Vices
5 Apoio e Voltando a Ativa!
Notas iniciais
Graças as queridas leitoras Dona, Fanny e Hiroko Nana que me inspiraram. Obrigada queridas!
E também queria agradecer a todos que leem e que aos que favoritaram. Obrigada meu povo o/
Espero que gostem!
Boa Leitura.
- E daí veio o lobo mal e comeu os dois. – uma voz interrompeu.
— Não é essa a his- a loira se calou ao ver uma figura de macacão negro, com o capacete negro com cinza, quase passando a entrada do escritório, destravando as cordinhas de segurança do capacete.
- N-não tire o c-capacete! hehehe – Gritou Naruto pulando a dele frente, com um enorme sorriso amarelo, tentando impedi-lo.
- O que esta fazendo, Naruto? – a voz soou abafada de dentro do capacete, mas pode-se notar o tom irritado.
A loira percebeu que o pequeno Yuri saiu de trás de si para poder fitar o invasor que tentava se desvencilhar do loiro eufórico. E o mesmo ao ver o pequeno travou.
Naruto seguiu seu suposto olhar e parou no olhar confuso de Yuri.
“Ferrou.”.
Com certeza Sasuke veria que aquele garoto era seu filho, já que era sua réplica exatamente exata. Mas Naruto estava torcendo inteiramente para ele desconfiar nem que fosse um pouco disso.
- Deixa de ser baka, tio Naruto. – ele emburrou.
“Ok!”. Pensou. “Agora ele tem certeza!”.
Suspirou derrotado.
- Er.. – Gaara viu a tensão ali. – Leve ele para tomar uma cerveja Naruto. Para discutir aquele assunto. – lhe lançou um olhar obvio.
- Nem pensar! – o pequeno levantou emburrado, de braços cruzados e olhava para Naruto. – Você vai nos dizer quem era no telefone e se sabe algo sobre a minha mãe.
Naruto sorriu amarelo. E a primeira explicação em sua mente foi “Foi esse teme aqui que é o seu pai e ele me disse que sua mãe estava a salvo!”.
Alargou o sorriso.
- Foi esse teme aqui. – referiu-se ao de capacete. – Eu.. tinha assuntos para tratar com ele e daí.. o chamei aqui pra gente fazer o que o ruivinho ali disse. – sorriu novamente.
- Você vai ir beber com um homem enquanto minha mãe está em perigo? – a expressão dele ficou dura, e as sobrancelhas pesaram nos pequenos olhos ônix.
- N-não.. Er.. N-não foi isso o que eu quis dizer. – ele abanava as mãos em defesa a frente do corpo, ainda sorrindo sem jeito.
O ruivo suspirou.
Ele era um baka mesmo.
- Esse homem pode nos ajudar a pegar os homens que armaram isso contra você e sua mãe. – sorriu rapidamente, e viu que ele ouviu com atenção – Fique tranquilo.
Ele suavizou a expressão, e a mesma agora era de compreensão. E voltou-se a sentar ao lado da loira.
Ela viu que Sasuke ainda estava travado e não tinha tirado os olhos de Yuri. Ate imaginava o turbilhão de perguntas e emoções que se passavam na cabeça do mesmo, já que pelo que sabia, ele não havia acreditado quando Sakura disse que estava grávida.
- Qual é o seu nome? – o pequeno perguntou inocentemente ao homem que ainda estava de capacete.
E ele parecia perdido em pensamentos. Sentia um frio no estranho no estômago, e lembrou-se que sentira aquilo à muito tempo atrás.. ao lado dela. Não sabia se acreditada no que sua mente dizia a todo o momento repetitivamente.
“Ele é seu filho.”
“Ele é seu filho.”
“Ele é seu filho.”
“Ele é seu filho.”
Suspirou em peso, e a lembrança da voz embargada, de uma rosada chorando e desesperada também vinha a seguir.
Cerrou o punho com toda força que tinha. Respirou fundo, tentando manter a calma e não demonstrar as reações que só de olhar para aquele garoto estavam lhe causando. Era nostálgico.
Um aperto forte sondou seu peito.
- Moço? – o pequeno estranhou arqueando a sobrancelha negra.
- Sasuke. – se limitou. Sua voz era rouca e tentou soa-la indiferente.
Todos os presentes sentiram a tensão ficar ainda mais densa.
- Er.. – o loiro se pronunciou. – Vamos lá, Sasuke. – deu um sorriso forçado. Já empurrando o amigo para fora dali.
E foi saindo de costas, sem tirar os olhos do pequeno, gravando seu rosto que era exatamente igual ao dele quando mais novo, e só o fez quando o seu amigo loiro o virou forçadamente.
E percebeu que apenas os lábios dele eram iguais ao da rosada. Carnudos..
O pequeno ficou curioso com tudo isso. Principalmente o porquê de todos, inclusive aquele homem, ficarem tensos de uma hora para outra. E ainda tentarem disfarçar algo.
- Quem ele era? – perguntou inocente ao ruivo, que estava de braços cruzados.
Viu que ele engoliu seco e travou a mandíbula.
- Um amigo nosso.
...
- Você tem algo pra me falar Naruto? – perguntou irritado ao amigo loiro enquanto retirava o capacete, assim que chegaram à rua.
Viu-o desviar o olhar e coçar a cabeça. Estava nervoso.
- Eu te fiz uma pergunta! – esbravejou impaciente.
Ele tambem estava nervoso. Seu corpo estava em um turbilhão de sentimentos e já não conseguia mais usar a habilidade Uchiha de controlar os sentimentos.
- Vamos para outro lugar, e daí conversaremos com calma. – espalmou a mão a frente do corpo, em um pedido silencioso para que se acalmasse.
Viu-o bufar alto.
- Até quando iriam esconder de mim? – travou as mandíbulas.
- Não cabe a nós isso, Sasuke. – disse firme, olhando em seus olhos. – Você sabe disso.
Viu ele ficar em silêncio alguns segundos. Tinha entendido o recado. Desviou o olhar e esfregou o rosto com a mão livre, já que a outra segurava o capacete.
- Então você não vai me falar nada. – foi mais uma confirmação, enquanto olhava para os olhos azuis firmes do loiro a sua frente.
Viu que ele queria muito lhe contar. Contar tudo. Mas ele não podia. Ele, acima de tudo, respeitava a decisão dela. E não o culpava por isso.
- Desculpe. – ele desviou o olhar por alguns segundos. – Mas.. – voltou o mesmo. – Ouso a dizer que ele é birrento igual a você! – deu um sorriso mínimo brincalhão.
O moreno suavizou a expressão e deu um mínimo sorriso nostálgico. Desviou o olhar e sentiu o aperto no peito de antes aumentar ainda mais.
“Um filho..”
Sentiu seu punho se fechar novamente com força. Pela primeira vez o Uchiha era o ultimo a saber. E foi se perguntando se ele não tivesse vindo para Manhattan se saberia algum dia, que lembrou da conversa com o loiro que vinha cogitando enquanto estava no caminho para a oficina.
- Vamos. – o fitou seriamente. – Assunto sério.
...
- Acelera Tsunade-sama! – disse impaciente olhando as ruas passarem atrás de si.
Ela por sua vez a olhou emburrada.
- Você é louca mulher? – seu olhar era incrédulo para a rosada ao seu lado. – Estou à 100 no meio desse movimento.
Ele revirou os olhos divertidamente.
- Qual é. – a olhou suplicante. – Bota uns 120 aí!
A mestra apenas suspirou revirando os olhos, enquanto baixava a marcha. Ela era mesmo doida. Havia acabado de sair de uma perseguição e já estava querendo sair a mil por aí. Sorriu discretamente. Mas não a culpava, já que ela estava ansiosa para rever o filho.
- Eu ainda estou com a adrenalina no sangue. – Explicou-se brincando.
- E muita saudade do filhote. – rebateu a loira sorrindo.
- Muita. – disse ternamente olhando para as mãos, pousadas em seu colo. Colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha. – Será que Sasuke foi lá? – continuou a fitar as mãos.
- Não sei querida. – percebeu ela estar longe em pensamentos. – E se foi, com certeza seus amigos disfarçaram. – tentou de alguma forma acalma-la.
- Amigos? – a olhou curiosa.
- Sim. – a olhou rapidamente. – Naruto estava lá na oficina com o Gaara. E parece que chamaram a Ino para acalmar Yuri.
“Então foi você, Naruto..”
- Ah bom. – sorriu disfarçando o fresco pensamento.
Depois de poucos minutos, já avistaram a grande oficina. Para o alívio da rosada, já que pareciam horas dentro naquele carro. Tudo o que mais queria era abraçar o filho e dizer que estava tudo bem.
E nem iria demorar, já que alguns segundos depois que Tsunade estacionou, viu um pequeno sair correndo pela lateral da oficina e ir de encontro os braços da mãe, que o ergueu no colo. O apertou com toda a força que tinha, e alisava seus cabelos enquanto ouvia o mesmo chorar baixinho, aliviado por rever sua mãe sã e salva.
- Estou orgulhosa de você meu amor. – afundo o rosto nos cabelinhos negros e cheirosos, sentindo os olhos marejarem.
Tsunade que estava escorada no carro com os braços cruzados olhava a cena com ternura. E deixou-se suspirar enquanto sentia seus olhos marejarem também.
A rosada viu o pequeno erguer o rosto para fita-la, e esfregava os olhinhos com as costas das mãos. Achou a cena fofa, e viu que Gaara e Ino surgiram atras do pequeno.
- V-você esta bem? – ele esfregou a pequena mão no nariz e fungou. Tentando retomar a expressão de forte, sem chorar.
“Uchihas..” Ela pensou enquanto deu um sorriso.
- Estou. – limpou a bochechinha dele com a mão. – Graças a você, sabia. – sorriu.
Ele sorriu deu um largo sorriso e abraçou novamente.
Viu Ino sorrir terna para ela e Gaara sorrir minimamente. E se perguntou por um momento em onde estava Naruto. Bom, isso não importava agora. Depois pegaria a loira e extrairia todas as informações.
- Quer ir para casa não é? – perguntou ao ser em seus braços, afagando seus cabelos negros.
Ele meneou que sim com a cabeça.
- Ótimo. – sorriu. – Mas antes a mamãe vai conversar com o Gaara e a tia Ino, está bem?
Viu ele menear novamente que sim com a cabeça, só que dessa vez mais preguiçosamente. Ele devia estar morrendo de sono. Acordara cedo e já eram 2 horas da manha. E o choro tambem contribuía com o sono.
- Vamos para dentro. – o ruivo se pronunciou. – Você tambem, Tsunade-sama.
Dentro de segundos eles já estavam dentro da oficina.
Tsunade fez algumas perguntas profissionalmente, dando ênfase se alguns dos três conheciam alguém suspeito, deixados no Japão ou aqui mesmo. O ruivo disse que conhecia muita gente que poderia ajudar a investigar a origem dos carros, mas os deixou em sigilo. Ele era esperto. Não iria falar nada sobre os rachas e as coisas ilegais que ele fazia, dando suspeita a Tsunade.
Yuri dormiu no colo da rosada. A mesma o colocou sobre o sofá no pequeno escritório e o cobriu com seu casaco, depois voltando ao interior da oficina onde estavam sentados em banquinhos formando uma roda.
- Acho que tenho uma pista sobre os carros. – disse ela retornando, chamando a atenção de todos.
- Qual seria? – a loira dos seios fartos perguntou séria.
- Nitrometano! – parou e cruzou os braços.
Gaara e Ino olharam para a rosada de pé, a frente deles, com um olhar significativo.
- Eu sou a única a boiar aqui? – a mestra arqueou a sobrancelha a ver os olhares significativos sendo trocados a sua frente.
- Nitrometano é uma bomba musculatória para o seu carro. – explicou o ruivo se escorando na encosta da cadeira e cruzando os braços.
- E é usado no lugar da gasolina, tendo um nível de HP 100% maior do que a gasolina comum. – a rosada terminou.
A tenente curvou os lábios impressionada.
- E há somente um cara no estado que modifica os carros para se adaptar à isso.. – a loira olhava para a rosada.
- Exatamente. – fitava os olhos azuis.
- E quem é ele? – a loira cruzou os braços esperando a resposta.
Ino já havia percebido que a rosada queria tirar essa historia a limpo com suas próprias mãos. Era uma marca dela. Então, apostava que ela não falaria e explicaria as coisas esclarecidamente a Tsunade, que olhava para a mesma seriamente, já que ela tambem notou o objetiva da rosada.
- E então, Sakura? Quem é?
Ela suspirou. Tsunade não aceitaria, mas ela teria que entender.
- Eu queria lidar com isso eu mesma, Tsunade-sama. – a olhou firme.
A loira por sua vez apenas riu em escárnio.
- Esta brincando comigo, não é Sakura? – mantinha a voz firme também.
Ino e Gaara ficaram meio encolhidos, já que haveria uma guerra de gigantes.
- Não estou. – sua face era determinada. – Você sabe que eu tenho capacidade de lidar com isso e que eu quero muito fazer isso.
- E sei também que eles querem a sua cabeça em uma bandeja! – levantou-se. – Não é apenas questão de querer, Sakura. – as sobrancelhas loiras pesavam nos olhos de mel.
- Mas sim questão de experiência. – rebateu. – Conheço muito bem esse tipo de gente.
- Meus homens tem experiência. – se aproximou. – Ou está dizendo que eles não têm?
- O único homem que você pode confiar essa “missão”.. – se aproximou também. – Sou eu.
As coisas estavam tensas ali. Ino engoliu seco e Gaara olhava as duas, firmes e próximas, apreensivo. Conhecia muito bem a temida Tsunade Senju, que não voltava atras com a palavra, mas conhecia também a decisiva e mamãe tigre Sakura, que herdou o gênio explosivo da loira peituda à sua frente.
Ela não largaria esse caso. Alem de sua vida estar em jogo, seu filho estava. E não iria ficar de braços cruzados diante disso.
Não mesmo.
- Você não é da policia para confiar essa missão à você. – cerrou os olhos de mel, sentindo internamente orgulho da aluna, mas não demonstrando. Ele treinou uma mulher e tanto!
- Posso voltar se for necessário. – disse firme.
Tsunade não aguentou mais e sorriu. Um sorriso de orgulho e afeto. O que faz a rosada sorrir também. Mas claro, ainda estava preocupada com ela.
- Bem que dizem que você será pior do que eu. – murchou um pouco o sorriso. – É perigoso Sakura. – agora sua expressão era preocupada. – Bem mais.
Sakura entendeu. Se fosse qualquer outro, Tsunade nem se discutiria e dava o caso, sem se importar. Mas se tratava dela, sua aluna que considerava uma filha. Aquela que sempre que voltava de suas missões, a mesma lhe dava sermões se acabasse ferida ou por não dar noticias.
Ela sempre fora seu porto seguro. Aquilo que seus pais foram para si.
Ela ate hoje atuava no caso da morte dos pais da rosada, e ate hoje não achava pistas e nem suspeitos. Ela era uma grande amiga da mãe de Sakura, e logo após o crime, quando a rosada estava sozinha com medo e desamparada, aproveitou a promoção em Manhattan e a carregou junto consigo.
A apoiando e a ensinando para a vida.
- Confie em mim, shishou. – a olhou terna, mantendo o sorriso meigo.
Tsunade pareceu relutar no começo, mas depois cedeu. Dizendo que ela seria vigiada 24 horas por dia, assim como Yuri, que teria que lhe ligar a cada 30 minutos e que ela lhe pagaria um carro novo. E dessa vez melhor. A rosada de cara não aceitou, mas a loira disse que sim e ponto final. E Sakura sabia que não adiantaria teimar com ela.
Depois de se entenderem, a Yamanaka se propôs a levar Sakura em casa, já que estava de carro, e posar com a mesma. Por precaução.
- Estou me sentindo uma criança. – disse irônica, enquanto a loira fazia a curva.
- Eu até iria gostar. – riu. – Gosto de ser mimada.
Ela apenas revirou os olhos.
Ino sempre foi meia mimadinha e um pouco patricinha, mesmo gostando de carros e coisas de meninos, assim como ela. Ela estava toda linda: de vestido, maquiada a altura de uma princesa e com saltos lindos. Estava impecável. E a explicação era que iria sair com um cara que conheceu na oficina, o cara do Audi que a rosada viu pela manha, mas que cancelou e foi prontamente ficar com Yuri.
E ainda disse que a rosada estava lhe devendo uma noite maravilhosa de amor com um bófe lindo e gostoso.
A rosada teve que rir.
“Ela vai morrer sendo meio vadia.”
Quando chegaram em casa, Ino estacionou o seu Nissan 350 Z branco na garagem da casa, que antes ficava seu xodó e que agora era lata velha amassada.
Yuri veio dormindo no colo da rosada, e ao chegar à mesma o levou com todo o cuidado para a cama, não tentando acorda-lo. O telefone residencial começou a tocar alto, e Sakura praguejou mentalmente. Mas a sorte era que Yuri tinha o sono pesado assim como o dela e não acordou. Ino foi atender.
A rosada voltou do quarto do pequeno e viu a loira já sentada no sofá, ligando a TV.
- Quem era? – perguntou se aproximando e deixando um suspiro cansado sair.
- O Naruto. – trocou o canal da TV.
- O que ele queria? – amarrou o cabelo em um coque desajeitado e alto, logo indo sentar ao lado da loira. Sentou sobre uma das pernas ficando de frente para ela.
- Saber como você esta e como estava o seu ferimento. – a loira a fitou.
- Então ele estava com o Sasuke. – suspirou baixinho.
- Você o viu? – viu ela arregalar levemente as órbitas celestes.
- Sim. – olhou para um canto da sala lembrando-se. E um frio no estômago lhe atingiu. – Ele abateu outros dois carros que vinham dar reforço, e me salvou de um provável tiro nas costas.
A loira abriu os lábios em leve espanto.
- E daí?! – virou-se para ela eufórica e rapidamente. Parecia que a rosada iria lhe contar sobre o primeiro beijo.
- Bem.. – olhou para seu colo, e mexeu nas mãos sobre ele. – Ele ficou lá.. – fez bico. – Lindo, gostoso e silencioso. – olhou para o lado ruborizada. – Fingiu como se não tivesse acontecido nada, Ino. Nada.
A loira sentiu a voz dela começar a embargar. Suspirou.
- Foi difícil, não foi? – a olhou triste.
- Mais do que imagina. – apertou os lábios ainda olhando para o nada.
- Mas eu sei que você não se deixo levar. – pôs a mão eu seu rosto delicado, agora com gotículas escorrendo, e virou-o para si. Sorriu. – E eu sei que você é forte o suficiente para manter a cabeça erguida e colocar todo em seu lugar. – pôs a outra mão no ombro da rosada. – Eu confio em você!
A loira lhe fitava com ternura, e agradeceu aos céus por ter uma amiga verdadeira como ela ao seu lado. Em todos os seus obstáculos. Todas as dificuldades ela estava lá. Loira e vadia, mas verdadeira e protetora.
- Obrigada, Ino. – disse ao abraçar a amiga, e já derramando as lágrimas que segurou a noite inteira. Apertou o abraço.
- Chore minha cherry. – afagou os cabelos róseos. – Descarregue tudo no meu ombro. Você sabe que ele é um enorme absorvente para você. – brincou.
A rosada sorriu em meio as lágrimas.
- E eu te entendo.. – deu um tapinha em suas costas. – Ignorar o gostosão do Sasuke não é pra qualquer uma!
- Ino! – a repreendeu saindo do abraço, mas logo depois sorrindo. – É uma idiota mesmo. – limpava as lágrimas. – Ele foi à oficina, não é? – fungou o nariz.
- Sim. – ela cruzou as pernas e também os braços. – Mas não se preocupe que o doido do Naruto pulou na frente dele antes dele tirar o capacete. – sorriu de canto.
A rosada deu um sorriso mínimo, mas verdadeiro.
- Ele viu Yuri? – a perguntou com um friozinho na barriga. Era um misto de felicidade e esperança.
- Uhum. – a olhou. – Tinha que ter visto. Ele travou. – viu a amiga ouvir atentamente. – E ficou nervoso. Alias, muito. – desviou o olhar. – Acho que bateu um arrependimento enorme nele.
- Você acha? – perguntou receosa.
- Meus instintos dizem que sim. Uchiha Sasuke não fica nervoso por qualquer coisa. Estava quase perdendo a “pose perfeita Uchiha” – fez aspas.
- Mas pode ter sido raiva. – olhou para o chão.
A loira a fitou e suspirou.
- Fala serio Sakura. Ele viu que Yuri é um garoto adorável, e tenho certeza que o Uchiha não é feito de pedra totalmente assim. – viu a amiga lhe olhar nos olhos. – Ele ate poderia estar de capacete, mas eu sei, e sei que se estivesse lá também veria, que ele sentiu todos os arrependimentos juntos, apenas ao olhar para Yuri.
Ino estava sendo sincera, e a rosada sabia disso. Assim como reconhecia que a Yamanaca, assim como ela, conhecia perfeitamente as reações de Sasuke.
- Tudo bem. – suspirou dando um sorriso rápido. – Eles não falaram nada que possa dizer o que ele veio fazer aqui? – arqueou a sobrancelha.
- Não. – juntou as sobrancelhas lembrando. – Na verdade, o Gaara apenas disse para o Naruto levar ele a um bar para falar sobre um assunto. E deu ênfase. – colocou o dedo no queixo. – Não sei se era apenas para tirar o Uchiha dali, ou aproveitou o momento.
- Eu voto na segunda opção. – escorou-se no encosto macio do sofá. – Já que Naruto estava com ele.
- Como tem certeza disso? – a fitou.
- Somente Sasuke sabia do meu ferimento.
A loira queria saber muito mais detalhes sobre o que aconteceu com o reencontro dos dois, mas sabia que seria delicado e torturador para a amiga. Ignoraria seu lado impulsivo por detalhes.
- Pois é. – bateu levemente as mãos nos joelhos, as pousando ali. – Naruto será a única fonte que você conseguira algumas lasquinhas.
- Eu sei. – esfregou os olhos. – Eu tentar pegar ele amanha, depois que ir a um lugar. – a olhou suplicante. – Preciso que fique com Yuri.
- Mas aonde você vai? – juntou as sobrancelhas.
- Atras do Michael.
- Sozinha? – espantou-se levemente.
- Não vai ser problema. – descartou. – Vou apenas falar com ele.
- Aham, sei. – debochou e fez cara de paisagem. – Com um pé de cabra na mão, não é Sakurinha? – sorriu forçadamente.
Ela sorriu.
- Não se preocupe. Vou ficar bem – manteve o sorriso enquanto olhava os olhos celestes debochados.
- Tudo bem. – suspirou derrotada. – Mas ainda não acho certo. – fez bico.
A rosada apenas lhe lançou um beijo e se levantou.
Ino ajudou a rosada a colocar algumas coisas rapidamente da casa em dia, como colocar a roupa pra lavar, ajeitar a cozinha e dobrar roupas. Depois foram deitar. Ino iria dormir com a rosada no quarto.
Ela era muito espaçosa e Sakura resmungava toda hora, mas a mesma nem dava bola. Yuri no meio da noite correu para o quarto da rosada e disse que queria dormir com ela, e levou a sorte grande sendo agarrado de um lado por uma loira linda de tirar o fôlego e uma rosada exótica, de beleza única e um corpo de dar inveja a qualquer mulher.
...
Sem ter nenhum, sonho a rosada dormiu tanto que parecia não ter dormido há anos.
Por volta das nove e meia da manha, ela foi acordada pela loira, dizendo que haviam um Deus grego lá na porta, esperando por ela. A rosada levantou num pulo, cuidando para não acordar Yuri. Escovou rapidamente os dentes e deixou cabelo apresentável.
Quando chegou lá viu que era Jared. Ele dizia estar preocupado com ela, já que soube do que aconteceu. E disse que a ajudaria de qualquer forma. Pareceu para a rosada que ele estava realmente preocupado.
O que só gerou piadinhas e provocações da Yamanaca.
Mas apenas ignorou.
As duas fizeram o almoço, que pelo que Yuri comeu havia ficado gostoso, e depois ajeitaram a cozinha. Depois, Sakura pediu para Ino levar Yuri para sua casa, já que de qualquer forma ela sabia que não era seguro ficar em sua casa, para ela botar seu plano em ação. Yuri ficou confuso e ela disse que iria resolver alguns problemas, que não era para se preocupar. No fim ele apenas suspirou e concordou receoso.
O novo carro de Sakura já havia chegado, e estava à frente da porta da sua casa. Sua mestra era rápida e eficiente mesmo. E ainda por cima conhecia o seu gosto. Era um Dodge Challenger 2012 SRT8, negro com duas faixas brancas cruzando todo o carro pela parte superior. https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRRNcPPBNkWUVTc-QGJHXIQn1_OSfSVweNWkjQ-tn4T9nL22nXM Era realmente maravilhoso e estava devendo, mais uma vez, para sua mestra.
E agora estava ali como uma leoa, escondida nos arbustos esperando o momento exato para pegar sua presa. Só que seu arbusto era negro e tinha cheiro de carro novo. Estava do outro lado da rua de onde a oficina do famoso Michel Roberts se localizava. E um pouco mais afastada.
Estava ali já faziam uns trinta minutos, e se ficasse mais causaria desconfiança. Optou por esperar mais um pouco. Mesmo de longe ela tinha uma boa visão do interior da oficina, e via seu alvo perfeitamente também. Ele estava com mais três caras e mexia no motor de um deles. E o que lhe chamou a atenção, é que o carro era um Mustangue negro.
- Filho da mãe. – disse entre dentes. – Esta modificando o carro para usar Nitrometano.
Pegou o celular e disfarçadamente tirou uma foto com o zoom no máximo, para a câmera poder captar a placa. Viu que ele finalizava o trabalho, e logo veio um homem, de paletó negro, calças tambem negras e camiseta branca, assim como os caras da noite passada, se aproximar e lhe dar um envelope. Posicionou rapidamente a câmera do celular e tirou uma foto do rosto do homem, e rezava internamente que a resolução precária fosse o suficiente.
Ele fechou o capô e fez certo com o polegar para o cara, que saiu com o carro com mais o outro cara que estava junto na oficina.
E sorriu. Agora era sua chance.
Guardou o celular no bolso na jaqueta negra de couro, e destravou a porta do carro e já colocava a mão na maçaneta da porta. Mas uma moto esportiva, mais precisamente uma BMW negra, lhe travou no meio do caminho.
"Droga!"
Notas finais
hehe, sei que estão querendo me matar, mas o cap ia ficar imeeenso. nn'
Mas e aí hum? bom, ruim, médio, da pra ler? hum? hum?
Beijoocas, até o próximo! :D
Fale com o autor