. – fungou em meio sorriso. – Mas eu não quero que ninguém mais saiba.. Sabe. Por enquanto entende?... – esfregou o nariz com as costas das mãos.
– Acredite. – Já estavam de pé, e lhe lançava um olhar significativo. — Eu entendo!
Saiu dali com a loira, que havia lavado o rosto para melhorar um pouco a feição, e deu-se de cara com a de coques, que alegou estar ali “só para confirmar da segurança dela”.
E foi respondida por um “Você me faz rir mesmo!”.
Chegaram aos demais integrantes, vendo que eles já se preparavam. Os carros conferidos, os equipamentos de Neji todos instalados em um furgão, que provavelmente fazia parte do plano onde Neji e Tenten ficariam sempre por perto da equipe.
A rosada viu Gaara olhar disfarçadamente para a loira, olhar que ela notou ser preocupado, mas que a loira nem percebeu, ou não quis perceber, pois passou reto e de cabeça erguida por ele.
Suspirou. Ajudaria a amiga no que for, e faria de tudo para protegê-la.
Tomaria o lugar do ruivo imbecil.
Comeram um lanche reforçado e rapidamente, já que não almoçariam. Logo já se arrumando para a corrida. Armas, gasolina, NOS, todos os recursos que lhe ajudariam, estavam prontos.
– Vai me prometer que tomará cuidado?
Viu o moreno estar ao seu lado, e assustou-se minimamente. Por que raios ele aparecia assim do nada, sorrateiro, como um gato a espreita?
Sorriu minimamente.
– Sim. – largou o capo do carro, a fim de fecha-lo.
Ele pegou e a prensou contra o carro, e sem pedir permissão, tomou seus lábios de forma desesperada. Sentia a língua quente dele ir ritmada com a sua, desesperadas, parecendo ser o ultimo beijo que dariam em suas vidas.
– Eu quero que prometa... – disse após interromper o beijo. Estava ofegante, a poucos milímetros de sua boca. Sentia todos os músculos inchados que lhe prendiam, rijos e intimidadores.
Droga, já estava ficando excitada!
Ficou alguns segundos desnorteada, olhando para sua face alva, com os olhos suplicantes e ao mesmo tempo severos, obscuros. Deus, como aqueles olhos eram tão misteriosos?
Engoliu a saliva, tentando retomar a consciência.
– E-eu.. – piscou atônita por alguns segundos. Aquele homem conseguia lhe tirar os sentidos. – Prometo... Se você também prometer. – disse por fim revezando o olhar de seus lábios finos convidativos e em seus olhos penetrantes.
Ele sorriu de canto.
– Tudo bem. – disse de forma brincalhona. – Eu prometo. – fitava os olhos verdes que pareciam sorrir para ele.
– Eu também prometo. – arqueou a sobrancelha em diversão. – Satisfeito?
Ele alargou o sorriso de canto ainda mais.
– Não. – sorriu sacana, indo ao seu ouvido. – Só ficarei depois que tudo isso acabar, e você estiver nos meus braços... Gemendo o meu nome. – lambeu levemente seu lóbulo, percebendo ela arrepiar-se por inteira.
Afastou-se ainda sorrindo, e sorriu ainda mais ao vê-la rubra. Ficava ainda mais sexy assim.
Cretino! Resmungou, dando-lhe um rápido soco amoroso no peito forte dele. Ele riu, e ela se obrigou a sorrir sem jeito. Logo ouviram Gaara gritar para todos estarem em posição, pois começaria, e viu em questão de segundos o sorriso lindo morrer de seus lábios finos.
– Tome cuidado. – seus olhos tornaram-se frios, angustiados...
Ela meneou que sim com o rosto, já lhe olhando preocupada, dizendo para ele fazer o mesmo. E o fitou ir superiormente ate seu carro, ao lado do dela. Ele parecia tenso, o que lhe fez ficar tensa.
Era coisa seria. Seria o bastante para deixar Sasuke assim.
Mordeu o lábio inferior entrando em seu carro.
O que seria dela se acontece alguma coisa com ele? Apertou firme a direção, chamando-se de tola por pensar tais besteiras, mas era inevitável. Logo uma dor angustiante lhe tomou no peito.
Pôs a primeira marcha, fazendo o carro andar atrás do dele, que seguia Gaara para se posicionarem.
Dizia a si mesmo que não deveria esperar o pior, mas sabia que o mais coerente era esperar isso. Se ilusionava de que tudo ficaria bem, de que ela faria ficar tudo bem.
Parou atras do moreno que estava ao lado de Gaara, e viu a loira parar ao lado dela. Olhou o restante das equipes se posicionando e apertou firme o volante, respirando fundo e olhando para frente decidida.
Protegeria Ino e o bebe, com toda a força que tinha, e colocava repetidamente em sua mente que chegaria em casa e abraçaria seu filho, custe o que custar.
Ela e ele!
Ligou o rádio em uma estação que tocava musicas clássicas, somente um bom rock clássico relaxaria seus músculos e lhe trariam uma sensação boa ao dirigir ali, retirando um pouco da tensão.
Tocava Born to be Wild, dos Stephenwolf. Sorriu abertamente, sentido um arrepio lhe correr na espinha, seguido de uma sensação nostálgica um tanto boa. Aquela musica era a preferida de seu pai. Riu como boba, rindo do destino, do acaso.
Era a musica perfeita para ela no momento! Mordeu o lábio inferior, apertando o volante, queria chorar. Mas chorar com um sorriso no rosto.
Get your motor running – Ligue seu motor
Head out on the highway – Pegue a estrada
Lookin' for adventure – Em busca da aventura
In whatever comes our way – Qualquer uma que venha em nossa direção
Aumentou ainda mais o volume, mexendo a cabeça no ritmo da musica. Lembrava-se bem de seu pai cantando aberta e engraçadamente enquanto ele a levava para a escola com seu Opala 1976 vermelho sangue, seu xodó.
Via a mulher a frente se posicionar e preparar a largada.
Correria pensando nele, rezando e pedindo para que de onde ele estivesse que visse sua pequena princesa dos cabelos rosados, cortando a estrada com um v8, entregando-se a uma aventura.
– Imagine uma bonequinha linda como você dentro de um v8 cortando a frente de muitos marmanjos por aí! – ele sorria imaginando, enquanto os olhos verdes olhavam a estrada a sua frente. – Seria incrível, com certeza! – lhe fitou empolgado, vendo a pequena, de trancinhas lhe sorrir sem jeito, um tanto confusa tentando imaginar o mesmo que seu pai.
Ele gargalhou gostoso, pela face da menina tímida.
– Só não conte isso para sua mãe, por favor. – sorriu torto, coçando a nuca – Ela me mataria se ouvisse isso!
Beliscou o acelerador.
– Estou aqui papai, realizando sua fantasia! – sorria vendo a mulher se preparar para baixar a bandeira. – Espero que esteja me olhando velho... – disse carinhosa, engatando a primeira marcha — Pois vou acabar com esses marmanjos!
E a bandeira baixou.
Pisou fundo no acelerador, junto do restante dos carros e da sua equipe. A fumaça negra subia, e vários pneus gritaram em coro. A inércia a jogou para trás, tomando velocidade rapidamente, já engatando a segunda marcha.
Ainda estavam em formação da equipe, como uma muralha impenetrável, um colado ao outro.
Olhou no retrovisor e viu um carro se aproximar da loira ao seu lado.
Desacelerou o bastante, baixou a marcha e se pôs ao lado dele, batendo em sua traseira e acelerando. Sentiu o impacto, mas viu que seu carro sofre apenas um arranhão. Sorriu como criança.
O carro girou 180 ° graus, logo sendo atingido por outro na lateral. Ele foi jogado no ar e capotou várias vezes, indo parar no acostamento.
Ela já estava ao lado de Ino novamente, e ouviu seu rádio comunicador chiar. Baixou um pouco o volume do rádio.
– *Risos* Sempre apressadinha rosada.
Sorriu ao ouvir a voz dele.
Pegou o comunicador.
– Você nem viu nada, Uchiha. – sorriu de canto.
Como um verdadeiro filho da natureza
Nós nascemos, nascemos para ser selvagens.
Podemos escalar tão alto
Eu nunca quero morrer
Nascido para ser selvagem
Nascido para ser selvagem
Born to be Wild, Stephenwolf.
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